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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Pior da Dramaturgia em 2015



E os 10 pontos negativos das novelas, séries, seriados ou minisséries de 2015 foram...

10º lugar: Tapas & Beijos

Após quatro anos no ar, Tapas & Beijos saiu do ar em setembro completamente desgastado, sem fôlego e perdendo sua identidade inicial. A história apresentou sinais claros de cansaço. As brigas, as trapalhadas que todos os personagens se envolviam, as idas e voltas amorosas entre os casais, enfim, tudo caiu na repetição. O que foi uma pena para uma série tão boa que teria deixado boas lembranças para os telespectadores se tivesse parado a dois anos atrás. Infelizmente, Tapas & Beijos chegou ao fim provando que já deu o que tinha que dar e deixando um gostinho de "já foi tarde".

09º lugar: Chiquititas

Chiquititas começou em julho de 2013 e só terminou em agosto de 2015, após 545 capítulos. Foram mais de dois anos no ar. Uma longa e exagerada duração que fez um grande mal para a história, que se arrastou e enrolou por vários meses. O SBT conseguiu estragar com esse remake da clássica versão brasileira de 1997. O texto de Chiquititas foi muito ruim de um modo geral. Os diálogos eram rápidos, sem profundidade até mesmo para questões cruciais da história. O elenco infantil era bastante irregular e os cenários bem mal feitos. Até meu irmão de oito anos sentia vergonha alheia quando via isso! E ainda teve um final doloroso, absolutamente sem graça. Parecia que o seu último capítulo foi produzido apenas para cumprir tabela. #CarrosselRainhaChiquititasNadinha

08º lugar: Chapa Quente

Nem mesmo dois dos melhores comediantes do Brasil (Ingrid Guimarães e Leandro Hassum), responsáveis pelos maiores sucessos de humor do cinema nacional dos últimos tempos, conseguiram salvar o péssimo roteiro de Chapa Quente. Com piadas sem graças e óbvias demais, os conflitos dos personagens eram desinteressantes e não provocavam empatia. Aquelas pessoas que protagonizam a trama pareciam cópias de outros tipos já vistos anteriormente em vários outros seriados e novelas. Sem falar que a grande maioria pecava pelo excesso de gritaria que chegava a dar dor nos ouvidos. Entretanto, por incrível que pareça, Chapa Quente rendeu bons índices de audiência para a Globo e ganhará uma segunda temporada em abril desse ano. Vamos ver se melhora, né?

07º lugar: Reta final de Império

Império começou muito bem, com pinta de uma nova Avenida Brasil, mas logo ganhou uma gigantesca barriga e só não naufragou graças ao tesão do Comendador (Alexandre Nero) e seus arranca-rabos com Maria Marta (Lilia Cabral) e às caras e bocas de Téo Pereira (Paulo Betti). Por volta do capítulo 100, Império quase morreu juntamente com o Comendador. Na reta final, como se tivesse um raio, o autor Aguinaldo Silva a despertou. Mas foi só botar os pés em 2015 que Império descambou de vez para o ridículo quando o Comendador tomou veneno e ressuscitou dentro do túmulo (??) e quando Cora foi para o spa como Drica Moraes e voltou como Marjorie Estiano após tomar um milagroso xixi de jacaré (???). E a história de José Pedro (Caio Blat) ser o misterioso Fabrício Melgaço foi a trama mais difícil de engolir dos últimos anos, ainda mais numa novela que parecia realista. Okay, ele tinha seus motivos, afinal, era constantemente esculhambado pelo pai. Mas isso era suficiente para odiar tanto o pai a ponto de preparar uma série de atentados contra ele e o matar no derradeiro capítulo? Por que José Pedro não se revelou esse vilão implacável antes? Por que não arrasou com José Alfredo e seu império quando o homem de preto vivia nas sombras, fingindo-se de morto? A combinação de fantasia com dramaturgia policial abusou da boa fé do telespectador. Se Aguinaldo Silva queria que um filho matasse o pai, deveria ter contado melhor essa história desde o início. Ele até foi ousado ao matar o protagonista pelas mãos do próprio filho, mas o surpreendente desfecho de Império e toda a sua reta final (de janeiro até março) não teve nexo com o restante da obra apresentada em 2014.

06º lugar: Reta final de Boogie Oogie e o Segredo da Carlota

Aconteceu o que tanto se temia: Boogie Oogie terminou sem conseguir manter o pique inicial. A trama de Rui Vilhena deixou uma ótima impressão em 2014 e começou causando alvoroço pelo ritmo dinâmico com o que o autor imprimia os acontecimentos. A cada semana, a novela dava uma guinada e virava de pernas pro ar. Rui conseguiu manter esse ritmo nos quatro primeiros meses. Vieram as festas de fim de ano e a história deu uma desacelerada. Voltou com força em janeiro, mas logo perdeu o dinamismo e se arrastou agonizando até o seu fim, em março, não lembrando em nada a novela ágil de antes. Era Segredo de Carlota pra cá, Segredo de Carlota pra lá... Tudo o que sobrou da história era descobrir o Segredo de Carlota, a megera interpretada (brilhantemente!) por Giulia Gam. Poucas foram as tramas paralelas que ainda interessavam ou que não citavam o Segredo de Carlota em suas falas. Em todos os núcleos, do mais importante ao mais desnecessário, não se falava em outra coisa: todo mundo queria descobrir o Segredo da Carlota e vivia em função disso. Pra culminar, o tal mistério era uma tremenda bobagem, com direito até a Carmen Miranda envolvida. Decepcionante!

05º lugar: Núcleos paralelos e cômicos de A Regra do Jogo

As tramas centrais sempre foram o forte de João Emanuel Carneiro. Já as paralelas, sempre foram um problema mesmo nas novelas de grande sucesso do autor. Com A Regra do Jogo, não é diferente. Mas dessa vez ele errou rude, pois TODAS as tramas paralelas são de uma irrelevância e uma falta de graça gritante. O Morro da Macaca está para A Regra do Jogo como a Turquia estava para Salve Jorge. É claro que não daria para colocar no morro só personagens chaves. Os coadjuvantes também fazem parte. Mas poderiam ser em menor quantidade e ter alguma graça. Merlô e suas duas namoradas são de uma chatice tremenda. O quadrilátero amoroso Rui-Indira-Tina-Oziel são totalmente deslocados e sem graça nenhuma. Por falar em falta de graça, temos o núcleo do Feliciano. É um suplício aquele monte de personagens chatos em tão pouco espaço físico. A Regra do Jogo não é de todo mal, mas são as suas tramas paralelas que estragam todo o bom trabalho da trama central. Seria de bom grado que a facção jogasse uma bomba no Morro da Macaca e mandasse aquilo tudo para os ares, né?

04º lugar: Os Dez "Enrolamentos"

Nada mais natural do que esticar um produto que traz retorno financeiro e prestígio para prolongar o sucesso. Foi exatamente isso o que a Record fez com Os Dez Mandamentos, mas exagerou na dose. Em sua fase de maior sucesso e repercussão, a emissora esticou ao máximo as dez pragas do Egito para que a novela ficasse mais tempo no ar. Para se ter uma ideia, a primeira praga começou em agosto e só terminou em novembro. Aja enrolação, né?! Na cena da abertura do Mar Vermelho, por exemplo, a demora para mostrar as águas se dividindo e a caminhada do povo hebreu foi tamanha que daria tempo de abrir um oceano inteiro. A Record apelou para várias mecanismos, em uma clara tentativa de enrolar o público de casa: com cenas arrastadas, criando diálogos desnecessariamente longos, explorando ao máximo as despedidas entre os personagens quando alguém estava prestes a morrer, mostrando os personagens derramando um oceano de lágrimas uns sobre os outros, dedicando longos minutos exibindo flashbacks, abusando do 'slow motion' (câmera lenta), exibindo caminhadas longas de um lugar para outro, colocando mais de dez minutos dedicados a "cenas do capítulo anterior e do capítulo de amanhã"... Na boa, precisava de tanta enrolação? E ainda terminou em aberto para que a Record pudesse fazer uma continuação e um filme. Os Dez Mandamentos foi uma boa novela, mas tais esticamentos a tornaram um suplício.

03º lugar: I Love Paraisópolis

Quando entrou no ar, em maio de 2015, I Love despontava como uma trama promissora. Passados seis meses, o estouro de I Love ficou só na promessa. Os dilemas amorosos do quadrilátero Grego (Caio Castro), Mari (Bruna Marquezine), Ben (Maurício Destri) e Margot (Maria Casadevall) não se mostrou forte o bastante para sustentar a novela. Os autores se perderam em sua própria história, optando por saídas esdrúxulas e pela mudança radical na condução do roteiro. A novela virou um festival de cenas absurdas que acabaram se tornando toscas. Salva-se apenas a rica galeria de coadjuvantes, que carregaram a novela inteira nas costas. A audiência foi ótima, mas é como eu sempre digo: audiência nem sempre implica em qualidade. I Love é a prova viva disso.

02º lugar: Seu Lugar no Mundo

Sem a menor dúvida, a Seu Lugar no Mundo já pode ser considerada uma das piores temporadas da Malhação de todos os tempos. O seu enredo inicial era bem empolgante: a rivalidade entre dois colégios. Mas o autor preferiu dar mais destaque para outras tramas desinteressantes e a rivalidade entre os colégios acabou sendo ofuscada na novelinha teen. Mesmo optando em mostrar tramas mais verossímeis e se aproximar da realidade do jovem brasileiro, os personagens são rasos e sem um pingo de carisma, com o agravante de que as atuações do elenco jovem, de um modo geral, são bem medianas. Isso sem falar nos temas sociais, quase todos abordados de forma didática e desastrosa. Seu Lugar no Mundo é insuportável e o melhor que a Globo tinha que fazer era dar um impeachment nessa temporada e botar uma reprise da Malhação Sonhos (ou da temporada da Vagabanda) para assumi-la!

01º lugar: Babilônia

O maior fracasso do ano. O maior fracasso da história do horário nobre global. A pior novela do ano. A pior novela das nove de todos os tempos. A grande "estraga-prazer" no aniversário dos 50 anos da Rede Globo. Essa é Babilônia! Ao contrário de I Love Paraisópolis (uma trama muito ruim com uma audiência muito boa), a audiência de Babilônia fez jus ao que ela foi: uma novela pavorosa! A trama começou de forma eletrizante, com a explosão de um duelo de vilãs, Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves), que prometia ser histórico. Mas, do segundo capítulo em diante, a trama desandou. A mocinha Regina (Camila Pitanga), para quem, teoricamente, o público deveria torcer, acabou se revelando uma chata profissional e as vilãs, que se odiavam e prometiam grandes conflitos, passaram a viver num joguinho massante e repetitivo de gato e rato. A audiência despencou. Tudo bem que houve toda aquela campanha anti-Babilônia pelos telespectadores mais conservadores em virtude do beijo gay entre as personagens de Fernanda Montenegro e Nathália Timberg. Mas as falhas no roteiro começaram a ficar expostas rapidamente e o enredo da novela se revelou fraco e com poucos perfis atrativos.  Apedrejados por todos os lados, os autores se mobilizaram para tentar consertar a novela e torná-la "mais leve". E foi aí que Babilônia piorou de vez e se tornou um trambolho ruim demais. Todas as mudanças que começaram a ser feitas, para iniciar uma operação de salvamento, deixaram a produção ainda mais equivocada. Babilônia virou uma verdadeira colcha de retalhos muito mal remendada. O que estava ruim, ficou ainda pior! Definitivamente, é uma novela para ser esquecida para sempre!


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Personagens de novela que você não deve chamar pro seu almoço de Natal (a não ser que queira ver o circo pegar fogo!)


 
Almoço de Natal tem sempre muitas chances de rolar treta. As pessoas já estão cansadas de terem se visto na noite anterior, estão comendo comida de sobra, podem se lembrar de coisas meio desagradáveis que aquele tio bêbado falou na noite passada, podem estar ressentidas por terem ganhado meias ou toalhas de banho, enfim... Quem nunca presenciou um barraco estilo Casos de Família no almoço de Natal, que atire a primeira pedra. Já diria minha querida vózinha: onde tem gente, tem problema e onde tem família então, nem se fala. Para não rolar brigas, é sempre bom evitar aquelas pessoas encrenqueiras (a não ser que você queira ver o circo pegar fogo). Pensando nisso, criei uma lista com alguns personagens que seria melhor você não chamar pro seu almoço de Natal se não quiser ver o peru enfiado naquele lugar onde o sol não bate de alguém:

 

Consuelo (Babilônia)

 
 
Eu não chamaria a Consuelo (Arlete Salles) para nenhuma situação social, imagine então para uma festa de família? Sem papas na língua, ela é aquela pessoa que fala na cara quando alguém tá vestindo uma roupa feia ou quando engordou. Sabe aquela típica tia que sempre pergunta sobre as namoradinhas? Pois Consuelo seria aquela que soltaria um "ele nunca trouxe namorada aqui porque é gaaaaay!" ou "ela nunca trouxe namorado aqui porque é sapatona, sua indecente, imoral". Certamente, se você chamasse a Dona Consuelo para o seu almoço de Natal, ela soltaria ofensas para todos os lados em nome da moral da Família Brasileira e a comida teria gosto de indigestão!

 

Nelita (A Regra do Jogo)



Nelita (Bárbara Paz) jogaria no ventilador os podres de todo mundo depois de ficar bêbada e dar muito vexame. É possível imaginar Nelita dançando de maneira erótica e exagerada na presença de familiares e usando roupas e vocabulário que deixariam suas tias crentes escandalizadas.


Stephanie (A Usurpadora)


 
Típica pessoa que deve odiar Natal, papai noel, gente feliz, almoço em família e dar presente. Ia ser aquela sua tia que te dá meia e roupa porque é uma coisa "que usa bastante". Contaria para as crianças que Papai Noel não existe e arrancaria a barriga postiça do tio que se veste de bom velhinho na frente de todo mundo. Além disso, insinuaria que aquela sua tia meio perua trai o seu tio e passaria o almoço toda falando como ela é uma pessoa de bem e o resto do mundo não. Pior escolha pro seu almoço, evite!


Cora (Império)


 
Cora (Drica Moraes) parece muito com aquela sua tia amarga que não aguenta ver ninguém um pouco feliz que já manda uma ofensa. É aquela pessoa que vai comer na casa dos outros e fala mal dos pratos, da comida, da decoração, das outras pessoas, enfim... Cora é torta de climão na certa!
 
 

Leleco (Avenida Brasil)


 
"Olha o pavê, galera. É pra ver ou pra comer?". CORTA DA SUA LISTA JÁ!!!

 

Léo (A Favorita)


 
Pior que o tio do pavê, esse é aquele cara que fica fazendo piadinha de mau gosto na mesa. Machista que só, certamente seria o cara que ficaria dando liçãozinha de moral e de bons costumes enquanto todo mundo almoça. Diria que a filha de não sei quem sai com muita gente, que mulher que não se dá o respeito "não merece respeito", que se a pessoa sai de roupa curta tá pedindo, entre outros desmandes. É o tipo de pessoa que eu não aprovaria na minha casa nunca, muito menos no Natal.


Serginho (Boogie Oogie)


 
Se você não quer que todos os seus segredos mais íntimos sejam revelados na mesa de Natal no meio da família toda, é melhor tirar Serginho (João Vithor Oliveira) da lista dos convidados.
 
 

Giovanna (Verdades Secretas)

 
 
A Giovanna (Agatha Moreira) seria aquela pessoa meio sem controle, que depois que bebe sai pegando aquele cara meio capenga da festa e sai falando verdades secretas pra todo mundo que estiver pela frente. Sempre ácida e irônica, em menos de dois minutos de almoço já estaria abraçada em uma garrafa de espumante flertando com o primeiro homem solteiro que vê pela frente.


Danny Bond (Felizes para Sempre?)


 
Não recomendamos Danny Bond (Paolla Oliveira) na sua lista de convidados porque ela pode deixar todos os homens babando no seu bundão, criando um imenso climão com as mulheres presentes. Pior que isso: ela pode ter ido pra cama com várias pessoas no almoço! Melhor não arriscar.



Pensando bem, acho que eu convidaria todos eles sim pro meu almoço...

 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

7 momentos das novelas tão tristes quanto o 7x1


08/07/2014. O dia em que o Brasil levou uma goleada da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo com um vergonhoso placar de 7x1. Os brasileiros choraram (de vergonha e decepção... ou tudo isso junto), os outros países debocharam da nossa cara e até mesmo quem não gosta de futebol não conseguiu esquecer esse episódio que é uma das maiores senão, a maior humilhações da história da Seleção Brasileira. Mas acreditem: já passamos por momentos piores nas novelas! Segue abaixo 7 momentos da nossa teledramaturgia que nos deixaram mais tristes que o 7x1:


1 - O fim de Cheias de Charme e Avenida Brasil


Todo dia acordo cedo / moro longe do emprego / Quando volto do serviço quero meu sofá / Tá sempre cheia a condução / Eu passo pano, encero o chão / E a outra vê defeito até onde não há / Queria ver madame aqui no meu lugar, eu ia rir de me acabar... Duvido que você não tenha cantado o hit Vida de Empreguete (ou, pelo menos, ter ouvido alguém perto de você cantando essa música) em 2012. O horário de se reunir a mesa para jantar nunca mais foi o mesmo desde o fim de Cheias de Charme. Ainda bem que, em breve, a novela vai virar filme. Assim, poderei matar minha saudade de rever as Empreguetes, a Diva das Brabuletas Chayene (Claudia Abreu), sua personal-curica Socorro (Titina Medeiros) e todas aquelas musicas deliciosamente cafonas. E, assim que acabava a novela das sete, minutos depois começava Avenida Brasil., o fenômeno mundial, a novela mais assistida dos últimos tempos, a novela que parou o país, a última grande maravilha do horário das nove!!! Saudades da Carminha (Adriana Esteves), da família Tufão (Murilo Benício), do bairro do Divino e, claro, de cantar Oi Oi Oi / Oi Oi Oi / Vem balançar, kuduro / Vamos dançar, kuduro / Oi Oi Oi / Oi Oi Oi / Seja morena ou loira / Vem balançar, kuduro / Oi Oi Oi. 2012: esse ano era foda!



2 - O último capítulo de Fina Estampa


Fina Estampa não era lá uma maravilha, mas até que era uma novela boa de assistir. Entretanto, seu último capítulo pôs todas as duas poucas qualidades na chón, porque a decepção foi grande, viu... Sem a menor dúvida, é o pior desfecho de novela de toda a teledramaturgia brasileira!


3 - A morte do inesquecível Homem de Preto


A morte do Comendador (Alexandre Nero) já havia sido anunciada há mais de um mês antes do último capítulo de Império ir pro ar, todo mundo sabia que isso ia acontecer, mas, ainda assim, conquistados pela magia e carisma de José Alfredo de Medeiros, continuamos acreditando que ele conseguiria escapar de mais uma tragédia. Entretanto, para a infelicidade de todos nós, o Homem de Preto morreu... Morreu assassinado pelo próprio filho com um tiro nas costas. Até hoje essa morte dói no coração de milhares de brasileiros que queriam que o Comendador terminasse a novela feliz com a Maria Marta (Lília Cabral). Como esse blog é de família, não vou expressar aqui os meus sentimentos em relação ao autor da trama, Aguinaldo Silva, por ter matado o Comendador Mentira! Vai tomar no cu, seu velho de merda, desgraçado, fía da puta, porque cê fez isso, cara?


4 - Cora, uma das ~~maiores~~ vilãs de todos os tempos


Quando Império estreou, não se falava em outra coisa: era a melhor novela desde Avenida Brasil e Cora (Marjorie Estiano/Drica Moraes) a melhor vilã desde Carminha (Adriana Esteves). Tanto é que não faltaram memes e mais memes dedicados à vilã nas redes sociais, se tornando um verdadeiro viral na internet com diversas montagens. O sucesso foi tanto que muita gente já considerava Cora uma das maiores vilãs de toda a teledramaturgia brasileira. E a personagem acabou entrando para a lista... Das vilãs mais flopadas e decepcionantes de todos os tempos!!! Da promessa de grande vilã, Cora acabou virando uma maluca sexualmente reprimida que cheirava cuecas e soltava pum e só queria perder sua virgindade com o Comendador (Alexandre Nero). Foi tão flopada que, nos Melhores do Ano ou só da Globo? no Faustão, a personagem nem ao menos disputou como melhor atriz do ano e sim como melhor atriz... COADJUVANTE!!! Que morte triste...


5 - O segredo da Carlota


Ai, ai... Como eu adorava Boogie Oogie... Quer dizer, até aquele maldito e famigerado segredo da Carlota (Giulia Gam) dominar a trama inteira e todos os personagens só falarem disso. Pra piorar, quando, finalmente, foi revelado o grande segredo da vilã, minha reação foi essa aqui, ó:



Que decepção, hein...


6 - Geração Brasil e Em Família


Se em 2012 a dobradinha da novela das sete com a novela das nove deu super certo, o mesmo não aconteceu em 2014. Geração Brasil e Em Família formaram uma perfeita dobradinha... De piores novelas do ano!!! O jeito era trocar de canal na hora da janta e dormir mais cedo quando começava a trama das nove ou aproveitar que a novela era um sonífero e dormir assistindo os dramas de HelenZZZZzzzzzz. Ou seja: ficamos órfãos de dois horários de novela de uma vez só!



7 - Babilônia


E como desgraça pouca é bobagem, depois de Em Família todo mundo pensava que jamais viria uma novela tão chata quanto a última novela do Manoel Carlos, certo? Errado! Babilônia tá aí pra provar que tudo que é ruim pode piorar e tudo que é pior pode piorar ainda mais! Ainda bem que tem Sete Vidas e Verdades Secretas no ar, senão a credibilidade da Globo ia tá na lama...


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Os finais de vilões mais fodásticos




CUIDADO QUANDO FIZERES PACTO COM O DEMÔNIO. ELE PODE TÁ TE OUVINDO!


Alma Gêmea foi uma novela encantadora e maravilhosa, mas foi difícil ter que aturar uma mocinha songamonga tão chata e insuportável quanto a índia Serena (Priscila Fantin). Me dava nos nervos toda vez que ela falava "mim, Serena" pra lá, "mim, Serena" pra cá... Ainda bem que Walcyr Carrasco nos presenteou com a diabólica Cristina (Flávia Alessandra), que fez a novela acontecer e é melhor que muita vilã do horário nobre COFCOFCoraCOFCOF. Cristina, logo no início, fez um pacto com o demônio (meda!) para ter o amor de Rafael (Eduardo Moscóvis). Manipulada pela mãe, ela infernizou a vida de todos os personagens até o fim com seus planos malignos e foi a grande
 pedra no sapato da história de amZZzzz entre SerenZZzzz e RafaeZZzzz. No final da novela, Cristina sequestra Serena. No clímax da situação, ela tenta atirar na índia, mas Rafael entra na frente dela porque é trouxa. Nessas ele morre, mas Serena felizmente tem um ataque do coração e nunca mais temos que ouvir "mim, Serena" na novela. Como descumpriu o pacto que fez lá no primeiro capítulo que iria fazer de tudo para conquistar o amor de Rafael e acabou matando-o, Cristina é levada à força pelo próprio demônio para dentro de um espelho, onde só há trevas, e morre queimada!


Tenho pesadelos com essa cena até hoje!



ÃO! ÃO! ÃO! COMIDA DE TUBARÃO!


Muito antes de conquistar o país inteiro como o Comendador José Alfredo de Medeiros em Império, Alexandre Nero já brilhava e fazia sucesso com as mulheres na ficção em Escrito nas Estrelas como o vilão Gilmar, um homem sedutor, inescrupuloso e mau-caráter que trabalhava na clínica do poderoso Ricardo Aguillar (Humberto Martins) sendo seu assistente pessoal. Ambicioso, vivia tentando ter a absoluta confiança do patrão para que pudesse lhe dar um grande golpe. Para isso, foi capaz de inúmeros golpes, falcatruas e até assassinato. No último capítulo, Gilmar sequestra a mocinha (uma coisa nada clichê em final de novela, né) e acaba disparando nela. Enquanto todo mundo se preocupa em salvar a vida dela, Gilmar aproveita e consegue fugir. Ele termina feliz em uma ilha paradisíaca rodeado de lindas mulheres, enquanto degusta drinks coloridos e... Fim? Não, a história não termina por aí. Gilmar aproveita o solzão para nadar. Ele acaba dormindo em cima de uma boia e, quando acorda, é atacado e devorado por um tubarão em alto mar!!! Agora sim... Fim.


I Love Alexandre Nero ontem, hoje, amanhã e sempre!



QUE SE DANE O AMOR!


Carlota (Giulia Gam) foi o grande destaque de Boogie Oogie. A vilã era tão sarcástica, tão debochada e tão fodástica que nada nem ninguém a derrubava e protagonizou ótimos barracos.


Embora tenha enchido linguiça e, no final, foi beeeeem frustrante, Carlota escondeu por muito tempo um segredo do passado que aguçou a curiosidade de todos (tanto dos personagens como também de nós, telespectadores) e causou diversas mortes. Durante meses a história da novela só girou em torno desse grande enigma e tentávamos descobrir qual era o grande e famigerado "Segredo da Carlota". Acontece que, no passado, ela ajudou o então marido Ivan a roubar joias feitas com exclusividade para Carmen Miranda (até a cantora que tá morta há milênios entrou na roda). Ele foi preso e, posteriormente, assassinado e a vilã viveu por anos com o dinheiro da venda dos diamantes de uma das peças roubadas. No final, ela arma um plano com o filho, Beto (Rodrigo Simas), para fugir com todo o dinheiro da ex-sogra, mas ele se arrepende e devolve todo o dinheiro. Carlota, então, desaparece e... Fim? Não, ainda não! Ela recupera os verdadeiros diamantes que enterrou a vida inteira na cova de Ivan e some no mundo, terminando a novela impune e sozinha, mas ryyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyca. E como a própria disse na cena final...


Vou levar essa frase por toda a minha vida!



PIRANHA ASSADA


Todo mundo adora dizer que o Félix (Mateus Solano) carregou Amor À Vida inteira sozinho nas costas, o que acho uma tremenda injustiça. Foi o melhor da novela? Sim, foi. Mas não carregou a trama totalmente sozinho não. Há de se considerar também os esforços hercúleos de Aline (Vanessa Giácomo), nossa secrepiranha do mal favorita. Fria e calculista, ela conseguiu entrar na vida de César (Antonio Fagundes) e executar um grande demorado e ridículo plano de vingança contra o doutor garanhão por conta de uma tragédia do passado. No final ela foi presa por seus crimes e acabou morrendo tragicamente eletrocutada ao tentar fugir da cadeia.


Virou churrasquinho!
Foi a Galine que fez esse cupcake maravilhoso com
um ingrediente surpresa que só ela sabe. Alguém quer?


DO PÓ VIEMOS, PARA O PÓ RETORNAREMOS...


Em Eterna Magia (essa novela foi bem apagadinha, por isso muitos nem devem lembrar dela), a malévola Zilda (Cássia Kiss Magro) era uma bruxa da espécie rasputina, ou seja, usava sua magia unicamente para o mal e fez vários feitiços e pactos com o demônio para atingir seus objetivos. A novela não foi lá grande coisa e nem tenho muito o que falar dela, mas o final foi bacana. Zilda, após jogar um feitiço na cidade inteira, acaba perdendo seus poderes e fica tipo a Regina Casé daqui a uns 30 anos. Ela vai se desfazendo até virar pó e é varrida pela empregada.
Vocês podem assistir a cena clicando bem aqui, no momento 12:20 do vídeo.


Zilda me arrepiava todo quando aparecia em cena



O TEMPO FECHOU... LITERALMENTE!


Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque (Eva Wilma) era a grande vilã de A Indomada. Má, mesquinha, avarenta, estúpida, soberba, ambiciosa, invejosa, falsa carola e pecadora de marca maior. Mas tudo isso só fez a gente amá-la ainda mais, já que convertia todo o seu mau-caratismo em humor, principalmente quando misturava o seu sotaque nordestino com o inglês. E nem mesmo depois de morta ela deu sossego. Mesmo após morrer queimada, Altiva reaparece em uma grande nuvem negra no céu de Greenville (essas coisas que só acontecem em novela do Aguinaldo Silva) e ameaça todos os moradores da cidade dizendo que vai voltar e se vingará. Oxente, my god!!!

Eu voltareeeeeeeeeeeeeeeeeeiii!


PARIS + CAUÃ REYMOND = ADOOOOOOOOORO!


Bia Falcão (Fernanda Montenegro) era uma vilã incrível. Uma espécie de meia-irmã da Odete Roitman (Beatriz Segall), sabe? Cruel, fria, elegante, arrogante, manipuladora, controladora, poderosíssima, nunca perdia a pose nem o poder. Sem falar que odiava pobre, afinal...


Bia aprontou tanto em Belíssima que daria até para fazer um post só dela com todos os seus crimes e maldades - desde assassinatos até forjar a própria morte. Na trama, havia um grande mistério que aguçou a curiosidade dos telespectadores. Um personagem misterioso (tipo o mistério do Fabrício Melgaço em Império... Só que bem mais feito e interessante e melhor desenvolvido) que estava por trás de todos os males do mundo e tínhamos algumas pistas: era um homem e fumava cigarros. Quando chegou o último capítulo, descobrimos que a vilania era feita por... Bia Falcão (algo até bem óbvio, já que ela era a vilã-mor da história), com a cumplicidade do advogado. Quando todos os seus crimes vieram à tona e a polícia já estava fechando o cerco contra a vilã e prestes a prendê-la, tudo indicava a derrocada de Bia. Afinal, ela já não tinha mais o que fazer... Né? Sabem de nada, inocentes! Cínica e muito esperta, ela finge passar mal diante dos policiais, despista todo mundo e foge em seu jatinho particular. A vilã termina a novela livre, leve e solta, num sofisticado apartamento em Paris tomando champanhe e tendo como boy magia o Cauã Reymond.

Morram de inveja, Carminha e Nazaré Tedesco. Vilã chique e fina é outro nível!


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Os 20 Maiores Clichês das Novelas Brasileiras



1 - Metade do elenco trabalha em uma empresa familiar


Não importa o ramo. Toda novela sempre tem uma empresa construída a muito custo por um homem ou um casal que hoje enriqueceu e sustenta um grande império. Esses proprietários coincidentemente têm mais de um casal de filhos e alguns outros tantos agregados, todos devidamente empregados na companhia, que acaba sendo cenário para muitas das tramas e, principalmente, disputa pelo poder.


2 - O golpe da barriga sempre funciona


Não importa a época. Sempre há uma mulher que, para segurar o amor da sua vida, forja um exame de gravidez – e algumas chegam até a sustentar uma barriga falsa por algum tempo. As artimanhas vão desde dar um sonífero para o mocinho e deitar ao lado dele na cama para fingir relação sexual a até aproveitar uma recaída para dar o bote certeiro. Em 90% dos casos, o galã cai na armação e se sente forçado a “reparar o erro” casando-se com ela – nos outros 10% é a mocinha quem abre mão dele.


3 - Sempre tem uma criança prodígio


Ela conversa com todos de igual para igual, tem sempre algo relevante para dizer e, muitas vezes, faz o papel de psicóloga do seu núcleo de personagens. Não, não estamos falando daquela vovó simpática que vira-e-mexe também aparece em uma novela. Esse é o perfil da criança prodígio que parece ter se tornado item obrigatório. A inocência infantil passa longe dela, que convive demais com adultos ou teve que amadurecer mais rápido por algum trauma na família.


4 - A mocinha tem uma vida sofrida, mas vive sempre sorrindo


É indiscutível que toda trama precisa de mocinha e vilã – ou da variação masculina disso. Mas é incontestável também a chatice dessas boas moças. Elas são inacreditavelmente felizes, apesar de na maioria das vezes ter uma vida difícil, e são também puras de coração, não desejam o mal de ninguém, não reclamam de nada e perdoam tudo. Claro que tem umas que fogem dessa regra (Xica da Silva e Viúva Porcina, por exemplo), mas a a grande maioria das mocinhas tem esse perfil que acaba cansando e fazendo com que declaremos preferência para as vilãs (que no fundo não passam de simples mortais, sem a característica songamonga e “carinha de virgem” das mocinhas).


5 - O par romântico só fica junto no final da trama


Tudo bem que quase todas as mocinhas são apáticas, mas talvez seja porque elas sabem que irão sofrer até os últimos capítulos. Na ponta do lápis, o vilão se dá bem durante toda a trama, ou seja, por muito mais capítulos do que o casal de mocinhos – que invariavelmente sofrem durante a trama inteira para só no final da história ficarem juntos. E já que demoraram tanto para viverem seu grande amor, que sejam “felizes para sempre”, como em um conto de fadas mesmo.


6 - O vilão morre, enlouquece, se arrepende ou foge no final


Para que o casal de protagonistas viva “feliz para sempre”, é preciso acabar com o vilão – ou, pelo menos, tirá-lo de circulação para que não atrapalhe mais. Neste caso, são poucas as variações: ele morre ou se suicida ou fica louco e acaba internado em um hospício ou se arrepende dos seus crimes ou simplesmente consegue fugir do país e some para sempre. 


7 - Alguém se casa no último capítulo (em geral, o casal protagonista)


Novela sempre termina com festa. Os vilões que já pagaram seus pecados de um lado e os mocinhos renovando seus votos de amor de outro. E desde que alguém teve primeiro a ideia de reunir todos eles em um casamento, ninguém mais conseguiu fugir à regra. Afinal, são poucas as festas para as quais até os personagens de núcleos mais distantes podem ser convidados. E quem já se casou também reaparece para mostrar que cumpriu a ordem natural da vida e está grávida ou já com filhos. As vezes rola até de fazer um casamento duplo ou até triplo.


8 - Os segredos são revelados à beira da morte ou no capítulo final


Sempre há um segredo a ser desvendado em uma novela. Seja o paradeiro ou a existência de um filho ou um pai desconhecido até um assassino misterioso. No primeiro caso, a notícia em geral é dada por alguém que está à beira da morte e decide fazer sua última revelação – na maioria das vezes acompanhada de um pedido de perdão. Já a resposta para “Quem matou fulano?” surge no meio da trama e é levada até os momentos finais.


9 - "Quem matou fulano?" na reta final


Assassinato de algum personagem importante da trama que planta dúvidas nos telespectadores sobre o executor do crime – já que quase todos os personagens teriam motivos para matá-lo – foi usado em diversos desfechos de novelas para sacudir ainda mais a sua reta final. O problema é que hoje em dia esse recurso muita das vezes não passa de uma maneira de encher linguiça e fazer render a novela.


10 - Uma mulher é apaixonada por quem não quer nada com ela


A boa e velha ciranda do amor: apaixonar-se por alguém que ama outra pessoa. Em novela, é esse triângulo amoroso que guia a trama, variando apenas entre um homem e duas mulheres ou uma mulher e dois homens. Fato é que a pessoa não-correspondida é sempre aquela capaz de qualquer coisa para conseguir o seu amor e passa a história toda armando contra o casal que deveria ser feliz – e será, mas apenas no fim da história.


11 - Toda cartomante de novela é certeira nas previsões


Elas sempre tem previsões com os personagens e avisam os acidentes, mortes futuras paixões... Se todas elas fossem assim na vida real, todo mundo ganharia na loteria!


12 - Passagem de tempo


O passado longínquo de 1997 se torna o presente frescor de 2007. E por aí vai... A mais velha-nova moda das novelas é o truque quase que teatral da passagem do tempo. Cansados de ter que argumentar razoavelmente bem as atitudes de seus personagens durante um certo período de tempo, autores de novelas apelam para o truque do envelhecimento da trama. Geralmente os homens ganham cabelos grisalhos. O problema é quando erram na escalação do elenco e um personagem da primeira fase surge na segunda fase mil anos mais jovem do que era. Né, Em Família?



13 - País estrangeiro nos primeiros capítulos


Praticamente todas as novelas brasileiras se passam em São Paulo ou no Rio de Janeiro, mas é muito comum uma trama exibir seus primeiros capítulos em um cenário internacional pra dar uma diferenciada e ficar chique. Também é normal todos os estrangeiros falando em português e indo pro Brasil.



14 - Todo mundo usa roupa bonita em casa


Nada de camiseta velha do irmão que tem buraco debaixo do braço, nem de chinelo genérico das Havaianas ou coçar o saco jogado no sofá. Nada de passar o dia inteiro de pijamão e de meia furada pela casa. Todo mundo está sempre arrumado, maquiado e com o cabelo feito dentro de casa e nem sequer colocam os pés no sofá pra assistir TV. Seja pobre ou rico.



15 - Gêmeos idênticos de personalidades opostas


Se você tem um irmão gêmeo e ele é todo certinho, você deve ser o descolado da família. Pelo menos essa é a lógica das novelas. Não só nas novelas brasileiras, mas os gêmeos que mais se destacaram na dramaturgia são os de personalidades opostas. Sempre rola troca de papéis entre eles (o irmão mal se passando pelo irmão bom e vice-versa), os outros personagens se confundem sobre quem é quem e acaba criando aquela confusão ou então também há disputa pela namorada do irmão.



16 - Todo mundo abre a porta pra todo mundo


No condomínio de luxo, a campainha toca de repente. O dono do apartamento abre a porta. É seu maior inimigo. “O quê?! Você por aqui?!”. Ora, o prédio não tem porteiro para avisar que alguém está subindo? Quando alguém toca a campainha, o morador ainda teria a chance de dar uma espiada pelo olho mágico. Mas ninguém olha pelo buraquinho. Mesmo sem olhar, duas palavrinhas mágicas resolveriam o problema: “Quem é?”. Ninguém pergunta. Abrem a porta de supetão e sempre levam um susto.



17 - A mocinha é sempre sequestrada pelo vilão no último capítulo


Geralmente, na última semana da novela, o vilão está derrotado e sem alternativa comete sua última maldade: sequestra a mocinha para pedir resgate ou matá-la (o que nunca acontece). Pode não ser necessariamente a mocinha e sim alguém que tenha relação com ela (o filho, a mãe, a família, ou até mesmo o mocinho).



18 - Barraco em casamentos


Eu nunca presenciei nenhum escândalo em casamento na vida real, mas isso acontece com frequência nas novelas - exceto no último capítulo. Sempre tem alguém para atrapalhar a cerimônia e essa pessoa enfrenta vários obstáculos até chegar à igreja. Ah, e sempre tem algum supersticioso pra dizer "o noivo não pode ver a noiva vestida antes do casamento" e se isso acontece, xiiiiiiiiiiii...



19 - Gente da classe C só vive berrando


Toda novela tem uma família de classe média baixa (a chamada classe C) que é meio idiotizada, espalhafatosa, vivem comendo, arrumando confusão, gritando o tempo todo, mas são gente boa: 
- “MÃE, O TONINHO PEGOU O MOLHO DO MACARRÃO TODO PRA ELE!”
- “AH, CALA A BOCA, ABELARDO, NÃO ME COMEÇA COM ESSAS FRESCURA DE NOVO!”.
- “VAMO PARAR COM ISSO QUE HOJE EU NÃO TO BOA, VIU”.
- “IH, MAMÃE É CHATA, VIU!”.
- “EU VOU TE ARREBENTAR, GAROTA!”.
Geralmente são eles os responsáveis pelo humor na novela.



20 - As vilãs sempre apanham passivamente das mocinhas


Pode ser uma Carminha da vida ou uma Nazaré Tedesco. Não importa. Toda vilã sempre apanha passivamente e sem reagir da mocinha como se fosse uma forma de recompensá-la por todo mal que causou em sua vida e lavar a alma do público. Engraçado que nessas horas as mocinhas - tão songamongas a trama inteira - viram ninjas e fazem as vilãs - sempre altivas, debochadas e cheias de si - de pano de chão (literalmente). É claro que na vida real seria o contrário, mas...


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