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segunda-feira, 27 de junho de 2016

A Favorita: o apogeu da genialidade e da ousadia de João Emanuel Carneiro


"Duas amigas que se tornaram rivais. Uma das duas cometeu um crime e está mentindo. São duas versões de uma mesma história. Quem, afinal, está dizendo a verdade? Flora ou Donatela?". Foi com essa premissa que João Emanuel Carneiro revolucionou a teledramaturgia brasileira.


Donatela (Claudia Raia) perdeu os pais num trágico acidente e acabou sendo adotada pela família de Flora (Patrícia Pillar), que era bem humilde. Quando crianças, as duas eram melhores amigas, ao ponto de, na juventude, formar uma dupla sertaneja, Faísca e Espoleta, administrada pelo caça-talentos Silveirinha (Ary Fontoura) e que chegou a fazer razoável sucesso na época. A parceria, porém, foi interrompida após as duas conhecerem os amigos Marcelo e Dodi (Murilo Benício), de quem se tornaram noivas. Donatela casou-se com Marcelo, filho do poderoso Gonçalo Fontini (Mauro Mendonça), dono de uma indústria de papel e celulose, enquanto Flora tornou-se esposa de Dodi, que era pobre e trabalhava na firma do pai do amigo.

A felicidade de Donatela e Marcelo, porém, durou pouco. O primeiro filho do casal, Mateus, foi sequestrado com seis meses de idade e nunca mais apareceu. Desde então, os dois passaram a se desentender com frequência. Flora, por sua vez, separou-se de Dodi e, depois, teve um caso com Marcelo. Engravidou dele e deu à luz uma menina, Lara (Mariana Ximenes), o que abalou ainda mais a relação entre Donatela e Marcelo e, principalmente, entre as duas amigas.

No auge da crise da ex-dupla Faísca e Espoleta, Marcelo é assassinado com três tiros disparados do revólver que estava nas mãos de Flora, pega em flagrante. Com base nos depoimentos da manicure Cilene (Elizângela), que presenciou o crime, e do Dr. Salvatore (Walmor Chagas), médico que prestou socorro a Marcelo no hospital e diz ter ouvido ele dizer o nome da mulher que o matou minutos antes de morrer, ela foi presa, condenada e separada de sua filha (na época, com três anos de idade). Donatela, que não perdoa a amiga de infância pela traição e por ter matado o marido, decide criar Lara e, tempos depois, se casa com Dodi.

A história de A Favorita, no entanto, começa bem depois de tudo isso, dezoito anos após o crime, a partir do momento em que Flora sai da prisão querendo provar a sua inocência, acusando a ex-amiga do crime pelo qual ela pagou, e se reaproximar de Lara. Donatela, por sua vez, não mede esforços para impedir que ela chegue perto de Lara, a quem diz amar como se fosse sua própria filha. No caminho das duas, surge o sedutor jornalista investigativo Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia), que se envolve com Flora e depois com Donatela. Ele e Lara, mais do que nunca, se tornam o alvo de disputa entre essas duas mulheres que, um dia, foram amigas.


Com referências nas séries americanas e nos filmes de suspense (tanto pela condução da história, quanto pela fotografia escura e cheia de sombras), A Favorita revolucionou a teledramaturgia brasileira ao subverter o esquema folhetinesco tradicional apresentando uma história policial com uma protagonista e uma antagonista em detrimento de uma história de amor com um casal romântico central e em não revelar logo de cara quem era a vilã e quem era a mocinha da história. Durante os 55 primeiros capítulos, a novela girou em torno desse mistério e confundiu o público, que não sabia para quem torcer, pois o roteiro não deixava claro quem era a verdadeira assassina de Marcelo, quem estava mentindo, se Flora ou Donatela.

Ambas tinham versões muito bem convincentes. Donatela afirmava que Flora nutria uma inveja obsessiva por ela e sempre quis tomar tudo que é seu. Ela defende que Flora se casou com Dodi só para poder ficar perto dela e de Marcelo e atrapalhar seu casamento. Mas quando percebeu que, mesmo conseguindo engravidar dele, Marcelo nunca iria se separar, resolveu matá-lo. Segundo Donatela, Flora premeditou o assassinato, mas as coisas não saíram como o previsto. Ela conta que, no dia do crime, saiu de casa, mas voltou ao se lembrar que havia marcado hora com Cilene, sua manicure. Quando chegou, flagrou Flora atirando em Marcelo, o que foi confirmado por Cilene, única testemunha do caso. Depois de atirar em Marcelo, Flora ainda ia atirar nela. Para se defender, iniciou uma briga com a rival e quem pôs fim à luta foi Cilene, que conseguiu imobilizar Flora. Na briga, Flora e Donatela deixaram suas impressões digitais na arma, mas o depoimento de Cilene foi decisivo para condenar Flora. Assim como também o de Dr. Salvatore, que prestou socorro a Marcelo no hospital e garantiu que ouviu ele dizer que foi assassinado pela Flora minutos antes de morrer. De acordo com Donatela, ela e Dodi foram vítimas de Flora e a tragédia os aproximou. Ela ainda garante que ama Lara mais do que tudo nessa vida, que a garota lhe "salvou" no momento mais doloroso da sua vida e que, mesmo ela sendo fruto da traição do marido, decidiu criá-la como se fosse sua por ter se afeiçoada a menina e como uma forma de compensar o vazio deixado por Mateus, seu filho sequestrado.

Já na versão de Flora, Donatela é quem nutria uma inveja obsessiva por ela e sempre desejou tudo o que era seu, inclusive os rapazes com quem se envolvia. Flora alega que Donatela e Dodi sempre foram amantes e tanto ela como Marcelo foram vítimas de um golpe minuciosamente planejado. Donatela teria dado em cima de Marcelo já com o intuito de se casar com o jovem milionário, enquanto Dodi conquistaria Flora para se manter próximo à amante e ao dinheiro que ela passaria a ter. Além disso, o filho sequestrado de Donatela e Marcelo, na verdade, seria filho de Dodi. Para que Marcelo não descobrisse a verdade, o casal teria dado um jeito de sumir com a criança. Como a verdade veio à tona, Flora e Marcelo se aproximaram e redescobriram o amor. Quando Donatela descobriu que Marcelo iria se separar dela e que ela perderia todo o dinheiro que sempre quis, premeditou o assassinato, junto com Dodi. E deu um jeito para que Flora estivesse na casa de Marcelo no momento do crime e pagou para que Cilene e Dr. Salvatore testemunhassem para incriminá-la, o que acabou conseguindo. Segundo Flora, Donatela só criou Lara de olho na herança, já que a garota é a única herdeira de todo o patrimônio dos Fontinis.

Essa indefinição em saber em quem confiar também foi traduzida através dos personagens. Principalmente, pelo casal Irene (Glória Menezes) e Gonçalo, pais de Marcelo e avós de Lara. Irene se tornou a primeira aliada em defesa de Flora, acreditando em sua inocência e fazendo de tudo para reaproximá-la da neta. Ela sempre teve reservas em relação a Donatela, a quem julga ignorante e fútil. Gonçalo, por sua vez, sempre teve uma ótima relação com Donatela e não poupou esforços para afastar Flora de Lara. Um dos dois estava cometendo um erro terrível em defender a assassina do próprio filho. Pedro (Genésio de Barros), pai de Flora, também insiste em dizer que a própria filha é muito perigosa e nem um pouco confiável. A guerra declarada entre a mãe biológica e aquela que a criou deixa Lara abalada e confusa: ela, assim como Zé Bob e o público, não sabe em qual dessas diferentes versões de um mesmo assassinato acreditar.



Entretanto, embora ainda não houvesse uma vilã declarada, todas as evidências do roteiro apontavam Flora como uma mocinha injustiçada. O autor conduzia a trama justamente para que a cara de vítima da personagem conquistasse a confiança de quem assistia. Flora tinha um jeito simples, olhar sofrido, fala mansa e andar arrastado. Usava roupas discretas, sem nenhuma ostentação e até um pouco gastas. Como um anjinho, tinha os cabelos cacheados e loiros. Boa filha, amava e cuidava do pai, mesmo com Pedro a odiando e dizendo para que a filha não valia nada. Com uma história de vida sofrida, tinha uma postura de quem apenas queria se defender e tentar convencer a todos que pagou por um crime que não cometeu. Como não se sensibilizar com o drama de uma ex-presidiária, renegada pelo próprio pai, que tenta reconstruir a vida e luta para provar sua inocência e conseguir o amor da filha? Além disso, tinha como trilha sonora "É o que me interessa", de Lenine, uma música linda com um ritmo delicado e sensível.

Já Donatela era uma perua legítima. Metida e, por vezes, arrogante, vivia de nariz em pé e tinha um jeito exagerado de falar e gesticular. Usava um figurino tão espalhafatoso quanto ela: muito brilho, muita joia, muito luxo. Morena, cabelos sedosos e bem cuidados, pisa duro e parece estar pronta para passar por cima de quem atravessar seu caminho, mesmo que para isso tenha que usar de meios controversos. Dona de um gênio forte, tempestuosa, falastrona, vultosamente dramática, politicamente incorreta, de pavio curto, xinga, grita, briga, humilha. Uma dondoca fútil que se acha a dona do mundo, não faz questão nenhuma de trabalhar e adora comprar, gastar, ostentar e esbanjar dinheiro??? Não... Ela jamais poderia ser a mocinha da novela, nunca!

Dessa forma, Flora não se encaixaria de maneira nenhuma no papel de vilã da trama, mesmo quando passou a adotar estratégias tão desonestas quanto a rival para se vingar de Donatela (como convencendo Cilene e Dr. Salvatore a mudarem suas versões do assassinato de Marcelo na base da chantagem). Existe uma linha tênue entre justiça e vingança. Nada de surpreendente, portanto, que a certa altura ela achasse razoável se tornar tão cafajeste quanto a aparente vilã da história para provar sua inocência. Mas bastou um único capítulo para JEC desconstruir de maneira gradual tudo aquilo em que o público foi induzido a acreditar desde o início da novela.


Contrariando os clichês dramatúrgicos, onde a vilã é sempre a rica mimada e a mocinha a pobre batalhadora, o autor apresentou um capítulo recheado de tensão (sua principal característica) e o telespectador viu, após muitas semanas de mistério, a mulher humilde se revelar um demônio quando ficou cara a cara com sua rival, desencadeando novos entrechos e novos mistérios para a trama. Naquele momento, a novela tomava fôlego e caía definitivamente nas graças do público (uma vez que, devido ao início inovador e ao sucesso da tosca Os Mutantes, na Record, a trama enfrentava uma certa rejeição e o Ibope deixava a desejar), virando mania nacional.

A partir do capítulo 56, A Favorita virou outra novela. Ainda mais interessante e envolvente, com a derrocada de Donatela, que passa a ser perseguida por um crime que não cometeu, enquanto a vilã declarada consegue se infiltrar no clã dos Fontinis, dando-se início a um jogo de gato e rato. A partir daí, temos a chance de repararmos uma grande injustiça e finalmente torcer para a verdadeira mocinha da história conseguir provar sua inocência e desmascarar Flora.


Flora enganou a todos direitinho. Ela é uma psicopata clássica, pois por trás de seu jeito doce, carrega uma alma sombria e é capaz das maiores atrocidades. A grande questão é que A Favorita não é uma simples trama sobre a rivalidade entre duas mulheres. Ela é bem mais complexa e foi muito mais além do que isso. Flora amava Donatela. Um amor distorcido, doentio, às avessas. Mas não é um amor lésbico, de uma mulher por outra. Donatela é o motor da vida da Flora, o objetivo dela. Prova disso é que, quando descobre que a Donatela está viva, ela volta a ter a "razão" de viver, passando a persegui-la novamente. Donatela sabe que Flora foi uma menina que tinha medo do escuro e sofreu alucinações. Ela usa, nos últimos capítulos, essa tortura psicológica para assustar a vilã e faze-la confessar seus crimes. A Favorita não é apenas uma história policial, mas sim um drama psicológico. Se Donatela não fosse uma pessoa tão importante para a Flora, a vilã não iria fazer tudo para ficar com o rancho onde ela morava e com tudo o que foi dela. Teria fugido depois de ter ficado com todo o dinheiro dos Fontinis.

Patrícia Pillar, que já brilhava desde a estreia, mostrou sua capacidade cênica e fez de Flora uma das melhores vilãs da teledramaturgia, a partir da emblemática cena em que cai a máscara da víbora. E Cláudia Raia comprovou que sabe fazer drama com a mesma competência que faz comédia. Sua Donatela, que no início estava no comando, sofreu horrores e comoveu o público.


Um grande sucesso, A Favorita cativou a audiência e tornou a personagem de Patrícia Pillar um hit. Até hoje, Flora é uma referência de vilã. E ainda trouxe de volta ao imaginário popular a música Beijinho Doce, criação de Nhô Pai, que na novela era interpretada pela antiga dupla sertaneja Faísca e Espoleta. A música fez tanto sucesso que ganhou remixes na internet, com batidas pop, dance e funk, e a inclusão de frases e bordões marcantes de Flora. Não faltaram elogios ao ritmo alucinante que a trama apresentou, com ótimos ganchos e muitos acontecimentos em cada capítulo, não deixando-a como as famosas "barrigas" nunca.

A Favorita marcou a estreia de João Emanuel Carneiro no horário nobre e carimbou sua permanência no time de autores do primeiro escalão da Globo. Contendo cenas inesquecíveis de suspense (como o macabro assassinato de Gonçalo), várias viradas e uma trama central empolgante, a novela foi um sucesso de público e crítica, tendo em seu elenco grandes nomes como Glória Menezes, Mauro Mendonça, Mariana Ximenes, Ary Fontoura, Jackson Antunes, Murilo Benício e Lilia Cabral, que protagonizaram grandiosas sequências ao longo da trama.

Como eu disse certa vez nessa matéria AQUI, as tramas paralelas é o grande "calcanhar de aquiles" do JEC. Em A Favorita, não foi diferente, tanto é que foram cortadas da nossa edição sem grandes perdas para a história central. Entretanto, não posso deixar de mencionar uma subtrama muito interessante abordada na novela: a violência doméstica contra a mulher, missão dada e cumprida brilhantemente bem por Lilia Cabral, que conseguiu discutir um assunto difícil de ser abordado pela sua fragilidade - e a provável homossexualidade entre mulheres na relação de amizade de sua Catarina com Stela (Paula Burlamaqui). Jackson Antunes vivendo o marido machista Léo foi esplendoroso. Outro destaque foi o personagem Romildo Rosa (Milton Gonçalves), que interpreta um deputado corrupto envolvido no esquema de tráfico de armas. Fora todo embate ético, foi a primeira vez que uma família negra foi vivida numa novela das nove onde a temática do preconceito racial (ou social) não foi abordado como bandeira principal. Não que o racismo tenha acabado, longe disso. Mas, mostrar para o grande público que uma família negra possui outros conflitos inerente a origem racial foi algo inédito - e bem explorado.

Por tudo isso, considero A Favorita a melhor novela do JEC e, sim, bem melhor que Avenida Brasil (que também foi muito boa, é bom deixar claro isso). Desculpaê, Carminha!!!


A Favorita está sendo exibida (num compacto em 54 capítulos) atualmente na nossa página do facebook desde o início de maio e acaba de entrar em sua última semana. Você não pode perder! Clique bem AQUI para acompanhar.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Duelo de Novelas: A Favorita vs Avenida Brasil



João Emanuel Carneiro para os íntimos, só JEC é tido atualmente como o melhor e mais criativo novelista do país (com total razão, diga-se de passagem). Sua primeira novela como autor titular foi Da Cor do Pecado (2004), a maior audiência do horário das sete da década 2000, que lhe rendeu o premio de melhor revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Dois anos depois, voltou a assinar uma novela das sete, Cobras E Lagartos (2006), a segunda maior audiência do horário da década 2000. Devido ao sucesso, logo foi promovido ao horário nobre e escreveu, respectivamente, A Favorita (2008) e Avenida Brasil (2012), dois grandes sucessos de crítica e audiência que pararam o país em frente a TV e povoam o imaginário popular do público até hoje. Mas qual das duas novelas das nove do JEC é a melhor? Hum... Pergunta difícil, não é mesmo? Pois nós vamos decidir logo isso e vai ser agora! Que o duelo comece!!!



Categoria 1: Mocinha


Donatela (Cláudia Raia) e Nina (Débora Falabela) foram mocinhas nada convencionais e tinham ares de vilãs. Perua, exagerada, de moral duvidosa e louca por dinheiro, todo mundo pensava, no início de A Favorita, que Donatela era a grande vilã da história. Mas não. Em uma das melhores cenas da história da nossa teledramaturgia, já no fundo do poço e passando a ser perseguida por todos como assassina, Donatela sequestra Flora e tem a chance de atirar na rival, mas se contêm. Nesse momento, Flora revela que ela nunca teria coragem de atirar já que a assassina da história é ela. Naquele momento, cuspi todo o meu jantar ao descobrir que fui enganado esse tempo todo por aquela carinha de anjo da Flora e que estava frente a frente com uma das melhores vilãs brasileiras de todos os tempos. A partir daí, Donatela passou a comer o pão que a Flora amassou, sendo presa injustamente e foi capaz de quase tudo para provar sua inocência e desmascarar a rival.



Já em Avenida Brasil, Rita foi abandonada no lixão pela ex-madrasta, Carminha, que ainda deu um golpe no seu pai, causando a morte dele. Vinte anos depois, ela retorna ao Brasil com outro nome, Nina, e traça um plano de vingança contra a vilã usando de métodos bem ardilosos (chegando até a roubar o dinheiro do sequestro de Carminha para financiar sua vingança e até ir pra cama com Max, amante da vilã, só para desestabilizá-la). Sem falar também do seu inesquecível...



Nina era bem mais legal que a Donatela (que, depois que foi presa, passou a derramar um oceano de lágrimas em todo santo capítulo), mas um furo no roteiro pôs tudo a perder. Imaginem que vocês tiraram fotos comprometedoras da sua maior inimiga fazendo sexo com o amante. Eu salvaria num pen drive, num cartão de memória, num e-mail, faria backup das fotos, tiraria mil e uma cópias... E é claro que Nina fez o mesmo, certo? Errado! Em pleno século 21, no auge da era digital, Nina apenas fez cinco míseras cópias IMPRESSAS (sendo que papel qualquer um destrói) das fotos e entregou para cinco pessoas de sua confiança. É óbvio que Carminha recuperou as fotos e Nina ficou com cara de cu. Assim não tem como te defender, amiga! Até minha vózinha tem um pen drive! Será que Nina não tinha pelo menos R$15 pra comprar um pen drive qualquer? Que miserê!





Categoria 2: Mocinho


É fato que o JEC não dedica aos personagens masculinos principais o mesmo cuidado que tem com as mulheres. Enquanto Donatela e Nina dominavam a trama em seus embates com as vilãs, respectivamente, Flora e Carminha, Zé Bob (Carmo Dalla Vechia) e Tufão (Murílo Benício) eram quase sempre inertes na trama, servindo apenas como joguetes nas mãos das vilãs e das mocinhas pra lá e pra cá. Em A Favorita, Zé Bob era o típico jornalista que achava que ia mudar o mundo através de suas matérias de jornal. Idealista, certinho e ético, Zé Bob tinha como ocupação principal tentar denunciar as falcatruas dos políticos. Ele começa a trama como um verdadeiro canalha mulherengo e pegou várias mulheres da trama, mas depois acaba se cansando um pouco disso quando se apaixona por Donatela. Na verdade, o que interessava mesmo em Zé Bob é o fato dele ser gostoso dele ser a razão de cobiça entre Flora (Patrícia Pillar) e Donatela (Cláudia Raia) e tudo que faz com que o ódio entre as duas aumente mais é muito importante nessa novela!.



Pelo menos, Zé Bob era valente e tinha pulso firme, ao contrário de Tufão, um verdadeiro banana. O cara parecia até a mocinhA da novela de tão trouxa que era nas mãos da vilã Carminha; e até mesmo da Nina. Todo mundo enganava ele em Avenida BrasilO ex-jogador de futebol foi roubado, manipulado e caiu em todas as conversinhas fiadas da Carminha, que também o traía na maior cara dura com o cunhado e ainda fez Tufão criar Jorginho (Cauã Reymond) e Ágata (Ana Karolina Lannes) achando que fossem seus filhos quando, na verdade, eram filhos do Max! Tudo bem que Tufão era fofo, mas o fato dele sempre ter sido o último a saber das coisas irritava muuuuuuito!




Categoria 3: Trama Principal




Duas mulheres, duas versões de uma mesma história. Quem está falando a verdade? Foi essa a premissa de A Favorita. A novela já valeu pelo mérito de ter subvertido o esquema folhetinesco vigente apresentando, ao invés de uma história de amor com um casal-romântico central, uma história policial com uma protagonista e uma antagonista, em detrimento ao casal romântico. JEC também ousou ao apresentar uma narrativa totalmente diferenciada, que trocava o tradicional folhetim de cartas marcadas por um texto enigmático, em que o telespectador era convidado a desvendar quem era a heroína e quem era a vilã da história. Mais genial impossível, não é mesmo?

A Favorita levou à tela a intensa relação de ódio e rivalidade entre duas mulheres completamente diferentes, mas unidas por um passado em comum. Flora e Donatela, criadas juntas e antigas parceiras de dupla musical, com o tempo, tomaram rumos diferentes e tornaram-se inimigas. Uma delas assassinou um homem, sendo que, em razão disso, Flora foi condenada a 18 anos de prisão. Mas ela jura inocência e afirma ter pagado por um crime que não cometeu, atribuindo a sua autoria à Donatela, que teria forjado provas contra ela. Diante das mútuas acusações e das duas versões para o mesmo crime, coube ao telespectador, na primeira fase da novela, o papel de juiz. Durante os primeiros 55 capítulos se desenvolveu a fase nebulosa (e a melhor parte, na minha opinião) de A Favorita, em que Flora e Donatela acusavam-se mutuamente pelo assassinato de Marcelo (Flavio Tolezani), herdeiro da poderosa família Fontini e, à época, marido de Donatela e amante de Flora. Enquanto Donatela fazia de tudo para difamar e destruir a rival, que tentava retomar a sua vida após cumprida a pena, Flora jurava sua inocência, tentando, ainda reconquistar o amor da sua filha, Lara (Mariana Ximenes), que acabou sendo criada por Donatela enquanto a inimiga esteve presa.



Avenida Brasil reuniu vários estilos folhetinescos em um só produto, transgredindo a fórmula do folhetim clássico ao apresentar uma história de vingança em detrimento a uma história de amor. Apresentou uma heroína torta, de personalidade dúbia: Nina foi capaz de roubar e enganar para atingir seus objetivos. A estética da novela a aproximou do cinema. A linguagem narrativa fez lembrar os seriados americanos. O ritmo alucinante da história e os ganchos bombásticos cativaram e mantiveram o telespectador preso à novela. Lamenta-se apenas que a trama tenha perdido o fôlego na segunda metade para o final. Não houve barriga (aquele parte da novela em que nada acontece), mas a história começou a dar voltas, a patinar e enrolar o público. Foi quando se deflagrou o maior problema da novela: algumas atitudes incoerentes de Nina para realizar sua vingança. A história de Avenida Brasil terminou já na penúltima semana, quando Nina foi vingada (através de Max) e Carminha foi expulsa da mansão de Tufão. Pelo menos a história apresentada desde o início da novela, a da vingança de Nina contra Carminha. A última semana serviu apenas como epílogo da novela. Com uma semana para terminar, novos entrechos vieram à tona. Um novo vilão apareceu: Santiago (Juca de Oliveira), o pai de Carminha. O mistério do assassinato de Max explicou a origem dos personagens do lixão e os elos que os ligavam. O batido clichê do assassinato incomodou. Mas, na realidade, saber quem matou Max foi apenas o pano de fundo para explicar a origem da "Família Lixão". Enfim... Seja lá como for, mesmo recontando uma clássica história de vingança, mas de uma maneira totalmente diferente (aos moldes dos seriados americanos), a trama principal de Avenida Brasil se mostrou igualmente forte a de A Favorita.



Categoria 4: Tramas Paralelas


Avenida Brasil foi um tipo (raro) de novela em que não só o elenco principal se destacou, mas sim TODO o elenco, repleta de personagens coadjuvantes carismáticos e de forte apelo popular que caíram nas graças do público. Como, por exemplo, Zezé (Cacau Protásio). A empregada não teve uma história própria, estava ali apenas para dar um alívio cômico, mas é difícil imaginar a família Tufão sem a presença dela e o seu inesquecível "Eu quero ver tu me chamar de amendoim".


Letícia Isnard também teve seu talento reconhecido ao viver Ivana, personagem tão humana que lembra uma prima, uma vizinha ou amiga de colégio. Juliano Cazarré conquistou fãs com seu Adauto, um tipo ignorante e encantador. Também Fabíula Nascimento, que deu vida a uma Olenka despachada e divertida, no modo de falar e vestir. José Loreto, uma das revelações do elenco jovem, dividiu ótimas cenas de Darkson com o veterano Marcos Caruso. Ísis Valverde lacrou como a periguete Suelen, ora amoral ora imoral. E Cláudia Missura, atriz tarimbada que transformou uma empregada coadjuvante numa mulher tão rica e real que nos faz lembrar alguém conhecido. Vale destacar também Luana Martau (a Beverly), que teve menos participação, mas sempre com tiradas ótimas e inspiradas. E as meninas Mel Maia (a Rita do início da história) e Ana Karolina Lannes (a Ágata), tão novinhas e já esbanjando talento e carisma. Foi também o melhor papel de Marcello Novaes, como Max. José de Abreu esteve irrepreensível como o monstruoso e divertido Nilo, bem como Vera Holtz, que esbanjou emoção como a misteriosa Mãe Lucinda. Destaque também para Marcos Caruso (Leleco, típico coroa que se acha garotão) e Eliane Giardini (Muricy), que esbanjaram química com um casal pra lá de divertido. Débora Bloch também divou como a grã-fina Verônica. Da sua língua ferina, ouviu-se todo o discurso preconceituoso contra os mais pobres.


Pena que o mesmo não se pode dizer de A Favorita. Enquanto JEC focava exclusivamente na trama principal, as paralelas foram ficando cada vez mais insignificantes e foram mal aproveitadas. Com exceção do drama da dona de casa Catarina (Lília Cabral), que sofria nas mãos do marido machista, Léo (Jackson Antunes), todas os outros personagens secundários pareciam até figurantes e, as vezes, nem apareciam. Tanto é que no DVD de A Favorita nem precisou cortar muito a trama. Apenas colocaram as cenas do núcleo principal e não fez diferença nenhuma.




Categoria 5: Audiência


A Favorita começou como um verdadeiro fracasso e penou muito no início para engrenar na audiência. Prejudicada pela Record, que antecipou o último capítulo de Caminhos do Coração (Os Mutantes) para coincidir com a novela das nove, registrou a pior audiência de um primeiro capítulo do horário de todos os tempos. A audiência começou a subir só duas semanas depois, mas, mesmo assim, fechou com o pior mês de estreia de uma novela das nove de todos os tempos (calma que essa marca negativa já foi superada pelas novelas seguintes e Babilônia é que detém atualmente esses dois títulos indesejados). Só foi a partir do capítulo 55, quando finalmente foi revelado que Flora é que era a grande vilã, é que a trama engrenou de vez, caiu no gosto popular e virou febre em todo país. Que baita evolução, hein? De fracasso à mega sucesso! Entretanto...








...Avenida Brasil foi um verdadeiro FENÔMENO MUNDIAL que causou uma verdadeira comoção no mundo inteiro - o último capítulo parou o país, como há tempos não se via. É a novela mais assistida dos últimos tempos. Sucesso de audiência e também de repercussão, foi a primeira novela coqueluche nas redes sociais, provando que as novelas podem sim se aliar à internet e não encará-la como uma concorrente. Que o digam os memes referenciando a trama, a "cascata" diária de "oioiois" no twitter (aos primeiros acordes do tema de abertura), as inúmeras charges engraçadinhas no facebook, os bordões "é tudo culpa da Rita!", "me serve vadia!", "eu quero ver você me chamar de amendoim" e "hi hi hi" (a risadinha de Nilo (José de Abreu)), os GIFs animados com as caretas de Carminha e suas frases de efeito, e os avatares "congelados" ao estilo das fotos dos personagens sobre o fundo com bolinhas coloridas ao final de cada capítulo. No twitter, a novela reuniu todas as noites milhões de brasileiros, ávidos em compartilhar opiniões, em um mesmo sofá, virtual. E não foi só no Brasil não! A novela virou febre em todos os países que foi exibida (México, Portugal, Rússia, Colômbia, Argentina, entre outros) e é a novela mais exportada da Globo, rendendo a emissora mais de 10 bilhões de reais!!! Preciso dizer mais alguma coisa? 





Categoria 6: Abertura




A abertura de A Favorita é uma das mais geniais que eu já vi em toda a minha vida. Além da música tema "Pa' Baillar" casar perfeitamente com as imagens, percebam que a vinheta resumiu toda a trajetória de Flora e Donatela e já revelava desde o primeiro capítulo o grande mistério da trama. Começa com a tela dividida ao meio: o lado de Flora fica em preto e o de Donatela em branco (cores que costumam simbolizar, respectivamente, o mal e o bem). Ambas começam brincando, depois formando uma dupla sertaneja, até que largam o violão e se separam. As duas vão para a cidade grande, onde um homem aparece dividido, cada metade no lado de cada uma das personagens. Elas voltam a ficar frente a frente, pois vão brigar pelo amor desse homem (que é o Marcelo). Em seguida, Flora ganha a tela inteira sentada, segurando o bebê que teve com esse homem. Novamente a imagem é dividida, com o homem no meio e as duas brigando. De repente, a arma é empunhada e um tiro é disparado do lado preto da tela - que é o de Flora. O homem cai. Flora é separada da filha, Lara, e levada para a cadeia. Enquanto Donatela brinca com a criança, Flora está cabisbaixa na prisão. A animação volta para as passagens do início. Lara aparece dividida entre os lados e, mais uma vez, Flora e Donatela estão frente a frente. Viram? A resposta para o famigerado segredo sobre quem matou Marcelo já estava no ar desde o primeiro dia que a trama foi exibida e ninguém nunca, na época, percebeu!!! Já a abertura de Avenida Brasil, ehr...



Oi, oi, oi! Oi, oi, oi! Vem pra quebrar, kuduro! Vamos dançar, kuduro! Oi, oi, oi! Oi, oi, oi! Seja morena ou loira, vem balançar, kudur... Ah, me desculpa, é que eu me empolguei um pouquinho! Assim que soou os acordes iniciais da abertura no primeiro capítulo, logo pensei: Meu Deus do céu, que mal eu fiz pra ter que aguentar esse maldito kuduro toda noite pelos próximos meses??? Entretanto, com o tempo, a música foi me contagiando tanto que tinha vezes que eu ficava aguardando ansiosamente a abertura só pra poder dançar que nem um maluco na sala. E quando não passava a abertura, me dava vontade de ir até a sede da Globo e tacar fogo em tudo! Mas, sejamos justos: essa abertura não tem nada haver com a novela! O que um bando de gente dançando kuduro num baile charme tem haver com uma trama que fala sobre VINGANÇA??? Absolutamente nada!



Última Categoria: Vilã


Agora chegamos na categoria mais aguardada desse duelo. Flora (Patrícia Pillar) ou Carminha (Adriana Esteves)? Qual a melhor vilã? Bom, antes de mais nada, devemos parabenizar a belíssima atuação das duas. Tanto a Patrícia quanto Adriana deram um show e lacraram do início ao fim, ganhando vários prêmios e se consagrando entre as melhores vilãs da teledramaturgia brasileira de todos os tempos. Mas vamos analisá-las cuidadosamente. Carminha foi uma ótima vilã. Maluca, amoral, divertida, debochada, carismática, ambiciosa, falsa, dissimulada, barraqueira...



Mas chega a dar pena no quesito vilania, ainda mais se comparada à Flora, que deixou um rastro de sangue atrás de si em A Favorita. Matou o amante, Marcelo (Deco Mansilha), crime que deu início à história, o Doutor Salvatore (Walmor Chagas) e a jornalista Maíra (Juliana Paes) em queima de arquivo, Dodi, seu comparsa, e muitos outros que se eu fosse listar aqui ia dar pra fazer uma matéria inteira toda dedicada a ela. Forjou seu sequestro com a filha, Lara (Mariana Ximenes), para se fazer de vítima e sair da história como heroína. E isso foi só o começo das suas maldades. Flora era essencialmente fria e má, movida por um misto de inveja e patologia que nutria de Donatela. 



Carminha, na verdade, nada mais é do que uma carola louca movida por alguns trocados e dançava conforme a música tocada por Nina (Débora Falabella). Se a enteada que ela abandonou há vinte anos atrás no lixão não estivesse executando um plano de vingança, o que seria da Carminha? Provavelmente, estaria mantendo o casamento com Tufão (Murilo Benício), que lhe dava vida boa, e o caso com Max (Marcello Novaes). Ou seja, viveria normalmente como uma perua qualquer e, quem sabe, chegaria até a se tornar uma vereadora e desviar uma verba aqui, outra acolá. Sem falar que, na última semana da novela, Santiago (Juca de Oliveira), pai da vilã, um senhor aparentemente bonzinho, se revela o grande vilão da trama. Carminha, na verdade, foi uma grande vítima nas mãos do pai, que lhe abusava sexualmente, matou a mãe dela na sua frente e ainda lhe abandonou no lixão quando era criança (tal como Carminha fez com Nina também).




E a grande vencedora do nosso duelo de novelas é...




Desculpa aê, Carminha. Mas A Favorita é bem melhor que Avenida Brasil!!!


sábado, 9 de maio de 2015

Ser mãe é...


...ficar ligada se a filha tá metida com drogas.


...pegar a camisinha usada de um homem rico para engravidar sua filha.


...disputar macho com a filha.


...colocar apelidos carinhosos na sua filha, como vaquinha e purgante, por exemplo.


...aceitar ser sogra de um milionário, já que não conseguiu seduzi-lo 
e ele se apaixonou por sua filha, só pra se vingar da "muy amiga".


...criar seu filho homem como se fosse uma menina.


...dar bom exemplo ao filho, como, por exemplo, 
desrespeitar uma autoridade na frente dele e ser presa.


...inventar que o filho é gay para a imprensa toda só pra se manter na mídia.


...ser toda metida a chique e botar o nome do filho de ADEÍLSON!!!


...convencer sua filha a emagrecer chamando-a constantemente de gorda.


...ser xingada de galinha pela própria filha e não bater nela, afinal, ela te 
ameaçou dizendo que pode dar queixa na polícia e porque é de menor.

Ah, se eu dissesse isso pra minha mãe... Ela acabava com os meus córneos!

...contar sobre sua vida sexual na terceira idade para sua filha.

E Suzana Vieira é muito nova, né?

...chegar ao Brasil depois de sofrer o pão que o diabo amassou na Turquia e 
se preocupar com... A mãe? O filho? Não. Transar com o seu macho maravilhoso que nunca
toma uma atitude, trai todas as namoradas, tem 40 anos e ainda mora com a mãe.


...estragar o programa de proteção à testemunha de sua filha (que foi traficada, explorada e 
ameaçada por uma quadrilha perigosíssima) entrando na favela girando e gritando 
que a filha tá VIVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!


Ehr... Pensando bem, espero que nenhuma mãe faça essas coisas!


segunda-feira, 6 de abril de 2015

As 10 piores mães das novelas


10º lugar

Bárbara (Giovanna Antonelli) de Da Cor do Pecado

















Porque foi uma péssima mãe: Só vivia chantageando, ameaçando e esculhambando o filho, Otávio, que ainda teve que conviver com o amante bandido da mãe dentro da própria casa e teve seu pai verdadeiro escondido por ela. Lá no final da novela, deu a louca na Bárbara, ela ficou biruta e se matou se jogando do penhasco. Haja psicóloga para esse menino, viu!


09º lugar

Jezebel (Elizabeth Savalla) de Chocolate com Pimenta















Porque foi uma péssima mãe: Ela não era exatamente uma mãe ruim, nem ligava para a filha, Bernardete. Tanto não ligava que nunca percebeu que a menina, na verdade, não era menina e sim um baita de um rapaz. Confundir "pirulito" com "paçoquinha" e ter feito Bernardo crescer sendo Bernardete e usando roupas de menina é inadmissível, não acham?


08º lugar

Bárbara Ellen (Giulia Gam) de Sangue Bom

















Porque foi uma péssima mãe: À primeira vista, parece ser uma pessoa super caridosa, afinal, adotou várias crianças órfãs de diferentes cantos do mundo. Mas dentro de casa o bicho pegava. A doidona era uma atriz bem decadente e usava os filhos adotivos para se manter na mídia a qualquer custo. Ela chegou até a inventar que o filho era gay e veio do Camboja!!! Além disso, desprezava a filha Malu porque ela era meio hippie e não escovava o cabelo.


07º lugar

Morena (Nanda Costa) de Salve a novela mais sem noção do mundo Jorge















Porque foi uma péssima mãe: "Ué, mas ela era a mocinha da novela?", é o que vocês devem estar pensando. Mas nem por isso, mesmo sendo uma guerreira, sofredora e tudo mais, ela não pode ser considerada uma mãe exemplar. Morena largou o filho pequeno, Junior, no Brasil para tentar a vida no exterior, largava o menino com a avó pra ir pro baile funk e protagonizava vários barracos - com direito a palavrões e porradaria - na frente do moleque com as inimigas lá do Morro do Alemão (entre elas, Maria Vanúbia). Sem falar que engravidou de novo na melhor hora possível: quando estava fugindo de traficantes perigosos e sendo ameaçada pela máfia. Mas a gota d'água foi quando Morena saiu com a filha recém-nascida Jéssica no meio de um tiroteio dentro de um túnel. Cade seus instintos maternos?


06º lugar

Carmem Lúcia Moreira de Souza Carminha (Adriana Esteves) de Avenida Brasil













Porque foi uma péssima mãe: Ela já começou a novela jogando a enteada no lixão. Tratava a filha Ágatha com total desprezo, sempre zombando e humilhando a garota por ser gorda, e idolatrava o outro filho, Jorginho, que também já foi jogado pela mesma no lixão antes. Sem falar que fez o marido cornudo Tufão criar os dois filhos que teve com o amante pensando ser dele.


05º lugar

Eva (Ana Beatriz Nogueira) de A Vida da Gente


















Porque foi uma péssima mãe: Amava a filha Ana, a qual protegia, mimava, chamava de linda, enquanto a outra filha Manu comia o pão que o diabo amassou, rindo descaradamente dela porque Manu tinha um defeito na perna e mancava. Quando as duas irmãs sofreram um acidente, aí que a situação piorou de vez, pois Eva passou a culpar Manu durante anos pelo coma de Ana.


04º lugar

Odete Roitman (Beatriz Segall) de Vale Tudo

















Porque foi uma péssima mãe: Além de preconceituosa ser a maior vilã da nossa teledramaturgia de todos os tempos, era super mandona e controlava a vida dos filhos com mãos de ferro. Passou a vida inteira "torturando" a filha, Heleninha, fazendo-a acreditar que foi ela a responsável pelo assassinato do irmão mais novo, o que acabou acarretando no fato de Heleninha virar uma alcoólatra, quando na verdade quem matou o próprio filho, acidentalmente, foi a própria Odete. Que meda!


03º lugar

Marta (Lília Cabral) de Páginas da Vida















Porque foi uma péssima mãe: Além de péssima mãe, era péssima avó também. Não aceitou a gravidez da filha, que tragicamente morreu no parto. Ao descobrir que um dos bebês nasceu com síndrome de down, entregou para a adoção sem nem pestanejar, só ficando com o neto "sem defeito". Ela ainda foi capaz de se juntar ao pai das crianças e apoiá-lo na justiça pela guarda dos filhos em troca de dois milhões de reais. Quanta amargura nesse seu coração, Marta! Ninguém merece ser seu parente.


02º lugar

Branca Letícia de Barros Motta (Suzana Vieira) de Por Amor
















Porque foi uma péssima mãe: Essa é tão clássica que merecia um prêmio à parte. Quem não sentia vontade de dar uma bolsada na Susana Vieira apesar de ser a Suzana Vieira, a minha eterna diva soberana e rainha da nação  por causa dessa personagem não sabe o que é passar raiva assistindo uma novela. As maldades que ela fazia com o Leonardo e com a Milena jamais serão esquecidos. Branca para sempre em nossos corações... No cantinho do rancor, obviamente!


01º lugar

Flora (Patrícia Pillar) de A Favorita


















Porque foi uma péssima mãe: Aquela carinha de anjinha enganou até a gente... Imagina então a Lara, que chegou a acreditar que sua mãe biológica era boazinha e a Donatela, sua mãe de criação, era a vilã! Flora era fria e calculista e não tava nem ai pra nada, não tinha amor por ninguém, só queria ferrar com a vida da inimiga, Donatela, mesmo que precisasse acabar com a vida da filha também, a qual carinhosamente chamava de "vaquinha", "potranca", entre outros apelidos carinhosos. Além de pior mãe de todos os tempos, Flora ainda merece o bônus de pior ex-nora da ficção, ao matar o sogrão de uma maneira HORRIPILANTE!



Vote na mãe mais desnaturada das novelas bem aqui.


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