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sábado, 10 de outubro de 2015

Yunet, a grande vilã do ano?




Desde 2012, com o fim de Avenida Brasil, que nunca mais vimos uma vilã tão querida, maravilhosa e diabólica como a Carminha (Adriana Esteves). De lá pra cá, nenhuma outra vilã conseguiu chegar aos seus pés: Lívia Marine foi um mico total com aquelas seringadas assassinas, Shirley (Vivianne Pasmanter) foi um marasmo do início ao fim, Cora (Drica Moraes/Marjorie Estiano) prometeu muito e não cumpriu e Beatriz (Glória Pires) e Inês (Adriana Esteves) travaram um duelo de vilãs que mais parecia um joguinho de gato e rato. A Regra do Jogo ainda está no início e Atena (Giovanna Antonelli) ainda tem chances de fazer a sucessão na lista das malvadas inesquecíveis da teledramaturgia, mas, por enquanto, tá mais pra núcleo cômico do que uma vilã de fato. Enquanto não encontramos uma vilãzona daquelas no horário nobre global, a Record nos presenteou com Yunet (Adriana Garambone), a bruxa-mor de Os Dez Mandamentos.

Para contar a saga de Moisés em formato de telenovela, a autora Vivian de Oliveira se permitiu total liberdade de criação, seja em relação à linguagem, seja ao texto. A novela usa e abusa de diálogos coloquiais, bem como não teve pudor algum em inventar personagens e histórias sem qualquer relação com a Bíblia. O maior exemplo disso é a própria Yunet, que pintou e bordou a trama inteira, chegando até a ofuscar o próprio protagonista e ser o grande destaque em diversos momentos.


Yunet sempre foi apaixonada por Disebek (Eduardo Lago), mas seu amado a deixou grávida para se casar com a princesa Henutmire (Vera Zimmermann). Para atrapalhar a vida do casal, ela foi morar no palácio fingindo ser prima dele e, desde então, fez de tudo para separá-los. Para isso, Yunet seduziu Paser (Giuseppe Oristânio) e se casou com ele, enganando o sacerdote com sua suposta virtude e escondendo a real paternidade de Nefertari (Camila Rodrigues), que não sabia que é filha do general.

Yunet sempre invejou a beleza de Henutmire, sua posição social, sua firmeza e, principalmente, o fato dela ser a mulher de Disebek. Sempre que descobria que a princesa estava grávida, servia bebida envenenada que fazia com que ela perdesse o filho. Após inúmeros abortos provocados pela vilã, Henutmire chegou a pensar em se matar. Mas acabou percebendo que Moisés (Guilherme Winter), o menino que encontrara no rio Nilo, poderia ser um presente dos deuses. Tomada pelo desejo de ser mãe, a princesa tirou o hebreu das mãos de Joquebede (Denise Del Vecchio) e proibiu o contato do menino com a família biológica, escondendo sua verdadeira origem por muitos anos.


O tempo passou e o grande sonho de Yunet passou a ser que sua filha, Nefertari, se casasse com Ramsés (Sérgio Marone) e se tornasse a rainha do Egito. Ao notar que ele estava apaixonado por Maya (Bárbara França), a vilã mostrou que estava disposta a fazer de tudo para atingir seus objetivos... Até mesmo matar! Para tirar a filha do sumo sacerdote do seu caminho, a vilã envenenou a maquiagem de Maya, provocando a morte da personagem. Infeliz com o relacionamento de Moisés e Nefertari, já que Moisés era adotado, portanto, não chegaria a governar o Egito, Yunet arquitetou mais um de seus planos. Para tentar separar o casal, ela revelou toda a verdade sobre o passado do príncipe e o incentivou a buscar pela verdadeira família hebreia. Após a revelação, Moisés encontrou sua verdadeira família e se mostrou cada vez mais revoltado com o sofrimento do povo hebreu. A nova postura do príncipe provocou desentendimentos com Nefertari, que não o apoiava. Após constantes discussões, o relacionamento chegou ao fim. Para se livrar da culpa, Yunet chegou a dizer para Henutmire que foi Leila (Juliana Didone) a grande culpada pela descoberta de Moisés. A princesa ficou inconformada e expulsou a hebreia do palácio. Vale lembrar que, desde que Leila chegou ao palácio, a vilã não parou de provocá-la e chegou até a cortar os cabelos da moça enquanto ela dormia.


Depois de ouvir Moisés confessar a Ramsés que matou um hebreu, Yunet joga sujo e revela para o marido, Paser, sobre o crime do príncipe. Ela chantageia o sacerdote para ele revelar este segredo ao faraó Seti (Zé Carlos Machado). Sem saída, Paser mente para Seti que teve um sonho no qual Moisés era traidor e provocava uma rebelião de hebreus contra o rei. Ele explica que o falso sonho mostrava Moisés matando um egípcio e contava que foi possível ver onde o corpo foi enterrado. Após receber a confirmação da morte do oficial egípcio, Seti conclui que o crime de Moisés não tinha perdão e o condenou à morte por enforcamento. Para tentar se salvar, Moisés fugiu do Egito. Ele passou dias vagando pelo deserto até chegar a Midiã, onde conheceu Zípora (Giselle Itié), sua futura mulher.

Com Moisés e Maya fora do caminho, Yunet finalmente realizaria seu sonho de ver sua filha se casando com Ramsés, certo? Errado! Para a sua surpresa, o faraó Seti não autorizou o casamento do herdeiro com Nefertari. Revoltada, a vilã mata o faraó envenenado. Tudo para que sua filha se tornasse rainha do Egito. Mas a vilã não esperava que, após tanto esforço, Nefertari decidiria se tornar sacerdotisa e deixar o palácio. Inconformada, ela recorreu a Ramsés, mas o novo faraó estava decidido a cumprir o último desejo de seu pai e se casar com a noiva escolhida por ele. Pela primeira vez, a vilã não precisou organizar nenhum plano para que o destino ficasse a seu favor. Ramsés não gostou da pretendente e ordenou o retorno de Nefertari ao palácio para se tornar sua rainha. Mas, quando o sonho estava prestes a se tornar realidade, Yunet é flagrada aos beijos com seu amante, Bakenmut (Kiko Pissolato), e tem seus crimes descobertos. A vilã é desmascarada na frente de todos no dia do casamento da filha com o novo faraó, leva uma surra de Henutmire e é expulsa do palácio.


E engana-se quem achou que a função de Yunet na novela já tinha acabado. Após um longo período vivendo como moradora de rua, a vilã arruma um jeito de voltar a viver no palácio roubando o cajado de Moisés, pois acreditava que o poder dele e das pragas que se abatiam sobre o Egito estava no objeto, e o oferece a Ramsés. O faraó fica grato e aceita a sogra de volta, que vira o palácio de cabeça para baixo. Henutmire fica perplexa e, mesmo implorando para que Ramsés expulse-a do palácio, é obrigada a aceitá-la novamente. Atormentada pela rival e farta da intolerância do soberano, a irmã do Faraó resolve fugir do palácio para viver na vila dos hebreus. Seu plano, no entanto, é descoberto por Yunet (Adriana Garambone), que a prende e tortura com ameaças. Sem comer, com medo de que a vilã colocasse veneno na sua comida, Henutmire foi ficando cada vez mais debilitada e também sofreu com as pragas do Deus hebreu, contraindo sarna e úlceras. Salva por Moisés e levada para a casa de Joquebede, a princesa não resistiu e morreu nos braços de seu filho de criação.


Durante uma conversa calorosa sobre a acusação pela morte da princesa com Paser, seu ex-marido, Yunet acaba confessando o assassinato do faraó Setti. Nefartari, que estava escondida, acaba escutando a confissão da mãe e se decepciona profundamente. Ela, então, denuncia a própria mãe ao marido, que condena a vilã a pena de morte. Yunet até consegue fugir da prisão, mas tem um final trágico do mesmo jeito. A sétima praga chega sobre o Egito trazendo grandes bolas de fogo, que destroem boa parte do palácio e de todo o reino e matam muitos egípcios. Entre eles, Yunet.

A vilã não existiu na história de Moisés. Foi inventada pela autora. Mas você há de concordar comigo que a trama não teria a mesma graça sem ela, né? Sem uma super-vilã como a Yunet, a autora jamais teria conseguido fazer Os Dez Mandamentos durar mais de 160 capítulos. E a Adriana Garambone segurou muito bem a peteca, dando um tremendo show de atuação. Foi um prazer enorme odiar a Yunet ao longo de toda a novela. Que ela tenha uma boa entrada no mundo dos mortos, pois no mundo das vilãs mais marcantes de toda a teledramaturgia já tem um lugar lhe esperando!




segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Atena: grande vilã ou núcleo cômico?



A Regra do Jogo mal começou, mas o público já elegeu Atena (Giovanna Antonelli) como sua personagem favorita. Basta ela aparecer em cena para dominar todos os comentários e tags nas redes sociais. O que não é nenhuma novidade, pois os vilões sempre acabam roubando a cena. A exemplo de Félix (Mateus Solano) e Carminha (Adriana Esteves), Atena é o maior sucesso na internet. No Facebook, a página "Atena Lacradora" tem mais de 17 mil fãs. Isso em menos de uma semana de novela! Nas postagens, a pilantra dá voz àquelas frases que todo mundo pensa, mas não tem coragem de dizer. Seguindo a mesma linha, "Atena Falsiane" ultrapassa os 23 mil seguidores no Twitter. O mais curioso é que o perfil já existia antes mesmo da estreia da novela, prevendo que Giovanna Antonelli iria arrasar como a nova loira má do horário nobre. Isso sem falar no estilo, unhas, maquiagem, cabelo, roupas e acessórios que logo devem ganhar as ruas da vida real. Mas qual o motivo de tanto sucesso? Félix, por exemplo, jogou a própria sobrinha no lixo e seu bordão "Salguei a Santa Ceia" caiu na boca do povo logo no primeiro capítulo. Carminha, só na primeira semana de Avenida Brasil, deu um golpe no pai de Rita (Mel Maia), abandonou a menina no lixão e ainda tratou de dar um novo golpe em um jogador de futebol, Tufão (Murilo Benício), separando-o da noiva. E a Atena? O que fez até agora para merecer esse sucesso todo?



Vamos analisar a trajetória de Atena nessa primeira semana de A Regra do Jogo. A vilã é descrita no site oficial da novela como uma mulher amoral e estelionatária que sobreviveu a um passado miserável nos arredores de Brasília. Logo no primeiro capítulo, ela já aparece como best friend forever de Sumara (Karine Telles). A relação das duas é até sincera por parte da ingênua milionária que, justamente por ter tanto dinheiro, se tornou alvo fácil da "amiga" ambiciosa. Só que, para uma estelionatária, Atena está muito amadora. Pra começar, ela roubou o cartão de crédito da amiga trouxiane e gastou exageradamente num hotel caríssimo. É óbvio que a versão platinada da Hebe Camargo bloqueou o cartão e a vilã foi obrigada a fugir do hotel e foi embora furtando algumas coisinhas do quarto. Depois, prestes a viajar para Mônaco por meses, Sumara recebeu a amiga falsiane em sua mansão e a golpista conseguiu clonar a chave. No dia seguinte, quando Sumara vai embora, ela invade a mansão milionária e passa a morar lá. E é aí que Atena se revela ainda mais amadora: 1 - Ela se apresenta para uma vizinha de Sumara como se ela fosse a dona da casa; 2 - Atena entra e sai no condomínio sem se importar com as inúmeras câmeras de segurança; 3 - Podendo vender os objetos valiosos, juntar uma boa grana e meter o pé dali, ela sai quebrando tudo na mansão da "amiga" só porque não gostou da decoração e se esbalda tomando banho de banheira e se entupindo de biscoito, chocolate, champanhe, vinho e outras guloseimas.


Atena se esbalda na casa da amiga rica (Foto: Ellen Soares /Gshow)

Tudo ia bem na vida da golpista, até que Victor (João Balsasserini), seu ex-comparsa, reaparece. O malandro já chega exigindo 300 mil dólares que Atena lhe deve de um golpe que ambos aplicaram no passado - a loira, claro, passou a perna nele e o deixou na pior. A vilã fica toda mijada de medo e faz tudo o que ele manda. Com isso, todo o dinheiro que ela conseguiu vendendo as joias de Sumara vão para o bolso de Victor e a vilã volta a estaca zero. Se fosse Nazaré (Renata Sorrah), já tinha jogado o ex-comparsa escada abaixo e se livrado dele de uma vez por todas! Pra piorar, Sumara volta ao Brasil antes do tempo e vê que sua casa foi invadida. Ela fica desesperada e adivinha para quem ela liga? Para sua bff, claro! Dentro do banheiro, a golpista trata de arrumar suas coisas para escapar, ao mesmo tempo em que tenta acalmar a fúria da ricaça, que a esta altura já estava armada e ameaçava matar os supostos bandidos. Atena consegue escapar pela janela do banheiro (em uma sequência digna de um programa humorístico) e depois ainda volta para convencer Sumara a dispensar a polícia. A trouxiane, mais uma vez, cai no papinho mole da vilã, afinal, "polícia aqui no Brasil é pior do que bandido" (palavras da própria, hein!).

Como vocês podem ver, a trajetória de Atena foi seguindo como uma trama paralela nessa primeira semana de A Regra do Jogo. Essa história só se encerrou no capítulo de ontem (segunda, 07/09), quando ela foi desmascarada. A versão platinada da Hebe Camargo finalmente se dá conta de que foi vítima de um golpe da "amiga". Isso tudo graças aquela vizinha, que reconhece Atena quando a viu entrando na casa lá no primeiro capítulo e a vilã tinha dito que era a Sumara.

Depois de invadir a casa de Sumara, Atena se esbalda (Foto: TV Globo)

Atena é uma figuraça, desde os modelitos até as falas exageradas, e muito bem defendida por Giovanna. Está engraçada (mais até que o verdadeiro núcleo cômico), mas vilã não tem que ser só engraçada. Até pode, mas não no caso de uma novela das nove. A personagem está over demais e, por vezes, soa muito forçada. Pra começar, ela tem que dar um jeito de fazer a risada sair com mais facilidade. Os melhores vilões são aqueles que têm seus motivos para fazerem maldades. São humanos, possuem fraquezas e comovem o público em alguns momentos. Na vida real ou na ficção, ninguém é completamente mau. Vilões caricatos, mesmo que simpáticos, cansam! Pode ser que o estilo da Atena seja esse mesmo (até mesmo para diferenciá-la da Bárbara, de Da Cor do Pecado, também interpretada pela Giovanna, também numa novela de João Emanuel Carneiro), mas o fato é que ela ainda não deu provas que é essa vilãzona toda que o povo diz e tem um longo caminho pela frente se quiser entrar para o grupo de Carminha, Flora, Nazaré, Odete Roitman e cia. Por enquanto, não passa de uma trambiqueira engraçadinha vida loka com frases de efeito.


sábado, 18 de julho de 2015

Cobras E Lagartos: Leona vs Ellen




Cobras E Lagartos (2006) foi uma novela maravilhosa, um grande sucesso do João Emanuel Carneiro no horário das sete, e um dos seus principais atrativos foi o duelo pra lá de divertido entre Leona (Carolina Dieckmann) e Ellen (Taís Araújo), duas vilãs loiras, incríveis e memoráveis. Mas qual das duas foi a melhor, a mais diva, a mais tudo? Isso a gente vai conferir agora!


Leona é a filha ambiciosa e sem escrúpulos de Milu (Marília Pera). Criada numa família formada por gente cheia de desvios de caráter, não tinha muito jeito da moça ser flor que se cheire. A mãe de Leona vive do dinheiro do irmão riquíssimo, Omar (Francisco Cuoco). Leona não vale nada e finge ser amiga da prima Bel (Mariana Ximenez) só pra dar aquela apunhalada pelas costas. Bel é a sobrinha preferida do tio rico das duas e Leona morre de inveja da prima porque tá ligada que a pessoa que tiver mais empatia do tio é quem vai ganhar a herança quando ele morrer. Por isso, a loira vive bajulando Omar, mas o tio percebe que ela não vale nada. Ela é amante de Estevão (Henri Casteli), o marido mau-caráter de Bel, e os dois juntos não somam esforços pra conseguirem o que querem. Ela é tão má que cansa de esperar pela morte do tio e mata logo o velho. 


Com a morte de Omar, seu testamento é aberto. Para a surpresa de todos, metade de sua herança é destinada à Bel e a outra metade ao desconhecido Daniel Miranda. Daniel Miranda é o nome de Duda (Daniel de Oliveira), mas também de Foguinho (Lázaro Ramos). Por uma desastrosa confusão, é Foguinho quem acaba herdando todo o patrimônio de Omar. A partir daí, sua vida se transforma inteiramente. Todos que não davam a mínima para ele passam a bajulá-lo, especialmente seus familiares e até mesmo Ellen, uma mulher extremamente ambiciosa, consumista e dissimulada. Ela trabalha como vendedora na Luxus e foi criada pelo pai Jair (Milton Gonçalves) em condições modestas, mas dignas. Desde pequena, sempre sonhou em ascender socialmente e arrumar um homem rico que lhe bancasse. Extremamente vaidosa e atenta ao valor da beleza em um mundo de aparências, devora sapatos e vestidos caros, mesmo tendo de se pendurar em crediários com preços abusivos. Teve um namorico com Foguinho (Lázaro Ramos) no passado, mas, à medida que foi crescendo, viu que não podia perder tempo com aquele pé-rapado. Entretanto, quando ele fica rico, Ellen se reaproxima declarando estar apaixonada.



Round 01: Ellen Humilhada


A rivalidade entre Ellen e Leona começa pra valer quando ela descobre que a vendedora está tendo um caso com o seu amante Estevão. Furiosa, Leona decide se vingar. Num momento de distração de Ellen, a loura coloca uma joia da Luxus dentro da bolsa dela. Acusada de roubo, por mais que tentasse explicar que não teve culpa de nada e que tudo aquilo foi uma armação, Ellen é demitida. Inconformada, ela pede ajuda a Foguinho, que afirma não poder fazer nada, uma vez que ela foi pega em flagrante. Com certa dose de cinismo, Foguinho diz ainda que não pode abrir exceção, ou vão dizer que ele a protege. Irritada, Ellen diz que aquilo é uma injustiça e sai da sala, furiosa. Ellen vai embora da Luxus sentindo-se completamente arrasada. Leona aproveita a situação e a humilha ainda mais, chamando-a de "Sub-Ellen", como ela adora fazer. A vendedora jura se vingar de todos que a maltrataram, principalmente de Foguinho e Leona.

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Round 02: Ellen Humilhada (de novo)


Em um dado momento, Foguinho descobre a traição e todas as armações de Ellen, mas prefere manter a farsa diante de sua noiva. Aceita, inclusive, casar-se em regime de comunhão total de bens, deixando-a muito satisfeita. O que Ellen não imagina é que Foguinho estava planejando uma vingança. No dia do casamento, ele diz que resolveu lhe fazer uma surpresa e que doará a mansão antes mesmo deles assinarem os papéis. Em troca, Foguinho pede que ela entre na igreja de braço dado com Ramires. Incrédula com o que acabara de ganhar, Ellen concorda com tudo. Quando Ellen chega à cerimônia de seu casamento, estranha os poucos convidados presentes. Ao lado de Ramires, ela desconfia que estão aprontando alguma coisa contra ela. O juiz pede para Ellen assinar os papéis e, em seguida, chama o noivo, para ele fazer o mesmo. Mas o nome que ele chama não é o de Foguinho e sim de Téo (Iran Malfitano), irmão de Foguinho, com quem ela também era amante! Ellen não entende nada e fica horrorizada quando mendigos, convidados por Foguinho, começam a invadir a festa ao som de funk, fazendo a maior bagunça. Diante dos olhares perplexos dos convidados e dos flashes dos fotógrafos, Ellen avança sobre os populares que invadiram a festa. Sem perder tempo, eles a jogam na piscina e ainda rasgam seu vestido e tomam o seu buque. Irada, Ellen expulsa todos de casa, mas Foguinho explica que a escritura que ela assinara mais cedo é falsa. Ele a põe para fora da mansão junto com Téo e joga todas as suas roupas e jóias para os mendigos pegarem. É a maior humilhação da vida de Ellen!

     LEONA 2  vs  ELLEN 0     



Round 03: Ellen Humilhada (de novo!!!)


De repente, Ellen se tornou a pessoa que todo mundo adora humilhar. E é só humilhação das brabas, daquelas de traumatizar para sempre: teve seu vestido de noiva destruído no altar; seu casamento foi invadido por mendigos esfomeados; Foguinho chamou a imprensa para fotografa-la em decadência; todas as suas roupas foram atiradas para o povo; Leona a fez passar por ladra e provocou sua expulsão da Luxus... Será que ela aguenta mais? Estevão aproveita que está rolando um clima entre ele e Ellen para fazer uma proposta indecente: filmá-la tirando a roupa para ele. A moça, que tem tido tantos dissabores, fica animadíssima com a ideia. Mas Estevão quer que esse strip-tease seja na praia, à noite, em algum canto deserto. Aí, complica... Mas ela topa, desde que não precise tirar a roupa toda. Aos beijos, os dois se mandam para a praia. Na areia, com a câmera digital em punho, Estevão incita sua amante a tirar a roupa de forma bem sensual. E ele vai gravando tudo. Ela tira peça por peça, animadíssima, até ficar só com as roupas de baixo. E de repente... Vem o bote! Estevão, sem deixar de gravar a performance, recolhe as roupas de Ellen e entra no carro. Ele começa a dar voltas com o veículo em torno dela, morrendo de rir da ingenuidade de sua presa. Ellen percebe a armadilha em que caiu. Ela se dá conta de que Estevão vai cair fora com suas roupas e deixá-la seminua em plena noite carioca, na rua. E é exatamente o que ele faz, obrigando-a a vagar pelas ruas naquele estado, procurando ajuda e correndo perigos. Mais tarde, Estevão e Leona assistem ao vídeo juntos e caem na gargalhada.

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Round 04: A volta por cima de Ellen


Depois de ter sido demitida da Luxus, Ellen só pensa em se vingar de todos que a humilharam. Quando chega em casa, ela se lembra de ter ouvido Foguinho comentar sobre uma carta que deveria ter sido entregue a alguém. Aí tem coisa! E seu faro para maldades não falha. Decidida a descobrir a verdade sobre a herança de Omar Pasquim, ela manda Téo tentar uma reaproximação com o irmão. No dia do aniversário de Foguinho, em uma festa a fantasia, Téo faz uma visita ao seu parente rico e lhe dá de presente um carrinho de brinquedo. Foguinho se emociona com sua atitude e acaba perdoando o irmão. A ideia era essa, claro. Na hora da festa, Ellen, fantasiada de coelhinha, consegue entrar na mansão sem ser reconhecida pelos convidados. Com a ajuda de Téo, ela vai ao quarto de Foguinho e dá um jeito de ficar sozinha e começa a testar diferentes combinações para abrir o cofre. Depois de algumas tentativas frustradas, ela consegue, ao se dar conta de que o segredo do cofre tem a ver com sua data de nascimento. Lá dentro, Ellen encontra a carta que Omar escrevera antes de morrer. Ao ler, ela fica pasma, e, ao mesmo tempo, radiante, ao descobrir que a Luxus deveria ter sido herdada por Duda, não por Foguinho. Com o documento em mãos, ela passa a chantageá-lo, exigindo que ele a nomeie presidente da Luxus.

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Round 05: A vingança de Ellen (parte I)


Ao se apoderar da carta que prova que o herdeiro da Luxus é, na verdade, Duda, Ellen deita e rola. No dia seguinte à descoberta da carta, Ellen entra na Luxus tocando o terror. Quando Foguinho chega para tirar satisfação, ela dá a notícia de que tem a prova de que ele roubou Duda. Se Foguinho não quiser voltar a ser pobre, passar a ser odiado por todos os seus amigos e apodrecer na cadeia, ele vai ter que atender a todas as exigências de Ellen. Ela quer se casar com ele e voltar a morar na mansão; quer que Foguinho convoque uma entrevista coletiva com a imprensa, para ele se retratar publicamente do que fez no dia do casamento; quer que Foguinho seja seu mordomo particular, o sujeitando a todo tipo de humilhação (e rendendo cenas hilárias); e quer ser a nova vice-presidente da Luxus, com um salário dez vezes maior. Foguinho, sem alternativas, obedece a tudo. Quem não gosta nada do poder de Ellen é Leona e Estevão. Diferente de Foguinho, a vilã é muito ambiciosa e esperta e representa um grande perigo para a dupla.

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Round 06: A vingança de Ellen (parte II)


Vendo que Ellen está por cima da carne seca, Estevão pede desculpas e volta a ser amante da vilã. Entretanto, ela, que não é boba nem nada, trama uma vingança contra o mau-caráter. Primeiro, Ellen decide filmar Estevão tirando a roupa, do mesmo jeito como ele fez com ela na praia um tempo atrás. Depois, ela instala uma escuta ilegal na sua sala para espioná-lo. É assim que Ellen descobre que ele e Leona são amantes. Ao ouvir os dois marcando um encontro, ela corre para o local combinado e fotografa o casal no maior amasso. Com isso, ela monta um dossiê sobre a traição que Estevão e Leona cometem contra Bel, com fotos e conversas gravadas. É por isso que eles precisam se submeter às humilhações da Rainha Luxus, como Ellen pede para ser chamada. A partir desse dia, Leona só pode se referir à inimiga como "Senhora Dona Ellen" e terá que fazer absolutamente tudo o que ela mandar, exposta às situações mais humilhantes (ela é até obrigada a lavar os pés de Ellen na frente de todo mundo). Leona, inclusive, também é rebaixada a vendedora, sendo obrigada a trabalhar com um uniforme igualzinho ao que Ellen usava antigamente.

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Round 07: As loucuras de Ellen



Afastada da presidência da Luxus e sendo rebaixada a vice-presidente e tendo Ellen como sua chefe, Celina (Ângela Vieira) pede demissão. Mas Ellen, espertamente, se recusa a demitir sua subalterna mais qualificada. Como não tem experiência em administração, Ellen mantém Celina como sua vice. Mas isso não significa nada, porque Ellen ignora todos os sábios conselhos da experiente funcionária e toma as decisões mais absurdas. Veja uma lista das coisas que ela pede:

1 - A fachada da Luxus deve ser pintada de uma cor diferente
 a cada semana, para sempre surpreender os clientes;

2 - Todos os atendentes com mais de 30 anos serão demitidos, 
porque Ellen só quer gente jovem trabalhando na Luxus;

3 - A partir de agora, só bebe champanhe na Luxus o cliente 
que gastar, pelo menos, cinco vezes o valor da garrafa;

4 - A Luxus passará a funcionar 24 horas por dia.  E danem-se 
os gastos adicionais com energia elétrica e contratação de pessoal;

5 - Modelos são contratados para fazer figuração pela loja, fazendo-se passar por clientes, porque Ellen quer passar a imagem de que a Luxus é uma loja que só atende gente bonita;

6 - Ellen será a estrela de todas as campanhas publicitárias da Luxus, sendo que os anúncios não serão mais criados por agências de publicidade, mas por uma equipe de cinema exclusiva.

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Round 08: Ellen e Estevão



Depois serem desmascarados por Bel, que descobre a traição dos dois e forja a própria morte após sofrer um atentado arquitetado por eles, Estevão e Leona ficam na miséria total. A dupla, então, se separa. Leona descobre que está grávida de Duda e usa isso para atrapalhar ainda mais o romance dele com Bel. Já Estevão parte em busca do seu futuro. Ele passa a seduzir Ellen, que cai nos braços do mau-caráter. Ela ainda transforma Estevão em seu assessor para assuntos extraordinários e, para se vingar ainda mais de Foguinho, seu próximo passo é levar o amante para dentro de casa. Quando Estevão chega à mansão, de mala e cuia, Foguinho se espanta mais uma vez. Ao que Ellen, muito calmamente explica que Foguinho é o seu homem de fachada e Estevão seu homem de verdade. E o faz na frente dos empregados, que é pra eles ficarem sabendo. Para completar, Ellen sapeca um beijo na boca de Estevão! E ele ainda aproveita para humilhar Foguinho, lhe pedindo para pegar um drinque. Quando se pensava que Ellen já tinha aprontado de tudo, ela nos surpreende ainda mais com uma nova loucura. Em um dia como outro qualquer, sem avisá-lo, Ellen chama um juiz de paz e, sem mais nem menos, avisa Foguinho: "Eu vou me casar com você!". Ele fica desesperado e diz que precisa de um tempo. Quando estão a sós, Ellen lembra Foguinho que pode mandá-lo para prisão e ainda diz que está sendo boazinha, porque vai lhe dar uma boa mesada e duas horas de folga por dia. Mas o pior vem depois. Já diante do juiz, quando ele fala a célebre frase: "Eu os declaro marido e mulher, pode beijar a noiva", Ellen se vira e tasca um beijo na boca de Estevão. O Juiz fica passado! E enquanto Estevão e Ellen brindam com champanhe e trocam juras de amor eterno, enquanto Foguinho vira motivo de chacota.

     LEONA 3  vs  ELLEN 5     



Round 09: Guerra de Comida



É sopa de beterraba pra lá, creme de aspargos pra cá, torta na cara ali, salada acolá e rajadas de tomatinho-cereja pra todos os lados! Pensou que eu estava falando de um evento gastronômico? Que nada! Esta é a narrativa da briga antológica que aconteceu na mansão entre a loira azeda e sua inimiga sub-Ellen. Que a chegada de Leona à mansão de Ellen não seria uma missão de paz, isso eu já esperava. Mas elas também não precisavam exagerar. As inimigas começam a discutir de forma tão acalorada que a gigantesca sala de jantar chega a ficar pequena para a fúria das duas. E é por isso que elas lançam mão de tudo o que vêem pela frente para atingir uma a outra. Pelo menos a travessa de feijão o Foguinho conseguiu salvar! Ponto para as duas!

     LEONA 4  vs  ELLEN 6     



Round 10: Ellen careca


Depois que Foguinho enfrenta Leona e decide não liberar a retirada dos tais dez milhões de dólares que ela quer, a víbora fica ainda mais insuportável. Estevão até tenta convencê-la a se mudar para uma outra mansão qualquer onde os dois possam reinar à vontade, mas não tem jeito: o que Leona quer mesmo é infernizar a vida de Ellen. E vice-versa. Primeiro, as duas têm uma briga horrenda na piscina. Depois, quando Leona descobre que Ellen fará uma feijoada na mansão para festejar a chegada dos seus quadrigêmeos (isso mesmo, Ellen terá quatro filhos de uma vez só!!!), ela resolve entrar em ação. Quando Ellen está se emperiquitando toda, com a ajuda de um cabeleireiro famosérrimo, Leona entra no quarto sem que eles percebam e despeja um conteúdo suspeito no xampu. Resultado: o cabelo de Ellen cai, aos chumaços, em plena feijoada, diante da imprensa e de todas aquelas pessoas chiquérrimas que Ellen fez questão de convidar. Que vergonha!

     LEONA 5  vs  ELLEN 6     



Round 11: Ladrão que chantageia ladrão...



É durante uma distração de Ellen que Estevão fica sabendo que existe um segredo cabeludo entre ela e Foguinho. Foguinho discute com Ellen e diz que irá contar toda a verdade para Duda e que ela terá que mostrar a maldita carta. Depois de ouvir pelo telefone a discussão entre os dois, Estevão só pensa numa coisa: desvendar o segredo que existe entre o casal. Ele então observa as imagens do sistema interno de TV da mansão, vê a vilã enterrando um baú no jardim e vai ao local verificar do que se trata. Ao descobrir a carta em que Omar Pasquim avisa que Duda é o verdadeiro herdeiro da Luxus, Estevão usa esse trunfo contra Ellen e Foguinho. Seu primeiro passo é realizar seu maior sonho: assumir a presidência da Luxus. E ainda planeja ganhar trezentos mil reais de salário... Por semana! Leona também descobre que a herança de Omar foi deixada pra Duda e não pra Foguinho. Ela, então, passa a ameaçar Ellen e Foguinho e avisa que terão que dançar conforme a música, principalmente porque ela carrega no ventre o herdeiro de tudo.

     LEONA 6  vs  ELLEN 6     



Round 12: A verdade vem à tona




Já que carrega no ventre o herdeiro de todo o patrimônio de Omar Pasquim, Leona entrega a carta de Omar pra Duda e assim ele pode assumir o que é seu por direito. Ao descobrir toda a verdade, Duda vai correndo tirar satisfações com Foguinho, mas, por obra do destino, não o encontra em casa. E pior: dá de cara com o triunvirato do mal. O encontro entre Estevão, Ellen, Leona e Duda é de altíssima tensão, mas o pior vem depois. Duda acusa as três cobras de terem envenenado Foguinho e roubado sua herança. Estevão, Ellen e Leona confabulam para decidir o que fazer e decidem que Foguinho tem que sumir por uns tempos, para não cair na tentação de falar a verdade a Duda. O sumiço tem que durar até eles conseguirem vender a parte de Foguinho na Luxus para dividirem o dinheiro. Ao ser desmascarado pelo amigo, Foguinho se livra da cadeia. Mas não de ter que reconstruir sua vida sem toda aquela grana do Omar. Aliás, não só ele. Ellen, Estevão e Leona também vão ficar órfãos das verdinhas, da mansão, daquela horda de empregados, dos profiteroles, champanhes e por aí vai... Em sua incomparável benevolência, Duda não só perdoa o amigo traidor como ainda promete lhe dar um milhão de dólares para a sobrevivência de sua família. Leona, por incrível que pareça, é a menos preocupada com a pobreza. Ela se fia no fato de estar carregando no ventre o filho do herdeiro. E, pelo visto, ela não está de todo errada, pois, logo de cara, ao receber dela a carta de Omar, Duda promete que irá lhe pagar um apart-hotel. Só que o dinheiro não vai pra nenhum dos interesseiros de plantão nem sequer para Duda e Bel. Duda faz questão de doar todo o seu patrimônio para os menores carentes, através da Fundação Omar Pasquim, e convence Foguinho a fazer a transferência. Assim, ele não precisa denunciar o amigo por ter roubado sua herança e tudo se resolve. Leona, portanto, continua na pobreza. Ponto para a Ellen, porque, pelo menos, ela conseguiu um milhão de dólares e Leona nem isso!

     LEONA 6  vs  ELLEN 7     



Round 13: Um ano depois...





Estevão resolve separar Duda de Bel para sempre. Ele, então, arma todo um esquema pra sumir com o rival e fazer a perfumista achar que foi abandonada pelo amado. Quando acorda, Duda percebe que está com as mãos amarradas num avião prestes a cair, mas ele consegue se livrar das cordas, menos do acidente. Enquanto isso, no mato onde caiu o jatinho de Duda, dois homens encontram os destroços do avião e o corpo de Duda. E quando percebem que ele está respirando, o levam correndo para o hospital mais próximo. O tempo passa e muita coisa aconteceu: Ellen e Foguinho tem seus quadrigêmeos, Duda permanece desaparecido e em coma, Foguinho se apaixona por Bel e, mais tarde, Estevão é assassinado misteriosamente na Luxos.

     LEONA 6  vs  ELLEN 7     



Round 14: A Era NapoLeona



Leona se aproveita do assassinato de Estevão e arma para que Bel seja presa como autora do crime. Mas Luciano (Carmo Della Vega), que se revela o verdadeiro herdeiro da fortuna de Omar, procura Leona e pede pra que ela tire Bel da cadeia. Só que a vilã pede uma coisa em troca: a presidência da Luxos. A partir daí, Leona fica maluca de vez e passa a tomar decisões ainda mais malucas que a da Ellen quando ela estava no poder. Imagine uma loja que só tem vendedores loiros. Os faxineiros, garçons, diretoria... Todo mundo loiro! Agora pare de imaginar e prepare-se para assistir a essa loucura, pois esta foi a primeira medida de Leona na presidência da Luxus, inaugurando sua era NapoLeona: exigir que todos que trabalham na loja, sem exceção, fiquem loiros! A vilã ainda passa a ficar com mania de limpeza e demite todo mundo da Luxus.

     LEONA 7  vs  ELLEN 7     



Round 15: Fim



O final de Leona é trágico. A vilã endoida de vez e resolve botar fogo na Luxus com ela e o filho que teve com Duda lá dentro. Duda aparece e consegue salvar o filho, mas Leona acaba morrendo queimada lá no meio do incêndio. Já Ellen se arrepende de tudo de mal, faz as pazes com Foguinho e termina feliz, mesmo na pobreza, ao lado dele e dos seus quadrigêmeos.

     LEONA 8  vs  ELLEN 8     



Round 16: Estilo


As roupas de Leona fizeram bastante sucesso entre as telespectadoras. O visual da vilã era composto de peças em cores fortes e modelos bem ousados, como botas de cano alto e calças de montaria. Com as unhas sempre em vermelho e os longos cabelos pintados de loiro quase branco, Leona virou febre entre as mulheres. A atriz Carolina Dieckmann usou um aplique para seu cabelo ficar ainda mais longo. Já Ellen, uma consumista de artigos de grife, usava as roupas da moda, assinadas por estilistas renomados. Para ficar com um visual mais moderno, Taís Araújo alongou, alisou e clareou o cabelo. Por ter ditado moda, Leona vai levar um ponto nesse quesito.

     LEONA 9  vs  ELLEN 8     



Round 16: Prêmios


As atrizes Carolina Dieckmann e Taís Araújo fizeram sucesso com o público e a crítica. Carolina, então, que o diga, já que Leona é sua melhor personagem até hoje. Ellen e Leona caíram no gosto popular, o que rendeu vários prêmios para as suas intérpretes. Entretanto, Camila foi indicada como melhor atriz em apenas três premiações (ganhando as três), enquanto Taís foi indicada para cinco (ganhando quatro prêmios). Sendo assim, o ponto vai para a Ellen nesse quesito.

     LEONA 9  vs  ELLEN 9     



Round Final: Boa de briga



Leona e Ellen eram inimigas mortais, mas, por incrível que pareça, Leona jamais levantou a mão para Ellen. Pelo contrário. Ellen já deu vários tapas na cara da loira azeda e ela nem revidava. Isso porque Leona era a vilã-mor da história, hein... Sendo assim, o resultado do nosso duelo fica assim:

     LEONA 9  vs  ELLEN 10     



Parabéns, Ellen! Vocês ganhou o nosso duelo e é bem melhor que a Leona!!!

Diva até careca!


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Duelo de Novelas: A Favorita vs Avenida Brasil



João Emanuel Carneiro para os íntimos, só JEC é tido atualmente como o melhor e mais criativo novelista do país (com total razão, diga-se de passagem). Sua primeira novela como autor titular foi Da Cor do Pecado (2004), a maior audiência do horário das sete da década 2000, que lhe rendeu o premio de melhor revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Dois anos depois, voltou a assinar uma novela das sete, Cobras E Lagartos (2006), a segunda maior audiência do horário da década 2000. Devido ao sucesso, logo foi promovido ao horário nobre e escreveu, respectivamente, A Favorita (2008) e Avenida Brasil (2012), dois grandes sucessos de crítica e audiência que pararam o país em frente a TV e povoam o imaginário popular do público até hoje. Mas qual das duas novelas das nove do JEC é a melhor? Hum... Pergunta difícil, não é mesmo? Pois nós vamos decidir logo isso e vai ser agora! Que o duelo comece!!!



Categoria 1: Mocinha


Donatela (Cláudia Raia) e Nina (Débora Falabela) foram mocinhas nada convencionais e tinham ares de vilãs. Perua, exagerada, de moral duvidosa e louca por dinheiro, todo mundo pensava, no início de A Favorita, que Donatela era a grande vilã da história. Mas não. Em uma das melhores cenas da história da nossa teledramaturgia, já no fundo do poço e passando a ser perseguida por todos como assassina, Donatela sequestra Flora e tem a chance de atirar na rival, mas se contêm. Nesse momento, Flora revela que ela nunca teria coragem de atirar já que a assassina da história é ela. Naquele momento, cuspi todo o meu jantar ao descobrir que fui enganado esse tempo todo por aquela carinha de anjo da Flora e que estava frente a frente com uma das melhores vilãs brasileiras de todos os tempos. A partir daí, Donatela passou a comer o pão que a Flora amassou, sendo presa injustamente e foi capaz de quase tudo para provar sua inocência e desmascarar a rival.



Já em Avenida Brasil, Rita foi abandonada no lixão pela ex-madrasta, Carminha, que ainda deu um golpe no seu pai, causando a morte dele. Vinte anos depois, ela retorna ao Brasil com outro nome, Nina, e traça um plano de vingança contra a vilã usando de métodos bem ardilosos (chegando até a roubar o dinheiro do sequestro de Carminha para financiar sua vingança e até ir pra cama com Max, amante da vilã, só para desestabilizá-la). Sem falar também do seu inesquecível...



Nina era bem mais legal que a Donatela (que, depois que foi presa, passou a derramar um oceano de lágrimas em todo santo capítulo), mas um furo no roteiro pôs tudo a perder. Imaginem que vocês tiraram fotos comprometedoras da sua maior inimiga fazendo sexo com o amante. Eu salvaria num pen drive, num cartão de memória, num e-mail, faria backup das fotos, tiraria mil e uma cópias... E é claro que Nina fez o mesmo, certo? Errado! Em pleno século 21, no auge da era digital, Nina apenas fez cinco míseras cópias IMPRESSAS (sendo que papel qualquer um destrói) das fotos e entregou para cinco pessoas de sua confiança. É óbvio que Carminha recuperou as fotos e Nina ficou com cara de cu. Assim não tem como te defender, amiga! Até minha vózinha tem um pen drive! Será que Nina não tinha pelo menos R$15 pra comprar um pen drive qualquer? Que miserê!





Categoria 2: Mocinho


É fato que o JEC não dedica aos personagens masculinos principais o mesmo cuidado que tem com as mulheres. Enquanto Donatela e Nina dominavam a trama em seus embates com as vilãs, respectivamente, Flora e Carminha, Zé Bob (Carmo Dalla Vechia) e Tufão (Murílo Benício) eram quase sempre inertes na trama, servindo apenas como joguetes nas mãos das vilãs e das mocinhas pra lá e pra cá. Em A Favorita, Zé Bob era o típico jornalista que achava que ia mudar o mundo através de suas matérias de jornal. Idealista, certinho e ético, Zé Bob tinha como ocupação principal tentar denunciar as falcatruas dos políticos. Ele começa a trama como um verdadeiro canalha mulherengo e pegou várias mulheres da trama, mas depois acaba se cansando um pouco disso quando se apaixona por Donatela. Na verdade, o que interessava mesmo em Zé Bob é o fato dele ser gostoso dele ser a razão de cobiça entre Flora (Patrícia Pillar) e Donatela (Cláudia Raia) e tudo que faz com que o ódio entre as duas aumente mais é muito importante nessa novela!.



Pelo menos, Zé Bob era valente e tinha pulso firme, ao contrário de Tufão, um verdadeiro banana. O cara parecia até a mocinhA da novela de tão trouxa que era nas mãos da vilã Carminha; e até mesmo da Nina. Todo mundo enganava ele em Avenida BrasilO ex-jogador de futebol foi roubado, manipulado e caiu em todas as conversinhas fiadas da Carminha, que também o traía na maior cara dura com o cunhado e ainda fez Tufão criar Jorginho (Cauã Reymond) e Ágata (Ana Karolina Lannes) achando que fossem seus filhos quando, na verdade, eram filhos do Max! Tudo bem que Tufão era fofo, mas o fato dele sempre ter sido o último a saber das coisas irritava muuuuuuito!




Categoria 3: Trama Principal




Duas mulheres, duas versões de uma mesma história. Quem está falando a verdade? Foi essa a premissa de A Favorita. A novela já valeu pelo mérito de ter subvertido o esquema folhetinesco vigente apresentando, ao invés de uma história de amor com um casal-romântico central, uma história policial com uma protagonista e uma antagonista, em detrimento ao casal romântico. JEC também ousou ao apresentar uma narrativa totalmente diferenciada, que trocava o tradicional folhetim de cartas marcadas por um texto enigmático, em que o telespectador era convidado a desvendar quem era a heroína e quem era a vilã da história. Mais genial impossível, não é mesmo?

A Favorita levou à tela a intensa relação de ódio e rivalidade entre duas mulheres completamente diferentes, mas unidas por um passado em comum. Flora e Donatela, criadas juntas e antigas parceiras de dupla musical, com o tempo, tomaram rumos diferentes e tornaram-se inimigas. Uma delas assassinou um homem, sendo que, em razão disso, Flora foi condenada a 18 anos de prisão. Mas ela jura inocência e afirma ter pagado por um crime que não cometeu, atribuindo a sua autoria à Donatela, que teria forjado provas contra ela. Diante das mútuas acusações e das duas versões para o mesmo crime, coube ao telespectador, na primeira fase da novela, o papel de juiz. Durante os primeiros 55 capítulos se desenvolveu a fase nebulosa (e a melhor parte, na minha opinião) de A Favorita, em que Flora e Donatela acusavam-se mutuamente pelo assassinato de Marcelo (Flavio Tolezani), herdeiro da poderosa família Fontini e, à época, marido de Donatela e amante de Flora. Enquanto Donatela fazia de tudo para difamar e destruir a rival, que tentava retomar a sua vida após cumprida a pena, Flora jurava sua inocência, tentando, ainda reconquistar o amor da sua filha, Lara (Mariana Ximenes), que acabou sendo criada por Donatela enquanto a inimiga esteve presa.



Avenida Brasil reuniu vários estilos folhetinescos em um só produto, transgredindo a fórmula do folhetim clássico ao apresentar uma história de vingança em detrimento a uma história de amor. Apresentou uma heroína torta, de personalidade dúbia: Nina foi capaz de roubar e enganar para atingir seus objetivos. A estética da novela a aproximou do cinema. A linguagem narrativa fez lembrar os seriados americanos. O ritmo alucinante da história e os ganchos bombásticos cativaram e mantiveram o telespectador preso à novela. Lamenta-se apenas que a trama tenha perdido o fôlego na segunda metade para o final. Não houve barriga (aquele parte da novela em que nada acontece), mas a história começou a dar voltas, a patinar e enrolar o público. Foi quando se deflagrou o maior problema da novela: algumas atitudes incoerentes de Nina para realizar sua vingança. A história de Avenida Brasil terminou já na penúltima semana, quando Nina foi vingada (através de Max) e Carminha foi expulsa da mansão de Tufão. Pelo menos a história apresentada desde o início da novela, a da vingança de Nina contra Carminha. A última semana serviu apenas como epílogo da novela. Com uma semana para terminar, novos entrechos vieram à tona. Um novo vilão apareceu: Santiago (Juca de Oliveira), o pai de Carminha. O mistério do assassinato de Max explicou a origem dos personagens do lixão e os elos que os ligavam. O batido clichê do assassinato incomodou. Mas, na realidade, saber quem matou Max foi apenas o pano de fundo para explicar a origem da "Família Lixão". Enfim... Seja lá como for, mesmo recontando uma clássica história de vingança, mas de uma maneira totalmente diferente (aos moldes dos seriados americanos), a trama principal de Avenida Brasil se mostrou igualmente forte a de A Favorita.



Categoria 4: Tramas Paralelas


Avenida Brasil foi um tipo (raro) de novela em que não só o elenco principal se destacou, mas sim TODO o elenco, repleta de personagens coadjuvantes carismáticos e de forte apelo popular que caíram nas graças do público. Como, por exemplo, Zezé (Cacau Protásio). A empregada não teve uma história própria, estava ali apenas para dar um alívio cômico, mas é difícil imaginar a família Tufão sem a presença dela e o seu inesquecível "Eu quero ver tu me chamar de amendoim".


Letícia Isnard também teve seu talento reconhecido ao viver Ivana, personagem tão humana que lembra uma prima, uma vizinha ou amiga de colégio. Juliano Cazarré conquistou fãs com seu Adauto, um tipo ignorante e encantador. Também Fabíula Nascimento, que deu vida a uma Olenka despachada e divertida, no modo de falar e vestir. José Loreto, uma das revelações do elenco jovem, dividiu ótimas cenas de Darkson com o veterano Marcos Caruso. Ísis Valverde lacrou como a periguete Suelen, ora amoral ora imoral. E Cláudia Missura, atriz tarimbada que transformou uma empregada coadjuvante numa mulher tão rica e real que nos faz lembrar alguém conhecido. Vale destacar também Luana Martau (a Beverly), que teve menos participação, mas sempre com tiradas ótimas e inspiradas. E as meninas Mel Maia (a Rita do início da história) e Ana Karolina Lannes (a Ágata), tão novinhas e já esbanjando talento e carisma. Foi também o melhor papel de Marcello Novaes, como Max. José de Abreu esteve irrepreensível como o monstruoso e divertido Nilo, bem como Vera Holtz, que esbanjou emoção como a misteriosa Mãe Lucinda. Destaque também para Marcos Caruso (Leleco, típico coroa que se acha garotão) e Eliane Giardini (Muricy), que esbanjaram química com um casal pra lá de divertido. Débora Bloch também divou como a grã-fina Verônica. Da sua língua ferina, ouviu-se todo o discurso preconceituoso contra os mais pobres.


Pena que o mesmo não se pode dizer de A Favorita. Enquanto JEC focava exclusivamente na trama principal, as paralelas foram ficando cada vez mais insignificantes e foram mal aproveitadas. Com exceção do drama da dona de casa Catarina (Lília Cabral), que sofria nas mãos do marido machista, Léo (Jackson Antunes), todas os outros personagens secundários pareciam até figurantes e, as vezes, nem apareciam. Tanto é que no DVD de A Favorita nem precisou cortar muito a trama. Apenas colocaram as cenas do núcleo principal e não fez diferença nenhuma.




Categoria 5: Audiência


A Favorita começou como um verdadeiro fracasso e penou muito no início para engrenar na audiência. Prejudicada pela Record, que antecipou o último capítulo de Caminhos do Coração (Os Mutantes) para coincidir com a novela das nove, registrou a pior audiência de um primeiro capítulo do horário de todos os tempos. A audiência começou a subir só duas semanas depois, mas, mesmo assim, fechou com o pior mês de estreia de uma novela das nove de todos os tempos (calma que essa marca negativa já foi superada pelas novelas seguintes e Babilônia é que detém atualmente esses dois títulos indesejados). Só foi a partir do capítulo 55, quando finalmente foi revelado que Flora é que era a grande vilã, é que a trama engrenou de vez, caiu no gosto popular e virou febre em todo país. Que baita evolução, hein? De fracasso à mega sucesso! Entretanto...








...Avenida Brasil foi um verdadeiro FENÔMENO MUNDIAL que causou uma verdadeira comoção no mundo inteiro - o último capítulo parou o país, como há tempos não se via. É a novela mais assistida dos últimos tempos. Sucesso de audiência e também de repercussão, foi a primeira novela coqueluche nas redes sociais, provando que as novelas podem sim se aliar à internet e não encará-la como uma concorrente. Que o digam os memes referenciando a trama, a "cascata" diária de "oioiois" no twitter (aos primeiros acordes do tema de abertura), as inúmeras charges engraçadinhas no facebook, os bordões "é tudo culpa da Rita!", "me serve vadia!", "eu quero ver você me chamar de amendoim" e "hi hi hi" (a risadinha de Nilo (José de Abreu)), os GIFs animados com as caretas de Carminha e suas frases de efeito, e os avatares "congelados" ao estilo das fotos dos personagens sobre o fundo com bolinhas coloridas ao final de cada capítulo. No twitter, a novela reuniu todas as noites milhões de brasileiros, ávidos em compartilhar opiniões, em um mesmo sofá, virtual. E não foi só no Brasil não! A novela virou febre em todos os países que foi exibida (México, Portugal, Rússia, Colômbia, Argentina, entre outros) e é a novela mais exportada da Globo, rendendo a emissora mais de 10 bilhões de reais!!! Preciso dizer mais alguma coisa? 





Categoria 6: Abertura




A abertura de A Favorita é uma das mais geniais que eu já vi em toda a minha vida. Além da música tema "Pa' Baillar" casar perfeitamente com as imagens, percebam que a vinheta resumiu toda a trajetória de Flora e Donatela e já revelava desde o primeiro capítulo o grande mistério da trama. Começa com a tela dividida ao meio: o lado de Flora fica em preto e o de Donatela em branco (cores que costumam simbolizar, respectivamente, o mal e o bem). Ambas começam brincando, depois formando uma dupla sertaneja, até que largam o violão e se separam. As duas vão para a cidade grande, onde um homem aparece dividido, cada metade no lado de cada uma das personagens. Elas voltam a ficar frente a frente, pois vão brigar pelo amor desse homem (que é o Marcelo). Em seguida, Flora ganha a tela inteira sentada, segurando o bebê que teve com esse homem. Novamente a imagem é dividida, com o homem no meio e as duas brigando. De repente, a arma é empunhada e um tiro é disparado do lado preto da tela - que é o de Flora. O homem cai. Flora é separada da filha, Lara, e levada para a cadeia. Enquanto Donatela brinca com a criança, Flora está cabisbaixa na prisão. A animação volta para as passagens do início. Lara aparece dividida entre os lados e, mais uma vez, Flora e Donatela estão frente a frente. Viram? A resposta para o famigerado segredo sobre quem matou Marcelo já estava no ar desde o primeiro dia que a trama foi exibida e ninguém nunca, na época, percebeu!!! Já a abertura de Avenida Brasil, ehr...



Oi, oi, oi! Oi, oi, oi! Vem pra quebrar, kuduro! Vamos dançar, kuduro! Oi, oi, oi! Oi, oi, oi! Seja morena ou loira, vem balançar, kudur... Ah, me desculpa, é que eu me empolguei um pouquinho! Assim que soou os acordes iniciais da abertura no primeiro capítulo, logo pensei: Meu Deus do céu, que mal eu fiz pra ter que aguentar esse maldito kuduro toda noite pelos próximos meses??? Entretanto, com o tempo, a música foi me contagiando tanto que tinha vezes que eu ficava aguardando ansiosamente a abertura só pra poder dançar que nem um maluco na sala. E quando não passava a abertura, me dava vontade de ir até a sede da Globo e tacar fogo em tudo! Mas, sejamos justos: essa abertura não tem nada haver com a novela! O que um bando de gente dançando kuduro num baile charme tem haver com uma trama que fala sobre VINGANÇA??? Absolutamente nada!



Última Categoria: Vilã


Agora chegamos na categoria mais aguardada desse duelo. Flora (Patrícia Pillar) ou Carminha (Adriana Esteves)? Qual a melhor vilã? Bom, antes de mais nada, devemos parabenizar a belíssima atuação das duas. Tanto a Patrícia quanto Adriana deram um show e lacraram do início ao fim, ganhando vários prêmios e se consagrando entre as melhores vilãs da teledramaturgia brasileira de todos os tempos. Mas vamos analisá-las cuidadosamente. Carminha foi uma ótima vilã. Maluca, amoral, divertida, debochada, carismática, ambiciosa, falsa, dissimulada, barraqueira...



Mas chega a dar pena no quesito vilania, ainda mais se comparada à Flora, que deixou um rastro de sangue atrás de si em A Favorita. Matou o amante, Marcelo (Deco Mansilha), crime que deu início à história, o Doutor Salvatore (Walmor Chagas) e a jornalista Maíra (Juliana Paes) em queima de arquivo, Dodi, seu comparsa, e muitos outros que se eu fosse listar aqui ia dar pra fazer uma matéria inteira toda dedicada a ela. Forjou seu sequestro com a filha, Lara (Mariana Ximenes), para se fazer de vítima e sair da história como heroína. E isso foi só o começo das suas maldades. Flora era essencialmente fria e má, movida por um misto de inveja e patologia que nutria de Donatela. 



Carminha, na verdade, nada mais é do que uma carola louca movida por alguns trocados e dançava conforme a música tocada por Nina (Débora Falabella). Se a enteada que ela abandonou há vinte anos atrás no lixão não estivesse executando um plano de vingança, o que seria da Carminha? Provavelmente, estaria mantendo o casamento com Tufão (Murilo Benício), que lhe dava vida boa, e o caso com Max (Marcello Novaes). Ou seja, viveria normalmente como uma perua qualquer e, quem sabe, chegaria até a se tornar uma vereadora e desviar uma verba aqui, outra acolá. Sem falar que, na última semana da novela, Santiago (Juca de Oliveira), pai da vilã, um senhor aparentemente bonzinho, se revela o grande vilão da trama. Carminha, na verdade, foi uma grande vítima nas mãos do pai, que lhe abusava sexualmente, matou a mãe dela na sua frente e ainda lhe abandonou no lixão quando era criança (tal como Carminha fez com Nina também).




E a grande vencedora do nosso duelo de novelas é...




Desculpa aê, Carminha. Mas A Favorita é bem melhor que Avenida Brasil!!!


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