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domingo, 12 de março de 2017

O Melhor e o Pior da Semana (5 à 11/3)




   O MELHOR DA SEMANA   


Rock Story (pelo conjunto da obra)


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Essa semana a TV foi de Rock Story, a melhor novela inédita em exibição atualmente. A trama chegou em seu centésimo capítulo e resolveu dar uma boa acelerada nos acontecimentos. Finalmente, a Lorena, a irmã gêmea da Julia, ambas vividas pela Nathalia Dill, chegou ao Brasil e o encontro das duas rendeu picos de audiência a novela. Mas é claro que essa chegada da Lorena, agora de vez dentro de Rock Story, não vai ser em vão. Basta lembrar que ela é a gêmea má da trama. Outro entrecho que movimentou a novela esta semana foi a divulgação das fotos íntimas da Diana (Alinne Moraes) por Léo Régis (Rafael Vitti) para se vingar da ex-noiva. Com uma ótima abordagem, a história é uma mescla de várias outras que realmente aconteceram e sendo mostrada assim numa trama voltada para o público jovem não deixa de ser uma forma de educar esse público para o mundo digital que a cada dia anda mais perigoso. Ironia genial toda essa situação ter sido exibida em plena semana do Dia Internacional da Mulher. Programaram muito bem! E o mais importante é que esteve em sintonia total com a trama, sem didatismo ou incoerência.

Volta do MasterChef


Concorrentes fazem com que MasterChef Brasil siga instigante e sem sofrer desgaste

Desde a primeira exibição do MasterChef Brasil, todo mundo aposta no desgaste do formato, já que, além do original, a Band lançou versões com crianças, profissionais e até especial de final de ano. A questão é que o público não dá qualquer sinal de desinteresse pelo reality show. Os concorrentes e os ótimos jurados fazem com que o MasterChef siga instigante. Diante do modorrento BBB17, a gente agradece!


     O PIOR DA SEMANA     


Sophia Abrahão no Vídeo Show


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É fato que desde a saída de Monica Iozzi, o Vídeo Show não consegue fixar uma companhia a altura para Otaviano Costa na bancada. Após promover um rodízio de repórteres e até apelar à Susana Vieira às quintas-feiras, o programa manteve Joaquim Lopes ao lado de Ota e foi levando como pôde. Para cobrir as férias do Otaviano, a direção da atração foi buscar alguém de fora e a escolhida foi a atriz Sophia Abrahão. Dona de muitos seguidores e fãs nas redes sociais, Sophia conseguiu fazer certo barulho e mobilizar sua grande rede, mas deixou a desejar (e muito) na bancada. Totalmente apática e inexperiente, ela não transmitiu naturalidade, não transmitiu carisma, nem maior conhecimento sobre a história da TV.

P.S.: O Vídeo Show, há muito tempo, vem carecendo de um conteúdo mais criativo e dinâmico. Atualmente, suas pautas são todas feitas no piloto automático e, hoje, só se salvam os quadros Memória Nacional e Meu Vídeo É um Show. De resto, nada chama a atenção. Incluindo aí o quadro Novelão, que antes resumia novelas em uma ou duas semanas e agora virou mais um Vale a Pena Ver de Novo com o repeteco prolongadíssimo de Avenida Brasil. Não é assim que o Vídeo Show vai sair do buraco onde está enfiado.

Mais do mesmo


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O Bom Dia e Cia, tradicionalíssimo infantil do SBT mudou de cenário e, finalmente, passou a ser realizado em HD. Agora, os greens, seres verdes que há anos protagonizam as vinhetas dos infantis do canal, ganharam uma espécie de vila onde vivem e o cenário do programa reproduz isso. Além de novos cenários e novas vinhetas, há também novas provas que os telespectadores podem participar por telefone e concorrer a prêmios. Quer dizer, "novas", mas nem tanto, pois nada mais são que as mesmas provas de sempre, com novos painéis e até novos nomes, mas sem grandes novidades. O programa explora o mesmo formato sem grandes investimentos desde 2007, quando passou a ser exibido ao vivo. Ou seja, a atual fórmula do programa já completa 10 anos no infantil, que estreou em 1993 com apresentação de Eliana e forte conteúdo didático. São outros tempos, sem dúvidas. A atração poderia aproveitar o embalo de estreia de "nova temporada" para dar uma boa renovada em sua seleção de desenhos. Salvo uma ou outra mudança, o Bom Dia e Cia exibe praticamente os mesmos desenhos (com os mesmos episódios) há mais de 15 anos. Seria do bom grado também se tirassem a Silvia Abravanel, totalmente dispensável. Com uma voz forçada (parecida com aquela que fazemos quando estamos conversando com um bebê), ela decepciona na espontaneidade. Apática, suas brincadeiras com as crianças soam falsas. Pobre geração Nutella...

Traição de Pedro


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A Lei do Amor nem de longe lembra outras novelas assinadas por Maria Adelaide Amaral, como Sangue Bom e TiTiTi, que eram elogiadas por terem textos inteligentes e ótimas sacadas. O que sobra no atual enredo das 21h são situações pra lá de confusas. A última envolve Pedro (Reynaldo Gianecchini): não faz o menor sentido o personagem trair Helô (Claudia Abreu) nessa altura do campeonato, com a trama chegando ao fim. Além disso, não condiz com a postura do velejador, sempre apresentado como um mocinho justo, gentil e de bom caráter que lutou para ficar com Helô. Pior ainda: repetindo uma cena que aconteceu no início do folhetim. Mas repeteco pouco é bobagem, afinal, Helô novamente esconde do amado que espera um filho dele. Justo Pedro, que também não sabia da existência de Stelinha. A autora está sem criatividade? Sim ou com certeza? Não posso deixar de comentar também todo o teor machista que rodeou essa situação. Afinal, a impressão que ficou foi que a culpa do Pedro ter traído Helô não foi dele, mas sim dela por ter sido tão ciumenta (com o detalhe de que toda essa insegurança da personagem é meio ilógico pelo fato dela ter sempre se mostrado uma mulher de mente aberta e a própria ter escondido de Pedro também que tinha uma filha dele). Sinceramente, A Lei do Amor não tem mais salvação...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

MasterChef ou Guerra dos Sexos?



Ontem (14) rolou a grande final do primeiro MasterChef Profissionais, da Band. Se você também abriu mão de horas de sono, viu que as redes sociais entraram em polvorosa, com bandeiras feministas sendo levantadas e defendidas com unhas e dentes. No fim, o resultado que levantou inúmeras suspeitas: Dayse consagrou-se como a grande campeã. O assunto mais discutido da noite, porém, foi sobre o suposto machismo presente nesta edição. Ivo e Dário foram os mais criticados por terem protagonizados cenas em que duvidaram da capacidade da participante. Em entrevista ao Estadão, Dayse disse não representar o feminismo na vitória. E ter a presença do machismo na cozinha não a faz obrigada ser feminista. A mãe e a irmã de Marcelo chegaram atribuir a vitória da participante a uma suposta "guerra dos sexos". Concordo!

Neste ano, principalmente, o MasterChef sofreu um processo de BBBnização. O talent show rendeu aos elementos primordiais dos realities de confinamento. O participante perseguido e/ou menosprezado pelos outros. O bonzinho rejeitado. A mulher desprezada pelos "homens machistas". Nesse caso, o fato é ainda mais gritante porque quase todas as mulheres eliminadas da competição ressaltavam como ponto fundamental o machismo presente nos bastidores das cozinhas brasileiras. E isso contaminou a visão do programa. Dayse foi a "sobrevivente" da equipe feminina. E, de acordo com esta visão, teria sofrido atitudes machistas dos adversários. Foi excluída pelos demais. Menosprezada. Só por ser mulher. Como pode, né?

Marcelo, com jeitão agitado e imperativo, esteve na final merecidamente. Diferente da Dayse, que apostou na maioria das vezes no clássico, ele surpreendeu com suas invencionices, ou melhor, contemporaneidades na cozinha (algumas ficaram completamente sem conexão, segundo o paladar dos jurados). Nesta final, Marcelo ousou ainda mais apostando na gastronomia contemporânea e em suas invencionices. E acertou: os pratos do participante foram bastantes elogiados. Porém, a primeira nota apurada já trouxe muitas suspeitas. Durante a degustação, não houve nenhum prato com erros absurdos apontados. Pelo contrário, os jurados só teciam elogios. Então, como o Marcelo poderia ter recebido uma nota 2 (de um total de 10) em um prato longamente elogiado? Naquele momento, somado ao fato das declarações politicamente corretas na edição ao vivo dos jurados (que mais pareciam estar ouvindo as declarações de um ponto eletrônico), eu entendi que a vitória da Dayse tinha sido costurada pelo programa em função do feminismo.

Acredito, de verdade, que a Dayse seja uma excelente chef de cozinha, mas durante a competição ela não mostrou a ser a melhor competidora de forma consistente. Ficou claro que a direção do programa se deixou influenciar pela torcida à la BBB e queria ganhar apoio de um grupo de telespectadores defensores dos "fracos e oprimidos". Com isso, criaram mais polêmica e colocaram em xeque a credibilidade de um reality bem-conceituado. Imagine assistir a próxima temporada sabendo que levará o prêmio aquele que gerar mais afinidade com o público ao invés de ser avaliado o talento do competidor, aquele que foi o melhor?


Que fique bem claro: a questão não está no feminismo em si, nem no machismo. O problema é que tudo está se transformando em posição extremista. O atual modelo de feminismo, ao invés de pregar igualdade (no sentido de equidade, julgamento justo), vem pregando um modelo de exclusividade ou preferência. Não precisamos de mais coitados. Precisamos de iguais condições. O que importa são as habilidades, a competência, ser o melhor no que faz; até porque todos ali passaram pelos mesmos testes de seleção e desafios, tiveram acesso aos mesmos recursos, foram cobrados igualmente em termos de tempo e dificuldade. O fato de ter sido menosprezada por homens não implica, necessariamente, em machismo. Ainda bem que Dayse foi sensata ao declarar que sua vitória não representava o feminismo coisa nenhuma.

domingo, 26 de junho de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (19 à 25/5)




  O MELHOR DA SEMANA  



Novela das nove começa a andar e ganhar mais ritmo



É notório que Velho Chico está mais ágil. Ainda tem muito mais blá blá blá do que ação, é verdade, mas as tramas já começaram a ficar mais interessantes com o envolvimento incestuoso de Miguel (Gabriel Leone) com Olívia (Giullia Buscacio). Ao que indica, os dois são irmãos. Desde então, a novela vem entrando numa crescente com ganchos, embates e diálogos mais rápidos e perturbadores, com sequências primorosas brilhantemente interpretadas pelo elenco.

O esperado encontro de Miguel (Gabriel Leone) e Santo (Domingos Montagner) fez valer a espera, mesmo tendo sido uma "apresentação" entre quase sogro e quase genro, ao invés de pai e filho, uma vez que ambos ainda desconhecem o laço sanguíneo que os une. O encontro mesclou instantes tensos com desconfiança e aparente identificação imediata. Os atores convenceram em uma cena onde a contenção das emoções era fundamental para o seu êxito.

Domingos Montagner e Gabriel Leone são Santo e Miguel em Velho Chico (Foto: Inácio Moraes/Gshow e Caiuá Franco/Globo)

A indignação e a fúria de Bento com a aproximação de Miguel com sua família foram mostrados por um sempre brilhante Irandhir Santos. Giullia Buscacio vem surpreendendo (positivamente) e, como recompensa pelo seu excelente desempenho, está tendo mais importância ainda dentro de Velho Chico. Marcelo Serrado está cada vez mais soturno e mais ambíguo como Carlos Eduardo e o ator tem dado conta do recado de forma inteligente, dando uma nova cara ao deputado que tem tudo para assumir o papel de grande vilão da trama. Já Lucy Alves fez jus ao posto de maior revelação da novela e imprimiu com segurança todo o ódio que sua personagem Luzia sente dos Saruê, principalmente de Tereza (Camila Pitanga), pois sempre soube que o garoto é filho de seu marido com ela. A atriz, aliás, nem parece que está estreando nas novelas.


As brigas entre Luzia e Tereza são, até o momento, o ponto mais alto da trama. A Luzia tem um ar de louca desfreada e em alguns momentos é tão louca que dá vontade de rir dos seus rompantes. Ela chamando a Tereza de "cutruvia" e "rapariga" não deu para aguentar, não parava de rir. O embate dos rivais, o ciúme da mulher e do marido traídos, os amores impossíveis, enfim, todos os conflitos estão sendo bem construídos e, o melhor de tudo, com mais agilidade. 

Beto de Haja Coração



João Baldasserini está hilário fazendo o publicitário Beto em Haja Coração. Nem parece o mesmo ator que fez dois personagens dramáticos nos últimos tempos. Ele nasceu para fazer rir! As cenas dele com a Mariana Ximenes estão maravilhosas. Os dois tem química e isso ainda destacou a Tancinha, que estava precisando. Beto já ganhou a minha torcida pelo coração da feirante. Até porque aquele Apolo (Malvino Salvador robótico) é um chato grosseirão, viu...

As cenas de Dionísia e Terenciano na novela das onze



As cenas do Jackson Antunes com a Maitê Proença foram todas bem tensas e pesadas em Liberdade Liberdade. As torturas sádicas que Terenciano submetia a mulher passar eram assustadoras. Ele tem uma paixão doentia pela Dionísia. Sempre a espancou e volta como se nada tivesse acontecido, querendo a "família" de volta. Mesmo ela não sendo flor que se cheire e seja tão cruel quanto o marido com os escravos, dava dó da Dionísia. Terrivelmente sensacional a cena da Dionísia enterrando o Terenciano vivo na parede. Será que ele morreu mesmo?

Nova reviravolta na novela das seis


Que Eta Mundo Bom está sempre se reinventando, isso ninguém pode negar. A novela chegou a uma fase em que não dá para perder nenhum capítulo. A trama está cada dia mais envolvente com muita ação, reviravoltas e vários ganchos. Essa última semana foi de tirar o fôlego. 


Finalmente, ganhou função na trama o núcleo (até então, adormecido) da madrasta má Ilde (Guilhermina Guinle) e o enteado cadeirante Claudinho (Xande Valois). Ela foi desmascarada e o garoto pode voltar a andar se fizer uma operação. A parceria entre Sandra (Flávia Alessandra) e o advogado Araújo (Flávio Tolezani) fez diferença nos últimos capítulos por causa da química dos atores. Anastácia (Eliane Giardini) saiu de sua zona de conforto com o golpe que Sandra, com a ajuda de Araújo, lhe deu, roubando toda a sua fortuna e lhe expulsando da mansão.

Enquanto isso, o núcleo da fazenda continua divertindo. Cunegundes (Elizabeth Savalla) humanizou-se com a chegada do netinho e vive disputando-o com a mãe, Dita (Jeniffer Nascimento). Eponina (Rosi Campos) conseguiu casar, mas ainda continua "pura" e está fazendo de tudo para conseguir fazer o "cegonho" do marido Pandolfo (Marco Nanini) "voar", o que tem rendido situações pra lá de hilárias. Assim como Pancrácio (Marco Nanini) com seus tipos fantasiados pedindo dinheiro na rua. Na semana que passou, o ator arrancou ainda mais risadas como uma inusitada bailarina e acabou sendo preso e desmascarado diante Anastácia.

Eponina e Pandolfo em "Êta mundo bom!"

As tramas estão fluindo bem. Apesar de absurda a forma como Sandra deu o golpe na tia (se Araújo precisava de dinheiro para realizar a operação do filho, porque não pediu emprestado para Anastácia ao invés de dar um golpe nela?!), Eta Mundo Bom conseguiu se reinventar e ficou ainda mais atrativa. Incrível como Walcyr Carrasco tem assunto para uma novela.


  O PIOR DA SEMANA  



As doideras envolvendo Camila




Camila (Agatha Moreira) é uma moça mimada, malvada, chata e está envolvida em um crime que levou Giovanni (Jayme Matarazzo) para a cadeia. Uma dia, ela sofre um acidente, perde a memória e se transforma completamente em outra pessoa. Não que eu esteja cobrando coerência de uma novela que se passa em 2016 e que traz um subúrbio estereotipado direto dos anos 70. Nem que essa perda de memória da Camila seja digna do mais criticado dramalhão mexicano, porque ela virou uma mocinha meiga, boazinha, engajada e ainda se apaixonou pelo Giovanni (e vice-versa). Vamos para a parte mais tosca da personagem. Fedora (Tatá Werneck) está sendo enganada por Leozinho (Gabriel Godoy), um bandido que se finge de milionário para dar o golpe do baú nela. Acontece que Camila em sua encarnação anterior chegou a ver esse sujeito sendo preso pela polícia. E isso ficou tão gravado em sua cabeça como os memes da Inês Brasil na minha que quando ela o viu novamente em sua fase desmemoriada fez a mesma cara que a Raven sempre faz quando prevê o futuro. Só que Camila viu o passado do cara e conseguiu, PASMEM!, enxergar até a ficha criminal de Leozinho. As visões da Rav... Digo, as visões da Camila! O.o Oi?! Foi isso mesmo, produção?! A Camila conseguiu relembrar e ter uma visão que o Leozinho é um bandido ao apertar a mão dele?! Márcia Fernandes, venha cá, só você pode nos ajudar... Ela é desmemoriada ou sensitiva?!

Muito intervalo e pouca prova no MasterChef



Agora com poucos participantes, o MasterChef usa e abusa dos intervalos comerciais para fazer o programa render. O que torna o programa ainda mais massante. Não era melhor colocar mais provas em vez das duas de praxe? Com menos gente, há de se ter criatividade!

Lengalenga do sumiço de Ciça



Ciça (Julia Konrad) está fora de Malhação desde o dia 24 de maio e a novelinha teen gira em torno do seu sumiço. Os personagens passam dias falando que ela não deixaria o filho com Samurai (Felipe Titto), se ela viajou mesmo para fora do país abandonando o próprio filho, se ela tá viva, se o Samurai não a matou, se ela não tá sendo mantida em cárcere privado por ele, mas nada anda. É o mesmo assunto há mais de um mês. Quem ainda aguenta essa temporada?!

Chá de sumiço do Raposo



Já faz umas três semanas em Liberdade Liberdade que eu nunca mais vi o Dalton Vigh. Na história, seu personagem viajou para o Rio de Janeiro. Só que essa viagem do Raposo não teve função alguma no roteiro. Esse sumiço do personagem está muito estranho e sem sentido. O Dalton Vigh deve ter tido algum problema de saúde, só pode. TRAGAM O RAPOSO DE VOLTA!!!

Terra se abrindo na novela bíblica da Record


Foi ao ar nessa terça-feira (21) o capítulo mais aguardado da segunda temporada de Os Dez Mandamentos: a abertura da terra. Se a demora para a cena acontecer e os (toscos) efeitos especiais já incomodaram e foram de pura vergonha alheia na primeira temporada quando o mar se abriu, ver a terra se abrindo foi ainda pior. Bom, o capítulo começou às 20h40, mas o momento mais aguardado se deu só nos momentos finais, lá por volta das 21h30. Até lá, dá-lhe paciência para suportar tanta conversa fiada e intervalos comerciais. Aquela enrolação típica da Record. Quando finalmente começou, me bateu uma saudade de Os Mutantes, viu...


Corá e seu grupo de rebeldes seguiam desafiando Moisés e desafiando o poder de Deus, que se cansa de tanto mimimi e decide mostrar pra todo mundo quem é que manda. O chão começa a tremer e os hebreus correm apavorados. Um "furacão" de fogo feito provavelmente pelo Movie Maker surge em uma tenda. Vendaval, areia voando, tornado de fogo... Mas a roupa do Corá seguia branquinha, branquinha, toda limpinha. Sabão em pó poderoso esse, viu... Até que a terra, finalmente, começa a se abrir. Figurantes começam a cair e se jogam como se aquilo fosse uma piscina. Quer dizer, caíram onde se não havia profundidade?! Onde havia, estava escuro e falso. Em alguns momentos, parecia era que o pessoal estava sendo engolido por uma areia movediça.

Como tudo que está ruim pode piorar, o que dizer daqueles closes constantes nos rostos dos atores? Só serviu para intensificar a canastrice do elenco. Justiça seja feita, Vitor Hugo (sempre brilhante como Corá desde o início) segurou muito bem a onda e não desbancou para as caras e bocas desenfreadas. Pena, porém, que não teve um final à altura. Poxa, ele era o grande vilão da trama, merecia um desfecho com mais impacto. Um desperdício matar os casais e nem sequer um olhar, um adeus, uma expressão, nada. Os exagerados enquadramentos na cara dos atores foram inúteis. Ao todo, morreram 250 pessoas. Algumas cenas das quedas foram tão repetidas e demoradas que acabaram cansando. Faltou criatividade na hora de dirigir as cenas. A sequência toda durou uns cinco minutos e foi exibida em câmera lenta e com aquele fundo instrumental ensurdecedor que acabaram tirando um pouco da emoção e do clima de tensão. Poderia ter rolado alguns diálogos ou gritos. Dariam mais realismo e emoção para a cena.

Me desculpem, mas quem achou aquilo tudo real BATA NA SUA CARA ANTES QUE EU BATA! Ficou evidente os erros de continuidade e os efeitos especiais precários, seguindo um péssimo padrão de filmagem num set limitado com atores (em sua grande maioria) tão limitados quanto. Quero nem ver como vai ser quando destruírem os muros de Jericó em A Terra Prometida...

Cobertura de Sonia Abrão sobre o Power Couple Brasil



Sonia Abrão já é famosa pela cobertura dos realities shows no A Tarde É Sua. Quem não se lembra da torcida da jornalista por Alemão e Siri no BBB7? No ano passado, ela fez uma ampla cobertura sobre a oitava edição de A Fazenda, defendendo a "injustiçada" Mara Maravilha com unhas e dentes; assim como também declarou toda a sua repulsa pela Ana Paula no BBB16. Porém, neste ano, Sonia Abrão derrapou (e feio) nas análises do Power Couple Brasil. Misturou o lado pessoal com o profissional. E isso é algo gravíssimo. Ainda mais em rede nacional.

Durante as primeiras semanas do reality de casais, Sonia afirmou categoricamente que não gostaria de fazer uma extensa cobertura da atração por ser amiga íntima de duas das participantes (Gretchen e Simony), o que seria "antiético" (palavras da própria Sonia), e enfatizou que não acompanhava com afinco o programa. Entretanto, diante da ampla repercussão negativa sofrida pelas duas, o jogo virou. A Tarde É Sua começou a dar mais espaço para o Power Couple Brasil. E Sonia transformou-se em baluarte da defesa das duas.

Nesta semana, após a vitória avassaladora de Laura e Jorge (merecidamente, leia AQUI), a apresentadora da RedeTV! demonstrou irritação exacerbada, principalmente com Conrado e Andreia Sorvetão. O cantor falou sobre a influência de Simony nas análises negativas proferidas no A Tarde É Sua sobre o casal. A roda da fofoca, então, virou espaço para debater assunto pessoal. Sonia Abrão falou que Conrado e Andreia formam o "casal falsidade" e falam mal pelas costas dela própria e até da madrinha (deu a entender que falava sobre Xuxa Meneghel).

Sorvetão não é bem quista pela direção da RedeTV!. É bom lembrar que ela foi uma das primeiras contratadas da emissora, posteriormente demitida e, desse modo, a loira falou mal do canal em entrevistas. Diante da política da empresa, estes profissionais não podem ser citados nominalmente. Daí, Sonia Abrão chama pejorativamente Andreia de "picolé" em seu discurso bufado: "Nem isso ela merece de consideração da nossa emissora", disparou com sarcasmo. Abrão falou que "a picolé deve deixar de ser mulher capacho e aprender a ser gente". Isso mesmo, leitores... E logo no início, Sonia havia elogiado uma frase dita pelo Michel Temer: "Eu não falo para baixo". A ideia era seguir esse mantra, mas não foi o que ocorreu...

Felipeh Campos, aquele ex-peão de A Fazenda 7, que teve uma das piores participações de todos os realities exibidos no Brasil, serviu de escada para a apresentadora. Rasgou elogios para Simony, teceu elogios para a perfomance de Gretchen e resolveu também detonar Sorvetão, colega de confinamento do reality da Record. Chamou-a de baixa, superficial e falsa. Vai vendo! Depois, relembrou que também chamou-a de "bagulho" na Fazenda. E o telespectador vendo Felipeh rechonchudo (para ser bonzinho) na tela criticando o corpo dos outros. Ele ainda falou que Andreia jogou baixo na Fazenda e quis montar um complô contra ele. Coitado, né gente... Ele teve um desempenho tão "positivo" e "maravilhoso" no jogo, quando humilhava a Pepe e Neném e usava de comentários ofensivos e preconceituosos para se referir a dupla, não é mesmo?

Na roda da fofoca, também estava Kaká da Band FM e que também detonava Sorvetão e apoiava Simony: "Quem nasceu para ser picolé, nunca vai ser Letícia Spiller". Constrangedor!

Sonia discordou do resultado final com mais de 80% de preferência por Laura e Jorge. "O público conhece a história da Simony. O público sempre gostou dela", defendeu. Minha querida, o telespectador avaliou o que se passou DENTRO da mansão e não o passado de cada um. E sobrou até para Roberto Justus. Abrão acredita que o apresentador é sócio do programa e, desse modo, poderia aumentar o valor do prêmio final. "O Justus é rico. Enfia a mão no bolso". E ainda aconselhou Conrado e Andreia a serem menos falsos e parar de falar mal pelas costas "antes que a Sorvetão derreta", completando: "Foi uma vitória para a Simony e não uma derrota".

Como a própria Sonia Abrão falou sobre formador de opinião na sociedade contemporânea, o telespectador não é bobo. Tenho o maior respeito pela Sonia como crítica de TV, mas desta vez ela se queimou, sem a menor necessidade, com o público. É evidente a relação pessoal da apresentadora com Simony. Não ocorreu a imparcialidade jornalística. Simony e Gretchen ampliaram o índice de rejeição. É notório isso. Ela deveria abster-se de emitir qualquer comentário sobre o desenvolvimento do reality devido a essa proximidade. Ficou feio.


Visite a nossa fan page para assistir A Favorita, que está sendo exibida de segunda à sábado, sempre ao meio dia. Clique na foto para ver os capítulos:



quarta-feira, 11 de maio de 2016

Plantão do Eu Critico Tu Criticas #01: As notícias mais interessantes (ou não) do que andou rolando na TV essa semana



Durante a semana sai tanta notícia nesses portais de TV digna de meus comentários que fica difícil escolher uma ou duas para comentar com vocês. Tem dia que é maravilhoso, que chove pauta e eu me sinto igual aquele povo que fazia sorteio de cartas no programa do Silvio Santos: nadando em um incrível mundo de possibilidades. Entretanto, tem dia que eu corro pra ler as notinhas e começo a cantar: "Que país é esse?". Pensando nisso, resolvi juntar aqui as notícias mais interessantes (ou não) da semana (até agora, lembremos que ainda é quarta-feira) sobre as novelas e os programas que estão (ou vão estar) no ar e fazer um apanhadão do que lemos. Pode ser que essa seção fique fixa? Pode ser... Como tudo pode ser, se quiser será, o sonho sempre vem pra quem sonhar, só basta acreditar, tudo que tiver que ser, será. Vamos às notícias:

rã tã-tã tã-tã tã-tã-tã-tãããã, rã tã-tã tã-tã tã-tã-tã TÃN-TÃÃNN


"Sou contra falar que é normal", diz Patrícia Abravanel sobre relação gay



E quando a gente tinha pensado que o Benedito Ruy Barbosa iria ganhar o prêmio de declaração mais homofóbica do ano quando ele disse que odiava "história de bichas", eis que vem a Patrícia Abravanel e consegue superá-lo. Não é apenas liberdade de expressão quando a sua opinião é preconceituosa. Em pleno século XXI, discriminação travestida de opinião não passará mais em branco. Uma declaração dessas em rede nacional falando que gays são anormais leva pais acharem que seus filhos são aberrações. Muitos são expulsos de casa e marginalizados. Olha o problemão que você cria para alguém que só queria curtir uma piroca ou uma xereca em paz.


Pati deveria conhecer mais o passado do pai dela, só acho...


A declaração, óbvio, caiu como uma bomba nas redes sociais. Em menos de 10 minutos, após o posicionamento, o nome da apresentadora já aparecia no topo dos assuntos mais comentados no Twitter. A hashtag #AnormalÉTeuPreconceito também foi a mais digitada. Pressionada pelas redes sociais, Pati tentou usar a velha desculpa do "não foi bem isso que eu disse".



O pedido de desculpas não colou pra ninguém. Obviamente, ela deve ter sido orientada por alguém e fez isso pra não perder a audiência do seu programa. Na verdade, ficou até pior ela ter vindo em público se desculpar, uma vez que não vai deixar de pensar como alguém que trata outro ser humano de "anormal" só por não seguir sua cartilha heteronormativa. Ela realmente acredita que isso é uma opinião. Pode até ser, mas, neste caso, guarde pra você. Falar o que falou em rede nacional é um estímulo ao preconceito e à violência contra o público LGBT.

O que mais me choca nessa história é que o Máquina da Fama é um programa onde a grande maioria dos participantes são gays e, nesta última segunda-feira (09), a filha número 6 de Silvio Santos se apresentou como Katy Perry cantando Firework, uma música sobre aceitação, sobre amor, sobre tolerância, cujo clipe tem até beijo gay. Um tanto contraditório, né?


Aí que o sobrinho, Tiago Tim Maia Abravanel, resolveu desabafar no Instagram sobre a polêmica e foi aí que o barraco desabou. Em entrevista ao jornal Extra, Tiago disse que mal conseguiu dormir após tomar conhecimento da história. "Ela foi extremamente infeliz na colocação".


Silvio, leva esses dois pro Casos de Família já. Vai por mim, vai ser recorde de audiência!

Otaviano Costa é chamado de homofóbico após falar "traveco" na TV


Juro que tenho coisa melhor para fazer. Mas vou ser obrigado, novamente, a falar sobre homofobia. Depois de Patrícia, foi a vez de Otaviano Costa sofrer a ira dos movimentos gays. O apresentador do Vídeo Show chamou um travesti de "traveco" durante o programa. Foi o suficiente para virar uma Geni moderna. A gritaria foi tanta que ele se sentiu obrigado a usar suas redes sociais para pedir desculpas. Eu não sei vocês, mas acho que a situação está ficando exagerada. Cada caso, é um caso. Otaviano é um cara que gosta de fazer piada sobre tudo. Ele fez apenas uma brincadeira. Esse pessoal que gosta de atirar a primeira pedra precisa ser mais tolerante com uma simples e inofensiva piada. Sei que, para muitos militantes, o termo "traveco" é depreciativo, mas vamos contextualizar a maneira em que foi dito. Otaviano, em nenhum momento, demonstrou homofobia. Ao contrário da declaração de Patrícia. Essa sim foi uma colocação completamente infeliz e homofóbica. Vamos procurar compreender melhor o que é uma brincadeira e uma ofensa de fato. Até porque, conhecendo o passado do Otaviano, ele não tem nada de intolerante. Pelo contrário. Tem um lado "feminino" bem forte. Até demais, viu...


Viviane Araújo viverá uma ex-passista em Sonha Comigo



De duas, uma: o povo da Globo não tem imaginação ou vai ver que acham que Viviane Araujo só sabe fazer coisas ligadas ao Carnaval. Ela foi chamada novamente para interpretar uma ex-passista na próxima da próxima novela das sete da Globo. Da outra vez, em Império, tinham convidado ela para fazer a mesma coisa, mas ela perdeu o papel para Cris Vianna. Aí acabou interpretando uma manicure, a Naná (que fez bem mais sucesso que a Juju Popular da Cris). Os diretores e autores poderiam escalar atores para papéis diferentes do habitual, né? Pelo menos assim tiraria essas interpretações perigosas e repetitivas que vemos por aí. Sim, estou falando de você, Tatá Werneck, que interpretou a Tatá Werneck pobre que queria ser famosa em Amor A Vida, a Tatá Werneck pobre que queria ser rica em I Love Paraisópolis e agora vai interpretar a Tatá Werneck que é rica e mimada em Haja Coração, próxima novela das sete.


Nudes fakes da Maitê Proença


A aparição do bumbum de Maitê Proença em Liberdade Liberdade causou furor na internet e todo mundo elogiou bastante a boa forma da atriz. Acontece que o nude que apareceu não era da Maitê. Como sei disso? Claro que não é porque tive acesso ao bumbum verdadeiro dela, mas é que a verdadeira dona do corpo que apareceu desnudo na novela acabou contando a verdade:


Tudo pra virar notícia no Ego... E a ética profissional, cadê, hein queridinha? Está certo que Maitê queria enganar o público para que todos pensassem que o bumbum da moça era dela, mas a outra deveria ter sido mais discreta.  Maitê ficou tão irritada que exigiu que não chamem mais essa tal de Juliana para nenhum trabalho. E, pelo visto, conseguiu. Pra ser bem sincero, tem que ser muito trouxa pra achar que uma senhora de 58 anos ia tá com uma bunda toda durinha como essa. Os tempos de Dona Beija já se foram. Ai, a gravidade é um crime contra a mulher.


Inclusive, estou aqui pensando se não seria uma boa estratégia começar a usar dublê de nudes pra quando formos mandar os nossos pelo zap zap ou usar essa desculpa quando mandarmos um nude meio capenga. É só dizer "não fui eu, foi o dublê" e fica tudo certo. Se bem que o que eu quero mesmo é um nude frontal desse negão gostoso na novela, pfvr Rede Globo!!!


Band exibirá o MasterChef duas vezes por semana (terças e quintas) para que a final do programa não aconteça bem no meio das Olimpíadas



A Band tá mesmo querendo desgastar de vez o MasterChef, né? Quem é que vai aguentar ficar acordado até altas horas duas vezes na semana?! Vale lembrar que a Band segue colocando o programa no ar bem tarde e exagerando na (falta de) edição, o que culmina em um programa que acaba quase a uma da manhã. Some isso ao excesso de candidatos e a falta de repercussão do programa e podemos ter o esgotamento real do formato do MasterChef. Aliás, isso mostra bem a falta de planejamento da Band: eles resolveram aumentar o número de candidatos pra fazer o programa durar mais e não contaram com as Olimpíadas. Resultado: ter que fazer mais alterações. Não teria sido mais fácil deixar tudo como estava, com menos candidatos, menos episódios e menos cansaço pra gente? Tá pior do que a Record com Os Dez Mandamentos.

Na geladeira, Geraldo Luís é expulso de seu camarim, tem seus pertences encaixotados e as roupas que usava (emprestadas por lojas) devolvidas a pedido da própria Record, que estuda rescisão de contrato



O apresentador foi defenestrado da Record depois de reclamar ao vivo do próprio programa. Seu azar foi cometer o desabafo bem no dia que o Bispo Macedo estava de olho na programação da emissora, aguardando a votação do impeachment. Que Deus de amor é esse, que não perdoa a humanidade de um jornalista fanfarrão? Provavelmente, o mesmo que impediu que o Bispo desse o azar de ligar na Record em qualquer outro domingo anterior. Pra que tanto ódio e rancor nesse seu coraçãozinho, Edir Macedo? Nem mulher traída é tão vingativa assim.


Último capítulo de Totalmente Demais será exibido na segunda para enfrentar a estreia de Escrava Mãe na Record e terá reprise no Vale A Pena Ver de Novo



A exibição do último capítulo de Totalmente Demais acabou ficando pro dia 27, uma sexta-feira que cai justamente no meio do feriado de Corpus Christi. Como a gente já está cansado de saber, os feriados prolongados acabam diminuindo a audiência da TV. Em um dia normal de exibição, isso não causaria maiores problemas, mas em um último capítulo de uma novela que tem dado os maiores índices de audiência do horário das sete desde 2012, menos gente vendo TV pode significar perder um possível recorde no Ibope, coisa que não seria nada interessante pra emissora. Pra resolver o problema, a Globo resolveu que estaria ok mudar sua grade e fazer algo diferente: o último capítulo de Totalmente Demais vai ao ar no dia 30, uma segunda-feira, e a reprise do capítulo vai ser feita dentro do Vale a Pena Ver de Novo, no dia 31. Com isso, Haja Coração estreia na terça. A mudança bate de frente com a decisão da Record de estrear seu novo horário de novelas, o das 19h30, com Escrava Mãe, que já está toda gravada e demorou tanto pra entrar no ar que já virou até Escrava Avó. Prevejo recorde negativo já na estreia, certo?


A última vez que a Globo não exibiu um último capítulo em uma sexta-feira foi em 2008, quando o último capítulo de Duas Caras foi exibido no sábado porque tinha ficado longo demais. Mas naquela ocasião, não teve reapresentação. Com a Globo fazendo tanta questão de uma novela assim, concluímos que Totalmente Demais é o que dentro da emissora?


Se segura aí que tem mais novidades. O Gshow e o Globo Play, plataforma de vídeo on demand da Globo, exibirão uma extensão da trama, com conteúdo inédito. Sob o título Totalmente Sem Noção Demais, o spin-off terá 10 episódios exclusivos e será exibido depois do fim da novela. A obra vai contar histórias dos personagens Carolina, Hugo, Cassandra, Débora, Zé Pedro e Dorinha que se passaram um ano antes da trama que foi ao ar na TV. Lacre demais, né amores?


Diz aí nos comentários se você gostou ou não do nosso plantão. Quem sabe ele não fica fixa.

domingo, 8 de maio de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (1 à 7/5)



Olha quem voltou, amores! Estive sumido, pois andei terminando os trabalhos de edição do novelão A Favorita, que, inclusive, se vocês não estão assistindo de segunda à sábado às 21h10 na nossa fan page e dando uma curtida lá nos vídeos, nem quero mais papo! Agora que o compacto já foi todo finalizado, euzinho voltei para o blog ainda mais ácido do que antes.

A menos que você seja cego ou esteja acessando o blog pela primeira vez, o Eu Critico Tu Criticas deu uma repaginada no visual. Gostaram? Não?! Tô nem aí! Enfim. Vamos ver o que rolou de bom e ruim essa semana. Obviamente, é só sobre as novelas e os programas da TV. Porque senão o melhor seria o afastamento do Eduardo Cunha da Câmara (Tchau Querido!) e o pior seria o bloqueio do whatsapp por um dia. Ao TOP de 5 mães suuuuper boazinhas (SQN!) da teledramaturgia para comemorar o dia das mães, confira o melhor e o pior da TV essa semana:



  O MELHOR DA SEMANA  



Maria Tereza vs Luzia



Eu já estava quase desistindo de Velho Sono. Muito blábláblá e pouca ação. Porém, esta semana a trama me surpreendeu positivamente com cenas quentes, fortes e que deram uma boa reviravolta na novela ao apresentar dois encontros muito aguardados desde o início da terceira fase: Maria Tereza com a rival Luzia e, depois, com seu amor do passado Santo. Dois encontros que emocionaram pela expectativa desse acerto de contas e da reativação do fogo desse amor. Lucy Alves, aliás, é a grata surpresa na novela. Em poucos capítulos, demonstrou que atua tão bem quanto canta. Uma interpretação visceral, beirando a loucura e a obsessão de uma mulher que fez de tudo para separar Santo de Tereza no passado e, agora que conseguiu se casar com ele, fará de tudo para não perdê-lo. Camila Pitanga que se cuide. Ainda tão exageradamente fora do tom, se não tomar cuidado, vai acabar sendo suplantada pela Luzia e sua loucura adorável.

Também gostei do primeiro encontro entre Tereza e Santo. Envolvidos por uma mistura de sentimentos, os dois não sabiam o que falar, mas a emoção transbordava no olhar.

É certo que Velho Chico ainda tem um bom caminho para entrar nos trilhos, mas esta semana já foi um bom sinal. Bora cozinhar essa história com fogo mais alto, Benedito!

Primeiro beijo de Bentriz



Outra cena marcante da semana na novela das nove foi o enlace entre a professora Beatriz e o vereador Bento, vividos perfeitamente por Dira Paes e Irandhir Santos, que sempre roubam a cena quando aparecem (já elogiei eles uma vez, veja aqui). O primeiro beijo do casal no meio da mata foi um das cenas mais sensuais vista em novelas nos últimos anos, mesclando o amor sereno e selvagem entre um homem e uma mulher (porque Benedito odeia histórias de bicha e os netos dele são machos pra cacete pra verem dois homens se beijando) na medida certa. E o melhor de tudo: foi sensual sem ser vulgar ou apelativo. Coisa rara na TV ultimamente, né?

Evolução de Carolina


Carolina se desespera ao saber que não pode ter filhos (Foto: TV Globo)

Juliana Paes está dando um show em Totalmente Demais. Carolina já foi a vilã divertida, a vilã maléfica e agora virou a vilã arrependida. A atriz soube acompanhar todas as fases da sua personagem com maestria. Em apenas uma semana, a Carol conseguiu despertar ódio no público por ter dopado e armado contra a mocinha Eliza, fez a gente ficar com a alma lavada ao ser desmascarada publicamente (Bem feito!), nos deixou com pena e emocionado ao descobrir que era estéril e agora acabou ganhando a nossa torcida para que consiga adotar uma criança e finalmente realizar seu sonho de ser mãe. Uma evolução surpreendente e convincente.


  O PIOR DA SEMANA  



Rodízio de apresentadores no Vídeo Show


Com Mônica e Otaviano Costa, o Vídeo Show tinha encontrado um equilíbrio na apresentação, coisa que não acontecia há muito tempo. Quem assistia ao programa, gostava de ver a dupla ali. Iozzi agradou em cheio com suas brincadeiras e seu estilo despojado. Aliás, ela era ótima quando precisava improvisar. Só que aí veio a vontade de ser atriz e tudo foi por água abaixo.


De lá para cá, o Vídeo Show virou uma zona completa. Entrou Joaquim Lopez provisoriamente. Depois, Maíra Charken foi oficializada como a substituta, mas já tomou chá de sumiço e rodou. Chamaram Susana Vieira. E enfiam a Aline Prado. Enfiam a Giovanna Ewbank. Enfiam o Rafael Cortez. E o rodízio só aumenta. A cada dia, surge uma dupla diferente apresentando o programa e sempre tentando manter, a qualquer custo, o humor. O que acaba soando, na maioria das vezes, forçado e, consequentemente, insuportável de se assistir. A Globo diz, oficialmente, que esta mudança constante de apresentadores é algo comum no programa e que sempre aconteceu. É, sempre aconteceu nos momentos em que não havia uma boa dupla para ficar à frente da bancada. Até porque ficar mudando apresentador a todo momento está sendo extremamente péssimo para a atração. Não permite criar uma identificação com o espectador.

A impressão que fica é que ninguém sabe direito o que fazer com o programa e que agora começou uma coisa meio de "tentativa e erro" até achar alguém que dê algum jeito ali.

Bundalelê nas novelas



Nada contra a boa forma do Kleber Toledo. Aliás, se ele quiser, pode me jogar no google, me chamar de pesquisa e falar que eu sou tudo que ele precisa. Mas já virou apelação as cenas do ator pelado em Eta Mundo Bom. Pela terceira vez, o Romeu vai se banhar no rio e a Mafalda fica apreciando seu cegonho de longe. A primeira cena foi interessante e bem cômica, a segunda serviu para marcar essa curiosidade que a Mafalda tanto tem para entender sobre cegonho (eu conheço muito bem e adoro!), mas a terceira já ficou desnecessária. Um artifício bem baixo para ganhar audiência usando a bunda do Kléber. Eta Mundo Bom não precisa disso!


Liberdade Liberdade também tá apelação pura. Muitas sequências de nudez das meninas do bordel de Virgínia são completamente desnecessárias. Parecem acontecer só para cumprir a cota de nu e sexo de novela das onze. Verdades Secretas viciou muito mal esse povo.

Daniela como jurada no Superstar (2)



Não. Não é matéria repetida. Já critiquei a Daniela Mercury na semana retrasada (veja aqui) e a cada semana que passa ela só piora. Neste domingo (1), ela até se meteu numa discussão com Paulo Ricardo a respeito de uma banda de rock que se apresentou. Ficou claro que ela realmente não entende praticamente nada do estilo e ainda soltou um "cantei rock a minha vida toda". É, talvez em casa, porque eu só vejo ela cantando axé. O pior nem é não gostar de rock, mas não saber justificar o motivo de não ter apoiado aquele grupo em questão. Mas isso é algo bem comum com a Daniela. Ela realmente é muito fraca como jurada, exagera em quase todos os momentos e sai completamente do tom. Não é engraçada, não é divertida, é exagerada, sobe ao palco para irritar os candidatos e fica naquelas de querer mostrar que tem muita intensidade em tudo o que faz. Dá uma cansada. Alguém amordaça essa mulher! Obrigado, de nada!

Dois pesos, duas medidas


Odeio vitimismo. Não aturo gente que se aproveita de uma mazela para sensibilizar ou tirar algum tipo de vantagem. Gleice, conscientemente ou não, faz isso desde as audições do MasterChef. A candidata preparou um quindim para entrar no programa e, antes mesmo de apresentar seu prato aos três jurados, ela contou que seu irmão foi assassinado na porta de casa na semana anterior. Seu doce era uma sobremesa simples para os padrões dos jurados (que esculhambaram um candidato que apresentou um hambúrguer e uma outra que fez purê de batata), não estava perfeito e mesmo assim ganhou a vaga. A partir daí, foi um festival de choro da candidata. E um festival de dengo por parte dos jurados. Sou contra a grosseria do trio (já falei sobre isso aqui), mas não compreendo os dois pesos e duas medidas dos jurados.


No programa desta terça (3), Fogaça falou para um candidato mudar, caso contrário, "vai se fo@#r". Mas a melhor da noite foi uma em que o molho que um dos concorrentes fez foi totalmente detonado por todos os jurados. Na hora do Fogaça provar, disse o seguinte: "Tenho até medo de experimentar isso aqui. Zoado. Ôu! Tem gosto de chulé isso aqui, mano. Fedido. Ruim. Gorduroso". Não tem humilhação maior para um candidato a chef do que essa, né?


O estranho é que, numa prova em que os participantes tinham que cozinhar com os ingredientes da cesta básica, Gleice fez arroz, feijão e frango empanado e, quando chegou até os jurados, começou a chorar alegando que estava emocionada porque tinha o hábito de fazer esse prato para o irmão. Pronto. Fogaça só faltou pegar a garota no colo! Até Raquel disse que a colega não estava se esforçando muito porque sabia que sempre seria salva. E mais uma vez isso aconteceu na prova dos macarons. Gabriella entregou as três guloseimas da mesma cor e foi eliminada por "não cumprir a regra". A desculpa, porém, não colou porque Gleice também não cumpriu: ela fez qualquer coisa, menos o doce francês. É MasterChef ou Programa do Gugu?

Terminar namoro com famoso é meio de vida



Aproveitando o gancho, em mais um exemplo da força do jornalismo nacional, Gugu entrevistou Sandro Pedroso (ator, mágico, ex-namorado de Susana Vieira e atual genro de Leonardo). Ele contou seu "drama" e se colocou na posição de vítima: pediu Susu em casamento, ela não aceitou, colocou ele pra fora de casa sem mais nem menos, implorou de joelhos pelo amor da eterna Senhora do Destino, passou a morar nas ruas, conseguiu um trabalho de garçom, passou a vender pulseiras pelo instragam, divide a guarda de yorkshire terrier com Susu, se apaixonou pela filha do Leonardo, deixou ela prenha e foi batizado na religião evangélica para poder se casar com ela. Ufa! Uma matéria muito interessante e que mudou nossas vidas. Realmente, a vida de Sandro é um drama sem fim: tentou dar o golpe do baú na vovó famosa que gosta de novinhos, mas não conseguiu; tentou dar o golpe do baú na filha do fazendeiro sertanejo, mas o sogrão não dá vida mansa. Quanto sofrimento! A Fazenda 9 te espera, Sandro! Aliás, para um apresentador que já entrevistou Thalía, Shakira, entre várias estrelas, e hoje em dia se contenta com presidiários e sub-celebridades que nem pra RedeTV! prestariam, quanta decadência, Gugu!

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