Não perca nenhum dos nossos posts

Mostrando postagens com marcador américa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador américa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

AUDIÊNCIA VS QUALIDADE


Se para as emissoras de TV a função de uma novela é dar lucro (ou seja, audiência), para o público ela, unicamente, serve como uma forma de entretenimento. Mas tem vezes que o público tá mais preocupado com a audiência do que as próprias emissoras. Possivelmente, você já deve ter visto nas redes sociais alguém enaltecendo e defendendo com unhas e dentes uma novela só porque ela é um sucesso ou detonando outra só porque ela é um fracasso. Muitas pessoas ainda usam os números de audiência para afirmar se tal novela é boa ou não, como se audiência significasse qualidade. Nem todo sucesso tem que ser, necessariamente, um primor, assim como nem todo fracasso é uma novela horrorosa. Claro que tem novelas de sucesso que foram maravilhosas (Vale Tudo, Tieta, A Gata Comeu, Mulheres de Areia, Avenida Brasil...) e fracassos de gostos duvidosos que mereceram sua baixa audiência (Babilônia, Negócio da China, Tempos Modernos...), mas audiência e qualidade nem sempre andam juntas. Não acredita? Então vamos provar!




        FRACASSOS DE AUDIÊNCIA QUE FORAM NOVELAS MARAVILHOSAS        



Meu Pedacinho de Chão
(meta 25 pontos; média 18)

Uma trama leve e divertida, aliada a uma direção de arte impecável, com uma estética totalmente diferente de tudo que já se viu em toda a teledramaturgia, com ares lúdicos de contos de fadas.


Pecado Mortal
(meta 10 pontos; média 6)

Com uma história concisa, enxuta, diálogos rápidos, cenas impactantes, reviravoltas incríveis e anti-heróis carismáticos, é uma das melhores novelas já produzidas pela Record. Destaque para Jussara Freire, que brilhou como a vilã Donana.

A Vida da Gente
(meta 25 pontos; média 22)

Com sua capacidade única de focar mais nas relações humanas do que na ação, Lícia Manzo criou uma trama realista e sensível sem cair no tédio ou no marasmo. Não chegou a ser um fracasso, mas teve uma audiência aquém do esperado.




Amor E Revolução
(meta 8 pontos; média 5)

Se hoje o SBT só produz remakes de novelas infantis, saibam que a emissora de Silvio Santos já investiu em grandes produções. É o caso de 'Amor E Revolução', que retratou de forma primorosa uma fase nebulosa do Brasil: a ditadura militar (1964/85).


Lado A Lado
(meta 25 pontos; média 18)

Poucas vezes um período histórico foi tão bem retratado na nossa teledramaturgia. Uma belíssima reconstituição de época, quase beirando a perfeição, que ganhou até o Emmy Internacional de Melhor Telenovela em 2013, desbancando, inclusive, o fenômeno 'Avenida Brasil'.



                 SUCESSOS DE AUDIÊNCIA QUE FORAM NOVELAS RUINS                 



Trilogia 'Os Mutantes'
(meta 13 pontos; média 15)

Uma trama completamente over e maluca com cenários pobres, péssimas atuações e efeitos especiais pra lá de toscos. Pura vergonha alheia! Entretanto, é um dos maiores sucessos da Record e chegou até a incomodar 'A Favorita', a novela das nove da Globo na época, na audiência. 



Kubanacan
(meta 35 pontos; média 35)

Um samba do crioulo doido. Assim podemos defini-la. A história era pra lá de bizarra: um pescador parrudo que tinha amnésia porque ele veio do futuro (?) através de uma máquina do tempo (??) para impedir uma tragédia. Detalhe: a gente só veio saber disso tudo no último capítulo!

América
(meta 45 pontos; média 49)

É a segunda maior audiência do horário das nove dos anos 2000, perdendo só para 'Senhora do Destino'. Entretanto, passou longe de ser considerada uma grande novela. Na época, a novela foi massacrada pela crítica, que diariamente apontava erros e incoerências no roteiro.
Caminho das Índias
(meta 40 pontos, média 39)

Tudo o que vimos na Marrocos de 'O Clone', Glória Perez fez um CTRL+C CTRL+V na Índia de 'Caminho das Índias', com dancinhas constrangedoras a todo momento e expressões indianas fora de hora que já não encantavam mais e despertavam a atenção quanto antes.

Fina Estampa
(meta 40 pontos; média 39)

Engana-se quem pensa que 'Avenida Brasil' é a novela de maior audiência da década 2010. De fato, ela foi um fenômeno e a mais repercutida dos últimos tempos, mas, por uma diferença de quase 30 décimos (39.03 vs 38.71), quem leva o título é 'Fina Estampa'. Entretanto, a novela de Aguinaldo Silva é uma das piores de todos os tempos! 'Fina Estampa' era para girar em torno da discussão entre imagem e caráter, entre o parecer e o ser, mas isso desapareceu logo nos primeiros meses. Aguinaldo Silva, pra variar, se perdeu totalmente em seu mote inicial, deixando o desenvolvimento da novela de lado e priorizando situações ridículas que mais pareciam ter saído de um quadro do 'Zorra Total'. Seu desfecho, então, foi um dos piores e mais incoerentes de toda a história da teledramaturgia mundial!



Tem alguma novela que você amou, mas que foi um fracasso? Tem alguma novela que você detestou, mas que foi um sucesso? Diz aí nos comentários!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

As 10 Piores Aberturas de Novelas de Todos os Tempos


10º lugar: Avenida Brasil



Avenida Brasil pode ter sido uma grande novela (pode não, FOI uma grande novela), mas tem uma das piores aberturas de todos os tempos. A abertura se passa numa boate tocando kuduro com pessoas dançando. No mínimo, a novela deveria mostrar o cotidiano dos dançarinos ou ia ter uma boate desse tipo na trama. Não. Não tinha nada disso. Tinha, no máximo, um baile charme que não teve nada haver com o ritmo apresentado na abertura. Eu sei que todo mundo dançava aos primeiros acordes do "Oi Oi Oi", mas a abertura em si não tinha referência nenhuma à novela, não tinha referência à Avenida Brasil, à história de vingança, ao lixão, ao Divino, ao futebol, a nada!



09º lugar: Brega & Chique



A abertura de Brega e Chique, ao som de "Pelado", da banda Ultraje a Rigor, causou muita polemica quando foi exibida, pois o modelo Vinícius Manne aparecia com a bunda (e que bunda!) de fora. Na época, a Censura exigiu que fosse colocada uma folha de parreira sobre o corpo do ator. Isso foi feito no segundo dia de exibição da novela, mas, após negociações, a versão original da abertura acabou sendo liberada e a bunda do modelo voltou a ser exibida, embalada pelo refrão "pelado, pelado, nu com a mão no bolso". Tudo muito bom, tudo muito bonito, mas vamos ser bem sinceros: o que essa bunda na abertura tem haver com a novela? Desnecessário!



08º lugar: Amor À Vida



Perfeita essa animação gráfica feita por Ryan Woodward, famoso por trabalhos em filmes como Os Vingadores e Homem de Ferro 2de um casal dançando em pontos turísticos de São Paulo. Mas se ela é perfeita, porque diabos a abertura de Amor A Vida está na lista das piores? Porque a interpretação do sertanejo Daniel para "Maravida", de Gonzaguinha, pôs tudo a perder! Ainda estou em dúvida se o pior momento é o verso "Vida, vida, vidaaaaaaaaa" ou o fim do trecho, quando o cantor solta o gogó num infinito "Vidaaaaaaaaaaaaaaaaa". É de quebrar taças de cristal!



07º lugar: Páginas da Vida



Uma folhinha voando a esmo enquanto ao fundo rola "Wave" numa versão para elevador.
"Vou te contaaaaaaaaar", a abertura de Páginas da Vida me dava um sonZZzZzz!



06º lugar: Babilônia



Tire os rostos das atrizes Glória Pires, Adriana Esteves e Camila Pitanga da abertura de Babilônia e o que sobra? Um monte de janelinhas e partes de prédios, casas e favelas com um sambinha bem fraco da Mart'nária. Rede Globo, a senhora está ficando muito preguiçosa!



05º lugar: Insensato Coração




Insensato Coração tinha até um sambinha bem legal na abertura na voz da Maria Rita, deu uma diferenciada colocando os créditos em vermelho e branco e... Uma escultura rodando!? É isso mesmo? Uma família em pedra-sabão que fica girando, girando, girando de um lado, girando, girando, girando do outro? Na boa, tenho labirintite e fico tonto só de assistir o vídeo.




04º lugar: América




Cenas chorosas da Déborah Secco ao som de uma música triste e melancólica do Milton Nascimento. Combinaria muito se fosse usada num velório! Ainda bem que tomaram juízo e mudaram a abertura toda de América colocando cenas alegres de Miami ao som de uma música pra lá de alegre da Rainha Ivete Sangalo. "Soy loco por ti America, soy loco por ti amoooore"!



03º lugar: Pantanal



Pantanal, exibida pela extinta Rede Manchete, tinha uma abertura de gosto bem duvidoso. No momento mais marcante, a modelo Nani Venâncio se transforma em uma onça, em um efeito visual bastante precário. E nem venham me dizer que é por causa da tecnologia de antigamente, porque na nossa lista das quinze melhores aberturas estão novelas como Vale Tudo, Elas por Elas e Tieta, que foram dos anos 80, ou seja, bem mais antigas que Pantanal (de 1990)!



02º lugar: Viver A Vida



Uma faixinha colorida caminhando num fundo branco, ao som de bossa nova. Mas nem na época da TV preto e branco se utilizou algo tão limitado para apresentar uma trama! Óbvio que o público chiou e trataram logo de tentar reverter a cagada inserindo cenas da novela no meio da abertura de Viver A Vida (o que deu uma leve melhorada, mas ainda naquelas!).



01º lugar: Vila Madalena



1999 foi um ano estranho. Paulo Ricardo dava pinta na abertura de A Usurpadora, Nana Caymmi divava na abertura de Fascinação e alguém na Globo pensou: "Se o SBT pode, nós também podemos". Daí fizeram um apanhado de clipes diferentes para a abertura de Vila Madalena com nomes como Bethânia, Milton Nascimento, Lulu Santos, Ana Carolina e... Xuxa? Isso mesmo, tem até a Xuxa! Além das aberturas toscas e malucas, alguém aí se lembra sobre o que era a novela?



Relembre as 15 melhores aberturas de novelas de todos os tempos clicando bem aqui.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Os 7 finais mais decepcionantes de novelas



7º lugar - Em Família



Um assassinato é sempre bem vindo. Ainda mais quando o morto é um personagem mala e se o assassino for alguém que tenha todos os motivos do mundo para matá-lo. Assim a história não precisará de muitas explicações. Pois não foi isso que aconteceu no último capítulo de Em Chatisse Família, em que uma loirinha da qual nem lembro o nome que entrou na trama aos quarenta e cinco do segundo tempo e deu o tiro que matou o insuportável do Laerte (Gabriel Braga Nunes). Uma personagem sem nenhuma relevância e que nunca demonstrou nenhum descontrole emocional durante a trama. Ao contrário de Shirley (Vivianne Pasmanter), personagem perfeita para ter cometido o assassinato, já que, além de vilã da trama, ela sempre jurou que jamais deixaria Laerte ser feliz com outra mulher. O final ainda contou com diversos casos não solucionados, como a ligação de Juliana (Vanessa Gerbelli) com a morte de Gorete. Até hoje não se sabe se Juliana desligou ou não os aparelhos respiratórios da empregada. Tudo bem que a novela era o maior sonífero da teledramaturgia mundial uma porcaria, mas não custa nada um final decente, né?



6º lugar - O Clone



O Clone foi um dos grandes sucessos da teledramaturgia brasileira, mas não tem como deixá-la de fora dessa lista. Tudo porque, no último capítulo, Glória Perez resolveu criar cenas confusas e cheias de fantasias que brincaram com a paciência dos telespectadores.  Duas cenas, em especial, acabaram com toda a boa trajetória da novela e mancharam com a sua reputação: o desaparecimento de Léo e do Dr. Albieri em um grande nevoeiro no deserto e o vôo de Nazira e Miro em um cavalo alado com asas!!! E esse foi só o início dos finais malucos de Glória Perez...



5º lugar - Império



Em qualquer novela normal, não importa em qual fria o protagonista se meta. Ele sempre vai sobreviver. Essa é uma certeza que nós podemos ter, certo? Bom, nem sempre... No último capítulo de Império, mesmo com 99% dos telespectadores implorando para o autor não matar o Comendador (Alexandre Nero) e faze-lo terminar feliz com a Maria Marta (Lília Cabral), Aguinaldete ligou o foda-se pra todo mundo e matou o nosso amado Homem de Preto. Pra completar, ainda matou o mocinho não tão mocinho assim com um tiro nas costas disparado pelo filho mais velho. Quanto exagero!



4º lugar - Caminho das Índias



Caminho das Índias causou a mesma estranheza de O Clone em seu desfecho. A trama decepcionou (e muito) em seu capítulo final, que mostrou cenas dignas de um romance adolescente mais água com açúcar dos cinemas. No aguardado reencontro de Maya e Raj, por exemplo, um caminhou lentamente em direção ao outro em meio a uma multidão. De repente, num toque de mágica, a roupa pobre e básica da protagonista transformava-se em ricas vestes de festa. Como diria Glória Perez, "é preciso ter asas"... Mas até pra voar tem que ter limite e bom senso, não é mesmo?



3º lugar - América



Depois de criar muito lenga-lenga entre Sol e Tião, Glória Perez decidiu que os protagonistas de América não deveriam terminar a novela juntos e decepcionou grande parte do público. O mais frustrante, no entanto, ficou com um dos núcleos secundários. Eron Cordeiro e Bruno Gagliasso chegaram a gravar uma cena em que seus personagens se beijavam, mas ela foi cortada na edição final. O relacionamento entre os dois, então, ficou apenas subentendido (o que deixou o posto de primeiro beijo gay da emissora reservado anos depois para acontecer em Amor A Vida).



2º lugar - Vidas em Jogo



Em Vidas em Jogo não, não é uma trama global, é da Record, mas foi muito boa, tá!, o grande mistério da trama era descobrir quem era o palhaço serial killer responsável pelo assassinato de vários integrantes do "Bolão da Amizade". E qual não é a nossa surpresa quando já meia-noite e pouca, porque o capítulo final foi looooongooo chega a última cena do último capítulo e revela que tudo não passava de armação, que não tinha palhaço assassino nenhum, que ninguém tinha morrido, que tudo foi um plano dos integrantes do "Bolão da Amizade" de simularem a morte para protegerem uns aos outros. Ou seja... Yeah, yeah!!! Gluglu, gluglu!!! Pegadinha da Cristianne Fridman!!! Fora a morte totalmente desnecessária do Carlos, que fumou crack só pra mostrar pro "filho" viciado em crack que a droga fazia mal e morreu logo na primeira vez que experimentou.



1º lugar - Fina Estampa



E é com muito prazer que dou o título de pior final de novela de todos os tempos para Fina Estampa. O último capítulo começou cheio de ação com Antenor e Patrícia salvando a Griselda de mais uma armação da vilã Tereza Cristina, mas Aguinaldo Silva pra variar! não conseguiu segurar o ritmo. Pra começar, o grande mistério em torno do amante do Crô não foi desvendado. Mas a decepção maior ficou reservada para a última cena: caminhando tranquilamente pela rua, a protagonista quase foi atropelada pela vilã, que, como havia sugerido numa cena anterior, deveria estar morta. Seria uma assombração? Ou ela sobreviveu? Como ela pode ter sobrevivido? Três perguntas, nenhuma resposta! E pra deixar a cena ainda mais nonsense, Griselda saca uma chave de grifo da sua bolsa de grife, roda a baiana com a ferramenta e sai correndo atrás do carro da perua como se fosse uma macaca atrás de um caminhão de bananas!!! Mais ridículo impossível!



sábado, 18 de abril de 2015

Novelas que penaram no início para conquistar o público e terminaram como sucessos de audiência




Motivos para a baixa audiência no início: 1 - Caminhos do Coração, que era uma merda, mas por incrível que pareça fazia o maior sucesso na época. E a Record botou o último capítulo da primeira temporada da novela no mesmo horário que o primeiro capítulo de A Favorita, fazendo com que a trama global amargasse o título de pior audiência de uma estreia do horário das nove de todos os tempos (título este que já foi superado por Babilônia); 2 - A trama inovou em não revelar logo de cara quem era mocinha e quem era vilã. Mas o que era pra causar aquele suspense, confundiu a maioria dos telespectadores; 3 - Faltava humor. A trama era séria demais, muito "preta e branca".

Como conseguiu se recuperar: O autor planejava levar esse mistério sobre quem era mocinha e quem era vilã até o final, mas, devido a baixa audiência, antecipou para o capítulo 56 a grande revelação: Flora (Patrícia Pillar) é que era a grande vilã e assassina da história. A partir daí, com novos mistérios e reviravoltas, a novela finalmente cativou o público (enquanto Os Mutantes derrocava na audiência) e engrenou de vez, se tornando um grande fenômeno. Claro, o carisma da Patrícia Pillar (que fez de Flora uma das maiores vilãs de todos os tempos), aliado a um ótimo texto, também contribui e muito para isso.




Motivos para a baixa audiência no início: 1 - O protagonista, Valdomiro (José Wilker), era arrogante e soberdo demais e o público passou a torcer o nariz para ele; 2 - Grupos gays não gostaram do tratamento recebido pelo personagem Edilberto (Luís Carlos Tourinho), verdadeiro saco de pancada dos outros personagens; 3 - A criticada atuação de Letícia Spiller como a vilã Maria Regina, cujas maldades e atitudes, de tão caricata que era, chegavam a serem risíveis.

Como conseguiu se recuperar: Suave Veneno só não naufragou tanto porque a Globo resolveu adiantar as pesquisas de opinião e pode consultar o telespectador a tempo. Com isso, várias mudanças na sinopse original foram feitas, como o misterioso assassinato da advogada Clarisse (Patrícia França), que deveria ir até o fim quando seria revelado que Valdomiro era seu pai. Edilberto tornou-se um personagem extremamente desajeitado, que vivia caindo e esbarrando nas coisas, virando um "alívio cômico" na trama. A mocinha Lavínia (Glória Pires) teve de passar por mais dificuldades e virou camelô. Valdomiro perdeu tudo e abriu um negócio no subúrbio para começar do zero, valente, batalhador, do jeito que o povo gosta. A novela se reergueu rapidamente, apresentando uma das maiores recuperações de audiência.




Motivos para a baixa audiência no início: 1 - O casal protagonista, Marina (Paola Oliveira) e Pedro (Eriberto Leão), que não demonstravam química alguma em sua ridícula história de amor e acabou entrando para o rol dos casais mais chatos de toda a teledramaturgia; 2 - Os autores apostaram em uma estrutura narrativa desconexa marcada por temas fortes e realistas, ou seja, não havia uma história central bem definida e sim várias. Esse monte de tramas paralelas nascendo, evoluindo e morrendo ao longo da trama, marcando a saída e a entrada de vários personagens, foi um grande mal para Insensato Coração, pois negava ao telespectador se identificar com os personagens e acompanhar sua evolução. 3 - Lázaro Ramos, que não engrenou como o galã pegador André e foi o mais rejeitado na primeira pesquisa de opinião da novela.

Como conseguiu se recuperar: Norma (Glória Pires) foi a única personagem que tinha uma história cujo fio se podia seguir inteiro na novela e despertou o interesse do público. Por causa disso, o casal protagonista foi deixado um pouco de lado e Norma passou a ganhar ares de protagonista-vilã. Foi a partir do centésimo capítulo, quando Norma saiu da cadeia e iniciou seu plano de vingança contra Léo (Gabriel Braga Nunes), que a novela engrenou de vez. Não chegou a ser um sucessão de audiência, mas conquistou o público.




Motivos para a baixa audiência no início: 1 - Sol (Débora Secco), uma das mocinhas mais insuportáveis de todos os tempos; 2 - Falta de química entre o casal protagonista, Sol e Tião (Murilo Benício); 3 - Cleptomania, rodeios, deficiência visual, homossexualidade, imigração, o perigo da pedofilia na internet, entre outros temas polêmicos, assustou e confundiu o público; 4 - Boicote dos defensores dos animais contra a autora, Glória Perez, por abordar o universo dos rodeios de forma "glamourosa" e mentirosa; 5 - Boicote das autoridades dos Estados Unidos, que acusaram a novela de incentivar a entrada ilegal de brasileiros no país graças a história da mocinha; 6 - Desentendimentos e incompatibilidade de ideias entre a autora e o diretor de núcleo, Jayme Monjardim; 7 - Havia uma rejeição maior quando os dramas dos personagens se passavam nos Estados Unidos aos invés no solo brasileiro.

Como conseguiu se recuperar: Jayme saiu e em seu lugar entrou Marcos Schechtman, que deu mais dinamismo à trama. Também trocaram a abertura: sai a sofrida música Órfãos do Paraíso, de Milton Nascimento, e entra Soy Loco Por Ti América, da diva Ivete Sangalo. O diretor musical, Marcus Vianna, também foi afastado e as bucólicas trilhas incidentais foram trocadas por músicas mais alegres. Com algumas alterações na sinopse original e com a maior parte da trama se passando definitivamente no Brasil, América caiu de vez no gosto popular e se tornou a SEGUNDA MAIOR AUDIÊNCIA DA DÉCADA 2000, só perdendo para Senhora do Destino. Que superação, hein!!!




Motivos para a baixa audiência no início: 1 - O ritmo super ágil da trama acabou confundindo o público, que veio com frases do tipo "Não estou entendendo nada" ou "essa novela é rápida demais". Perder uma cena da novela era como se tivesse perdido o capítulo inteiro; 2 - As falas com sotaque e sem tradução dos personagens italianos também confundiu e irritou bastante; 3 - Diana (Carolina Dieckmann), cujo índice nas pesquisas de opinião alcançavam mais de 90%... De rejeição!!! A mocinha era apática, songamonga ao extremo, chata pra cacete e não tinha química alguma com nenhum dos seus dois interesses amorosos, Gerson (Marcello Antony) e Mauro (Rodrigo Lombardi).  

Como conseguiu se recuperar: Diana era tão rejeitada pelo público que imploraram pela morte dela. E conseguiram - a personagem morreu após dar a luz. Para solucionar o problema do ritmo super ágil, Passione ganhou cenas repetitivas e flashbacks. Os capítulos também passaram a exibir um resumo corrido do que se desenrolou no dia anterior. Mas foi a partir do capítulo 100 que a novela engrenou de vez e ganhou contornos policiais. A morte do vilão Saulo (Werner Schünemann) levantou a audiência da novela. Desde então, a rede de intrigas que envolveu treze suspeitos de terem cometido o crime monopolizou a trama. Todos teriam motivo para matar Saulo, nenhum tinha um álibi consistente, todos desconfiavam de todos, todos mentiam.





Motivos para a baixa audiência no início: 1 - A novela falava um pouco sobre o submundo cruel e obscuro da prostituição e muitas donas de casa não gostaram da forma pesada como o tema era abordado; 2 - Assim como estão fazendo atualmente com Babilônia, reclamava-se muito do excesso de maldades na novela. A grande maioria dos personagens eram maus, corruptos e desonestos, enquanto os poucos personagens de bom caráter na trama eram bonzinhos e corretos demais, ou seja, chatos pra cacete.

Como conseguiu se recuperar: O tema da prostituição foi suavizado e muitos personagens maus sofreram pequenas alterações. As cenas de sexo da prostituta Bebel (Camila Pitanga), por exemplo, foram cortadas e apostaram mais no humor da personagem. O resultado deu super certo. Com seu bordão "catiguria", Bebel virou sucesso e, ao lado do vilão Olavo (Wagner Moura), conquistou o público e ganhou fãs - apesar de todas as trapaças e atitudes nadas corretas que os dois faziam. Paraíso Tropical não foi um grande sucesso, mas não deixou nada a desejar e até foi indicada ao Emmy Internacional de Melhor Telenovela.




Motivos para a baixa audiência no início: 1 - Torre de Babel foi lançada como uma novela "forte, verdadeira, emocionante". Tão forte que afugentou os telespectadores, não acostumados a ver no tão tradicional horário das oito tanta violência e temas fortes, tais como drogas, assassinatos frios, violência dentro do lar, homossexualismo, entre outros; 2 - O casal lésbico Rafaela e Leila sofreram com o preconceito da sociedade na época dentro e fora da novela, com índices grandiosos de rejeição nas pesquisas de opinião. 

Como conseguiu se recuperar: O autor Silvio de Abreu foi obrigado a mudar toda a estrutura da história para reconquistar o público perdido, tornando a trama mais "leve". E conseguiu. A novela, que despencou na audiência em sua primeira fase, conseguiu ótimos índices na fase final. Até o tema de abertura foi mudado. Saiu a retumbante música instrumental e entrou a suave "Pra Você", interpretada por Gal Costa. Mas foi com a explosão do shopping center que a trama decolou de vez, iniciando um grande mistério que aguçou a curiosidade do público: quem explodiu o shopping center? Essa explosão serviu também para eliminar alguns personagens que o público rejeitava, como o drogado Guilherme (Marcello Antony) e as sapatonas Rafaela e Leila.




Motivos para a baixa audiência no início: 1 - Assim como em Torre de Babel, a novela apresentava temas fortes, violentos e polêmicos demais para o horário e romance e personagens bons e honestos de menos, afugentando, assim, os telespectadores; 2 - Carrossel, que foi um grande fenômeno aqui no Brasil. A trama mexicana exibida no SBT apresentava ao público o oposto de O Dono do Mundo: uma trama leve, infantil, engraçada e emocionante. As duas não chegavam a serem concorrentes no horário, mas se enfrentavam durante o último bloco da novelinha mexicana.O desinteresse do público pela trama das nove da Globo em face ao sucesso de Carrossel chegou a ser capa da Revista Veja; 3 - Pesquisas de opinião na época apontavam que ninguém suportava as vitórias do protagonista-vilão Felipe Barreto (Antonio Fagundes) e do excessivo número de personagens maus e desonestos; 4 - Mesmo em plenos anos 90, a virgindade feminina ainda era um grande tabu. E como Márcia ofereceu sua virgindade tão facilmente para Felipe, o público torceu o nariz para a mocinha. Não só por isso, mas também pela falta de lealdade dela com o noivo. É que depois de criar dezenas de situações e intrigas para afastar o noivo de Márcia e transar com ela, Felipe não conseguiu o que desejava e chegou inclusive a desistir do plano. Foi nesse momento que Márcia bateu à porta do quarto do hotel de Felipe se oferecendo para ele. Foi Márcia quem escolheu Felipe para tirar sua virgindade e traiu o próprio noivo em plena lua de mel!!!

Como conseguiu se recuperar: Essa novela foi a que mais deu dor de cabeça para a Globo. Por mais que o autor, Gilberto Braga, fizesse milhares e milhares de modificações para tentar reconquistar o público, a audiência continuava lá embaixo. Em determinado momento da trama, num momento de fúria, Márcia agride Felipe com um bisturi e vai parar na cadeia. Foi uma das primeiras alterações inseridas pelo autor para que o público ficasse do lado de Márcia. É que o charme de Antônio Fagundes e a degradação dos princípios morais faziam com que os telespectadores não se indignassem com as suas armações, o que comprometia a espinha da trama - a vingança de Márcia. Convidado a colaborar na reformulação da história, Silvio de Abreu deu maior agilidade à ação, além de introduzir mudanças substanciais no perfil de alguns personagens. Aos poucos, a novela foi recuperando público, mas penou, viu...





Ou não, né? Porque Em Família foi MISSION FAILED!!!

Morra de tédio ao som da minha flauta


Poderá gostar também de

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...