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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O Melhor e o Pior da Semana (15 à 28/1)



   O MELHOR DA SEMANA   


Dois Irmãos


Apesar de o estilo de Luiz Fernando Carvalho dividir opiniões (para seus amantes, um defensor da arte; para seus detratores, exagerado e repetitivo), o diretor soube produzir uma adaptação fiel à obra original de Dois Irmãos. Diminuiu-se o tom lúdico e os figurinos excessivamente exóticos e aumentou o pé na realidade, visto na constituição da Manaus entre os anos 1920 e 1980, traduzida em belos cenários e fotografia deslumbrante. O tom barroco permaneceu, mas dialogou perfeitamente com a época e a trama em si. Com isso, não afugentou o público um tanto avesso às novidades e sem precisar abrir mão da qualidade para isso. Não há dúvidas de que Dois Irmãos foi uma verdadeira obra de arte na TV.

Dois Irmãos também teve o mérito do texto afiado. A trama, adaptação de Maria Camargo da obra de Milton Hatoum, foi intensa, inquietante, cheia de elementos capazes de fisgar o público. A saga dos gêmeos Omar e Yaqub traduziu a eterna luta do bem e do mal e a dicotomia das relações humanas. Trata-se de uma saga bíblica, desde Caim e Abel, colocando irmãos em pontos opostos, vértices de uma disputa eterna. Aqui, a distância entre Omar e Yaqub pode ter sido construída ainda na infância, com a escolha meio inexplicável da mãe entre um e outro. Zana cuidou de Omar, o protegeu e o escolheu para ficar ao seu lado quando precisou separar os irmãos, mandando Yaqub para o Líbano. O tempo e a distância, no entanto, não fizeram diminuir a rivalidade entre ambos, muito pelo contrário, gerando novos conflitos e tragédias. Ou seja, um drama familiar e humano cheio de camadas, e é impossível o público ficar indiferente.

Houve quem acusasse Dois Irmãos de ser lenta, arrastada ou enfadonha. Concordo com o lenta, mas discordo veementemente do arrastada e enfadonha. Dois Irmãos andou ao seu próprio ritmo, com pausas e sinalizações herdadas da literatura, mas que destoam do ritmo veloz da TV de hoje, daí a estranheza. No entanto, tais pausas e contemplações foram fundamentais para que o público criasse seus laços com os personagens e as situações, compreendendo seus movimentos. Neste contexto, Dois Irmãos mandou um recado claro para a audiência: não importa se o ritmo é lento ou veloz, desde que haja uma história e um motivo claro para determinar qual o melhor tom da velocidade. Precisamos ir além da atual máxima que prega que apenas obras com ritmo de YouTube ou de séries americanas fazem sucesso nos dias de hoje.

Isso sem falar no incrível trabalho dos atores, sendo impossível apontar quem foi melhor. Antonio Fagundes (Halim), Eliane Giardini (Zana), Juliana Paes (Zana), Irandhir Santos (Nael), Antonio Calonni (Halim), todos tão plenos, viscerais e entregues ao enredo e donos de grandes momentos. O jovem Matheus Abreu foi uma grata revelação. E Cauã Reymond, surpreendentemente, mesmo com uma imagem um tanto saturada depois de tantos trabalhos repetitivos seguidos, mostrou seu melhor momento na TV. Omar e Yaqub eram distintos e o trabalho do ator deixou isso bem claro ao público. Os momentos finais da minissérie foram todos de Fagundes (principalmente na excelente e emocionante sequência da morte de Halim), Cauã (se destacando no repulsivo momento em que Omar agrediu e xingou o pai morto) e Eliane (interpretando com precisão toda a decadência de Zana após a morte do marido e seu processo de agravamento da loucura). Como toda regra sempre tem uma exceção, Bárbara Evans (Lívia) já é uma forte candidata ao título de pior atriz do ano. Sua única cena revelante em toda a minissérie foi quando fez sexo com o personagem do Cauã. Também achei surreal o Irandhir Santos ser filho do Cauã Reymond. Poderiam ter envelhecido o Cauã com uma boa maquiagem ou então terem chamado um ator mais novo para viver Nael. Mas o talento do Irandhir compensou tamanho erro de escalação na passagem de tempo. De qualquer forma, Dois Irmãos encerrou sua trajetória abrindo a programação 2017 da Globo com chave de ouro.

Pesadelo na Cozinha


Nesta semana, a Band estreou Pesadelo na Cozinha, sob comando de Erick Jacquin, onde o jurado do MasterChef agora enfrenta as agruras dos donos de restaurantes que vão de mal a pior. Nesta estreia, o chef conheceu o escondidinho da Amada. Porém, o maior problema não residia no estabelecimento comercial em si, mas em Fernando, o marido de Amada. Jacquin encarna a figura de Supernanny dos restaurantes. Ele observa o movimento, percebe os pontos fracos e, em um receituário, passa sugestões para o incremento do local. Cris Poli fazia o mesmo com os pais das crianças. E, em muitas oportunidades, os filhos não eram o real problema, mas sim os pais que escreveram para o programa do SBT. E isso aconteceu no Pesadelo da Cozinha. A convivência nada pacífica de marido e esposa no ambiente de trabalho prejudicava todo o resto. E, nos momentos finais, um final feliz apareceu. Restaurante reformado. Novo menu. Amada e Fernando em clima de respeito mútuo. O programa apresentou um bom ritmo. Jacquin comanda com sobriedade sem humilhar os socorridos (ao contrário do que rola no MasterChef).

Tardes de domingo da Globo


Em sua segunda temporada, o ótimo The Voice Kids agora conta com o comando de André Marques no lugar do Tiago Leifert. André atinge o objetivo de entrelaçar o show do palco com a tensão dos bastidores. A substituição não prejudicou o ritmo do talent show. Thalita Rebouças também é outra novidade. Ela cumpre a função de assistente no programa. E muito bem, por sinal. O júri é a grande base para a competição. Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e a dupla Victor e Leo formam uma boa bancada (apesar de já não aturar mais ver a cara do Carlinhos nos dois realities). Eles têm a preocupação de passar incentivo até para aqueles eliminados da disputa. O telespectador fica encantado com o show das crianças e jovens. The Voice Kids tem o mérito de valorizar o cancioneiro nacional. É rara a aparição de músicas em inglês ou espanhol. Menos de 20% do repertório. Os jurados claramente escolhem uma voz "kid". Eliminam de supetão os(as) candidatos(as) que cantam como adultos. E isso é certíssimo. A Globo acertou na grade de programação. A divertidíssima Nova Escolinha do Professor Raimundo e o The Voice Kids formam uma boa dupla para se assistir durante o almoço nas tardes de domingo da Globo. Ótima opção para quem procura QUALIDADE e não apelação.

Volta do Tá no Ar - A TV na TV


E o Tá no Ar  voltou com tudo, mostrando que Marcelo Adnet, Marcius Melhem e companhia estão cada vez melhores na função de transformar o efeito zapping numa divertida e esperta paródia do cotidiano nacional. Seja emulando programas conhecidos, parodiando comerciais ou simplesmente exercitando o melhor do besteirol, Tá no Ar segue como o melhor programa de humor da televisão brasileira na atualidade. No atual contexto político nacional, o que não faltam são assuntos que podem ser tratados de maneira crítica, irônica e, ao mesmo tempo, engraçada. Isso pôde ser visto nesta estreia com a chamada do filme "A Dama da Delação", atração do "canal Brasília". No enredo, muita sacanagem, ou seja, esquema de corrupção, tudo sendo gravado por uma moça, digamos, saliente. Ótima sacada! Outra esquete divertida parodiava o comercial de um supermercado do Rio de Janeiro, onde um animado garoto-propaganda anunciava demissões em massa num momento de crise ("Recessão, não tem contratação!"). E a atração colocou o dedo na ferida de maneira contundente ao parodiar o comercial do Banco do Brasil, com o slogan "Branco no Brasil: há mais de 500 anos levando vantagem". Bingo!

Tá no Ar atira para todos os lados e não perdoa grupo nenhum, como foi visto na esquete "Crentes", uma brincadeira com o seriado Friends, mas formado por um grupo de evangélicos. No canal ao lado, Silvio Santos segue com seus "greatest hits" e canta sua própria versão de "Bem que se Quis", cuja letra comemorava o fato de ele ter dito Jequiti na Globo sem ser notado. Impagável! Outra qualidade do Tá no Ar é saber manter quadros fixos sem cansar. Estão de volta sucessos como o "Jardim Urgente", sempre denunciando conflitos provocados por crianças (e o indefectível "Foca em mim!", besteirol que parece não perder a validade), ou o militante esquerdista, personagem de Marcelo Adnet que repete as mais variadas teorias da conspiração contra "a réde Glóbo de televisão". Novidade da última temporada, o Te Prendi na TV, paródia de programas de João Kleber, segue no ar, desta vez tentando descobrir quem é a celebridade oculta. "Será o Celso Portiolli?", perguntou o apresentador à sua animada plateia. Ver a Sandy relembrando os velhos tempos da série Sandy e Júnior e falando um monte de palavrões não teve preço!

Se continuar tão inspirado assim, Tá no Ar terá vida longa. Sorte a nossa!


     O PIOR DA SEMANA     


Tom didático do Amor e Sexo



A maior qualidade do Amor e Sexo é justamente conseguir tocar em assuntos importantes de uma maneira leve, divertida e para desmistificar alguns temas. Porém, infelizmente, na estreia da sua décima temporada, o programa pesou a mão. O tom adotado para debater feminismo e a questão de gêneros, por exemplo, foi de um tremendo didatismo. O entretenimento ficou em segundo plano (quiçá, em terceiro). Não adianta pensar que o formato de programa de auditório é capaz de popularizar discussões mais sérias e aprofundadas. Não funciona. Os melhores momentos do programa foi, justamente, quando deixou de lado o tom pseudo-educativo e partiu para as brincadeiras e opiniões aleatórias e para a galhofa. Fica muito mais divertido. Fernanda Lima é linda, simpática, divertida e comanda muito bem o Amor e Sexo. Espero que o programa volte a equilibrar entretenimento e informação nos próximos episódios, como sempre fez tão bem.

Descaso do JN com a morte de Russo


Tudo bem que o Russo nos últimos tempos estava brigado com a Globo, mas o Jornal Nacional ignorar a sua morte na edição deste sábado (28) foi algo grotesco. Não estou falando nem de fazerem uma homenagem, mas a questão é que não houve nenhum comentário sequer a respeito, nada. O Russo é só o maior e mais famoso assistente de palco da história da TV brasileira, já tendo trabalhado com Chacrinha, Angélica, Xuxa, Faustão e Luciano Huck. Não merecia esse descaso. Atitude lamentável e desrespeitosa!

Nova temporada de Cidade dos Homens


Para quem acompanhou a série que marcou os anos 2000 na TV, foi decepcionante essa sua reeleitura. Na prática, a nova temporada de Cidade dos Homens (que mostrou que rumo tomaram as vidas de Acerola/Douglas Silva e Laranjinha/Darlan Cunha dez anos após a conclusão da série original) nada mais foi do que um prato requentado, com passagens das temporadas anteriores sendo relembradas ao longo dos três episódios iniciais, onde apenas o quarto e último teve uma história totalmente inédita. Sem falar também que deixaram de lado todo o (ótimo) tom documental em mostrar a realidade da favela, marca registrada da série, para dar lugar a uma trama pra lá de melodramática: uma enorme quantia de dinheiro do traficante do morro é encontrada, levando ao dilema de devolver ou não, já que o dinheiro salvaria a vida do filho de Laranjinha, que tem uma doença grave e precisava ser operado urgentemente. Esperava mais...

Sem Volta


A Record tentou, mas não foi desta vez. Sem Volta prometeu, entrou com fôlego em seu primeiros capítulos no roteiro e em outros aspectos, mas tropeçou e não empolgou. Com overdose de violência nos episódios, cenas de ação que pareciam terem sido criadas só para enrolar e não levavam a história para lugar nenhum, flashbacks fracos e confusos, distribuídos em um enredo parado em poucas ambientações (o que não deu ideia de movimento), Sem Volta se mostrou cansativo na maior parte dos seus 13 episódios. De modo geral, Sem Volta perdeu seu potencial, passou despercebida e deve fazer jus ao nome, talvez até para produções similares.

A Lei da Incoerência e do Dramalhão


Sabe uma velha senhora chamada coerência? Ela anda passando bem longe de A Lei do Amor, que parece ter aderido de vez ao mantra de Glória Perez em Salve Jorge: "vamos voar!". Além da eliminação sem controle de alguns personagens que mereciam ficar na trama e a chegada de outros que inexplicavelmente brotam do nada na história, um dos últimos absurdos se centraliza na volta da Isabela (Alice Weigmann), que, dada como morta depois de ser jogada de uma lancha no mar, reaparece vingativa como Marina. Até ai, ok. O problema é o fato de vários personagens que conviveram com a Isabela sequer acharem a Marina parecida com ela, com exceção de Tião (José Mayer), o único ser que mostrou ter mais de dois neurônios. Jura que bastou pintar o cabelo da menina de preto, tirarem a franjinha característica, enfiarem um óculos de grau E NINGUÉM RECONHECEU ELA?! Tá, né...

E tudo só piorou no capítulo da última terça (24). Magnólia (Vera Holtz) foi desmascarada diante de todos, tendo seu caso de mais de 20 anos como o genro Ciro (Thiago Lacerda) exposto durante uma exposição. A vilã foi xingada, humilhada, estapeada pela filha, jogada no chão pelo Fausto (que, mesmo doente, sabe-se lá como encontrou tanta força para derrubá-la, mas tudo bem) e ainda levou um soco de Tião. Ufa! Lembra daquelas grandes sequências de revelações bombásticas em família ou em festas na fase de ouro das novelas do Manoel Carlos (como quando Clara revelou pra todo mundo que Capitu era prostituta em Laços de Família)? Então... Não chegou nem perto! Do início ao fim, o exagero deu o tom do capítulo. A fraca direção, o texto pra lá de mexicanizado e os cortes que iam acontecendo deixou tudo muito anticlímax: começou intensa e, de tanto enrolar, terminou morna e bem fraquinha. Mas o pior ainda estava por vir. No final do capítulo, Fausto teve algum tipo de ataque que atingiu todos os índices da cafonice. A cena continua com ele moribundo, deitado na cama, já próximo da morte, com toda a sua família em volta. Fraco, o personagem tem tempo de se despedir de um por um. E enquanto isso acontece, ninguém teve a brilhante ideia de chamar um médico ou uma ambulância para tentar salvar a vida do homem. Ficaram lá, esperando a Dona Morte levá-lo. Afinal, Fausto estava superbem há apenas alguns instantes e, repentinamente, sofreu um problema. Como diria uma certa pensadora contemporânea, gente velha é um perigo, morre por qualquer coisinha... E assim encerra-se a participação de Tarcísio Meira em A Lei do Amor. Ele, que passou a maior parte do tempo deitado numa cama e vinha formando uma dupla até que divertida com Grazi Massafera (Luciane), quando finalmente deu a volta por cima, morre. Enquanto isso, Chatícia, Mileide, Sansão, Padre Paulo, Edu, Olavo e aqueles frentistas seguem firmes e fortes.


Dudu Camargo fazendo strip-tease no SBT Notícias




Preciso nem comentar, né? Está cada vez mais difícil levar o jornalismo do SBT a sério...

domingo, 4 de dezembro de 2016

O Melhor e Pior da Semana (27/11 à 3/12)




   O MELHOR DA SEMANA   


Décimo episódio de Supermax


Desde o início, sempre tiverem alguns comentários alertando que o episódio 10 seria o melhor de todos de Supermax. E não é que é verdade (pelo menos, até agora, já que ainda faltam o penúltimo e o último)?

A volta no tempo mostrou que tudo aconteceu, relativamente, a pouco tempo (2008), sem ter toda uma mitologia muito mais antiga, que eu acreditava que seria o norte de tudo. O foco sendo em Mauro e Nonato foi muito interessante, pois temos um que quer descobrir o que está acontecendo de errado na obra de construção da Supermax e o outro que acredita que a peste é causada pelas prostitutas, que, por sinal, foram outras personagens muito boas no episódio 10. Finalmente, tivemos algumas respostas, como a questão do vírus que era transmitido através da mosca, e que esse vírus causa agressividade e que seu hospedeiro não sente medo ou dor. E neste ínterim tivemos a questão de a empresa realizar uma completa queima de arquivo, eliminando tudo referente ao vírus, isso incluindo até a equipe de filmagem de Mauro que fazia o documentário sobre a cidade. Com uma revelação também relevante para a história: o renascimento de Baal, um antigo "deus" da Bíblia que estava de volta a terra para levantar o seu exército.

Filho. Supermax – Capítulo 10.  2016-11-29-2

O fato de Nonato ter sido o receptáculo de Baal foi algo completamente coerente, pois ele era um homem que prezava pela fé e pelos bons costumes e que Deus iria cuidar dele e de sua família a todo custo e, de uma hora para outra, toda sua família é destruída pelo vírus e ele consegue ser o único sobrevivente. Nonato abandonando a Deus e abraçando com toda força as trevas se mostrou algo que poderia acontecer a qualquer um. Baal se aproveitou de todo sofrimento e desespero de Nonato e usou isso a seu favor. E tenho que admitir que foi extremamente triste ver Nonato sacrificando seu filho e perguntando para Deus porque ele salvou Isaque, mas não salvou seu filho. Cena dilaceradora. Simplesmente não tinha como não compadecer da dor dele e concordar com todo seu discurso. Atuação estupenda de Márcio Fecher.

Se formos analisar pela história da demonologia e das teorias pagãs, podemos concluir que Baal espalhou o vírus para recrutar soldados para o seu lado por ter a cura para o vírus e assim conseguir criar seu exército de 450 profetas, que, neste caso, ele precisa das mulheres para procriarem, o que podemos ver na questão das prostitutas irem para o lado dele e serem aquelas que estão em constante trabalho de parto (e também por terem raptado Bruna). De qualquer forma, agora indo para a parte técnica, posso dizer que este episódio foi disparado o melhor que foi apresentado até o presente momento. A ambientação usada, com trabalhadores e prostitutas, em um ambiente que de certa forma era degradante e que facilitava bastante a proliferação do vírus, foi muito agradável de ver, principalmente por sair daqueles corredores fechados e escuros. As atuações foram bem superiores a todas que fomos apresentados até o presente momento, de forma que eu fiquei muito mais interessado em acompanhar a saga de Nonato/Baal do que termos que voltar para o presídio de novamente com as atuações, no geral, canastronas de parte do elenco.

Baal. Supermax – Capítulo 10.

Acredito que a série não precisava ter feito vários episódios para chegar até aqui, pois tivemos muitos episódios que praticamente só enrolou e este, que tinha uma grande história, ficou renegado a praticamente ao final, tendo apenas mais dois episódios para se ver todo o desdobramento do que Baal pode fazer com o pessoal que ainda está no presídio da Supermax. O episódio foi excelente, mas senti que veio um pouco tarde demais, já que poderia ter vindo mais cedo para desconfundir a cabeça dos telespectadores e dar um ritmo mais frenético a trama, pois, tirando o sexto episódio, esse foi o mais tenso até o presente momento; o que é uma pena, pois a série tinha potencial para explorar ainda mais, já que ela não tinha amarras para tratar vários temas de forma nua e crua. Fica um gostinho de decepção.

Virada de Nada Será Como Antes


Verônica flagra Saulo com outra mulher (Foto: TV Globo)

Nada Será Como Antes ganhou muito quando deixou de lado as longas cenas de sexo e nudez para investir nas boas histórias que tem para contar. Débora Falabella e Murilo Benício ganharam ótimas cenas com os novos dilemas entre Verônica e Saulo na disputa pela guarda do filho da atriz. Difícil não se emocionar. Eu sou #TeamVeronica e #OdeioSaulo! Também é preciso elogiar Cássia Kiss, que mostra, mais uma vez, que faz qualquer tipo de personagem, por mais pequeno que seja. A interpretação dela como a simplória Odete chega a ser comovente. Sem falar na boa sintonia que tem com Bruna Marquezine, sua filha na série.

Senador Venturi


Venturini denuncia Mág (Foto: TV Globo)

Mesmo que toda a história de corrupção e política na novela venha sendo tratada de forma caricata e superficial, Otávio Augusto está mandando super bem como o senador César Venturi. Um tipo bufão, de comédia, ao mesmo tempo, detestável e risível. Uma sacada de gênio dos autores na cena desse sábado (3), em que Venturi se recusa a ir preso e dá o maior chilique, se atracando com os policiais e gritando que é cardíaco. Qualquer referência com o Garotinho será mera coincidência? Seja lá como for, adorando também a dobradinha de Otávio com Grazi Massafera (outro destaque de A Lei do Amor, como falei bem AQUI).

Homenagem do JN às vítimas da queda do avião da Chapecoense



Em uma tragédia, a linha que separa jornalismo e sensacionalismo é muito tênue. Nessa semana, o Brasil e o mundo esportivo entrou em choque e de luto com a tragédia do voo que vitimou mais de 70 pessoas no acidente com o time da Chapecoense na madrugada de terça (29), na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia. Com duração longa, o Jornal Nacional (principal telejornal da Globo e do país) fez naquela noite a maior e melhor cobertura da tragédia, onde os apresentadores Heraldo Pereira e Giuliana Morrone desceram da bancada e encerraram o telejornal na redação, ao lado de Galvão Bueno, que fez o encerramento pedindo aplausos de toda a equipe, que bateu palmas durante 1 minuto e 20 segundos enquanto o telão do estúdio exibia fotos de jogadores e jornalistas que morreram na tragédia.

Foi uma edição arrepiante, digna, honrosa e comovente que já entrou para a história do telejornalismo brasileiro! Antes, inclusive, nas idas para o intervalo, foram sendo exibidos os nomes dos mais de 70 mortos no desastre. Bacana! Muitos repórteres da Globo com experiência em relatar tragédias, como Ari Peixoto, Helter Duarte, Alberto Gaspar e Ricardo Von Dorf, choraram no ar; e não precisariam fazer diferente, já que a emoção não compromete o bom jornalismo, ainda mais em situações extremas como essa, quando a empatia e a sensibilidade prevalecem. Mas é preciso elogiar o Galvão, principalmente ao narrar o velório coletivo da Chapecoense. Ele anulou os exageros típicos de seu estilo e fez a narração de maneira discreta e respeitosa. Em alguns momentos, emocionou-se a ponto de ficar com a voz embargada e soube respeitar o silêncio necessário em alguns trechos do cortejo e do funeral no estádio. (...)

     O PIOR DA SEMANA     


Sensacionalismo com a tragédia


Reprodução/TV Globo  Jornalista usa celular em velório - Foto/Reprodução: Globo

(...) Infelizmente, é de se lamentar que o mesmo JN, que vinha fazendo uma boa, extensa e respeitosa cobertura, tenha brindado o telespectador na edição desse sábado (03/12) com um momento de exploração grosseira do drama das famílias em luto. Achei bastante desnecessária as imagens da parte privada dos familiares (no interior do ônibus que levou parentes ao aeroporto de Chapecó e na tenda onde velaram os corpos, dentro do estádio) feitas pela repórter Kiria Meurer com a câmera do próprio celular. Se o cinegrafista não foi autorizado a filmar, era óbvio que não queriam câmeras filmando por lá. Por acaso, a repórter achou que estava visitando algum ponto turístico? Só faltou filmar os corpos dentro do caixão!

Continuando na Globo, também achei bem desnecessária e uma tremenda forçação de barra de Tiago Leifert ao citar a tragédia na abertura do The Voice Brasil, nesta quinta (1). Ele abriu o programa dizendo que, naquela noite, não era o The Voice, mas sim o "The Voice Chapecó". E que "nossos quatro times são, sem dúvida nenhuma, chapecoenses". Tudo bem que Tiago fazia parte do jornalismo esportivo da Globo, todos os demais profissionais se emocionaram e tal, mas achei deslocado e gratuito. Até porque ele estava num reality show musical, que nada tem a ver com o assunto. "The Voice Chapecó"?! Menos, né...

  Resultado de imagem para SONIA ABRAO CHAPECOENSE

Nas concorrentes, pra variar, o pior do sensacionalismo deu as caras. Foi o caso da Rede TV. Durante a manhã, o Você Na TV convocou um sensitivo ao estúdio e um vidente por telefone. O sensitivo Rodrigo, que diz ter previsto o 11 de setembro, afirmou que até o fim deste "ano carregado" haveria mais tragédias. O programa também exibiu um vídeo no qual o vidente Carlinhos previu o acidente com o avião da Chape. Pasme! Os dois espíritas se vangloriavam por terem "acertado" em cheio nas tragédias. Os apresentadores Celso Zucatelli e Mariana Leão ainda fomentavam a macabra patifaria. Quanto mau gosto, desrespeito e falta de sensibilidade num momento desses... E não parou por aí! Durante o A Tarde É Sua, a (coveira) jornalista Sônia Abrão, como era de se esperar, deu amplo destaque a tragédia e também ao vidente que "previu" a queda. O mais "engraçado" dessa história é que Sonia está lá, sentada, fazendo cara de tristeza, dizendo que era lamentável o que tinha acontecido com o time, aí do nada levanta, vai pro merchandising e já arreganha os dentes: "Vamos falar de coisa boa? Vamos falar da calça modeladora Lejeans"! Ridículo!

Um fato que chamou minha atenção foi a apresentadora Adriana Araújo ter encerrado a transmissão do velório, na Record, antes do término. Achei estranho, já que a emissora cobre até o fim esse tipo de acontecimento. Zapeei para a Globo e, nesta parte não exibida pelo canal, entrou Cid Moreira e um bispo da Igreja Católica com a mensagem do papa Francisco. A questão religiosa e da concorrente platinada entraram neste embate. Lamentável. Triste fato. Nem vou perder tempo falando da incompetência e desinformação do SBT porque o desprezo da emissora pelo jornalismo já é notório. Morreram mais de 70 brasileiros no maior acidente do país envolvendo o esporte, mas o canal preferiu enviar um repórter para a porta do Fórum de Justiça de SP para cobrir em tempo real as últimas notícias do divórcio da Luiza Brunet, no Fofocando. Jornalismo para cobrir fofoca e futilidades o SBT tem a disposição 24h, incrível...

Morte de Zelito



É de se lamentar que, em meio a um elenco numerosíssimo e repleto de personagens sem função e desinteressantes, os autores de A Lei do Amor resolveram eliminar justamente o personagem gay, negro e, aparentemente, promissor: Zelito (Danilo Ferreira). Wesley, frentista do posto de gasolina e pai solteiro, se declarou para ele; o que deu sinal de que uma história ousada na novela estaria por vir. Ledo engano.

Zelito soube por Jessica que o maior vilão da novela, Tião (José Mayer), está envolvido no desaparecimento de sua amiga Isabela (que "morreu" em uma cena mequetrefe, como disse AQUI). E o que ele faz? Fica caladinho e investiga melhor até encontrar provas concretas? Denuncia na polícia? Não... Invade a sala do vilão, acusa ele de ter matado a garota e ainda lhe dá um soco! J-E-N-I-O! E, no capítulo desta segunda (28), ainda assistimos Tião também deixar o bom senso de lado e encomendar a morte imediata de Zelito, que morreu vítima de overdose após um capanga do vilã colocar um veneno na bebida do rapaz na balada.

Segundo a Globo, a morte de Zelito já estava prevista desde antes de A Lei do Amor ir ao ar. Duvido muito, mas, ainda sim, é uma pena que justamente ele tenha sido eliminado com tantos outros mais dispensáveis. De qualquer forma, Zelito saiu de cena em grande estilo (Danilo Ferreira brilhou na cena aterrorizante em que seu personagem morre); e Tião é um personagem difícil de engolir. José Mayer tem se esforçado para fazê-lo verossímil, mas não dá para acreditar nele. Ele é mau o tempo todo e só vive para destruir quem cruza seu caminho. É um vilão gratuito e exagerado, com intenções confusas e não muito lógicas.

domingo, 24 de julho de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (17 à 23/7)




  O MELHOR DA SEMANA  



Liberdade Liberdade (pelo conjunto da obra)



Faltando duas semanas para o seu término, Liberdade Liberdade está chegou naquela fase em que não dá para perder nenhum capítulo. A trama está cada dia mais envolvente e imperdível com muita ação, reviravoltas e vários ganchos de tirar o fôlego. A história de Mário Teixeira está ótima, a direção é muito competente, a produção idem e o elenco, no geral, está brilhando. Os destaques da semana no quesito atuação vão para Nathália Dill nas cenas em que sua deliciosamente cínica e hipócrita Branca é desmascarada e, principalmente, para Lília Cabral, que tem o dom inexplicável de alcançar como ninguém a emoção do telespectador. Foi de abalar o psicológico de qualquer um a cena em que Virgínia entra em choque ao saber que seu próprio filho Rubião (Mateus Solano) mandou matá-la e até tenta se matar. Que atriz extraordinária!

Primeira cena Shirlipe



Sabe aquele casal que ainda nem foi formado ainda, nem se beijaram, nem nada, mas já funciona e possui química? Esse é o caso do casal Shirlipe em Haja Coração. E isso ficou evidente na primeira cena de Marcos Pitombo e Sabrina Petraglia juntos, onde o Príncipe Encantado encontra sua Cinderela e coloca o sapatinho de cristal, quer dizer, a bota ortopédica nela. Tão clichê... Mas tão lindinho! Módulo shippagem: ATIVADO COM MÁXIMA POTÊNCIA!!! Tancinha e Apolo que se cuidem. Shirlipe tem tudo para se tornar o casal protagonista da novela. Se é que já não virou, né? Se bem que com duas malas como a Tancinha e o Apolo, não é muito difícil.


     O PIOR DA SEMANA     



Perfis



No clima dos jogos olímpicos, a Globo exibe desde o dia 11 de julho uma série de reportagens dedicadas ao evento no Jornal Nacional. No comando de Pedro Bassan, a série Perfis acompanha a rotina de atletas com grandes chances de medalha nas Olimpíadas, em busca de histórias e curiosidades. Mas quem tem paciência pra assistir isso?! Série extremamente melosa, puxa-saco e "fofinha" demais que em nada combina com o Jornal Nacional. Um porre!

Reprise de reprises no Vídeo Show



Definitivamente, o Vídeo Show se perdeu de vez. O programa agora passa a maior parte do tempo falando sobre a vida dos famosos ou reprisando quadros, participações e musicais antigos na íntegra. Na boa, qual o motivo de fazer mais um resumão no Novelão de determinada novela que já foi exibida no quadro pela segunda vez (como de A Sucessora)? Desnecessário. A Globo possui centenas de novelas, séries e minisséries em seu acervo para serem contadas. A atração perdeu sua identidade de mostrar os bastidores da TV.  E agora ainda estão reprisando duas novelas no quadro. Isso só reforça a quantidade pequena de conteúdo da atração, com menos reportagens sobre programas e novelas da Globo. Virou um Vídeo Show Retrô!



Visite a nossa fan page para assistir Cuna de Lobos, que está sendo exibida diariamente, sempre ao meio dia. Clique na foto para (re)ver os capítulos:



domingo, 31 de janeiro de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (24 à 30/01)




O MELHOR DA SEMANA


A virada de Dante



Já falei inúmeras vezes (leia aqui) sobre a patetice de Dante (Marco Pigossi). Além de ser ridículo o fato dele ficar falando sobre todas as operações secretas da polícia para todos os seus familiares e aí, do nada, as informações vazavam, seu pai Romero (Alexandre Nero) e seu avô Gibson (José de Abreu) são os integrantes da facção que o policial tanto quer desbaratar e ele nunca desconfiou de nada. Tudo bem que Dante realmente não poderia descobrir tudo rapidamente, caso contrário, a novela acabaria, mas o autor João Emanuel Carneiro tinha que ter dado um tratamento melhor ao personagem. Do jeito que ficou, o policial virou um grande bobão, alheio a todos os acontecimentos da novela. 

Nessa semana, finalmente, rolou a grande virada na vida do policial, que descobriu que o pai é um bandido. O título do capítulo, aliás, foi um ótimo trocadilho: "O inferno de Dante". Marco Pigossi confirmou o bom ator que é demonstrando com brilhantismo toda a perplexidade de Dante ao ver Romero fazendo o símbolo de "Vitória na guerra" durante uma conversa com o Tio (Jackson Antunes). Foi impossível não ter sentido pena do personagem ao vê-lo desabando e chorando compulsivamente ao constatar que foi um idiota passando a vida inteira idolatrando um pai herói que não vale nada. Outra grande cena foi quando o policial segurou sua imensa raiva quando Romero colocou a mão em seu ombro, falando com o filho sem nem imaginar que ele já sabe sobre sua ligação com o crime. O olhar de ódio lançado pelo ator fez toda a diferença na cena, que marcou o recomeço da trajetória do personagem. Só que não precisava ser assim, né? Dante poderia ter sido ludibriado com mais esperteza. Agora que o policial já sabe de (quase) toda a verdade, JEC tem a missão de apagar esse lado ruim de Dante e torná-lo um herói de verdade. Deve isso ao público e, principalmente, ao ator.


Além de Pigossi, merece menção as atuações de Deborah Evelyn, Bárbara Paz, José de Abreu e Renata Sorrah nas excelentes sequências em que Nelita constata que Kiki está viva e as duas se abraçam, em choque; quando Kiki se volta contra o Pai, dando-lhe um tapa, após ele ironizá-la; e na qual Nelita surta após Gibson fazer uma verdadeira lavagem cerebral nela, deixando Nora desesperada e fazendo-a se revoltar contra o marido pela péssima maneira como trata a filha. Ah, também não posso me esquecer da pequena Letícia Braga, que faz a Aninha, filha de Kiki e Zé Maria (Tony Ramos). Ela também arrebentou. Aliás, A Regra do Jogo melhorou absurdamente. Prova disso é que o soooooooooooool da audiência finalmente brilhou e há de brilhar mais uma vez (leia aqui). Até as tramas paralelas se tornaram menos enfadonhas, principalmente depois que os núcleos da Adisabeba (Suzana Vieira) e da família do Feliciano (Marcos Caruso) se juntaram. Está um novelão! Imperdível!

Vivianne Pasmanter



Não teve pra ninguém. Vivianne Pasmanter dominou a semana em Totalmente Demais. Contida na medida certa e completamente segura na pele de Lili, a atriz foi totalmente demais nas sequências em que humilha Carolina (Juliana Paes) e termina tudo com Germano (Humberto Martins) após receber um vídeo dele dançando com Carolina, evidenciando todo o descontrole e a fragilidade emocional de sua personagem. Enquanto Lili sofria, Vivianne mostrou a baita atriz que é. E o que foi ela afogando as mágoas caindo no pagode e bebendo caipirinha? Impagável! Interessante que, apesar de amargurada e extremamente ciumenta, Lili sempre se mantém solar e briga pelo marido com dignidade, sem nunca descer do salto. Depois de anos sendo subaproveitada, Vivianne ganhou um papel de extrema complexidade e importância na novela das sete e está tendo o destaque que merece.


P.S.: Muito linda e fofa a cena protagonizada por Juliane Trevisol e Jéssica Ellen, quando Adele se declara para Lu, mas não é correspondida. Achei divertida essa trama da Lu com o aplicativo Sapeka e gostei da forma sensível como Totalmente Demais apresentou a história da Adele ser lésbica.

A Família Buscapé



Que Eta Mundo Bom! é uma delícia, isso ninguém pode negar. Mas a novela fica mil vezes melhor quando o foco da história sai da cidade e vai para o campo, onde vive a família à la buscapé de CUnegundes (Elizabeth Savalla). As situações inusitadas do núcleo (que é o melhor da trama) somadas as boas interpretações dos atores envolvidos, garantem cenas hilárias. O destaque dessa semana vai para a visita de Anastácia (Eliani Giardini) e Sandra (Flávia Alessandra) à fazenda em busca do paradeiro de Candinho (Sergio Guizé), deixando Cunegundes e toda a família apavorados. Era impossível não soltar uma longa gargalhada diante de toda a divertidíssima sequência.

Série especial sobre o câncer do JN



Nesta semana, o Jornal Nacional exibiu uma série de reportagens especiais sobre o câncer. A série não foca na doença em si ou na prevenção dela, mas na dificuldade de pacientes pobres que dependem do SUS para o tratamento da doença no Brasil. Os repórteres Graziela Azevedo e Ronaldo de Sousa entregam um trabalho bem pontuado e primoroso, sem apelar para o sentimentalismo ou exagero, dando espaço até para o governo apresentar sua defesa, expondo os dois lados do fato. Um ótimo trabalho que não poderia deixar passar despercebido e que merece sim muitos elogios.

Obrigado, Claudinha!



Com a entrada de Ivete Sangalo no The Voice Kids, as comparações com Claudia Leitte, jurada do The Voice Brasil, são inevitáveis. Uma é completamente diferente da outra e ambas têm seus fãs. Agora confundir uma com a outra é uma coisa quase imperdoável. Só que aconteceu na edição do domingo passado (24/01). Quem fez a gafe foi a candidata Larissa Carvalho. Ivete foi a única jurada que virou a cadeira para ela e, como é de praxe, rolou uma conversa entre as duas. Porém, no final, Larissa mandou um "Obrigado, Claudinha". Minha filha, onde já se viu comparar a diva com a piriga? A reação de Ivete foi bastante engraçada. A cantora levou na brincadeira e até chamou a Larissa de Gal Costa. Como eu disse na semana retrasada (leia aqui), Veveta voltou a mostrar porque é uma das melhores e mais carismáticas artistas brasileiras. Foi divertido e já entrou para a história dos melhores gafes da TV brasileira. De resto, o The Voice Kids segue sendo uma ótima atração.

Popstar do Spoiler



Há quem odeie spoiler, mas, acredite, há também quem ame. E o humorístico Tá no Ar resolveu brincar com este polêmico assunto. O Marcelo Adnet fez um videoclipe paródia da música Royals, da Lorde, interpretando um popstar fascinado por spoiler. O vídeo conta spoiler de tudo o que você puder imaginar. Tem Game of Thrones, Homeland, Psicose, Titanic, Harry Potter, House of Cards, O Sexto Sentido, Chaves, Chapolin, Lost, Betty, a Feia, Tieta, o reality show RuPaul's Drag Race e até mesmo Star Wars - O Despertar da Força e o final de Breaking Bad! Criativo e divertidíssimo!

O PIOR DA SEMANA


Humilhação de Atena



Giovanna Antonelli deu um show na sequência em que todas as suas vítimas se vingam da estelionatária? Sim! Foi uma cena densa e de tirar o fôlego? Sim! Mas eu achei exagerado e desnecessário todo esse acerto de contas. Atena foi vendada e amordaçada, xingada, levou tapa na cara, teve o cabelo cortado, levou cusparada, teve todo o seu dinheiro roubado e dividido entre as vítimas que prejudicou no passado, foi levada por um ex-marido para uma casa miserável, sendo obrigada a lavar um banheiro imundo em troca de água para beber e ficou amarrada numa coleira de cachorro. Ufa! Nem a Carminha (Adriana Esteves), que aprontou bem mais, sofreu tanto com a Nina (Debora Falabella)! Atena foi humilhada ao extremo desmerecidamente. Ok, ela já prejudicou muita gente, mas os golpes que Atena deu não representam nada perto da canalhice de Romero (Alexandre Nero). Ele sim merecia um castigo desses. Me falem que depois de toda essa humilhação a Atena vai fazer o Romero pagar caro por tê-la traído e virar a grande vilãzona da novela, por favor!

TV Fama e o cúmulo do ridículo



Estava eu mudando de canal essa semana quando me deparei com o TV Fama mostrando uma matéria sobre o dia da atriz Yasmin Brunet na praia. Até aí, tudo bem. Um flagra normal para um programa de fofocas. Mas o que era a narração em off disso? Reproduzo integralmente: "Olha Yasmin se bronzeando. (silêncio) Agora, ela virou para o outro lado. (nova pausa) Ela mudou de posição novamente. (nova pausa) Olha, agora ela está falando com a amiga. (nova pausa) Nesse momento, Yasmin está mostrando suas curvas". Sério? WTF?!! E a narração demorou uns três minutos, hein. Quanto tempo será que o cara que fez essa matéria demorou para se formar na faculdade?

Propaganda enganosa, excessiva e repetitiva da Record


Uma frase absurda foi dita durante o Hoje em Dia na quarta-feira (27/01) para divulgar Os Dez Mandamentos - O Filme, que estreou nessa quinta (28/01). "Completamente diferente da novela", essa foi a afirmação feita após a exibição de uma reportagem com astros da emissora de Edir Macedo que estiveram na pré-estreia da produção e teceram inúmeros elogios ao que viram. Ora, se a versão para as telonas nada mais é que um compacto do que fora mostrado na TV, com o diferencial de ter algumas sequências inéditas, como pode o longa ser "completamente diferente" da TV? Outro dia, na coluna da Patrícia Kogut, foi perguntado se, por acaso, a Record estava pensando em criar novos mandamentos. Diante de tantos absurdos, o que inclui inclusive uma bizarra "segunda temporada" da obra, é possível que sim. Fora essa questão, está simplesmente impossível assistir a Record nesses últimos dias. Diariamente, são matérias longas e repetitivas exibidas a exaustão em todos os intervalos e programas da casa com vídeos de várias celebridades, subcelebridades e longe-de-ser-celebridades tecendo elogios ao filme e quase obrigando o telespectador a comprar o ingresso, da Record se gabando dos números de bilheteria, de filas enormes do público indo assistir o filme nos cinemas... Eu sei que a propaganda é a alma do negócio, mas tudo tem que ter bom senso, né? Nem a Globo, com todo seu poder, se prestaria ao ridículo! Fora isso, ainda tem toda aquela história dos pastores da Igreja Universal fazerem campanha maciça para que os fiéis assistam ao filme e rolou até arrecadação de ofertas para que os frequentadores mais humildes das igrejas ganhassem suas entradas. Ou seja, para a Record conseguir que Os Dez Mandamentos bata todos os recordes de bilheteria nacional e (pausa para risos) mundial, vale tudo, até mentir para atrair o público. Pena que os pastores não avisaram aos fiéis que eles tinham que ir ao cinema na hora marcada no tíquete, porque até o número de curtidas do blog é maior do que o de pessoas assistindo o filme no cinema (veja aqui). Será que as cadeiras vazias nas sessões esgotadas estavam com problema de encosto?


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