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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Os piores e inadequados títulos de novelas



Não sei vocês, mas todas as (poucas) vezes em que assisto A Lei do Amor me surge um questionamento na cabeça: o que tem a ver o título da trama com a história apresentada? Afinal, se houve alguma grande história de amor foi só lá nos capítulos iniciais, quando Pedro e Helô ainda eram vividos por Chay Suede e Isabelle Drummond. Desde que Claudia Abreu e Reynaldo Gianechinne assumiram os personagens, o casal protagonista virou coadjuvante dentro da sua própria história — não por culpa dos atores, que fique claro.

"Sagrada Família", o titulo original, expressava muito melhor do que "A Lei do Amor" o tema principal da novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Seria um título irônico, claro, pois não há nada de sagrado na família Leitão, em torno do qual gira toda a história — pelo contrário, é cheia de podres, segredos, traições e pra lá de conturbada. Magnólia (Vera Holtz), a grande vilã da história e matriarca dos Leitão, além de todos os seus inúmeros pecados, é hipócrita, pois tenta passar a imagem de beata e vive falando de Deus. Foi capaz de muitas monstruosidades. Tudo, segundo ela, pelo bem da sua família.

Este tipo de problema é muito mais comum do que se imagina na teledramaturgia. Confira abaixo outros títulos inadequados de novela (seja por não terem nada a ver com a trama ou por serem bizarros):

Amor à Vida — A novela expôs preconceito, vingança, dramas pesados, além de ter apresentado muitos personagens com desvio de caráter, que tinham amor a tudo — ao dinheiro, ao sexo, a vilania —, menos à vida. São peças que não se encaixavam. O nome mais apropriado para a trama seria "Em nome do pai", que chegou a ser cogitado inicialmente, mas preterido pouco depois. O título tinha consistência, afinal, Félix (Mateus Solano) foi capaz de praticar inúmeras monstruosidades por causa da rejeição de sofria de César (Antônio Fagundes). Porém, optaram por "Amor à Vida", que fez sentido apenas em relação ao momento em que Bruno (Malvino Salvador) achou Paulinha (Klara Castanho) na caçamba e salvou sua vida.

Avenida Brasil — O nome apenas fez uma referência ao atropelamento de Genésio (Tony Ramos), que morreu quando Tufão (Murilo Benício) o atingiu com seu carro na Avenida Brasil, o que desencadeou toda a história da trama. Porém, se formos analisar todo o contexto, o título não teve absolutamente nada a ver com a história de vingança de Nina (Débora Falabella) e muito menos com o Divino Futebol Clube.

Sangue Bom — A trama das sete abordava o mundo midiático e o conflito da protagonista Amora (Sophie Charlotte) entre o "ser" e o "ter". Essa situação servia para movimentar todos os núcleos e apresentava a temática de uma forma dramática e bem-humorada ao mesmo tempo. O título pouco tinha a ver com a história, a não ser pela bondade excessiva de Bento (Marco Pigossi) ou então pela real identidade de Amora, que, no fundo, bem lá no fundo, sempre teve um "sangue bom". Entretanto, partindo dessa premissa, o nome serviria para qualquer novela, uma vez que personagens bons sempre fazem parte de uma história, assim como os maus. Mas em se tratando do conjunto da obra, o nome não combinou.

Alto Astral — Alguém, em pleno 2014, ainda dizia que fulano é "mó alto astral"? Ou que achou tal festa "super alto astral"? Fora o título pra lá de ultrapassado, a novela explorava tramas envolvendo fantasmas e espíritos de forma leve e cômica — tudo a ver com "Búú", título original da trama que foi preterido.

Fina Estampa — A novela, teoricamente, faria uma discussão sobre o ser e o parecer, a partir do momento em que Griselda (Lilia Cabral) ficasse rica e adotasse uma "fina estampa", onde se questionaria se o que vale mais é a aparência ou o caráter — como bem sugeria a abertura e o título da novela. Mas isso não aconteceu. Aguinaldo Silva se perdeu em seu mote inicial e a trama descambou para o absurdo.

Salve Jorge — Glória Perez disse que o título provinha de uma saudação a São Jorge, santo que nasceu na antiga Capadócia, na Turquia — onde parte da história se passava —, e que era o padroeiro do protagonista, Théo (Rodrigo Lombardi), muito usada nas religiões afro-brasileiras — o que acabou gerando uma campanha de boicote de muitos evangélicos. Porém, São Jorge mais parecia um pano de fundo, pois não exerceu nenhuma grande importância para a história, que falava sobre o tráfico de pessoas.

Balacobaco — Desesperada com o fracasso de sua novela Máscaras, a Record chamou Gisele Joras para adiantar os trabalhos de sua nova produção, que se chamaria "Passado Próximo". Mas, desesperada como só ela, a Record decidiu mexer na sinopse da novela e resolveu colocar na nova trama tudo aquilo que não tinha em Máscaras, que era uma novela bem sombria. E foi assim que a emissora transformou o drama de Gisele Joras em uma novela de (pseudo) humor com nome cafona, o que, é claro, não deu muito certo. Se a expressão balacobaco significar samba do crioulo doido, posso afirmar que a novela teve um título certo.

Da Cor do Pecado — Longe de mim querer pagar de politicamente correto e sair problematizando tudo, mas o título da trama é uma expressão que faz a mesma associação de que negro é igual a negativo, só que de forma mais subliminar, não recorrendo a termos como negro ou preto. Ela é usada como elogio, porém, para quem é cristão, pecar não é nada positivo, ser pecador é errado e ter a sua pele associada ao pecado significa que ela é ruim. Portanto, é simplesmente uma ofensa racista mascarada de exaltação à estética, direcionada a mulheres negras — caso da protagonista da novela, Preta (Taís Araújo), literalmente.

Malhação — A novelinha já deixou de ter uma academia como cenário principal há anos.

Antonio Alves, Taxista — O ano era 1996 e o SBT, em uma atitude ousada, resolveu estrear três novelas em um só dia e uma delas era a cafona (não só no nome) Antônio Alves, Taxista, que trazia Fábio Jr. como o personagem-título. Mais cafona do que colocar o nome do personagem principal no título é acrescentar a ele a sua profissão. É como se Rock Story se chamasse "Gui Santiago, o rockeiro".

Pícara Sonhadora — Título que dispensa comentários, enche o mundo de piadas (alguém aí pensou em "pica sonhadora"?) e que só mesmo o Silvio Santos para ter gostado e aprovado um nome desses.

A impressão que fica é que os autores estão cada vez mais deixando o título de suas produções de lado. Claro que a história é a principal preocupação para quem a escreve, entretanto, o nome da mesma não pode ser apenas algo decorativo. Precisa sim se encaixar com o que é mostrado ao telespectador na telinha.

E vocês? Se lembram de algum outro título ruim ou/e inadequado de novela? Comenta aí!

sábado, 4 de junho de 2016

Os melhores shippers das novelas que não terminaram juntos (na MINHA opinião)



Sabe aquele casal de novela que a gente shippa com paixão e, no final, eles não terminam juntos? É, meus queridos, eu já sofri muito com isso. Por isso, listo aqui os meus casais favoritos da teledramaturgia que não tiveram um final feliz. Que fique bem claro: é a MINHA opinião. Quem gostou, gostou; quem não gostou, vai ter que segurar a marimba. Confira:

Julipe (Sete Vidas)



E não é que a Júlia preferiu o indeciso, chato, insuportável, vacilão, egoísta, turrão e bobo do Pedro ao argentino pintoso e gente boa do Felipe?! NÃO FOI A GENTE QUE PEDIU!!!

Dunat (Malhação Sonhos)



O casal Duanca pode ter sido o protagonista, mas foi Dunat quem roubou a cena. Fim.

Arliza (Totalmente Demais)



Não satisfeitos em terem destruídos Dunat, Rosane Svartman e Paulo Halm foram lá e destruíram Arliza também. Euzinho fiz uma matéria todinha dando 5 motivos que a Eliza deveria ter terminado com o Arthur e não com o carrapato do Jonatas. É só clicar BEM AQUI.

Heledu (Laços de Família)



Não foi a toa que o público odiou a Camila. Todo mundo gostava da Helena com o Edu. Ela não tinha nada que se meter ali no meio roubando o boy da mãe. Como diria Íris, JUUUUUUUDAS!!!

Fredel (Mulheres Apaixonadas)



Tinha um marido que a batia com raquetes de tênis, se apaixonou por um aluno que é bem mais novo que ela, os pais do garoto são contra e, no final, o marido dela se mata com o garoto. Meu Deus, a vida da Raquel era um verdadeiro dramalhão mexicano, coitada... Nessa época, nem existia o termo shippar, mas eu já shippava mesmo assim a Raquel com o Fred.

Crozar (Fina Estampa)



Como eu queria que o Baltazar se revelasse gay e terminasse com o Crô. Adorava!

Penhotto (Cheias de Charme)



Não me conformo e não engulo até hoje a Penha ter dispensado um homem bacana e maravilhoso como o Otto pra ficar com o ex-marido Sandro, que sempre enrolou ela a vida inteira.

Ursulano (Cordel Encantado)



Ainda bem que, em Sete Vidas, Domingos Montagner e Débora Bloch puderam repetir essa química arrebatadora que foi o cangaceiro Herculano com a vilã Úrsula.

Olavel (Paraíso Tropical)



Esse foi outro casal de vilões que não valia nada, mas a gente gostava do mesmo jeito porque tinha muita catiguria e muito tesão. E põe tesão nisso. Muito mexxxxxxxxxxmo.

Anigo (A Vida da Gente)



Sempre achei que o Rodrigo ficou com a Manu mais por gratidão e pena do que por amor.

Vanderlina (A Favorita)



Catarina era uma das personagens mais legais de A Favorita. Só dela ter se livrado do ogro do Léo, já foi de bom tamanho. Mas meu coração sempre foi do Vanderlei. Aquela Estela nunca me desceu.

Malfred (Império)



E mais uma vez, Lília Cabral e Alexandre Nero transbordam química em cena. E mais uma vez, seus personagens não terminam juntos. Na próxima, já pode pedir música no Fantástico!

Concorda com a minha lista? Fique a vontade para discordar ou até selecionar outros casais de novelas que você amou e que não terminou junto.





Visite a nossa fan page para assistir A Favorita, que está sendo exibida de segunda à sábado, sempre ao meio dia. Clique na foto para ver os capítulos:


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

AUDIÊNCIA VS QUALIDADE


Se para as emissoras de TV a função de uma novela é dar lucro (ou seja, audiência), para o público ela, unicamente, serve como uma forma de entretenimento. Mas tem vezes que o público tá mais preocupado com a audiência do que as próprias emissoras. Possivelmente, você já deve ter visto nas redes sociais alguém enaltecendo e defendendo com unhas e dentes uma novela só porque ela é um sucesso ou detonando outra só porque ela é um fracasso. Muitas pessoas ainda usam os números de audiência para afirmar se tal novela é boa ou não, como se audiência significasse qualidade. Nem todo sucesso tem que ser, necessariamente, um primor, assim como nem todo fracasso é uma novela horrorosa. Claro que tem novelas de sucesso que foram maravilhosas (Vale Tudo, Tieta, A Gata Comeu, Mulheres de Areia, Avenida Brasil...) e fracassos de gostos duvidosos que mereceram sua baixa audiência (Babilônia, Negócio da China, Tempos Modernos...), mas audiência e qualidade nem sempre andam juntas. Não acredita? Então vamos provar!




        FRACASSOS DE AUDIÊNCIA QUE FORAM NOVELAS MARAVILHOSAS        



Meu Pedacinho de Chão
(meta 25 pontos; média 18)

Uma trama leve e divertida, aliada a uma direção de arte impecável, com uma estética totalmente diferente de tudo que já se viu em toda a teledramaturgia, com ares lúdicos de contos de fadas.


Pecado Mortal
(meta 10 pontos; média 6)

Com uma história concisa, enxuta, diálogos rápidos, cenas impactantes, reviravoltas incríveis e anti-heróis carismáticos, é uma das melhores novelas já produzidas pela Record. Destaque para Jussara Freire, que brilhou como a vilã Donana.

A Vida da Gente
(meta 25 pontos; média 22)

Com sua capacidade única de focar mais nas relações humanas do que na ação, Lícia Manzo criou uma trama realista e sensível sem cair no tédio ou no marasmo. Não chegou a ser um fracasso, mas teve uma audiência aquém do esperado.




Amor E Revolução
(meta 8 pontos; média 5)

Se hoje o SBT só produz remakes de novelas infantis, saibam que a emissora de Silvio Santos já investiu em grandes produções. É o caso de 'Amor E Revolução', que retratou de forma primorosa uma fase nebulosa do Brasil: a ditadura militar (1964/85).


Lado A Lado
(meta 25 pontos; média 18)

Poucas vezes um período histórico foi tão bem retratado na nossa teledramaturgia. Uma belíssima reconstituição de época, quase beirando a perfeição, que ganhou até o Emmy Internacional de Melhor Telenovela em 2013, desbancando, inclusive, o fenômeno 'Avenida Brasil'.



                 SUCESSOS DE AUDIÊNCIA QUE FORAM NOVELAS RUINS                 



Trilogia 'Os Mutantes'
(meta 13 pontos; média 15)

Uma trama completamente over e maluca com cenários pobres, péssimas atuações e efeitos especiais pra lá de toscos. Pura vergonha alheia! Entretanto, é um dos maiores sucessos da Record e chegou até a incomodar 'A Favorita', a novela das nove da Globo na época, na audiência. 



Kubanacan
(meta 35 pontos; média 35)

Um samba do crioulo doido. Assim podemos defini-la. A história era pra lá de bizarra: um pescador parrudo que tinha amnésia porque ele veio do futuro (?) através de uma máquina do tempo (??) para impedir uma tragédia. Detalhe: a gente só veio saber disso tudo no último capítulo!

América
(meta 45 pontos; média 49)

É a segunda maior audiência do horário das nove dos anos 2000, perdendo só para 'Senhora do Destino'. Entretanto, passou longe de ser considerada uma grande novela. Na época, a novela foi massacrada pela crítica, que diariamente apontava erros e incoerências no roteiro.
Caminho das Índias
(meta 40 pontos, média 39)

Tudo o que vimos na Marrocos de 'O Clone', Glória Perez fez um CTRL+C CTRL+V na Índia de 'Caminho das Índias', com dancinhas constrangedoras a todo momento e expressões indianas fora de hora que já não encantavam mais e despertavam a atenção quanto antes.

Fina Estampa
(meta 40 pontos; média 39)

Engana-se quem pensa que 'Avenida Brasil' é a novela de maior audiência da década 2010. De fato, ela foi um fenômeno e a mais repercutida dos últimos tempos, mas, por uma diferença de quase 30 décimos (39.03 vs 38.71), quem leva o título é 'Fina Estampa'. Entretanto, a novela de Aguinaldo Silva é uma das piores de todos os tempos! 'Fina Estampa' era para girar em torno da discussão entre imagem e caráter, entre o parecer e o ser, mas isso desapareceu logo nos primeiros meses. Aguinaldo Silva, pra variar, se perdeu totalmente em seu mote inicial, deixando o desenvolvimento da novela de lado e priorizando situações ridículas que mais pareciam ter saído de um quadro do 'Zorra Total'. Seu desfecho, então, foi um dos piores e mais incoerentes de toda a história da teledramaturgia mundial!



Tem alguma novela que você amou, mas que foi um fracasso? Tem alguma novela que você detestou, mas que foi um sucesso? Diz aí nos comentários!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

As 10 Piores Novelas das Nove dos Últimos Tempos


10º lugar: Império


Império tinha tudo pra ser um novelão memorável, mas pecou pela irregularidade. Repleta de apelos que despertaram a curiosidade no público, com personagens complexos, bem carismáticos, bem dirigidos e bem interpretados (a grande maioria) e com histórias que tinham tudo para render ótimos entrechos e ganchos. Alguns conseguiram, outros ficaram na promessa ou decepcionaram (Cora como grande vilã foi uma delas). Império foi uma novela bem mediana. Faltou um melhor desenvolvimento nas tramas desses personagens. Desde o início, a trama central de Império sempre foi o ponto alto da novela. Porém, na maioria das vezes, a estagnação imperava na obra de Aguinaldo Silva. A situação envolvendo a falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero) foi prolongada demais e cansou. Mas com o retorno do Comendador ao mundo dos vivos, o núcleo principal voltou a despertar interesse e apresentar qualidades. Entretanto, o mesmo não se pode dizer dos núcleos paralelos. Todos eles não funcionaram. Por isso chamá-la de irregular, onde quase tudo não se encaixou perfeitamente, alternando entre altos e baixos. 


09º lugar: Amor A Vida


A estreia de Amor à Vida foi super movimentada. A atração causou espanto pela direção que imprimiu agilidade na narrativa e pelas tomadas de tirar o fôlego. Mas, em menos de um mês, a novela logo entrou no ritmo normal de um tradicional folhetim. Porém, com alguns problemas. O texto de Walcyr Carrasco, que ele não permite improvisos e exige que seja declamado pelo seu elenco exatamente o que está no roteiro, foi o maior dos problemas. Em Amor à Vida, não faltou didatismo, repetições exaustivas de palavras CAÇAMBA!!! CAÇAMBA!!! CAÇAMBA!!! e frases, diálogos artificiais e primários, em um tom muitas vezes teatral. Funcionava nas comédias de época das seis horas que o autor escrevia, mas, para o horário nobre, que pede uma trama realista, subestimou demais o telespectador. E não faltou o humor carrasquiano, outra marca do autor. Combinado com o seu texto, soou infantil muitas vezes, quando não sem graça. Várias sequências e personagens resvalaram na comédia digna de esquete de programa humorístico de gosto pra lá de duvidoso. O excesso de personagens também foi outro problema, com tramas paralelas, em sua grande maioria, totalmente desnecessárias. Por fim, mesmo com muitas críticas ao seu estilo narrativo e à sua história, que pecou em várias incoerências, Amor à Vida foi bem no Ibope e teve repercussão. Com ótimos ganchos, alguns capítulos-chave e sequências de impacto, a novela conseguiu manter o interesse do público por oito meses seguidos, mesmo tendo que enrolar bastante pra espichar a novela. Não é exagero meu dizer que a bicha má do Félix (Mateus Solano) foi o grande destaque. Por alguns momentos, carregou a novela inteira sozinho nas costas!


08º lugar: Viver A Vida



Lançada com um arsenal de boas ideias, Viver a Vida foi uma novela que muito prometeu, mas pouco cumpriu. O folhetim arrastou-se em seus exatos oito meses de exibição apresentando um cotidiano lento demais com poucas histórias sendo desenvolvidas. O autor atingiu a meta de informar ao abordar a tetraplegia e anorexia alcoólica, mas ficou devendo no folhetim. A Helena de Taís Araújo foi a mais jovem e a única negra de todas as Helenas já criadas por Manoel Carlos. Entretanto, a superação da personagem cadeirante Luciana (Alinne Moraes) foi o grande fator que norteou toda a novela a ponto do autor focar mais na trama da personagem em detrimento aos dramas da então protagonista, Helena. A personagem de Taís Araújo foi perdendo espaço e acabou por se tornar a mais insossa das Helenas de Manoel Carlos. Desta forma, pode-se seguramente afirmar que a verdadeira protagonista de Viver a Vida foi Luciana, e não Helena.


07º lugar: Duas Caras


Educação, racismo, luta de classes, drogas, homossexualidade, especulação imobiliária e invasão de terras improdutivas foram temas abordados nesta trama de Aguinaldo Silva, que prometeu escrever uma novela politicamente incorreta. O autor deixou claro desde o início que centralizaria a atenção em determinados núcleos em momentos diferentes da novela. Uma trama teria destaque, enquanto outra ficaria em banho-maria até o momento de voltar a acontecer. O problema é que, com tramas paralelas fracas e uma história central chata, Duas Caras acabou ganhando mais críticas que elogios. Começando pela mocinha, interpretada pela Marjorie Estiano. A atriz foi vítima de várias críticas negativas, mais por conta pelo mau desenvolvimento de sua personagem do que pela sua performance. A novela só melhorou um pouquinho quando Silvia (Alinne Moraes) se transformou numa vilã maluca e psicopata, mas, num saldo geral, Duas Caras foi muito ruim!



06º lugar: Salve Jorge



Um verdadeiro samba do crioulo doido. Assim podemos definir Salve Jorge, aquele delírio em forma de novela que a Glória Perez escreveu. A trama foi massacrada pela crítica e zombada pelo público nas redes sociais, que diariamente apontavam erros e incoerências. E, de fato, Salve Jorge ultrapassou todos os limites do nonsense e abusou da inteligencia do telespectador. Ainda mais porque a trama era realista e tratava de um assunto sério: o tráfico de mulheres, que acabou pendendo para o humor involuntário. A autora pecou pelas incoerências e furos de roteiro enquanto a direção derrapou em várias sequências, com direito a erros de continuidade (o "cabelo bipolar da Morena", por exemplo, uma hora liso, outra cacheado). Ficou a impressão de que a direção preferiu fechar os olhos a esses detalhes e dar vazão ao lema da autora de que era preciso voar. Com um dos elencos mais numerosos já reunidos (quase cem personagens), ficou difícil para Glória Perez administrar tanta gente. Algumas tramas e personagens simplesmente sumiram da novela sem maiores explicações, como Miro (André Gonçalves), Dália (Eva Todor) e Yolanda (Cristiana Oliveira). Além desses equívocos citados anteriormente, a repetição de temas e estilo da autora foi outro problema, com dancinhas e bordões estrangeiros que já não despertavam mais tanto interesse assim como na época de O Clone. A Turquia retratada em Salve Jorge pareceu uma mistura (muito mal feita, diga-se de passagem) da Marrocos de O Clone com a Índia de Caminho das Índias.


05º lugar: Fina Estampa


Um sucesso popular que alavancou o horário nobre da Globo, Fina Estampa é uma das maiores audiência das nove dos últimos tempos. Taí uma prova de que audiência e qualidade nem sempre andam lado a lado. O autor, Aguinaldo Silva, uniu tramas surreais e sem compromisso algum com a realidade com elementos populares em voga no momento (como UFC e o funk), personagens pra lá de caricatos e uma heroína maniqueísta (mulher batalhadora, de personalidade forte, mãe sofrida, boa e justa). Entretanto, Fina Estampa está longe de ser o melhor trabalho de Aguinaldo Silva: não teve uma história consistente, marcante, inovadora ou original. O autor se perdeu do mote inicial: Griselda (Lília Cabral), que, ao ficar rica, se questionaria se o que vale mais é a aparência ou o caráter, como bem sugeria a abertura e o título da novela. Isso acabou não acontecendo e a vilã tresloucada Tereza Cristina (Cristiane Torloni) passou a ganhar mais espaço dentro da história, despertando a atenção do público acerca de seu segredo. Mas esse segredo, cuja revelação foi ápice em dois momentos, acabou por frustrar o telespectador. O autor também frustrou o público com a não revelação da identidade do amante de Crô (Marcelo Serrado), no último capítulo. Falando em último capítulo, Fina Estampa possui o pior final de uma novela de todos os tempos! Apesar do espaço que Tereza Cristina ganhou na trama, pela primeira vez não foi a vilã da novela que despertou paixões no telespectador. O personagem de Fina Estampa que entrou para galeria de tipos queridos da TV foi o Crô, o grande destaque da novela, impagável nas cenas com Tereza Cristina, o chofer Baltazar (Alexandre Nero) e a empregada Marilda (Kátia Moraes).





04º lugar: Insensato Coração




A trama chegou a dar uma impressão inicial de ser uma homenagem a Vale Tudo, mas era pura repetição e falta de imaginação mesmo dos autores. Personagens mal construídos e vilões psicopatas agindo sem motivo algum deram o tom de Insensato Coração. Os autores apostaram em uma estrutura narrativa desconexa marcada por temas fortes e realistas, ou seja, não havia uma história central bem definida e sim várias. Esse monte de tramas paralelas nascendo, evoluindo e morrendo ao longo da trama, marcando a saída e a entrada de vários personagens, foi um grande mal para a novela, pois negava ao telespectador se identificar com os personagens e acompanhar sua evolução. Norma (Glória Pires) foi a única personagem que tinha uma história cujo fio se podia seguir inteiro na novela e despertou o interesse do público. Por causa disso, o casal protagonista foi deixado um pouco de lado e Norma passou a ganhar ares de protagonista-vilã.



03º lugar: Esperança



Benedito Ruy Barbosa criou a novela Esperança com o objetivo de ser uma nova Terra Nostra. Apesar de manter a temática italiana, a trama não teve o mesmo sucesso da anterior. Com uma história arrastada, a novela se tornou um fracasso de audiência. Abalado com as críticas e sofrendo com problemas pessoais, Benedito Ruy Barbosa não conseguiu dar continuidade à história e abandonou o barco à deriva. Quem assumiu o desafio de tentar salvar a novela foi Walcyr Carrasco. A novela foi uma grande sucessão de erros e crise nos bastidores. Talvez o excesso de expectativa em torno de uma Terra Nostra 2 tenha sido um dos fatores. O casal protagonista, interpretados pelos (até então, inexperientes) Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin, também não agradou. Foi só com a entrada de Ana Paula Arósio que a história começou a andar e melhorou um pouco mais quando Walcyr assumiu e fez várias modificações, mas ainda naquelas.


02º lugar: Em Família


Um verdadeiro sonífero. Assim podemos definir Em Família, a última novela do Manoel Carlos. Se considerarmos o último folhetim do autor, Viver a Vida, cujo ponto alto era as dificuldades de uma bela e vaidosa moça que ficou tetraplégica (Luciana de Alinne Moraes), era de se imaginar que a premissa de Em Famíla não era lá muito atraente para o horário mais visado e visto da Globo. A história de primos que se amaram no passado, mas que, no presente, ficou apenas o rancor de um amor mal resolvido, poderia ser contada à seis da tarde sem maiores percalços. A Helena da vez (Júlia Lemmertz) não passou de mera coadjuvante para o drama da filha, Luiza (Bruna Marquezine), apaixonada pelo homem que desgraçou sua família no passado, Laerte (Gabriel Braga Nunes). O bom início da novela, que apresentou as primeira e segunda fases da história, se perdeu quando caiu na terceira e definitiva parte. Foi quando nos deparamos com uma trama mais lenta e que não fazia questão de prender o público na frente da TV, com um ritmo "devagar quase parando", pouca ação, sem vilões e humor e total ausência de bons ganchos.


01º lugar: Babilônia


Babilônia ainda nem terminou, mas já pode ser considera a pior novela das nove dos últimos tempos (quiçá, de toda a história da teledramaturgia brasileira)! Não, não é por causa da sua baixíssima audiência. Babilônia ocupa o primeiro lugar dessa lista porque realmente é uma novela pavorosa! Para não dizer que fui injusto, a trama começou de forma eletrizante, com um assassinato e a explosão de intrigas entre as duas vilãs, Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves). Mas, do segundo capítulo em diante, a trama desandou. A mocinha Regina (Camila Pitanga), para quem, teoricamente, o público deveria torcer, acabou se revelando uma chata profissional; e as vilãs, que se odiavam e prometiam grandes conflitos, passaram a ser aliadas. Sem um enredo forte e poucos perfis atrativos, não deu outra: a audiência despencou. As falhas do roteiro ficaram expostas e todas as mudanças que começaram a ser feitas, para iniciar uma operação de salvamento, deixaram a produção ainda mais equivocada. Babilônia virou uma verdadeira colcha de retalhos muito mal remendada. O que estava ruim, ficou ainda pior!



Relembre as 10 melhores novelas das nove dos últimos tempos clicando bem aqui.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

7 momentos das novelas tão tristes quanto o 7x1


08/07/2014. O dia em que o Brasil levou uma goleada da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo com um vergonhoso placar de 7x1. Os brasileiros choraram (de vergonha e decepção... ou tudo isso junto), os outros países debocharam da nossa cara e até mesmo quem não gosta de futebol não conseguiu esquecer esse episódio que é uma das maiores senão, a maior humilhações da história da Seleção Brasileira. Mas acreditem: já passamos por momentos piores nas novelas! Segue abaixo 7 momentos da nossa teledramaturgia que nos deixaram mais tristes que o 7x1:


1 - O fim de Cheias de Charme e Avenida Brasil


Todo dia acordo cedo / moro longe do emprego / Quando volto do serviço quero meu sofá / Tá sempre cheia a condução / Eu passo pano, encero o chão / E a outra vê defeito até onde não há / Queria ver madame aqui no meu lugar, eu ia rir de me acabar... Duvido que você não tenha cantado o hit Vida de Empreguete (ou, pelo menos, ter ouvido alguém perto de você cantando essa música) em 2012. O horário de se reunir a mesa para jantar nunca mais foi o mesmo desde o fim de Cheias de Charme. Ainda bem que, em breve, a novela vai virar filme. Assim, poderei matar minha saudade de rever as Empreguetes, a Diva das Brabuletas Chayene (Claudia Abreu), sua personal-curica Socorro (Titina Medeiros) e todas aquelas musicas deliciosamente cafonas. E, assim que acabava a novela das sete, minutos depois começava Avenida Brasil., o fenômeno mundial, a novela mais assistida dos últimos tempos, a novela que parou o país, a última grande maravilha do horário das nove!!! Saudades da Carminha (Adriana Esteves), da família Tufão (Murilo Benício), do bairro do Divino e, claro, de cantar Oi Oi Oi / Oi Oi Oi / Vem balançar, kuduro / Vamos dançar, kuduro / Oi Oi Oi / Oi Oi Oi / Seja morena ou loira / Vem balançar, kuduro / Oi Oi Oi. 2012: esse ano era foda!



2 - O último capítulo de Fina Estampa


Fina Estampa não era lá uma maravilha, mas até que era uma novela boa de assistir. Entretanto, seu último capítulo pôs todas as duas poucas qualidades na chón, porque a decepção foi grande, viu... Sem a menor dúvida, é o pior desfecho de novela de toda a teledramaturgia brasileira!


3 - A morte do inesquecível Homem de Preto


A morte do Comendador (Alexandre Nero) já havia sido anunciada há mais de um mês antes do último capítulo de Império ir pro ar, todo mundo sabia que isso ia acontecer, mas, ainda assim, conquistados pela magia e carisma de José Alfredo de Medeiros, continuamos acreditando que ele conseguiria escapar de mais uma tragédia. Entretanto, para a infelicidade de todos nós, o Homem de Preto morreu... Morreu assassinado pelo próprio filho com um tiro nas costas. Até hoje essa morte dói no coração de milhares de brasileiros que queriam que o Comendador terminasse a novela feliz com a Maria Marta (Lília Cabral). Como esse blog é de família, não vou expressar aqui os meus sentimentos em relação ao autor da trama, Aguinaldo Silva, por ter matado o Comendador Mentira! Vai tomar no cu, seu velho de merda, desgraçado, fía da puta, porque cê fez isso, cara?


4 - Cora, uma das ~~maiores~~ vilãs de todos os tempos


Quando Império estreou, não se falava em outra coisa: era a melhor novela desde Avenida Brasil e Cora (Marjorie Estiano/Drica Moraes) a melhor vilã desde Carminha (Adriana Esteves). Tanto é que não faltaram memes e mais memes dedicados à vilã nas redes sociais, se tornando um verdadeiro viral na internet com diversas montagens. O sucesso foi tanto que muita gente já considerava Cora uma das maiores vilãs de toda a teledramaturgia brasileira. E a personagem acabou entrando para a lista... Das vilãs mais flopadas e decepcionantes de todos os tempos!!! Da promessa de grande vilã, Cora acabou virando uma maluca sexualmente reprimida que cheirava cuecas e soltava pum e só queria perder sua virgindade com o Comendador (Alexandre Nero). Foi tão flopada que, nos Melhores do Ano ou só da Globo? no Faustão, a personagem nem ao menos disputou como melhor atriz do ano e sim como melhor atriz... COADJUVANTE!!! Que morte triste...


5 - O segredo da Carlota


Ai, ai... Como eu adorava Boogie Oogie... Quer dizer, até aquele maldito e famigerado segredo da Carlota (Giulia Gam) dominar a trama inteira e todos os personagens só falarem disso. Pra piorar, quando, finalmente, foi revelado o grande segredo da vilã, minha reação foi essa aqui, ó:



Que decepção, hein...


6 - Geração Brasil e Em Família


Se em 2012 a dobradinha da novela das sete com a novela das nove deu super certo, o mesmo não aconteceu em 2014. Geração Brasil e Em Família formaram uma perfeita dobradinha... De piores novelas do ano!!! O jeito era trocar de canal na hora da janta e dormir mais cedo quando começava a trama das nove ou aproveitar que a novela era um sonífero e dormir assistindo os dramas de HelenZZZZzzzzzz. Ou seja: ficamos órfãos de dois horários de novela de uma vez só!



7 - Babilônia


E como desgraça pouca é bobagem, depois de Em Família todo mundo pensava que jamais viria uma novela tão chata quanto a última novela do Manoel Carlos, certo? Errado! Babilônia tá aí pra provar que tudo que é ruim pode piorar e tudo que é pior pode piorar ainda mais! Ainda bem que tem Sete Vidas e Verdades Secretas no ar, senão a credibilidade da Globo ia tá na lama...


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Escala de Ódio: casal protagonista de novela das nove




Pedrina de Insensato Coração

Pedro (Eriberto Leão) e Marina (Paolla Oliveira) se conhecem durante um sequestro de avião e Maktub, estava escrito! os dois se apaixonam perdidamentZZZZzzzzzzzz... Ai, que sono! Nunca um casal protagonista me deu tanta preguiça quanto esses dois. Não havia química alguma entre eles e ambos os protagonistas eram songamongas insuportáveis. Faltava tudo para eles: química, dinamismo, uma história legal, tudo! Um casal tão sonolento que mal comecei a escrever essa matéria e já estou quase dormindo. Por isso, em uma escala de vinte soníferos, quanto odiei:




Renelda de Fina Estampa

René era um verdadeiro picolé de chuchu. Inicialmente, a história do chef de cozinha requintado que se apaixonava pela humilde Griselda (Lilia Cabral) me conquistou tanto que até cheguei a torcer por um final feliz para o casal. Porém, com a separação dos dois, René perdeu a função na novela. Se morresse ou sumisse sem deixar pistas, não faria a menor falta, tamanha a inutilidade do personagem na reta final. Aos poucos, René passou a ser o maior babaca da trama. Tanto é que Griselda terminou feliz com o fofo do Guaraci (Paulo Rocha) e René ficou com uma coadjuvante lá. Por isso, em uma escala de vinte mulheres bigodudas, tal como Griselda, quanto odiei:




Jorgina de Avenida Brasil

Jorginho (Cauã Reymond) era o grande amor de Nina (Débora Falabela). O amor de infância dos dois conquistou o público, mas na fase adulta pouca gente se importa com as cenas do casal. Além do foco absoluto da história ser o embate entre Nina e Carminha (Adriana Esteves), contribuia também para a depreciação do Jorginho a sua trajetória morna e meio desconexa. Não tinha uma cena em que ele não ficava pensando em Nina, correndo atrás de seu passado ou chorando. Um verdadeiro chato. Por isso, em uma escala de vinte batatas, apelido de Jorginho quando criança, quanto odiei:




Theorena de Salve Jorge

Pra começar, ouvir "Esse cara sou eu" como trilha sonora em todos os momentos de intimidade do casal foi uma dose quase intragável de se aguentar. O problema, nesse caso, nem era de Morena (Nanda Costa), que era até legal, mas sim de Théo (Rodrigo Lombardi), um verdadeiro mala sem alça. Mulherengo, dizia amar apenas Morena, mas traiu a amada várias vezes e vivia num vai-e-volta constante com a corna da Érika (Flávia Alessandra). Para salvar sua amada do tráfico internacional de pessoas, teve uma ideia super jenial: ir pra cama com a vilã traficante da trama!!! Assim não tinha nem como defende-lo? Por isso, em uma escala de vinte Salves Jorges, quanto odiei:




Bruloma de Amor A Vida

Bruno (Malvino Salvador) e Paloma (Paolla Oliveira) eram chatos ao extremo. O que dizer de um pai e uma mãe que permitem que a filha adolescente conviva com um sujeito como Ninho (Juliano Cazarré), ainda mais depois que o cara sequestrou a menina??? Paloma é recordista em patetice, já que nunca percebeu as más intenções de Félix (Mateus Solano). Bruno também não fica atrás no que dizia respeito às investidas de Aline (Vanessa Giácomo), que, literalmente, esfregava os peitos na cara dele e o panaca continuava fazendo visitinhas profissionais sem nunca perceber nada. Não é a toa que Felix e Niko (Thiago Fragoso) se destacaram na reta final e roubaram o posto de casal protagonista. Por isso, em uma escala de vinte caçambas de lixo, quanto odiei:




Luerte de Em Família

Luiza (Bruna Marquezine) namorava o gostoso do Bruno Gissoni, mas deixou tudo e enfrentou a família inteira para se casar com Laerte (Gabriel Braga Nunes), o ex-namorado psicopata de sua mãe que infernizou sua mãe no passado e quase matou seu pai enterrando-o vivo na juventude. Tem como torcer por um casal desses? Como se não bastasse, iludida pelos olhos azuis e a lábia infalível do flautista, Luiza parecia acreditar que estava vivendo em um conto de fadas e queria porque queria que todos pensassem o mesmo como se fosse uma coisa normal. Por isso, em uma escala de vinte flautas que Laerte tocava para nos matar de tédio e sono embora a trama inteira já fizesse isso, quanto odiei:




Criscente de Império

Cristina (Leandra Leal) era tão mala que a maior parte do público torcia para que Vicente (Rafael Cardoso) terminasse feliz com a Maria Clara (Andreia Horta). E o que Aguinaldo Silva fez? Transformou Clara numa chatonilda insuportável ainda pior que a Cristina e, só a partir daí, o público passou a torcer pela mocinha, que se casou com Vicente. Quer dizer, Vicente só se casou com ela porque Clara resolveu trocar de lugar com a irmã bem em cima da hora no casamento, porque senão ele teria se casado era com a Clara. Ou seja, trocou seis por meia dúzia! Por isso, em uma escala de vinte beija-flores da música-tema do casal "Ai que saudade d'ocê", quanto odiei:




Reginícius de Babilônia

Toda vez que assisto a novela, fico me perguntando: por que causa, motivo, razão ou circunstancia um advogado educado e gente fina como o Vinícius (Thiago Fragoso) vai se apaixonar e ficar correndo atrás feito um cachorrinho, mesmo depois de só levar patada atrás de patada, de uma carne de pescoço feito a Regina (Camila Pitanga)??? Ninguém nem se importa com eles porque os dois são tão corretinhos que não há química. Imagino que devem ser do tipo que tiram a roupa pra transar, dobram tudo bonitinho e aí sim vão pra cama. Por isso, em uma escala de vinte protetores auditivos que o Vinícius tinha que usar para aguentar os berros de Regina, quanto odiei:







E o resultado da nossa escala de ódio ficou assim:


8º lugar - Criscente de Império

7º lugar - Jorgina de Avenida Brasil

6º lugar - Renelda de Fina Estampa

5º lugar - Reginícius de Babilônia

4º lugar - Theorena de Salve Jorge

3º lugar - Pedrina de Insensato Coração

2º lugar - Bruloma de Amor A Vida

1º lugar - Luerte de Em Família





Parabéns, Laerte! Você e a Luiza ganharam a nossa escala de ódio e são 
o casal mais insuportável das novelas das nove dos últimos tempos!!!



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