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domingo, 18 de dezembro de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (11 à 17/12)




   O MELHOR DA SEMANA   



Despedida de Jô


A entrevista de Roberto Carlos no Programa do Jô foi uma daquelas para ficar guardada na memória. Amigos desde a época da Jovem Guarda, o cantor e o apresentador trocaram confidências, rememoraram episódios históricos e falaram até sobre manias, hábitos alimentares e a predileção pela madrugada. Mas, marcante mesmo, foi o momento em que o Rei cantou um dos seus grandes sucessos, "Amigo", levando Jô (e o público) às lágrimas. seu último episódio foi mesmo de arrancar lágrimas. O último, então, foi uma mistura de melancolia com emoção. Diante de uma plateia cheia de VIPs, como Nizan Guanaes, Serginho Groisman e o próprio diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder, Jô surgiu reluzente num terno branco com listinhas e gravata cor de rosa. Já estava com os olhos vermelhos, e se engasgou diversas vezes durante as diversas homenagens que fez em seu monólogo de abertura. Ziraldo, o último convidado, foi simbólico por ter ido ao programa em cada um de seus 28 anos de existência e também por ter profetizado o fracasso de cada projeto bem-sucedido de Jô. Sua derradeira entrevista conseguiu até mesmo a proeza de falar mais que seu anfitrião. Mas os momentos de cumplicidade entre os dois foram de emoção genuína. É neste quesito, aliás, que Jô vai fazer mais falta: nenhum de seus jovens sucessores têm tanta quilometragem, histórias em comum com os convidados, traquejo e capacidade de se tornar íntimo de quem acabou de conhecer. Durante quase três décadas, o talk show de Jô foi um oásis na TV brasileira. Um erro tirá-lo do ar.


Xuxa imitando Eliana e Angélica


A Xuxa zueira precisa dar uma força para a Xuxa apresentadora. São a mesma pessoa, mas há um descompasso entre as duas. Nas redes sociais, Xuxa tem audiência garantida. Lá, Xuxa se expõe sem pudor (às vezes, corajosamente de cara limpa). Posta fotos e vídeos que a mostram nos bastidores da Record e na vida privada, rebate comentários maldosos... É uma Xuxa despachada, desarmada, livre, feliz. Como a que vimos no Programa do Porchat. Foi divertido à beça. Nunca imaginamos ver a Xuxa cantando "Vou de Táxi" da Angélica e fazendo a "Dança dos Dedinhos" da Eliana (com um gesto nos dedos médios que deu o que falar). Momento histórico! Já a Xuxa da TV é engessada e atravessa uma fase tensa. Mais divertida na internet e na casa dos outros do que como anfitriã, Xuxa precisa levar este espírito para o seu programa.


      O PIOR DA SEMANA      



Desfecho de Beatriz


Ridículo o desfecho da Beatriz (Bruna Marquezine), uma personagem tão importante, em Nada Será Como Antes. Ela foi morta sem concluir a vingança contra Pompeu (Osmar Prado), responsável pela morte de sua mãe, e por um personagem avulso que entrou aos 45 do segundo tempo (Davi/Jesuíta Barbosa) e nada acrescentou na série. Aliás, Jesuíta Barbosa vivendo mais um desequilibrado ciumento que mata a namorada em dois trabalhos consecutivos, depois de Justiça, mostra que a Globo anda sendo muito frouxa em relação à repetição de elenco e histórias em suas produções. Criatividade mandou lembranças...

Final de Supermax


O grande mal das produções brasileiras é deixar toda a ação para o final e enrolar no meio. Infelizmente, com Supermax, que chegou ao seu ponto final nesta terça (13/12), não é diferente. O penúltimo episódio (6/12) acabou com um bom gancho, com todos os participantes presos em uma cela, enquanto o vilão Baal (Márcio Fecher) os aguardava cheio de armas do lado de fora. Eis que o derradeiro capítulo começa e toda a tensão se dissipa em uma conversa sonsa entre o inimigo (com sua voz alterada sem razão por computadores, já que ele não era nenhuma entidade) e os mocinhos. O lenga-lenga continua.

Tudo desandou no segundo bloco, que parecia completamente desconectado do anterior. A impressão que ficou era de que a Globo quis encurtar ao máximo a série e se livrar daquele peso da programação. Os personagens foram morrendo um a um, em um desfecho que se tornava cada vez mais previsível. A chacina foi até que divertida, ainda mais pela crueza que as mortes aconteciam (com tiros na cabeça e sangue para todo lado), mas poderia ter sido iniciada em episódios passados. Ficou tudo muito acelerado neste episódio. Foi quase um "gente, esquecemos de matar o povo, começa a dar tiro em todo mundo aí". E isso foi bem frustrante, pois desejava ver sangue bem antes, e não somente agora.

Duas mortes, porém, me chamaram a atenção. A primeira foi a da transexual Janete (que eu admito que minha torcida era para ela sair viva), que me pareceu uma crítica contra a homofobia no diálogo em que Baal a chama de aberração e pergunta o que ela é e ela responde: "Eu sou ser humano". A outra morte foi a de Artur, pois simplesmente aconteceu e eu fiquei "ué, cadê?". Sério, se alguém viu essa morte, me avisa, pois para mim só apareceu o cara morto sem mais nem menos. E neste momento fiquei me sentindo um bobo por tudo que estava acontecendo, já que não tiveram cuidado neste ponto.

O final se tornou mais cômico ao trazer o corpo de Pedro Bial assassinado com um tiro na cabeça e a revelação de uma grande conspiração do governo brasileiro e mundial para deixar os participantes morrerem no presídio, para que o vírus continuasse desconhecido e restrito à região. No fim, o programa deixa em aberto o destino dos únicos dois confinados sobreviventes (já que Sérgio continuou preso na Supermax e Nonato se transformou no novo Baal). Falando no Baal, achei o fim de Nonato bem aquém da grandiosidade da sua participação na série. Fazendo jus à série, foi um final decepcionante.

Hora da "Farsa"


Que triste a trajetória do Rodrigo Faro na Record, hein... Ele, que é um apresentador carismático (e canta, dança e atua muito bem também), fazia um sábado alegre, animado, sempre pra cima, se fantasiando e dançando no finado O Melhor do Brasil. Na mudança para o domingo, porém, Rodrigo mudou completamente. Agora, sob o comando do Hora do Faro, entrou na onda do excesso de pieguice, com assistencialismo e choro o tempo todo. Caiu no mais do mesmo. Parece até uma nova (e piorada) versão do Gugu! Atualmente, rodeado de prestígio na emissora, Rodrigo representa uma das maiores audiências na Record, inclusive alcança a liderança com frequência, às vezes batendo o Faustão. Neste último domingo (11), por exemplo, o Hora do Faro bateu recorde histórico de audiência: 14 pontos de média contra apenas 7 do SBT, no Ibope da Grande São Paulo. Além disso, ficou na liderança durante 1 hora e 17 minutos e venceu por 22 minutos a final da Dança dos Famosos, do Faustão. Isso me remente àquele período de trevas que o Faustão enfrentou quando Gugu estava em seu auge no SBT. Mas não pense que o Faro tem a cara do Gugu só por conta do assistencialismo e audiência. No mesmo dia em que seu programa bateu recordes, o bom moço deixou escapar um podre fatal. Um podre que me lembra a derrocada do Gugu no SBT. O Hora do Faro montou uma farsa usando um garoto de apenas cinco anos: "Felipe sabe tudo sobre o Leonardo. Hoje ele vai realizar o sonho de conhecer o ídolo pela primeira vez!". No momento em que Leonardo entrou no palco e Felipe reconheceu o ídolo, os dois se abraçaram longamente. O cantor chorou. Faro também. E ainda gritou: "Meu Deus do Céu!!! Ele conheceu o ídolo dele!!!!". Oh, que lindo... Porém, logo depois, foi descoberta a armação: o menino já conhecia o Leonardo (eles se encontraram no camarim do cantor depois de um show em Barretos, em agosto; fato documentado em uma reportagem da afiliada da Globo na região). Em entrevista à Sonia Abrão, a assessora de Leonardo disse que Faro sabia sim que o menino já havia se encontrado com o cantor, mas que preferiu não citar tal fato durante a atração. Que vergonha, Faro... Por audiência, não poupa nem uma criancinha... Este episódio de má fé não tem a mesma amplitude do escândalo do PCC, promovida por Gugu em 2003, mas é assim que se começa quando a sede por audiência e pelo primeiro lugar no Ibope fala mais alto.

domingo, 9 de outubro de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (2 à 8/10)




   O MELHOR DA SEMANA   


Laura Cardoso


Já se passaram mais de um mês desde a estreia de Sol Nascente e a novela continua em seu leito plácido sendo um ótimo remédio para aqueles que sofrem de insônia e querem dormir. Mas até mesmo uma novela tão fraca, chata, devagar (quase parando), sonolenta e inverossímil tem algum ponto positivo. Nem que seja apenas um. E ele tem nome e sobrenome: Laura Cardoso.

A atriz, como eu já esperava, está carregando a novela das seis inteira nas costas e é a única que traz alguma vitalidade e graça para a trama. Mentora do vilão César no plano para passar a perna em Tanaka e assumir o controle de sua empresa de pescados para poder lavar dinheiro ilegal, Sinhá é dissimulada a ponto de forjar uma identidade dupla: aos olhos dos personagens, é uma vovó indefesa, cativante e boa. Porém, quando está a sós com o neto, mostra sua verdadeira faceta: a de vovó do mal. Dona de cassinos clandestinos, Sinhá cobre-se de joias, maquiagem, não dispensa um copo de uísque, dispara pérolas e algumas tiradas absurdas (porém, engraçadas, confesso) e já mostrou ser capaz até de matar para conseguir o que quer.

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Fiz uma maratona das sequências com a atriz e todas são simplesmente ótimas. Especialmente uma de sexta (7), com a cascável dançando para comemorar uma vitória. Hilário! É um trabalho que impressiona especialmente porque Laura está com 89 ANOS. Não é pouca coisa! Ver a vitalidade de um monstro da dramaturgia como Laura Cardoso recompensa o público pelo marasmo do restante da história. Sua dobradinha com Rafael Cardoso também é ótima.

      O PIOR DA SEMANA      


A primeira fase (modorrenta) de A Lei do Amor


Originalmente, A Lei do Amor não teria a primeira fase. De acordo com o Telinha, do Jornal Extra, a mudança só aconteceu com o adiamento da novela, que entraria no lugar de Velho Chico, para não colocar uma trama política no dia seguinte às eleições. Melhor teria sido se não tivesse. Além de ser algo que vem se repetindo bastante ultimamente (só de 2010 pra cá, das onze novelas das 21h exibidas, sete delas utilizaram algum tipo de prólogo nos capítulos iniciais), se mostrou algo desnecessário na trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.

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O início da trama pesou a mão no dramalhão. Ao narrar a origem do amor entre Pedro e Helô, a primeira fase da trama ficou com cara de novela mexicana, da peruca loira da vilã (só faltou um tapa-olho) MAgnólia (má até no nome) a choupana à beira-mar (digno de Marimar) onde a mocinha pobre e sofredora vivia com a mãe doente (numa excepcional participação de Denise Fraga). Os autores enrolaram quatro (intermináveis) capítulos com cenas exageradamente melosas do casal Pelô (certamente, para agradar esses fãs shippadores da internet) para, enfim, direcionar ao ponto que interessava: a armação de Mag para separá-los. Armação essa, aliás, que é um dos clichês mais óbvios, manjados e preguiçosos da nossa teledramaturgia: o flagrante forjado que levou a mocinha a ver o mocinho nos braços de outra mulher na cama.


A dupla de autores não investiu muito esforço neste início da novela, com um ritmo lento, excesso de dramalhão e situações pra lá de clichês e difíceis de engolir. O conflito entre Helô e Fausto querendo justiça em nome do pai (que acabou morrendo na cadeia) ficou meio frouxo, afinal, o pai da mocinha foi demitido porque faltava e ia bêbado para o trabalho. É justo culpar Fausto por isso? Talvez, fosse mais fácil se compadecer da mocinha se seu pai tivesse sido realmente um injustiçado e Fausto o seu algoz. Do jeito que foi, ficou estranho. Também difícil de engolir a reação da mocinha ao flagrar o grande amor da sua vida na cama com outra. Ela simplesmente deu as costas e foi embora por vinte anos. Nenhum barraco, nem nada. Espírito muito evoluído o seu! E só depois de vinte anos é que Fausto resolveu contar a Pedro que houve uma armação para separá-lo de Helô. "Ah, é novela", vão dizer alguns. Sim, eu sei! Mas é preciso que o telespectador acredite naquelas tramas e torça para os seus heróis. O que não aconteceu.


O mais estranho, porém, foi o troca-troca de intérpretes entre a primeira e segunda fase (aliás, um problema quase sempre apresentado por todas as novelas que apresentam um prólogo). Chay Suede vira Reynaldo Gianecchinni e Isabelle Drummond se torna Claudia Abreu. Ok. Gabriela Duarte virou Regina Duarte, ou seja, Suzana começa a história tendo seus 40 anos e termina com seus 60. Faz sentido, afinal, o que importa é parecer ter a idade de seus personagens. Mas, enquanto isso, Vera Holtz de peruca (cafona e fake) e Tarcísio Meira (com fotoshop) se tornam... Vera Holtz sem peruca e Tarcísio Meira sem fotoshop! Assim como um Thiago Martins (de 28 anos) virar um José Mayer (de 67). Na primeira fase, Magnólia parecia mais velha que Suzana, mas, na segunda, a vilã ficou bem mais nova que ela. Vai entender...

O único ponto positivo do elenco jovem nesse prólogo foi a Isabelle Drummond. Uma das melhores da sua geração, a atriz mostrou todo o seu potencial em A Lei do Amor, emocionando na pele de Helô. Ela merece fazer uma novela das nove inteira. Sophia Abrahão e Chay Suede não chegaram a comprometer, porém, incomodou o tom linear de suas atuações, comuns a seus papeis anteriores, pela ausência de maiores nuances. Já Thiago Martins, Bianca Salgueiro, João Vitor Silva e Maurício Destri se destacaram negativamente, pelas composições inexpressivas.

Pedro e Helô se encontram vinte anos depois (Foto: TV Globo)

Merece menção positiva o primeiro encontro dos personagens da segunda fase, com o uso da interligação entre suas versões jovens (Cláudia Abreu se vendo refletida em Isabelle e Gianecchini se vendo em Chay Suede). Os olhares dos protagonistas após 20 anos já sinalizaram uma boa sintonia entre eles. Momento bonito. A abertura da novela é linda, em que uma fita vermelha se entrelaça entre cenários naturais, inspirada em uma lenda chinesa que diz que duas pessoas predestinadas a ficarem juntas para toda a vida são ligadas por uma fita vermelha invisível e fatalmente irão se encontrar no futuro, por mais que se afastem. Só o tema de abertura que não ornou. Teria sido melhor se tivessem colocado "Maior" (na voz de Dani Black e Milton Nascimento) ao invés do "O Trenzinho do Caipira" (cantada por Ney Matogrosso).

Felizmente, esse prólogo modorrento acabou na quinta (13) e a trama deu um salto de vinte anos, quando outros atores assumiram os papéis atuais. Talvez, a própria história melhore. E tem tudo para melhorar mesmo. Vera Holtz (fantástica na pele de uma vilã que se diz em defesa de sua sagrada família) promete ser uma vilãzona daquelas, assim como Grazi Massafera promete divertir com sua Luciane (que já chegou chegando). Estou confiante. Vamos aguardar.

Xuxa e Mara



Xuxa e Mara estão vivendo momentos similares. As duas não estão bem em suas carreiras televisivas e falam mais do que devem. A primeira voltou a alfinetar a Record, afirmando que agora, no Youtube, vai poder fazer tudo o que quer. O mesmo discursinho utilizado quando saiu da Globo. O que ela ganha com isso? Nada. Melhor seria ocupar o tempo melhorando seu semanal, que continua ruim (e fracassado). Já Mara conseguiu voltar à TV, mas não está sabendo honrar essa mega oportunidade e segue queimando o próprio filme no Fofocando (como falei AQUI). Xuxa e Mara não têm assessoria? Precisam aprender a pensar antes de falar!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

As piores coisas que aconteceram na TV durante o governo Dilma



Lembram do nosso Paredão no Planalto - Big Brother Brasília, onde a gente contou toda a história do impeachment da presidente Dilma numa linguagem bigbrotheriana (leia aqui)? De lá pra cá, aconteceu tanta reviravolta na nossa política de causar inveja na série americana House Of Cards. Prometo fazer um resumão em breve de todo esse rebuceteio. Eduardo Cunha foi afastado, aí o Maranhão assumiu a presidência da Câmara e anulou o impeachment da Dilma.

 

A esperança, porém, durou pouco para Dilma. Maranhão voltou atrás na sua decisão e, por 55 a 22, o Senado votou e decidiu pelo afastamento da presidente. A partir de agora, ela está afastada até 180 dias e quem assume oficialmente o governo não é o Aécio, mas sim o vice Michel Temer, cuja esposa bela, recatada e do lar se tornará a mais nova primeira-dama do país.


Sim, Dilma só foi afastada temporariamente. Ainda faltam longos meses para ela ser finalmente condenada pelo Senado. Mas por mais zona que esteja sendo o Brasil, nenhuma reviravolta política ou paredão fake conseguirá salvá-la mais de ser impichada. Dilma já está eliminada antes mesmo da grande final. Não tem mais jeito... Acabou... Boa sorte... Tchau, querida! Até logo! Até mais ver! Bon voyage! Arrivederci! Até mais! Adeus! Boa viagem! Vá em paz! Que a porta bata onde o sol não bate! Não volte mais aqui! Hasta la vista, baby! Escafeda-se! Saia logo daqui!


Até a crise política parar o Brasil, de 2013 pra cá (culminando em manifestações gigantescas contra a Dilma por todo o país), os supostos malfeitos do seu governo eram intangíveis para o cidadão comum. Mas já naquele período, era possível entender que alguma coisa não estava funcionando bem. Contra o aumento das passagens do transporte público? Contra os gastos da Copa do Mundo? Contra a corrupção? Por causa das pedaladas fiscais? Não. Não foi nada disso que levou ao seu impeachment. Confira a seguir alguns dos maiores reveses deste país durante o governo Dilma, em mais uma reportagem exclusiva do Eu Critico Tu Criticas.

Babilônia



A novela que fez questionar o gosto do brasileiro por novela. A novela que conseguiu arruinar o horário nobre da Globo para todo o sempre. A novela que aposentou Gilberto Braga. A novela que manchou a carreira da Camila Pitanga irreversivelmente. De fato, Babilônia foi um verdadeiro marco da dramaturgia nacional (ainda que por motivos tão negativos e eloquentes).

O cancelamento do Você na TV



Onde nesse mundo encontraremos um programa onde o namorado revela para namorada que gosta de chulé e quer que ela fique sem lavar os pés, onde uma filha é viciada em comer maquiagem para ficar bonita por dentro, onde uma mulher descobre que está grávida de um ET, onde acompanhamos o drama de uma mulher cujo namorado invisível sumiu? Nós brasileiros precisamos da dose extra de escapismo dos casos surreais, sem pé nem cabeça, que João Kleber apresentava com toda a empolgação para suportar continuar vivendo nesse mundo cão.

A decadência de Manoel Carlos



Se em governos anteriores, Manoel Carlos vinha numa sequência de novelas maravilhosas (Felicidade, História de Amor, Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas), o autor chegou ao fim de sua carreira novelística com chave de ouro falso e aquele gostinho de "já foi tarde" com a sonífera Em Família. Em 2014. Durante o governo Dilma. Hum... Coincidência?

A morte do Comendador



Virilidade, autoconfiança, senso de justiça, afetuosidade e capacidade de superação estão entre os principais atributos que fizeram de José Alfredo de Medeiros um personagem inesquecível, amado e querido em todo o país (e de Alexandre Nero, um divisor de águas na carreira), arrancando gritos e suspiros de fãs como se fosse um líder de boy band. E o que o Aguinaldo Silva faz? Mata o Homem de Preto com um tiro nas costas dado pelo próprio filho mesmo diante do apelo de milhões de brasileiros. Cadê o respeito pela democracia? Isso sim é golpe! Até hoje essa morte dói nos corações de quem shippava loucamente o casal Malfred...

O fim do mito JEC, aquele que nunca flopa e só faz novelão


Entre 2011 e 2014, a presidente Dilma tinha grande popularidade e cumpriu o desafio de manter o Brasil no rumo do desenvolvimento econômico e da redução da desigualdade. Um grande feito nesse período: o fenômeno Avenida Brasil, cujo último capítulo fez a Dilminha adiar até um comício. Em seu segundo mandato, porém, a coisa degringolou. A popularidade de Dilma foi caindo na mesma proporção que a de João Emanuel Carneiro. Dilma prometeu mundos e fundos e não cumpriu. A Regra do Jogo prometeu ser melhor que Avenida Brasil e, ehr, bem...


Xuxa na Record




Quando na vida que a gente poderia imaginar que um dia a nossa eterna Rainha dos Baixinhos mandaria "Beijinho, beijinho, tchau, tchau" para a Globo e se mudaria para a prima pobre da Globo? Nunca, né? Mas aconteceu. Xuxa na Record, estoque de vento, saudação à mandioca, cachorros ocultos atrás de crianças, mulheres sapiens... Isso só acontece no governo Dilma!

BBB pós-Ana Paula



Ana, A Louca. Veja em que situação me colocou. Após a sua expulsão, percebi que fiquei lendo com raro afã sobre a Lava-Jato, muito mais por conta da ausência de boas manchetes a respeito do BBB16 do que por qualquer convicção política. E a culpa é toda dela. Por que fez isso, Ana Paula? Depois de passar semanas acostumando o Brasil aos benefícios do entretenimento de alta octanagem, você simplesmente nos deixou sozinhos. Aqueles tapas não fizeram nem cócegas no Renan. Mas ainda dói demais no povo. Uma pena que tenha saído pela porta do confessionário e não em uma gloriosa noite de terça-feira em 5 de abril.


Isso posto, fica difícil defender um governo que não conseguiu barrar nenhuma dessas tragédias que machucaram de maneira catastrófica e irreversível o ego do povo brasileiro. P.S.: Esse post é todo trabalhado na zuera e qualquer tentativa de levá-lo a sério não será uma boa ideia.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ainda há esperança para a Xuxa na Record?


Desde que Xuxa foi embora da Globo após mais de trinta anos e mudou-se para a Record, a cara da apresentadora não sai mais das chamadas dos sites de TV. As notícias eram especulações sobre como seria a estreia da atração, quem seriam os convidados, quais os quadros apresentados para entreter os telespectadores, quem a Globo tinha vetado de participar do programa e de comentar nas redes sociais sobre o novo desafio da ex-colega, que ela teria liberdade para falar e fazer seu programa do jeito que quisesse e blá blá blá. Entretanto, em menos de um ano após a maior contratação da história da emissora, a chama entre Xuxa e Record está em níveis altíssimos não de paixão, mas sim de tensão.


A Record esperava que o programa da Xuxa rendesse números de audiência na casa dos dois dígitos, mas a atração passou longe, bem longe, lá pelas terras de Tão Tão Distante de ser um XU-XEX-XO! Até a vice-liderança ela perdeu. Toda segunda-feira, a Rainha dos Baixinhos leva uma surra no Ibope do Programa do Ratinho e do Máquina da Fama. Goooooool da Alemanha, quer dizer, do SBT! É bom lembrar que os últimos anos da Xuxa na Globo não foram nenhum pouco gloriosos. Ou vocês não se lembram que ela chegou a perder a liderança no Ibope para o desenho animado do Pica Pau?

Enquanto isso, do outro lado, Xuxa esperava ter total liberdade em sua nova casa. E não é bem isso que ela vem tendo. Após a constante baixa audiência e opiniões ácidas, a atração da loira passou de ao vivo para o modo gravado. A equipe dela foi demitida pela Record e recontratada pela Casablanca, produtora terceirizada que está alugando o RecNov. Muitos dos novos contratos foram por valores menores. Nesta semana, quem também se desligou da emissora foi o diretor de Xuxa, Mariozinho Vaz. A apresentadora também passou a sofrer edições de uma pessoa ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, que anda censurando tudo o que a Xuxa fala e tentando fazer dela uma pessoa menos vulgar. Até uma possível redução de salário e uma eventual rescisão do contrato da loira já foi pensada. Ô, coitada!

Deixando o quesito audiencia de lado, verdade seja dita, o Xuxa Meneghel é muito ruim. Tanto é que ficou em 07º lugar na nossa lista dos Piores Programas de TV em 2015 (relembre aqui). O programa já começou sem identidade e parecendo uma cópia mal feita do americano The Ellen DeGeneres Show, tanto no cenário, na identidade visual, no figurino da apresentadora (como bem disse Silvio Santos, "Xuxa virou um rapaz americano") e até no conteúdo principal, baseado em entrevistas. Xuxa, não precisa ficar imitando nenhuma apresentadora americana, nem ficar evocando a Hebe Camargo. Seja apenas você mesma! Xuxa até pode se inspirar, mas, acima de tudo, precisa encontrar uma personalidade própria.


O formato inicial não caiu no gosto do público e, devido as constantes derrotas no Ibope para o Ratinho, começaram as mudanças. Sob a curta direção de Mariozinho Vaz, as entrevistas na atração perderam a força e entraram concursos variados, que iam de talentos garimpados da internet, de crianças e até de escolha de uma atriz para atuar na novela A Terra Prometida. E foi aí que o que estava ruim, ficou ainda pior! O Xuxa Meneghel virou uma espécie de programa frankenstein, cheio de maus remendos. Sinceramente, até hoje eu não sei do que realmente se trata a atração.

Sem uma identidade definida, o programa ainda pecou ao insistir em dois quadros que o acompanham desde a estreia: o 'Conto de Fadas' (sobre sexo) e o 'Toc Toc', no qual Xuxa visita seus fãs. O primeiro é uma das coisas mais bobas e constrangedoras que eu já vi na TV. Uma mulher de 52 anos agindo como se fosse um pré-adolescente que se masturbou pela primeira vez na vida. Acho que já passou da hora de ficar fazendo piadinhas infantiloides sobre sexo, né? Já este outro quadro é extremamente cansativo e desinteressante, cujo objetivo parece ser enaltecer a imagem de Rainha dos Baixinhos da apresentadora. Quem aguenta toda semana ver algum velho fã da Xuxa gritando ao vê-la na porta de casa com tamanha rasgação de seda? É um tal de "Xuxa, eu te amo" pra cá, "Xuxa Rainha" pra lá, uma choradeira sem fim... Além disso, a Xuxa tem que parar de ser tão egocêntrica e querer ser sempre o foco da atração. Já pensou se a Marília Gabriela falasse só sobre ela em todas as entrevistas no finado De Frente com Gabi? Pois é isso que a Xuxa faz em seu programa. A loira fica sempre lembrando a toda hora quem é, o que já fez, do que gosta ou não gosta, o que pensa sobre todos os assuntos... Se você recebe convidados no auditório, é pra saber da vida do convidado e sobre coisas que o público ainda não sabe sobre ele, não é mesmo? Xuxa precisa falar menos e ouvir mais!


Vale lembrar que Mariozinho Vaz foi o diretor do TV Xuxa entre os anos de 2008 a 2011. E essa foi a melhor fase do último programa de Xuxa na Toda Poderosa. Exibido nas manhãs de sábado, o programa seguia aquele formato de "colcha de retalhos", mas com uma sucessão de quadros que divertiam bastante: 'Show de Babá', 'Meninos X Meninas', 'Papo X', 'Tempo de Baixinho', 'Estilista Revelação'... A atração só perdeu força quando saiu das manhãs e se mudou para as tardes do sábado. O formato vitorioso matinal não funcionou à tarde. Obviamente, as noites de segunda também pedem um formato diferente do que era o programa de Xuxa aos sábados de manhã, mas a boa fase deste período mostra que Mariozinho Vaz foi sim um bom diretor para Xuxa no passado.

Caberá agora a Ignácio Coqueiro, novo diretor-geral do Xuxa Meneghel, reinventar a loira mais uma vez. Em seu currículo, estão o Caldeirão do Hulck, na Globo, e a transformação do O Melhor do Brasil em Hora do Faro, na própria Record. O caso é que há quem diga que Xuxa é bastante participativa na condução do programa e nem sempre aceita sugestões da direção. E isso é um problema. Como já foi dito aqui, Xuxa precisa falar menos e ouvir mais. Precisa ser receptiva às mudanças e sugestões.

Em meio a tudo isso, surgiram rumores de que o caminho que a apresentadora poderia seguir é o SBT. Eu, particularmente, sempre achei que a Xuxa tem muito mais a cara do SBT do que da Record. Na emissora de Silvio Santos, ela teria a seu dispor o elenco da emissora dos Marinhos, uma vez que a relação entre SBT e Globo é mais que amigável. Deixo bem claro que isso é apenas boato, uma possibilidade que pode vir a acontecer ou não. Provavelmente, não. Na Globo, ela não bota os pés nunca mais. Então, se o seu futuro na Record não der certo, só lhe resta se aposentar da TV brasileira de uma vez por todas. Ou então continuar sendo enfiada na nossa goela abaixo. Afinal, se ainda existe espaço para "bombas" como Faustão, João Kléber e Daniela Albuquerque, porque excluir a Xuxa?


E você, caro leitor? Tem alguma solução para a Xuxa sair do limbo?


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