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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Senhora do Destino: um fenômeno superestimado e não tão legal assim



Boa noite, pessoal! Faz tempo que não faço um texto daqueles criticando alguma trama, não é mesmo? Pois agora vou detonar a superestimada Senhora do Destino, cuja atual reprise no Vale A Pena Ver De Novo me fez perceber quantos erros de direção que a trama possui (fora a história mal construída, uma "barriga" infernal e personagens chatérrimos e, em sua maioria, descartáveis). Vamos por parte:

- Núcleo SHAO LIN e LEIDI DAIANE (A PARIDEIRA)

Percebe-se pelos nomes dos personagens a infantilidade do que está por vir. Daiane se engravida precocemente de Shao Lin e essa é a história do núcleo deles. A menina vive na periferia e o rapaz comanda uma academia precária se fazendo de "machão" e agindo como um retardado. Daiane é extremamente irritante, rebelde, sempre desobedece a mãe e por essas e outras acaba engravidando de Shao Lin. A história poderia render se tivesse uma abordagem mais séria e menos infantil, mas a trama é totalmente desconexa com a história central, os atores são ruins e sem expressão alguma e a direção não ajuda em nada. O texto tenta ser moderno para a época, mas na realidade parece que o autor saiu com um caderninho na rua anotando frases de adolescentes da época para utilizar. Para piorar, a história nunca anda, sempre estagnada nas atitudes ridículas da Daiane, cuja única função na trama foi ficar grávida toda hora e ficar zangada quando a mãe não queria cuidar do seu filho pra ela ir rebolar a raba no baile funk. Nem vou comentar o drama da Rita, mãe da parideira, com o marido agressor Cigano e o namoro com o taxista lá pra evitar a minha fadiga e a sua que tá lendo também...

- Núcleo PLÍNIO e ANGÉLICA

Plínio é o filho mais desnecessário de Maria do Carmo. Ele é pegador e só sossega quando conhece Angélica, que, no começo da trama, era supostamente a filha perdida da anta nordestina. Depois essa historinha se desfaz e Plínio se casa com Angélica, descobrindo que ele tem um filho com uma das mulheres que ele já se relacionou. Esse núcleo é outro desinteressante e que não muda em nada a história central. De tão irresponsável o personagem de Dado Dolabella se tornou insuportável, a personalidade do personagem é excessivamente cansativa e a atuação fraquíssima de Dado não ajuda em nada. Angélica é outra chata e songamonga. Carol Castro visivelmente perdidinha no papel e em uma atuação inexpressiva. E preguiça em falar de Yara, a personagem que Dado engravidou.

- Núcleo LEANDRO e NALVA

Leandro é outro filho de Maria do Carmo, ele é casado com Nalva, porém, a mulher dele é apaixonada por Viriato, o irmão de Leandro. Esse plotzinho é extremamente cansativo e arrastado. Nalva sonha em ter Viriato em seus braços, mas o rapaz nunca cedeu. Nalva é desmascarada e Maria do Carmo a manda pra fora do país. Esse núcleo é ridículo. Nalva é extremamente sonsa e chatinha, Leandro é totalmente retardado e idiota e, mesmo após ser revelado que ela ama o irmão dele, o rapaz continua balançado pela mulher. Leonardo Vieira e Tânia Kalil interpretaram os respectivos personagens. Leonardo em uma atuação duvidosa que mais parecia que o personagem fazia birra o tempo todo. Já Tânia na mesma atuação de sempre, com a mesma expressão morta o tempo todo. A historinha do casal cansa e irrita quem assiste e, claro, não tem nada que agregue a trama central.

- Núcleo de SEBASTIÃO (Nelson Xavier)

Eita núcleo chato! Tio Aguinaldo resolveu nos apresentar uma família parada no tempo. Sebastião é irmão de Maria do Carmo e tem três filhos: Eleonora, Regininha e Venâncio, todos chatos e que vivem em uma ladainha infinita. Eleonora (Mylla Christie) é lésbica e apagadinha. Regininha (Maria Maya) é a filha do diretor da trama e parece mesmo que o personagem foi criado por cota. Venâncio (André Gonçalves) é um retardado e já estava treinando pra virar índio em Alma Gêmea. A mulher de Sebastião é a Janice (Mara Manzan), que faz o papel de grilo falante. Sebastião era motorista de uma mulher rica, com quem teve um caso. No meio da parada todam ele descobre que a falecida lhe deixou uma pintura que vale um dinheirão e, em vez da trama engrenar, fica num lopin infinito dele chorando de saudades por causa da falecida com o carro que ela lhe deixou. Sebastião é um chato, machista e insuportável.

Gente, é cada núcleo chato, socorro!!!

E continua...

- Núcleo LEONARDO e GISELA

Eles são ricos e são pais de Eduarda, que se apaixona por Viriato. E a função dos pais dela é acabar com esse relacionamento porque o Viriato é "pobre" (meio ridículo porque a Do Carmo é rica, tem X empregados e uma casa boazuda e fartuda). O Leonardo é interpretado pelo Wolf Maia, o diretor da trama, e ficou claro que ele estava mais preocupado em atuar do que dirigir a trama, uma direção porca e brega. Os personagens desse núcleo são ruins e a Débora Falabella foi quem interpretou a Eduarda, mancha na carreira dessas, bicho.

- Núcleo de GIOVANE IMPROTA

Esse núcleo não tem história alguma, tem vários personagens e todos são caricatos e sem importância. O Giovane, em si, só tem carisma mesmo (grande José Wilker!), porque a função dele é encher o saco da Maria do Carmo (apesar de terem química).

- Núcleo de REGINALDO e VIVIANE

Ele é um prefeito corrupto, filho de Maria do Carmo, e tem dois filhos com uma personagem sem função que morreu lá no começo da segunda fase da trama (fato esse sem importância e que só serviu pra ele ser desmascarado no final). Letícia Spiler é a Viviane e é irritante.

Aí vocês vão falar: "ai, os núcleos paralelos são chatos, mas a trama central era boa". SE ENGANOU!!!! Vou explicar:

- A trama central é a da Maria do Carmo que tem a filha roubada pela Nazaré e vive procurando a filha. A premissa é ótima, mas na prática... Naza passa metade da novela enganando todo mundo e se fazendo de santa, enquanto isso a Do Carmo procurando a filha, que é a Isabel (aliás, melhor coisa que a vilã fez na novela foi trocar o nome de batismo da menina, a coitada se chamava Lindalva). A trama é horrorosamente arrastada e quando a Cláudia, irmã da Lindalva por parte de pai, descobre tudo, fica uma enrolação sem motivos para revelar toda a verdade para a menina. Quando é revelado, ela passa semanas rejeitando a mãe verdadeira, até que acontece uma grande reviravolta. Aguinaldo Silva é parado em um supermercado por uma senhora e ela solta o verbo: "ESSA LINDALVA TÁ INSUPORTÁVEL". Aí o Agui entende e faz com que a Lindalva procure a mãe e faça as pazes com ela. Essas coisas se desenrolam por longos mais de cem capítulos, ai você fala "COMO ASSIIIIMM??". EU EXPLICO DE NOVO! Os longos mais de cem capítulos da novela são recheados pelos núcleos secundários e pouca coisa anda até que Cláudia descubra as falcatruas da Naza. Naza é sucesso na internet, mas é bem apagada na novela, toda centrada na anta nordestina!


CONCLUSÃO: No final, somente a Nazaré (Renata Sorrah fabulosa) é realmente marcante. Fomos todos enganados por uma falsa lembrança e por cenas soltas que faziam a novela parecer boa.

terça-feira, 21 de março de 2017

Tardes da Globo se tornaram mais interessantes que o horário "nobre"


A teledramaturgia brasileira vive uma fase cinzenta (em especial, a Globo). Não há uma novela que possa ser considerada grande sucesso de audiência e repercussão – seja no boca a boca do povo ou nas redes sociais. Em todas as emissoras, o índice das tramas no Ibope está apenas ok, nada mais do que isso. Falta empolgação popular. Há ausência de expectativa em relação aos desfechos.

Sempre que a TV aberta registra uma fase assim, e isso é mesmo cíclico, surge a hipótese do fim das novelas. "O telespectador teria se cansado do gênero?".

Não, não se cansou. Mas está cada vez menos interessado em enredos monótonos e repetitivos. A maioria das pessoas tem cada vez menos paciência para ficar uma hora diante da TV a fim de acompanhar um capítulo inteiro. Para dar prioridade à televisão, o público exige uma novela arrebatadora, que seja mais interessante do que o infindável menu dos canais pagos e as opções igualmente infinitas na internet. Se a trama vacilar, a atenção é desviada para um filme, uma série, uma transmissão ao vivo no Facebook, a timeline do Instagram, a interação ágil no Twitter, um vídeo besteirol qualquer do Youtube...

Fenômenos de audiência e mobilização virtual de outrora são cada vez mais necessários às emissoras, porém, difíceis de serem reproduzidos. Talvez, por isso, se explique o verdadeiro "Vale A Pena Ver de Novo" que virou a reexibição de Avenida Brasil (último grande sucesso que reuniu todas as tribos em frente a TV às 21hrs na Globo e última novela realmente boa do horário) no quadro Novelão do Vídeo Show. O quadro pega apenas a história principal da novela, conta tudo com uma narradora simpaticona e ilustra com uma ou outra cena da própria trama. Acontece que a edição ficou um poucããããão diferente no Novelão da saga de Nina e Carminha, pois a novela foi exibida quase na íntegra. Longas cenas que não faziam a história avançar foram exibidas, o texto da narração foi bem minimalista e exibiram até as tramas dos núcleos secundários. Foi quase uma exibição pro Vale a Pena Ver de Novo, só que dentro do Vídeo Show, demorando mais de um mês para o seu fim (quando deveria ter sido, no máximo, umas duas semanas).

DESAPEGA-AVENIDA-BRASIL

Falando no Vale a Pena Ver de Novo, se antes a faixa de reprises era visto como um tapa-buraco na programação, hoje possui importante relevância na média diária de audiência da Globo. Frequentemente, atrai três vezes mais público do que Record e SBT no mesmo horário. A reprise da deliciosa Cheias de Charme, que termina hoje (21) e foi outro fenômeno de 2012 junto com Carminha e cia, chega ao fim com média geral de 17 pontos. Um verdadeiro sucesso, tendo marcado em alguns capítulos mais de 20 pontos.


Para esticar a boa fase da faixa de reprises, a Globo escalou Senhora do Destino, a novela mais assistida dos anos 2000 e última trama realmente decente escrita pelo Aguinaldo Silva. A primeira reexibição na faixa vespertina, em 2009, alcançou média de 21 pontos, com alguns capítulos quase chegando aos 30. Basta uma pesquisa básica para constatar que as empreguetes e Nazaré Tedesco dominam os assuntos mais comentados e geram mais euforia nas redes sociais do que todas as novelas inéditas que estão no ar.

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Esse ótimo desempenho ressalta tanto o saudosismo dos noveleiros por tramas envolventes e carismáticas quanto a dificuldade das produções atuais em atender essa demanda básica. Nos últimos anos, o consumidor de teledramaturgia se mostrou mais exigente, enquanto as novelas parecem ter ficado menos interessantes. O formato não precisa ser reinventado. Basta deixar de ser previsível, entediante ou excessivamente inverossímil. E, acima de tudo, mostrar eficiência na pretensão de entreter, ao invés de irritar (cofcofALeiDoAmorcofcof) ou provocar nossa indiferença (cofcofSolNascentecofcof).

terça-feira, 8 de março de 2016

As 10 novelas mais femininas da teledramaturgia



Dia 8 de março: Dia Internacional da Mulher. Para celebrar esta data tão especial, que tal relembrarmos as novelas da nossa dramaturgia que mais ressaltaram a força feminina? Confira 10 novelas que contaram histórias de personagens femininas marcantes. As histórias independem do gênero, mas elas foram a peça fundamental de tudo e as protagonistas absolutas da trama.

10º lugar: Dona Beija (Manchete, 1986), de Wilson Aguiar Filho



A trajetória corajosa de Ana Jacinta de São José, a Dona Beija (Maitê Proença), na cidade mineira de São Domingos do Araxá, no século XIX. Dona Beija, por sua personalidade controversa e destemida, encarna a essência das mulheres que ultrapassam os limites impostos socialmente, desafiando os costumes e a moral, e chamando a atenção para si, despertando interesse, curiosidades, paixão e ódio.

09º lugar: Locomotivas (Globo, 1977), de Cassiano Gabus Mendes



O ano era 1977 e coincidiu exatamente com a aprovação da lei do divórcio no congresso nacional. O que de certo modo deu total liberdade às mulheres que não precisavam viver em um casamento infeliz e se resolvessem viver a vida ao lado de outro homem tinham todos os direitos preservados. Locomotivas tinha essa liberdade feminina como mote principal e trazia Eva Todor, Aracy Balabanian e Lucélia Santos no papel dessas mulheres, que vinha com tudo, vinham como uma locomotiva derrubando tudo que pudesse impedi-las de crescer. Kiki Blanche (Eva Todor), uma antiga vedete do teatro rebolado, vivia às voltas com seu salão de beleza e os quatro filhos, dos quais, apenas a mais velha, Milena(Aracy Balabanian), era a legítima. Mas Fernanda (Lucélia Santos), uma das filhas adotivas de Kiki, desconhecia que era na realidade filha de Milena e não irmã. Um atrito inevitável aconteceu quando Milena e Fernanda se apaixonaram pelo mesmo homem e passaram a disputá-lo. A palavra "locomotiva" era uma gíria dos anos 70 que significava mulher sensual e poderosa.

08º lugar: Xica da Silva (Manchete, 1996), de Walcyr Carrasco



A história da escrava que virou rainha em pleno século XVIII. Bela, atrevida e muito esperta, a escrava Xica (Taís Araújo) conquistou o coração de seu senhor, tomando-lhe da vilã Violante (Drica Moraes). O contratador João Fernandes (Victor Wagner) assume em público a sua relação com Xica, dando-lhe todos os luxos e satisfazendo-lhe todos os caprichos. Isso provoca a ira de Violante, inconformada por ter sido preterida por uma escrava, que faz de tudo para destruir a responsável pela sua infelicidade.

07º lugar: Éramos Seis (SBT, 1994), de Rúbens Ewald Filho e Silvio de Abreu



Baseada no romance de Maria José Dupret, a trama narra a triste história de Dona Lola (Irene Ravache), uma mulher batalhadora que lutou a vida toda para harmonizar seu lar (marido e quatro filhos), mas que, ao final da vida, termina sozinha, já que o marido e o filho mais velho morreram e os outros filhos a abandonam num asilo. A versão do SBT é a melhor novela da história da emissora.

06º lugar: A Favorita (Globo, 2008), de João Emanuel Carneiro



Duas grandes amigas que viraram rivais. Flora (Patrícia Pillar) cumpriu pena por ter matado Marcelo, o amante, deixando a filha dos dois, Lara, para ser criada por Donatela (Cláudia Raia), esposa de Marcelo. Quando sai da cadeia, Flora luta para provar a todos que foi presa injustamente e que a assassina de Marcelo é na verdade Donatela. Ela quer convencer a filha Lara (Mariana Ximenes) de que é inocente. Lara foi criada por Donatela e se vê em meio a um fogo cruzado quando suas mães se acusam mutuamente. A garota se torna o alvo de disputa entre as duas mulheres que, um dia, foram amigas. Donatela teme que Flora se aproxime de Lara, a quem diz amar como se fosse sua própria filha. Enquanto o objetivo de Flora é se reaproximar de Lara, Donatela faz de tudo para impedir que isso aconteça. Mas, quem está dizendo a verdade, afinal (spoiler: Flora era a assassina)?

05º lugar: Essas Mulheres (Record, 2005), de Marcílio Moraes



Novela baseada em três romances clássicos de José de Alencar: Senhora, Lucíola e Diva, dos quais saíram as três mulheres protagonistas. Aurélia, Maria da Glória e Mila são três amigas separadas pelo destino. Aurélia (Christine Fernandes) herda uma fortuna, tonando-se a mais cobiçada jovem da corte, tendo dinheiro inclusive para comprar o antigo noivo que a abandonou quando ela era pobre. Maria da Glória (Carla Regina) é uma jovem que é obrigada a renunciar a sua pureza, tornando-se uma prostituta de luxo. E Mila (Myrian Freeland) é uma pintora de ideias avançadas numa época em que apenas os homens expunham suas obras. Vai usar o pseudônimo de Paulo Almeida e escandalizar a sociedade. Adoecida, Mila vive uma tumultuada e conflituosa paixão com um médico negro.

04º lugar: Elas por Elas (Globo, 1982), de Cassiano Gabus Mendes



Sete amigas de colégio se reencontram depois de vinte anos separadas. A reaproximação reacenderá antigas desavenças: Adriana (Ester Góes) reencontra o namorado da juventude que a trocou pela amiga Helena (Aracy Balabanian).Natália (Joana Fomm) investiga a morte do irmão, pois desconfia que uma de suas amigas foi a responsável. Wanda (Sandra Bréa) descobre que Márcia (Eva Wilma) é a esposa de seu amante. As demais amigas são Carmem (Maria Helena Dias) e Marlene (Mila Moreira). Entre elas, as confusões do atrapalhado e inesquecível detetive Mário Fofoca (Luiz Gustavo).

03º lugar: Senhora do Destino (Globo, 2004), de Aguinaldo Silva



Maria do Carmo teve sua filha Lindalva roubada quando ela era bebê. A mulher que levou a criança é Nazaré Tedesco, que a criou como se fosse sua filha, dando-lhe inclusive um novo nome: Isabel. A novela começa com a luta de Maria do Carmo (Susana Vieira), mais de vinte anos depois, para reencontrar a filha. Isabel (Carolina Dieckamnn) nem desconfia que Nazaré (Renata Sorrah), nossa inesquecível Raposa Loira e Felpuda, não é sua mãe verdadeira. Nem que ela é uma mulher louca, capaz das piores atrocidades. Até que o destino une novamente Maria do Carmo e Isabel.

02º lugar: Mulheres Apaixonadas (Globo, 2003), de Manoel Carlos



Como o próprio título sugere, a novela aborda a paixão feminina nos mais variados níveis. Helena (Christiane Torloni) é uma mulher entediada com o casamento com Téo (Tony Ramos), mas que sente reacender a paixão por um antigo amor, o médico César (José Mayer). Mas César já é disputado por duas outras mulheres, companheiras de profissão: a instável Drª Laura (Carolina Kasting) e a jovem médica Luciana (Camila Pitanga), filha de Téo. Lorena (Susana Vieira), irmã de Téo, é uma mulher madura que só se sente atraída por rapazes bem mais jovens (tal como a atriz que lhe interpreta). Heloísa(Giulia Gam), irmã de Helena, desenvolve um ciúme doentio pelo marido Sérgio (Marcelo Antony). E Raquel (Helena Ranaldi), uma professora de educação física, desperta o amor adolescente de um aluno. Só que essa relação é ameaçada quando entra em cena o antigo namorado dela, o violento Marcos (Dan Stulbach), que tem paixão por Raquel e por raquetes de tênis.

01º lugar: A Vida da Gente (Globo, 2011-2012), de Lícia Manzo



A mais feminina de todas as novelas de nossa teledramaturgia, com tramas abordadas sob a ótica feminina, com mulheres fortes se impondo aos personagens masculinos. Ana (Fernanda Vasconcellos) entra em coma após um acidente. Seu amado Rodrigo (Rafael Cardoso) e sua irmã Manuela (Marjorie Estiano) criam a filha pequena, Júlia, e uma aproximação é inevitável, haja vista que Manuela já era apaixonada pelo namorado da irmã. Ao despertar do coma, Ana depare-se com a filha crescida, que praticamente não a conhece, e a irmã casada com o namorado. E tem que adaptar-se a essa nova realidade. É quando Rodrigo e Ana reaproximam-se, o que faz com que Manu rompa com a irmã.


Qual a sua favorita? Se lembra de mais alguma

novela que ressaltou a força feminina? Feliz Dia da Mulher!


terça-feira, 17 de novembro de 2015

A ascensão das favelas na nossa dramaturgia


Só em 2015, tivemos três novelas da Globo cujo cenário principal era uma favela. São elas: I Love Paraisópolis, cujo título se refere de forma tão amorosa a uma das maiores e mais violentas favelas de São Paulo, Babilônia, que tinha seu nome emprestado de uma favela no Leme, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro; A Regra do Jogo, que se passa no fictício Morro da Macaca, também no Rio. As três, no entanto, mostraram uma visão diferente do subúrbio. A primeira trama não mostrou absolutamente nada a respeito de criminalidade ou tráfico de drogas, a segunda tinha muito mais cenas rodadas no "asfalto" no que no morro e esta última mostra uma favela que é point cultural, frequentada pelos moradores, pelo pessoal do "asfalto" e até mesmo pela "alta sociedade". Mas você sabe como foi que as favelas começaram a ter um destaque maior nas novelas?


Para começo de conversa, nesta matéria optei por usar o termo "favela" ao invés de um eufemismo 'politicamente correto' como "comunidade", até porque a palavra está longe de ser considerada pejorativa. Segundo o dicionário 'Houaiss', por exemplo, favela é "um conjunto de moradias precárias, situada em morros e onde vive a população de baixa renda dos centros urbanos". Curiosamente, embora sempre presente na sociedade brasileira, tal localidade quase nunca era abordada na nossa dramaturgia televisiva. O oposto acontece no cinema, onde temos até um boom de filmes com esse tipo de temática (podemos citar Cidade de Deus, Tropa de Elite e Alemão).


Citada antes esporadicamente em algumas novelas, a primeira vez em que uma favela de fato ganhou importância numa novela foi em Pátria Minha (1994). Na história, Claudia Abreu interpretava Alice, uma estudante super correta que entra em guerra contra o empresário Raul (Tarcísio Meira), que comete uns crimes impunemente e depois ainda manda desapropriar uma favela. Quase uma década se passou até uma favela voltar a ter importância em uma nova trama. Em 2004, Senhora do Destino apresentou a Comunidade da Pedra Lascada, uma região subdesenvolvida do subúrbio carioca que visava conseguir uma emancipação. A tal comunidade tinha grande destaque porque a protagonista Maria do Carmo (Susana Vieira) tinha um forte laço afetivo com o local e sempre ajudava seus moradores, de quem era amiga e respeitada por todos.

Nos últimos 12 anos, o Brasil passou por alguns processos políticos que visaram dividir melhor a renda e isso gerou a ascensão da classe C, um novíssimo público consumidor que virou a menina dos olhos de ouro do mercado publicitário e o pesadelo das emissoras acostumadas a produzir dramaturgia só pensando nos núcleos mais ricos. Nesta última década, os personagens mais pobres foram conseguindo mais destaque e as tramas passaram a se deslocar dos bairros ricos para o subúrbio. Não que isso seja inédito, já que Rainha da Sucata e outras novelas mais antigas também davam voz aos mais pobres, mas tornou-se mais comum nos últimos anos.


Podemos dizer que a primeira novela a colocar uma favela em papel de destaque foi Vidas Opostas (2006), da Record, que aproveitou a explosão do tema no cinema e produziu uma novela que misturava um núcleo rico com moradores de uma favela, com direito a muito "tiro, porrada e bomba". Muitas cenas, inclusive, foram gravadas em uma comunidade real. Na Globo, devido ao sucesso da concorrente, a trama que marcou o destaque absoluto de uma favela veio logo depois, em 2007, com Duas Caras, ambientada na fictícia Portelinha e que também mostrou a diferença social colocando uma comunidade pobre localizada ao lado de um empreendimento de luxo. 

Atualmente, muitas novelas já mostram favelas pareando em importância com bairros mais ricos, algumas vezes até superando as antigas localidades de destaque. Avenida Brasil e Cheias de Charme, por exemplo, acertaram em cheio ao mostrar um subúrbio mais alegre e divertido, enquanto Salve Jorge foi a pioneira em colocar como protagonista uma mãe solteira moradora do Complexo do Alemão, um tipo que provavelmente seria apenas coadjuvante em novelas do passado. E para mostrar que não se trata de um fenômeno pontual, podemos lembrar de um exemplo ainda mais recente: Em Família foi escrita por Manoel Carlos, autor conhecido por colocar suas histórias apenas em bairros ricos do Rio de Janeiro (Leblon), mas mesmo assim precisou se adequar às novas necessidades da emissora e até incluiu uma "favela" improvisada com um personagem, Jairo (Marcelo Melo Jr.), que conseguiu um destaque maior que o esperado.


Entretanto, parece que a fórmula exaltada até pouco tempo atrás não está dando muito certo. Desde sua estreia, A Regra do Jogo ainda não empolgou na audiência e acumula, até o momento, média de 25 pontos (a meta para o horário das nove é de 35), mesma marca de sua antecessora, Babilônia, tida como o maior fracasso do horário nobre global de todos os tempos. Curioso que as duas têm em comum a ambientação em favelas. Com isso, várias questões vem sendo levantadas: será que duas novelas simultâneas focadas em favelas não são um pouco demais? Será que não está na hora da Globo buscar novos cenários para as suas novelas, afinal, o Brasil é muito maior do que isso? O público está cansado de tramas que se passam nas favelas?


Babilônia foi uma trama rejeitada pela maior parte do público e boicotada por evangélicos pelas cenas polêmicas iniciais, por sua trama mal remendada e pelas mil e uma mudanças que a trama e os personagens sofreram para "agradar a Família Brasileira", deixando-a ainda mais equivocada e perdendo sua identidade. Mas em nenhum momento o fato dela ter se passado na favela foi o motivo da sua baixa audiência. E cá entre nós, até onde me lembro, nunca havia ouvido falar de alguma reclamação do público que novelas seguidas na Globo eram todas centradas em bairros ricos do Rio de Janeiro! Mas se o problema são mesmo as favelas, então porque I Love Paraisópolis teve uma boa audiência? Estranho, não!? Pelo visto, com o passar dos anos teremos cada vez menos distinção entre as áreas mais ricas e mais pobres das cidades, até porque sabemos que o primordial de uma novela não é o cenário, e sim sempre contar uma boa história.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Os 10 Maiores Sucessos e Fracassos do Vale A Pena Ver de Novo


O Vale a Pena Ver de Novo é uma das atrações mais tradicionais da TV Globo. Está no ar desde maio de 1980 e virou um programa quase orgânico. Mesmo que não se assista, você sabe que ele está lá. E muita gente assiste! A seguir, confira as 10 maiores audiências do VAPVDN (o chamarei assim a partir de agora porque dá uma preguiça tremenda escrever esse nomão todo):



10º lugar - Alma Gêmea

Além de ser a novela de maior audiência do horário das seis do século XXI, Alma Gêmea também está na lista das maiores audiências do VAPVDN. Reapresentada em 2009, a história de amor entre Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscóvis) rendeu média de 20 pontos à tarde.





09º lugar - Senhora do Destino

A novela das nove mais assistida dos anos 2000 também foi um enorme sucesso no VAPVDN e bateu recordes de audiência em sua reprise vespertina, em 2009. Estava cotada para ser re-reprisada após o fim de O Rei do Gado, mas a Globo preferiu botar Caminho as Índias ao invés da Raposa Loira e Felpuda da Nazaré Tedesco (Renata Sorrah). Depois não sabem porque a audiência do VAPVDN está caindo...






08º lugar - Chocolate com Pimenta

Reprisada em 2006 e 2012, obteve êxito em ambas as vezes, com média geral de, respectivamente, 21 e 15 pontos de audiência.


07º lugar - O Cravo e a Rosa

Definitivamente, Walcyr Carrasco é o Rei do VAPVDN. Três das suas novelas (que também foram grandes sucessos no horário das seis) repetiram o sucesso na faixa de reprise vespertina. Junto com Alma Gêmea e Chocolate com Pimenta, O Cravo e a Rosa forma um trio de ouro.


06º lugar - A Viagem

Pense numa novela que sempre faz sucesso por onde passa. É incrível o poder de A Viagem em sempre fisgar o público em qualquer época. A novela foi reapresentada duas vezes no VAPVDN (em 1997 e 2006) e num canal de TV por assinatura, o Canal Viva (em 2014), e alcançou ótimos índices de audiência nas três reprises.


05º lugar - Quatro por Quatro

Um dos melhores trabalhos de Carlos Lombardi dos anos noventa fez um estrondoso sucesso no VAPVDN, em 1998. Aliás, foi reprisada em 2011 no Canal Viva (repetindo o sucesso).






04º lugar - Anjo Mau

O remake de Anjo Mau, com Glória Pires dando vida a ambiciosa babá Nice, rendeu índices invejáveis à muita novela das sete atualmente quando passou no VAPVDN (em 2003).



03º lugar - O Rei do Gado

Sucesso de Benedito Ruy Barbosa nos anos 90, a saga das famílias Mezenga e Berdinazzi cativou o público quando foi exibida originalmente em 1996 e nas suas três reprises (duas no VAPVDN, em 1999 e 2015, e uma no Canal Viva, em 2011).



02º lugar - A Gata Comeu

O romance conturbado e divertidíssimo entre Jô Penteado (Christiane Torloni) e o Professor Fábio (Nuno Leal Maia) fez a audiência do VAPVDN explodir em 1989 e 2001.




01º lugar - Mulheres de Areia

Com uma média geral com dez pontos acima da meta (sente só o poder de Mulheres de Areia!), a trama das gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires) foi um verdadeiro fenômeno de audiência em suas duas reprises no VAPVND (1997 e 2011).




Mas nem só de sucessos vive o VAPVND. A seguir, confira as 10 piores audiências do VAPVDN:




10º lugar - Terra Nostra

Como uma novela que foi um fenômeno em sua exibição original no horário nobre conseguiu ser um dos maiores fracassos do VAPVDN? É o caso de Terra Nostra (reprisada em 2004).



09º lugar - Cobras e Lagartos


A Globo demorou anos para conseguir exibi-la no VAPVDN. Entretanto, de nada adiantou tanto esforço. Um dos maiores sucessos das sete, que salvou o horário da flopada Bang Bang, em 2006, e promoveu João Emanuel Carneiro para a faixa das nove, foi um fracasso em sua reprise (2014).


08º lugar - A Próxima Vítima


Se em 1995, A Próxima Vítima conseguiu parar o país em torno de um grande mistério, tal feito não se repetiu quando a novela passou, em 2000, no VAPVDN. E olha que, na versão reprisada, até trocaram o serial killer para manter o mistério, mas nem isso empolgou o público.


07º lugar - Da Cor do Pecado


Olha que ironia: Cobras e Lagartos e Da Cor do Pecado (reprisada em 2007 e 2012) são, respectivamente, a segunda e a primeira maior audiência do horário das sete do século XXI e, mesmo assim, foram um fiasco em suas reprises no VAPVDN. Parece que as novelas do JEC só são sucessos em suas exibições originais!


06º lugar - Sete Pecados


Embora seja o Rei do VAPVDN, Walcyr Carrasco também tem seus fracassos. Como é o caso de Sete Pecados, que não fez sucesso quando foi exibida originalmente no horário das sete (em 2007) e foi ainda mais fracassada no VAPVDN (em 2010).


05º lugar - Roque Santeiro


Ao mesmo tempo em que está no primeiríssimo lugar na lista das maiores audiências da história da teledramaturgia brasileira, Roque Santeiro possui um lugar de destaque na lista das piores audiências da história do VAPVDN (reprisada em 2000). Curioso que ela foi reprisada no Canal Viva em 2011 e foi um fracasso também.


04º lugar - Tropicaliente


Tropicaliente não foi nenhum sucesso em sua versão original, em 1994. Pra falar a verdade, tinha uma repercussão bem mediana. Mas quando foi exibida, em 2000, no VAPVDN, aí mesmo que foi um verdadeiro fiasco!





03º lugar - Deus nos Acuda


Pra vocês terem uma ideia, a reprise de Deus nos Acuda, em 2004, foi tão flopada, mas tão flopada que, em vários dias, chegava a perder para a reprise de Maria Do Bairro, no SBT, que chegou a liderar inúmeras vezes por alguns minutos.


02º lugar - O Profeta


A Globo apostou todas as fichas, em 2013, em O Profeta para reerguer os índices derrubados pela re-reprise de Da Cor do Pecado. Entretanto, o que ela conseguiu foi afundar ainda mais o VAPVDN!


01º lugar - Você Decide


Em 2001, a Globo quis transformar o VAPVDN em uma faixa de reprises dos seus programas de entretenimento. Por isso, decidiram reprisar o famoso seriado Você Decide. Mas a ideia foi totalmente rejeitada, rendendo a Globo o maior fracasso do VAPVDN de todos os tempos.




Confira algumas médias geral e a meta de cada novela em suas determinadas épocas das reprises do VAPVDN dos anos 90 até hoje:


1989: A Gata Comeu (meta 30; média 37 = fenômeno)
1993: Mulheres de Areia (meta 20; média 30 = fenômeno)
1998: O Salvador da Pátria (meta 20; média 17 = razoável)
1998/99: Quatro por Quatro (meta 20; média 25 = sucesso)
1999: O Rei do Gado (meta 20; média 27 = fenômeno)
1999/2000: A Indomada (meta 20; média 20 = sucesso)

2000: Tropicaliente (meta 20; média 14 = fiasco)
2000: A Próxima Vítima (meta 20; média 16 = razoável)
2000/01: Roque Santeiro (meta 20; média 15 = fiasco)
2001: Você Decide (meta 20; média 11 = fiascão)
2001: A Gata Comeu (meta 20; média 18 = razoável)
2001/02: História de Amor (meta 20; média 22 = sucesso)
2002/03: Por Amor (meta 20; média 21 = sucesso)
2003: O Cravo e a Rosa (meta 20; média 23 = sucesso)
2003/04: Anjo Mau (meta 20; média 27 = fenômeno)
2004: Corpo Dourado (meta 20; média 21 = sucesso)
2004: Terra Nostra (meta 20; média 17 = razoável)
2004/05: Deus nos Acuda (meta 20; média 14 = fiasco)

2005: Laços de Família (meta 20; média 22 = sucesso)
2005/2006: Força de Um Desejo (meta 18; média 15 = razoável)
2006: A Viagem (meta 18; média 22 = sucesso)
2006/07: Chocolate com Pimenta (meta 18; média 21 = sucesso)
2007: Era uma Vez (meta 18; média 18 = sucesso)

2007: Da Cor do Pecado (meta 18; média 19 = sucesso)
2007/08: Coração de Estudante (meta 18; média 17 = razoável)
2008: Cabocla (meta 18; média 17 = razoável)
2008/09: Mulheres Apaixonadas (meta 18; média 18 = sucesso)
2009: Senhora do Destino (meta 18; média 21 = sucesso)
2009/10: Alma Gêmea (meta 18; média 20 = sucesso)

2010: Sinhá Moça (meta 18; média 15 = razoável)
2010/11: Sete Pecados (meta 18; média 13 = fiasco)
2011: O Clone (meta 18; média 17 = razoável)
2011/12: Mulheres de Areia (meta 18; média 16 = razoável)
2012: Chocolate com Pimenta (meta 18; média 15 = razoável)
2012/13: Da Cor do Pecado (meta 18; média 13 = fiasco)
2013: O Profeta (meta 18; média 12 = fiasco)
2013/14: O Cravo e a Rosa (meta 15; média 14 = razoável)
2014: Caras e Bocas (meta 15; média 14 = razoável)
2014/15: Cobras e Lagartos (meta 15; média 12 = razoável)
2015: O Rei do Gado (meta 15; média 17 = sucesso)


segunda-feira, 20 de julho de 2015

As 10 melhores novelas das nove dos últimos tempos



10º lugar: Paraíso Tropical

Apesar de um início conturbado em relação à audiência, aos poucos, foi conquistando os telespectadores. Não foi um grande sucesso, mas também não deixou a desejar.


09º lugar: Caminho das Índias

Seu maior atrativo foi retratar a cultura indiana, fazendo um apanhado de temas relacionados a seus costumes e tradições, tais como, sistema de castas, a questão dos intocáveis, além de danças e festas tradicionais e festivais folclóricos, entre outros. A inserção de palavras e expressões indianas nas falas dos personagens caíram na boca do povo e se tornaram bordões populares.


08º lugar: Laços de Família

Um grande sucesso que mostrou mais uma vez o potencial do autor Manoel Carlos em desenvolver tramas folhetinescas com boa dose de realismo, o que garantiu a audiência da novela.



07º lugar: Celebridade

Mega sucesso popular com uma vasta galeria de vilões memoráveis e personagens carismáticos.




06º lugar: Mulheres Apaixonadas

Com uma estrutura similar à dos seriados e das comédias de situação, a novela garantiu seu clímax com as tramas paralelas - dando muito certo. Todas as histórias, em determinado momento, assumiam pesos semelhantes ou até superiores aos dos conflitos da protagonista.


05º lugar: O Clone

O ineditismo de temas bastante complexos abordados na trama (como clonagem, islamismo, cultura árabe e drogas) foram os principais responsáveis pelo seu sucesso, que veio a ser um fenômeno de audiência e repercussão não só no Brasil, mas no mundo todo.


04º lugar: Belíssima

Uma novela belíssima (ah, vá!), sucesso de público e crítica, que prendeu os telespectadores 
do início ao fim com vários mistérios e segredos, o que garantiu sua ótima audiência.


03º lugar: Avenida Brasil

Um fenômeno popular que causou uma verdadeira comoção entre o público. Focada na nova classe C, parou não só o país, mas o mundo inteiro, pois fez o maior sucesso em todos os países em que foi exibida. É a novela mais exportada da Globo e a primeira novela a viralizar e se tornar queridinha nas redes sociais, provando que a internet e a TV podem ser aliadas e não inimigas.


02º lugar: A Favorita

A novela já valeu pelo mérito de ter revolucionado completamente toda a teledramaturgia ao subverter o esquema folhetinesco vigente apresentando, ao invés de uma história de amor com um casal-romântico central, uma história policial com duas mulheres protagonistas rivais. Uma era a mocinha. A outra era a vilã. Mas o público não sabia quem era quem até a metade da história.




01º lugar: Senhora do Destino


Um mega sucesso popular que bateu todos os recordes de audiência do horário das nove,
sendo a novela mais assistida do século XXI (e o último grande novelão do Aguinaldo Silva).



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