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quinta-feira, 10 de março de 2016

Os 20 Melhores Vilões da Teledramaturgia



A dramaturgia nacional não é lá muito favorável às figuras masculinas como dotadas de grande maldade. Pare e pense: você se lembra em quantas novelas o vilão central era um homem? São raros os exemplos. Durante anos, a telenovela carregou o ranço de ser uma atração exclusivamente feminina, estigma que só foi perdendo a partir dos anos 70, com Irmãos Coragem, de Janete Clair, que trouxe, pela primeira vez, os homens para a frente da TV por causa de sua trama masculina que misturava faroeste e futebol. Embora já não seja mais exclusividade há décadas, ainda sim, as mulheres são, na maioria absoluta das vezes, o papel mais fundamental de toda trama. As histórias, claro, independem do gênero, mas são elas o centro da história. Principalmente, no quesito vilania. Carminha (Adriana Esteves), Flora (Patrícia Pillar), Nazaré (Renata Sorrah) e Odete Roitman (Beatriz Segall) que o digam. Por isso, quando surge um ator encarnando um vilão, ele tem uma chance única e enorme de brilhar. Vem comigo e acompanhe os 20 melhores vilões da dramaturgia nacional.

20º lugar: Conde Vlad de Vamp



De figura diabólica que faz um pacto com Natasha (Cláudia Ohana) a transformando em estrela do rock, o Conde Vladimir Polanski (Ney Latorraca) foi, aos poucos, ganhando traços cômicos seguindo o estilo de chanchada que foi tomando conta de Vamp. Sucesso entre o público infanto-juvenil, o vampiro-chefe da novela nutria um amor obsessivo de vidas passadas com Natasha. Acabou derrotado por Jonas (Reginaldo Faria), após invadir a Baía dos Anjos. Um dos personagens mais carismáticos dos anos 90, Vlad prometeu que um dia voltaria. Continuamos esperando…

19º lugar: Delegado Nogueira de Vidas Opostas



Antes de ser possuído pelo espírito do Crô, Marcelo Serrado já fazia sucesso muito antes de ir para a Globo como o perverso delegado Dênis Nogueira, perigoso psicopata que se escondia atrás de uma máscara de homem de bem e culto. Cruel com a esposa, a corrupção no trabalho era seu forte.

18º lugar: Filinto Guerra de Amor e Revolução



Não é só de remakes de novelas infantis baseadas em roteiros mexicanos que vive o SBT. Quer dizer, não há alguns anos atrás, quando produziu uma novela adulta 100% original: Amor e Revolução, que, apesar de ter sido um fracasso, abordou o nebuloso período da ditadura militar do nosso país de forma primorosa. E o grande destaque da novela foi o vilão Filinto Guerra (Nico Puig). Sociopata, sádico, abusivo e de péssimo caráter, ele era um dos representantes principais das trocentas cenas de tortura na novela. Uma das suas maldades marcantes foi quando ele supostamente matou sua própria mulher, Olívia (Patricia de Sabrit), que não morreu e voltou como Violeta para se vingar.

17º lugar: Ravengar de Que Rei Sou Eu?



O sinistro Ravengar (Antonio Abujamra) era o feiticeiro da corte da Rainha Valentine (Tereza Rachel). Era ele o idealizador dos planos nefastos para destruir Jean Piérre (Edson Celulari), o verdadeiro herdeiro da coroa, e impedir que o mesmo assumisse o trono. Obcecado por Madeleine (Marieta Severo), foi capaz de hipnotizá-la e a possuir sem sua vontade. Com o falso Rei Pichot (Tatu Gabus) morto e Jean Piérre coroado, no último capítulo, retornou a Avilan com nova identidade para destruir os rebeldes. Ravengar fez parte dos pesadelos de muita gente que cresceu nos anos 90.

16º lugar: Dom Jerônimo Taveira de A Muralha



Fanático religioso hipócrita na vila de São Paulo do século XVII, Dom Jerônimo Taveira era a personificação de sadismo e crueldade. Entre as vítimas do seu abuso, estavam Ana (Letícia Sabatella), uma jovem obrigada a se casar com o vilão, e a índia Motira (Maria Maya), que sofria nas mãos também do braço direto do tirano, Leonor (Ada Cheovov). Tomado pela loucura crescente, Jerônimo perseguia e condenava a morte na fogueira qualquer um que fosse contra suas ordens. Acabou por se suicidar ao se jogar em uma fogueira, após ser esfaqueado por Dom Guilherme (Alexandre Borges). Graças a excelente atuação de Tarcísio Meira, é um dos vilões mais asquerosos de todos os tempos.

15º lugar: Zé Maria de A Regra do Jogo



Tal qual a Flora (Patrícia Pillar) de A Favorita, Zé Maria enganou o público com sua cara de bom moço e seu discurso de inocente injustiçado, revelando-se um bandido impiedoso, capaz de sequestrar e matar friamente pessoas inocentes. Definido pelo próprio ator como um psicopata, Zé Maria é do tipo que não precisa berrar para botar medo. Tony Ramos, finalmente, deixou de lado a fama de bom moço que sempre o acompanhou em sua carreira durante anos e emplacou como um vilão de marca maior. Atena (Giovanna Antonelli) pode ter sido uma decepção, mas os homens não deixaram a desejar em A Regra do Jogo no quesito vilania e marcaram presença na nossa lista.

14º lugar: Donato Menezes de As Noivas de Copacabana



Com uma sexualidade controversa, o bem-sucedido Donato Menezes usava sua fachada de bom moço para seduzir mulheres e matá-las estranguladas na hora do ato sexual seguindo sempre um meticuloso ritual: vestidas de noiva. Ato em decorrência de um trauma do passado, por ter sido abandonado pela noiva. A minissérie fora baseada no caso real de Heraldo Madureira. Em ótima atuação, Miguel Falabella compôs com frieza Donato, o seu melhor momento como ator na televisão. Após ser preso e fugir do manicômio judiciário, Donato termina a série caçando uma nova vítima.

13º lugar: Edu de Dupla Identidade



O serial killer costuma ser o tipo de personagem dos sonhos de qualquer ator: rico em composição, imprevisível e, com sorte, sedutor o suficiente para assustar e conquistar a plateia ao mesmo tempo. Não é uma figura frequente na nossa teledramaturgia, mas com seu Eduardo Borges, Bruno Gagliasso, ator dos mais dedicados de sua geração, conseguiu inscrever na TV brasileira o tipo que mata por matar a granel, fazendo dos seus encantadores olhos azuis dois espelhos embaçados pela maldade. Entre assustador e sexy, Edu causava arrepios. E Bruno, novamente, deu um show como vilão.

12º lugar: Jackson de Vidas Opostas



Olha o Rei do Torto aí, geeeente! Heitor Martinez viveu seu melhor momento na carreira como Jackson, um bandidão temido que sai da prisão e volta ao morro onde morava liderando uma quadrilha de traficantes e toma numa batalha a boca de fumo do local, transformando-se o novo todo poderoso do Morro do Torto. Jackson mandava e desmandava e quem não obedecia suas ordens, "ia conversar com o capeta". Ele também queria ter Joana de qualquer jeito, para que ela more com ele e seja a Rainha do Torto. Mas, obviamente, Joana não quer essa vida, pois é a mocinha da novela. Um tipo tragicômico, Martinez assustava só com o olhar em sua atuação como o chefe do tráfico. M-E-D-A!

11º lugar: Félix de Amor À Vida



Um dos vilões mais cômicos da nossa lista, Félix ganhou o público com suas tiradas sarcásticas, frases de efeito e um bordão que foi ganhando inúmeras variações ao longo da trama. Além de "salgar a santa ceia", Félix (Matheus Solanno) jogou a sobrinha no lixo e fez de tudo para alcançar a presidência do hospital da família, tendo chegado até a conseguir a internação de Paloma (Paolla Oliveira), sua irmã, num manicômio, com direito a eletrochoque. Gay enrustido, ele começou a novela com um casamento de fachada, mas depois de ser desmascarado, perder tudo e se tornar vendedor de hot dog, assume a homossexualidade e engata um romance com Niko (Thiago Fragoso). Alcança a redenção no final da história e junto com Niko protagonizou o primeiro beijo gay da TV Globo, no último capítulo. Irônico, carismático e manipulador, Félix não podia ficar de fora dessa lista. Não é, meu doce?

10º lugar: Marco Aurélio de Vale Tudo



Canalha simpático, um tipo irresistível em novelas, ambicioso e corrupto, Marco Aurélio administrava o grupo empresarial de Odete Roitman (Beatriz Segall). Por conta de negociatas, reuniu uma grande fortuna guardada fora do Brasil. Criado por Gilberto Braga, o vilão muito bem defendido por Reginaldo Faria terminou numa boa, fugindo e mandando uma "banana" para o país.

09º lugar: Mario Liberato de Roda de Fogo



Intérprete de vilões memoráveis como Alex Kundera (de Top Model) e Adalberto Vasconcellos (de A Próxima Vítima), foi com Mário Liberato que Cecil Thiré conquistou seu espaço na galeria de grandes vilões da televisão. Advogado com meios pouco ortodoxos, sádico e corrupto, Mário servia aos interesses de Renato Villar (Tarcísio Meira). Sempre acompanhado por seu mordomo e amante Jacinto (Cláudio Curi), Liberato não media esforços para conseguir o poder, incluindo bater de frente com Villar, que era um protagonista "torto". Criado por Lauro Cesar Muniz, Mário Liberato foi o primeiro vilão homossexual da dramaturgia brasileira. O que causou grande polêmica na época.

08º lugar: Alexandre de A Viagem



Mesmo depois de morto e no além, Alexandre foi muito mais vilão do que muitos vivos. A Viagem tinha como tema central a vida após a morte. O personagem que conduzia as tramas era Alexandre (Guilherme Fontes, um delinquente que se mata na cadeia após ser condenado por roubo seguido de homicídio e, no Vale dos Suicidas, passa a infernizar a vida de todos que julgava responsáveis por seu trágico destino. No final, Alexandre se arrepende de todo mal que fez e passa para o lado branco da força, tornando-se um espírito de luz. Guilherme Fontes é lembrado até hoje por esse trabalho.

07º lugar: Renato Mendes de Celebridade



Curiosamente, os maiores vilões das novelas foram criados por Gilberto Braga, o único autor a investir em homens como protagonistas e antagonistas. Em Celebridade, não foi diferente. Egocêntrico editor da revista de fofocas Fama, o jornalista Renato Mendes (Fábio Assunção) não poupava esforços para assumir o comando do poderoso Grupo Vasconcelos, de seu tio Lineu (Hugo Carvana). Renato aprontou tanto que acabou caindo nas garras da cachorrona Laura (Cláudia Abreu) e, principalmente, no carinho do público. Acabou preso após matar a vilã e o michê dela, Marcos (Márcio Garcia).

06º lugar: Gibson Stewart de A Regra do Jogo



Ele só foi revelado vilão no capítulo 100 da trama. Mas se Gibson já causava náuseas no público por ser extremamente reacionário, "coxinha", conservador e militarista, dizendo em alto e bom som não gostar de pobres, negros e gays, depois que foi revelado que ele era o Pai da facção, aí mesmo que nossa antipatia pelo milionário só aumentou. O personagem de José de Abreu já é um dos melhores e mais detestáveis vilões masculinos dos últimos tempos, sendo capaz de qualquer tipo de crueldade para manter sua organização criminosa e para que seus crimes não fossem descobertos, inclusive contra a própria família, chegando a internar a filha Nelita (Barbara Paz) num hospício e faze-la parecer louca e manter a outra filha Kiki (Deborah Evelyn) presa num cativeiro durante anos. Tudo, segundo ele, em nome de uma "causa" maior que julgava certa. Acabou assassinado misteriosamente com um tiro no peito após surtar e manter toda a família em refém. Derrota na guerra, Pai!

05º lugar: Marcos de Mulheres Apaixonadas



De todos da lista, Marcos é o que mais foge da linha clássica de um vilão e, talvez por isso, o torne absurdamente assustador. Marcos não elaborava planos maquiavélicos para conquistar seus objetivos ambiciosos. Ao contrário, ele era gente como a gente, aparentemente tranquilo, pacato, como muitos que se vê por aí. No entanto, sua esposa Raquel (Helena Ranaldi) sentia na pele o que os olhos dos outros não viam. Ciumento, possessivo e levemente psicótico, Marcos conseguiu lembrança devido a uma irrepreensível atuação de Dan Stulbach, o Tom Hanks brasileiro. Em uma das mais marcantes e chocantes cenas da novela, Marcos agredia a esposa com uma raquete de tênis. As fortes cenas de agressão da novela fizeram a sociedade discutir o problema da violência doméstica, principalmente contra a mulher. Saudades da época de grande momento de inspiração criativa do Maneco...

04º lugar: Felipe Barreto de O Dono do Mundo



Arrogante, mesquinho, debochado, egoísta, sexista e inescrupuloso, são algumas das "qualidades" do cirurgião plástico Felipe Barreto, cuja falta de ética, na época, irritou diversos cirurgiões, que chegaram a protestar junto a Globo. No entanto, o carisma de seu intérprete, Antonio Fagundes, fez com que o público não acreditasse que a mocinha Márcia, de Malu Mader, iria se vingar dele. As maldades de Felipe foram inúmeras: apostou que tiraria a virgindade de Márcia, noiva de um de seus funcionários, antes da lua-de-mel; conseguiu a proeza e causou o suicídio do marido traído. Durante boa parte da novela, se fez de santo para conquistar de vez a jovem. Ao menos nisso, não teve sucesso. No final da trama, tentou seduzir uma moça mais nova ainda e, claro, debochando da cara do público que tinha acreditado em sua regeneração ressaltando que a esposa era virgem. Ou seja, um canalha.

03º lugar: Olavo de Paraíso Tropical



Wagner Moura é um dos atores mais proeminentes da geração atual e encontrou no ótimo texto de Gilberto Braga a chance ideal para brilhar ainda mais. Sua atuação histriônica conquistou o público e a crítica, fazendo do vilão Olavo um dos mais amados pelos telespectadores. Entre suas maldades, tentou de todas as formas manchar a reputação do bom-moço Daniel (Fábio Assunção) para conquistar seu cargo no Grupo Cavalcanti. Além das tramoias contra o mocinho da trama, Olavo é lembrado pelo tórrido romance com Bebel (Camila Pitanga), uma prostituta cheia de "catiguria". A química entre os dois era tanta que o casal se destacou mais que os insossos protagonistas.

02º lugar: Barão de Montserrat de Direito de Amar



Poderoso banqueiro no Rio de Janeiro do início do século 20, o Barão de Montserrat controlava tudo e todos por conta de seu poder. Entre as maldades do vilão, estão manter a esposa trancada num quarto de sua mansão para fingir ser viúvo e exigir a jovem Rosália (Gloria Pires) como pagamento de uma dívida. Montserrat é, sem dúvida, o maior papel da carreira de Carlos Vereza e o mais importante dos vilões do autor Walter Negrão, que teve como base a radionovela de Janete Clair, A Noiva das Trevas.

01º lugar: Leôncio de A Escrava Isaura



Os novinhos que acompanharam a versão da Record para o clássico escrito por Bernardo Guimarães podem achar o Leôncio de Leopoldo Pacheco um cara mau. Isso porque muitos não presenciaram a força imagética produzida pela presença de Rubens de Falco em cena. Para ter uma ideia, o simples nome de Falco em uma novela se esperava um personagem carrasco. Rubens de Falco era sinônimo de horror puro. E tudo isso se deve a Leôncio Almeida, na versão escrita por Gilberto Braga. Inescrupuloso e cruel, o fazendeiro era completamente apaixonado pela escrava branca Isaura (Lucélia Santos). Antes de morrer, a mãe de Isaura deixou pra filha uma carta de alforria, mas o vilão escondeu o documento para manter a jovem consigo. Inconformado com a rejeição da doce Isaura, Leôncio atormentou a moça, a obrigando a trabalhar na fazenda e chegou a amarrá-la no tronco. Depois de tantas maldades, ele teve um triste fim: falido e sem o amor de Isaura, se matou. Saiu da vida e entrou para a história como o maior vilão da nossa teledramaturgia de todos os tempos.

Qual o seu vilão masculino favorito? Esqueci de mais algum? Diz aí!


segunda-feira, 20 de julho de 2015

As 10 melhores novelas das nove dos últimos tempos



10º lugar: Paraíso Tropical

Apesar de um início conturbado em relação à audiência, aos poucos, foi conquistando os telespectadores. Não foi um grande sucesso, mas também não deixou a desejar.


09º lugar: Caminho das Índias

Seu maior atrativo foi retratar a cultura indiana, fazendo um apanhado de temas relacionados a seus costumes e tradições, tais como, sistema de castas, a questão dos intocáveis, além de danças e festas tradicionais e festivais folclóricos, entre outros. A inserção de palavras e expressões indianas nas falas dos personagens caíram na boca do povo e se tornaram bordões populares.


08º lugar: Laços de Família

Um grande sucesso que mostrou mais uma vez o potencial do autor Manoel Carlos em desenvolver tramas folhetinescas com boa dose de realismo, o que garantiu a audiência da novela.



07º lugar: Celebridade

Mega sucesso popular com uma vasta galeria de vilões memoráveis e personagens carismáticos.




06º lugar: Mulheres Apaixonadas

Com uma estrutura similar à dos seriados e das comédias de situação, a novela garantiu seu clímax com as tramas paralelas - dando muito certo. Todas as histórias, em determinado momento, assumiam pesos semelhantes ou até superiores aos dos conflitos da protagonista.


05º lugar: O Clone

O ineditismo de temas bastante complexos abordados na trama (como clonagem, islamismo, cultura árabe e drogas) foram os principais responsáveis pelo seu sucesso, que veio a ser um fenômeno de audiência e repercussão não só no Brasil, mas no mundo todo.


04º lugar: Belíssima

Uma novela belíssima (ah, vá!), sucesso de público e crítica, que prendeu os telespectadores 
do início ao fim com vários mistérios e segredos, o que garantiu sua ótima audiência.


03º lugar: Avenida Brasil

Um fenômeno popular que causou uma verdadeira comoção entre o público. Focada na nova classe C, parou não só o país, mas o mundo inteiro, pois fez o maior sucesso em todos os países em que foi exibida. É a novela mais exportada da Globo e a primeira novela a viralizar e se tornar queridinha nas redes sociais, provando que a internet e a TV podem ser aliadas e não inimigas.


02º lugar: A Favorita

A novela já valeu pelo mérito de ter revolucionado completamente toda a teledramaturgia ao subverter o esquema folhetinesco vigente apresentando, ao invés de uma história de amor com um casal-romântico central, uma história policial com duas mulheres protagonistas rivais. Uma era a mocinha. A outra era a vilã. Mas o público não sabia quem era quem até a metade da história.




01º lugar: Senhora do Destino


Um mega sucesso popular que bateu todos os recordes de audiência do horário das nove,
sendo a novela mais assistida do século XXI (e o último grande novelão do Aguinaldo Silva).



sábado, 4 de julho de 2015

As prostitutas mais queridas e famosas da ficção que poderiam trabalhar na agência de Fanny




Bebel

bebel-paraiso-tropical

É claro que nossa primeira opção para integrar a agência de Fanny é a Bebel (Camila Pitanga). Linda, atraente, divertida, mas sem caráter nenhum, Bebel era uma das meninas do bordel de Amélia (Susana Vieira), onde mantinha um ar de superioridade em relação às colegas de trabalho. Ambiciosa, torna-se amante do cafetão Jáder (Chico Diaz) e passa a trabalhar para ele no calçadão de Copacabana, onde conhece o vilão Olavo (Wagner Moura) e vive com ele uma tórrida relação. Bebel (Camila Pitanga) era tão maravilhosa que roubou a cena em Paraíso Tropical e fez a gente torcer muuuito pelo romance dela com Olavo, que, mesmo apaixonado, não conseguia admitir que estava louco para ficar com a prostituta. Bebel até chega a fazer aulas de etiqueta para poder circular na alta sociedade, rendendo cenas divertidíssimas como essa aqui, ó...



E aí, Fanny (Marieta Severo)? O que achou da Bebel?




Capitu


Ela nem era protagonista, mas uma das tramas paralelas de Laços de Família fez tanto sucesso que por diversos capítulos desviou a atenção do público da trama principal: a história de Capitu (Giovanna Antonelli), universitária que trabalhava como garota de programa e, com o dinheiro que conseguia, sustentava os pais e o filho de um ano de idade. Capitu era ex-namorada de Fred (Luigi Baricelli), a quem não via há muitos anos. Como o casamento dele estava próximo do fim, os dois acabam se envolvendo e, por amor, ela decide abandonar a prostituição. Mas, até ser feliz para sempre com o amado, passou por uma verdadeira via-crúcis, que incluía as investidas de Orlando, um ex-cliente obcecado por ela, e as ameaças do marginal Maurinho, seu ex-marido e pai de seu filho. Capitu cai tanto no gosto popular que o público mais torcia por ela do que pra mocinha chatonilda da Camila (Carolina Dieckmann)Será que Fanny iria aceitá-la na sua agência?





Hilda Furacão


Uma bela moça da alta sociedade que desiste do casamento no dia da cerimônia, rompe com a família e, cansada da hipocrisia social do meio em que vive, vai morar na zona boêmia e de prostituição de Belo Horizonte, tornando-se a mais disputada meretriz da capital mineira. Essa é Hilda Furacão (Ana Paula Arósio Por onde anda a Ana Paula Arósio? Um beijo, Ana!). E o escândalo não para por aí. Além de desafiar a moral e os bons costumes da Tradicional Família Brasileira mudando radicalmente seu modo de encarar a vida e fazendo de seu vestido o véu de sua cama, Hilda ainda se apaixona pelo seminarista Malthus (Rodrigo Santoro) e faz de tudo para conquistar o frei, deixando-o em dúvida se seguia com seus planos religiosos ou se entregava-se a paixão. Será que Hilda Furacão aceitaria participar do esquema do book rosa, Fanny?



Maria Machadão


Quando a chuva passar / Quando o tempo abrir / Abra a janela e veja, eu sou o sol / Eu sou céu e mar/ Eu sou céu e fim / E o meu amor é imensid... Opa, desculpa aí, pessoal! Acabei me distraindo cantando uma musiquinha aqui. Maria Machadão (Ivete Sangalo a Rainha da Nação Brasileira) não era bem prostituta, mas sim a cafetina dona do famoso e divertido bordel Bataclã, o qual regia com mãos de ferro e unhas de carmim. É uma mulher extrovertida, mas muito autoritária e até um pouco cruel com as suas "meninas", mas só o fato da personagem ter sido interpretada pela Veveta já nos fez amá-la ainda mais. Tanto é que chegou a ofuscar, em alguns momentos, até mesmo a própria protagonista, Gabriela cravo e canela (Juliana Paes). Machadão conhecia muito bem os chamegos, amores e segredos dos coronéis da região. E aí, Fanny? Gostou da Machadão?





Ester Dellamare


Apesar de ter sido uma primorosa produção, Força de Um Desejo passou quase que despercebida e sem chamar muito a atenção do grande público. Ester Dellamare (Malu Mader) era a proprietária do bordel mais famoso da Corte, de onde apresentava aos poderosos as cortesãs mais fascinantes do Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX. Ela era uma mulher forte e que combatia a escravidão da época. Seu amor é disputado pelo barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria) e pelo filho dele, Inácio (Fábio Assunção). Será que na agência de Fanny a prostituta faria sucesso?




Ninon


A chegada de Matilde (Yoná Magalhães) movimentou completamente a vida de Asa Branca em Roque Santeiro. Velha amiga de Sinhozinho Malta (Lima Duarte), ela abriu na cidade a boate Sexus e trouxe do Rio de Janeiro duas sensuais dançarinas: Ninon (Claudia Raia) e Rosaly (Isis de Oliveira). O trio de mulheres enfrentava a oposição do padre Hipólito (Paulo Gracindo) e das beatas da cidade, lideradas por Dona Pombinha Abelha (Eloísa Mafalda). Lendo esse pequeno resumo, dá a impressão de que Ninon não passava de uma mera figurante. Mas não. A personagem foi crescendo tanto na trama e conquistando o carinho do público que Cláudia Raia (na época, sua grande estreia nas novelas) até ganhou dois prêmios de revelação feminina do ano de 1985 pelo Troféu Imprensa e o APCA (Associação Paulista de Críticos Teatrais). Aprova, Fanny?



Bruna Surfistinha


Essa daqui nem faz parte da teledramaturgia brasileira, mas é uma personagem tão marcante e fez tanto sucesso no cinema nacional que achei justo incluí-la nessa lista. Baseado numa história real, Raquel (Deborah Secco), filha de classe média paulistana, um dia resolveu sair de casa e tomou uma decisão surpreendente que chocou a todo mundo: virar garota de programa! Em pouco tempo, Raquel se transforma em Bruna Surfistinha e passa a ser uma celebridade nacional, contando sua rotina em um blog na internet e transando com mais de trinta homens em uma única semana (pepeca poderosa a dela, viu!). Afinal de contas, como a própria dizia a cada programa...



Você aceita ou não aceita a Bruna Surfistinha na sua agencia, Fanny?





Dona Beija


Ana Jacinta de São José, mais conhecida como Dona Beija (Maitê Proença), por sua personalidade controversa e destemida, desafiou os costumes e a moral da sociedade hipócrita de sua época, e, consequentemente, chamando a atenção para si, despertando interesse, curiosidades, paixão e ódio. Aos quinze anos de idade, ela já estava noiva de Antônio Sampaio, o grande amor de sua vida. Até que um dia, é vítima do desejo de Mota, o Ouvidor do Rei em visita a Araxá. Depois de presenciar a morte de seu avô, ela é raptada e levada à Vila de Paracatu, onde o ouvidor mora num belo casarão e a mantem como sua amante. Para vingar-se de seu algoz, enquanto ele está fora de casa, Beija serve aos homens que a desejam em troca de jóias e ouro. Chamado pelo Imperador a instalar-se na Côrte, Mota deixa Beija, que a essa altura já juntara uma grande fortuna. Ela parte de volta a Araxá para reencontrar sua antiga paixão, mas Antônio já não esperava mais por Beija. Desiludido e não compreendendo as atitudes de sua amada, ele casou-se com outra. Com a recusa do homem que ama, Beija promete não amar a nenhum outro homem e funda a Chácara do Jatobá, um refinado bordel onde ela se transforma num mito como cortesã, escandalizando todas as famílias conservadoras de Araxá. Seu intuito maior era ferir Antônio. A Chácara de Beija recebia homens que iam lá para se divertir, conversar, dançar, além de sonhar com a companhia de sua anfitriã, que a cada noite escolhia um dos convidados para dormir com ela, o verdadeiro prêmio dos que frequentavam o bordel. Tem algo a dizer para Dona Beija, Fanny?



Tieta


Bonita, vistosa, passional e apaixonada pela vida, Tieta (Cláudia Ohana) era muito sensual e sabia disso. Em sua vida pregressa, antes de se tornar muito rica, supostamente, graças à ajuda de um comendador, comeu o pão que o diabo amassou, o  que lhe deu muita experiência de vida e sabedoria. Foi expulsa de Santana do Agreste aos 18 anos, quando era mais "cabritinha", solta, desbocada e, principalmente, como adolescente que era, mais rebelde. Irritado com o comportamento liberal da jovem e influenciado pelas intrigas de sua outra filha, Perpétua (Adriana Canabrava), Zé Esteves escorraça Tieta da cidade. Humilhada e abandonada pela família, ela segue para São Paulo, fugindo do conservadorismo de sua terra natal. Vinte e cinco anos depois, Tieta (Betty Faria) reaparece em Santana do Agreste, rica, exuberante e decidida a se vingar das pessoas que a maltrataram no passado. Os que a condenaram na juventude, passam a cortejá-la, movidos pela sua fortuna. Para chocar ainda mais a família, ela se envolve com o sobrinho, o jovem seminarista Ricardo (Cássio Gabus Mendes), filho de sua rancorosa irmã Perpétua (Joana Fomm). Só que todo o dinheiro de Tieta foi fruto da "vida fácil" não tão fácil assim. Ela era prostituta em São Paulo e se tornou dona de vários bordeis por todo o país. Tá bom ou quer mais, Fanny?



Nazaré Tedesco


Na primeira fase de Senhora do Destino, lá por volta do ano de 1968, antes de se tornar a melhor e mais amada vilã brasileira de todos os tempos, Nazaré (Renata Sorrah) era prostituta no bordel de Madame Berthe (Tônia Carrero) e fingia ser auxiliar de enfermagem e estar grávida para segurar o namorado casado. Louca para abandonar a profissão, apostou todas as fichas na relação que mantinha com Luís Carlos (Tarcísio Filho), chegando até a sequestrar a filha de Maria do Carmo (Susana Vieira) para apresentá-la ao namorado como sendo fruto da relação dos dois. Tenho certeza absoluta que a Raposa Loira e Felpuda faria o maior sucesso na agencia de Fanny!






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