Não perca nenhum dos nossos posts

Mostrando postagens com marcador alto astral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alto astral. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Os piores e inadequados títulos de novelas



Não sei vocês, mas todas as (poucas) vezes em que assisto A Lei do Amor me surge um questionamento na cabeça: o que tem a ver o título da trama com a história apresentada? Afinal, se houve alguma grande história de amor foi só lá nos capítulos iniciais, quando Pedro e Helô ainda eram vividos por Chay Suede e Isabelle Drummond. Desde que Claudia Abreu e Reynaldo Gianechinne assumiram os personagens, o casal protagonista virou coadjuvante dentro da sua própria história — não por culpa dos atores, que fique claro.

"Sagrada Família", o titulo original, expressava muito melhor do que "A Lei do Amor" o tema principal da novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Seria um título irônico, claro, pois não há nada de sagrado na família Leitão, em torno do qual gira toda a história — pelo contrário, é cheia de podres, segredos, traições e pra lá de conturbada. Magnólia (Vera Holtz), a grande vilã da história e matriarca dos Leitão, além de todos os seus inúmeros pecados, é hipócrita, pois tenta passar a imagem de beata e vive falando de Deus. Foi capaz de muitas monstruosidades. Tudo, segundo ela, pelo bem da sua família.

Este tipo de problema é muito mais comum do que se imagina na teledramaturgia. Confira abaixo outros títulos inadequados de novela (seja por não terem nada a ver com a trama ou por serem bizarros):

Amor à Vida — A novela expôs preconceito, vingança, dramas pesados, além de ter apresentado muitos personagens com desvio de caráter, que tinham amor a tudo — ao dinheiro, ao sexo, a vilania —, menos à vida. São peças que não se encaixavam. O nome mais apropriado para a trama seria "Em nome do pai", que chegou a ser cogitado inicialmente, mas preterido pouco depois. O título tinha consistência, afinal, Félix (Mateus Solano) foi capaz de praticar inúmeras monstruosidades por causa da rejeição de sofria de César (Antônio Fagundes). Porém, optaram por "Amor à Vida", que fez sentido apenas em relação ao momento em que Bruno (Malvino Salvador) achou Paulinha (Klara Castanho) na caçamba e salvou sua vida.

Avenida Brasil — O nome apenas fez uma referência ao atropelamento de Genésio (Tony Ramos), que morreu quando Tufão (Murilo Benício) o atingiu com seu carro na Avenida Brasil, o que desencadeou toda a história da trama. Porém, se formos analisar todo o contexto, o título não teve absolutamente nada a ver com a história de vingança de Nina (Débora Falabella) e muito menos com o Divino Futebol Clube.

Sangue Bom — A trama das sete abordava o mundo midiático e o conflito da protagonista Amora (Sophie Charlotte) entre o "ser" e o "ter". Essa situação servia para movimentar todos os núcleos e apresentava a temática de uma forma dramática e bem-humorada ao mesmo tempo. O título pouco tinha a ver com a história, a não ser pela bondade excessiva de Bento (Marco Pigossi) ou então pela real identidade de Amora, que, no fundo, bem lá no fundo, sempre teve um "sangue bom". Entretanto, partindo dessa premissa, o nome serviria para qualquer novela, uma vez que personagens bons sempre fazem parte de uma história, assim como os maus. Mas em se tratando do conjunto da obra, o nome não combinou.

Alto Astral — Alguém, em pleno 2014, ainda dizia que fulano é "mó alto astral"? Ou que achou tal festa "super alto astral"? Fora o título pra lá de ultrapassado, a novela explorava tramas envolvendo fantasmas e espíritos de forma leve e cômica — tudo a ver com "Búú", título original da trama que foi preterido.

Fina Estampa — A novela, teoricamente, faria uma discussão sobre o ser e o parecer, a partir do momento em que Griselda (Lilia Cabral) ficasse rica e adotasse uma "fina estampa", onde se questionaria se o que vale mais é a aparência ou o caráter — como bem sugeria a abertura e o título da novela. Mas isso não aconteceu. Aguinaldo Silva se perdeu em seu mote inicial e a trama descambou para o absurdo.

Salve Jorge — Glória Perez disse que o título provinha de uma saudação a São Jorge, santo que nasceu na antiga Capadócia, na Turquia — onde parte da história se passava —, e que era o padroeiro do protagonista, Théo (Rodrigo Lombardi), muito usada nas religiões afro-brasileiras — o que acabou gerando uma campanha de boicote de muitos evangélicos. Porém, São Jorge mais parecia um pano de fundo, pois não exerceu nenhuma grande importância para a história, que falava sobre o tráfico de pessoas.

Balacobaco — Desesperada com o fracasso de sua novela Máscaras, a Record chamou Gisele Joras para adiantar os trabalhos de sua nova produção, que se chamaria "Passado Próximo". Mas, desesperada como só ela, a Record decidiu mexer na sinopse da novela e resolveu colocar na nova trama tudo aquilo que não tinha em Máscaras, que era uma novela bem sombria. E foi assim que a emissora transformou o drama de Gisele Joras em uma novela de (pseudo) humor com nome cafona, o que, é claro, não deu muito certo. Se a expressão balacobaco significar samba do crioulo doido, posso afirmar que a novela teve um título certo.

Da Cor do Pecado — Longe de mim querer pagar de politicamente correto e sair problematizando tudo, mas o título da trama é uma expressão que faz a mesma associação de que negro é igual a negativo, só que de forma mais subliminar, não recorrendo a termos como negro ou preto. Ela é usada como elogio, porém, para quem é cristão, pecar não é nada positivo, ser pecador é errado e ter a sua pele associada ao pecado significa que ela é ruim. Portanto, é simplesmente uma ofensa racista mascarada de exaltação à estética, direcionada a mulheres negras — caso da protagonista da novela, Preta (Taís Araújo), literalmente.

Malhação — A novelinha já deixou de ter uma academia como cenário principal há anos.

Antonio Alves, Taxista — O ano era 1996 e o SBT, em uma atitude ousada, resolveu estrear três novelas em um só dia e uma delas era a cafona (não só no nome) Antônio Alves, Taxista, que trazia Fábio Jr. como o personagem-título. Mais cafona do que colocar o nome do personagem principal no título é acrescentar a ele a sua profissão. É como se Rock Story se chamasse "Gui Santiago, o rockeiro".

Pícara Sonhadora — Título que dispensa comentários, enche o mundo de piadas (alguém aí pensou em "pica sonhadora"?) e que só mesmo o Silvio Santos para ter gostado e aprovado um nome desses.

A impressão que fica é que os autores estão cada vez mais deixando o título de suas produções de lado. Claro que a história é a principal preocupação para quem a escreve, entretanto, o nome da mesma não pode ser apenas algo decorativo. Precisa sim se encaixar com o que é mostrado ao telespectador na telinha.

E vocês? Se lembram de algum outro título ruim ou/e inadequado de novela? Comenta aí!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O Melhor da Dramaturgia em 2015



E os pontos positivos das novelas, séries, seriados ou minisséries de 2015 foram...


13º lugar: Cúmplices

Cúmplices De Um Resgate comprova que o SBT caminha para se tornar referência não só no Brasil, mas internacionalmente, em teledramaturgia infantil. Com qualidade ímpar em cenografia, figurino, maquiagem, iluminação e sonoplastia, o remake mexicano adaptado por Iris Abravanel é a melhor novela infantil da emissora no quesito produção. Mais adulta que Carrossel e Chiquititas, Cúmplices aborda temas como religião, sexualidade, troca de bebês e adoção, mas tudo isso de maneira leve, colorida e com bastante música. As atuações são corretas, nada surpreendente, mas coerentes com a proposta da novela. A direção de Reynaldo Boury capricha em detalhes e o texto de Iris Abravanel enriquece a versão brasileira, comparada ao original mexicano.

12º lugar: Mister Brau

Dois atores de muito talento e carisma, um ótimo texto e uma direção bem conduzida. Eis a receita para o sucesso de Mister Brau. Lázaro Ramos, como o personagem título, e sua mulher Taís Araújo, como a dançarina Michele, formam uma dupla muito afinada. Ele, em especial, está muito solto em cena e mostrando um lado musical muito forte. O humor de Jorge Furtado, que assina o roteiro final, e sua equipe é ácido e rápido, cheia de boas tiradas. Investindo na música e no glamour para falar sobre fama e tolerância, Mister Brau consegue fazer crítica social e divertir. Já espero ansiosamente a segunda temporada!

11º lugar: Malhação Sonhos

Falar de Malhação é um caso sério. A novelinha teen já exibiu uma avalanche de temáticas e histórias por mais de vinte anos que, involuntariamente, são novamente contadas, mas de um jeito diferente. Por isso, sempre há um grande risco de cair naquela repetição cansativa e deixar o público com a falsa impressão de que é mais do mesmo. Entretanto, os autores de Malhação Sonhos, Rosane Svartman e Paulo Halm, conseguiram construir uma história repleta de bons dramas, casais cativantes, ótimo elenco e personagens carismáticos. Recuperando o prestígio dos anos gloriosos, tendo sido um enorme sucesso nas redes sociais e deixando milhares de órfãos, Malhação Sonhos foi uma das melhores temporadas da novelinha teen de todos os tempos.

10º lugar: Alto Astral

Novela despretensiosa, que começou como quem não queria nada e foi me conquistando, mesmo repleta dos mais batidos clichês do folhetim: personagens maniqueístas, vilões doentios que se deram mal no final, amores impossibilitados, vinganças, duplas identidades, segredos do passado, disfarces, mistérios, a vida além da morte... Sem novidade alguma! Nada além de tudo já visto e esperado por uma novela. Entretanto, ainda que a sua proposta tenha sido cursar pela simplicidade e a leveza, foi bem produzida e dirigida, com bom elenco, roteiro bem escrito e um humor que levemente remeteu aos áureos tempos do horário das sete da década de 1980.

09º lugar: Trama central de A Regra do Jogo

A Regra do Jogo apresenta uma trama policial sólida e próspera, de tirar o fôlego. É, por excelência, uma novela de João Emanuel Carneiro, com todas as características já vistas em A Favorita e Avenida Brasil. Entre elas, o fato da história de amor ser menos importante e estar em segundo plano. No caso de A Regra, o que vale é a história policial. Entretanto, existe um abismo gigantesco entre a trama central e as paralelas "cômicas" da novela (todas desnecessárias e massantes), que acabam comprometendo seu resultado. A Regra do Jogo é uma boa novela. Tem na receita muito mais suspense e ação do que drama e romance, deixa o público intrigado e sedento por revelações e uma dinâmica inovadora muito parecida com a de seriados americanos. Como eu já disse milhões de vezes, se fosse uma série ou uma novela das 23h só focada na facção o resultado seria bem melhor.

08º lugar: Os Dez Mandamentos

Após anos acumulando tiros n'água, a Record finalmente encontrou seu rumo na teledramaturgia ao narrar, em formato de novela, a saga de Moisés. Mesclando fatos bíblicos e tramas próprias, a autora Vivian de Oliveira soube chamar a atenção do público para a versão desta tão conhecida história da Bíblia, que teve uma bela direção e produção e efeitos especiais convincentes. O resultado: a novela fez história ao ser líder de audiência por diversas vezes e bateu de igual para igual com a Globo em seu principal horário de novelas. Não é pouca coisa! Tudo bem que o texto era ruim, o elenco irregular e teve uma "barriga" gigantesca com várias enrolações e esticamentos. Mas que Os Dez Mandamentos foi o verdadeiro "furacão" de 2015, isso ninguém pode negar.

07º lugar: Pé na Cova

Pé na Cova voltou com tudo nesta quarta temporada. O melhor do seriado é o seu texto ácido e recheado de sarcasmo proferido por inúmeros personagens nada normais. E a poesia no final é linda. O seriado caminha muito bem nessa corda bamba entre o humor e o drama. Uma tragicomédia! O texto de Miguel Falabella ficou ainda mais inspirado, afiado e inteligente.
06º lugar: Amorteamo

Fazia tempo que eu não me apegava a uma série igual aconteceu com Amorteamo. A série mais parecia um filme e uma novela ao mesmo tempo. Com a mesma delicadeza que tratava do tema morte, ela também fazia os olhinhos brilharem quando o assunto era o amor. A Globo caprichou nessa série. Mesclando drama, comédia e fantasia, ela encantou com sua trama fantástica e uma estética lúdica e primorosa. Amorteamo foi um verdadeiro show de direção, fotografia, cenografia, produção e elenco.

05º lugar: Além do Tempo

A aposta da autora Elizabeth Jhin era ambiciosa: para falar sobre reencarnação, trabalha com duas fases distintas, separadas por um salto de mais de 100 anos no tempo. Uma ideia que daria muito certo ou muito errado. No caso, deu certo. A primeira fase de Além do Tempo, que se passava no século XIX, foi impecável e encantadora. Fora o cuidado, o capricho e a beleza do material com toda a bela produção que se via no ar, a novela foi capaz de prender o telespectador apesar da narrativa um pouco mais lenta. Era o chamado novelão! Na segunda fase, que se passa nos dias atuais, a novela deu uma caidinha, perdeu um pouco do ritmo e do encanto, embora ainda há muitos conflitos e mistérios e eles acabam gerando bons ganchos. De qualquer forma, Além do Tempo já entrou para a história da teledramaturgia por sua ousada passagem de tempo em que virou "duas novelas em uma".

04º lugar: Os Experientes

Com quatro histórias independentes ligadas pelo tema do envelhecimento, a série abriu espaço para um timaço de atores veteranos brilharem. Os Experientes conseguiu fazer uma boa combinação de direção, edição, texto, trilha sonora e elenco, tudo funcionando muito bem para contar histórias emocionantes, sem ser piegas, tratando de pequenos dramas com pitadas de humor e auto-ironia. Merecia mais episódios!

03º lugar: Felizes para Sempre?

As minisséries de janeiro da Globo são sempre esplendorosas. Taí Felizes Para Sempre? que não me deixa mentir. Sua principal marca foi a ousadia. E não me refiro só pelas cenas calientes, a recorrente nudez de Paolla Oliveira ou do sexo lésbico na cama de trampolim, mas pelos diálogos adultos e inteligentes, a direção ágil e a trilha sonora que misturava ritmos diversos. Existia audácia em cada sequência, algo que envolvia, absorvia o telespectador, o fazia se importar e se sentir imerso naquela realidade. A história também era pra lá de interessante. Retratar diferentes fases da união foi realmente um trunfo da produção, pois tornou o enredo dinâmico e não tendencioso. Inevitavelmente, o telespectador acabou se identificando com algum dos personagens, todos construídos de forma bem realista e coerente. Realmente, uma belíssima produção nacional.

02º lugar: Verdades Secretas

Sem dúvida nenhuma, Verdades Secretas foi o produto que mais gerou repercussão em 2015. Temas polêmicos, uma abordagem ousada, personagens carismáticos e infames e uma trama recheada de reviravoltas, que alcançou êxito em inovar e ao mesmo tempo criar um apelo popular. Uma novela que começou cheia de clichês e assim que o público foi fisgado, mostrou a que veio e, assim como os personagens, revelou suas verdades secretas. Sem firulas, a trama tocou fundo em temas como a prostituição no mundo da moda (o famoso "book rosa") e drogas, abusando de cenas fortes, impactantes e sensualidade, incluindo muitos nudes... E põe nudes nisso! O texto didático do autor não tirou o brilho de Verdades Secretas, uma trama forte e memorável que deu o que falar do início ao fim.

01º lugar: Sete Vidas


Uma poesia diária, uma aula de dramaturgia da mais altíssima qualidade. Essa foi Sete Vidas, a melhor novela do ano. Partindo de uma premissa das mais modernas (novas configurações familiares formadas com o encontro de meios-irmãos gerados a partir de um doador anônimo), Lícia Manzo trouxe a tona uma discussão muito pertinente nos dias atuais, mas pouco discutida. Seu grande mérito foi o texto delicado e sutil ao abordar um tema que poderia ser de difícil entendimento para o tradicional público do horário das seis. Também foi discutido o preconceito contra famílias formadas por casais do mesmo sexo, mas sem ser didático e levantar bandeiras, nem chocar a Família Brasileira. Sete Vidas emulava a realidade com abordagens verossímeis, mas, acima de tudo, era folhetim puro. Só que sem vilões e mocinhos, sem gente sendo morta, sem baixarias e sem mocinha sofrendo porque o grande amor da sua vida lhe abandonou. Tinha sim gente que errava e acertava, que amava e perdoava, gente um pouco boa e um pouco má, homens que botam os pés pelas mãos, mulheres que seguravam a barra da própria vida, assim como vemos na nossa família, nos nossos amigos, em todo lugar. Os personagens tinham alma, tinham vida e eram movidos pela emoção. Não é a toa que o público criou empatia, se envolveu e se identificou. As situações, conversas e discussões foram sempre exibidas de forma emocionante. #LíciaManzoNoHorárioDasNoveJá


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Fantástico Mundo das Aberturas Alternativas


Todo brasileiro é um pouco técnico de futebol e autor de novela, mas infelizmente não temos a oportunidade de mostrar nossas habilidades nessas funções. Quer dizer, alguns até conseguem. Diversos fãs de novelas aproveitam suas habilidades em programas de edição de vídeo (desde um Windows Movie Maker qualquer até modernas montagens feitas com o Sony Vegas) e colocam no Youtube versões alternativas de aberturas de novelas. Alguns buscam o elenco original e colocam em um vídeo que remeta à temática da novela, buscando imagens e uma música que orne com a proposta da trama. Outros nem se preocupam com isso e saem criando. O resultado é variável e algumas até enganam pelo profissionalismo. Selecionei algumas das melhores versões alternativas recentes e podem compartilhar nos comentários alguma outra que ficou faltando e vocês gostaram.


Abertura alternativa de A Regra do Jogo


Abertura alternativa de Império


Abertura alternativa de Amor A Vida



Abertura alternativa de I Love Paraisópolis



Abertura alternativa de Além do Tempo



Abertura alternativa de Alto Astral



Abertura alternativa para qualquer temporada de Malhação



Abertura alternativa de Verdades Secretas



Abertura alternativa de Babilônia



Abertura alternativa de O Rei do Gado



Abertura alternativa de Em Família



quinta-feira, 30 de julho de 2015

As 10 melhores novelas das sete dos últimos tempos


10º lugar: A Lua Me Disse


A dupla Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa retornou com uma comédia às sete da noite depois de Salsa e Merengue (1996). Muita cor, confusões, intrigas, ritmo frenético e dramas exagerados que provocam risos marcaram A Lua Me DisseCom uma pegada "neochanchada pop", a novela agradou crítica e público. Sua maior qualidade foi a trama bem amarrada e seu texto caprichado. A novela lembrou muito a fase de ouro de Silvio de Abreu e Jorge Fernando no mesmo horário nos anos 80. Com ingredientes parecidos com o de Abreu em Guerra dos Sexos (1983), Falabella recheou sua novela com um humor ao mesmo tempo inteligente e escrachado.


09º lugar: O Beijo do Vampiro


A ousadia de Antônio Calmon lhe rendeu um estrondoso sucesso em 1991 com a novela Vamp. A trama que falava de vampiros marcou a teledramaturgia e até hoje é lembrada. Em 2002, o autor resolveu reviver esta temática e escreveu O Beijo do Vampiro, que fez uma legião de fãs, conquistados com a nova geração vampiresca. A trama virou uma febre e teve até álbum de figurinhas. As crianças e os adolescentes da época foram os principais fãs do folhetim, que teve um grandioso elenco, personagens cativantes e uma história bem construída, repleta de ótimos efeitos especiais. Um enredo de amor, entremeado por elementos sobrenaturais, drama, humor e a clássica luta do bem contra o mal foram as principais marcas deste folhetim tão bem feito.


08º lugar: Uga Uga



Um estrondoso sucesso que revitalizou o horário das sete. Muita ação, correrias, tramas pra lá de inusitadas (um índio loiro, um ex-militar metido a super-herói, uma mocinha masculinizada) e o humor característico de Carlos Lombardi garantiram a sua alta audiência. Vale ainda mencionar o apelo sexual da novela, com corpos masculinos à mostra, moças com decotes avantajados e cenas pra lá de calientes que fizeram sucesso, principalmente entre os jovens. A bunda de Claúdio Heinrich ficou famosa na época e os personagens de Marcos Pasquim e Humberto Martins apareceram em 90% de suas cenas sem camisa. Tanta ousadia provocou polêmica com o Ministério Público, que chegou a classificar algumas cenas de impróprias para o horário.


07º lugar: Sangue Bom


Através de um texto irônico e divertido, Sangue Bom abordou de forma inteligente a busca pela fama e a necessidade de manter-se em evidência a qualquer custo, sem mérito e com o mínimo esforço, como crítica ao mundo das sub-celebridades. A novela apostou em seis jovens promissores atores como protagonistas, o que revelou-se uma escolha acertada. O texto bem amarrado, a direção firme, uma trilha sonora bacana, a citação a outras novelas, um time de coadjuvantes de peso que garantiu o suporte para os jovens atores e o entrosamento desse elenco fez com que tudo fluísse muito bem (apesar de não ter sido um grande sucesso).


06º lugar: Alto Astral



Novela despretensiosa, que começou como não quer nada e foi conquistando o público, repleta dos mais batidos clichês do folhetim: personagens maniqueístas, vilões doentios que se deram mal no final, amores impossibilitados, vinganças, duplas identidades, segredos do passado, disfarces, mistérios, a luta do bem contra o mal, vida além da morte... Sem novidade alguma! Nada além de tudo já visto e esperado por uma novela. Entretanto, bem produzida e dirigida, com bom elenco, roteiro bem escrito e com um humor que levemente remeteu aos áureos tempos do horário das sete na década de 1980, ainda que a sua proposta tenha sido cursar pela simplicidade e a leveza.


05º lugar: Ti Ti Ti


Um grande sucesso que cativou o público usando e abusando do humor que o horário das sete permite, dosado eficazmente com o drama em tramas que se complementavam. Maria Adelaide Amaral, então chamada para escrever uma novela, afirmou que não faria uma trama original, mas sim mais uma adaptação da obra de Cassiano Gabus Mendes, seu mestre, de quem já havia adaptado Anjo Mau em 1997. Desta vez, a autora escolheu Ti Ti Ti, sucesso de 1985, que na adaptação teve entrechos de outra trama de Cassiano: Plumas e Paetês, de 1980. Em comum, as duas novela tinham o mundo da moda como pano de fundo. Na nova versão de Ti Ti Ti, a autora misturou as novelas, criando novos núcleos e personagens e retirando outros das versões originais, tendo sido muito bem sucedida e parabenizada por essa sua mistureba.


04º lugar: Caras & Bocas



Walcyr Carrasco e Jorge Fernando repetiram mais uma dobradinha. Desta vez, com uma novela mais leve e divertida, ao contrário da pretensiosa experiência anterior da dupla no horário, Sete Pecados, que deixou muito a desejar. A novela trouxe algumas inovações importantes, como a crítica ao mercado de arte – através da presença de um macaco como gênio da pintura – e a questão da inclusão social, através de uma personagem cega. Caras & Bocas foi a primeira novela que teve um animal como personagem central, com uma trama exclusiva em torno dele. Com seu personagem irracional, Walcyr quis (e conseguiu) debochar da irracionalidade de certas avaliações no mundo das artes plásticas. E teve bastante êxito, tornando-se um sucesso de audiência.


03º lugar: Cheias de Charme



Um grande sucesso de audiência, marcado pelo humor, criatividade e originalidade. Em tempos em que personagens ricos já não protagonizam mais novelas sozinhos, a trajetória de sucesso das três empregadas domésticas virou um verdadeiro fenômeno de repercussão. Cheias de Charme teve o mérito de tirar proveito da internet, até pouco tempo considerada uma concorrente da TV aberta, transformando-a numa poderosa aliada. A novela foi pioneira na ação de transmedia com o lançamento do clipe das Empreguetes primeiro na internet, depois na novela. O hit Vida de Empreguete se tornou febre na época, ganhando milhões de visualizações na internet e estourando nas rádios de todo o país. Em breve, a história das Empreguetes vai virar filme!!! A indústria do entretenimento real misturou-se ao entretenimento da ficção. O colorido dos shows de tecnobrega e as músicas criadas especialmente para a novela deram o tom que o roteiro exigia.


02º lugar: Cobras e Lagartos


Um grande sucesso popular que causou uma verdadeira comoção entre o público. João Emanuel Carneiro vinha do estrondoso sucesso Da Cor do Pecado e recebeu a ingrata missão de reerguer o horário das sete, que estava em baixa com a antecessora, Bang Bang, um fiasco total. Cobras E Lagartos não só salvou o horário como também se tornou a segunda maior audiência das sete dos últimos tempos, perdendo apenas para Da Cor do Pecado (sente só o poder do JEC!).


01º lugar: Da Cor do Pecado


Primeira novela da Globo a ter um romance inter-racial como tema principal e uma protagonista negra. Com esses elementos, poderia se esperar que a trama fosse levantar polêmicas e discussões sobre o preconceito social e racial no país, mas isso não aconteceu. Da Cor do Pecado é a novela das sete mais assistida do século XXI e a segunda novela brasileira mais exportada da Globo, perdendo apenas para Avenida Brasil, também do mesmo autor, João Emanuel Carneiro.


sábado, 6 de junho de 2015

Alguns momentos recentes das novelas brasileiras que ~misteriosamente~ não chocaram os defensores da Tradicional e Conservadora Família Brasileira


O capítulo de estreia de Babilônia chegou com tudo enfiando os dois pés no peito do conservadorismo brasileiro colocando duas personagens lésbicas se beijando. E não são só lésbicas, mas são duas senhorinhas muito fofas interpretadas por Fernanda Montenegro e Nathália Timberg. Não tem como odiar, certo? Errado! O nível de chorume na página da Globo no Facebook era quase incalculável. Muita gente mesmo destilou preconceito disfarçado de opinião dizendo que aquilo era uma afronta, uma abominação e se perguntavam o que vai acontecer com as crianças que estavam vendo à novela (e que não deveriam, afinal a classificação etária está aí pra isso). A repercussão foi tão negativa que, devido ao boicote e a baixa audiência, a Globo promoveu trocentas mudanças na trama. Uma delas é que o personagem gay do Marcos Pasquim virou hétero de uma hora pra outra e essas duas senhorinhas citadas anteriormente não podem mais demonstrar nenhum tipo de contato físico, desde um beijo e carícias à um simples aperto de mão.



E eis que recentemente tivemos uma situação bem parecida com o que ocorreu no início de Babilônia. Essa propaganda acima da empresa de cosméticos O Boticário, em que várias pessoas - incluindo casais homossexuais - aparecem presenteando seus respectivos amados, foi alvo de muitas críticas negativas nas redes sociais e pedido de boicote à empresa. Houve até quem escrevesse no site de reclamações ReclameAqui pedindo a retirada da campanha publicitária do ar. Em nota, a companhia afirmou que incentiva "todas as formas de amor, independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual". Só que nem todos pensam assim. E adivinhem só quem é que está liderando esse boicote? Sim, ele mesmo: Silas Malafaia... Que olha só que coincidência! também liderou o boicote contra Babilônia pedindo que seus fiéis desligassem a TV durante a novela; e agora pede que seus fiéis não comprem nenhum tipo de produto da marca O Boticário:



Essa desnecessária mega polêmica - que dominou entre os assuntos mais buscados pelos brasileiros no Google na semana passada e chegou até a ocupar o primeiríssimo lugar nos Trends Topics Mundiais (assuntos mais comentados do twitter no mundo) - só reafirma o que eu disse aqui no nosso blog a alguns dias atrás de que a TV encaretou de uma forma terrivelmente absurda em nome dessa tal entidade que é a Tradicional e Conservadora Família BrasileiraComo não quero insultar os olhos desses leitores maravilhosos que nos acompanham diariamente na nossa page oficial do Eu Critico Tu Criticasdecidi mostrar algumas coisas que rolaram nas novelas e ~MISTERIOSAMENTE~ todas essas pessoas que demonstraram toda a sua hipocrisia e preconceito disfarçados de indignação coletiva e se incomodaram com um simples beijo lésbico ou um gay dando um presente para o seu amado no Dias dos Namorados não falaram um só piu:



A ~família brasileira~ não se chocou com I Love Paraisópolis quando Soraya tentou matar Margot, que estava em coma no hospital, tapando o fluxo de ar no tubo de respiração que mantinha a moça viva em pleno horário das sete... Das sete, pessoal!!!


Tampouco se importou quando o Comendador foi assassinado pelo próprio filho com um tiro nas costas no último capítulo de Império.


Essa entidade que é a ~família brasileira~ não achou uma abominação quando a Patrícia e o Michel se pegavam e faziam sexo selvagem em todo santo não tão santo assim capítulo de Amor A Vida nos mais diferentes locais: no elevador, pelos consultórios do hospital, no estacionamento, em provador de loja de roupa...


Também ninguém pensou nas crianças assistindo novela de noite e o quanto elas poderiam serem influenciadas quando a Marian, que é uma criança, tentou MATAR a Mili três vezes!!! Isso porque Chiquititas é uma novela infantil, hein...


A ~família brasileira~ deve ter achado super normal um homem casado com três mulheres, afinal de contas, bigamia no nosso país não é crime mesmo e o Cadinho nunca foi preso por ser bígamo em Avenida Brasil, não é mesmo?


Muito menos se chocou quando, em pleno horário da sete hora que todo mundo tá jantando, Marcos agrediu a esposa grávida e ameaçou estuprá-la em Alto Astral.


Mas, em compensação, a ~família brasileira~ achou abominável que duas senhorinhas se beijem e demonstrem todo o seu amor e carinho...


...Ou que duas pessoas do mesmo sexo que se amam se presenteiem!



Minha resposta ao Silas Malafaia:


sábado, 30 de maio de 2015

Além de Cheias de Charme


Todo dia acordo cedo, moro longe do emprego e quando volto do serviço quero meu sofá. É sempre cheia a condução, eu passou pano e encero o ch... Não, pera! Isso eu não faço porque sou redator e trabalho escrevendo. Mas, de qualquer forma, sinto muuuita falta da novela Cheias de Charme e tento matar minha saudade recitando diariamente aquele mantra que atende pelo nome de "Vida de Empreguete". Nessas fico pensando: o que será que aconteceu após o último capítulo? Por isso, preparamos um resumeco pra lá de especial com a continuação imaginária e fictícia da novela das sete mais amada dos últimos anos: Além de Cheias de Charme! Se prepara, hein...


Muitos anos depois, animadas com a PEC das empregadas domésticas, as Empreguetes se reuniram novamente em uma mansão muito rica, luxuosa e muito maior que a do BBB. O plano delas era formar um supergrupo que iria auxiliar as domésticas com pouca informação:


Peladas, peladas, nu com a mão no bolso Hu! Hu! Hu! Sem dinheiro para contratar as funcionárias porque a Globo é tão ~jênia~ que nunca pensou em disponibilizar por download as músicas das Empreguetes para faturar uma grana por fora, Penha (Taís Araújo) e suas amigas decidiram trabalhar elas mesmas solucionando as dúvidas das domésticas fictícias das novelas:


O sucesso foi tanto que elas passaram a receber até visitas de domésticas de toda a dramaturgia:


Todo o esclarecimento sobre tributações e direitos ofendeu diretamente a um grupo corroído pela inveja, pela ganancia e pelas duas aulas semanais de pilates: a Liga das Patroetes!



Graças ao cabeção da Cascacu, Chayene (Cláudia Abreu) consegue quebrar o muro e invade a mansão das Empreguetes. Felizmente, elas protegeram o direito às leis trabalhistas em uma luta ferrenha coreografada pelo Fly, aquele que animava as nossas tardes de sábado na Xuxa:



Derrotada, Chay chama sua arma secreta: a Mulher Mangaba (Ellen Roche)!



Mas a tentativa de fazer do "Solteirinha da Pompéia" em Sangue Bom um novo "Vida de Empreguete" foi tão flopada quanto a candidatura da Marina Silva nas eleições presidenciais de 2014! Mas Chay é brasileira, não desiste nunca e por isso chama sua mais nova miguxa para derrotar as empreguetes: Samantha Paranormal (Cláudia Raia) e seu "Tô oca, saaaaaaabe"!!!



Mas, por mais que Alto Astral tenha levantado a moral e a audiência do horário das sete, quem nasceu pra "Vida de Empreguete" jamais será "Tô oca, saaabe"! Mas Chay, não fica triste não. Você cantou com o Roberto Carlos e beijou o rei!!!



Você participou da comemoração dos 50 anos da Rede Globo. E as Empreguetes? Ehr... Não!



Então deixa essas desavenças pra lá e bora cantar todo mundo junto. Mas sem o Fabian (Ricardo Tozzi), por favor!!! Dá nos nervos o jeito caricato e aquela voz de playback dele pra cantar.



Ai meu Deus, que saudade das Empreguetes!!! Espero que o filme delas saia logo para matar essa minha vontade louca de dançar aquelas músicas deliciosamente bregas...



Poderá gostar também de

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...