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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Os piores e inadequados títulos de novelas



Não sei vocês, mas todas as (poucas) vezes em que assisto A Lei do Amor me surge um questionamento na cabeça: o que tem a ver o título da trama com a história apresentada? Afinal, se houve alguma grande história de amor foi só lá nos capítulos iniciais, quando Pedro e Helô ainda eram vividos por Chay Suede e Isabelle Drummond. Desde que Claudia Abreu e Reynaldo Gianechinne assumiram os personagens, o casal protagonista virou coadjuvante dentro da sua própria história — não por culpa dos atores, que fique claro.

"Sagrada Família", o titulo original, expressava muito melhor do que "A Lei do Amor" o tema principal da novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Seria um título irônico, claro, pois não há nada de sagrado na família Leitão, em torno do qual gira toda a história — pelo contrário, é cheia de podres, segredos, traições e pra lá de conturbada. Magnólia (Vera Holtz), a grande vilã da história e matriarca dos Leitão, além de todos os seus inúmeros pecados, é hipócrita, pois tenta passar a imagem de beata e vive falando de Deus. Foi capaz de muitas monstruosidades. Tudo, segundo ela, pelo bem da sua família.

Este tipo de problema é muito mais comum do que se imagina na teledramaturgia. Confira abaixo outros títulos inadequados de novela (seja por não terem nada a ver com a trama ou por serem bizarros):

Amor à Vida — A novela expôs preconceito, vingança, dramas pesados, além de ter apresentado muitos personagens com desvio de caráter, que tinham amor a tudo — ao dinheiro, ao sexo, a vilania —, menos à vida. São peças que não se encaixavam. O nome mais apropriado para a trama seria "Em nome do pai", que chegou a ser cogitado inicialmente, mas preterido pouco depois. O título tinha consistência, afinal, Félix (Mateus Solano) foi capaz de praticar inúmeras monstruosidades por causa da rejeição de sofria de César (Antônio Fagundes). Porém, optaram por "Amor à Vida", que fez sentido apenas em relação ao momento em que Bruno (Malvino Salvador) achou Paulinha (Klara Castanho) na caçamba e salvou sua vida.

Avenida Brasil — O nome apenas fez uma referência ao atropelamento de Genésio (Tony Ramos), que morreu quando Tufão (Murilo Benício) o atingiu com seu carro na Avenida Brasil, o que desencadeou toda a história da trama. Porém, se formos analisar todo o contexto, o título não teve absolutamente nada a ver com a história de vingança de Nina (Débora Falabella) e muito menos com o Divino Futebol Clube.

Sangue Bom — A trama das sete abordava o mundo midiático e o conflito da protagonista Amora (Sophie Charlotte) entre o "ser" e o "ter". Essa situação servia para movimentar todos os núcleos e apresentava a temática de uma forma dramática e bem-humorada ao mesmo tempo. O título pouco tinha a ver com a história, a não ser pela bondade excessiva de Bento (Marco Pigossi) ou então pela real identidade de Amora, que, no fundo, bem lá no fundo, sempre teve um "sangue bom". Entretanto, partindo dessa premissa, o nome serviria para qualquer novela, uma vez que personagens bons sempre fazem parte de uma história, assim como os maus. Mas em se tratando do conjunto da obra, o nome não combinou.

Alto Astral — Alguém, em pleno 2014, ainda dizia que fulano é "mó alto astral"? Ou que achou tal festa "super alto astral"? Fora o título pra lá de ultrapassado, a novela explorava tramas envolvendo fantasmas e espíritos de forma leve e cômica — tudo a ver com "Búú", título original da trama que foi preterido.

Fina Estampa — A novela, teoricamente, faria uma discussão sobre o ser e o parecer, a partir do momento em que Griselda (Lilia Cabral) ficasse rica e adotasse uma "fina estampa", onde se questionaria se o que vale mais é a aparência ou o caráter — como bem sugeria a abertura e o título da novela. Mas isso não aconteceu. Aguinaldo Silva se perdeu em seu mote inicial e a trama descambou para o absurdo.

Salve Jorge — Glória Perez disse que o título provinha de uma saudação a São Jorge, santo que nasceu na antiga Capadócia, na Turquia — onde parte da história se passava —, e que era o padroeiro do protagonista, Théo (Rodrigo Lombardi), muito usada nas religiões afro-brasileiras — o que acabou gerando uma campanha de boicote de muitos evangélicos. Porém, São Jorge mais parecia um pano de fundo, pois não exerceu nenhuma grande importância para a história, que falava sobre o tráfico de pessoas.

Balacobaco — Desesperada com o fracasso de sua novela Máscaras, a Record chamou Gisele Joras para adiantar os trabalhos de sua nova produção, que se chamaria "Passado Próximo". Mas, desesperada como só ela, a Record decidiu mexer na sinopse da novela e resolveu colocar na nova trama tudo aquilo que não tinha em Máscaras, que era uma novela bem sombria. E foi assim que a emissora transformou o drama de Gisele Joras em uma novela de (pseudo) humor com nome cafona, o que, é claro, não deu muito certo. Se a expressão balacobaco significar samba do crioulo doido, posso afirmar que a novela teve um título certo.

Da Cor do Pecado — Longe de mim querer pagar de politicamente correto e sair problematizando tudo, mas o título da trama é uma expressão que faz a mesma associação de que negro é igual a negativo, só que de forma mais subliminar, não recorrendo a termos como negro ou preto. Ela é usada como elogio, porém, para quem é cristão, pecar não é nada positivo, ser pecador é errado e ter a sua pele associada ao pecado significa que ela é ruim. Portanto, é simplesmente uma ofensa racista mascarada de exaltação à estética, direcionada a mulheres negras — caso da protagonista da novela, Preta (Taís Araújo), literalmente.

Malhação — A novelinha já deixou de ter uma academia como cenário principal há anos.

Antonio Alves, Taxista — O ano era 1996 e o SBT, em uma atitude ousada, resolveu estrear três novelas em um só dia e uma delas era a cafona (não só no nome) Antônio Alves, Taxista, que trazia Fábio Jr. como o personagem-título. Mais cafona do que colocar o nome do personagem principal no título é acrescentar a ele a sua profissão. É como se Rock Story se chamasse "Gui Santiago, o rockeiro".

Pícara Sonhadora — Título que dispensa comentários, enche o mundo de piadas (alguém aí pensou em "pica sonhadora"?) e que só mesmo o Silvio Santos para ter gostado e aprovado um nome desses.

A impressão que fica é que os autores estão cada vez mais deixando o título de suas produções de lado. Claro que a história é a principal preocupação para quem a escreve, entretanto, o nome da mesma não pode ser apenas algo decorativo. Precisa sim se encaixar com o que é mostrado ao telespectador na telinha.

E vocês? Se lembram de algum outro título ruim ou/e inadequado de novela? Comenta aí!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Dicas para o Enem de acordo com as vilãs de novela



Atenção você, que vai fazer o ENEM, para as dicas valiosíssimas das vilãs de novela e boa sorte!


Soraya Montenegro: "Quem vai fazer prova de espanhol, sugiro assistir alguns episódios de Maria do Bairro pra dar aquela revisada";

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Lívia Marine: "Diga ao instrutor que quer ir no banheiro e quando estiver a sós com ele..."

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(G)Aline: "Leve cupcakes com aquele 'ingrediente especial' que eu sempre dou para o César e distribua para todos da sala".

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Flora: "Durante a prova, cante Beijinho Doce. Isso vai desestabilizar os seus concorrentes, que vão ficar com a música grudada na cabeça";



Maria Altiva: "Invoque o raio divino para arruinar a vida das outras quengas e garantir que Deus toque o coração do corretor";

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Irina: "Se te pegarem colando ou mexendo no celular, diga..."



Nazaré Tedesco: "Se inspirem no meu meme para fazerem as questões de exatas. E se tiver escada, já sabem o que fazer, né...";

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Rubi: "- Oi, o senhor é o instrutor?
-Sim.
-Então, tô com uma dúvida.
-Qual?
-Tá aqui na ponta da língua."

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Atena: "Use a melhor roupa para aparecer na TV e virar meme na internet quando chegar atrasado no portão da prova";

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Paola Bracho: "Deixe um beijo de batom vermelho no final da redação. Além de ser um diferencial e um mimo ao corretor, um beijo vale mais que mil palavras. Outra dica também é que, durante a prova, solte uma gargalhada macabra e diga bem alto "Mas que provinha mais fácil" para intimidar os concorrentes e mostrar quem é que manda!";

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Carminha: "Se não tirar uma pontuação boa, bote a culpa na Rita!";

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Norma: "Eu não preciso disso PORQUE EU SOU RICAAAAA".

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

10 profissionais globais que precisam urgentemente descansar a imagem


Quem é noveleiro de carteirinha como eu, sempre tem preferência por esse ou aquele ator. O mesmo acontece entre autores e diretores de novela. Esse chamego artístico, no entanto, é uma máxima que vem se intensificando nos bastidores de escalação de elenco. Não sei vocês, mas a repetição de elenco cada vez mais tem me cansado. Um personagem ainda está vivo na mente de todos e, menos de cinco meses depois, o seu intérprete já está de novo na telinha.

O repeteco de carinhas nas novelas bíblicas da Record é até justificado, afinal, o staff da emissora é bem reduzido quando comparado ao da Rede Globo. Em compensação, na Vênus Platinada, que possui um elenco numerosíssimo em todos os setores (dramaturgia, jornalismo...), é difícil engolir a repetição ininterrupta de determinados atores e atrizes em detrimento a muito profissional capacitado que fica excluído da escolha de casting para novelas e minisséries.


Confira alguns casos:

Giovanna Antonelli - Papel de uma golpista sexy? "Chamem a Antonelli!". Precisam de uma dona de casa que se descobre lésbica? "Liguem para a Antonelli!". Uma delegata lançadora de modismos? "Escalem a Antonelli!". Uma mocinha romântica jovem e brasileira com alma oriental? "Antonelli! Antonelli! Antonelli!". É assim que tem acontecido na Globo. Ela virou um curinga da teledramaturgia do canal. A atriz se molda aos mais variados perfis de personagens.

Rafael Cardoso - Saiu de um mocinho no horário das nove (Vicente, Império) para dois meses depois viver outro no das seis (Felipe, Além do Tempo); e agora já está no ar em Sol Nascente.

Thiago Leiffert - Acabou de estrear o programa Zero1 nas madrugadas de sábado (após o Altas Horas), mas também apresenta o The Voice Brasil (quinta-feira) e o É de Casa (nas manhãs de sábado). E, a partir de janeiro, estará à frente do BBB no lugar do Pedro Bial. Sério, já deu!

Cauã Reymond - Quem aí já está cansado de ver o ator vivendo sempre aquele mocinho revoltado/justiceiro/problemático/vingativo? É... Eu também! Só muda de nome e de trama!

Bruno Gagliasso - Assim como Cauã, é um dos galãs mais disputados pelos autores da Globo. O lado positivo é que este, ao menos, transita com destreza por papéis muito diferentes e diversificados entre si (homossexual, esquizofrênico, psicopata, serial killer, mocinho, etc).

Alexandre Nero - Enquanto Adriana Esteves e Mateus Solano ficaram quase três anos sem fazerem novelas após viverem, respectivamente, os inesquecíveis Carminha (Avenida Brasil) e Félix (Amor À Vida), o mesmo cuidado, porém, não foi tomado com Nero. Pouco mais de um mês após encerrar a marcante atuação em Império, começou a gravar A Regra do Jogo, com outro protagonista de peso. Antes, inclusive, o ator já tinha emendado Além do Horizonte com Império. Ou seja, nos últimos dois anos, o incansável Nero fez três novelas, uma quase colada na outra.

Camila Pitanga - Um dia encerrou Babilônia e já no outro começou a gravar Velho Chico com outra protagonista romântica no horário nobre. Sorte dela, que teve a oportunidade de se redimir da insuportável Regina junto ao público. Mas precisava mesmo de tamanha repetição?

Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine - Taí duas atrizes jovens (e talentosas) chamarizes de audiência que vivem emendando um trabalho após o outro, sem parar. Desde 2010, ambas não ficaram um ano sequer fora do vídeo.

Walcyr Carrasco - Uma verdadeira máquina de fazer novelas. Assim podemos defini-lo. Walcyr é o escritor mais requisitado do momento na Globo, que sempre encomenda várias novelas a ele (ao contrário do que ocorre com seus colegas, que têm um período de férias bastante longo quando terminam seus folhetins). No caso do escritor, é praticamente uma novela atrás da outra. E ele já está produzindo a sinopse de outra novela para meados de 2017, no horário das nove, hein...

EM TEMPO: Domingos Montagner, enquanto esteve vivo, assim como Nero, Murilo Benício e Rodrigo Lombardi (e José Mayer e Tarcísio Meira em outros tempos), Domingos foi uma das principais figuras masculinas galãs de meia-idade da Globo. Ele vinha numa crescente de papéis importantes na TV. Velho Chico foi seu auge. Pena que uma tragédia levou esse grande talento.

Que fique bem claro: nenhum desses atores citados tem culpa de serem desejados por tantos autores e diretores. A questão aqui é outra: o desgaste na imagem de atores que emendam um trabalho no outro, gerando uma indevida overdose de exposição no vídeo. Com intervalo mínimo entre um trabalho e outro, o ator pode não ter o tempo necessário para compor o novo personagem. Corre o risco de apresentar uma performance repetitiva. Há outro ponto a ser analisado também: a percepção do público. Acompanhar o mesmo ator em produções sequentes gera uma sensação de déjà-vu, uma reação emocional de já tê-lo visto em situação semelhante.

Descansar a imagem que é bom, parece que ninguém quer mais. Dar oportunidade a novas caras ou até mesmo aproveitar o contingente de profissionais que sempre se destacam em papeis coadjuvantes, também parece um caminho difícil para os responsáveis em escalar elenco.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

E quando a vida imita a arte?


Ferido, Santo (Domingos Montagner) é levado pelo Velho Chico

A morte de Domingos Montagner nesta quinta-feira (15) é uma infeliz coincidência de quando a vida imita a arte. O personagem Santo dos Anjos, vivido pelo ator na novela Velho Chico, chegou a ser dado como morto há alguns capítulos, quando sofreu um atentado e ferido por tiros, caiu no rio, sendo levado pelas místicas águas. Ensanguentado, abatido por três tiros, ele foi resgatado por uma tribo indígena, praticamente morto. Muito debilitado, Santo foi tratado pelos índios e conseguiu se recuperar e voltar para os braços de sua amada, Tereza (Camila Pitanga).

Mas na vida real, o final não foi nada feliz. Domingos Montagner tinha acabado de gravar cenas dos capítulos finais da novela e infelizmente, ao mergulhar no rio com a Camila Pitanga, foi levado pela forte correnteza e encontrado morto horas depois. Na vida real, nada foi possível fazer para salvar a vida de Domingos. As sete vidas perderam o Miguel. O sertão perdeu o Capitão Herculano. Grotas do Sul perdeu Santo. E nós perdemos um grande ator.



Relembre alguns casos em que a ficção ultrapassou as barreiras da realidade:

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Em Corpo a Corpo, Zezé Motta vivia um relacionamento inter-racial com Marcos Paulo. Ela, uma negra de classe média. Ele, um jovem galã branco de família rica. Mas não foi só na novela que a atriz sofreu com o preconceito. Corpo a Corpo ficou marcada pelo pior exemplo de racismo que já se viu na história da nossa televisão, pois parte dos telespectadores se revoltou contra esse romance. O ator, um dos homens mais bonitos da TV na época, chegou a receber ameaças por causa do papel. Nas cartas que enviavam para a central de atendimento da Globo, houve relatos de telespectadores dizendo que mudavam de canal porque não podiam acreditar "que um gato como o Marcos Paulo pudesse ser apaixonado por uma mulher preta horrorosa", que achavam que "o Marcos Paulo devia estar precisando muito de dinheiro para se humilhar a esse ponto" e chegando a fazer um abaixo-assinado pedindo que a personagem de Zezé Motta fosse morta na trama porque achavam um absurdo uma negra beijando um galã branco na TV.

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Muitos famosos acabam se rendendo aos encantos dos colegas de elenco e uma história de amor na ficção passa a vida real também. Débora Nascimento, por exemplo, acabou terminando um casamento para dar chance à química que sentiu ao contracenar com José Loreto em cenas tórridas em Avenida Brasil; que também formou outro casal, Murilo Benício e Débora Falabella (em algum momento na trama, Tufão se apaixonou por Nina). Entre muitos outros casos: Claudia Raia e Edson Celulari (Deus nos Acuda), Daniel de Oliveira e Sophie Charlotte (O Rebu), Nathalia Dill e Sérgio Guizé (Alto Astral), Letícia Spiller e Marcelo Novaes (Quatro por Quatro)...

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Toda a questão do problema do transplante e da doação de órgãos no Brasil abordado em De Corpo e Alma foi suplantado por um crime que chocou todo o país e gerou mudanças na Lei de Crimes Hediondos: a morte da jovem atriz Daniella Perez, filha da autora do folhetim, Glória Perez, assassinada pelo seu colega de elenco Guilherme de Pádua, na noite do dia 28 de dezembro de 1992. Os dois interpretavam um casal romântico da novela: Yasmin e Bira. 

No trágico dia, Daniella e Guilherme gravaram uma cena em que Yasmin dava um fora em Bira. Após a cena, o ator teve uma crise de choro nos bastidores, esmurrou o estúdio e procurou por Daniella no camarim. De acordo com as camareiras, ele entregou bilhetes à atriz, que não queria vê-lo. Segundo atores do elenco da novela, Guilherme assediava muito Daniella na esperança de que ela, sendo filha da autora, pudesse fazer com que ele ganhasse mais espaço na trama. Porém, pouco antes do crime, Guilherme ficou transtornado ao receber o roteiro dos próximos capítulos da novela e ver que seu papel no folhetim era cada vez menor e com poucas falas.

Após as gravações do dia 28, Guilherme saiu do estúdio e foi até Copacabana, onde morava com a esposa Paula, extremamente ciumenta em relação ao ator. Dez dias antes, Guilherme havia tatuado o nome da mulher no pênis, e ela tatuou o nome dele na virilha. Por volta das 21h, Daniella terminou de gravar e seguiu para o estacionamento com Guilherme. Após tirarem fotos com fãs, a atriz entrou em seu carro e saiu sozinha do estacionamento. Guilherme partiu em seguida. Pouco depois, Daniella parou para abastecer em um posto na avenida Alvorada. Quando a atriz saía do posto, teve seu carro fechado pelo de Guilherme. Os dois desceram do carro e Guilherme deu um soco no rosto de Daniella, que caiu desacordada. Dois frentistas testemunharam a agressão. Ele, então, colocou a atriz desacordada no banco de trás do seu carro, que passou a ser dirigido por Paula e partiram para um terreno baldio, onde o corpo de Daniella foi deixado com 18 perfurações provocados por Paula com uma tesoura que atingiram pulmão, pescoço e coração. Segundo as investigações, ela foi ferida dentro e fora do carro.

Mesmo abatida com a fatalidade, Glória conduziu a história até o fim. Durante os sete dias que seguiram ao crime, Gilberto Braga e Leonor Bassères assumiram a responsabilidade de escrever os capítulos e dar uma solução para o desaparecimento dos personagens. Depois de uma semana, Glória Perez retomou e aproveitou para incluir mais dois assuntos polêmicos na trama: a morosidade da Justiça e a inadequação do Código Penal. Ao final do primeiro capítulo sem Daniella Perez, os atores e o diretor Fábio Sabag prestaram uma homenagem à atriz com depoimentos gravados e a história prosseguiu. A saída de Yasmin da novela foi explicada com uma viagem de estudos. Já o personagem Bira simplesmente deixou de existir.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

10 coisas que quero ver na TV com a derrubada da Classificação Indicativa


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Não foi só a Dilma que caiu nesses últimos dias. O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou na quarta-feira passada (31/8) uma nova lei que muda tudo na classificação etária de conteúdo na televisão. A nova lei derruba a vinculação horária à classificação indicativa nas emissoras de TV aberta do Brasil. Quem quiser saber mais sobre isso, basta ler BEM AQUI. A classificação indicativa continuará presente ("Esse programa não é recomendado para menores de X anos"), mas as emissoras de TV não precisarão deixar de exibir um conteúdo por não atender essa classificação. Ou seja, as emissoras poderão exibir cenas mais ousadas de sexo e violência desde que avisem com antecedência ao telespectador a faixa etária de indicação das mesmas.

Esse derrubamento da censura disfarçada de classificação indicativa já pode ser considerada um dos maiores acertos dos últimos tempos. Sempre achei que quem não gosta de certo assunto, programa ou cena exibida na TV ou caso se sentir atingido ou ofendido por elas, tem a total liberdade de pegar o controle remoto e trocar de canal, sem essa imposição abusiva. Alô, alô, Família Brasileira: quem decide o que seus filhos podem ou não ver em frente a telinha e o que deve ou não entrar dentro dos vossos lares são os próprios pais e não as emissoras de TV! Cada um vê o que quer. A questão aqui é que, com essa nova lei, nasce a esperança de...

...que a porradaria do Casos de Família não seja cortada.




...que o DNA do Ratinho não tenha mais seguranças por motivos de barraco.


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...ver Flora matando o "velho babão" do Gonçalo em pleno horário da tarde.



...que a Soraya Montenegro possa pegar fogo em paz.


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...ver Laura Cachorrona apanhando da Maria Clara sem nenhum corte. 


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...que o povo de Malhação possa fazer coisas que adolescente faz (ou alguém realmente acredita que todo adolescente somente bebe suco e água?).


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...que um casal gay não seja transformado em dois amigos héteros na edição.


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...que as séries/novelas policiais de tiroteio da Record sejam reexibidas na íntegra na sua faixa vespertina (já quero o Rei do Torto e sua gangue de volta!!!).


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...que as novelas das seis e das sete possam tocar em assuntos mais espinhosos (Sete Vidas, por exemplo, ia ter incesto entre irmãos, mas tiveram que mudar).


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...NUDES NUDES NUDES NUDES NUDES NUDES!!!


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Meu Pedacinho de Teta: lembram do bafafá que deu?


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

35 lições valiosas que o SBT nos ensinou



Hoje comemoramos o aniversário de uma fábrica de lendas, verdadeira usina de ícones que permeiam o imaginário de quem é ou já foi criança. Você ainda não sabe do que estou falando? E quando eu cito o nome Sistema Brasileiro de Televisão? Pois é! O SBT está completando exatos 35 anos no ar! E é claro que vou homenagear esta data tão marcante, que simboliza a realização do maior sonho de Silvio Santos. Confira 35 lições valiosas que aprendemos com essa emissora que marcou a minha infância e foi responsável pela minha formação.

01. Notas de dinheiro podem cair do céu ou se transformarem em aviões;


02. Vovós, na verdade, podem ser homens maquiados;


03. Barras de ouro valem mais do que dinheiro;


04. As coisas mais simples da vida são as melhores e mais extraordinárias;



05. Não existe mulher feia, existe mulher que não conhece os produtos Jequiti;


06. Se o telefone tocar, não diga "alô". Diga "Alô Cristina";


07. Orfãs sabem cantar e dançar de maneira coreografada;


08. Para dublar uma música, deve se usar cabelo exótico, batom e pintura facial;


09. A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena;


10. Nada acontece no horário marcado. E pode sempre mudar. Sempre. Sempre mesmo;

11. Ligar pro número 40028922, abaixar o volume da nossa TV e escutar pelo telefone e berrar "PLAYSTATION PLAYSTATION PLAYSTATION" pode te dar só um Jogo da Vida mesmo;


12. Todas as sofredoras mexicanas se chamam Maria e sabem cantar;


13. Sempre há uma testemunha perigosa de nossas maldades, mas os mortos não falam;


14. Perguntas são passadas, repassadas e pagas.


15. Só uma mulher pode beijar em várias bocas sem ser preterida pela Família Brasileira;


16. Não há lugar melhor para resolver questões familiares e de DNA do que um estúdio de TV;


17. Gente da alta não se mistura com a gentalha;


18. Adultos se divertem pegando sabonetes em banheiras;


19. Ratos tem bigodes de seres humanos e sabem fazer café no bule;


20. Só um comercial da Jequiti pode ser mais rápido que a velocidade da luz;

21. Qualquer um pode cair numa pegadinha ou num trote um dia;


22. Todos nós somos rebeldes quando não seguimos os demais;


23. É possível ajudar e mudar a vida de muitas crianças mesmo sem ter muito;


24. Você pode passar anos assistindo os mesmos episódios repetidos, mas sempre vai rir;


25. Nada é mais importante que a exibição de Tom & Jerry;


26. Programas podem estrear, terminar ou ser reprisado a qualquer momento;

27. Uma porta pode esconder um prêmio ou uma decepção;


28. Se desobedecer o papai ou a mamãe, vai pro cantinho da disciplina;


29. Uma carreira no cinema pornô não fecha as portas para o mainstream cristão brasileiro;


30. Senhoras surdas tem a mente poluída;


31. Escola se escreve com a letra "I" e isqueiro com a letra "E";


32. Locutores e apresentadores não precisam mostrar o rosto;


33. Qualquer coisa pode ser classificada como "gracinha";


34. Existem outras Vias Lácteas além da galáxia;


35. Do mundo, não se leva nada. Vamos sorrir e cantar!

Esta é só uma pequena homenagem a uma das mais importantes e queridas formadoras da cultura pop brasileira, cujas lições valiosas foram muito mais do 35. Parabéns, SBT!

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