Não perca nenhum dos nossos posts

Mostrando postagens com marcador alma gêmea. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alma gêmea. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de abril de 2016

Como criar um índio no manual da TV


Se até hoje quase sempre aos negros são relegados papéis secundários nas novelas, a situação dos índios é ainda pior. Retratados de maneira caricata e estereotipada, poucas vezes índios de verdade foram escalados para os papéis que lhe caberiam por direito na teledramaturgia. Neste Dia do Índio, relembre as tentativas da TV brasileira de "homenagear" os primeiros habitantes do Brasil.

Potira (Lúcia Alves)

Novela: Irmãos Coragem (1970)
Papel: Potira vivia um relacionamento com Jerônimo, um dos irmãos coragem.
Grau de Verossimilhança (3): A maquiagem e o figurino ajudavam a disfarçar, mas a atriz não tinha nenhuma ascendência indígena. Não dava para comprar essa ideia.
Aritana (Carlos Alberto Ricelli)

Novela: Aritana (1978)
Papel: Aritana era o filho de uma índia com um branco. O grande drama da história é a necessidade de Aritana defender a terra dos índios de um grupo americano que deseja comprar tudo. Já na época em que a Tupi estava em decadência, a novela foi massacrada por Dancin' Days, da Globo, que fazia um estrondoso sucesso. Mas serviu para juntar o casal Ricelli e Bruna Lombardi, que faziam par romântico na novela, e estão juntos até hoje.
Grau de verossimilhança (6): Como Ricelli fazia o filho de um branco com uma índia, até que passava. Mas os parcos recursos da Tupi o deixaram parecido com um cosplay do Papa-Capim.

Potira (Dira Paes)

Novela: Irmãos Coragem (1995)
Papel: No remake da novela da década de 70, desta vez escalaram uma descendente de índios para o papel de Potira: Dira Paes, a primeira atriz bem escalada para o papel de uma índia.
Grau de verossimilhança (8): Com o biotipo certo (e muito talento), a atriz paraense de Abaetetuba se encaixou bem e convenceu no papel de índia.

Caraíba (Stênio Garcia) e Moatira (Maria Maya)

Minissérie: A Muralha (2000)
Papel: Stênio Garcia fez o papel de Caraíba, chefe da tribo e protetor dos guerreiros. Maria Maya, como a índia Moatira, era abusada sexualmente por Dom Braz (Tarcísio Meira), um bandeirante inescrupuloso e perverso que fazia os índios de escravos para vendê-los como mão-de-obra. Na trama, Moatira vive um romance proibido: ela se envolve com um padre, Miguel (Matheus Nachtergaele).
Grau de verossimilhança (5): A produção caprichada, feita para comemorar os 500 anos do descobrimento do Brasil, também caprichou na caracterização dos personagens. Mas como nem Maria Maya, nem Stênio Garcia são remotamente indígenas, ficou difícil vê-los como índios. Garcia ainda é melhor pilotando um caminhão. Foi uma cilada, Bino! (entendedores entenderão)

Paraguaçu (Camila Pitanga) e Moema (Deborah Secco)

Minissérie: Caramuru, A Invenção do Brasil (2000)
Papel: Camila e Deborah interpretam duas irmãs que se apaixonam por Diogo (Selton Mello), um degredado que acaba na costa brasileira antes de Pedro Álvares Cabral. Paraguaçu ensina o canibalismo e o amor livre a Diogo, que depois também se envolve com Moema.
Grau de verossimilhança (3): A minissérie, depois transformada em filme em 2001, era cômica. Não tinha intenção de ser fiel historicamente. As personagens marcaram mais pelo estereótipo das selvagens libidinosas do que por qualquer retrato fidedigno dos índios brasileiros.

Serena (Priscila Fantin)

Novela: Alma Gêmea (2005)
Papel: Serena é filha de uma índia com um garimpeiro que cresce em uma aldeia indígena, mas acaba indo parar na cidade grande, onde apaixona-se por Rafael (Eduardo Moscovis). A paixão tem razão para acontecer: Serena é a reencarnação da esposa de Rafael, Luna (Liliana Castro), que morreu pouco depois do casamento.
Grau de verossimilhança (3): Priscila é linda, mas não tem nada de índia. E numa história que mistura espiritismo e reencarnação com indígenas, a coisa fica ainda pior.

Ayani (Eunice Baía)

Minissérie: Amazônia (2007)
Papel: A história do Acre, narrada nesta minissérie de 55 capítulos, foi retratada após uma extensa pesquisa histórica. Para o papel da índia Ayani, chamaram Eunice Baía, hoje com 24 anos, protagonista do filme Tainá, Uma Aventura na Amazônia.
Grau de verossimilhança (10): Descendente de índios, Eunice nasceu no Pará, em Barcarena. Uma rara escolha acertada para o papel.
Estela (Cléo Pires)

Novela: Araguaia (2010)
Papel: Descendente da fictícia tribo dos karuês, Estela começa a novela casada com Fernando (Edson Celulari). Com a morte dele, passa a namorar o enteado Solano (Murilo Rosa). Sua intenção é garantir que uma maldição se abata sobre o rapaz, mas ela acaba (clichê) se apaixonando de verdade pelo mancebo.
Grau de verossimilhança (2): Como criar um índio no manual da TV: deixe o sujeito bronzeado, passe tinta preta e vermelha, saia de palha, adereços artesanais e voilá. Engana só com quem passou a vida na frente da TV.

Tatuapu (Cláudio Heinrich)

Novela: Uga Uga (2000)
Papel: Tatuapu era ainda criança quando é levado por seus pais Nikos Jr. (Marcos Frota) e Mag (Denise Fraga) a uma expedição na Amazônia. Sua família é dizimada por uma tribo, mas ele é adotado por índios rivais e criado como parte do grupo até a idade adulta, até ser descoberto e levado de volta à civilização.
Grau de verossimilhança (-1): Como índio não há nenhum motivo para convencer, já que ele é um homem branco que foi adotado por uma tribo. Mas a história (sem pé, nem cabeça) e as habilidades interpretativas de Heinrich foram uma catástrofe.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Walcyr Carrasco: o Rei da Versatilidade e da Audiência



Uma máquina de fazer novelas. Assim podemos definir Walcyr Carrasco. O mais versátil dos autores da atualidade, já escreveu para todas as faixas de novelas e conseguiu emplacar sucessos em todos os horários. Tanto que é um dos escritores mais requisitados da Globo, que sempre encomenda várias novelas a ele, ao contrário do que ocorre com seus colegas, que têm um período de férias bastante longo quando terminam seus folhetins. No caso do escritor, é praticamente uma novela atrás da outra.



A primeira novela dele foi no SBT, quando escreveu Cortina de Vidro (1989). Na década de 90, foi para a TV Manchete, onde escreveu três minisséries: Rosa dos Rumos (1990), Filhos do Sol (1991) e O Guarani (1991). Mas seu grande sucesso mesmo na extinta emissora foi a polêmica Xica da Silva (1996), que o despontou como autor. O folhetim era extremamente forte e, apostando alto no erotismo, trouxe de volta à Rede Manchete o segundo lugar no ranking de audiência da televisão, fazendo com que a extinta emissora recobrasse seu prestígio depois de anos de crise (pena que, dois anos depois, faliu). Xica da Silva foi uma novela empolgante, caprichada, sensual, realista e não poupou em cenas de violência explícita. São inúmeras as sequências de assassinatos, execuções, torturas e até mesmo bruxarias. Vários foram os destaques do elenco. Além de Taís Araújo, a primeira protagonista negra da história da nossa teledramaturgia, revelada nessa novela, destacou-se também Drica Moraes, ao interpretar a diabólica vilã Violante, um papel marcante e o melhor da carreira da atriz.



Vale lembrar que Walcyr assinou a obra sob o pseudônimo de Adamo Rangel, pois era contratado do SBT na época. Descoberto, Silvio Santos obrigou Carrasco a escrever uma novela para o SBT, como punição: Fascinação (1998). Com o estilo de novelas mexicanas melodramáticas e filmes água com açúcar, a novela teve uma boa audiência: 10 pontos, quando se esperava 7. Parece pouco, mas competia com a novela das nove, Torre de Babel, em sua fase de rejeição com o público (leia aqui).



Já em 2000, o autor foi contratado pela Globo, onde está até hoje. Sua estreia foi em grande estilo. Ele simplesmente escreveu, em parceria com Mário Teixeira, um dos maiores e mais lembrados sucessos das seis: O Cravo e a Rosa, comédia romântica leve e divertida que alavancou a audiência no horário das seis como poucas vezes se viu. Baseada no clássico A Megera Domada, de William Shakespeare, a trama conquistou o público e foi brilhantemente protagonizada por Adriana Esteves e Eduardo Moscóvis. Catarina e Petruchio eram um casal apaixonante e hilário. Ney Latorraca, Maria Padilha, Drica Moraes, Luís Mello, Pedro Paulo Rangel, Suely Franco, Eva Todor, Sueli Franco e Taumaturgo Ferreira, entre outros do elenco, também mostraram um ótimo lado cômico em cena.

Depois desse grande acerto, o autor teve seu primeiro tropeço na carreira. Um dos poucos. Talvez, o único. Empolgada com o êxito da primeira novela dele na emissora, a Globo encomendou logo outro trabalho e veio, em 2001, A Padroeira. O tema central foi a devoção à imagem de Nossa Senhora da Aparecida, encontrada por pescadores. Mas a história morna foi rejeitada pelo público e teve baixa audiência. Sofreu inúmeras modificações na história e na personalidade dos personagens. Parte do elenco original saiu e novos personagens foram criados para dar mais "vida" à história. Reformulada por completo, apresentou uma ligeira melhora no Ibope, mas terminou como um fiasco.

Em 2002, ele foi chamado às pressas para assumir a péssima Esperança, que estava naufragando o horário nobre. Conseguiu melhorar os índices com as alterações no roteiro, mas não fez milagre.



Foi apenas em 2003 que Walcyr fez as pazes com o sucesso com um acerto e tanto. Novamente de volta ao horário das seis, o autor escreveu a deliciosa Chocolate com Pimenta. O folhetim esteve nas alturas e é o segundo maior Ibope do horário das 18 horas desse século. Vários fatores contribuíram para o sucesso: um par de atrizes jovens, bonitas e talentosas nos postos de heroína e vilã (Mariana Ximenes e Priscila Fantin, respectivamente), veteranos de renome em papéis cômicos, uma excelente reconstituição de época e a direção inspirada de um especialista em humor, Jorge Fernando, marcando o início da boa parceira com o Walcyr. Esta foi também a primeira trama do escritor que abusou das guerras de comida, virando uma de suas marcas principais em histórias mais leves.



Dois anos depois, Walcyr conseguiu superar a si mesmo. Isso porque, se mantendo na faixa das 18h, escreveu o maior fenômeno do horário do século: Alma Gêmea (2006). Sua audiência foi estrondosa, já que ultrapassava a audiência da catastrófica novela das sete, Bang Bang, e, vez ou outra, a novela das nove, Belíssima. Assim como Chocolate com Pimenta e O Cravo e a Rosa, era ambientada nos anos 20 e arrebatou o público com uma trama espírita folhetinesca ao extremo (uma mocinha muito sofredora, vilãs muito más e núcleos cômicos bem divertidos) e de grande apelo popular. Destaque para as vilãs vividas por Ana Lúcia Torre e Flávia Alessandra, Débora e Cristina, mãe e filha. Alma Gêmea consagrou de vez Walcyr como autor de novelas e lhe rendeu a fama de ser o Rei das Seis.



A princípio, parecia que Walcyr ficaria limitado ao horário. Mas logo foi transferido para a faixa das sete, como experimentação. Não deu certo inicialmente. Sete Pecados (2007), cujo enredo era voltado para os sete pecados capitais, foi uma novela problemática e ele ainda teve um bloqueio criativo, pedindo ajuda ao colega Silvio de Abreu. A trama não foi um fracasso, mas passou longe de ser um sucesso. Parecia que o escritor não tinha se adaptado bem ao novo desafio. Porém, sua versatilidade começou a ser exposta dois anos depois. De narrativa rápida e humor escrachado, Caras & Bocas (2009) foi um dos maiores sucessos da faixa das 19h e, na época, chegou a ter mais audiência que Viver a Vida, a novela das nove. O autor ousou ao colocar um macaco como protagonista (Xico) e conquistou o telespectador com uma gama de personagens atrativos e carismáticos.



Em 2011, o autor emplacou outro sucesso, após um início conturbado. Morde & Assopra tinha uma proposta ousada, mostrando que o escritor nunca teve medo de sair da mesmice. O pano de fundo era o avanço da ciência, através do personagem Ícaro (Mateus Solano), que construía vários robôs, incluindo um clone da sua esposa desaparecida, e a pesquisa de arqueólogos em busca de fósseis de dinossauros. A trama enfrentou problemas de audiência no começo, mas, após algumas pequenas mudanças, o folhetim caiu nas graças do público. Muito por causa do carisma da doce e ignorante Dulce (vivida magistralmente por Cássia Kiss), que virou, praticamente, a protagonista da história.



Depois de ter emplacado sucessos da faixa das seis e das sete, o autor foi escolhido para escrever o remake de Gabriela (2012), a segunda novela da, até então, nova faixa das onze. Missão novamente cumprida com sucesso. A produção foi um grande acerto e teve boa repercussão. Walcyr imprimiu à esta adaptação suas marcas registradas: diálogos ferinos e espirituosos, frases no imperativo, personagens caricatos em situações engraçadinhas, camas quebradas, tortas na cara, etc. Até um bichinho de estimação arrumou para Gabriela (Juliana Paes). Ao mesmo tempo, Gabriela teve cenas densas, seja pela violência ou pela emoção. O elenco de primeira e a direção primorosa de Mauro Mendonça Filho ajudaram bastante. Uma bela novela, bela de se ver, numa produção requintada.


E eis que, em 2013, Walcyr Carrasco, finalmente, recebeu o premio de escrever uma novela das nove: Amor À Vida, que apresentou o primeiro beijo gay entre homens na história da teledramaturgia. Um sucesso que divide opiniões. Os meses iniciais de Amor À Vida foram movimentados. A atração causou espanto pela direção que imprimiu agilidade na narrativa e pelas tomadas de tirar o fôlego. Mas logo a novela entrou no ritmo normal de um tradicional folhetim do autor, com todas as qualidades, vícios e problemas característicos do novelista. Só não teve torta na cara! Aliás, falando em problemas, é bom lembrar que Walcyr Carrasco possui um grande defeito que incomoda até mesmo em seus maiores sucessos: o texto didático, cujos diálogos são artificiais demais e lembram muito jograis, com muita recitação teatral. E ai de quem não declamar o texto exatamente como está escrito no roteiro! O autor tem a fama de ser vingativo com os atores que colocam "cacos" no seu texto e é totalmente avesso ao improviso. Não é a toa que o seu sobrenome é carrasco, né?


De volta ao horário das onze, Walcyr escreveu a polêmica Verdades Secretas, novela de maior repercussão e audiência do horário, chegando a alcançar 30 pontos em plena madrugada, sucesso absoluto nas redes sociais. Sem dúvidas nenhuma, foi o maior sucesso de 2015, fazendo o público ir dormir mais tarde para acompanhar os nudes e as verdades secretas de personagens amorais em uma ousada história de um homem que se casa com uma mulher apenas para ser amante da filha dela. O submundo da moda serviu como pano de fundo para discutir temas como prostituição de luxo (o chamado book rosa), drogas, bissexualidade e alcoolismo de forma primorosa e chocante.



Depois de dois sucessos seguidos no horário nobre, muitos autores se sentiriam rebaixados se fossem escalados para um horário menos nobre como o das 19h e 18h. O que é uma grande besteira. Autor bom de verdade escreve novela boa em qualquer horário. E Walcyr não se incomoda com isso. Tanto é que, em menos de quatro meses desde o fim de Verdades Secretas, já voltou para o ar com mais uma comédia leve e romântica dos anos 20 aos moldes de O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta e Alma GêmeaEta Mundo Bom! já é a maior audiência das seis desde 2010 e, apesar de ainda ter um longo caminho pela frente, ao que indica, será mais um sucesso para a carreira do autor.

A imensa versatilidade de Walcyr Carrasco é incontestável. O autor é o único que transita com maestria por diferentes universos e estilos, seja rurais ou urbanos, comédias ou dramas, de época ou contemporâneas, pesadas ou leves, das 23h ou das 18h, da Globo ou não. Com uma coleção diversificada de sucessos e personagens que caíram na boca do povo, o autor é o verdadeiro coringa da Globo, principalmente em tempos de dificuldades de audiência. Sua capacidade para criar novas histórias, em um curto intervalo de tempo, impressiona muito. Que bom seria se todos os autores fossem assim. Adoraria, por exemplo, ver um João Emanuel Carneiro da vida escrevendo de novo uma novela das sete, um Manoel Carlos novamente no horário das seis, ou um Aguinaldo Silva e uma Glória Perez se aventurando numa novela das onze... Nem sempre a novela das nove é a melhor.

Vida longa ao Walcyr Carrasco!


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Os 10 Maiores Sucessos e Fracassos do Vale A Pena Ver de Novo


O Vale a Pena Ver de Novo é uma das atrações mais tradicionais da TV Globo. Está no ar desde maio de 1980 e virou um programa quase orgânico. Mesmo que não se assista, você sabe que ele está lá. E muita gente assiste! A seguir, confira as 10 maiores audiências do VAPVDN (o chamarei assim a partir de agora porque dá uma preguiça tremenda escrever esse nomão todo):



10º lugar - Alma Gêmea

Além de ser a novela de maior audiência do horário das seis do século XXI, Alma Gêmea também está na lista das maiores audiências do VAPVDN. Reapresentada em 2009, a história de amor entre Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscóvis) rendeu média de 20 pontos à tarde.





09º lugar - Senhora do Destino

A novela das nove mais assistida dos anos 2000 também foi um enorme sucesso no VAPVDN e bateu recordes de audiência em sua reprise vespertina, em 2009. Estava cotada para ser re-reprisada após o fim de O Rei do Gado, mas a Globo preferiu botar Caminho as Índias ao invés da Raposa Loira e Felpuda da Nazaré Tedesco (Renata Sorrah). Depois não sabem porque a audiência do VAPVDN está caindo...






08º lugar - Chocolate com Pimenta

Reprisada em 2006 e 2012, obteve êxito em ambas as vezes, com média geral de, respectivamente, 21 e 15 pontos de audiência.


07º lugar - O Cravo e a Rosa

Definitivamente, Walcyr Carrasco é o Rei do VAPVDN. Três das suas novelas (que também foram grandes sucessos no horário das seis) repetiram o sucesso na faixa de reprise vespertina. Junto com Alma Gêmea e Chocolate com Pimenta, O Cravo e a Rosa forma um trio de ouro.


06º lugar - A Viagem

Pense numa novela que sempre faz sucesso por onde passa. É incrível o poder de A Viagem em sempre fisgar o público em qualquer época. A novela foi reapresentada duas vezes no VAPVDN (em 1997 e 2006) e num canal de TV por assinatura, o Canal Viva (em 2014), e alcançou ótimos índices de audiência nas três reprises.


05º lugar - Quatro por Quatro

Um dos melhores trabalhos de Carlos Lombardi dos anos noventa fez um estrondoso sucesso no VAPVDN, em 1998. Aliás, foi reprisada em 2011 no Canal Viva (repetindo o sucesso).






04º lugar - Anjo Mau

O remake de Anjo Mau, com Glória Pires dando vida a ambiciosa babá Nice, rendeu índices invejáveis à muita novela das sete atualmente quando passou no VAPVDN (em 2003).



03º lugar - O Rei do Gado

Sucesso de Benedito Ruy Barbosa nos anos 90, a saga das famílias Mezenga e Berdinazzi cativou o público quando foi exibida originalmente em 1996 e nas suas três reprises (duas no VAPVDN, em 1999 e 2015, e uma no Canal Viva, em 2011).



02º lugar - A Gata Comeu

O romance conturbado e divertidíssimo entre Jô Penteado (Christiane Torloni) e o Professor Fábio (Nuno Leal Maia) fez a audiência do VAPVDN explodir em 1989 e 2001.




01º lugar - Mulheres de Areia

Com uma média geral com dez pontos acima da meta (sente só o poder de Mulheres de Areia!), a trama das gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires) foi um verdadeiro fenômeno de audiência em suas duas reprises no VAPVND (1997 e 2011).




Mas nem só de sucessos vive o VAPVND. A seguir, confira as 10 piores audiências do VAPVDN:




10º lugar - Terra Nostra

Como uma novela que foi um fenômeno em sua exibição original no horário nobre conseguiu ser um dos maiores fracassos do VAPVDN? É o caso de Terra Nostra (reprisada em 2004).



09º lugar - Cobras e Lagartos


A Globo demorou anos para conseguir exibi-la no VAPVDN. Entretanto, de nada adiantou tanto esforço. Um dos maiores sucessos das sete, que salvou o horário da flopada Bang Bang, em 2006, e promoveu João Emanuel Carneiro para a faixa das nove, foi um fracasso em sua reprise (2014).


08º lugar - A Próxima Vítima


Se em 1995, A Próxima Vítima conseguiu parar o país em torno de um grande mistério, tal feito não se repetiu quando a novela passou, em 2000, no VAPVDN. E olha que, na versão reprisada, até trocaram o serial killer para manter o mistério, mas nem isso empolgou o público.


07º lugar - Da Cor do Pecado


Olha que ironia: Cobras e Lagartos e Da Cor do Pecado (reprisada em 2007 e 2012) são, respectivamente, a segunda e a primeira maior audiência do horário das sete do século XXI e, mesmo assim, foram um fiasco em suas reprises no VAPVDN. Parece que as novelas do JEC só são sucessos em suas exibições originais!


06º lugar - Sete Pecados


Embora seja o Rei do VAPVDN, Walcyr Carrasco também tem seus fracassos. Como é o caso de Sete Pecados, que não fez sucesso quando foi exibida originalmente no horário das sete (em 2007) e foi ainda mais fracassada no VAPVDN (em 2010).


05º lugar - Roque Santeiro


Ao mesmo tempo em que está no primeiríssimo lugar na lista das maiores audiências da história da teledramaturgia brasileira, Roque Santeiro possui um lugar de destaque na lista das piores audiências da história do VAPVDN (reprisada em 2000). Curioso que ela foi reprisada no Canal Viva em 2011 e foi um fracasso também.


04º lugar - Tropicaliente


Tropicaliente não foi nenhum sucesso em sua versão original, em 1994. Pra falar a verdade, tinha uma repercussão bem mediana. Mas quando foi exibida, em 2000, no VAPVDN, aí mesmo que foi um verdadeiro fiasco!





03º lugar - Deus nos Acuda


Pra vocês terem uma ideia, a reprise de Deus nos Acuda, em 2004, foi tão flopada, mas tão flopada que, em vários dias, chegava a perder para a reprise de Maria Do Bairro, no SBT, que chegou a liderar inúmeras vezes por alguns minutos.


02º lugar - O Profeta


A Globo apostou todas as fichas, em 2013, em O Profeta para reerguer os índices derrubados pela re-reprise de Da Cor do Pecado. Entretanto, o que ela conseguiu foi afundar ainda mais o VAPVDN!


01º lugar - Você Decide


Em 2001, a Globo quis transformar o VAPVDN em uma faixa de reprises dos seus programas de entretenimento. Por isso, decidiram reprisar o famoso seriado Você Decide. Mas a ideia foi totalmente rejeitada, rendendo a Globo o maior fracasso do VAPVDN de todos os tempos.




Confira algumas médias geral e a meta de cada novela em suas determinadas épocas das reprises do VAPVDN dos anos 90 até hoje:


1989: A Gata Comeu (meta 30; média 37 = fenômeno)
1993: Mulheres de Areia (meta 20; média 30 = fenômeno)
1998: O Salvador da Pátria (meta 20; média 17 = razoável)
1998/99: Quatro por Quatro (meta 20; média 25 = sucesso)
1999: O Rei do Gado (meta 20; média 27 = fenômeno)
1999/2000: A Indomada (meta 20; média 20 = sucesso)

2000: Tropicaliente (meta 20; média 14 = fiasco)
2000: A Próxima Vítima (meta 20; média 16 = razoável)
2000/01: Roque Santeiro (meta 20; média 15 = fiasco)
2001: Você Decide (meta 20; média 11 = fiascão)
2001: A Gata Comeu (meta 20; média 18 = razoável)
2001/02: História de Amor (meta 20; média 22 = sucesso)
2002/03: Por Amor (meta 20; média 21 = sucesso)
2003: O Cravo e a Rosa (meta 20; média 23 = sucesso)
2003/04: Anjo Mau (meta 20; média 27 = fenômeno)
2004: Corpo Dourado (meta 20; média 21 = sucesso)
2004: Terra Nostra (meta 20; média 17 = razoável)
2004/05: Deus nos Acuda (meta 20; média 14 = fiasco)

2005: Laços de Família (meta 20; média 22 = sucesso)
2005/2006: Força de Um Desejo (meta 18; média 15 = razoável)
2006: A Viagem (meta 18; média 22 = sucesso)
2006/07: Chocolate com Pimenta (meta 18; média 21 = sucesso)
2007: Era uma Vez (meta 18; média 18 = sucesso)

2007: Da Cor do Pecado (meta 18; média 19 = sucesso)
2007/08: Coração de Estudante (meta 18; média 17 = razoável)
2008: Cabocla (meta 18; média 17 = razoável)
2008/09: Mulheres Apaixonadas (meta 18; média 18 = sucesso)
2009: Senhora do Destino (meta 18; média 21 = sucesso)
2009/10: Alma Gêmea (meta 18; média 20 = sucesso)

2010: Sinhá Moça (meta 18; média 15 = razoável)
2010/11: Sete Pecados (meta 18; média 13 = fiasco)
2011: O Clone (meta 18; média 17 = razoável)
2011/12: Mulheres de Areia (meta 18; média 16 = razoável)
2012: Chocolate com Pimenta (meta 18; média 15 = razoável)
2012/13: Da Cor do Pecado (meta 18; média 13 = fiasco)
2013: O Profeta (meta 18; média 12 = fiasco)
2013/14: O Cravo e a Rosa (meta 15; média 14 = razoável)
2014: Caras e Bocas (meta 15; média 14 = razoável)
2014/15: Cobras e Lagartos (meta 15; média 12 = razoável)
2015: O Rei do Gado (meta 15; média 17 = sucesso)


segunda-feira, 13 de julho de 2015

As 10 melhores novelas das seis dos últimos tempos


10º lugar: Meu Pedacinho de Chão



09º lugar: Lado A Lado



08º lugar: A Vida da Gente



07º lugar: Cama de Gato



06º lugar: Sete Vidas



05º lugar: Escrito nas Estrelas



04º lugar: O Cravo E A Rosa



03º lugar: Cordel Encantado



02º lugar: Chocolate com Pimenta



01º lugar: Alma Gêmea



Menções Honrosas:
Cabocla, Sinhá MoçaO Profeta, Paraíso Boogie Oogie

Poderá gostar também de

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...