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domingo, 12 de março de 2017

O Melhor e o Pior da Semana (5 à 11/3)




   O MELHOR DA SEMANA   


Rock Story (pelo conjunto da obra)


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Essa semana a TV foi de Rock Story, a melhor novela inédita em exibição atualmente. A trama chegou em seu centésimo capítulo e resolveu dar uma boa acelerada nos acontecimentos. Finalmente, a Lorena, a irmã gêmea da Julia, ambas vividas pela Nathalia Dill, chegou ao Brasil e o encontro das duas rendeu picos de audiência a novela. Mas é claro que essa chegada da Lorena, agora de vez dentro de Rock Story, não vai ser em vão. Basta lembrar que ela é a gêmea má da trama. Outro entrecho que movimentou a novela esta semana foi a divulgação das fotos íntimas da Diana (Alinne Moraes) por Léo Régis (Rafael Vitti) para se vingar da ex-noiva. Com uma ótima abordagem, a história é uma mescla de várias outras que realmente aconteceram e sendo mostrada assim numa trama voltada para o público jovem não deixa de ser uma forma de educar esse público para o mundo digital que a cada dia anda mais perigoso. Ironia genial toda essa situação ter sido exibida em plena semana do Dia Internacional da Mulher. Programaram muito bem! E o mais importante é que esteve em sintonia total com a trama, sem didatismo ou incoerência.

Volta do MasterChef


Concorrentes fazem com que MasterChef Brasil siga instigante e sem sofrer desgaste

Desde a primeira exibição do MasterChef Brasil, todo mundo aposta no desgaste do formato, já que, além do original, a Band lançou versões com crianças, profissionais e até especial de final de ano. A questão é que o público não dá qualquer sinal de desinteresse pelo reality show. Os concorrentes e os ótimos jurados fazem com que o MasterChef siga instigante. Diante do modorrento BBB17, a gente agradece!


     O PIOR DA SEMANA     


Sophia Abrahão no Vídeo Show


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É fato que desde a saída de Monica Iozzi, o Vídeo Show não consegue fixar uma companhia a altura para Otaviano Costa na bancada. Após promover um rodízio de repórteres e até apelar à Susana Vieira às quintas-feiras, o programa manteve Joaquim Lopes ao lado de Ota e foi levando como pôde. Para cobrir as férias do Otaviano, a direção da atração foi buscar alguém de fora e a escolhida foi a atriz Sophia Abrahão. Dona de muitos seguidores e fãs nas redes sociais, Sophia conseguiu fazer certo barulho e mobilizar sua grande rede, mas deixou a desejar (e muito) na bancada. Totalmente apática e inexperiente, ela não transmitiu naturalidade, não transmitiu carisma, nem maior conhecimento sobre a história da TV.

P.S.: O Vídeo Show, há muito tempo, vem carecendo de um conteúdo mais criativo e dinâmico. Atualmente, suas pautas são todas feitas no piloto automático e, hoje, só se salvam os quadros Memória Nacional e Meu Vídeo É um Show. De resto, nada chama a atenção. Incluindo aí o quadro Novelão, que antes resumia novelas em uma ou duas semanas e agora virou mais um Vale a Pena Ver de Novo com o repeteco prolongadíssimo de Avenida Brasil. Não é assim que o Vídeo Show vai sair do buraco onde está enfiado.

Mais do mesmo


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O Bom Dia e Cia, tradicionalíssimo infantil do SBT mudou de cenário e, finalmente, passou a ser realizado em HD. Agora, os greens, seres verdes que há anos protagonizam as vinhetas dos infantis do canal, ganharam uma espécie de vila onde vivem e o cenário do programa reproduz isso. Além de novos cenários e novas vinhetas, há também novas provas que os telespectadores podem participar por telefone e concorrer a prêmios. Quer dizer, "novas", mas nem tanto, pois nada mais são que as mesmas provas de sempre, com novos painéis e até novos nomes, mas sem grandes novidades. O programa explora o mesmo formato sem grandes investimentos desde 2007, quando passou a ser exibido ao vivo. Ou seja, a atual fórmula do programa já completa 10 anos no infantil, que estreou em 1993 com apresentação de Eliana e forte conteúdo didático. São outros tempos, sem dúvidas. A atração poderia aproveitar o embalo de estreia de "nova temporada" para dar uma boa renovada em sua seleção de desenhos. Salvo uma ou outra mudança, o Bom Dia e Cia exibe praticamente os mesmos desenhos (com os mesmos episódios) há mais de 15 anos. Seria do bom grado também se tirassem a Silvia Abravanel, totalmente dispensável. Com uma voz forçada (parecida com aquela que fazemos quando estamos conversando com um bebê), ela decepciona na espontaneidade. Apática, suas brincadeiras com as crianças soam falsas. Pobre geração Nutella...

Traição de Pedro


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A Lei do Amor nem de longe lembra outras novelas assinadas por Maria Adelaide Amaral, como Sangue Bom e TiTiTi, que eram elogiadas por terem textos inteligentes e ótimas sacadas. O que sobra no atual enredo das 21h são situações pra lá de confusas. A última envolve Pedro (Reynaldo Gianecchini): não faz o menor sentido o personagem trair Helô (Claudia Abreu) nessa altura do campeonato, com a trama chegando ao fim. Além disso, não condiz com a postura do velejador, sempre apresentado como um mocinho justo, gentil e de bom caráter que lutou para ficar com Helô. Pior ainda: repetindo uma cena que aconteceu no início do folhetim. Mas repeteco pouco é bobagem, afinal, Helô novamente esconde do amado que espera um filho dele. Justo Pedro, que também não sabia da existência de Stelinha. A autora está sem criatividade? Sim ou com certeza? Não posso deixar de comentar também todo o teor machista que rodeou essa situação. Afinal, a impressão que ficou foi que a culpa do Pedro ter traído Helô não foi dele, mas sim dela por ter sido tão ciumenta (com o detalhe de que toda essa insegurança da personagem é meio ilógico pelo fato dela ter sempre se mostrado uma mulher de mente aberta e a própria ter escondido de Pedro também que tinha uma filha dele). Sinceramente, A Lei do Amor não tem mais salvação...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O Melhor e o Pior da Semana (15 à 28/1)



   O MELHOR DA SEMANA   


Dois Irmãos


Apesar de o estilo de Luiz Fernando Carvalho dividir opiniões (para seus amantes, um defensor da arte; para seus detratores, exagerado e repetitivo), o diretor soube produzir uma adaptação fiel à obra original de Dois Irmãos. Diminuiu-se o tom lúdico e os figurinos excessivamente exóticos e aumentou o pé na realidade, visto na constituição da Manaus entre os anos 1920 e 1980, traduzida em belos cenários e fotografia deslumbrante. O tom barroco permaneceu, mas dialogou perfeitamente com a época e a trama em si. Com isso, não afugentou o público um tanto avesso às novidades e sem precisar abrir mão da qualidade para isso. Não há dúvidas de que Dois Irmãos foi uma verdadeira obra de arte na TV.

Dois Irmãos também teve o mérito do texto afiado. A trama, adaptação de Maria Camargo da obra de Milton Hatoum, foi intensa, inquietante, cheia de elementos capazes de fisgar o público. A saga dos gêmeos Omar e Yaqub traduziu a eterna luta do bem e do mal e a dicotomia das relações humanas. Trata-se de uma saga bíblica, desde Caim e Abel, colocando irmãos em pontos opostos, vértices de uma disputa eterna. Aqui, a distância entre Omar e Yaqub pode ter sido construída ainda na infância, com a escolha meio inexplicável da mãe entre um e outro. Zana cuidou de Omar, o protegeu e o escolheu para ficar ao seu lado quando precisou separar os irmãos, mandando Yaqub para o Líbano. O tempo e a distância, no entanto, não fizeram diminuir a rivalidade entre ambos, muito pelo contrário, gerando novos conflitos e tragédias. Ou seja, um drama familiar e humano cheio de camadas, e é impossível o público ficar indiferente.

Houve quem acusasse Dois Irmãos de ser lenta, arrastada ou enfadonha. Concordo com o lenta, mas discordo veementemente do arrastada e enfadonha. Dois Irmãos andou ao seu próprio ritmo, com pausas e sinalizações herdadas da literatura, mas que destoam do ritmo veloz da TV de hoje, daí a estranheza. No entanto, tais pausas e contemplações foram fundamentais para que o público criasse seus laços com os personagens e as situações, compreendendo seus movimentos. Neste contexto, Dois Irmãos mandou um recado claro para a audiência: não importa se o ritmo é lento ou veloz, desde que haja uma história e um motivo claro para determinar qual o melhor tom da velocidade. Precisamos ir além da atual máxima que prega que apenas obras com ritmo de YouTube ou de séries americanas fazem sucesso nos dias de hoje.

Isso sem falar no incrível trabalho dos atores, sendo impossível apontar quem foi melhor. Antonio Fagundes (Halim), Eliane Giardini (Zana), Juliana Paes (Zana), Irandhir Santos (Nael), Antonio Calonni (Halim), todos tão plenos, viscerais e entregues ao enredo e donos de grandes momentos. O jovem Matheus Abreu foi uma grata revelação. E Cauã Reymond, surpreendentemente, mesmo com uma imagem um tanto saturada depois de tantos trabalhos repetitivos seguidos, mostrou seu melhor momento na TV. Omar e Yaqub eram distintos e o trabalho do ator deixou isso bem claro ao público. Os momentos finais da minissérie foram todos de Fagundes (principalmente na excelente e emocionante sequência da morte de Halim), Cauã (se destacando no repulsivo momento em que Omar agrediu e xingou o pai morto) e Eliane (interpretando com precisão toda a decadência de Zana após a morte do marido e seu processo de agravamento da loucura). Como toda regra sempre tem uma exceção, Bárbara Evans (Lívia) já é uma forte candidata ao título de pior atriz do ano. Sua única cena revelante em toda a minissérie foi quando fez sexo com o personagem do Cauã. Também achei surreal o Irandhir Santos ser filho do Cauã Reymond. Poderiam ter envelhecido o Cauã com uma boa maquiagem ou então terem chamado um ator mais novo para viver Nael. Mas o talento do Irandhir compensou tamanho erro de escalação na passagem de tempo. De qualquer forma, Dois Irmãos encerrou sua trajetória abrindo a programação 2017 da Globo com chave de ouro.

Pesadelo na Cozinha


Nesta semana, a Band estreou Pesadelo na Cozinha, sob comando de Erick Jacquin, onde o jurado do MasterChef agora enfrenta as agruras dos donos de restaurantes que vão de mal a pior. Nesta estreia, o chef conheceu o escondidinho da Amada. Porém, o maior problema não residia no estabelecimento comercial em si, mas em Fernando, o marido de Amada. Jacquin encarna a figura de Supernanny dos restaurantes. Ele observa o movimento, percebe os pontos fracos e, em um receituário, passa sugestões para o incremento do local. Cris Poli fazia o mesmo com os pais das crianças. E, em muitas oportunidades, os filhos não eram o real problema, mas sim os pais que escreveram para o programa do SBT. E isso aconteceu no Pesadelo da Cozinha. A convivência nada pacífica de marido e esposa no ambiente de trabalho prejudicava todo o resto. E, nos momentos finais, um final feliz apareceu. Restaurante reformado. Novo menu. Amada e Fernando em clima de respeito mútuo. O programa apresentou um bom ritmo. Jacquin comanda com sobriedade sem humilhar os socorridos (ao contrário do que rola no MasterChef).

Tardes de domingo da Globo


Em sua segunda temporada, o ótimo The Voice Kids agora conta com o comando de André Marques no lugar do Tiago Leifert. André atinge o objetivo de entrelaçar o show do palco com a tensão dos bastidores. A substituição não prejudicou o ritmo do talent show. Thalita Rebouças também é outra novidade. Ela cumpre a função de assistente no programa. E muito bem, por sinal. O júri é a grande base para a competição. Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e a dupla Victor e Leo formam uma boa bancada (apesar de já não aturar mais ver a cara do Carlinhos nos dois realities). Eles têm a preocupação de passar incentivo até para aqueles eliminados da disputa. O telespectador fica encantado com o show das crianças e jovens. The Voice Kids tem o mérito de valorizar o cancioneiro nacional. É rara a aparição de músicas em inglês ou espanhol. Menos de 20% do repertório. Os jurados claramente escolhem uma voz "kid". Eliminam de supetão os(as) candidatos(as) que cantam como adultos. E isso é certíssimo. A Globo acertou na grade de programação. A divertidíssima Nova Escolinha do Professor Raimundo e o The Voice Kids formam uma boa dupla para se assistir durante o almoço nas tardes de domingo da Globo. Ótima opção para quem procura QUALIDADE e não apelação.

Volta do Tá no Ar - A TV na TV


E o Tá no Ar  voltou com tudo, mostrando que Marcelo Adnet, Marcius Melhem e companhia estão cada vez melhores na função de transformar o efeito zapping numa divertida e esperta paródia do cotidiano nacional. Seja emulando programas conhecidos, parodiando comerciais ou simplesmente exercitando o melhor do besteirol, Tá no Ar segue como o melhor programa de humor da televisão brasileira na atualidade. No atual contexto político nacional, o que não faltam são assuntos que podem ser tratados de maneira crítica, irônica e, ao mesmo tempo, engraçada. Isso pôde ser visto nesta estreia com a chamada do filme "A Dama da Delação", atração do "canal Brasília". No enredo, muita sacanagem, ou seja, esquema de corrupção, tudo sendo gravado por uma moça, digamos, saliente. Ótima sacada! Outra esquete divertida parodiava o comercial de um supermercado do Rio de Janeiro, onde um animado garoto-propaganda anunciava demissões em massa num momento de crise ("Recessão, não tem contratação!"). E a atração colocou o dedo na ferida de maneira contundente ao parodiar o comercial do Banco do Brasil, com o slogan "Branco no Brasil: há mais de 500 anos levando vantagem". Bingo!

Tá no Ar atira para todos os lados e não perdoa grupo nenhum, como foi visto na esquete "Crentes", uma brincadeira com o seriado Friends, mas formado por um grupo de evangélicos. No canal ao lado, Silvio Santos segue com seus "greatest hits" e canta sua própria versão de "Bem que se Quis", cuja letra comemorava o fato de ele ter dito Jequiti na Globo sem ser notado. Impagável! Outra qualidade do Tá no Ar é saber manter quadros fixos sem cansar. Estão de volta sucessos como o "Jardim Urgente", sempre denunciando conflitos provocados por crianças (e o indefectível "Foca em mim!", besteirol que parece não perder a validade), ou o militante esquerdista, personagem de Marcelo Adnet que repete as mais variadas teorias da conspiração contra "a réde Glóbo de televisão". Novidade da última temporada, o Te Prendi na TV, paródia de programas de João Kleber, segue no ar, desta vez tentando descobrir quem é a celebridade oculta. "Será o Celso Portiolli?", perguntou o apresentador à sua animada plateia. Ver a Sandy relembrando os velhos tempos da série Sandy e Júnior e falando um monte de palavrões não teve preço!

Se continuar tão inspirado assim, Tá no Ar terá vida longa. Sorte a nossa!


     O PIOR DA SEMANA     


Tom didático do Amor e Sexo



A maior qualidade do Amor e Sexo é justamente conseguir tocar em assuntos importantes de uma maneira leve, divertida e para desmistificar alguns temas. Porém, infelizmente, na estreia da sua décima temporada, o programa pesou a mão. O tom adotado para debater feminismo e a questão de gêneros, por exemplo, foi de um tremendo didatismo. O entretenimento ficou em segundo plano (quiçá, em terceiro). Não adianta pensar que o formato de programa de auditório é capaz de popularizar discussões mais sérias e aprofundadas. Não funciona. Os melhores momentos do programa foi, justamente, quando deixou de lado o tom pseudo-educativo e partiu para as brincadeiras e opiniões aleatórias e para a galhofa. Fica muito mais divertido. Fernanda Lima é linda, simpática, divertida e comanda muito bem o Amor e Sexo. Espero que o programa volte a equilibrar entretenimento e informação nos próximos episódios, como sempre fez tão bem.

Descaso do JN com a morte de Russo


Tudo bem que o Russo nos últimos tempos estava brigado com a Globo, mas o Jornal Nacional ignorar a sua morte na edição deste sábado (28) foi algo grotesco. Não estou falando nem de fazerem uma homenagem, mas a questão é que não houve nenhum comentário sequer a respeito, nada. O Russo é só o maior e mais famoso assistente de palco da história da TV brasileira, já tendo trabalhado com Chacrinha, Angélica, Xuxa, Faustão e Luciano Huck. Não merecia esse descaso. Atitude lamentável e desrespeitosa!

Nova temporada de Cidade dos Homens


Para quem acompanhou a série que marcou os anos 2000 na TV, foi decepcionante essa sua reeleitura. Na prática, a nova temporada de Cidade dos Homens (que mostrou que rumo tomaram as vidas de Acerola/Douglas Silva e Laranjinha/Darlan Cunha dez anos após a conclusão da série original) nada mais foi do que um prato requentado, com passagens das temporadas anteriores sendo relembradas ao longo dos três episódios iniciais, onde apenas o quarto e último teve uma história totalmente inédita. Sem falar também que deixaram de lado todo o (ótimo) tom documental em mostrar a realidade da favela, marca registrada da série, para dar lugar a uma trama pra lá de melodramática: uma enorme quantia de dinheiro do traficante do morro é encontrada, levando ao dilema de devolver ou não, já que o dinheiro salvaria a vida do filho de Laranjinha, que tem uma doença grave e precisava ser operado urgentemente. Esperava mais...

Sem Volta


A Record tentou, mas não foi desta vez. Sem Volta prometeu, entrou com fôlego em seu primeiros capítulos no roteiro e em outros aspectos, mas tropeçou e não empolgou. Com overdose de violência nos episódios, cenas de ação que pareciam terem sido criadas só para enrolar e não levavam a história para lugar nenhum, flashbacks fracos e confusos, distribuídos em um enredo parado em poucas ambientações (o que não deu ideia de movimento), Sem Volta se mostrou cansativo na maior parte dos seus 13 episódios. De modo geral, Sem Volta perdeu seu potencial, passou despercebida e deve fazer jus ao nome, talvez até para produções similares.

A Lei da Incoerência e do Dramalhão


Sabe uma velha senhora chamada coerência? Ela anda passando bem longe de A Lei do Amor, que parece ter aderido de vez ao mantra de Glória Perez em Salve Jorge: "vamos voar!". Além da eliminação sem controle de alguns personagens que mereciam ficar na trama e a chegada de outros que inexplicavelmente brotam do nada na história, um dos últimos absurdos se centraliza na volta da Isabela (Alice Weigmann), que, dada como morta depois de ser jogada de uma lancha no mar, reaparece vingativa como Marina. Até ai, ok. O problema é o fato de vários personagens que conviveram com a Isabela sequer acharem a Marina parecida com ela, com exceção de Tião (José Mayer), o único ser que mostrou ter mais de dois neurônios. Jura que bastou pintar o cabelo da menina de preto, tirarem a franjinha característica, enfiarem um óculos de grau E NINGUÉM RECONHECEU ELA?! Tá, né...

E tudo só piorou no capítulo da última terça (24). Magnólia (Vera Holtz) foi desmascarada diante de todos, tendo seu caso de mais de 20 anos como o genro Ciro (Thiago Lacerda) exposto durante uma exposição. A vilã foi xingada, humilhada, estapeada pela filha, jogada no chão pelo Fausto (que, mesmo doente, sabe-se lá como encontrou tanta força para derrubá-la, mas tudo bem) e ainda levou um soco de Tião. Ufa! Lembra daquelas grandes sequências de revelações bombásticas em família ou em festas na fase de ouro das novelas do Manoel Carlos (como quando Clara revelou pra todo mundo que Capitu era prostituta em Laços de Família)? Então... Não chegou nem perto! Do início ao fim, o exagero deu o tom do capítulo. A fraca direção, o texto pra lá de mexicanizado e os cortes que iam acontecendo deixou tudo muito anticlímax: começou intensa e, de tanto enrolar, terminou morna e bem fraquinha. Mas o pior ainda estava por vir. No final do capítulo, Fausto teve algum tipo de ataque que atingiu todos os índices da cafonice. A cena continua com ele moribundo, deitado na cama, já próximo da morte, com toda a sua família em volta. Fraco, o personagem tem tempo de se despedir de um por um. E enquanto isso acontece, ninguém teve a brilhante ideia de chamar um médico ou uma ambulância para tentar salvar a vida do homem. Ficaram lá, esperando a Dona Morte levá-lo. Afinal, Fausto estava superbem há apenas alguns instantes e, repentinamente, sofreu um problema. Como diria uma certa pensadora contemporânea, gente velha é um perigo, morre por qualquer coisinha... E assim encerra-se a participação de Tarcísio Meira em A Lei do Amor. Ele, que passou a maior parte do tempo deitado numa cama e vinha formando uma dupla até que divertida com Grazi Massafera (Luciane), quando finalmente deu a volta por cima, morre. Enquanto isso, Chatícia, Mileide, Sansão, Padre Paulo, Edu, Olavo e aqueles frentistas seguem firmes e fortes.


Dudu Camargo fazendo strip-tease no SBT Notícias




Preciso nem comentar, né? Está cada vez mais difícil levar o jornalismo do SBT a sério...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O Melhor e o Pior da Semana (8 à 14/01)




   O MELHOR DA SEMANA   


Vera Holtz


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E Magnólia finalmente disse a que veio e entregou o que prometeu: uma vilã sádica e ambiciosa e, ao mesmo tempo, apaixonada e passional capaz de matar com frieza e, pouco depois, fazer uma oração como se fosse a mais pura das carolas. São essas contradições que a tornam tão interessante e complexa.

Em capítulos recentes de A Lei do Amor, Vera Holtz exibiu uma performance esplendorosa e cheia de energia. Tirou a personagem do marasmo a que ficou acorrentada na maior parte dos três meses no ar. As chamadas veiculadas antes da estreia criaram a expectativa de uma nova Carminha: uma vilã sarcástica com potencial de seduzir os noveleiros e ofuscar mocinhas e heróis ao seu redor. Porém, a trama de Magnólia foi mantida estática por tempo excessivo. A personagem carecia de ação dramaturgia e perdeu espaço para Tião (José Mayer), esse sim, alçado ao posto de vilão-mor da trama (embora sem o mesmo charme e ambiguidade que ela). Problema agora corrigido! Apaixonada pelo genro e amante, Ciro (Tiago Lacerda), foi capaz de matar Beth (Regiane Alves) ao descobrir que os dois tinham um caso, em uma sequência aterrorizantemente excelente; assumindo, assim, para si a condução dos principais enredos do folhetim.

Com uma galeria de ótimos tipos na TV, Vera Holtz ganha com atraso a oportunidade de fulgurar em sua primeira grande antagonista. A injeção de atitude dada pelos autores em Magnólia é o que a atriz precisava para presentear os telespectadores com mais uma atuação irretocável. A Lei do Amor voltou a empolgar!

Homenagem ao retorno de Laura Cardoso na novela das seis


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Oxente, my good! SOL DORMENTE NO MELHOR DA SEMANA?! Sim, por incrível que pareça, pode acreditar! Esta semana, para a felicidade de todos, Laura Cardoso voltou em cena em Sol Nascente e foi aclamada e aplaudida por todo elenco já caracterizada como a Dona Sinhá, com direito a piscadinha de olho para o público. A cena nada tinha a ver com a trama, mas foi uma espécie de homenagem (bem bonita, criativa e divertida) dos autores ao retorno da grande atriz, que havia se afastado da trama por problemas de saúde e a possibilidade da sua volta antes do término de Sol Nascente já estava quase fora de cogitação. A vovó do mal é a ÚNICA personagem interessante e que gera algum tipo de empatia nessa novela e o retorno de Laura merece ser comemorado, pois só ela consegue amenizar o marasmo da história.

O falso sequestro de Néia



Perceberam que, de uns tempos pra cá, a Ana Beatriz Nogueira só anda interpretando o mesmo tipo, o de mãe possessiva e controladora? Foi a Eva de A Vida da Gente, a Emília de Além do Tempo e, agora, é a Néia de Rock Story. Dessa vez, mais puxado para o lado cômico. Em todos os casos, porém, Ana sempre consegue roubar a cena e vem se mostrando um dos maiores destaques da atual novela das sete. Hilárias as cenas de Neia no cativeiro enquanto forjava o próprio sequestro (que acabou virando de verdade).

Primeira semana de Dois Irmãos


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A minissérie Dois Irmãos, adaptação do romance de Milton Hatoum, chegou mostrando a que veio e prendendo a atenção do telespectador; não somente pela história arrebatadora e tumultuada dos dois irmãos gêmeos, pela produção da mais alta qualidade e ótima execução do elenco (onde todos se saíram bem, em especial, Juliana Paes e o estreante Matheus Abreu), mas também por conta da dificuldade no entendimento de determinados diálogos. Assim como em Velho Chico, Meu Pedacinho de Chão e Hoje é Dia de Maria, a títulos de exemplo, Luiz Fernando Carvalho imprime sua marca e estilo único, o que o torna um dos melhores diretores da teledramaturgia brasileira. Detalhista ao extremo na seleção de tomadas, trilha sonora, técnicas e produção no geral, ele também extrai o máximo da capacidade de seu elenco. Como resultado, eis um ponto negativo em Dois Irmãos: de tão visceral o desempenho dos atores, a dicção deles é afetada. Às vezes, é quase impossível entender simples palavras ou frases inteiras. É preciso aumentar o volume do aparelho de TV ou ativar as legendas para uma melhor experiência. Com alta carga dramática, os gemidos, choradeiras, gritos e sussurros, em meio ao texto e interpretações, testam a atenção do telespectador. Problemas à parte, nada que diminua o (ótimo) resultado final da minissérie.


     O PIOR DA SEMANA     


As substitutas de Ana e Fátima



Mais Você e Encontro seguem ao vivo, mesmo com as férias das titulares: Cissa Guimarães faz as vezes de Ana Maria Braga, enquanto Ana Furtado se junta ao elenco do Encontro (sem Fátima Bernardes). O problema é que as duas deveriam rever melhor as suas substitutas e escalarem outras menos chatas e falastronas. Sinceramente, não sei porque a Globo insiste tanto na Ana. Pelo menos, no vídeo, ela só transparece antipatia e carisma zero. Ah, lembrei: ela é esposa do Boninho, nome de peso dentro da Globo... Já a Cissa é muito esganiçada, grita a todo momento, tudo que dizem ela emenda com um "Adooooooro" bem falso. É irritante! PELAMORDEDEUS, VOLTA ANA, LOURO JOSÉ E FÁTIMA!!!

Drama de Nicolau


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Vocês sabem muito bem que eu amo Rock Story e considero-a a melhor novela inédita em exibição atualmente (listei até seis motivos porque acho isso, que pode ser conferido AQUI). Porém, tem uma coisinha na trama que não amo tanto assim e me parece uma afronta a inteligência do telespectador: a fantástica história do menino que esconde que tem câncer!!! Desde o início, essa história do Nicolau (Danilo Mesquita) me intriga e só veio ser descoberta essa semana. Como uma pessoa esconde um câncer da família? Como esse menino se tratou sem revelar o que estava acontecendo pros pais? Sério que ele seguiu vivendo a vida com uma doença séria, sem fazer direito o tratamento adequado e que isso só mudou depois que ele magicamente conheceu outra pessoa que tem câncer? A trama toda não faz o mínimo sentido e parece estar meio deslocada dentro da história. Qual é a real necessidade de colocar um personagem que esconde uma doença séria dos pais? Não colou! Isso sem contar que já faz coisa de dois meses que o médico falou pra ele que a doença tava avançando e ele seguiu fingindo que nada aconteceu.

domingo, 8 de janeiro de 2017

O Melhor e o Pior da Semana (1 à 7/01)




   O MELHOR DA SEMANA   


Raízes na Globo



Baseada no livro homônimo de Alex Haley, Raízes faz um retrato histórico da escravidão nos Estados Unidos através da saga de uma família que luta para sobreviver, resistir e continuar seu legado, enfrentando dificuldades abissais e muita crueldade. A história conta a vida de Kunta Kinte (Malachi Kirky), jovem guerreiro de uma tribo africana que é capturado como escravo, e acompanha também as vidas da filha, do neto e do bisneto de Kunta, a luta pela liberdade da família, e passa pelas mudanças políticas e sociais até chegar ao fim da escravidão. A história de Kunta Kinte faz eco na de milhões de norte-americanos de origem africana e revela poderosas verdades sobre a resistência universal do espírito humano. Rodada na África do Sul e New Orleans, a superprodução tem um sublime trabalho de fotografia, de edição, de montagem, de roteiro e de atuação. Trata de forma visceral todo o processo de escravidão nos Estados Unidos. Tremendo acerto da Globo em ter comprado os direitos autorais e exibido a série. Imperdível!

Sem Volta


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Mesmo sem ousar muito no início, Sem Volta, nova aposta da Record que felizmente foge do filão bíblico (aleluia!), buscou uma simbiose entre o formato das consagradas séries internacionais e o padrão de novelas sacramentado no Brasil. Seja para atrair o público de séries, seja para aguçar o paladar dos adeptos da TV, Sem Volta mergulhou num toma lá, dá cá de recursos dos dois formatos. Uma mistura que, para a nova aposta, não pegou tão mal e não se deu de forma agressiva aos nossos olhos, mas ficou evidente.

Na lista de "coincidências" de Sem Volta, estão tomadas que se aproximavam das feitas nas séries norte-americanas e aqui se uniram a trilhas sonoras eloquentes, empregadas mais na teledramaturgia. Também estão presentes flashbacks utilizados em excesso em muitas séries e pouco vistos na TV brasileira, mas que abandonaram a sutileza e precisaram entregar-se como tais, assumindo uma paleta de cores alaranjada, diferente da paleta do "tempo presente", para não confundir o público mais distraído (o que achei de uma tremenda bobagem e subestimação). Em outras palavras, Sem Volta bebeu e se fartou em Lost!


Vale ressaltar ainda que faltou capricho nos efeitos especiais, percebidos descaradamente (como nessa imagem acima, onde o chorme key é gritante). Erraram rude! Por outro lado, a trama abocanhou pontos fortes, como o roteiro e a atuação, e faturou por isso. Até aqui, a série não "inventou a roda", mas agradou e, mesmo sendo uma colcha de retalhos, tem potencial para dar certo ou abrir caminho para novas produções do gênero, com chances de se tornarem bem-sucedidas e de caírem no gosto.


     O PIOR DA SEMANA     


Sérgio Marone no comando do Hoje Em Dia



Não adianta. Seja atuando ou apresentando, Sérgio (Canastrone) Marone não consegue se livrar do encosto Cigano Igor. Ele estreou na primeira segunda (02) do ano no Hoje em Dia para cobrir as férias de César Filho, titular do matinal ao lado de Ana Hickmann, Renata Alves e Ticiane Pinheiro. A função do ator é comandar a parte jornalística do formato e ele tem demonstrado necessitar de bastante auxílio da direção. Se o programa já era engessado, piorou. Até pra dar um "Bom dia" e quebrar o gelo nas frases iniciais, Sérgio parece estar usando um texto pronto. Nervoso e robótico, ele se posiciona pior até que Dudu Camargo, aposta bizarra de Silvio Santos; copiando os trejeitos de diversos profissionais. Se a intenção do Sérgio é seguir a trilha de sucesso de Rodrigo Faro e Marcio Garcia, vai precisar melhor muuuuito!

A Cara do Pai



Apostando numa comédia simples e dois atores com grande presença cênica (Leandro Hassum e Mel Maia), A Cara do Pai não trouxe nada de novo. O enredo soou até batido: um pai separado tenta agradar a filha em seus finais de semana juntos, mas ela é uma pré-adolescente que tem vergonha do pai e suas atitudes infantis. A espinha dorsal explorou o já conhecido pai infantilizado e meio moleque, em contraposição a uma menina precocemente madura. Ou seja, A Cara do Pai seguiu religiosamente a cartilha das sitcoms familiares, sobretudo aquelas que subvertem os papéis entre pais e filhos. Porém, faltou o primordial para qualquer comédia: fazer rir! Tudo muito chato e engessado. Já chegou ao fim e não deixou saudades...

domingo, 18 de dezembro de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (11 à 17/12)




   O MELHOR DA SEMANA   



Despedida de Jô


A entrevista de Roberto Carlos no Programa do Jô foi uma daquelas para ficar guardada na memória. Amigos desde a época da Jovem Guarda, o cantor e o apresentador trocaram confidências, rememoraram episódios históricos e falaram até sobre manias, hábitos alimentares e a predileção pela madrugada. Mas, marcante mesmo, foi o momento em que o Rei cantou um dos seus grandes sucessos, "Amigo", levando Jô (e o público) às lágrimas. seu último episódio foi mesmo de arrancar lágrimas. O último, então, foi uma mistura de melancolia com emoção. Diante de uma plateia cheia de VIPs, como Nizan Guanaes, Serginho Groisman e o próprio diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder, Jô surgiu reluzente num terno branco com listinhas e gravata cor de rosa. Já estava com os olhos vermelhos, e se engasgou diversas vezes durante as diversas homenagens que fez em seu monólogo de abertura. Ziraldo, o último convidado, foi simbólico por ter ido ao programa em cada um de seus 28 anos de existência e também por ter profetizado o fracasso de cada projeto bem-sucedido de Jô. Sua derradeira entrevista conseguiu até mesmo a proeza de falar mais que seu anfitrião. Mas os momentos de cumplicidade entre os dois foram de emoção genuína. É neste quesito, aliás, que Jô vai fazer mais falta: nenhum de seus jovens sucessores têm tanta quilometragem, histórias em comum com os convidados, traquejo e capacidade de se tornar íntimo de quem acabou de conhecer. Durante quase três décadas, o talk show de Jô foi um oásis na TV brasileira. Um erro tirá-lo do ar.


Xuxa imitando Eliana e Angélica


A Xuxa zueira precisa dar uma força para a Xuxa apresentadora. São a mesma pessoa, mas há um descompasso entre as duas. Nas redes sociais, Xuxa tem audiência garantida. Lá, Xuxa se expõe sem pudor (às vezes, corajosamente de cara limpa). Posta fotos e vídeos que a mostram nos bastidores da Record e na vida privada, rebate comentários maldosos... É uma Xuxa despachada, desarmada, livre, feliz. Como a que vimos no Programa do Porchat. Foi divertido à beça. Nunca imaginamos ver a Xuxa cantando "Vou de Táxi" da Angélica e fazendo a "Dança dos Dedinhos" da Eliana (com um gesto nos dedos médios que deu o que falar). Momento histórico! Já a Xuxa da TV é engessada e atravessa uma fase tensa. Mais divertida na internet e na casa dos outros do que como anfitriã, Xuxa precisa levar este espírito para o seu programa.


      O PIOR DA SEMANA      



Desfecho de Beatriz


Ridículo o desfecho da Beatriz (Bruna Marquezine), uma personagem tão importante, em Nada Será Como Antes. Ela foi morta sem concluir a vingança contra Pompeu (Osmar Prado), responsável pela morte de sua mãe, e por um personagem avulso que entrou aos 45 do segundo tempo (Davi/Jesuíta Barbosa) e nada acrescentou na série. Aliás, Jesuíta Barbosa vivendo mais um desequilibrado ciumento que mata a namorada em dois trabalhos consecutivos, depois de Justiça, mostra que a Globo anda sendo muito frouxa em relação à repetição de elenco e histórias em suas produções. Criatividade mandou lembranças...

Final de Supermax


O grande mal das produções brasileiras é deixar toda a ação para o final e enrolar no meio. Infelizmente, com Supermax, que chegou ao seu ponto final nesta terça (13/12), não é diferente. O penúltimo episódio (6/12) acabou com um bom gancho, com todos os participantes presos em uma cela, enquanto o vilão Baal (Márcio Fecher) os aguardava cheio de armas do lado de fora. Eis que o derradeiro capítulo começa e toda a tensão se dissipa em uma conversa sonsa entre o inimigo (com sua voz alterada sem razão por computadores, já que ele não era nenhuma entidade) e os mocinhos. O lenga-lenga continua.

Tudo desandou no segundo bloco, que parecia completamente desconectado do anterior. A impressão que ficou era de que a Globo quis encurtar ao máximo a série e se livrar daquele peso da programação. Os personagens foram morrendo um a um, em um desfecho que se tornava cada vez mais previsível. A chacina foi até que divertida, ainda mais pela crueza que as mortes aconteciam (com tiros na cabeça e sangue para todo lado), mas poderia ter sido iniciada em episódios passados. Ficou tudo muito acelerado neste episódio. Foi quase um "gente, esquecemos de matar o povo, começa a dar tiro em todo mundo aí". E isso foi bem frustrante, pois desejava ver sangue bem antes, e não somente agora.

Duas mortes, porém, me chamaram a atenção. A primeira foi a da transexual Janete (que eu admito que minha torcida era para ela sair viva), que me pareceu uma crítica contra a homofobia no diálogo em que Baal a chama de aberração e pergunta o que ela é e ela responde: "Eu sou ser humano". A outra morte foi a de Artur, pois simplesmente aconteceu e eu fiquei "ué, cadê?". Sério, se alguém viu essa morte, me avisa, pois para mim só apareceu o cara morto sem mais nem menos. E neste momento fiquei me sentindo um bobo por tudo que estava acontecendo, já que não tiveram cuidado neste ponto.

O final se tornou mais cômico ao trazer o corpo de Pedro Bial assassinado com um tiro na cabeça e a revelação de uma grande conspiração do governo brasileiro e mundial para deixar os participantes morrerem no presídio, para que o vírus continuasse desconhecido e restrito à região. No fim, o programa deixa em aberto o destino dos únicos dois confinados sobreviventes (já que Sérgio continuou preso na Supermax e Nonato se transformou no novo Baal). Falando no Baal, achei o fim de Nonato bem aquém da grandiosidade da sua participação na série. Fazendo jus à série, foi um final decepcionante.

Hora da "Farsa"


Que triste a trajetória do Rodrigo Faro na Record, hein... Ele, que é um apresentador carismático (e canta, dança e atua muito bem também), fazia um sábado alegre, animado, sempre pra cima, se fantasiando e dançando no finado O Melhor do Brasil. Na mudança para o domingo, porém, Rodrigo mudou completamente. Agora, sob o comando do Hora do Faro, entrou na onda do excesso de pieguice, com assistencialismo e choro o tempo todo. Caiu no mais do mesmo. Parece até uma nova (e piorada) versão do Gugu! Atualmente, rodeado de prestígio na emissora, Rodrigo representa uma das maiores audiências na Record, inclusive alcança a liderança com frequência, às vezes batendo o Faustão. Neste último domingo (11), por exemplo, o Hora do Faro bateu recorde histórico de audiência: 14 pontos de média contra apenas 7 do SBT, no Ibope da Grande São Paulo. Além disso, ficou na liderança durante 1 hora e 17 minutos e venceu por 22 minutos a final da Dança dos Famosos, do Faustão. Isso me remente àquele período de trevas que o Faustão enfrentou quando Gugu estava em seu auge no SBT. Mas não pense que o Faro tem a cara do Gugu só por conta do assistencialismo e audiência. No mesmo dia em que seu programa bateu recordes, o bom moço deixou escapar um podre fatal. Um podre que me lembra a derrocada do Gugu no SBT. O Hora do Faro montou uma farsa usando um garoto de apenas cinco anos: "Felipe sabe tudo sobre o Leonardo. Hoje ele vai realizar o sonho de conhecer o ídolo pela primeira vez!". No momento em que Leonardo entrou no palco e Felipe reconheceu o ídolo, os dois se abraçaram longamente. O cantor chorou. Faro também. E ainda gritou: "Meu Deus do Céu!!! Ele conheceu o ídolo dele!!!!". Oh, que lindo... Porém, logo depois, foi descoberta a armação: o menino já conhecia o Leonardo (eles se encontraram no camarim do cantor depois de um show em Barretos, em agosto; fato documentado em uma reportagem da afiliada da Globo na região). Em entrevista à Sonia Abrão, a assessora de Leonardo disse que Faro sabia sim que o menino já havia se encontrado com o cantor, mas que preferiu não citar tal fato durante a atração. Que vergonha, Faro... Por audiência, não poupa nem uma criancinha... Este episódio de má fé não tem a mesma amplitude do escândalo do PCC, promovida por Gugu em 2003, mas é assim que se começa quando a sede por audiência e pelo primeiro lugar no Ibope fala mais alto.

domingo, 4 de dezembro de 2016

O Melhor e Pior da Semana (27/11 à 3/12)




   O MELHOR DA SEMANA   


Décimo episódio de Supermax


Desde o início, sempre tiverem alguns comentários alertando que o episódio 10 seria o melhor de todos de Supermax. E não é que é verdade (pelo menos, até agora, já que ainda faltam o penúltimo e o último)?

A volta no tempo mostrou que tudo aconteceu, relativamente, a pouco tempo (2008), sem ter toda uma mitologia muito mais antiga, que eu acreditava que seria o norte de tudo. O foco sendo em Mauro e Nonato foi muito interessante, pois temos um que quer descobrir o que está acontecendo de errado na obra de construção da Supermax e o outro que acredita que a peste é causada pelas prostitutas, que, por sinal, foram outras personagens muito boas no episódio 10. Finalmente, tivemos algumas respostas, como a questão do vírus que era transmitido através da mosca, e que esse vírus causa agressividade e que seu hospedeiro não sente medo ou dor. E neste ínterim tivemos a questão de a empresa realizar uma completa queima de arquivo, eliminando tudo referente ao vírus, isso incluindo até a equipe de filmagem de Mauro que fazia o documentário sobre a cidade. Com uma revelação também relevante para a história: o renascimento de Baal, um antigo "deus" da Bíblia que estava de volta a terra para levantar o seu exército.

Filho. Supermax – Capítulo 10.  2016-11-29-2

O fato de Nonato ter sido o receptáculo de Baal foi algo completamente coerente, pois ele era um homem que prezava pela fé e pelos bons costumes e que Deus iria cuidar dele e de sua família a todo custo e, de uma hora para outra, toda sua família é destruída pelo vírus e ele consegue ser o único sobrevivente. Nonato abandonando a Deus e abraçando com toda força as trevas se mostrou algo que poderia acontecer a qualquer um. Baal se aproveitou de todo sofrimento e desespero de Nonato e usou isso a seu favor. E tenho que admitir que foi extremamente triste ver Nonato sacrificando seu filho e perguntando para Deus porque ele salvou Isaque, mas não salvou seu filho. Cena dilaceradora. Simplesmente não tinha como não compadecer da dor dele e concordar com todo seu discurso. Atuação estupenda de Márcio Fecher.

Se formos analisar pela história da demonologia e das teorias pagãs, podemos concluir que Baal espalhou o vírus para recrutar soldados para o seu lado por ter a cura para o vírus e assim conseguir criar seu exército de 450 profetas, que, neste caso, ele precisa das mulheres para procriarem, o que podemos ver na questão das prostitutas irem para o lado dele e serem aquelas que estão em constante trabalho de parto (e também por terem raptado Bruna). De qualquer forma, agora indo para a parte técnica, posso dizer que este episódio foi disparado o melhor que foi apresentado até o presente momento. A ambientação usada, com trabalhadores e prostitutas, em um ambiente que de certa forma era degradante e que facilitava bastante a proliferação do vírus, foi muito agradável de ver, principalmente por sair daqueles corredores fechados e escuros. As atuações foram bem superiores a todas que fomos apresentados até o presente momento, de forma que eu fiquei muito mais interessado em acompanhar a saga de Nonato/Baal do que termos que voltar para o presídio de novamente com as atuações, no geral, canastronas de parte do elenco.

Baal. Supermax – Capítulo 10.

Acredito que a série não precisava ter feito vários episódios para chegar até aqui, pois tivemos muitos episódios que praticamente só enrolou e este, que tinha uma grande história, ficou renegado a praticamente ao final, tendo apenas mais dois episódios para se ver todo o desdobramento do que Baal pode fazer com o pessoal que ainda está no presídio da Supermax. O episódio foi excelente, mas senti que veio um pouco tarde demais, já que poderia ter vindo mais cedo para desconfundir a cabeça dos telespectadores e dar um ritmo mais frenético a trama, pois, tirando o sexto episódio, esse foi o mais tenso até o presente momento; o que é uma pena, pois a série tinha potencial para explorar ainda mais, já que ela não tinha amarras para tratar vários temas de forma nua e crua. Fica um gostinho de decepção.

Virada de Nada Será Como Antes


Verônica flagra Saulo com outra mulher (Foto: TV Globo)

Nada Será Como Antes ganhou muito quando deixou de lado as longas cenas de sexo e nudez para investir nas boas histórias que tem para contar. Débora Falabella e Murilo Benício ganharam ótimas cenas com os novos dilemas entre Verônica e Saulo na disputa pela guarda do filho da atriz. Difícil não se emocionar. Eu sou #TeamVeronica e #OdeioSaulo! Também é preciso elogiar Cássia Kiss, que mostra, mais uma vez, que faz qualquer tipo de personagem, por mais pequeno que seja. A interpretação dela como a simplória Odete chega a ser comovente. Sem falar na boa sintonia que tem com Bruna Marquezine, sua filha na série.

Senador Venturi


Venturini denuncia Mág (Foto: TV Globo)

Mesmo que toda a história de corrupção e política na novela venha sendo tratada de forma caricata e superficial, Otávio Augusto está mandando super bem como o senador César Venturi. Um tipo bufão, de comédia, ao mesmo tempo, detestável e risível. Uma sacada de gênio dos autores na cena desse sábado (3), em que Venturi se recusa a ir preso e dá o maior chilique, se atracando com os policiais e gritando que é cardíaco. Qualquer referência com o Garotinho será mera coincidência? Seja lá como for, adorando também a dobradinha de Otávio com Grazi Massafera (outro destaque de A Lei do Amor, como falei bem AQUI).

Homenagem do JN às vítimas da queda do avião da Chapecoense



Em uma tragédia, a linha que separa jornalismo e sensacionalismo é muito tênue. Nessa semana, o Brasil e o mundo esportivo entrou em choque e de luto com a tragédia do voo que vitimou mais de 70 pessoas no acidente com o time da Chapecoense na madrugada de terça (29), na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia. Com duração longa, o Jornal Nacional (principal telejornal da Globo e do país) fez naquela noite a maior e melhor cobertura da tragédia, onde os apresentadores Heraldo Pereira e Giuliana Morrone desceram da bancada e encerraram o telejornal na redação, ao lado de Galvão Bueno, que fez o encerramento pedindo aplausos de toda a equipe, que bateu palmas durante 1 minuto e 20 segundos enquanto o telão do estúdio exibia fotos de jogadores e jornalistas que morreram na tragédia.

Foi uma edição arrepiante, digna, honrosa e comovente que já entrou para a história do telejornalismo brasileiro! Antes, inclusive, nas idas para o intervalo, foram sendo exibidos os nomes dos mais de 70 mortos no desastre. Bacana! Muitos repórteres da Globo com experiência em relatar tragédias, como Ari Peixoto, Helter Duarte, Alberto Gaspar e Ricardo Von Dorf, choraram no ar; e não precisariam fazer diferente, já que a emoção não compromete o bom jornalismo, ainda mais em situações extremas como essa, quando a empatia e a sensibilidade prevalecem. Mas é preciso elogiar o Galvão, principalmente ao narrar o velório coletivo da Chapecoense. Ele anulou os exageros típicos de seu estilo e fez a narração de maneira discreta e respeitosa. Em alguns momentos, emocionou-se a ponto de ficar com a voz embargada e soube respeitar o silêncio necessário em alguns trechos do cortejo e do funeral no estádio. (...)

     O PIOR DA SEMANA     


Sensacionalismo com a tragédia


Reprodução/TV Globo  Jornalista usa celular em velório - Foto/Reprodução: Globo

(...) Infelizmente, é de se lamentar que o mesmo JN, que vinha fazendo uma boa, extensa e respeitosa cobertura, tenha brindado o telespectador na edição desse sábado (03/12) com um momento de exploração grosseira do drama das famílias em luto. Achei bastante desnecessária as imagens da parte privada dos familiares (no interior do ônibus que levou parentes ao aeroporto de Chapecó e na tenda onde velaram os corpos, dentro do estádio) feitas pela repórter Kiria Meurer com a câmera do próprio celular. Se o cinegrafista não foi autorizado a filmar, era óbvio que não queriam câmeras filmando por lá. Por acaso, a repórter achou que estava visitando algum ponto turístico? Só faltou filmar os corpos dentro do caixão!

Continuando na Globo, também achei bem desnecessária e uma tremenda forçação de barra de Tiago Leifert ao citar a tragédia na abertura do The Voice Brasil, nesta quinta (1). Ele abriu o programa dizendo que, naquela noite, não era o The Voice, mas sim o "The Voice Chapecó". E que "nossos quatro times são, sem dúvida nenhuma, chapecoenses". Tudo bem que Tiago fazia parte do jornalismo esportivo da Globo, todos os demais profissionais se emocionaram e tal, mas achei deslocado e gratuito. Até porque ele estava num reality show musical, que nada tem a ver com o assunto. "The Voice Chapecó"?! Menos, né...

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Nas concorrentes, pra variar, o pior do sensacionalismo deu as caras. Foi o caso da Rede TV. Durante a manhã, o Você Na TV convocou um sensitivo ao estúdio e um vidente por telefone. O sensitivo Rodrigo, que diz ter previsto o 11 de setembro, afirmou que até o fim deste "ano carregado" haveria mais tragédias. O programa também exibiu um vídeo no qual o vidente Carlinhos previu o acidente com o avião da Chape. Pasme! Os dois espíritas se vangloriavam por terem "acertado" em cheio nas tragédias. Os apresentadores Celso Zucatelli e Mariana Leão ainda fomentavam a macabra patifaria. Quanto mau gosto, desrespeito e falta de sensibilidade num momento desses... E não parou por aí! Durante o A Tarde É Sua, a (coveira) jornalista Sônia Abrão, como era de se esperar, deu amplo destaque a tragédia e também ao vidente que "previu" a queda. O mais "engraçado" dessa história é que Sonia está lá, sentada, fazendo cara de tristeza, dizendo que era lamentável o que tinha acontecido com o time, aí do nada levanta, vai pro merchandising e já arreganha os dentes: "Vamos falar de coisa boa? Vamos falar da calça modeladora Lejeans"! Ridículo!

Um fato que chamou minha atenção foi a apresentadora Adriana Araújo ter encerrado a transmissão do velório, na Record, antes do término. Achei estranho, já que a emissora cobre até o fim esse tipo de acontecimento. Zapeei para a Globo e, nesta parte não exibida pelo canal, entrou Cid Moreira e um bispo da Igreja Católica com a mensagem do papa Francisco. A questão religiosa e da concorrente platinada entraram neste embate. Lamentável. Triste fato. Nem vou perder tempo falando da incompetência e desinformação do SBT porque o desprezo da emissora pelo jornalismo já é notório. Morreram mais de 70 brasileiros no maior acidente do país envolvendo o esporte, mas o canal preferiu enviar um repórter para a porta do Fórum de Justiça de SP para cobrir em tempo real as últimas notícias do divórcio da Luiza Brunet, no Fofocando. Jornalismo para cobrir fofoca e futilidades o SBT tem a disposição 24h, incrível...

Morte de Zelito



É de se lamentar que, em meio a um elenco numerosíssimo e repleto de personagens sem função e desinteressantes, os autores de A Lei do Amor resolveram eliminar justamente o personagem gay, negro e, aparentemente, promissor: Zelito (Danilo Ferreira). Wesley, frentista do posto de gasolina e pai solteiro, se declarou para ele; o que deu sinal de que uma história ousada na novela estaria por vir. Ledo engano.

Zelito soube por Jessica que o maior vilão da novela, Tião (José Mayer), está envolvido no desaparecimento de sua amiga Isabela (que "morreu" em uma cena mequetrefe, como disse AQUI). E o que ele faz? Fica caladinho e investiga melhor até encontrar provas concretas? Denuncia na polícia? Não... Invade a sala do vilão, acusa ele de ter matado a garota e ainda lhe dá um soco! J-E-N-I-O! E, no capítulo desta segunda (28), ainda assistimos Tião também deixar o bom senso de lado e encomendar a morte imediata de Zelito, que morreu vítima de overdose após um capanga do vilã colocar um veneno na bebida do rapaz na balada.

Segundo a Globo, a morte de Zelito já estava prevista desde antes de A Lei do Amor ir ao ar. Duvido muito, mas, ainda sim, é uma pena que justamente ele tenha sido eliminado com tantos outros mais dispensáveis. De qualquer forma, Zelito saiu de cena em grande estilo (Danilo Ferreira brilhou na cena aterrorizante em que seu personagem morre); e Tião é um personagem difícil de engolir. José Mayer tem se esforçado para fazê-lo verossímil, mas não dá para acreditar nele. Ele é mau o tempo todo e só vive para destruir quem cruza seu caminho. É um vilão gratuito e exagerado, com intenções confusas e não muito lógicas.

domingo, 27 de novembro de 2016

O Melhor e Pior da Semana (20 à 26/11)




   O MELHOR DA SEMANA   


Carinha de Anjo



O SBT encontrou um belo nicho ao produzir novelinhas infantis, conquistando uma relevante fatia de público com suas tramas para crianças no horário nobre. Carinha de Anjo é outra boa trama feita pela emissora. A pequerrucha Lorena Queiroz, de 5 anos, que interpreta a órfã Dulce Maria, é o maior achado do SBT. A escolha de uma menina tão nova para segurar o papel de protagonista da novela foi uma ousadia e tanto. Mas, até agora, Lorena segurou bem a responsabilidade e mostra talento de gente grande. As cenas dela com Lucero (em uma participação mais do que especial na pele de Tereza, mãe falecida da Dulce, com quem ela interage em sonhos) foram os momentos mais lúdicos, bonitos e emocionantes dessa primeira semana. Estou apostando minhas fichas também na Priscila Sol, à frente da adorável Tia Perucas. A atriz poderia ter seguido a linha caricata que a personagem tem na versão mexicana, mas ela se mostrou segura e bem mais do que uma cópia. Aguardemos! A trama, em si, está sendo uma graça e agrada todo tipo de público. Inclusive, já estou com o tema de abertura e a música Joia Rara na ponta da língua!

Gui e Zac



Vladimir Brichta e Nicolas Prattes se destacaram na cena em que pai e filho finalmente se aproximaram e se abraçaram, logo após Gui ter salvado Zac de um espancamento. A relação dos personagens, como eu já havia previsto, é uma das melhores em Rock Story. A novela segue deliciosa, atraente e bem dinâmica.

     O PIOR DA SEMANA     


"Figuração" de Ivete no The Voice Brasil


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Para quem foi anunciada como grande novidade na atual temporada do The Voice Brasil, Ivete Sangalo não teve uma função à altura do superlativo que vem à frente do título do cargo que lhe deram. De Supertécnica não teve nada. Muito pelo contrário. A cantora teve uma atuação até menos expressiva do que tinham os chamados "assistentes" nas temporadas anteriores, como, por exemplo, Luiza Possi, Rogério Flausino, Ed Motta, Maria Gadú e Di Ferrero. E eles apareciam não apenas nos ensaios, como se faziam presentes assistindo junto aos técnicos a cada apresentação dos candidatos. Um detalhe que faz, sim, toda a diferença. O que ficou parecendo é que o convite a Ivete aconteceu muito mais para criar factoides em torno de uma possível rivalidade entre ela e Claudia Leitte. Se a ideia foi fazer lobby e fornecer material para a mídia sensacionalista, até nisso o tiro saiu pela culatra. O assunto já até se esgotou em si.

Mais um capítulo da série "Como salvar o Vídeo Show?"


 

É deprimente ver a Globo atirando para todos os lados tentando salvar o Vídeo Show. O programa, que faz parte da história do canal, vem sofrendo desde 2010 com uma fraca audiência. Porém, a cerca de oito meses, com a criação do quadro Hora da Venenosa dentro do jornalístico Balanço Geral SP, o programa vem levando surras no horário e abalando a hegemonia da Globo, algo que a emissora não permite.

Depois de transformar Susana Vieira em apresentadora, trazer Miguel Falabella de volta à bancada e testar Angélica e Luciano Huck (tudo sem sucesso, diga-se de passagem), agora o Vídeo Show apela para dramas. O vespertino trouxe de volta o Caso Verdade, no qual pessoas comuns relatam casos parecidos com o das novelas, como o vivido por Carolina Dieckmann como Camila em Laços de Família (já tinha o criticado AQUI). Ou seja, não apenas as concorrentes escorregam na pieguice e apelam para chamar a atenção do público. Se você estiver zapeando e se deparar com uma trilha sonora bem dramática, Otaviano Costa e Joaquim Lopes forçando choro e uma longa reportagem, podem ter certeza que não é o Domingo Show!

As maluquices de Silvio na grade de programação do SBT


No início da década de 2010, o SBT passou a adotar uma postura mais responsável em sua grade de programação. Antes, o canal era caracterizado pela instabilidade eterna, sempre creditada às vontades de Silvio Santos, que lançava e cancelava programas ao sabor do vento, mudava horários de atrações a todo instante e decretava ordens que pareciam absurdas. Isso mudou bastante. A grade se tornou menos instável e foram lançados programas de grande viabilidade financeira. Os resultados vieram: após perder o segundo lugar para a Record, o SBT voltou a brigar de igual para igual com a concorrente.

Mas o ano de 2016 vai ser marcado como uma espécie de "retorno" de Silvio Santos atacando como "diretor de programação". Nos últimos meses, não faltaram mudanças e ideias malucas que, segundo a imprensa especializada, são ordens do dono do canal. Difícil defende-lo, viu... Programas lançados às pressas, mudanças de horário e de padrão e algumas ideias que não parecem combinar com o jeito moderno de se fazer televisão. Muitas coisas esquisitas acabaram acontecendo no SBT. E elas ainda não acabaram.

Nessa semana, o jornalístico Primeiro Impacto voltou a ter Joyce Ribeiro e Karyn Bravo, mas numa "primeira parte". A segunda continua sob o comando do "incrível" jornalista Dudu Azevedo. Coitadas. Delas e do público, é claro! O Fofocando, que já está fazendo hora extra em se tratando de Silvio, agora vai ao ar apenas para São Paulo. Como consequência, o restante do Brasil passa a acompanhar a re-re-re-re-re-re-re-reprise A Usurpadora a partir do capítulo 11 (e agora às 15h15), assim como ele já fez com A Mentira, que passou a ser exibida nacionalmente no meio da exibição por não ter ido bem em SP.

Tem que ser muito fã mesmo para aguentar essa grade voadora do SBT, viu...

O assassinato de Isabela


Fininho ameaça a atirar em Isabela (Foto: TV Globo)

Até agora não me conformei com o amadorismo nas cenas do assassinato de Isabela em A Lei do Amor. Tudo foi pobre, desde o roteiro até a sua realização. Como é possível engolir que duas pessoas (Isabela e Tiago) estejam a bordo de uma lancha relativamente pequena e não vejam que há uma pessoa escondida em um dos cômodos da embarcação? Tudo bem, eles estavam apaixonados e loucos para passear que sequer foram conferir isso, mas é que muitas outras pontas ficaram soltas nesse assassinato.

Depois de uma semana sofrendo com as desconfianças (descabidas) de Tiago, coincidentemente, Isabela leva dentro da sua bolsa exatamente o extrato que prova o depósito de 15 mil reais feito por Helô. Que tremenda coincidência, não é mesmo? Isso sem falar que, mesmo sabendo que Tiago tinha um pé atrás com essa história, ela cede aos apelos do namorado e viaja em um passeio quase lua de mel.

Agora, vamos a cena propriamente dita. Simplesmente, do nada, depois de ter em suas mãos a suposta prova de que Isabela aceitara o dinheiro de Helô para afasta-lo de Letícia, Tiago se transforma, acusando a amada de falsa e aproveitadora. Isabela, num rompante de raiva, diz que vai embora e, ao ser puxada por ele, se desequilibra, cai, bate a cabeça e desmaia. Meu Deus, quantas "coincidências", é preciso muita imaginação para voar nessa história, viu... Para coroar a cena e fechar em alto estilo, o tal bandido (a mando de Tião) escondido na lancha desde o início do passeio entra em cena, dá uma coronhada em Tiago e joga Isabela no mar. Muito fraca tanto a batida de cabeça dela, quanto a coronhada na cabeça dele. Não convenceu o impacto pro desmaio. Com o agravante de que o bandido pega Isabela no colo e ela, DESMAIADA, passa o braço no pescoço dele. Não vou nem continuar porque vocês já sabem que Isabela vai sobreviver e aparecer linda e loura e com outra identidade para se vingar. Ai, ai, quanto clichê...

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