Nesse blog, o melhor da TV será exaltado e o pior será humilhado. Sem dó nem piedade. Sem bajulação. Com bastante acidez e uma pitada de ironia. Entre. Fique a vontade. E critique também. Afinal, eu critico, tu criticas.
Uma história, quando cai no gosto do público, se bem adaptada, pode voltar a fazer sucesso uma e outra vez. E esse foi o caso de Corazón Indomable, um grande sucesso de 2013 da Televisa, cuja exibição inédita aqui no Brasil chegou ao fim nesta sexta-feira (15/10), pelo SBT.
Na trama, original de Inés Rodena, Maricruz (Ana Brenda Contreras) é uma jovem selvagem que vive numa cabana com seu velho avô Ramiro (Ignacio Lopez Tarso) e sua irmã Solita (Gaby Mellado). Um dia, ela conhece Octavio Narvaez (Daniel Arenas), dono da fazenda vizinha, que a defende e ganha seu coração. Octavio não deseja viver na fazenda, mas é obrigado pela dificuldade financeira de seu irmão, Miguel (René Strickler). Para afrontar sua família, Octavio se casa com Maricruz e a leva para viver na fazenda, despertando o ódio de sua cunhada, a perversa Lucía (Elizabeth Álvarez), que arma mil armadilhas para separá-los. Octavio abandona Maricruz, que, por ingenuidade, perde sua casa, sua liberdade (já que é presa injustamente após uma armação de Lucía) e até seu avô, assassinado a mando de Lucía em um incêndio. O que ela não imagina é que seu verdadeiro pai, Alejandro Mendoza (César Évora), está a sua procura. E será a partir dele que Maricruz, agora convertida na fria e elegante Maria Alejandra Mendoza, começará um plano de vingança contra os Narvaez.
A história já havia feito sucesso como La Venganza (1977), com Helena Rojo e Enrique Lizalde, e dado a volta ao mundo como Marimar (1994), com Thalía e Eduardo Capetillo. Nas três versões, fora adaptada por Carlos Romero, o maior expert no texto da autora cubana Inés Rodena. E para reescrever a novela, agora como Corazón Indomable, o autor se baseou mais na versão de 1977, onde o galã tinha um irmão e não um pai como em 1994. Fora isso, a versão de Thalía terminou abruptamente quando a produção se desentendeu com Thalía e a história foi encerrada às pressas. Os acontecimentos que viriam em seguida foram retomados nessa nova versão, que teve algum sabor de novidade. Como, por exemplo, a família original da protagonista. Aqui, Maricruz tinha apenas um avô e uma irmã de criação que era surda-muda. Também não havia o cachorro Pulguento – uma das marcas mais célebres da versão de 1994. Maricruz chegou a ter um macaquinho de estimação, que com o tempo foi sumindo e nunca teve pensamentos Ainda bem, né? Ia ser micão demais!.
Outras novidades: o personagem Alejandro Mendoza era dono de uma rede de cassinos, não um clube (e Vale Encantado virou Ilha Dourada), tendo como cenário principal um navio gigantesco. A administração estava a cargo de duas irmãs, Carola Canseco (Rocío Banquells) e Raiza (Ana Patricia Rojo), que, inclusive, desejava se casar com Alejandro e, posteriormente, se interessava por Octavio. Nessa fase do cassino, também surgiu o personagem Emir Karim (Carlos de la Mota), um exótico sheik obcecado por Maria Alejandra. Esse personagem em 1994 foi interpretado por Marcelo Buquet e apenas era um empresário. Esse toque kitsch de existir um emir apaixonado pela protagonista aconteceu, porém, na versão dos anos 70, e agora, em 2013, fez bastante sucesso. Mas, se por um lado havia essa dose exacerbada de excentricidade, faltou mais exuberância no visual de Maria Alejandra Mendoza. Seus vestidos e penteados não eram tão divertidos quanto em Marimar.
Mexendo uma coisa ali, outra aqui, Carlos Romero ergueu novamente uma trama rosa deliciosa e com todos os ingredientes para agradar o público. Corazón Indomable, mesmo exibida às 16h lá no México, foi líder de audiência, com números impressionantes. Pese a isso, a produção bastante simples, que pecou nos cenários demasiado artificiais, iluminação confusa, entre outros percalços, mas que no fim não importam muito quando a novela é definitivamente um êxito.
Corazón Indomable foi marcada por várias fases. Primeiro, a da fazenda; depois, a da Ilha Dourada, incluindo com a rival de Maricruz, Dóris (Ingrid Martz), filha do governador da cidade. E foi nessa fase que a audiência explodiu e fez com que a novela liderasse com folga por cima de todas as outras tramas do horário estelar. Assim como em Marimar, o recorde de audiência nessa nova versão se deu quando a vilã Lucía retirou notas promissórias da lama. A vingança de Maricruz atingia seu ápice.
A fase seguinte reintegra alguns personagens que andavam esquecidos, como Simona (Isadora González), que era feia e virou bonita graças aos cosméticos Jequiti? e se casa com Octavio. Após algum tempo como vilã, ela fica doente e se divorcia de Octavio. Já Maricruz conhece o engenheiro Álvaro Cifuentes (Sergio Goyri), enquanto pouco a pouco perde toda a sua fortuna. Marimar acabava nesse exato ponto, com a diferença que, ao final, ela conseguia recuperar toda a sua fortuna. Nesse meio tempo, Miguel é assassinado pelo irmão gêmeo de Eusébio (Carlos Cámara Jr), o capataz da fazenda dos Narvaez, por vingança porque ele havia matado o empregado por tentar abusar de Lucía. Maricruz volta para a cidade do México e conhece o playboy Alfonso del Olmo (Brandon Peniche), um pintor sem talento e que deseja pintá-la nua e leva-la pra cama. Maricruz se recusa e vira dama de companhia da mãe dele, Clementina (Silvia Manriquez). E acaba reencontrando Octavio, já que ele era amigo de Alfonso. A personagem Dóris fez tanto sucesso que reapareceu nessa etapa, novamente disposta a conquistar Octavio, provocando mais uma série de desentendimentos.
A fase final da novela gira em torno do assassinato de Alfonso. Ele conhecia um pintor talentoso, mas sem fama, o perturbado Anibal (Axel Ricco). Numa exposição, ele expôs um quadro de Anibal, que, por não ser reconhecido, o mata. Maricruz acredita que Octavio matou Alfonso por ciúme, assume a culpa do amado e acaba indo parar na prisão, onde, para a surpresa de todos, dá de cara com Carola Canseco, que apronta mais algumas para ela. Natasha (Arleth Terán), outra pintora e desafeto da mocinha, era quem tiraria Maricruz da cadeia, pois era a única quem sabia que Anibal era o verdadeiro assassino. Os últimos capítulos giram em torno de Maricruz na casa do engenheiro Cifuentes em voltas com sua filha rebelde, Elsa (Paola Torres). Ela odiava o pai pois ele a havia afastado de um namorado canalha – que resultava ser justamente o pintor Alfonso.
Conclusão: a história era eterna. A impressão que dá é que a novela poderia estar até hoje no ar apenas explorando as idas e vindas de Maricruz e Octavio. E mesmo com 161 capítulos, ainda ficaram muitos cabos soltos na adaptação e isso foi algo injustificável. O último capítulo terminou com grandes furos. Os mais graves: Solita, a irmã de Maricruz, que no começo da novela foi estuprada por Eusébio e ficava grávida dele, nunca contou pra ninguém quem a havia abusado. Pior: durante toda a fase do cassino, ela praticamente é esquecida pelo roteiro. Também não ficamos sabendo o que aconteceu com o resto da fortuna de Maricruz ou se ela havia sido ou não enganada por seu empregado, entre outros. Fora algumas incoerências, como Maricruz e Octavio se perderem completamente um do outro e não ter nenhum tipo de comunicação em pleno 2013. Também foi um pouco constrangedora a participação de Manuel Landeta como Teobaldo, o empregado do cassino meio retardado e doente. Ele basicamente simulou uma espécie de Corcunda de Notre Dame e uma careta para dar vida ao personagem, que também teve um destino mal contado dentro da história.
O elenco teve uma série de destaques, sendo o principal deles, a protagonista Ana Brenda Contreras. Mesmo diante de um personagem imortalizado por Thalía, a atriz deu sua própria leitura para a personagem, tanto na fase ingênua, bastante terna, quanto na fase vingativa de Maria Alejandra. Aqui, a atriz ganhou definitivamente um status de grande estrela que há tempos merecia. Apesar de alguns erros na conclusão de algumas tramas e o vai e vem de personagens, Corazón Indomable foi uma deliciosa trama cheia de vilões, armações, intrigas, um casal apaixonado, heranças, vingança, enfim, tudo o que o público de uma história rosa espera e gosta de ver dentro de uma novela.
Angélica (Chantal Andere) era casada com Renato. Mulher de sentimentos ruins, apenas se interessava por dinheiro e poder. Finge ser meiga e generosa, mas é mesquinha ao extremo. Ela é mais nova que o enteado, Sérgio, e, por dinheiro e uma paixão encubada pelo moço, fica contra o namoro dele com Marimar. Quando essa SELVAAAAAGEM conhece Sérgio, é amor a primeira vista. Mas ele, inicialmente, só a usa para conseguir sua parte na herança e leva-a para morar na fazenda para atormentar o pai. Só depois que o poder do amor transforma Sérgio e ele se apaixona verdadeiramente pela SELVAAAAAGEM. Angélica não poupou humilhações para Marimar e fez da vida da moça na fazenda um verdadeiro inferno. Em uma das cenas mais marcantes e antológicas da trama, ela obriga a SELVAAAAAAGEM a tirar uma pulseira da lama com os dentes! Para tirar de vez a IMUUUUUUUNDA do seu caminho, forjou o roubo dessa mesma pulseira que ela tirou da lama com os dentes para incriminá-la Marimar e sua célebre frase: Eu não sou ladrona não!, mandando-a para a cadeira, e queimou a choupana da SELVAAAAAAGEM com os avós dela lá dentro Confesso a vocês que chorei muito quando isso aconteceu e fiquei bem abalado!!!
Conforme o tempo foi passando e o foco da trama passou a ser a ascensão e o início da vingança de Marimar contra todos que lhe humilharam no passado, Angélica foi perdendo força na trama. Umas intrigas aqui, umas maldades ali, mas nada de tão horripilante quanto na primeira fase da novela. Aliás, Marimar se vinga da vilã repetindo o mesmo que a víbora lhe obrigou a fazer no passado: tirar uns papéis da lama com os dentes. Quem esperava que Angélica fosse se reerguer e se vingar da IMUUUUUUUNDA de forma ainda mais cruel - tal como a Carminha (Adriana Esteves) fez depois de sofrer as humilhações de Nina (Débora Falabella) com o inesquecível Me serve vadia, me serve! -, acabou ficando um pouco frustrado. O bom é que, mesmo após sofrer um acidente de carro e ficar toda queimada, Angélica não se arrepende como umas e outras dessa lista COFCOFPaolaCOFCOF em nenhum momento de suas maldades indo logo em seguida para o inferno onde continuaria sendo assada e brigaria com o capiroto pela disputa do trono. Por isso, em uma escala de vinte poças de lama, quanto amei:
Catalina Creel de Cuna de Lobos
Quem já assistia novela na virada dos anos 80, com certeza ficou marcado pela imagem da vilã Catalina Creel (Maria Rubio), que tocou o terror em Cuna de Lobos, que, aqui no Brasil, exibida pelo SBT em 1991, recebeu o nome de Ambição. Essa novela é considerada até hoje uma das mais importantes da história da teledramaturgia mexicana e Catalina Creel é considerada a mãe de todas as vilãs lá da terra da tequila. Uma espécie de Odete Roitman (Beatriz Segall) mexicana.
Catalina era uma fina dama da alta sociedade, casada com Carlos Lários, madrasta de José Carlos e mãe de Alejandro Larios Creel, que trabalha na empresa do pai e é casado com Vilma e não possui filhos. Já José Carlos, apesar de ser o mais velho, vive nos Estados Unidos e gasta o dinheiro da família com bebida, mulheres e jogo. Ele guarda consigo uma grande remorso, pois acredita ter cegado sua madrasta com um peão quando criança. Depois daquele acidente, Catalina passou a usar um tapa-olho e o pai de José Carlos passou a tratar o filho diferente, pois acreditava ter feito intencionalmente para machucar sua esposa. Só que era tudo Ráá Iê Iê Glu Glu Pegadinha da Malandra! Catalina nunca ficou cega e mentiu durante todos esses anos apenas para torturar e fragilizar o enteado afim de te-lo em suas mãos, já que José Carlos vivia se martirizando por ter cegado a madrasta, e de forma a assegurar assim o controle dos negócios da família nas mãos de seu filho legítimo. Quando Carlos descobre toda a verdade, Catalina não perde tempo e mata o marido envenenado. E assim dá-se início a um longo rastro de sangue na vida dessa mulher.
Catalina era uma verdadeira serial killer e tem em seu currículo nada mais, nada menos que uma série de 10 assassinatos - em sua grande maioria, daqueles que iam descobrindo o grande segredo da vilã ou ameaçavam seus planos de ambição. E era uma morte mais macabra do que a outra! Ela matou o marido envenenado; matou o joalheiro Escudero com um tiro a queima roupa após descobrir que ele iria contar toda a verdade para o seu enteado; matou Reynaldo Gutiérrez, sócio da empresa, através de uma injeção letal, de modo a simular um suicídio, quando ele se voltou com a megera; matou a avó de sua secretária botando fogo no asilo onde a velha estava internada; matou sua secretária Lucero, que estava em busca de provas contra a vilã, enforcando-a com um cabo de fone de ouvido (Sim, isso é verdade!); e por aí vai... No final da história, Catalina acaba matando seu próprio filho acidentalmente, vitima de uma sabotagem no avião que era pra matar seu enteado. Acuada pela polícia, culpada pela morte de Alejandro e vendo que todos seus esforços para manter o controle e a herança de seu marido nas mãos do filho foram em vão, a vilã se suicida tomando o mesmo veneno que deu para o marido lá no primeiro capítulo.
Dona de frases memoráveis como "Em terra de cego, quem é caolho é rei", Catalina era uma vilã sem grandes gesticulações. Apenas seu olhar frio e calculista denunciavam a real intenção da megera. O laquê no cabelo e seu tapa olho que trocava diariamente combinando com a cor das roupas eram sua marca registrada. Por isso, em uma escala de vinte tapa olhos, quanto amei:
Malvina del Olmo de Maria Mercedes
Santiago está muito doente e sabia que estava morrendo. Um dia, ele conhece Maria Mercedes vendendo bilhetes de loteria na rua e lhe surge a ideia de se casar com ela só para perturbar Malvina (Laura Zapata) após sua morte, como uma vingança pessoal, já que odeia a tia e Malvina faz questão de demonstrar todo o seu desprezo pelo sobrinho. Santiago ganha a confiança e a amizade da BILHETEEEEEIRA e a propõe em casamento. Depois de muito hesitar, ela aceita, já que precisa urgentemente de dinheiro para sustentar a família. Aos saber dos planos do sobrinho, Malvina não perde tempo e mata Santiago. Entretanto, para a sua ira e seu azar, Santiago já havia se casado com a BILHETEEEEEIRA antes de morrer e Maria acaba se tornando a herdeira de toda sua fortuna. Segundo o testamento, sua tia Malvina e os dois filhos dela, Jorge Luís e Dina, podem viver na mansão, embora não herdarão nada. Depois que Maria se muda para seu novo lar, ela se apaixona por Jorge Luis, um homem fraco que faz sempre todas as vontades de sua mãe.
Malvina toma como missão de vida perturbar Maria. Quando a vilã descobre que Maria ama seu filho, ela o obriga a se casar com a BILHETEEEEEEIRA afim de dar-lhe um golpe e obter todo o dinheiro de Santiago de volta. Ela tem planos de que, após algumas semanas, Jorge Luís poderia fazê-la dar-lhe todo o controle sobre a fortuna e que depois iria se divorciar. Em um casamento civil, Jorge Luis e Maria se casam, mas eles não partilham do mesmo quarto, nem vivem como um casal tradicional. Com o tempo, para o pesadelo de Malvina e aumentando ainda mais seu ódio, o inevitável acontece: Jorge Luis acaba se apaixonando verdadeiramente pela BILHETEEEEEEIRA!
Malvina não mediu esforços para recuperar toda a fortuna de Santiago, desde mandar matar Maria e interná-la em um hospício. No final, Jorge Luís acaba descobrindo todos os seus crimes e, pela primeira vez na vida, se volta contra a mãe, indo embora de casa para viver seu amor com Maria Mercedes. Malvina fica tão louca com a atitude do filho que surta de vez e passa a agir igual a BILHETEEEEEEIRA: se veste como Maria na época que esta era pobre, corre para a rua e passa a vender bilhetes de loteria e limpar para-brisas de carros. Ela é capturada e internada em um hospício. O mais legal da Malvina é que ela era vilã mexicana ao extremo, toda cheia de exageros e caricata ao extremo. Por isso, em uma escala de vinte bilhetes de loteria premiados, quanto amei:
Paola Bracho de A Usurpadora
Paola é aquele tipo de vilã que a gente ama mais por ser divertida e pelo seu humor ácido cheio de piadas e frases inesquecíveis do que pelas maldades em si. De todas da lista, Paola é a mais famosa, seja pelas inúmeras reprises de A Usurpadora no SBT ou pelas várias referências feitas à ela diariamente nas redes sociais. Paola Bracho (Gabriela Spanic) era uma mulher exuberante e ambiciosa que queria saber mais de curtir a vida do que de qualquer outra coisa. Ela foi separada da irmã gêmea, Paulina, no nascimento, mas teve mais sorte e foi adotada por uma família rica. Já Paulina continuou sendo criada pela mãe, que era bem pobre e miserável, e passou por muito perrengue a vida toda. Paola se casa com Carlos Daniel Bracho e, no começo, é apaixonada por ele. Mas como ele começa a trabalhar que nem louco, ela resolve curtir a vida e aplicar pequenas maldades. Paola faz com que seus enteados fiquem mimados e mal educados Na boa, existe criança mais chata que o Carlinhos??? e vive dando conhaque pra alcoólatra Vovó Piedade.
A vilã começa a ter um caso com Willy e deixa a maluca da Stephanie ainda mais descontrolada. Stephanie é a única que percebe que Paola não é boazinha coisa nenhuma, só que, como ela é toda estranha, ninguém acredita. Em uma das viagens com um de seus amantes, Paola encontra Paulina em um banheiro e finge o roubo de uma pulseira. Pra não denunciá-la, chantageia a moça mandando-a ir para a casa dos Brachos se passar por ela por um ano enquanto ela curte a vida. Paulina é fofa, boazinha e tal, mas vai aprendendo a se portar como Paola com o passar do tempo. Claro que ela sofre bastante, já que um monte de gente detesta Paola pelas maldades que ela faz. Paulina trata bem todo mundo e deixa a casa dos Bracho uma paz, até que Paola chega maravilhosa e triunfante pra reassumir o lugar roubado pela usurpadora; e ainda finge que está paralítica pra causar a comoção do pessoal e infernizar ainda mais a vida de todos na mansão.
O plano de Paola é destruir os Brachos e, pra isso, não poupa esforços. Ela pede um milhão de dólares, volta a dar conhaque pra Dona Piedade, quer mais é que a irmã seja condenada no julgamento e manda botar fogo na fábrica da família. Ela tanto faz que consegue enfiar a irmã na prisão. Mas como punição de vilão vem a galope, Paola acaba sofrendo um acidente e fica entre a vida e a morte. Aí pede perdão pra Paulina, que, como é boazinha, a perdoa, e acaba morrendo.
Quem não se lembra de Paola falando que "há sempre uma testemunha perigosa das nossas maldades, mas os mortos não falam"? Ou dizendo para a enfermeira Elvira que ia "cortar a sua língua e arrancar os seus olhos"? Além de suas frases inesquecíveis, a gargalhada de Paola também era marcante e não tem como não lembrar da musiquinha que tocava toda vez que ela ia aprontar uma. Por isso, em uma escala de vinte gifs da sua risada maquiavélica, quanto amei:
Rubi
Rubi (Bárbara Mori), la descarada! Cobiçada por todos os homens, encanta a todos com sua carinha de anjo, sua beleza incomparável e seu poder de sedução. No coração dessa dissimulada mulher, reina uma luta constante entre o desejo de encontrar um grande amor e a obsessão desesperada pelo dinheiro. Esse desejo faz com que Rubi queira mudar sua situação econômica utilizando sua beleza como arma para casar-se com um homem rico que lhe proporcione a vida luxuosa que sempre sonhou. Ela estuda em uma universidade particular graças a uma bolsa de estudos e ao apoio da irmã, Cristina, que trabalha duramente para complementar a mensalidade da faculdade e ajudar sua mãe nas despesas de casa. Na universidade, faz amizade com a doce e sensível Maribel, uma jovem milionária que ficou com um problema na perna depois de sofrer um acidente em que também perdeu sua mãe. Maribel pensa ter encontrado em Rubi mais do que uma amiga, uma irmã a quem ama sinceramente. O que a milionária nem imagina é que o afeto de Rubi está envenenado pela inveja de sua riqueza e que ela vive lhe zombando pelas costas.
Maribel passa a maior parte do tempo no computador com um rapaz chamado Heitor, por quem se apaixona. Ele também fica encantado pela jovem e lhe pede em casamento. Através de Maribel, Heitor conhece Rubi e lhe apresenta para seu melhor amigo, Alessandro (Eduardo Santamarina), que fica apaixonado pela la descarada. Rubi fica muito feliz, pois, além de estar apaixonada por Alessandro, também acredita que ele é rico. Mas a felicidade de Rubi dura pouco, pois ela logo descobre que Alessandro é tão pobre quanto ela e logo rompe com Alessandro. Decidida a ficar rica, Rubi comete a pior das traições: rouba da "amiga" o amor de Heitor, que, completamente seduzido pela la descarada, abandona Maribel no dia do casamento e foge com Rubi.
Mas, nem depois de casada com Heitor, Rubi consegue ter paz, devido ao amor que sente por Alessandro e o ciúme obsessivo do marido. Nessas, Maribel e Alessandro acabam se apaixonando, o que aumenta ainda mais a raiva de Rubi. Depois de muitas armações, ela tanto faz que acaba conseguindo engravidar do amado, mas acaba perdendo o bebê e decide fingir gravidez. Inescrupulosa, depois de Heitor descobrir todas as suas atrocidades, arma uma cilada para ele, que sofre um grave acidente e morre durante uma cirurgia, fazendo com que Alessandro, que realizava a operação, seja acusado pelo crime e preso. Com a morte do marido, Rubi fica rica, mas acaba sofrendo um golpe e perde tudo. Como tragédia pouca é bobagem, após tentar recuperar o amor de Alessandro quando este já descobrira toda a verdade, acaba caindo de uma altura absurda numa mesa de cristal, perde a perna, fica desfigurada (perdendo sua beleza) e manca, ta. O mais legal dessa novela é que ela fugiu totalmente dos padrões folhetinescos mexicanos apresentando uma mocinha como vilã. Por isso, em uma escala de vinte Bárbaras Mori carecas e, mesmo assim, mais bonita que todos nós juntos, quanto amei:
Soraya Montenegro de Maria do Bairro
Soraya Montenegro (Itatí Cantoral) era uma mulher psicopata total que se fingia de boazinha para tentar conquistar o coração de Luís Fernando e de todos da famíla De La Vega, principalmente da sua tia Vitória. Acontece que depois da chegada de Maria do Bairro, a pobre catadora de lixo que conquista o coração de Luís Fernando, Soraya fica completamente descontrolada e faz de tudo para conseguir o amor do mocinho de volta, desde fingir gravidez a fazer macumba para Maria.
Em uma dada hora da novela, ela de fato acaba conseguindo casar com Luís Fernando e transforma a vida de todos na mansão De La Vega em um grande inferno. Depois de uma discussão com Osvaldo, seu amante, Soraya cai de um prédio e morre. Todos ficam aliviados, mas a grande verdade é que Soraya nunca morreu. A víbora forjou a própria morte e volta vinte anos depois, já recuperada do acidente, toda phyna e poderosa, para infernizar a vida dos De La Vegas.
Soraya é má de verdade, chegando até a matar a própria mãe!!! Ela ainda maltrata a enteada, Alícia, que é paraplégica, fazendo todo tipo de tortura com a menina, desde chamá-la de "maldita aleijada" até coloca-la em um quarto cheio de tarântulas. Soraya também faz de tudo para separar Luís Fernando da MARGINAAAAAL da Maria do Bairro. A vilã é tão maluca que chega a se envolver com Nandinho, o filho de Luís Fernando e Maria, para se vingar do casal. Até dar bebida para o garoto ela dá, fazendo ele chegar de porre em casa, indo pra cama com ele e encaminhando-o para o caminho do mal e da perdição. Só um detalhe: Nandinho tinha só 16 aninhos, portanto, era MENOR DE IDADE!!! Ou seja: além de assassina, Soraya também era PEDÓFILA!!!
A vilã protagonizou algumas das melhores cenas da novela e é considerada por muitos como a Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) mexicana. No final da novela, a vilã tenta queimar a MARGINAAAAAL da Maria do Bairro em uma cabana, mas acaba ficando presa lá dentro e morrendo queimada. Mas disso pouco importa, pois o melhor de Soraya eram os seus surtos psicóticos. Uma das cenas mais inesquecíveis da personagem é quando ela vê Nandinho beijando a ALEIJAAAAADAAA da Alícia e fica completamente possuída, metendo a porrada nos dois e atacando todo mundo! Por isso, em uma escala de vinte gifs animados com Soraya Montenegro surtada gritando "POR QUE VOCÊ ESTÁ BEIJANDO A ALEIJAAAAADAAA?", quanto amei:
E o resultado da nossa Escala de Amor ficou assim:
6º lugar: Malvina del Olmo
5º lugar: Angélica Santibañez
4º lugar: Rubi
3º lugar: Paola Bracho
2º lugar: Catalina Creel
1º lugar: Soraya Montenegro
Parabéns, Soraya! Você é a melhor vilã mexicana de todos os tempos!!!