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sábado, 12 de setembro de 2015

Escala de Ódio: Trilogia das Mocinhas Songamongas da Paola Oliveira





Sonsônia (Paola Oliveira) de O Profeta


Sônia é uma moça sofrida e boazinha que se apaixona à primeira vista por Marcos (Thiago Fragoso), um moço que tem poderes mediúnicos. Mas como nada é fácil pra raça das songamongas, Sônia não pode viver esse amor porque está noiva de Camilo (Malvino Salvador), que vem a ser o primo de Marcos. Como o amor é um fogo que arde sem se ver, Sônia não aguenta ficar longe do amado e termina com Camilo pra ficar com Marcos, embora tema a reação do pai Piragibe (Luís Gustavo), porque toda mocinha de novela é muito preocupada com a família.

O que rola é que a pessoa apaixonada pela mocinha é sempre um psicopata descontrolado e Camilo não aceita de jeito nenhum ter sido trocado. Para separá-los, ele se alia à Ruth (Carol Castro), que finge estar com Marcos pra que Sônia termine com ele, porque se tem uma coisa que mocinha de novela nunca pode perdoar é traição. Nessas, os dois se separam e Ruth começa a se interessar por Marcos porque percebe que ele tem poderes mediúnicos e isso pode fazer dela rica. Pra deixar a vida de Sônia ainda mais difícil, uma outra pessoa descontrolada e claramente psicopata se apaixona por ela e não mede esforços para conquistá-la: Clóvis (Dalton Vigh).

Pra começar seu plano de conquista, ele pega no ponto fraco de Sônia: seu pai. Clóvis contrata seu Piragibe como supervisor da fábrica de cristais, fazendo com que Sônia pense que ele é flor que se cheire. Enquanto isso, Ruth faz de Marcos uma atração na lanchonete de Alceu (Nuno Leal Maia) com seus poderes de adivinhação e isso sobe à cabeça dele, que começa a ficar vaidoso. Isso, é claro, afasta os dois ainda mais porque Sônia é certinha e detesta gente vaidosa. Com o caminho livre, Clóvis vai ficando cada vez mais próximo de Sônia, que resolve casar com ele. E é aí que ela come o pão que o diabo amassou mesmo. Clóvis era completamente descontrolado e ciumento e faz coisas como maltratar a esposa e até deixar ela trancada no quarto sem poder sair. Nessas, ela volta a se encontrar com Marcos, mas a coisa só fica mais feia. Eles descobrem um diário da mulher morta de Clóvis e ficam sabendo que ele envenenou a ex-mulher. Sônia, coitada, fica desesperada achando que pode ser morta. Ela ainda engravida de Marcos, Clóvis descobre que o filho não é dele porque é estéreo e Sônia vai viver com Marcos. Mas, como felicidade de mocinha dura pouco, Clóvis sequestra a moça e o casal só tem paz quando ele morre envenenado por Ruth.

Resumindo: Sônia passa a novela inteira sendo boazinha, sonsa e sofrendo. No fim, ela fica com Marcos e a vilã se dá mal. E esse era só o começo da trilogia de songamongas de Paolinha...



Chatina (Paola Oliveira) de Insensato Coração


O piloto Pedro (Eriberto Leão) salva a design de joias Marina de um sequestro de avião e ela se apaixona perdidamente pelo seu grande herói. Nunca viu o boy na vida e quando olha pra ele já taca-lhe um beijão em menos de meia dúzia de cenas juntos. O problema é que Pedro está noivo de Luciana (Fernanda Machado), sua melhor amiga! Sabendo disso, é óbvio que Marina recua, se afasta ou conta toda a verdade para a amiga, certo? Errado! É Pedro quem decide se afastar e tenta seguir com o compromisso. Marina passa a correr atrás de Pedro se humilhando para o piloto e insistindo numa história de amor (que só existe na cabeça dela) que nada mais é do que fogo na pepeca. Além disso, a design de joias age para a amiga como se nada tivesse acontecido e ainda tem várias conversas com os dois desejando felicidades aos noivos. Muy amiga ela, né? 

Lenga-lenga vai, lenga-lenga vem, a verdade vem a tona e uma tragédia acontece. Pedro acaba causando um acidente aéreo (na verdade, o responsável pelo crime foi seu irmão) em que Luciana morre e, além de ficar em cadeira de rodas, é responsabilizado pelo acidente, passa um tempo preso, perde a licença para pilotar e, sentindo-se culpado pela morte de Luciana e sem ânimo para continuar seu tratamento fisioterápico, se afasta de Marina. Nessas, Pedro passa um tempão fazendo a linha revolts e Marina lá, implorando para ficarem juntos. Macho tem pra toda hora, minha querida! Aí, quando o piloto finalmente se entrega ao amor e os dois pombinhos ficam juntos, Marina passa a ficar cheia de dúvidas em relação ao amado porque o irmão dele fica fazendo fofoquinha no ouvido dela. E a tonta acredita! Não só acredita como se casa com Léo (Gabriel Braga Nunes), o irmão mau-caráter do Pedro. E só depois percebe que fez a maior burrada da sua vida. Coitada dela, né? Hum... Coitado é do público que teve que aturar um dos piores casais de toda a teledramaturgia brasileira! No final, Léo sequestra Marina, mas Pedro salva a vida da mocinha novamente. O vilão é preso e o casalzinho termina feliz para sempre.

O fato é que Marina tinha tanta função nessa novela que nem parecia protagonista. Foi Norma (Glória Pires) quem despertou a torcida do público em sua saga de vingança contra Léo.



Pamonha (Paola Oliveira) de Amor À Vida


Desde pequena, Paloma sempre foi a menininha do papi soberano, César (Antonio Fagundes), que fazia questão de mostrar como a loirinha rebelde sempre foi a sua favorita, causando a inveja no outro filho, Félix (Mateus Solano). Depois de crescer e virar uma daquelas adolescentes que não se decidem qual curso devem prestar no vestibular, Paloma finalmente foi aprovada no vestibular de medicina e ganhou como presente uma viagem ao Peru com a família. Lá, no entanto, Paloma conhece Ninho (Juliano Cazarré), se apaixona e larga tudo para viver com um hippie maconheiro e pé-rapado. Ela queria ser livre, voar solta, não precisar ter de prestar satisfações a ninguém. Palominha só voltou para casa, no entanto, porque o papai bloqueou seus cartões de crédito. Que feio, Paloma! Fazer revolução com o dinheiro do papi soberano é pecado! Com sua atitude, uma camiseta do Che Guevara (vendida em faculdades de humanas) soltou uma lágrima.

Por tudo isso que lemos, Paloma seria uma pessoa detestável, não é mesmo? Mimada, birrenta e com necessidade de atenção maior que a Gracyanne Barbosa quando o Belo vai se apresentar em algum programa de TV. Eu mesmo não suportaria alguém assim, pararia de seguir os posts no Facebook dela na hora. Porém, Paloma se tornou a heroína sofredora que a história precisava ao perder sua filha cruelmente pelas mãos de Félix, que jogou sua filha numa caçamba de lixo. Pronto, agora Paloma tinha uma desculpa para sair chorando em todos os momentos possíveis.

Durante toda a novela, essa aí comeu um brioche amanhecido como se fosse o pão que o diabo amassou. Acontecia coisas com ela e a moça tratava como se fosse o maior drama do mundo e "vocês nunca vão entender meu sofrimento". Quem não entendia era o público, que nunca entendeu por que raios ela nunca denunciou Ninho por ter sequestrado Paulinha (Klara Castanho). E pior: por ter permitido que o maluco ainda saísse normalmente com sua filha após o ocorrido! Mas meu momento favorito de Palominha foi durante sua prisão, quando ela apanhou feio de uma presidiária sapatão macho lésbica. Sorte que ela conseguiu sair da prisão, né? Mas pena que dali ela foi parar em uma clínica psiquiátrica com uma mulher que interpretou errado todas as respostas de Paloma. Imaginem só, caros leitores: a psiquiatra analisou que Paloma se achava o centro do mundo, se sentia perseguida e tinha sérios problemas em lidar com autoridades. ALGUÉM DÊ O NOBEL PARA ESSA MULHER, ELA É UMA GÊNIA DA PSIQUIATRIA!!!

Depois de perder espaço na novela para outros núcleos mais interessantes, a ira subiu à cabeça de Paloma e ela começou a ser agressiva com os outros personagens. Vide esse GIF virada no jiraya com o Félix (durante o fatídico jantar com a revelação do mistério da caçamba) e o outro com a loirinha quebrando uma parede ao arremessar a vilã Aline (Vanessa Giácommo):

 
paloma bate paloma destroi parede

Porém, após a redenção de Félix, Paloma foi ficando cada vez mais apagadinha e perdeu o posto de protagonista para a ex-bicha má. Pela primeira vez na história da televisão mundial, um casal gay fez as donas de casa suspirarem mais do que o casal hétero protagonista! Ou vai me dizer que você também não vibrou quando o Félix e Niko (Thiago Fragoso) se beijaram no último capítulo? Para Paloma só restou juntar seus trapinhos com o Bruno (Malvino Salvador) mesmo e ficar nos cantos da cena na esperança de ser notada por algum telespectador.



E o resultado da nossa escala de ódio ficou assim:



Parabéns, Pamonha! Você é a mais chata da Trilogia
das Mocinhas Songamongas da Paola Oliveira!





segunda-feira, 7 de setembro de 2015

As 10 Piores Aberturas de Novelas de Todos os Tempos


10º lugar: Avenida Brasil



Avenida Brasil pode ter sido uma grande novela (pode não, FOI uma grande novela), mas tem uma das piores aberturas de todos os tempos. A abertura se passa numa boate tocando kuduro com pessoas dançando. No mínimo, a novela deveria mostrar o cotidiano dos dançarinos ou ia ter uma boate desse tipo na trama. Não. Não tinha nada disso. Tinha, no máximo, um baile charme que não teve nada haver com o ritmo apresentado na abertura. Eu sei que todo mundo dançava aos primeiros acordes do "Oi Oi Oi", mas a abertura em si não tinha referência nenhuma à novela, não tinha referência à Avenida Brasil, à história de vingança, ao lixão, ao Divino, ao futebol, a nada!



09º lugar: Brega & Chique



A abertura de Brega e Chique, ao som de "Pelado", da banda Ultraje a Rigor, causou muita polemica quando foi exibida, pois o modelo Vinícius Manne aparecia com a bunda (e que bunda!) de fora. Na época, a Censura exigiu que fosse colocada uma folha de parreira sobre o corpo do ator. Isso foi feito no segundo dia de exibição da novela, mas, após negociações, a versão original da abertura acabou sendo liberada e a bunda do modelo voltou a ser exibida, embalada pelo refrão "pelado, pelado, nu com a mão no bolso". Tudo muito bom, tudo muito bonito, mas vamos ser bem sinceros: o que essa bunda na abertura tem haver com a novela? Desnecessário!



08º lugar: Amor À Vida



Perfeita essa animação gráfica feita por Ryan Woodward, famoso por trabalhos em filmes como Os Vingadores e Homem de Ferro 2de um casal dançando em pontos turísticos de São Paulo. Mas se ela é perfeita, porque diabos a abertura de Amor A Vida está na lista das piores? Porque a interpretação do sertanejo Daniel para "Maravida", de Gonzaguinha, pôs tudo a perder! Ainda estou em dúvida se o pior momento é o verso "Vida, vida, vidaaaaaaaaa" ou o fim do trecho, quando o cantor solta o gogó num infinito "Vidaaaaaaaaaaaaaaaaa". É de quebrar taças de cristal!



07º lugar: Páginas da Vida



Uma folhinha voando a esmo enquanto ao fundo rola "Wave" numa versão para elevador.
"Vou te contaaaaaaaaar", a abertura de Páginas da Vida me dava um sonZZzZzz!



06º lugar: Babilônia



Tire os rostos das atrizes Glória Pires, Adriana Esteves e Camila Pitanga da abertura de Babilônia e o que sobra? Um monte de janelinhas e partes de prédios, casas e favelas com um sambinha bem fraco da Mart'nária. Rede Globo, a senhora está ficando muito preguiçosa!



05º lugar: Insensato Coração




Insensato Coração tinha até um sambinha bem legal na abertura na voz da Maria Rita, deu uma diferenciada colocando os créditos em vermelho e branco e... Uma escultura rodando!? É isso mesmo? Uma família em pedra-sabão que fica girando, girando, girando de um lado, girando, girando, girando do outro? Na boa, tenho labirintite e fico tonto só de assistir o vídeo.




04º lugar: América




Cenas chorosas da Déborah Secco ao som de uma música triste e melancólica do Milton Nascimento. Combinaria muito se fosse usada num velório! Ainda bem que tomaram juízo e mudaram a abertura toda de América colocando cenas alegres de Miami ao som de uma música pra lá de alegre da Rainha Ivete Sangalo. "Soy loco por ti America, soy loco por ti amoooore"!



03º lugar: Pantanal



Pantanal, exibida pela extinta Rede Manchete, tinha uma abertura de gosto bem duvidoso. No momento mais marcante, a modelo Nani Venâncio se transforma em uma onça, em um efeito visual bastante precário. E nem venham me dizer que é por causa da tecnologia de antigamente, porque na nossa lista das quinze melhores aberturas estão novelas como Vale Tudo, Elas por Elas e Tieta, que foram dos anos 80, ou seja, bem mais antigas que Pantanal (de 1990)!



02º lugar: Viver A Vida



Uma faixinha colorida caminhando num fundo branco, ao som de bossa nova. Mas nem na época da TV preto e branco se utilizou algo tão limitado para apresentar uma trama! Óbvio que o público chiou e trataram logo de tentar reverter a cagada inserindo cenas da novela no meio da abertura de Viver A Vida (o que deu uma leve melhorada, mas ainda naquelas!).



01º lugar: Vila Madalena



1999 foi um ano estranho. Paulo Ricardo dava pinta na abertura de A Usurpadora, Nana Caymmi divava na abertura de Fascinação e alguém na Globo pensou: "Se o SBT pode, nós também podemos". Daí fizeram um apanhado de clipes diferentes para a abertura de Vila Madalena com nomes como Bethânia, Milton Nascimento, Lulu Santos, Ana Carolina e... Xuxa? Isso mesmo, tem até a Xuxa! Além das aberturas toscas e malucas, alguém aí se lembra sobre o que era a novela?



Relembre as 15 melhores aberturas de novelas de todos os tempos clicando bem aqui.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

As 10 Piores Novelas das Nove dos Últimos Tempos


10º lugar: Império


Império tinha tudo pra ser um novelão memorável, mas pecou pela irregularidade. Repleta de apelos que despertaram a curiosidade no público, com personagens complexos, bem carismáticos, bem dirigidos e bem interpretados (a grande maioria) e com histórias que tinham tudo para render ótimos entrechos e ganchos. Alguns conseguiram, outros ficaram na promessa ou decepcionaram (Cora como grande vilã foi uma delas). Império foi uma novela bem mediana. Faltou um melhor desenvolvimento nas tramas desses personagens. Desde o início, a trama central de Império sempre foi o ponto alto da novela. Porém, na maioria das vezes, a estagnação imperava na obra de Aguinaldo Silva. A situação envolvendo a falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero) foi prolongada demais e cansou. Mas com o retorno do Comendador ao mundo dos vivos, o núcleo principal voltou a despertar interesse e apresentar qualidades. Entretanto, o mesmo não se pode dizer dos núcleos paralelos. Todos eles não funcionaram. Por isso chamá-la de irregular, onde quase tudo não se encaixou perfeitamente, alternando entre altos e baixos. 


09º lugar: Amor A Vida


A estreia de Amor à Vida foi super movimentada. A atração causou espanto pela direção que imprimiu agilidade na narrativa e pelas tomadas de tirar o fôlego. Mas, em menos de um mês, a novela logo entrou no ritmo normal de um tradicional folhetim. Porém, com alguns problemas. O texto de Walcyr Carrasco, que ele não permite improvisos e exige que seja declamado pelo seu elenco exatamente o que está no roteiro, foi o maior dos problemas. Em Amor à Vida, não faltou didatismo, repetições exaustivas de palavras CAÇAMBA!!! CAÇAMBA!!! CAÇAMBA!!! e frases, diálogos artificiais e primários, em um tom muitas vezes teatral. Funcionava nas comédias de época das seis horas que o autor escrevia, mas, para o horário nobre, que pede uma trama realista, subestimou demais o telespectador. E não faltou o humor carrasquiano, outra marca do autor. Combinado com o seu texto, soou infantil muitas vezes, quando não sem graça. Várias sequências e personagens resvalaram na comédia digna de esquete de programa humorístico de gosto pra lá de duvidoso. O excesso de personagens também foi outro problema, com tramas paralelas, em sua grande maioria, totalmente desnecessárias. Por fim, mesmo com muitas críticas ao seu estilo narrativo e à sua história, que pecou em várias incoerências, Amor à Vida foi bem no Ibope e teve repercussão. Com ótimos ganchos, alguns capítulos-chave e sequências de impacto, a novela conseguiu manter o interesse do público por oito meses seguidos, mesmo tendo que enrolar bastante pra espichar a novela. Não é exagero meu dizer que a bicha má do Félix (Mateus Solano) foi o grande destaque. Por alguns momentos, carregou a novela inteira sozinho nas costas!


08º lugar: Viver A Vida



Lançada com um arsenal de boas ideias, Viver a Vida foi uma novela que muito prometeu, mas pouco cumpriu. O folhetim arrastou-se em seus exatos oito meses de exibição apresentando um cotidiano lento demais com poucas histórias sendo desenvolvidas. O autor atingiu a meta de informar ao abordar a tetraplegia e anorexia alcoólica, mas ficou devendo no folhetim. A Helena de Taís Araújo foi a mais jovem e a única negra de todas as Helenas já criadas por Manoel Carlos. Entretanto, a superação da personagem cadeirante Luciana (Alinne Moraes) foi o grande fator que norteou toda a novela a ponto do autor focar mais na trama da personagem em detrimento aos dramas da então protagonista, Helena. A personagem de Taís Araújo foi perdendo espaço e acabou por se tornar a mais insossa das Helenas de Manoel Carlos. Desta forma, pode-se seguramente afirmar que a verdadeira protagonista de Viver a Vida foi Luciana, e não Helena.


07º lugar: Duas Caras


Educação, racismo, luta de classes, drogas, homossexualidade, especulação imobiliária e invasão de terras improdutivas foram temas abordados nesta trama de Aguinaldo Silva, que prometeu escrever uma novela politicamente incorreta. O autor deixou claro desde o início que centralizaria a atenção em determinados núcleos em momentos diferentes da novela. Uma trama teria destaque, enquanto outra ficaria em banho-maria até o momento de voltar a acontecer. O problema é que, com tramas paralelas fracas e uma história central chata, Duas Caras acabou ganhando mais críticas que elogios. Começando pela mocinha, interpretada pela Marjorie Estiano. A atriz foi vítima de várias críticas negativas, mais por conta pelo mau desenvolvimento de sua personagem do que pela sua performance. A novela só melhorou um pouquinho quando Silvia (Alinne Moraes) se transformou numa vilã maluca e psicopata, mas, num saldo geral, Duas Caras foi muito ruim!



06º lugar: Salve Jorge



Um verdadeiro samba do crioulo doido. Assim podemos definir Salve Jorge, aquele delírio em forma de novela que a Glória Perez escreveu. A trama foi massacrada pela crítica e zombada pelo público nas redes sociais, que diariamente apontavam erros e incoerências. E, de fato, Salve Jorge ultrapassou todos os limites do nonsense e abusou da inteligencia do telespectador. Ainda mais porque a trama era realista e tratava de um assunto sério: o tráfico de mulheres, que acabou pendendo para o humor involuntário. A autora pecou pelas incoerências e furos de roteiro enquanto a direção derrapou em várias sequências, com direito a erros de continuidade (o "cabelo bipolar da Morena", por exemplo, uma hora liso, outra cacheado). Ficou a impressão de que a direção preferiu fechar os olhos a esses detalhes e dar vazão ao lema da autora de que era preciso voar. Com um dos elencos mais numerosos já reunidos (quase cem personagens), ficou difícil para Glória Perez administrar tanta gente. Algumas tramas e personagens simplesmente sumiram da novela sem maiores explicações, como Miro (André Gonçalves), Dália (Eva Todor) e Yolanda (Cristiana Oliveira). Além desses equívocos citados anteriormente, a repetição de temas e estilo da autora foi outro problema, com dancinhas e bordões estrangeiros que já não despertavam mais tanto interesse assim como na época de O Clone. A Turquia retratada em Salve Jorge pareceu uma mistura (muito mal feita, diga-se de passagem) da Marrocos de O Clone com a Índia de Caminho das Índias.


05º lugar: Fina Estampa


Um sucesso popular que alavancou o horário nobre da Globo, Fina Estampa é uma das maiores audiência das nove dos últimos tempos. Taí uma prova de que audiência e qualidade nem sempre andam lado a lado. O autor, Aguinaldo Silva, uniu tramas surreais e sem compromisso algum com a realidade com elementos populares em voga no momento (como UFC e o funk), personagens pra lá de caricatos e uma heroína maniqueísta (mulher batalhadora, de personalidade forte, mãe sofrida, boa e justa). Entretanto, Fina Estampa está longe de ser o melhor trabalho de Aguinaldo Silva: não teve uma história consistente, marcante, inovadora ou original. O autor se perdeu do mote inicial: Griselda (Lília Cabral), que, ao ficar rica, se questionaria se o que vale mais é a aparência ou o caráter, como bem sugeria a abertura e o título da novela. Isso acabou não acontecendo e a vilã tresloucada Tereza Cristina (Cristiane Torloni) passou a ganhar mais espaço dentro da história, despertando a atenção do público acerca de seu segredo. Mas esse segredo, cuja revelação foi ápice em dois momentos, acabou por frustrar o telespectador. O autor também frustrou o público com a não revelação da identidade do amante de Crô (Marcelo Serrado), no último capítulo. Falando em último capítulo, Fina Estampa possui o pior final de uma novela de todos os tempos! Apesar do espaço que Tereza Cristina ganhou na trama, pela primeira vez não foi a vilã da novela que despertou paixões no telespectador. O personagem de Fina Estampa que entrou para galeria de tipos queridos da TV foi o Crô, o grande destaque da novela, impagável nas cenas com Tereza Cristina, o chofer Baltazar (Alexandre Nero) e a empregada Marilda (Kátia Moraes).





04º lugar: Insensato Coração




A trama chegou a dar uma impressão inicial de ser uma homenagem a Vale Tudo, mas era pura repetição e falta de imaginação mesmo dos autores. Personagens mal construídos e vilões psicopatas agindo sem motivo algum deram o tom de Insensato Coração. Os autores apostaram em uma estrutura narrativa desconexa marcada por temas fortes e realistas, ou seja, não havia uma história central bem definida e sim várias. Esse monte de tramas paralelas nascendo, evoluindo e morrendo ao longo da trama, marcando a saída e a entrada de vários personagens, foi um grande mal para a novela, pois negava ao telespectador se identificar com os personagens e acompanhar sua evolução. Norma (Glória Pires) foi a única personagem que tinha uma história cujo fio se podia seguir inteiro na novela e despertou o interesse do público. Por causa disso, o casal protagonista foi deixado um pouco de lado e Norma passou a ganhar ares de protagonista-vilã.



03º lugar: Esperança



Benedito Ruy Barbosa criou a novela Esperança com o objetivo de ser uma nova Terra Nostra. Apesar de manter a temática italiana, a trama não teve o mesmo sucesso da anterior. Com uma história arrastada, a novela se tornou um fracasso de audiência. Abalado com as críticas e sofrendo com problemas pessoais, Benedito Ruy Barbosa não conseguiu dar continuidade à história e abandonou o barco à deriva. Quem assumiu o desafio de tentar salvar a novela foi Walcyr Carrasco. A novela foi uma grande sucessão de erros e crise nos bastidores. Talvez o excesso de expectativa em torno de uma Terra Nostra 2 tenha sido um dos fatores. O casal protagonista, interpretados pelos (até então, inexperientes) Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin, também não agradou. Foi só com a entrada de Ana Paula Arósio que a história começou a andar e melhorou um pouco mais quando Walcyr assumiu e fez várias modificações, mas ainda naquelas.


02º lugar: Em Família


Um verdadeiro sonífero. Assim podemos definir Em Família, a última novela do Manoel Carlos. Se considerarmos o último folhetim do autor, Viver a Vida, cujo ponto alto era as dificuldades de uma bela e vaidosa moça que ficou tetraplégica (Luciana de Alinne Moraes), era de se imaginar que a premissa de Em Famíla não era lá muito atraente para o horário mais visado e visto da Globo. A história de primos que se amaram no passado, mas que, no presente, ficou apenas o rancor de um amor mal resolvido, poderia ser contada à seis da tarde sem maiores percalços. A Helena da vez (Júlia Lemmertz) não passou de mera coadjuvante para o drama da filha, Luiza (Bruna Marquezine), apaixonada pelo homem que desgraçou sua família no passado, Laerte (Gabriel Braga Nunes). O bom início da novela, que apresentou as primeira e segunda fases da história, se perdeu quando caiu na terceira e definitiva parte. Foi quando nos deparamos com uma trama mais lenta e que não fazia questão de prender o público na frente da TV, com um ritmo "devagar quase parando", pouca ação, sem vilões e humor e total ausência de bons ganchos.


01º lugar: Babilônia


Babilônia ainda nem terminou, mas já pode ser considera a pior novela das nove dos últimos tempos (quiçá, de toda a história da teledramaturgia brasileira)! Não, não é por causa da sua baixíssima audiência. Babilônia ocupa o primeiro lugar dessa lista porque realmente é uma novela pavorosa! Para não dizer que fui injusto, a trama começou de forma eletrizante, com um assassinato e a explosão de intrigas entre as duas vilãs, Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves). Mas, do segundo capítulo em diante, a trama desandou. A mocinha Regina (Camila Pitanga), para quem, teoricamente, o público deveria torcer, acabou se revelando uma chata profissional; e as vilãs, que se odiavam e prometiam grandes conflitos, passaram a ser aliadas. Sem um enredo forte e poucos perfis atrativos, não deu outra: a audiência despencou. As falhas do roteiro ficaram expostas e todas as mudanças que começaram a ser feitas, para iniciar uma operação de salvamento, deixaram a produção ainda mais equivocada. Babilônia virou uma verdadeira colcha de retalhos muito mal remendada. O que estava ruim, ficou ainda pior!



Relembre as 10 melhores novelas das nove dos últimos tempos clicando bem aqui.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Escala de Ódio: casal protagonista de novela das nove




Pedrina de Insensato Coração

Pedro (Eriberto Leão) e Marina (Paolla Oliveira) se conhecem durante um sequestro de avião e Maktub, estava escrito! os dois se apaixonam perdidamentZZZZzzzzzzzz... Ai, que sono! Nunca um casal protagonista me deu tanta preguiça quanto esses dois. Não havia química alguma entre eles e ambos os protagonistas eram songamongas insuportáveis. Faltava tudo para eles: química, dinamismo, uma história legal, tudo! Um casal tão sonolento que mal comecei a escrever essa matéria e já estou quase dormindo. Por isso, em uma escala de vinte soníferos, quanto odiei:




Renelda de Fina Estampa

René era um verdadeiro picolé de chuchu. Inicialmente, a história do chef de cozinha requintado que se apaixonava pela humilde Griselda (Lilia Cabral) me conquistou tanto que até cheguei a torcer por um final feliz para o casal. Porém, com a separação dos dois, René perdeu a função na novela. Se morresse ou sumisse sem deixar pistas, não faria a menor falta, tamanha a inutilidade do personagem na reta final. Aos poucos, René passou a ser o maior babaca da trama. Tanto é que Griselda terminou feliz com o fofo do Guaraci (Paulo Rocha) e René ficou com uma coadjuvante lá. Por isso, em uma escala de vinte mulheres bigodudas, tal como Griselda, quanto odiei:




Jorgina de Avenida Brasil

Jorginho (Cauã Reymond) era o grande amor de Nina (Débora Falabela). O amor de infância dos dois conquistou o público, mas na fase adulta pouca gente se importa com as cenas do casal. Além do foco absoluto da história ser o embate entre Nina e Carminha (Adriana Esteves), contribuia também para a depreciação do Jorginho a sua trajetória morna e meio desconexa. Não tinha uma cena em que ele não ficava pensando em Nina, correndo atrás de seu passado ou chorando. Um verdadeiro chato. Por isso, em uma escala de vinte batatas, apelido de Jorginho quando criança, quanto odiei:




Theorena de Salve Jorge

Pra começar, ouvir "Esse cara sou eu" como trilha sonora em todos os momentos de intimidade do casal foi uma dose quase intragável de se aguentar. O problema, nesse caso, nem era de Morena (Nanda Costa), que era até legal, mas sim de Théo (Rodrigo Lombardi), um verdadeiro mala sem alça. Mulherengo, dizia amar apenas Morena, mas traiu a amada várias vezes e vivia num vai-e-volta constante com a corna da Érika (Flávia Alessandra). Para salvar sua amada do tráfico internacional de pessoas, teve uma ideia super jenial: ir pra cama com a vilã traficante da trama!!! Assim não tinha nem como defende-lo? Por isso, em uma escala de vinte Salves Jorges, quanto odiei:




Bruloma de Amor A Vida

Bruno (Malvino Salvador) e Paloma (Paolla Oliveira) eram chatos ao extremo. O que dizer de um pai e uma mãe que permitem que a filha adolescente conviva com um sujeito como Ninho (Juliano Cazarré), ainda mais depois que o cara sequestrou a menina??? Paloma é recordista em patetice, já que nunca percebeu as más intenções de Félix (Mateus Solano). Bruno também não fica atrás no que dizia respeito às investidas de Aline (Vanessa Giácomo), que, literalmente, esfregava os peitos na cara dele e o panaca continuava fazendo visitinhas profissionais sem nunca perceber nada. Não é a toa que Felix e Niko (Thiago Fragoso) se destacaram na reta final e roubaram o posto de casal protagonista. Por isso, em uma escala de vinte caçambas de lixo, quanto odiei:




Luerte de Em Família

Luiza (Bruna Marquezine) namorava o gostoso do Bruno Gissoni, mas deixou tudo e enfrentou a família inteira para se casar com Laerte (Gabriel Braga Nunes), o ex-namorado psicopata de sua mãe que infernizou sua mãe no passado e quase matou seu pai enterrando-o vivo na juventude. Tem como torcer por um casal desses? Como se não bastasse, iludida pelos olhos azuis e a lábia infalível do flautista, Luiza parecia acreditar que estava vivendo em um conto de fadas e queria porque queria que todos pensassem o mesmo como se fosse uma coisa normal. Por isso, em uma escala de vinte flautas que Laerte tocava para nos matar de tédio e sono embora a trama inteira já fizesse isso, quanto odiei:




Criscente de Império

Cristina (Leandra Leal) era tão mala que a maior parte do público torcia para que Vicente (Rafael Cardoso) terminasse feliz com a Maria Clara (Andreia Horta). E o que Aguinaldo Silva fez? Transformou Clara numa chatonilda insuportável ainda pior que a Cristina e, só a partir daí, o público passou a torcer pela mocinha, que se casou com Vicente. Quer dizer, Vicente só se casou com ela porque Clara resolveu trocar de lugar com a irmã bem em cima da hora no casamento, porque senão ele teria se casado era com a Clara. Ou seja, trocou seis por meia dúzia! Por isso, em uma escala de vinte beija-flores da música-tema do casal "Ai que saudade d'ocê", quanto odiei:




Reginícius de Babilônia

Toda vez que assisto a novela, fico me perguntando: por que causa, motivo, razão ou circunstancia um advogado educado e gente fina como o Vinícius (Thiago Fragoso) vai se apaixonar e ficar correndo atrás feito um cachorrinho, mesmo depois de só levar patada atrás de patada, de uma carne de pescoço feito a Regina (Camila Pitanga)??? Ninguém nem se importa com eles porque os dois são tão corretinhos que não há química. Imagino que devem ser do tipo que tiram a roupa pra transar, dobram tudo bonitinho e aí sim vão pra cama. Por isso, em uma escala de vinte protetores auditivos que o Vinícius tinha que usar para aguentar os berros de Regina, quanto odiei:







E o resultado da nossa escala de ódio ficou assim:


8º lugar - Criscente de Império

7º lugar - Jorgina de Avenida Brasil

6º lugar - Renelda de Fina Estampa

5º lugar - Reginícius de Babilônia

4º lugar - Theorena de Salve Jorge

3º lugar - Pedrina de Insensato Coração

2º lugar - Bruloma de Amor A Vida

1º lugar - Luerte de Em Família





Parabéns, Laerte! Você e a Luiza ganharam a nossa escala de ódio e são 
o casal mais insuportável das novelas das nove dos últimos tempos!!!



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