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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Retrospectiva Especial | 1 ano de Eu Critico Tu Criticas



Há um ano atrás, o Eu Critico Tu Criticas nascia. Desde pequeno, eu sempre fui fã de televisão, principalmente de novelas. Me lembro  que aos nove anos de idade eu tinha um caderno onde criava minhas próprias novelas e catalogava tudo o que assistia na televisão. Com a Internet, meus registros novelísticos e minhas opiniões sobre o que acontece na TV brasileira migraram para a rede. No finado Noveleiros de Plantão, famoso grupo de novelas no facebook no qual participei desde 2012, sempre fui uma figura conhecida e polêmica. Alguns, inclusive, me chamavam de Téo Pereira (aquela jornalista bicha má interpretada por Paulo Betti em Império), por sempre destilar o meu veneno com bom humor. Minha fama no grupo foi crescendo tanto que colecionei muitas amizades (algumas inimizades também, confesso) que pediam para eu criar mais posts e até sugeriram que eu criasse um site. Na época, eu estava bastante atarefado tendo que conciliar escola e cursinho preparatório. Até que, finalmente, no dia 4 de fevereiro de 2015, o Eu Critico Tu Criticas saiu do papel e foi lançado oficialmente no facebook. O negócio cresceu tanto que dois meses depois criei esse blog para poder falar sobre a TV de forma mais aprofundada, já que não dá para criar textos enormes em um post de facebook. E para ter mais cliques, é claro, afinal, não me chamam de Téo Pereira a toa.

Um anos depois, não sei o quanto que estou agradando, mas estou muito contente e me esforço diariamente para trazer aos leitores matérias e notícias comentadas de uma forma mais descontraída e menos didática. Não tenho palavras para agradecer as leituras e compartilhadas de vocês (são mais de três mil curtidas no facebook e mais de mil visualizações por dia no blog), fora os comentários sempre inspirados (mesmo os que me mandam tomar naquele lugar onde não bate sol ou vivem me acusando). E para que essa matéria pareça ainda mais uma autobajulação, vamos relembrar nossas matérias mais antigas e memoráveis. Vai que você não leu e decide dar mais cliques...


Essa matéria deu o que falar e me rendeu meus primeiros cliques. Os comentários viraram um campo de guerra. De um lado, os fãs do Comendador acusando a Maria Marta de ser uma pilantra. Do outro, os fãs da Maria Marta acusando o Comendador de ser um canalha. E esse redator que vos fala rindo de tudo isso. Relembre aqui.




Esse infográfico explicou direitinho toda a trama de Felizes para Sempre?.



O Brasil estava passando por uma crise hídrica histórica há algum tempo atrás e nós descobrimos quem foi a grande culpada disso. Relembre aqui.




O Eu Critico Tu Criticas surgiu beeeeeem depois de Amor A Vida, mas nem por isso deixamos de falar dos seus profissionais nada corretos. Relembre aqui.




Quem foi que disse que as novelas mexicanas são todas caretas, cafonas e antiquadas? O Eu Critico Tu Criticas provou o contrário! Relembre aqui.




Se você está precisando de uma empregada, aqui tem as melhores candidatas.




Relembre nossa homenagem a Raposa Loira e Felpuda aqui.




E quando eu achei que Babilônia seria um novelão? Fui trouxa! Relembre aqui.



Se você quer matar sua inimiga queimada, leia essa matéria bem aqui. Mas se for presa depois ou acabar morrendo, não venha colocar a culpa em mim, viu?



José Pedro? Que nada! O verdadeiro Fabrício Melgaço em Império foi a Maria Marta. É verdade! E o Eu Critico Tu Criticas provou isso bem aqui.



Lembram do "Gugu na Minha Cela", onde ele entrevistava presos famosos? E se o Gugu entrevistasse os personagens presidiários das novelas? Confira aqui.



Nem toda mocinha é songamonga e desperta a nossa antipatia. Relembre aqui.




Nossa primeira matéria no blog foi sobre a icônica cena de Maria do Bairro em que Soraya Montenegro surta com tudo mundo. Relembre aqui.




Relembre nosso TOP 10 com as mães mais desnaturadas da telinha bem aqui.



Relembre aqui nossa linha do tempo das novelas sobre os 50 anos da Globo.



Relembre aqui uma época quando eu ainda defendia e brincava com Babilônia.



As vilãs reais de Lícia Manzo. Veja aqui.



E se os personagens de Amor A Vida fossem mutantes? Confira aqui.



Relembre a novela da vida real da nossa eterna La Usurpadora bem aqui.



Relembre aqui as vilãs das nove que prometiam muito e entregaram pouco



7 sucessos do passado que flopariam hoje em dia: veja aqui.



Relembre os protagonistas songomongos de Sete Vidas bem aqui.



A Favorita vs Avenida Brasil? Qual é a melhor? Decida aqui.



Não é só de Helenas que vivem as novelas do Manoel Carlos. Relembre as filhas ingratas e mimadas das Helenas bem aqui.



Cobras & Lagartos foi uma novela maravilhosa e um dos seus principais atrativos foi o duelo pra lá de divertido entre Leona e Ellen, duas vilãs loiras, incríveis e memoráveis. Mas qual das duas foi a melhor? Isso você confere bem aqui.



Verdades Secretas foi, sem dúvida nenhuma, a novela que eu mais gostei de comentar porque tinha bafão todo dia e sempre rendia muitos cliques. E uma das minhas resenhas mais famosas e polemicas da trama foi essa aqui.



Se os mexicanos tem a Trilogia das Marias da Thalía, nós brasileiros temos é a Trilogia das Mocinhas Songamongas interpretadas pela Paola Oliveira. Mas qual das suas três protagonistas foi a mais chata? Vem conferir aqui.



Vítima ou algoz? Chegou a hora do juízo final para a Angel de Verdades Secretas e ainda dá tempo de você dar a sua sentença bem aqui.



EXTRA! Confira aqui o final inédito de Verdades Secretas que não foi ao ar!



Relembre aqui o dia em que as pragas do Egito assombraram o Projac.



Será que acertamos as teorias da novela? Relembre aqui.


Aos invejosos de plantão, aviso que o Eu Critico Tu Criticas segue firme e forte na missão de divertir e informar sobre o mundo da TV e, se Deus quiser, ainda teremos mais dois, três, mil anos pela frente. Não poderia aqui escrever todos os nomes dos nossos leitores mais fiéis porque são muitos e do jeito que a minha memória é ~ótima~ acabaria esquecendo de muita gente. Por isso, pra você que lê, curte, comenta ou compartilha o Eu Critico Tu Criticas todos os dias, o meu muito obrigado!!!



sábado, 12 de setembro de 2015

Escala de Ódio: Trilogia das Mocinhas Songamongas da Paola Oliveira





Sonsônia (Paola Oliveira) de O Profeta


Sônia é uma moça sofrida e boazinha que se apaixona à primeira vista por Marcos (Thiago Fragoso), um moço que tem poderes mediúnicos. Mas como nada é fácil pra raça das songamongas, Sônia não pode viver esse amor porque está noiva de Camilo (Malvino Salvador), que vem a ser o primo de Marcos. Como o amor é um fogo que arde sem se ver, Sônia não aguenta ficar longe do amado e termina com Camilo pra ficar com Marcos, embora tema a reação do pai Piragibe (Luís Gustavo), porque toda mocinha de novela é muito preocupada com a família.

O que rola é que a pessoa apaixonada pela mocinha é sempre um psicopata descontrolado e Camilo não aceita de jeito nenhum ter sido trocado. Para separá-los, ele se alia à Ruth (Carol Castro), que finge estar com Marcos pra que Sônia termine com ele, porque se tem uma coisa que mocinha de novela nunca pode perdoar é traição. Nessas, os dois se separam e Ruth começa a se interessar por Marcos porque percebe que ele tem poderes mediúnicos e isso pode fazer dela rica. Pra deixar a vida de Sônia ainda mais difícil, uma outra pessoa descontrolada e claramente psicopata se apaixona por ela e não mede esforços para conquistá-la: Clóvis (Dalton Vigh).

Pra começar seu plano de conquista, ele pega no ponto fraco de Sônia: seu pai. Clóvis contrata seu Piragibe como supervisor da fábrica de cristais, fazendo com que Sônia pense que ele é flor que se cheire. Enquanto isso, Ruth faz de Marcos uma atração na lanchonete de Alceu (Nuno Leal Maia) com seus poderes de adivinhação e isso sobe à cabeça dele, que começa a ficar vaidoso. Isso, é claro, afasta os dois ainda mais porque Sônia é certinha e detesta gente vaidosa. Com o caminho livre, Clóvis vai ficando cada vez mais próximo de Sônia, que resolve casar com ele. E é aí que ela come o pão que o diabo amassou mesmo. Clóvis era completamente descontrolado e ciumento e faz coisas como maltratar a esposa e até deixar ela trancada no quarto sem poder sair. Nessas, ela volta a se encontrar com Marcos, mas a coisa só fica mais feia. Eles descobrem um diário da mulher morta de Clóvis e ficam sabendo que ele envenenou a ex-mulher. Sônia, coitada, fica desesperada achando que pode ser morta. Ela ainda engravida de Marcos, Clóvis descobre que o filho não é dele porque é estéreo e Sônia vai viver com Marcos. Mas, como felicidade de mocinha dura pouco, Clóvis sequestra a moça e o casal só tem paz quando ele morre envenenado por Ruth.

Resumindo: Sônia passa a novela inteira sendo boazinha, sonsa e sofrendo. No fim, ela fica com Marcos e a vilã se dá mal. E esse era só o começo da trilogia de songamongas de Paolinha...



Chatina (Paola Oliveira) de Insensato Coração


O piloto Pedro (Eriberto Leão) salva a design de joias Marina de um sequestro de avião e ela se apaixona perdidamente pelo seu grande herói. Nunca viu o boy na vida e quando olha pra ele já taca-lhe um beijão em menos de meia dúzia de cenas juntos. O problema é que Pedro está noivo de Luciana (Fernanda Machado), sua melhor amiga! Sabendo disso, é óbvio que Marina recua, se afasta ou conta toda a verdade para a amiga, certo? Errado! É Pedro quem decide se afastar e tenta seguir com o compromisso. Marina passa a correr atrás de Pedro se humilhando para o piloto e insistindo numa história de amor (que só existe na cabeça dela) que nada mais é do que fogo na pepeca. Além disso, a design de joias age para a amiga como se nada tivesse acontecido e ainda tem várias conversas com os dois desejando felicidades aos noivos. Muy amiga ela, né? 

Lenga-lenga vai, lenga-lenga vem, a verdade vem a tona e uma tragédia acontece. Pedro acaba causando um acidente aéreo (na verdade, o responsável pelo crime foi seu irmão) em que Luciana morre e, além de ficar em cadeira de rodas, é responsabilizado pelo acidente, passa um tempo preso, perde a licença para pilotar e, sentindo-se culpado pela morte de Luciana e sem ânimo para continuar seu tratamento fisioterápico, se afasta de Marina. Nessas, Pedro passa um tempão fazendo a linha revolts e Marina lá, implorando para ficarem juntos. Macho tem pra toda hora, minha querida! Aí, quando o piloto finalmente se entrega ao amor e os dois pombinhos ficam juntos, Marina passa a ficar cheia de dúvidas em relação ao amado porque o irmão dele fica fazendo fofoquinha no ouvido dela. E a tonta acredita! Não só acredita como se casa com Léo (Gabriel Braga Nunes), o irmão mau-caráter do Pedro. E só depois percebe que fez a maior burrada da sua vida. Coitada dela, né? Hum... Coitado é do público que teve que aturar um dos piores casais de toda a teledramaturgia brasileira! No final, Léo sequestra Marina, mas Pedro salva a vida da mocinha novamente. O vilão é preso e o casalzinho termina feliz para sempre.

O fato é que Marina tinha tanta função nessa novela que nem parecia protagonista. Foi Norma (Glória Pires) quem despertou a torcida do público em sua saga de vingança contra Léo.



Pamonha (Paola Oliveira) de Amor À Vida


Desde pequena, Paloma sempre foi a menininha do papi soberano, César (Antonio Fagundes), que fazia questão de mostrar como a loirinha rebelde sempre foi a sua favorita, causando a inveja no outro filho, Félix (Mateus Solano). Depois de crescer e virar uma daquelas adolescentes que não se decidem qual curso devem prestar no vestibular, Paloma finalmente foi aprovada no vestibular de medicina e ganhou como presente uma viagem ao Peru com a família. Lá, no entanto, Paloma conhece Ninho (Juliano Cazarré), se apaixona e larga tudo para viver com um hippie maconheiro e pé-rapado. Ela queria ser livre, voar solta, não precisar ter de prestar satisfações a ninguém. Palominha só voltou para casa, no entanto, porque o papai bloqueou seus cartões de crédito. Que feio, Paloma! Fazer revolução com o dinheiro do papi soberano é pecado! Com sua atitude, uma camiseta do Che Guevara (vendida em faculdades de humanas) soltou uma lágrima.

Por tudo isso que lemos, Paloma seria uma pessoa detestável, não é mesmo? Mimada, birrenta e com necessidade de atenção maior que a Gracyanne Barbosa quando o Belo vai se apresentar em algum programa de TV. Eu mesmo não suportaria alguém assim, pararia de seguir os posts no Facebook dela na hora. Porém, Paloma se tornou a heroína sofredora que a história precisava ao perder sua filha cruelmente pelas mãos de Félix, que jogou sua filha numa caçamba de lixo. Pronto, agora Paloma tinha uma desculpa para sair chorando em todos os momentos possíveis.

Durante toda a novela, essa aí comeu um brioche amanhecido como se fosse o pão que o diabo amassou. Acontecia coisas com ela e a moça tratava como se fosse o maior drama do mundo e "vocês nunca vão entender meu sofrimento". Quem não entendia era o público, que nunca entendeu por que raios ela nunca denunciou Ninho por ter sequestrado Paulinha (Klara Castanho). E pior: por ter permitido que o maluco ainda saísse normalmente com sua filha após o ocorrido! Mas meu momento favorito de Palominha foi durante sua prisão, quando ela apanhou feio de uma presidiária sapatão macho lésbica. Sorte que ela conseguiu sair da prisão, né? Mas pena que dali ela foi parar em uma clínica psiquiátrica com uma mulher que interpretou errado todas as respostas de Paloma. Imaginem só, caros leitores: a psiquiatra analisou que Paloma se achava o centro do mundo, se sentia perseguida e tinha sérios problemas em lidar com autoridades. ALGUÉM DÊ O NOBEL PARA ESSA MULHER, ELA É UMA GÊNIA DA PSIQUIATRIA!!!

Depois de perder espaço na novela para outros núcleos mais interessantes, a ira subiu à cabeça de Paloma e ela começou a ser agressiva com os outros personagens. Vide esse GIF virada no jiraya com o Félix (durante o fatídico jantar com a revelação do mistério da caçamba) e o outro com a loirinha quebrando uma parede ao arremessar a vilã Aline (Vanessa Giácommo):

 
paloma bate paloma destroi parede

Porém, após a redenção de Félix, Paloma foi ficando cada vez mais apagadinha e perdeu o posto de protagonista para a ex-bicha má. Pela primeira vez na história da televisão mundial, um casal gay fez as donas de casa suspirarem mais do que o casal hétero protagonista! Ou vai me dizer que você também não vibrou quando o Félix e Niko (Thiago Fragoso) se beijaram no último capítulo? Para Paloma só restou juntar seus trapinhos com o Bruno (Malvino Salvador) mesmo e ficar nos cantos da cena na esperança de ser notada por algum telespectador.



E o resultado da nossa escala de ódio ficou assim:



Parabéns, Pamonha! Você é a mais chata da Trilogia
das Mocinhas Songamongas da Paola Oliveira!





domingo, 21 de junho de 2015

Escala de Ódio: as filhas ingratas e mimadas das Helenas nas novelas do Manoel Carlos







Joyce de História de Amor


Joyce (Carla Marins) vivia uma relação conflituosa com a mãe, Helena (Regina Duarte). A jovem fazia um cursinho preparatório para o vestibular no intuito de cursar história, mas era uma estudante muito desinteressada. Joyce também era muito inconstante, não sabia o que queria, berrava com todo mundo e vivia brigando com o namorado, Caio (Ângelo Paes Leme), de quem engravida. Mas é só com a ajuda da mãe que ela leva adiante a gestação pra isso a mãe, serve, né?.


No final da novela, Joyce descobre que a irmã de Helena teve um romance com seu pai, o que resultou em uma gravidez. Só que a mulher morreu em um acidente quando o bebê tinha apenas três meses de vida. Esse bebê era Joyce, que Helena assumiu e cuidou como se fosse sua filha. E o que Joyce faz? Fica transtornada com a descoberta, revolta-se contra Helena, humilha ela e põe a mulher que lhe criou a vida toda pra fora de casa. Quanta ingratidão, viu...



Só no penúltimo capítulo que Joyce perdoa a mãe e as duas fazem as pazes.




Mas nem assim Joyce abaixa a crista. Ao contrário das outras filhas ingratas e mimadas da lista, Joyce se mantém insuportável, chata e arrogante do início ao fim. Aja saco, viu!



Por isso, em uma escala de vinte palmatórias que a Joyce 
merecia ter levado quando criança, quanto odiei:





Maria Eduarda de Por Amor


Maria Eduarda (Gabriela Duarte) era daquelas que queria que o mundo todo cedesse às suas vontades. As únicas pessoas que gostavam dela na novela era sua mãe Helena (Regina Duarte), seu namorado Marcelo (Fábio Assunção) e seu ex-namorado César (Marcelo Serrado), um médico que continua apaixonado por Eduarda apesar dela não querer nada com ele. Branca (a diva soberana Suzana Vieira), a mãe de Marcelo, não curte nada o romance entre ele e a moça e dá a maior força para que a psicótica Laura (Vivianne Pasmanter) reconquiste Marcelo. Apesar de todos os esforços das duas, Maria Eduarda e Marcelo acabam casando mesmo assim. Eduarda engravida na mesma época que Helena e as duas vão pra maternidade juntas. Durante o parto, o útero de Eduarda se rompe e o bebê morre. Helena, desesperada, pede pra que César troque os bebês pra que ela finja que o filho dela morra, enquanto o de Eduarda continuou vivo. César acaba concordando, porque ama Eduarda e porque ela nunca mais ia poder ter filhos. Eles trocam os bebês e a farsa demora um tempo pra ser descoberta. Enquanto isso, a vida da mocinha continua sendo infernizada por Laura, que arma planos mirabolantes para separá-la de Marcelo. A única vez que Eduarda toma alguma atitude é a vez que ela fica tão brava com Laura (que tinha engravidado de gêmeos de Marcelo) que joga ela de cadeira de rodas e tudo dentro da piscina. 



Fora essa vez, Eduarda estava sempre reclamando e com aquela cara de enfezada pra tudo que acontecia próximo a ela. Mais pro fim da novela, ela finalmente descobre a farsa da troca dos bebês ao ler o diário da mãe e, ao invés de entender que o que a mãe fez foi um ato de amor, tem uma briga ridícula com Helena e rompe relações com elaAlém desse monte de problemas, ela também tinha uma relação bem conflituosa com o pai, Orestes (Paulo José), que sofria com o alcoolismo. Eduarda morria de vergonha dele e fazia de tudo pra esconder que ele era seu pai. No fim da novela, ela faz as pazes com Helena e Orestes e termina feliz ao lado de Marcelo. O fato é que Eduarda era tão chata que criaram um site de ódio à personagem intitulado "Eu Odeio a Eduarda". Isso em 1997, uma época em que era difícil encontrar alguém que vivia na internet e nas redes sociais (já que não eram esse fenômeno todo que é hoje em dia). Por isso, em uma escala de vinte Brancas que em nada tem haver com essa matéria, mas por ter sido interpretada pela diva soberana da Suzana Vieira eu vou colocar aqui sim e ai de quem reclamar, quanto odiei:







Camila de Laços de Família


Em um belo dia, Helena (Vera Fisher) estava dirigindo calmamente pelas ruas do Leblon quando bate no carro de Edu (Reynaldo Gianecchini). Ela, que não é boba nem nada, se apaixona pelo bonitão. Por conta da questão da diferença de idade, Alma (Marieta Severo), a tia controladora de Edu, detesta o romance e não vê a hora de separar seu sobrinho querido da senhora com a qual ele está se envolvendo. Pra piorar um pouco a situação, Camila (Carolina Dieckmann), a filha de Helena, volta do Japão e dá de cara com o namorado jovem e bonito da mãe em sua casa. O inevitável acontece: Camila se apaixona por Edu, que acaba se apaixonando por ela também e Helena aceita o romance porque é burra é mãe. Camila e Edu se casam, Helena encontra um novo amor, Miguel (Tony Ramos), mas a felicidade não dura muito. Além de Camila ter que lidar com a meia-irmã da mãe, Íris (Deborah Secco), que passa a morar no Rio depois da morte de sua mãe e faz de sua vida um inferno, cheio de brigas nas quais Íris grita JUUUUUUDAS, pouco tempo depois do casamento, Camila descobre estar com leucemia e tem que começar o tratamento do câncer. Em uma das cenas mais lembradas e marcantes de toda a nossa teledramaturgia, Camila corta o cabelo ao som de Love By Grace da Lara Fabian. Na boa, como não se emocionar assistindo essa cena abaixo, não é mesmo? Já peguei até um lencinho porque não consigo parar de chorar!



No final, após muito sofrimento, tudo fica bem. Precisando urgentemente de um doador de medula, já que Camila e o meio-irmão Fred não são filhos do mesmo pai, querendo salvar a filha da doença, Helena recusa o pedido de casamento de Miguel e faz um filho com Pedro (José Mayer) para salvar Camila. Vitória, a filha de Helena, nasce e consegue curar Camila, que termina feliz com Edu. Helena ainda se acerta com Miguel e os dois se casam. O fato é que Camila só foi salva da rejeição total do público pela história que veio a seguir, na qual era diagnosticada com leucemia. Antes da doença, chegava a dar vontade de dar uma surra nela tamanha a sua prepotência. O pior de tudo é que Camila era sonsa e hipócrita. Se achava a melhor pessoa do mundo e vivia dizendo que Íris não valia nada, mas não mediu esforços para conquistar Edu usando como justificativa que "no amor, vale tudo". Não estamos falando de pegar o boy da amiga na balada, queridinha (o que já é horrível, diga-se de passagem), e sim pegar o boy da própria mãe debaixo do teto dela se insinuando para ele!!! Por isso, em uma escala de vinte meninas lindas com leucemia, quanto odiei:





Luciana de Viver A Vida


Até mesmo a Helena da Taís Araújo (a única das Helenas que não era mãe) teve uma enteada chata pra aturar. Filha mais velha de Marcos (José Mayer) e Teresa (Lília Cabral), muito mimada pelos pais, Luciana (Alinne Moraes) sonhava com o glamour e o sucesso no mundo da moda, mas não tinha o apoio da mãe, que conhecia as desilusões que a profissão podia causar. Quem também não gosta da carreira escolhida por ela é seu namorado, Jorge (Mateus Solano), que faz tudo para que ela desista da ideia. Confiante, Luciana corre atrás de todas as oportunidades para ver sua carreira decolar. Enquanto isso, Helena, uma top model de renome internacional, no auge da carreira, decide largar a profissão para se casar com o sedutor Marcos, empresário do ramo hoteleiro, por quem se apaixona perdidamente. Após se casar com ele, Helena tem de enfrentar o rancor de Teresa (que, embora tenha optado pelo divórcio por estar cansada das traições do marido, ainda o ama) e também a rivalidade de Luciana, que inveja sua posição no mundo da moda. Além disso, Luciana não a aceita como madrasta, principalmente por ciúmes do pai.


A relação de Helena e Luciana é conflituosa. Enquanto a primeira tenta se aproximar da enteada, esforçando-se por ignorar seus comentários agressivos e infantis, Luciana não perde a oportunidade de maltratá-la. É graças a Helena que Luciana é selecionada para fazer seu primeiro trabalho fora do Brasil. Em Jordânia, madrasta e enteada conhecem os aventureiros Bruno (Thiago Lacerda) e Felipe (Rodrigo Hilbert), dois amigos brasileiros que rodam o mundo em busca de novas experiências Traduzindo: são riquinhos, porque se tivessem um tanque cheio de roupa pra lavar ia acabar com a graça dos dois rapidinho. Luciana se encanta por Bruno. Ele se interessa por Helena, mas acaba trocando um beijo com Luciana, que fica encantada. As duas têm uma forte discussão no dia do retorno para o Brasil e Helena fica tão perturbada pelas duras palavras de Luciana que lhe dá um tapa na cara e recusa-se a viajar no mesmo carro que ela, obrigando a filha de Marcos a dividir o ônibus com as outras modelos. Rola um acidente com esse ônibus e, em uma cena emocionante, Luciana descobre que perdeu os movimentos dos braços e das pernas.


A veracidade das cenas foi tão impressionante que sofri junto com ela a cada dificuldade e vibrei a cada conquista. A personagem, que começou a novela mimada e egoísta, sofreu uma mudança radical após a tragédia que a deixou tetraplégica, mostrando que o sofrimento ensina muito e humaniza as pessoas. Luciana recupera os movimentos dos braços, mas termina a novela paraplégica. Ela termina feliz ao lado de Miguel (Mateus Solano) e faz as pazes com Helena, que fica com Bruno porque era o que tinha pra hoje!. Por isso, em uma escala de vinte Taís Araújos chorando por ter sido completamente ofuscada nessa novela pela Alinne Moraes, quanto odiei:






Luiza de Em Família


Helena (Bruna Marquezine) foi criada em Goiás para conquistar a audiência daquele estado brasileiro onde os índices da Globo são vergonhosos e, desde pequena, gostava de andar pelos campos floridos ao lado do primo, Laerte (Guilherme Leicam), um belo jovem com um sério problema de insegurança aliado a um descontrole emocional bem forte. Tão forte que ele foi contra todas as campanhas de saúde e fez um pacto de sangue com a amada. Helena tinha uma necessidade muito grande de se sentir desejada. E por causa desse desejo, flertava com Virgílio (Nando Rodrigues), que nutria uma paixão secreta por ela. O tempo passou, Laerte foi ficando ainda mais psicopata e conseguiu convencer a amada a se casar com ele. Porém, durante a despedida de solteiro, acidentalmente o órgão reprodutor de Laerte foi aparecer dentro do órgão reprodutor de uma prostituta contratada para a festa Olha só como são essas coisas da vida! e Virgílio viu. Resultado: os dois brigaram e Laerte enterrou o amigo vivo. E bora lá casar! Laerte foi preso, o pai de Helena sofre um infarto na igreja e morre e Helena, sentindo-se culpada, aproveitou o vestido de noiva e a vontade de juntar as escovas de dente para se casar com Virgílio. 


Vinte anos depois e muitos pontos de audiência a menos, Helena se transforma na Julia Lemmertz, Virgílio vira o Humberto Martins com uma cicatriz horrorosa em forma de varizes na cara e a filha dos dois foi estudar na Europa. Lá no velho continente, Luiza (Bruna Marquezine) conhece Laerte (Gabriel Braga Nunes) e os dois se apaixonam perdidamente. Não satisfeita em só namorar Laerte, o homem que infernizou a vida de sua mãe no passado e quase matou seu pai, Luiza dá o seu melhor como a garota mimada que é e desafiava a família com suas provocações: "Eu não tenho culpa se você gosta do mesmo homem que eu e se você tem inveja de mim", disse ela para Helena quando mãe e filha se confrontaram por causa do namoro relâmpago de Luiza e Laerte. Nossa, quem precisa de inimiga pra roubar teu boy com uma filha dessas, não é mesmo?


Iludida pelos olhos azuis e a lábia infalível de Laerte, Luiza realmente acreditou que estava vivendo um conto de fadas e fez de tudo para que todos os outros personagens pensassem o mesmo e embarcassem com ela nesse carrossel onde o mundo faz de conta e a terra é quase o céu. Prestes a se casar com o músico, ela obrigou o pai a receber o casal em seu apartamento para que ele pudesse dar a bênção à união. "Ainda tenho esperanças de que ele entre na igreja comigo", dizia ela, simplesmente ignorando o fato de que seu querido noivo enterrou seu pai vivo durante a juventude dos dois!!! Tem como torcer por uma personagem dessas? Absolutamente, não!


Felizmente, Luiza e Laerte não terminam felizes no final porque uma figurante loira mata o flautista com um tiro no dia do casamento na saída da igreja. Sorte da Luiza, porque depois do casamento ela ia ver o que é bom pra tosse. Por isso, em uma escala de vinte flautas MALDITAS, quanto odiei:




E o resultado da nossa Escala de Ódio ficou assim:


5º lugar - Luciana de Viver A Vida
4º lugar - Camila de Laços de Família
3º lugar - Luiza de Em Família
2º lugar - Maria Eduarda de Por Amor
1º lugar - Joyce de História de Amor





Parabéns, Joyce! Você é a mais insuportável de todas! Gostou do resultado?



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