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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Os maiores destaques negativos da TV aberta brasileira em 2017



Depois de listar os maiores destaques positivos (relembre AQUI), eis a segunda parte da retrospectiva 2017 do Eu Critico Tu Criticas com tudo que teve de pior na programação do ano que já se foi. A lista é elaborada baseada unicamente na opinião deste que vos escreve e, portanto, é sujeita a injustiças e esquecimentos. Acompanhem e depois deixem sua opinião nos comentários!

17º lugar: Vade Retro

Quem esperava encontrar um novo Os Normais deu com a cara numa reedição de O Dentista Mascarado com toques de terror a la Zé do Caixão. Nem Tony Ramos e toda sua genialidade para dar vida ao próprio diabo conseguiu salvar a série, supostamente, de humor. O grande problema de Vade Retro foi na construção do texto. O maior trunfo da dupla Alexandre Young e Fernanda Machado em seus grandes trabalhos na TV eram os diálogos rápidos e cheios de ironia e humor corrosivo. Já em Vade Retro, para brincarem com o sobrenatural, usando da linguagem dos filmes de terror, os autores foram um tanto didáticos para explicar as situações absurdas do roteiro. E isso soou forçado. Piada precisa de ritmo, de timing. Lentas e de conteúdo pouco inspirado, as falas passaram longe da esgrima verbal que se espera de uma comédia.

16º lugar: Fim do Legendários

A Record não foi feliz em grande parte de suas decisões acerca de sua linha de shows em 2017. A principal delas ocorreu no início do ano, quando a emissora passou o Legendários das noites de sábado para a sexta-feira. O programa de Marcos Mion saiu de um horário consolidado para se aventurar num novo dia e se deu mal. A atração, no ar há sete anos, acabou cancelada. Uma perda tremenda para o público e para a própria Record. Besteirol espirituoso de primeira linha, o programa se assumiu como entretenimento puro e fez muito bem o que se propôs, sendo uma das pouquíssimas atrações da Record sem estar com o pé atolado no sensacionalismo e no dramalhão para ganhar audiência.

15º lugar: Amor e Sexo

Pelos temas que apresenta desde quando estreou, lá em 2009, Amor & Sexo sempre teve um pé ancorado no didatismo, mas sempre conseguiu ser um programa muito lúdico e divertido (já o coloquei na lista dos melhores do ano em retrospectivas passadas). Na temporada que estreou no final de janeiro de 2017, porém, a atração optou por uma mudança radical: a de dar lições de moral sérias sobre temas essenciais. Acabou caindo na chatice e virou um verdadeiro telecurso ao tratar de temas como feminismo, machismo, ideologia de gênero, entre outros. Por ser, acima de tudo, um programa de entretenimento, a temporada derrapou rude no didatismo, além de dificultar o debate de diferentes visões sobre um mesmo assunto.

14º lugar: Sophia Abrahão apresentadora

Ela é um fenômeno na internet e mobiliza milhares de fãs, que sobem hashtags a cada passo da moça e votam em prêmios populares. Mas será que "tudo" isso é o bastante para Sophia encarar o desafio de um programa ao vivo e ser efetivada como apresentadora na bancada do Vídeo Show? Definitivamente, não. Que os "tirulipos" me desculpem, mas a mulher é ruim demais! Sem experiência, nem conhecimento de TV, Sophia não acrescenta em nada na dinâmica do Vídeo Show e não consegue conversar com convidados com mais quilometragem de carreira. A presença dela ali é apenas uma prova de que qualquer pessoa pode cumprir exatamente a mesma posição. O grande atrativo de um programa ao vivo é poder improvisar, pirar, brincar e Sophia não tem o menor carisma para ser esse tipo de apresentadora. Nem pra ler o teleprompter direito ela serve. Sem jogo de cintura, a artista (que também atua e canta e, incrivelmente, também manda mal nas duas coisas) soa pouco natural lendo o texto do teleprompter e, quase sempre, se perde quando tenta fugir do roteiro, fazendo cara de paisagem.

13º lugar: O Rico e Lázaro

A Record conseguiu desgastar o formato de novela bíblica. Há dois anos que a emissora exibe no mesmo horário tramas com cenários e figurinos muito parecidos, dando a impressão de que é sempre a mesma novela. Não sei vocês, mas eu já estou cansado de ver tanta areia, figurinos suntuosos de reinos antigos, homens barbudos e cabeludos, falas empostadas e nomes esquisitos. É preciso diversificar. A trama em si também não foi livre de críticas, já que a história se revelou uma verdadeira "salada de chuchu sem tempero", enrolando seus trunfos por longos e longos meses para só "acontecer" nos momentos finais.

12º lugar: Belaventura

Mais um exemplo que prova que a Record, definitivamente, foi infeliz em sua dramaturgia em 2017. A trama de Belaventura não passa de uma colcha de retalhos de clichês de histórias medievais e de capa e espada. Isso não seria um problema, não fossem as limitações nos cenários, que acabam por limitar também o roteiro. Parece que a Record e a Casablanca (a produtora parceira) economizaram para as novelas bíblicas. Além disso, adota uma direção teatral – uma temeridade em se tratando de um elenco tão inexpressivo, onde somente poucos conseguem dar dignidade ao texto de Gustavo Reiz e não repetem as falas empostadamente.

11º lugar: A Fazenda - Nova Chance

A ideia de reunir ex-participantes de reality shows em A Fazenda foi muito interessante. Entretanto, na prática, a reunião de ex-realities não funcionou. A Fazenda – Nova Chance tentou fazer uma mistura explosiva, trazendo vários participantes polêmicos. Mas montar um cast de um reality show é quase como uma "alquimia" e nem sempre a mistura aparentemente a prova de erros vai funcionar. E foi o caso. Juntos, os participantes de A Fazenda – Nova Chance não renderam muito, o que tornou a competição modorrenta e opaca. Boa parte deles teimaram em repetir os mesmos erros de suas participações anteriores em seus respectivos realities. A outra parte, não renderam nem em seus realities anteriores, nem nessa. E ainda tivemos que suportar, logo após o fim do BBB17, a presença nefasta de Marcos Harter, que, ainda por cima, recebia uma proteção visível de Roberto Justus. O "período sabático" não foi suficiente para o público sentir saudades da atração e prestigiar esta nova temporada. O programa já vinha numa curva decrescente de interesse e esta curva se tornou ainda mais acentuada na nova fase.

10º lugar: Os Dias Eram Assim

Foi a primeira novela das onze a receber a esquisita nomenclatura de "supersérie". Contudo, ela não teve nada de "super", nem de "série". Foi, na verdade, uma autêntica novela, com todos os maiores clichês do gênero. O que não seria uma crítica por si só, caso fosse um enredo bem conduzido. Mas não foi o que aconteceu. O texto raso e arrastado e o pano de fundo tendencioso e maniqueísta do período militar (propositalmente ou não, as autoras não conseguiram traduzir a complexidade do período que retrataram) cansou o público, apesar de sua boa audiência. Ficou bastante claro que ela não tinha sustentação para durar 88 capítulos, enrolando sua trama principal até não poder mais (consequentemente, criando a famosa "barriga").

09º lugar: Cidade Proibida

Nada se salvou na série. Vladimir Brichta viveu um protagonista, o detetive Zózimo Barbosa, extremamente caricato. Usando sempre da mesma expressão (e olha que o ator já provou ter muitas), ele viveu um personagem raso. Mas o pecado maior estava no texto proibitivo de Cidade proibida. E sem um texto à altura, não há Vladimir que faça milagre. Os diálogos eram carregados de frases feitas e, pior, retratavam um modo de pensar que poderia até ser aceito socialmente em 1950. Falar, sem tom de ironia, sentenças que tratam a mulher como um mero objeto de prazer masculino soa, no mínimo, antiquado ou apenas datado. A narração do próprio Zózimo também atrapalhou o andamento e mais aborreceu do que divertiu.

08º lugar: Adnight Show

Com a fraca repercussão da primeira temporada de Adnight, a Globo reformulou a atração e a rebatizou como Adnight Show. Pois o programa de Marcelo Adnet não só continuou sem graça, como ainda ficou sem propósito e sem identidade. Sem foco, ele atira para todas as direções: é programa de auditório, de humor, de esquetes, mas, ao mesmo tempo, não se deixa aprofundar por nenhuma destas porções. No ar, parecia mistura de nada com coisa nenhuma. O humorista, que é bom de serviço, continua dando murro em ponta de faca em seus voos solos na Globo, que insiste em dar a ele, um improvisador de primeira, um programa ensaiadinho.

07º lugar: A Casa

Definitivamente, 2017 não foi um bom ano para o Marcos Mion. Além de perder seu Legendários, apresentou um dos piores reality shows de todos os tempos. A Casa é uma espécie de "Big Brother hard", no qual os participantes se submeteram a praticamente uma tortura física e psicológica em busca de um bom prêmio em dinheiro e, talvez, uns minutinhos de fama. Não conseguiram nem uma coisa, nem outra. 100 pessoas foram confinadas numa casa projetada apenas para 4 indivíduos, onde o prêmio de um milhão de reais era gasto ao longo das semanas para repor mantimentos e manter a casa. Não tinha a menor condição de acompanhar tanta gente em um mesmo ambiente (chegava a dar nervoso) e mal dava para decorar cinco nomes. A baixaria dos integrantes também ia tornando a competição insustentável e a audiência foi pífia.

06º lugar: Pega Pega

Eleita pelos nossos leitores a pior novela do ano de 2017 no Prêmio Eu Critico Tu Criticas (relembre AQUI). Com um humor infantiloide e bobo, o texto da autora foi por diversas vezes confuso. Sem deixar claro o que queria, Pega Pega jogava tramas na cara do público aleatoriamente, mas não aprofundava. Quando desenvolvia, desenvolvia mal. Parece que Claudia Souto só reparou que o roubo do Carioca Palace não dava uma novela com centenas de capítulos quando Pega Pega já estava no ar. Apesar dos seus robustos números de audiência, é uma das piores e mais enfadonhas novelas que já deu as caras no horário das sete. Já foi tarde!

05º lugar: Novos Trapalhões

Diferente do revival do Sai de Baixo ou do remake da Escolinha do Professor Raimundo, mesmo apesar de indiscutíveis boas atuações de Gui Santana, Mumuzinho e Lucas Veloso, a nova versão de Os Trapalhões não funcionou. Faltou o primordial para um programa de humor: fazer rir! Além disso, Nego do Borel esteve bem distante do hilário e saudoso Tião Macalé e Bruno Gissoni fez jus às críticas totalmente negativas que recebeu (falando sério, ele não devia nem tá ali, né?). Mesmo bem feitinha visualmente falando, os novos Trapalhões não funciona para seres humanos com idade mental superior a 14 anos. É bem infantil e mais próxima de A Turma do Didi, que, não por acaso, saiu do ar após perder público ao longo de seus últimos anos no ar.

04º lugar: Sem Volta

A Record tentou, mas não foi desta vez. Sem Volta prometeu, entrou com fôlego em seu primeiro capítulo no roteiro e em outros aspectos, mas tropeçou e não empolgou. Com overdose de violência nos episódios, flashbacks fracos e confusos, distribuídos em um enredo parado em poucas ambientações (o que não deu ideia de movimento) e subestimando o público com didatismo e obviedade, a série cansou o telespectador que se lançou a ver os 13 episódios. Isso sem falar em Dois Irmãos, que roubou a cena e ofuscou qualquer tentativa de brilho da concorrência. De modo geral, Sem Volta perdeu seu potencial e passou despercebida.

03º lugar: BBB17

Após uma aparente boa seleção de participantes, priorizando a diversidade, o reality se mostrou tedioso e repleto de pessoas sem carisma, atitude e lealdade alguma. Para culminar, a apresentação de Tiago Leifert se mostrou inconstante e a edição ultrapassou todos os limites da parcialidade, beneficiando claramente alguns jogadores – o casalzinho Marcos e Emilly (o Doutor Machista e a Serpemilly) –, influenciando o telespectador de forma descarada. E vários outros problemas foram detectados ao longo das semanas, como novos quadros que não surtiram o efeito desejado e tentativas fracassadas de movimentar um jogo morto. A décima sétima temporada do Big Brother Brasil pode ser definida em duas palavras: catastrófica e esquecível.

02º lugar: A Lei do Amor

Nem de longe lembrou outras novelas assinadas por Maria Adelaide Amaral e Vicente Villari, como Sangue Bom e TiTiTi, elogiadas por terem textos inteligentes com ótimas sacadas. A Lei do Amor estreou com potencial para ser um verdadeiro thriller na televisão, mas a audiência capengou e as mudanças não demoraram a aparecer. E foi aí que o que já era ruim ficou ainda pior. Descaracterizada e sem rumo, o folhetim testou a paciência do público com tramas chatas, bobas e repetitivas, situações pra lá de inverossímeis e conduções equivocadas no roteiro, além de personagens pouco cativantes que sofriam transformações esdrúxulas de personalidade quando era convencional ao roteiro. Foi A Lei do Horror, isso sim!

01º lugar: Lazinho com Você

O novo programa de Lázaro Ramos acabou ficando de fora da seleção do Prêmio Eu Critico Tu Criticas 2017, mas não poderia esquecer de colocá-lo nessa retrospectiva. O Lazinho com Você é o mais novo relicário dos vícios que condenaram o domingo televisivo à prisão perpétua das lágrimas e do assistencialismo. Muito simpático, Lázaro passa o programa inteiro nas ruas do Brasil. Seu papel é glorificar a pobreza do povo, mostrando que o esgoto a céu aberto pode ser compensado com capoeira, abraços e sorrisos amarelos. Tudo em Lazinho com Você é colaborativo. Das vinhetas às coreografias, nada escapa da sanha contemporânea do todos-somos-um-e-juntos-não-existe-mal-nenhum. Com a informalidade forçada do Esquenta, da Regina Casé, em resumo, é um textão do facebook patrocinado pela Globo. Tedioso, foi um ótimo convite para se tirar aquele cochilo gostoso após o almoço em família de domingo.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Elenco ruim, casal fake e parcialidade da edição fazem do BBB17 o pior da história



A décima sétima temporada do Big Brother Brasil pode ser definida em duas palavras: catastrófica e esquecível. A seguir, confira alguns motivos que mostram que esse foi o pior BBB da história.

"Os Silva" e Cortez: As tradicionais (e maravilhosas) charges de Maurício Ricardo foram trocadas por uma família de fantoches, a família Os Silva. Dublada por Lúcio Mauro Filho e Heloísa Périssé, os bonecos tinham a função de tecer comentários e piadinhas sobre os participantes, mas nunca provocou um riso sequer. Pelo contrário, era constrangedor. O resultado foi o cancelamento do quadro em menos de um mês. E outro quadro sem relevância foi o comandado por Rafael Cortez, que simplesmente lia tweets de telespectadores do Twitter e tecia uma ou outra piadinha (sem graça) a respeito. Inútil. Uma besteira.

Elenco apático: O que move um bom reality show é, obviamente, o seu elenco, com a formação de alianças e ótimos embates, despertando picuinhas e rivalidades. O jogo bem disputado provoca um clima de tensão constante, ao mesmo tempo que não impede momentos de diversão. E absolutamente nada disso aconteceu na atual edição. Não houve qualquer tipo de vínculo mais forte entre os participantes e nem uma disputa que despertasse interesse. Foi uma temporada fria, sem alma. Os selecionados não criaram afetos no programa. Todos se aliavam por conveniência e os laços mudavam a cada paredão, de acordo com quem retornava da berlinda. Claro que um jogo que vale um milhão e meio de reais provoca interesses e disputas, mas nunca na história do reality houve tantas traições entre os competidores. Até mesmo a imunização do anjo era dada por interesse e não por afeto ou proteção. Se ainda movimentasse o jogo, mas não, pois todos fugiam de confrontos diretos. Não houve bons enfrentamentos e nem grandes discussões. Os populares barracos foram elementos extintos nessa edição, pois todos preferiam falar somente pelas costas e pela frente optavam pelo clássico fingimento. Um jogo baixo em vários sentidos. Foi um ano onde tínhamos que ir torcendo pelo "menos pior". Faltou se entregar ao jogo de verdade (um dos poucos focos de conflitos que despertou interesse foi Elis). Faltou entreter. Faltou lealdade. Faltou carisma.


Doutor Machista e Ninfeta má: Como nenhum participante conseguiu construir uma história própria, o relacionamento entre Marcos e Emilly segurou toda a edição do programa. O grande problema foi o rumo que esse relacionamento tomou. Já começou todo errado, lá na primeira semana, com Marcos querendo formar casal desesperadamente (tentou com Gabi Flor, mas não conseguiu) e tentando beijar Emilly à força. Tudo, porém, sendo tratado de forma bonita e romântica pela edição. Ao longo do BBB, o casal teve incontáveis DRs pelos motivos mais fúteis e não apresentaram muito em comum além do sexo (em um momento infame, Emilly perguntou o que Marcos via de positivo nela e ele respondeu "Você beija bem, transa legal"). O estopim foram as agressões físicas e psicológicas que Emilly sofreu do namorado, que, graças unicamente à pressão popular em alertar as autoridades e pedir uma averiguação, fez Marcos ser expulso (leia mais AQUI). Completamente fake e chato, o casal Mally abusou da nossa paciência.

Mr. Edição vs PPV: Nunca antes houve tanta discrepância entre o que era exibido pela edição da Globo e que o que se acompanhou no pay per view. A edição absurdamente tendenciosa serviu de base para, com a ajuda do apresentador, influenciar o público do sofá a pensar da forma como eles queriam, beneficiando claramente Emilly e Marcos, que foram os protagonistas dessa temporada em virtude da fraqueza dos concorrentes. Como os dois rendiam cenas para o programa, a equipe não se preocupou em disfarçar a preferência pelos dois, sempre os favorecendo o quanto podiam. É óbvio que em todo ano há, sim, momentos em que a atração prejudica uns e ajuda outros, montando quase um enredo de novela para o público. Isso sempre aconteceu. E muitas vezes nem há problema, pois deixa tudo mais atrativo. Porém, nessa foi tudo feito de forma explícita, sem qualquer preocupação com a credibilidade do formato, transformando Emilly e Marcos num casal perseguido e os demais em vilões. Falei mais sobre isso AQUI.


Interferências externas: Um programa arrastado e desinteressante no seu início, viu a trama se movimentar com a união amorosa de Emilly e Marcos. União esta que se concretizou após o apelo do público durante uma festa, onde tweets a favor do casal não foram poupados. Mas não era o Big Brother Brasil um programa de confinamento? Onde informações externas e qualquer tipo de contato com o "mundo" exterior era vetado? Pois muito bem, nessa 17ª edição não mudaram apenas o apresentador, como também várias regras básicas. Vimos e escutamos quase tudo nesse BBB: participantes falando de conversas com a produção, inúmeras idas e vindas ao confessionário sem explicações... Até o nome do Boninho foi jogado na fogueira esse ano! A criação do muro separando os lados, por exemplo, deixou evidente a intenção de favorecer Emilly, pois a mais votada pelo grupo seria "eliminada", mas posteriormente migraria para o lado mexicano, podendo trazer mais quatro pessoas. Era óbvio que a garota seria a escolhida, pois estava no paredão justamente por causa do voto da casa. Ou seja, ainda fizeram isso com uma votação popular em curso, deixando tudo mais escancarado, tanto é que até Emilly e Marcos chegaram a reconhecer, semanas depois, que foram beneficiados com isso. Não é a toa que a tag #BBBManipulado ficou diversas vezes entre os temas mais comentados do Twitter.

Apresentador parcial: Com a difícil missão de substituir Pedro Bial, Tiago Leifert tentou diminuir ao máximo as comparações com o seu antecessor: não fez discursos poéticos no momento das eliminações, ganhou uma mesa de controle para poder participar do jogo e tentou criar uma relação de amizade com os confinados. Errou (e errou rude!), porém, ao interferir no jogo com as sugestões que deu aos competidores, como quando a casa foi dividida em duas pelo muro e sugeriu que o lado mexicano deveria mentir sobre o líder da semana (Marcos) ao grupo rival, que acreditava que Marinalva tinha vencido a prova. Ou querendo transformar Elis na vilã da casa fixando nela o rótulo de "agente do caos". Na tentativa de mobilizar o jogo e orientar o olhar do público, Leifert só ajudou a manipular ainda mais o BBB a favor do casalzinho.

Entretenimento nada saudável: Tivemos racismo e intolerância religiosa (contra Gabi Flor), passando desde a narração de sexo explícito ("Goza na minha boca") à acusação de não pagamento de pensão alimentícia. O ápice foi a violência moral e psicológica de Marcos com Emilly, culminando na real intervenção da polícia no programa e na expulsão do participante. Esse BBB foi muito Black Mirror!


Torcida fanática: A cada edição, é assustador constatar o fanatismo das torcidas, comprovando como os valores andam cada vez mais invertidos. A permanência de Marcos e a eliminação do Ilmar com quase 56% foi vexaminosa e inacreditável. Depois de ter sido humilhado covardemente pelo ex-amigo e depois de tudo o que o médico fez, intimidando e acuando todas as mulheres, a torcida fanática do "casal" mais uma vez fez diferença e o deixou na casa. Entretanto, não era o maior absurdo dessa edição porque ainda estava por vir o paredão do último domingo (09), onde Marcos ficou e Marinalva foi eliminada com 77% dos votos, mesmo depois do show de horror e machismo protagonizado por ele em cima de Emilly. Difícil uma pessoa sensata não se indignar diante de tudo isso. Aliás, esse casal ter uma torcida tão forte já demonstra que a sociedade está bem doente. Um homem agressivo, descontrolador e dono da verdade e uma menina mimada, egoísta e arrogante. Que Deus nos acuda... Aliás, acho que é hora de rever o sistema de votação do BBB, pois não representa mais a vontade popular e sim a vontade dos fã-clubes que fazem mutirão.


terça-feira, 11 de abril de 2017

BBB17 | A omissão da Globo e a distorção de valores e o fanatismo de 77% do público que apoiou o machismo de Marcos



Achei que a semana passada havia sido um divisor de águas. O caso José Mayer agitou as redes sociais e suscitou uma campanha contra o assédio liderada pelas funcionárias da Globo. O bafafá foi tão grande que a própria emissora precisou aderir ao movimento, suspendendo o ator e noticiando o episódio inteiro em seus telejornais. Os abusos cometidos pelos homens em casa, no trabalho ou em qualquer lugar não serão mais perdoados, pensei eu. A sociedade está evoluindo e mais consciente, refleti. Que tolo eu fui.

O que aconteceu no programa neste fim de semana foi gravíssimo e um verdadeiro inferno para quem tem o mínimo de discernimento sobre o certo e o errado para a vida em sociedade. Um certo participante em uma relação, até então, amorosa com uma colega de confinamento a abusou e agrediu física e verbalmente. Isso não é nem a pior parte, mas as consequências que a ação teve. Independente da trajetória da Emilly no programa (que demonstrou atitudes péssimas ao longo do jogo), o que ela sofreu nas mãos do Marcos foi algo nojento e inaceitável. Ele gritando. Cara de ódio. Dedo na cara. Aperta. Belisca. Machuca. Deixa marcas no corpo. Encurrala num canto. Agarra à força quando ela pede para ele se afastar. Força beijar quando ela não quer. Impede que ela fale. Ameaça e intimida valendo-se da maior força física. Esses foram alguns dos atos feitos pelo Marcos contra Emilly, que se encolhia, com o corpo tenso de medo. Depois, pediu perdão e chorou lágrimas de crocodilo, jurando que a amava. Idêntico ao que milhões de homens fazem com suas mulheres pelo mundo afora. E ela acreditou e nem percebeu a relação abusiva em que estava. Idêntico ao que milhões de mulheres vivem diariamente (e acabam sendo assassinadas por isso).

A internet entrou em erupção. Ao longo de todo domingo (9), a hashtag #MarcosExpulso ganhou força. Tive a sensação de que o cara seria defenestrado pelo público depois do show de machismo explícito. Ou talvez até retirado do programa pela Globo. Afinal, por muito menos, um tapinha, Ana Paula foi expulsa da edição passada. A partir daí, ser #ForaMarcos deixou de ser uma simples questão de torcida e se tornou um assunto sobre o Brasil onde nós queremos viver, dando a chance do público mostrar o que realmente não pode mais ser tolerado. Mas, dessa vez, a Globo não interferiu, deixando para Emilly a responsabilidade de se livrar de seu agressor ou não – se ela quisesse, poderia expulsá-lo. E o mais chocante aconteceu: Marinalva foi eliminada com expressivos 77% dos votos. A audiência preferiu salvar Marcos. Por fim, a última pá de cal foi ver Emilly comemorar alegremente a vitória do brutamontes e sua própria família nem tchun pra isso, defendendo, inclusive, Marcos aqui fora. Por mais mulheres sensatas como a Vivian:


Relacionamento abusivo é o que acontece entre Marcos e Emilly. E, pior, ela sofre, sabe que sofre, mas volta atrás. Dizem que quem ama perdoa, mas quem ama alguém precisa se amar primeiro e se proteger, se manter sã e segura. Emilly perdeu sua consciência ao permitir que isso continuasse. Num país onde o assunto mais comentado na última semana foi o assédio sexual cometido por um ator veterano da Globo, a própria emissora, que puniu o seu funcionário, ter ficado omissa diante de tudo isso que aconteceu dentro de suas dependências, num reality onde tudo é monitorado e acompanhado por várias pessoas em todo o país, foi uma atitude covarde e lastimável. Teve que o pessoal do Twitter pressionar e ir uma delegada da Divisão de Polícia de Atendimento a Mulher ao Projac para investigar a conduta agressiva de Marcos e realizar exame de corpo de delito na Emilly para só assim a emissora tomar alguma providencia (expulsar Marcos do programa). A Globo voltou todas aquelas casas que avançou em nome da audiência.

Não sou mulher para falar com propriedade do caso e até me sinto um pouco estranho escrevendo sobre isso, mas não ficarei calado. Eu, homem, me senti acuado e assustado com as atitudes de Marcos – que já vinha encurralando, assediando e agredindo verbalmente os outros candidatos de uns tempos pra cá, sendo entre eles uma idosa e outra deficiente física – e não desejaria ver minha mãe ou minha irmã na situação que Ieda, Vivian, Marinalva e, principalmente, Emilly passaram. Saindo do mérito da Globo e sua parcela de culpa pela total omissão, é preciso tocar num ponto ainda mais importante: a torcida votante.


Sabe quando você pensa "não tem como tal coisa acontecer"? Pois é, foi o que eu pensei... Não tem como apoiarem um cara desses depois de tamanha falta de caráter e, acima de tudo, falta de humanidade que o mesmo demonstrou ter em rede nacional. Não tem como. Por que raios apoiariam? Vai contra todos os valores que a gente aprende desde cedo. Só que, infelizmente, eu estava enganado. Erroneamente enganado. Chegamos ao ponto onde esses fã-clubes de BBB se apoia em um fanatismo inexplicável e passa por cima de tudo acima citado. Caráter. Humanidade. Compaixão. VALORES UNIVERSAIS. Tudo porque escolheram amar e idolatrar um, até então, desconhecido. Amar e idolatrar alguém a quem não devem absolutamente nada. Amar, idolatrar e ignorar qualquer coisa que o mesmo fez, faça ou venha fazer.

A partir do momento que escolhem, poucos tem a dignidade de dizer, no decorrer do programa: "Pera lá, não estou aprovando as atitudes dessa pessoa". E menos ainda são os que abrem mão dela. Surreal, não? Se obrigam a estar com um desconhecido independentemente do que ele fizer. E o que esse fez, em questão, foi algo que me fez sentir desgosto e tristeza. E não só a mim. Eu vi milhares de telespectadores que detestam a Emilly defendendo ela, enquanto a própria torcida dela defendeu o indefensável. E mesmo assim não adiantou. O fanatismo falou mais alto do que todos nós e nos deu um xeque-mate.

Não adianta culpar apenas o programa por todas as incontáveis vezes que fizeram edições tendenciosas favorecendo o casal Mally (falei disso AQUI). Mas a culpa do que aconteceu no paredão de domingo é exclusivamente desses seres humanos que se cegam, que criam motivos absurdos para apoiarem outros absurdos, que passam da linha tênue entre torcer e perder a razão. Seres humanos jovens que são o futuro do país, que viram a cena que me horrorizou e ignoraram. Ou pior: concordaram. Concordaram com um homem expondo um assunto pessoal de um ex-amigo (Ilmar) que confiou nele, que se abriu e mostrou toda a sua preocupação e dor, falando ao vivo para o Brasil inteiro que esse ex-amigo não é um bom pai, expondo, inclusive, uma criança inocente. Concordaram com atitudes absolutamente machistas, onde este mesmo homem agrediu moralmente quase todas as mulheres da casa, até a própria namorada.


Ou seja: sujeitos como Marcos e José Mayer ainda têm a simpatia de uma parcela imensa da população. O comportamento deles não só é admitido, como perdoado, relativizado e recompensado. Sei que ninguém é perfeito e muitos ali já cometeram diversos erros, mas nada nunca foi tão triste de se assistir quanto o que aconteceu neste final de semana. Como bem disse Bial na edição do ano passado, o BBB não é vitrine de vícios e virtudes, porém, apoiar Marcos é de uma distorção de valores sem fim. E a campanha "Mexeu com Uma, Mexeu com Todas" ainda não pegou. Nem no público, nem na cúpula da Globo. Lastimável!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

BBB17 | Casal Mally vs Mr. Edição: a criatura se voltou contra o criador



Existe um conceito básico de estrutura de um enredo que se aprende nas primeiras aulas de qualquer escolinha de roteiro, chamada de jornada do herói. É um molde, uma receita de bolo, que se usa pra escrever a maioria das histórias que você já leu em algum livro ou viu em algum filme, novela ou série. O trabalho de um autor/roteirista é fazer o público torcer pelo protagonista — seja ele um mocinho de coração bom como o Candinho (Sérgio Guizé) de Eta Mundo Bom ou um bandido controverso como o Romero Rômulo (Alexandre Nero) de A Regra do Jogo — e se envolver emocionalmente com seus problemas enfrentados. E foi exatamente essa a tática adotada pela edição do BBB17 em relação a Emilly.

Assim como nas novelas, o BBB, apesar de ser um reality show, tem seus personagens. Não existe história sem protagonistas e quem carrega o enredo todo são eles. Goste você deles ou não (EU ABOMINO!), Emilly e Marcos são os nomes dessa edição. Principalmente, a gêmea, que é chave para romance, intriga, combinação de votos, amizades e discussões dentro e fora da casa, sendo a mais comentada da edição e ganhando fãs e haters. Serpemilly está longe (bota longe disso) de ser uma das melhores participantes do BBB, de produzir um entretenimento divertido de assistir e de ser merecedora do prêmio, mas, pela falta de outros enredos interessantes dos outros personagens, se destacou e produziu conteúdo com seu romance com Marcos. E é justamente disso que precisa a edição do BBB para fazer audiência: de conteúdo.

É na edição exibida sempre a noite, depois da novela das nove, onde todo o material de todas as conversas que acontecem em um dia inteiro são condensadas e transformadas em vt's curtinhos, de um a três minutos, que mostram intrigas, polêmicas e romances — favorecendo e desfavorecendo determinados participantes, dependendo do contexto e da maneira que vão para o ar e do quê vai ao ar de cada um deles. Já quem tem pay per view, pode acompanhar absolutamente tudo e assim fazer seu julgamento. E nunca, em todas as edições, a discrepância entre a edição e o pay per view foi tão gritante como no BBB17.


Por serem os protagonistas da história, a Globo tratou de "proteger" o casal Mally. O problema é que Emilly, apesar de ter a maior torcida votante, é rejeitada por metade ou mais da audiência que restou do BBB17. Então, eles precisam limpar a imagem da menina para quando ela ou Marcos vencerem não deixar aquele gostinho de "a vilã se deu bem no final". O primeiro passo foi com aquele muro que dividiu a casa e a votação (quem nem foi popular, mas sim interna) de Emilly para a falsa eliminação junto com a escolha dos seus "amigos" para dividir o lado mexicano da casa — com Tiago Leifert, inclusive, induzindo Pedro ao erro na votação para que ele "eliminasse" Emilly. Ali, houve uma clara tentativa de traçar o ponto de virada na história da princesinha de Taubaté. Um marco, em que ela receberia uma notícia trágica de sua eliminação, choraria, cairia na real e aprenderia com os erros, voltando uma pessoa melhor. Uma humanização da personagem, criando uma conexão emocional entre público e protagonista. Ao mesmo tempo em que delimitaria para o público, de forma bem didática, colocando os amigos da heroína juntos de um lado da casa e todo mundo que votou nela do outro, quem eram os mocinhos e vilões que eles deveriam torcer.

Outro ponto importante de favorecimento do casal Mally é o próprio apresentador, que tem interferido de forma descarada no jogo desde o início — coisa que Bial jamais fez. Pra ficar bem didático, vou enumerar nesse parágrafo alguns momentos cruciais em que Leifert foi além da sua função de apenas apresentar o programa e tentou orientar (leia-se: manipular) o olhar do público sobre o jogo: 1 - fixando em Elis o rótulo de "agente de caos" para ela ficar como a vilã da história e Emilly a mocinha, sendo que ali era, na verdade, um duelo de cobras; 2 - forçando uma amizade que nunca existiu no paredão que eliminou Roberta, pedindo para ela e Emilly (que mal conversavam dentro da casa nas últimas semanas) sentarem lado a lado e se abraçarem, repercutindo positivamente para a imagem de Emilly; 3 - sugerindo para os brothers do lado mexicano mentirem para os do lado americano quando a casa ainda estava dividida pelo "Muro de Trump" e Marcos era o novo líder; 4 - quando não aceitou o argumento afinidade usado por Marinalva para indicar Marcos ao paredão e forçou a paratleta a dar outras explicações para a escolha, contrariando sua postura inicial; 5 - analisando a posição dos brothers no sofá (ATÉ ISSO!!!) e sugerindo que Emilly foi "abandonada" pelos demais; 6 - quando se calou em relação às graves acusações de Marcos sobre as conversas que supostamente ocorrem entre ele e a produção no confessionário... Ufa!


É por tudo isso que chegou a espantar o verdadeiro churrasco que fizeram do casalzinho durante o programa nesta segunda (3). O jogo da discórdia funcionou quase como um jogo de vingança pessoal da edição e dos haters do casalzinho. Chamaram os eliminados de paredões passados para constranger Marcos e Emilly — e foram terrivelmente felizes nessa empreitada. Nesses mais de dois meses, a edição protegeu Serpemilly e Machista Harter de suas próprias personalidades e atuações e, agora, faltando poucos dias para o fim do BBB17 (ALELUIA!), resolveu também acabar com o favoritismo dos dois e, finalmente, expôr todo o seu mau-caratismo, mentiras e incoerências? O público do sofá deve ter ficado confuso, afinal, tudo aquilo que lhes foi exibido nos últimos 71 dias mudou da água pro vinho. E se fez presente novamente no discurso de eliminação do Ilmar, em que Leifert criticou as torcidas dos telespectadores mais "fanáticos" e "hipnotizados" (indireta mais que direta para o fã-clube da Emilly).


A verdade é que, de uns tempos pra cá, Marcos se sentiu tão à vontade ali dentro que passou a afrontar a produção com desacatos e mentiras, reforçando a impressão de que ela está o favorecendo no jogo e colocando a credibilidade do programa — que já não está lá grande coisa a muito tempo — em xeque. A criatura se voltou contra o seu criador. E a culpa é toda da Globo, que deu corda e se enforcou.

quinta-feira, 2 de março de 2017

BBB17 | Afinal de contas, devemos julgar por nível de entretenimento ou moral?



Foi com esse discurso que vocês podem conferir no vídeo acima que Tiago Leifert anunciou a eliminação de Elis do BBB17. Para um bom entendedor, meias palavras bastavam. Leifert praticamente implorou aos candidatos que se permitissem jogar e agitassem a casa. Ou seja, que fizessem tudo aquilo que Elis fazia.

Elis não é nenhum exemplo a ser seguido. Ela não teve um pingo de vergonha na cara ao destilar seu veneno e suas artimanhas e picuinhas como se milhões de pessoas não estivessem assistindo tudinho pelo pay per view. Com um dom de muitos políticos de se esquivar das acusações, ela adotou uma estratégia suicida e, ao mesmo tempo, hilária que envolvia escapar do paredão contando todas as histórias possíveis e sempre tentando angariar o colar do anjo. Para isso, a agente do caos escolhia um alvo e plantava a discórdia na cabeça do povo, fazendo toda casa votar no desinfeliz que ela havia jogado na cruz. Como uma verdadeira agente secreta, Elis acendia o fósforo, jogava e saia correndo, deixando toda casa pegar fogo. E, enquanto todos se matavam, ela escapava ilesa toda sorridente, já planejando quem iria fazer a casa colocar no próximo paredão. Obviamente, não demorou para ser desmascarada pela casa, sendo eliminada com um índice expressivo de rejeição para um paredão triplo: 80%. Creio que seu maior erro foi não ter escancarado para o público suas ideias de jogo e nos tornado seu cúmplice, ao invés de agir sempre sorrateiramente.

Confesso que teria receio de ser vizinho dela, mas me é muito agradável a distância, assistindo-a no conforto do lar. Como o próprio Leifert disse, Elis saiu por cima porque honrou a oportunidade que teve, aproveitando, se jogando, vivendo. Afinal, ninguém quer assistir perfeição no BBB e sim o mais descompromissado entretenimento. Quem assiste o reality com esses olhos, como se esperasse assistir a uma vitrine de virtudes, está se enganando. Ali dentro o que se espera ver são pessoas comuns agindo como pessoas comuns: errando, acertando, amando, mentindo, possuindo defeitos, qualidades, manias... O BBB, na minha opinião, está mais para uma sessão de psicanálise coletiva e invertida, onde deveríamos enxergar nossas próprias virtudes e vícios através daquelas pessoas confinadas. Esqueçam essa história de heróis e vilões. A disputa na casa é por carisma. Quanto mais entrosamento, espontaneidade e diversão, melhor (vide o sucesso que foi o BBB16 graças ao furacão Ana Paula). E a única participante dessa edição que, para o bem ou para o mal, chegou o mais perto de reunir todas essas qualidades foi a Elis.


A agente do caos se tornou uma peça indispensável para fazer a casa girar. Com a sua saída, o que resta agora? Emilly, atualmente, é a personagem principal da casa, catalisando tanto o amor incondicional quanto a antipatia em excesso aqui fora da casa (eu faço parte do segundo grupo). Porém, produz um entretenimento chato e clichê. O BBB17 se resumiu unicamente ao casalzinho fake Dolly e suas DRs e transas. Se eu quiser ver uma ninfeta pedindo gozada na boca de um quarentão eu acesso o xvídeos!

Quem mais tem produzido entretenimento? Roberta, a mentirosa que "murchou" depois que viu que tinha feito burrada atrás de burrada? Tiago Leifert, que tem interferido no game? Marcos, que a todo momento diz não precisar do prêmio e só parece estar interessado em converter todos a bondade e em dar uns pegas na Miss Boquete? Rômulo, o diplomata que usa critério "procedimental" para votar e que se acha o paladino da moral e da razão? Marinalva, aquela que vota pra eliminar alguém dizendo que espera que ela faça muito sucesso aqui fora ou votando no que vai ser menos votado? Daniel, que usa como justificativa condição financeira? Alguém mais? Falta carisma! Falta um bom enredo! Falta se expor! Falta disposição para jogar! E falta disposição do público para entender que, pelo bem do entretenimento, quem movimenta o jogo não pode ser preterido para dar vez a "plantas". Pelo visto, o BBB17 morreu e só esqueceram de enterrar.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Desgraçômetro BBB17 | Ai, que tédio!



Manoel foi eliminado. E quem se importa? O sujeito não manja nada de jogo e parece que só entrou lá mesmo para engatar um namoro com alguém e aparecer durante uns dias num programa de TV.


Com déficit de neurônios, o Tonho da Lua 2.0 e seu irmão gêmeo Antônio (vade retro!) deram sinais de que caíram totalmente de pára-quedas no reality e a verdade é que não fazem a menor diferença. Sem dizer que Manoel tem aquele estilão de moleque marrento e mimadinho. O cara, em um mês de programa, já até chamou Vivian para morar com ele quando o BBB acabar. Claro que a moça desconversou, né? Sua trajetória na casa foi só pagação de mico atrás de mico: quando deu aquele chilique desnecessário por causa das brincadeiras do Marcos quando este estava no monstro, quando comemorou ao ter achado a bolinha pensando que tinha virado o novo líder, mas na verdade foi é eliminado da prova, ganhou um poder extra que não valeu de nada e foi parar no paredão... Chego até ficar com dó dele... Opa, já passou!


Com mais uma eliminação, agora é hora de mostrar a trajetória (até o presente momento) e importância de cada participante no jogo (para o bem ou para o mal). Está no ar mais um Desgraçômetro BBB17! Confira.

Gosto muito: Elis



A audiência desta 17ª edição do BBB anda ruim. Muito ruim. É a pior média até o momento e, embora algumas brigas e intrigas estejam acontecendo, é preciso de muito mais para mudar esta situação. Em parte, isso se deve ao elenco. É muita gente querendo passar a perna no outro e sem carisma. Muito mais do que um jogo, o BBB é um programa de entretenimento. Quanto mais entrosamento, mais diversão e mais espontaneidade, mais audiência (vide o sucesso que foi o BBB16 graças ao furacão Ana Paula). E a única participante que, para o bem ou para o mal, vem reunindo todas essas qualidades é a Elis.

A agente do caos se tornou uma peça indispensável para fazer a casa girar. Ela não tem um pingo de vergonha na cara ao destilar seu veneno e suas artimanhas e picuinhas como se milhões de pessoas não estivessem assistindo tudinho pelo pay per view. É uma cobra? Muito! Mas é carismática e nos faz divertir. Sabe aquela vilã de novela que não vale nada, mas a gente adora mesmo assim? Tipo isso. Vamos todos bater o tambor pra Elis ser a líder dessa semana, porque uma imunidade caída do céu salvaria essa danadinha de ir pro paredão. Imaginem essa mulher com poder na mão? Vai ser tiro, porrada e bomba!

Odeio, mas amo: Serpemilly




"Como odiar e amar uma pessoa ao mesmo tempo", você deve estar pensando. Mas, verdade seja dita, essa enviada do capeta está no centro do jogo. Marcos está cada dia mais apagado e toda movimentação e repercussão na internet é sobre os fãs (!!!) e os haters dessa desgraçada. Ela continua vomitando arco íris pela boca, mas consegue se manter sempre no centro das atenções. Taí a principal diferença da Emilly para a Elis: ao contrário da agente do caos, ela é uma cobra chata que só consegue irritar quem assiste.

Gosto, mas já gostei muito mais: Doctor



Foi por culpa de Eva, que comeu do fruto proibido, que Adão foi expulso do paraíso. E está sendo por culpa de Emilly que Marcos está perdendo cada vez mais o favoritismo da edição. Esse casalzinho já passou dos limites da chatice e é completamente fake. Como pode ser visto no vídeo que postei logo mais acima, Serpemilly só está com Marcos por pura estratégia de jogo. E o Doctor também não parece mostrar que está realmente a fim da garota e que o seu negócio é apenas ficar com alguém ali dentro da casa. A escolhida foi a gêmea má, mas, eventualmente, poderia ser uma outra qualquer (lembram lá na primeira semana que ele deu em cima de quase todas as garotas na festa, como a Gabi Flor?). Parece até aquele tiozão babão que fica dando em cima das novinhas e que não para até conseguir um beijo ou algo do tipo.

Gosto: Rômulo



Rômulo é o cara mais observador da casa. Como uma esfinge, ele olha tudo e decifra todos os seus adversários. Essa semana, o diplomata resolveu abrir a boca e não teve medo de expor para o público (no voto) e para o Marcos (na cozinha) tudo o que ele pensa sobre a Emilly. Ao contrário de Roberta no caso da Mayara, Rômulo não escondeu o voto e ainda explicou o que ele não gostava na relação do casal fake Dolly. Uma atitude madura e corajosa. Ou seja, dou 3 dias pra edição transformá-lo num vilão manipulador…

Desejo um furunco no ânus: ERRoberta


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Impressionante como ERRoberta consegue manipular e trair todos que estão ao seu redor. Ela sabia da única fraqueza do poder do "amigo" Manoel e foi lá e fez uma verdadeira lavagem cerebral pro líder Pedro votar nele. Fuja de gente assim! Isso mostra que ainda tem prestígio e poder de persuasão naquela casa.

Ok: Ilmar



Outro que vem caindo no jogo e já não gosto tanto assim. Ilmar entendeu que o casal Dolly é popular e resolveu assumir o papel de líder da fã base caprichete do casal. Desde então, passou a gravitar em volta de Marcos e Emilly tal como David Brazil faz com todos os famosos. Eu não me prestaria a esse papel...

Ok: Vivian



Vivian levou tombo na primeira semana ao ver seu indicado (Marcos) voltar do paredão. Levou tombo na segunda semana, ao ser emparedada e perder a principal aliada no jogo (Mayara). Levou tombo na quarta semana, ao perder seu peguete e aliado (Manoel). O jogo dela lá dentro acabou. É hora de fazer a Fénix e renascer das cinzas e mostrar que ela sabe fazer alguma coisa sozinha. Acho que tem boas chances.

Ok: Pedro


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Pedro foi líder essa semana e, nem assim, apareceu muito no jogo. Até seu voto foi terceirizado pela Roberta. E, após quatro semanas, Pedro segue sem criar nenhum enredo, a não ser usar vestido e mudar o visual. Pedro pode até ser gamer, mas deve ser de Sudoku ou palavras cruzadas. Ai, que soninho...

Gosto: Ieda



A Vovó Urach tem ótima leitura de seus adversários. Foi responsável direta pela eliminação de Luís Felipe, depois foi engambelada por Elis (mas já está em conflito com ela) e ainda chamou Emilly na chincha.

Não me importo: Marinalva e Daniel


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Ambos tem uma disposição acima da média para entrar em rota de colisão com seus colegas de confinamento, mas seguem fazendo um jogo covarde, tedioso e sem muita expressão.

Taco fogo: edição do BBB



Ninguém, essa semana, foi mais vagabunda que a produção do BBB. Interferências além da conta do Tiago Leifert, VTs cor de rosa pro casal Dolly e um maldito telão passando mensagens do público pra Marcos e Emilly se beijarem. Só faltou o Boninho gritar "Formem um casal agora, pelamordedeus". Patético!

E vocês, concordam com o Desgraçômetro? Deixe sua opinião!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Desgraçômetro BBB17 | Discórdia reina!



Existe o chatinho, o infeliz, o insuportável, o babaca, o cretino, o inútil, o desgraçado... E o Luiz Felipe do BBB17. O cara cometeu simplesmente todos os erros possíveis e o público não teve dó. Assim, ele foi escorraçado com 73,81% dos votos NUM PAREDÃO TRIPLO. Se isso não é rejeição, então não sei o que é.

 Luiz Felipe se mostrou extremamente equivocado e inútil dentro da casa. Machista, presunçoso e puxa-saco, o rapaz, só porque é modelo e mister, chegou a falar em "padrão de beleza" e que para ficar com Mayla teve de baixar o tal padrão. Também disse ter vontade de "dar umas porradas" em Ieda, uma senhora de 70 anos, além de outras imbecilidades dirigidas a ela (quase sempre por causa da idade), chegando a dar o maior chilique com Ieda por causa de ovo e expulsá-la da sua cama. Mas a coisa mais grave contra Luiz foi sua admissão de que agrediu uma namorada por vê-la "se esfregando num conhecido". Ele tentou amenizar a história dizendo que "só puxou os cabelos" dela, mas o estrago já era irreparável.

Pra piorar, o nosso The Bachelor Brasil se achou o Dourado do poder supremo só porque recebeu voto duplo como prêmio por ser eleito o mais inútil da casa pelos participantes. O coitado além de dente mostrou não ter muito cérebro, porque saiu mostrando pra casa inteira que ele tinha algum poder na mão e que iria mudar o próximo paredão. Só que ele se esqueceu de combinar direito os votos do seu próprio grupinho. Conclusão: acabou indo parar no paredão e saiu com rejeição. Ai, que burro, dá zero pra ele...

Só mesmo a mãe dele para aturá-lo e achá-lo o homem mais bonito do mundo. Agora, fora do programa, Luiz Chilique poderá comer seus ovos até se fartar, deitar na própria cama e procurar um dentista. 

Com mais uma eliminação, agora é hora de mostrar a trajetória (até o presente momento) e importância de cada participante no jogo (para o bem ou para o mal). Está no ar o Desgraçômetro BBB17! Confira.

Gosto muito: Doctor



Marcos é, sem dúvida, o centro do jogo e o participante mais popular do BBB17 (no facebook e no twitter ao mesmo tempo, o que é um fato raro), mas, pelo menos por enquanto, ele deve dar uma sossegada no jogo e só administrar a vantagem. Isso porque o pessoal lá dentro teve a primeira resposta do público. Até agora, todos jogavam sem muita informação de qual lado o público estaria favor. No primeiro paredão, Marcos foi contra Flor, que era neutra. Foi uma informação muito pequena pros participantes. No segundo paredão, tivemos Vivian x Mayara, que eram aliadas, então o povo do BBB continuou cego, sem saber como andava o jogo. Agora, com Luiz eliminado, todos os participantes, menos Manoel (por motivos de falta de inteligência), conseguirão ter uma ideia de qual direção o público está caminhando: contra a Tipolândia. Será que o grupo rival reformulará seu jogo? Emilly se descobrirá misteriosamente apaixonada pelo Doc? Daniel vai pedir pra voltar pro grupinho dele? Pedro vai escorregar pro lado dos meninos? Elis armará votos contra a panela das meninas? Manoel aprenderá o alfabeto? Vamos aguardar os rumos do jogo.

Odiosamente adorável: Serpemilly


A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, barba e óculos

Emilly é uma mentirosa compulsiva. É impressionante como destila veneno de tudo e todos. Fala e faz qualquer coisa para se manter no centro das atenções e/ou conseguir algo a seu favor. Nada como o tempo para expor o seu caráter (ou a falta dele). Inclusive, cheguei a fazer um texto na fan page comparando-a com a Paola Bracho e os motivos você pode conferir clicando bem AQUI. Malandramente, a menina inocente, largou o cara sem dente e começou a seduzir. Emilly é completamente doida varrida, mas ela não pode sair do BBB. Pelo menos, não por enquanto, pois é isso que está movimentando bem o jogo. Já estou me preparando psicologicamente para VTs do casal dominarem a edição de agora em diante. Mas é isso que vai fazer o jogo andar. Se o casal não se formar, o jogo acabou e Marcos venceu. Só esse envolvimento entre o mais popular e a mais rejeitada pode movimentar o enredo do programa. Thiago Leifert não parou de dar dicas e botar pilha pro casal se formar. Doctor já tava querendo. Emilly fazia charme. Mas bastou Luiz Chilique ser eliminado pra Emilly entender que o Doctor não é tão rejeitado assim aqui fora como pensava e se jogar no pinto do Marcos antes mesmo do defunto banguela esfriar. Só tenho preguiça da edição fazendo Emilly de boa moça prejudicada pela Roberta. Medo dela ficar popular com o casalzinho.

Gosto: Elis



No início, achava ela a jogadora mais burra da casa, pois muda tanto de opinião e comportamento de acordo com quem está interagindo que fica até difícil acompanhar. Mas agora percebo que de burra ela não tem nada. Elis é, simplesmente, a maior intrigueira do BBB, Projac e quiçá de todo Brasil. Caricata, povão e com linguá afiada, ocupa importância em dobro no jogo: 1 - É quem toca fogo no puteiro como quem não quer nada e faz todo mundo se matar; 2 - Hoje, a única participante com alguma chance de vencer o Marcos.

Ok: Pedro


Imagem relacionada

Pedro é bem menos planta do que parece. De propósito ou não, foi ele quem montou o paredão dessa semana. Induziu o voto do Daniel no Marcos, indicou Ilmar pelo Big Fone e deu o voto decisivo que emparedou Luiz Chilique. Pedro dorme de segunda a quinta, mas basta sair o líder que ele desperta e trabalha até domingo na hora da votação. Até deixou de lado aquela apelação de ficar usando vestido.

Ok: Vivian (ex-narja)



Vivian levou um baita tombo nas primeira semanas. Sua indicação de líder deu errado e sua parceira de jogo (Vivian) foi eliminada na sequência. O jogo da Vivian foi dizimado, mas como essa menina melhorou sem a Mayara, hein... Ficou mais leve, mais sociável e ainda apresenta algumas faíscas de jogo interno. Acho que o estrago já foi feito, mas vejo a torcida dela crescendo a cada dia. Ainda sim, preferiria que Maynarja tivesse continuado no jogo. Hoje, percebo que ela não era a maior cobra da casa (título este disputado pau a pau entre Roberta e Emilly) e seria interessante vê-la trocando veneno contra Serpemilly. Duelo de cobras!

Gosto: Ilmar



Gente, eu tô torcendo pelo Ilmar, me julguem! Adorei a greve na cozinha que ele fez pros meninos mimados. Gosto do jeitão tiozão do pavê nas brincadeiras e sempre acabo gostando de quem me diverte mais. Ilmar é um cara tão legal e inteligente que dá até uma tristeza saber que é comunista e exalta e tem até uma tatuagem (escrota) de um genocida, homofóbico, racista e assassino como Che Guevara.

Gosto: Ieda



Primeiramente, namore alguém que te olhe como Ieda olhava pro Paulo Ricardo na festa. Segundamente, devagarinho, Ieda vai se encaixando no jogo. Seu jeito sincerão e cheio de veneno, mas sem perder a classe sempre me encantou. Ganhou força essa semana ao ver o inimigo Luiz ser eliminado, mas agora tem que achar um novo antagonista para que ela possa bater de frente e crescer mais. Creio que será Roberta.

Ok: Romulo



Todo mundo gosta do Rômulo. Tanto os participantes, quanto o público. Mas falta ele entrar mais de cabeça no jogo. E jogo não é só votação e estratégias. É jogo externo também. Ele precisa se soltar mais, criar enredo, render VTs. Diplomacia o mantém longe do paredão, mas não cria torcida.

Desejo uma verminose: ERRORoberta


Sabe quando uma criancinha pequena quebra a vidraça e todo mundo sabe que foi ela, mas a desgraçada nega até a morte e faz um dramalhão mexicano? Essa é a Roberta, que, de grande favorita antes mesmo de estrear o BBB, virou a maior decepção e o maior erro do jogo. Roberta estendeu demais essa história de ter mentido sobre ter votado na Mayara. Quanto mais ela demorava pra assumir, mais ela ganhava rejeição fora da casa. E o assunto continua a render e sua máscara agora está começando a cair lá dentro também.

Não fede, nem cheira: Marinalva e Daniel



Eu gostava da Marinalva, mas depois da justificativa de voto dela essa semana, acabou qualquer chance de ter a minha torcida. Todo domingo, ela sobe em cima do muro, vota nulo e usa justificativas que deixariam Patati Patatá feliz. Pelas pernas do profeta, o que foi ela justificando que votou para a Vivian ser eliminada porque acha que ela vai fazer muito sucesso lá fora? Por favor... E o que falar de Daniel? Anotem a lista de escolhas desse cidadão: 1 - Deu anjo pro Luiz Chilique; 2 - Deu novo anjo pro Manoel; 3 - Votou no Marcos porque ele já é rico e precisa menos do prêmio. Falasse qualquer coisa, até o clichê "falta de afinidade", mas pelo amor de Urach, jamais, jamais, jamaaaais diga que é porque os outros precisam mais do prêmio. Se tá precisando de grana, se inscreva num curso do Pronatec, mas não vai pra desgraça do BBB usar uma justificativa dessas.

Desejo uma hemorroida: Tonho da Lua 2.0


E o prêmio de maior vergonha alheia do BBB17 vai para...


Hahahahahahahahahahahahaha Ai, eu tô passando muito mal aqui, Brazyl!!!

A descoberta da semana foi essa aqui:


GENTE, O TONHO DA LUA 2.0 SABE LER!!! Desconfio seriamente que Manoel não sabe que está no BBB. Acho que ele foi seguindo o irmão até parar no Projac e agora não sabe o caminho de volta pra casa.

E vocês? Concordam com o Desgraçômetro? Deixem seus pitacos!

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