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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Os piores e inadequados títulos de novelas



Não sei vocês, mas todas as (poucas) vezes em que assisto A Lei do Amor me surge um questionamento na cabeça: o que tem a ver o título da trama com a história apresentada? Afinal, se houve alguma grande história de amor foi só lá nos capítulos iniciais, quando Pedro e Helô ainda eram vividos por Chay Suede e Isabelle Drummond. Desde que Claudia Abreu e Reynaldo Gianechinne assumiram os personagens, o casal protagonista virou coadjuvante dentro da sua própria história — não por culpa dos atores, que fique claro.

"Sagrada Família", o titulo original, expressava muito melhor do que "A Lei do Amor" o tema principal da novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Seria um título irônico, claro, pois não há nada de sagrado na família Leitão, em torno do qual gira toda a história — pelo contrário, é cheia de podres, segredos, traições e pra lá de conturbada. Magnólia (Vera Holtz), a grande vilã da história e matriarca dos Leitão, além de todos os seus inúmeros pecados, é hipócrita, pois tenta passar a imagem de beata e vive falando de Deus. Foi capaz de muitas monstruosidades. Tudo, segundo ela, pelo bem da sua família.

Este tipo de problema é muito mais comum do que se imagina na teledramaturgia. Confira abaixo outros títulos inadequados de novela (seja por não terem nada a ver com a trama ou por serem bizarros):

Amor à Vida — A novela expôs preconceito, vingança, dramas pesados, além de ter apresentado muitos personagens com desvio de caráter, que tinham amor a tudo — ao dinheiro, ao sexo, a vilania —, menos à vida. São peças que não se encaixavam. O nome mais apropriado para a trama seria "Em nome do pai", que chegou a ser cogitado inicialmente, mas preterido pouco depois. O título tinha consistência, afinal, Félix (Mateus Solano) foi capaz de praticar inúmeras monstruosidades por causa da rejeição de sofria de César (Antônio Fagundes). Porém, optaram por "Amor à Vida", que fez sentido apenas em relação ao momento em que Bruno (Malvino Salvador) achou Paulinha (Klara Castanho) na caçamba e salvou sua vida.

Avenida Brasil — O nome apenas fez uma referência ao atropelamento de Genésio (Tony Ramos), que morreu quando Tufão (Murilo Benício) o atingiu com seu carro na Avenida Brasil, o que desencadeou toda a história da trama. Porém, se formos analisar todo o contexto, o título não teve absolutamente nada a ver com a história de vingança de Nina (Débora Falabella) e muito menos com o Divino Futebol Clube.

Sangue Bom — A trama das sete abordava o mundo midiático e o conflito da protagonista Amora (Sophie Charlotte) entre o "ser" e o "ter". Essa situação servia para movimentar todos os núcleos e apresentava a temática de uma forma dramática e bem-humorada ao mesmo tempo. O título pouco tinha a ver com a história, a não ser pela bondade excessiva de Bento (Marco Pigossi) ou então pela real identidade de Amora, que, no fundo, bem lá no fundo, sempre teve um "sangue bom". Entretanto, partindo dessa premissa, o nome serviria para qualquer novela, uma vez que personagens bons sempre fazem parte de uma história, assim como os maus. Mas em se tratando do conjunto da obra, o nome não combinou.

Alto Astral — Alguém, em pleno 2014, ainda dizia que fulano é "mó alto astral"? Ou que achou tal festa "super alto astral"? Fora o título pra lá de ultrapassado, a novela explorava tramas envolvendo fantasmas e espíritos de forma leve e cômica — tudo a ver com "Búú", título original da trama que foi preterido.

Fina Estampa — A novela, teoricamente, faria uma discussão sobre o ser e o parecer, a partir do momento em que Griselda (Lilia Cabral) ficasse rica e adotasse uma "fina estampa", onde se questionaria se o que vale mais é a aparência ou o caráter — como bem sugeria a abertura e o título da novela. Mas isso não aconteceu. Aguinaldo Silva se perdeu em seu mote inicial e a trama descambou para o absurdo.

Salve Jorge — Glória Perez disse que o título provinha de uma saudação a São Jorge, santo que nasceu na antiga Capadócia, na Turquia — onde parte da história se passava —, e que era o padroeiro do protagonista, Théo (Rodrigo Lombardi), muito usada nas religiões afro-brasileiras — o que acabou gerando uma campanha de boicote de muitos evangélicos. Porém, São Jorge mais parecia um pano de fundo, pois não exerceu nenhuma grande importância para a história, que falava sobre o tráfico de pessoas.

Balacobaco — Desesperada com o fracasso de sua novela Máscaras, a Record chamou Gisele Joras para adiantar os trabalhos de sua nova produção, que se chamaria "Passado Próximo". Mas, desesperada como só ela, a Record decidiu mexer na sinopse da novela e resolveu colocar na nova trama tudo aquilo que não tinha em Máscaras, que era uma novela bem sombria. E foi assim que a emissora transformou o drama de Gisele Joras em uma novela de (pseudo) humor com nome cafona, o que, é claro, não deu muito certo. Se a expressão balacobaco significar samba do crioulo doido, posso afirmar que a novela teve um título certo.

Da Cor do Pecado — Longe de mim querer pagar de politicamente correto e sair problematizando tudo, mas o título da trama é uma expressão que faz a mesma associação de que negro é igual a negativo, só que de forma mais subliminar, não recorrendo a termos como negro ou preto. Ela é usada como elogio, porém, para quem é cristão, pecar não é nada positivo, ser pecador é errado e ter a sua pele associada ao pecado significa que ela é ruim. Portanto, é simplesmente uma ofensa racista mascarada de exaltação à estética, direcionada a mulheres negras — caso da protagonista da novela, Preta (Taís Araújo), literalmente.

Malhação — A novelinha já deixou de ter uma academia como cenário principal há anos.

Antonio Alves, Taxista — O ano era 1996 e o SBT, em uma atitude ousada, resolveu estrear três novelas em um só dia e uma delas era a cafona (não só no nome) Antônio Alves, Taxista, que trazia Fábio Jr. como o personagem-título. Mais cafona do que colocar o nome do personagem principal no título é acrescentar a ele a sua profissão. É como se Rock Story se chamasse "Gui Santiago, o rockeiro".

Pícara Sonhadora — Título que dispensa comentários, enche o mundo de piadas (alguém aí pensou em "pica sonhadora"?) e que só mesmo o Silvio Santos para ter gostado e aprovado um nome desses.

A impressão que fica é que os autores estão cada vez mais deixando o título de suas produções de lado. Claro que a história é a principal preocupação para quem a escreve, entretanto, o nome da mesma não pode ser apenas algo decorativo. Precisa sim se encaixar com o que é mostrado ao telespectador na telinha.

E vocês? Se lembram de algum outro título ruim ou/e inadequado de novela? Comenta aí!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Walcyr Carrasco: o Rei da Versatilidade e da Audiência



Uma máquina de fazer novelas. Assim podemos definir Walcyr Carrasco. O mais versátil dos autores da atualidade, já escreveu para todas as faixas de novelas e conseguiu emplacar sucessos em todos os horários. Tanto que é um dos escritores mais requisitados da Globo, que sempre encomenda várias novelas a ele, ao contrário do que ocorre com seus colegas, que têm um período de férias bastante longo quando terminam seus folhetins. No caso do escritor, é praticamente uma novela atrás da outra.



A primeira novela dele foi no SBT, quando escreveu Cortina de Vidro (1989). Na década de 90, foi para a TV Manchete, onde escreveu três minisséries: Rosa dos Rumos (1990), Filhos do Sol (1991) e O Guarani (1991). Mas seu grande sucesso mesmo na extinta emissora foi a polêmica Xica da Silva (1996), que o despontou como autor. O folhetim era extremamente forte e, apostando alto no erotismo, trouxe de volta à Rede Manchete o segundo lugar no ranking de audiência da televisão, fazendo com que a extinta emissora recobrasse seu prestígio depois de anos de crise (pena que, dois anos depois, faliu). Xica da Silva foi uma novela empolgante, caprichada, sensual, realista e não poupou em cenas de violência explícita. São inúmeras as sequências de assassinatos, execuções, torturas e até mesmo bruxarias. Vários foram os destaques do elenco. Além de Taís Araújo, a primeira protagonista negra da história da nossa teledramaturgia, revelada nessa novela, destacou-se também Drica Moraes, ao interpretar a diabólica vilã Violante, um papel marcante e o melhor da carreira da atriz.



Vale lembrar que Walcyr assinou a obra sob o pseudônimo de Adamo Rangel, pois era contratado do SBT na época. Descoberto, Silvio Santos obrigou Carrasco a escrever uma novela para o SBT, como punição: Fascinação (1998). Com o estilo de novelas mexicanas melodramáticas e filmes água com açúcar, a novela teve uma boa audiência: 10 pontos, quando se esperava 7. Parece pouco, mas competia com a novela das nove, Torre de Babel, em sua fase de rejeição com o público (leia aqui).



Já em 2000, o autor foi contratado pela Globo, onde está até hoje. Sua estreia foi em grande estilo. Ele simplesmente escreveu, em parceria com Mário Teixeira, um dos maiores e mais lembrados sucessos das seis: O Cravo e a Rosa, comédia romântica leve e divertida que alavancou a audiência no horário das seis como poucas vezes se viu. Baseada no clássico A Megera Domada, de William Shakespeare, a trama conquistou o público e foi brilhantemente protagonizada por Adriana Esteves e Eduardo Moscóvis. Catarina e Petruchio eram um casal apaixonante e hilário. Ney Latorraca, Maria Padilha, Drica Moraes, Luís Mello, Pedro Paulo Rangel, Suely Franco, Eva Todor, Sueli Franco e Taumaturgo Ferreira, entre outros do elenco, também mostraram um ótimo lado cômico em cena.

Depois desse grande acerto, o autor teve seu primeiro tropeço na carreira. Um dos poucos. Talvez, o único. Empolgada com o êxito da primeira novela dele na emissora, a Globo encomendou logo outro trabalho e veio, em 2001, A Padroeira. O tema central foi a devoção à imagem de Nossa Senhora da Aparecida, encontrada por pescadores. Mas a história morna foi rejeitada pelo público e teve baixa audiência. Sofreu inúmeras modificações na história e na personalidade dos personagens. Parte do elenco original saiu e novos personagens foram criados para dar mais "vida" à história. Reformulada por completo, apresentou uma ligeira melhora no Ibope, mas terminou como um fiasco.

Em 2002, ele foi chamado às pressas para assumir a péssima Esperança, que estava naufragando o horário nobre. Conseguiu melhorar os índices com as alterações no roteiro, mas não fez milagre.



Foi apenas em 2003 que Walcyr fez as pazes com o sucesso com um acerto e tanto. Novamente de volta ao horário das seis, o autor escreveu a deliciosa Chocolate com Pimenta. O folhetim esteve nas alturas e é o segundo maior Ibope do horário das 18 horas desse século. Vários fatores contribuíram para o sucesso: um par de atrizes jovens, bonitas e talentosas nos postos de heroína e vilã (Mariana Ximenes e Priscila Fantin, respectivamente), veteranos de renome em papéis cômicos, uma excelente reconstituição de época e a direção inspirada de um especialista em humor, Jorge Fernando, marcando o início da boa parceira com o Walcyr. Esta foi também a primeira trama do escritor que abusou das guerras de comida, virando uma de suas marcas principais em histórias mais leves.



Dois anos depois, Walcyr conseguiu superar a si mesmo. Isso porque, se mantendo na faixa das 18h, escreveu o maior fenômeno do horário do século: Alma Gêmea (2006). Sua audiência foi estrondosa, já que ultrapassava a audiência da catastrófica novela das sete, Bang Bang, e, vez ou outra, a novela das nove, Belíssima. Assim como Chocolate com Pimenta e O Cravo e a Rosa, era ambientada nos anos 20 e arrebatou o público com uma trama espírita folhetinesca ao extremo (uma mocinha muito sofredora, vilãs muito más e núcleos cômicos bem divertidos) e de grande apelo popular. Destaque para as vilãs vividas por Ana Lúcia Torre e Flávia Alessandra, Débora e Cristina, mãe e filha. Alma Gêmea consagrou de vez Walcyr como autor de novelas e lhe rendeu a fama de ser o Rei das Seis.



A princípio, parecia que Walcyr ficaria limitado ao horário. Mas logo foi transferido para a faixa das sete, como experimentação. Não deu certo inicialmente. Sete Pecados (2007), cujo enredo era voltado para os sete pecados capitais, foi uma novela problemática e ele ainda teve um bloqueio criativo, pedindo ajuda ao colega Silvio de Abreu. A trama não foi um fracasso, mas passou longe de ser um sucesso. Parecia que o escritor não tinha se adaptado bem ao novo desafio. Porém, sua versatilidade começou a ser exposta dois anos depois. De narrativa rápida e humor escrachado, Caras & Bocas (2009) foi um dos maiores sucessos da faixa das 19h e, na época, chegou a ter mais audiência que Viver a Vida, a novela das nove. O autor ousou ao colocar um macaco como protagonista (Xico) e conquistou o telespectador com uma gama de personagens atrativos e carismáticos.



Em 2011, o autor emplacou outro sucesso, após um início conturbado. Morde & Assopra tinha uma proposta ousada, mostrando que o escritor nunca teve medo de sair da mesmice. O pano de fundo era o avanço da ciência, através do personagem Ícaro (Mateus Solano), que construía vários robôs, incluindo um clone da sua esposa desaparecida, e a pesquisa de arqueólogos em busca de fósseis de dinossauros. A trama enfrentou problemas de audiência no começo, mas, após algumas pequenas mudanças, o folhetim caiu nas graças do público. Muito por causa do carisma da doce e ignorante Dulce (vivida magistralmente por Cássia Kiss), que virou, praticamente, a protagonista da história.



Depois de ter emplacado sucessos da faixa das seis e das sete, o autor foi escolhido para escrever o remake de Gabriela (2012), a segunda novela da, até então, nova faixa das onze. Missão novamente cumprida com sucesso. A produção foi um grande acerto e teve boa repercussão. Walcyr imprimiu à esta adaptação suas marcas registradas: diálogos ferinos e espirituosos, frases no imperativo, personagens caricatos em situações engraçadinhas, camas quebradas, tortas na cara, etc. Até um bichinho de estimação arrumou para Gabriela (Juliana Paes). Ao mesmo tempo, Gabriela teve cenas densas, seja pela violência ou pela emoção. O elenco de primeira e a direção primorosa de Mauro Mendonça Filho ajudaram bastante. Uma bela novela, bela de se ver, numa produção requintada.


E eis que, em 2013, Walcyr Carrasco, finalmente, recebeu o premio de escrever uma novela das nove: Amor À Vida, que apresentou o primeiro beijo gay entre homens na história da teledramaturgia. Um sucesso que divide opiniões. Os meses iniciais de Amor À Vida foram movimentados. A atração causou espanto pela direção que imprimiu agilidade na narrativa e pelas tomadas de tirar o fôlego. Mas logo a novela entrou no ritmo normal de um tradicional folhetim do autor, com todas as qualidades, vícios e problemas característicos do novelista. Só não teve torta na cara! Aliás, falando em problemas, é bom lembrar que Walcyr Carrasco possui um grande defeito que incomoda até mesmo em seus maiores sucessos: o texto didático, cujos diálogos são artificiais demais e lembram muito jograis, com muita recitação teatral. E ai de quem não declamar o texto exatamente como está escrito no roteiro! O autor tem a fama de ser vingativo com os atores que colocam "cacos" no seu texto e é totalmente avesso ao improviso. Não é a toa que o seu sobrenome é carrasco, né?


De volta ao horário das onze, Walcyr escreveu a polêmica Verdades Secretas, novela de maior repercussão e audiência do horário, chegando a alcançar 30 pontos em plena madrugada, sucesso absoluto nas redes sociais. Sem dúvidas nenhuma, foi o maior sucesso de 2015, fazendo o público ir dormir mais tarde para acompanhar os nudes e as verdades secretas de personagens amorais em uma ousada história de um homem que se casa com uma mulher apenas para ser amante da filha dela. O submundo da moda serviu como pano de fundo para discutir temas como prostituição de luxo (o chamado book rosa), drogas, bissexualidade e alcoolismo de forma primorosa e chocante.



Depois de dois sucessos seguidos no horário nobre, muitos autores se sentiriam rebaixados se fossem escalados para um horário menos nobre como o das 19h e 18h. O que é uma grande besteira. Autor bom de verdade escreve novela boa em qualquer horário. E Walcyr não se incomoda com isso. Tanto é que, em menos de quatro meses desde o fim de Verdades Secretas, já voltou para o ar com mais uma comédia leve e romântica dos anos 20 aos moldes de O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta e Alma GêmeaEta Mundo Bom! já é a maior audiência das seis desde 2010 e, apesar de ainda ter um longo caminho pela frente, ao que indica, será mais um sucesso para a carreira do autor.

A imensa versatilidade de Walcyr Carrasco é incontestável. O autor é o único que transita com maestria por diferentes universos e estilos, seja rurais ou urbanos, comédias ou dramas, de época ou contemporâneas, pesadas ou leves, das 23h ou das 18h, da Globo ou não. Com uma coleção diversificada de sucessos e personagens que caíram na boca do povo, o autor é o verdadeiro coringa da Globo, principalmente em tempos de dificuldades de audiência. Sua capacidade para criar novas histórias, em um curto intervalo de tempo, impressiona muito. Que bom seria se todos os autores fossem assim. Adoraria, por exemplo, ver um João Emanuel Carneiro da vida escrevendo de novo uma novela das sete, um Manoel Carlos novamente no horário das seis, ou um Aguinaldo Silva e uma Glória Perez se aventurando numa novela das onze... Nem sempre a novela das nove é a melhor.

Vida longa ao Walcyr Carrasco!


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Retrospectiva Especial | 1 ano de Eu Critico Tu Criticas



Há um ano atrás, o Eu Critico Tu Criticas nascia. Desde pequeno, eu sempre fui fã de televisão, principalmente de novelas. Me lembro  que aos nove anos de idade eu tinha um caderno onde criava minhas próprias novelas e catalogava tudo o que assistia na televisão. Com a Internet, meus registros novelísticos e minhas opiniões sobre o que acontece na TV brasileira migraram para a rede. No finado Noveleiros de Plantão, famoso grupo de novelas no facebook no qual participei desde 2012, sempre fui uma figura conhecida e polêmica. Alguns, inclusive, me chamavam de Téo Pereira (aquela jornalista bicha má interpretada por Paulo Betti em Império), por sempre destilar o meu veneno com bom humor. Minha fama no grupo foi crescendo tanto que colecionei muitas amizades (algumas inimizades também, confesso) que pediam para eu criar mais posts e até sugeriram que eu criasse um site. Na época, eu estava bastante atarefado tendo que conciliar escola e cursinho preparatório. Até que, finalmente, no dia 4 de fevereiro de 2015, o Eu Critico Tu Criticas saiu do papel e foi lançado oficialmente no facebook. O negócio cresceu tanto que dois meses depois criei esse blog para poder falar sobre a TV de forma mais aprofundada, já que não dá para criar textos enormes em um post de facebook. E para ter mais cliques, é claro, afinal, não me chamam de Téo Pereira a toa.

Um anos depois, não sei o quanto que estou agradando, mas estou muito contente e me esforço diariamente para trazer aos leitores matérias e notícias comentadas de uma forma mais descontraída e menos didática. Não tenho palavras para agradecer as leituras e compartilhadas de vocês (são mais de três mil curtidas no facebook e mais de mil visualizações por dia no blog), fora os comentários sempre inspirados (mesmo os que me mandam tomar naquele lugar onde não bate sol ou vivem me acusando). E para que essa matéria pareça ainda mais uma autobajulação, vamos relembrar nossas matérias mais antigas e memoráveis. Vai que você não leu e decide dar mais cliques...


Essa matéria deu o que falar e me rendeu meus primeiros cliques. Os comentários viraram um campo de guerra. De um lado, os fãs do Comendador acusando a Maria Marta de ser uma pilantra. Do outro, os fãs da Maria Marta acusando o Comendador de ser um canalha. E esse redator que vos fala rindo de tudo isso. Relembre aqui.




Esse infográfico explicou direitinho toda a trama de Felizes para Sempre?.



O Brasil estava passando por uma crise hídrica histórica há algum tempo atrás e nós descobrimos quem foi a grande culpada disso. Relembre aqui.




O Eu Critico Tu Criticas surgiu beeeeeem depois de Amor A Vida, mas nem por isso deixamos de falar dos seus profissionais nada corretos. Relembre aqui.




Quem foi que disse que as novelas mexicanas são todas caretas, cafonas e antiquadas? O Eu Critico Tu Criticas provou o contrário! Relembre aqui.




Se você está precisando de uma empregada, aqui tem as melhores candidatas.




Relembre nossa homenagem a Raposa Loira e Felpuda aqui.




E quando eu achei que Babilônia seria um novelão? Fui trouxa! Relembre aqui.



Se você quer matar sua inimiga queimada, leia essa matéria bem aqui. Mas se for presa depois ou acabar morrendo, não venha colocar a culpa em mim, viu?



José Pedro? Que nada! O verdadeiro Fabrício Melgaço em Império foi a Maria Marta. É verdade! E o Eu Critico Tu Criticas provou isso bem aqui.



Lembram do "Gugu na Minha Cela", onde ele entrevistava presos famosos? E se o Gugu entrevistasse os personagens presidiários das novelas? Confira aqui.



Nem toda mocinha é songamonga e desperta a nossa antipatia. Relembre aqui.




Nossa primeira matéria no blog foi sobre a icônica cena de Maria do Bairro em que Soraya Montenegro surta com tudo mundo. Relembre aqui.




Relembre nosso TOP 10 com as mães mais desnaturadas da telinha bem aqui.



Relembre aqui nossa linha do tempo das novelas sobre os 50 anos da Globo.



Relembre aqui uma época quando eu ainda defendia e brincava com Babilônia.



As vilãs reais de Lícia Manzo. Veja aqui.



E se os personagens de Amor A Vida fossem mutantes? Confira aqui.



Relembre a novela da vida real da nossa eterna La Usurpadora bem aqui.



Relembre aqui as vilãs das nove que prometiam muito e entregaram pouco



7 sucessos do passado que flopariam hoje em dia: veja aqui.



Relembre os protagonistas songomongos de Sete Vidas bem aqui.



A Favorita vs Avenida Brasil? Qual é a melhor? Decida aqui.



Não é só de Helenas que vivem as novelas do Manoel Carlos. Relembre as filhas ingratas e mimadas das Helenas bem aqui.



Cobras & Lagartos foi uma novela maravilhosa e um dos seus principais atrativos foi o duelo pra lá de divertido entre Leona e Ellen, duas vilãs loiras, incríveis e memoráveis. Mas qual das duas foi a melhor? Isso você confere bem aqui.



Verdades Secretas foi, sem dúvida nenhuma, a novela que eu mais gostei de comentar porque tinha bafão todo dia e sempre rendia muitos cliques. E uma das minhas resenhas mais famosas e polemicas da trama foi essa aqui.



Se os mexicanos tem a Trilogia das Marias da Thalía, nós brasileiros temos é a Trilogia das Mocinhas Songamongas interpretadas pela Paola Oliveira. Mas qual das suas três protagonistas foi a mais chata? Vem conferir aqui.



Vítima ou algoz? Chegou a hora do juízo final para a Angel de Verdades Secretas e ainda dá tempo de você dar a sua sentença bem aqui.



EXTRA! Confira aqui o final inédito de Verdades Secretas que não foi ao ar!



Relembre aqui o dia em que as pragas do Egito assombraram o Projac.



Será que acertamos as teorias da novela? Relembre aqui.


Aos invejosos de plantão, aviso que o Eu Critico Tu Criticas segue firme e forte na missão de divertir e informar sobre o mundo da TV e, se Deus quiser, ainda teremos mais dois, três, mil anos pela frente. Não poderia aqui escrever todos os nomes dos nossos leitores mais fiéis porque são muitos e do jeito que a minha memória é ~ótima~ acabaria esquecendo de muita gente. Por isso, pra você que lê, curte, comenta ou compartilha o Eu Critico Tu Criticas todos os dias, o meu muito obrigado!!!



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Deu ruim na passagem de tempo!


Chegou o momento mais esperado na novela das seis. Além do Tempo passou do século XIX para os dias de hoje no capítulo desta quarta-feira (21/10) e parece que a autora Elizabeth Jhin se enrolou toda com esse salto centenário. O Eu Critico Tu Criticas foi atrás e descobriu em primeira mão em quais vidas alguns personagens da primeira fase deveriam realmente terem reencarnados. Confira:



Melissa (Paolla Oliveira), após ser abandonada no altar pelo Conde Felipe (Rafael Cardoso), alimentou dentro de si um imenso sentimento de vingança que culminou com a morte de Felipe e Lívia (Alinne Moraes). Planejou junto a Pedro (Emílio Dantas) um plano para separar o casal, mas seu ódio a cegou de tal maneira que, num rompante de fúria e inveja, jogou Lívia dentro do rio e, consequentemente, para a morte. Pedro, quando viu o que Melissa havia feito com sua amada, perdeu o controle de seus atos e lhe deu um golpe fatal de espada que acabou com a vida da vilã. 150 anos depois, Melissa deixa de lado os sentimentos ruins e mostra só o que tem de melhor,...


...despertando a inveja nas mulheres...


...e nos homens também!


Ela vira uma prostituta famosa em Brasília, prestando favores sexuais para a bancada do PSDB.


Dorotéia (Julia Lemmertz), a mãe de Melissa, pagou caro pela sua ambição desmedida nessa vida: viveu a pior das Helenas na pior novela do Manoel Carlos de toda a história do autor. E ainda foi ofuscada e perdeu o posto de protagonista para a Bruna Marquezine. Coitada dela, né?


Outro que também não se deu bem nessa vida foi o Raul (Val Perré). Se na primeira fase ele era um homem bom, romântico e apaixonado por Gema (Louise Cardoso), no século XXI virou um motorista mulherengo e amante de uma vilã ninfomaníaca de uma novela flopada...


...e acabou assassinado pela mesma. Trágico!


Severa (Dani Barros) deixa de ser uma mulher seca e autoritária e vira alívio cômico.


Aliás, ela reencontra o Mestre dos Magos (Othon Bastos), que vira um pinguim muito malvado.

resumao-final-imperio-01

Rosa (Carolina Kasting) deixou de esquentar a barriga no fogão do casarão da Condessa Vitória (Irene Ravache) para esquentar a barriga no fogão do bar de Denizard (Fúlvio Stefanini). Parece que esse carma ela vai levar para todas as vidas!


E Felícia (Mel Maia) vai parar no lixão desejando vingança contra a madrasta.



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