Não perca nenhum dos nossos posts

Mostrando postagens com marcador The Voice Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Voice Brasil. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de dezembro de 2016

O Melhor e Pior da Semana (27/11 à 3/12)




   O MELHOR DA SEMANA   


Décimo episódio de Supermax


Desde o início, sempre tiverem alguns comentários alertando que o episódio 10 seria o melhor de todos de Supermax. E não é que é verdade (pelo menos, até agora, já que ainda faltam o penúltimo e o último)?

A volta no tempo mostrou que tudo aconteceu, relativamente, a pouco tempo (2008), sem ter toda uma mitologia muito mais antiga, que eu acreditava que seria o norte de tudo. O foco sendo em Mauro e Nonato foi muito interessante, pois temos um que quer descobrir o que está acontecendo de errado na obra de construção da Supermax e o outro que acredita que a peste é causada pelas prostitutas, que, por sinal, foram outras personagens muito boas no episódio 10. Finalmente, tivemos algumas respostas, como a questão do vírus que era transmitido através da mosca, e que esse vírus causa agressividade e que seu hospedeiro não sente medo ou dor. E neste ínterim tivemos a questão de a empresa realizar uma completa queima de arquivo, eliminando tudo referente ao vírus, isso incluindo até a equipe de filmagem de Mauro que fazia o documentário sobre a cidade. Com uma revelação também relevante para a história: o renascimento de Baal, um antigo "deus" da Bíblia que estava de volta a terra para levantar o seu exército.

Filho. Supermax – Capítulo 10.  2016-11-29-2

O fato de Nonato ter sido o receptáculo de Baal foi algo completamente coerente, pois ele era um homem que prezava pela fé e pelos bons costumes e que Deus iria cuidar dele e de sua família a todo custo e, de uma hora para outra, toda sua família é destruída pelo vírus e ele consegue ser o único sobrevivente. Nonato abandonando a Deus e abraçando com toda força as trevas se mostrou algo que poderia acontecer a qualquer um. Baal se aproveitou de todo sofrimento e desespero de Nonato e usou isso a seu favor. E tenho que admitir que foi extremamente triste ver Nonato sacrificando seu filho e perguntando para Deus porque ele salvou Isaque, mas não salvou seu filho. Cena dilaceradora. Simplesmente não tinha como não compadecer da dor dele e concordar com todo seu discurso. Atuação estupenda de Márcio Fecher.

Se formos analisar pela história da demonologia e das teorias pagãs, podemos concluir que Baal espalhou o vírus para recrutar soldados para o seu lado por ter a cura para o vírus e assim conseguir criar seu exército de 450 profetas, que, neste caso, ele precisa das mulheres para procriarem, o que podemos ver na questão das prostitutas irem para o lado dele e serem aquelas que estão em constante trabalho de parto (e também por terem raptado Bruna). De qualquer forma, agora indo para a parte técnica, posso dizer que este episódio foi disparado o melhor que foi apresentado até o presente momento. A ambientação usada, com trabalhadores e prostitutas, em um ambiente que de certa forma era degradante e que facilitava bastante a proliferação do vírus, foi muito agradável de ver, principalmente por sair daqueles corredores fechados e escuros. As atuações foram bem superiores a todas que fomos apresentados até o presente momento, de forma que eu fiquei muito mais interessado em acompanhar a saga de Nonato/Baal do que termos que voltar para o presídio de novamente com as atuações, no geral, canastronas de parte do elenco.

Baal. Supermax – Capítulo 10.

Acredito que a série não precisava ter feito vários episódios para chegar até aqui, pois tivemos muitos episódios que praticamente só enrolou e este, que tinha uma grande história, ficou renegado a praticamente ao final, tendo apenas mais dois episódios para se ver todo o desdobramento do que Baal pode fazer com o pessoal que ainda está no presídio da Supermax. O episódio foi excelente, mas senti que veio um pouco tarde demais, já que poderia ter vindo mais cedo para desconfundir a cabeça dos telespectadores e dar um ritmo mais frenético a trama, pois, tirando o sexto episódio, esse foi o mais tenso até o presente momento; o que é uma pena, pois a série tinha potencial para explorar ainda mais, já que ela não tinha amarras para tratar vários temas de forma nua e crua. Fica um gostinho de decepção.

Virada de Nada Será Como Antes


Verônica flagra Saulo com outra mulher (Foto: TV Globo)

Nada Será Como Antes ganhou muito quando deixou de lado as longas cenas de sexo e nudez para investir nas boas histórias que tem para contar. Débora Falabella e Murilo Benício ganharam ótimas cenas com os novos dilemas entre Verônica e Saulo na disputa pela guarda do filho da atriz. Difícil não se emocionar. Eu sou #TeamVeronica e #OdeioSaulo! Também é preciso elogiar Cássia Kiss, que mostra, mais uma vez, que faz qualquer tipo de personagem, por mais pequeno que seja. A interpretação dela como a simplória Odete chega a ser comovente. Sem falar na boa sintonia que tem com Bruna Marquezine, sua filha na série.

Senador Venturi


Venturini denuncia Mág (Foto: TV Globo)

Mesmo que toda a história de corrupção e política na novela venha sendo tratada de forma caricata e superficial, Otávio Augusto está mandando super bem como o senador César Venturi. Um tipo bufão, de comédia, ao mesmo tempo, detestável e risível. Uma sacada de gênio dos autores na cena desse sábado (3), em que Venturi se recusa a ir preso e dá o maior chilique, se atracando com os policiais e gritando que é cardíaco. Qualquer referência com o Garotinho será mera coincidência? Seja lá como for, adorando também a dobradinha de Otávio com Grazi Massafera (outro destaque de A Lei do Amor, como falei bem AQUI).

Homenagem do JN às vítimas da queda do avião da Chapecoense



Em uma tragédia, a linha que separa jornalismo e sensacionalismo é muito tênue. Nessa semana, o Brasil e o mundo esportivo entrou em choque e de luto com a tragédia do voo que vitimou mais de 70 pessoas no acidente com o time da Chapecoense na madrugada de terça (29), na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia. Com duração longa, o Jornal Nacional (principal telejornal da Globo e do país) fez naquela noite a maior e melhor cobertura da tragédia, onde os apresentadores Heraldo Pereira e Giuliana Morrone desceram da bancada e encerraram o telejornal na redação, ao lado de Galvão Bueno, que fez o encerramento pedindo aplausos de toda a equipe, que bateu palmas durante 1 minuto e 20 segundos enquanto o telão do estúdio exibia fotos de jogadores e jornalistas que morreram na tragédia.

Foi uma edição arrepiante, digna, honrosa e comovente que já entrou para a história do telejornalismo brasileiro! Antes, inclusive, nas idas para o intervalo, foram sendo exibidos os nomes dos mais de 70 mortos no desastre. Bacana! Muitos repórteres da Globo com experiência em relatar tragédias, como Ari Peixoto, Helter Duarte, Alberto Gaspar e Ricardo Von Dorf, choraram no ar; e não precisariam fazer diferente, já que a emoção não compromete o bom jornalismo, ainda mais em situações extremas como essa, quando a empatia e a sensibilidade prevalecem. Mas é preciso elogiar o Galvão, principalmente ao narrar o velório coletivo da Chapecoense. Ele anulou os exageros típicos de seu estilo e fez a narração de maneira discreta e respeitosa. Em alguns momentos, emocionou-se a ponto de ficar com a voz embargada e soube respeitar o silêncio necessário em alguns trechos do cortejo e do funeral no estádio. (...)

     O PIOR DA SEMANA     


Sensacionalismo com a tragédia


Reprodução/TV Globo  Jornalista usa celular em velório - Foto/Reprodução: Globo

(...) Infelizmente, é de se lamentar que o mesmo JN, que vinha fazendo uma boa, extensa e respeitosa cobertura, tenha brindado o telespectador na edição desse sábado (03/12) com um momento de exploração grosseira do drama das famílias em luto. Achei bastante desnecessária as imagens da parte privada dos familiares (no interior do ônibus que levou parentes ao aeroporto de Chapecó e na tenda onde velaram os corpos, dentro do estádio) feitas pela repórter Kiria Meurer com a câmera do próprio celular. Se o cinegrafista não foi autorizado a filmar, era óbvio que não queriam câmeras filmando por lá. Por acaso, a repórter achou que estava visitando algum ponto turístico? Só faltou filmar os corpos dentro do caixão!

Continuando na Globo, também achei bem desnecessária e uma tremenda forçação de barra de Tiago Leifert ao citar a tragédia na abertura do The Voice Brasil, nesta quinta (1). Ele abriu o programa dizendo que, naquela noite, não era o The Voice, mas sim o "The Voice Chapecó". E que "nossos quatro times são, sem dúvida nenhuma, chapecoenses". Tudo bem que Tiago fazia parte do jornalismo esportivo da Globo, todos os demais profissionais se emocionaram e tal, mas achei deslocado e gratuito. Até porque ele estava num reality show musical, que nada tem a ver com o assunto. "The Voice Chapecó"?! Menos, né...

  Resultado de imagem para SONIA ABRAO CHAPECOENSE

Nas concorrentes, pra variar, o pior do sensacionalismo deu as caras. Foi o caso da Rede TV. Durante a manhã, o Você Na TV convocou um sensitivo ao estúdio e um vidente por telefone. O sensitivo Rodrigo, que diz ter previsto o 11 de setembro, afirmou que até o fim deste "ano carregado" haveria mais tragédias. O programa também exibiu um vídeo no qual o vidente Carlinhos previu o acidente com o avião da Chape. Pasme! Os dois espíritas se vangloriavam por terem "acertado" em cheio nas tragédias. Os apresentadores Celso Zucatelli e Mariana Leão ainda fomentavam a macabra patifaria. Quanto mau gosto, desrespeito e falta de sensibilidade num momento desses... E não parou por aí! Durante o A Tarde É Sua, a (coveira) jornalista Sônia Abrão, como era de se esperar, deu amplo destaque a tragédia e também ao vidente que "previu" a queda. O mais "engraçado" dessa história é que Sonia está lá, sentada, fazendo cara de tristeza, dizendo que era lamentável o que tinha acontecido com o time, aí do nada levanta, vai pro merchandising e já arreganha os dentes: "Vamos falar de coisa boa? Vamos falar da calça modeladora Lejeans"! Ridículo!

Um fato que chamou minha atenção foi a apresentadora Adriana Araújo ter encerrado a transmissão do velório, na Record, antes do término. Achei estranho, já que a emissora cobre até o fim esse tipo de acontecimento. Zapeei para a Globo e, nesta parte não exibida pelo canal, entrou Cid Moreira e um bispo da Igreja Católica com a mensagem do papa Francisco. A questão religiosa e da concorrente platinada entraram neste embate. Lamentável. Triste fato. Nem vou perder tempo falando da incompetência e desinformação do SBT porque o desprezo da emissora pelo jornalismo já é notório. Morreram mais de 70 brasileiros no maior acidente do país envolvendo o esporte, mas o canal preferiu enviar um repórter para a porta do Fórum de Justiça de SP para cobrir em tempo real as últimas notícias do divórcio da Luiza Brunet, no Fofocando. Jornalismo para cobrir fofoca e futilidades o SBT tem a disposição 24h, incrível...

Morte de Zelito



É de se lamentar que, em meio a um elenco numerosíssimo e repleto de personagens sem função e desinteressantes, os autores de A Lei do Amor resolveram eliminar justamente o personagem gay, negro e, aparentemente, promissor: Zelito (Danilo Ferreira). Wesley, frentista do posto de gasolina e pai solteiro, se declarou para ele; o que deu sinal de que uma história ousada na novela estaria por vir. Ledo engano.

Zelito soube por Jessica que o maior vilão da novela, Tião (José Mayer), está envolvido no desaparecimento de sua amiga Isabela (que "morreu" em uma cena mequetrefe, como disse AQUI). E o que ele faz? Fica caladinho e investiga melhor até encontrar provas concretas? Denuncia na polícia? Não... Invade a sala do vilão, acusa ele de ter matado a garota e ainda lhe dá um soco! J-E-N-I-O! E, no capítulo desta segunda (28), ainda assistimos Tião também deixar o bom senso de lado e encomendar a morte imediata de Zelito, que morreu vítima de overdose após um capanga do vilã colocar um veneno na bebida do rapaz na balada.

Segundo a Globo, a morte de Zelito já estava prevista desde antes de A Lei do Amor ir ao ar. Duvido muito, mas, ainda sim, é uma pena que justamente ele tenha sido eliminado com tantos outros mais dispensáveis. De qualquer forma, Zelito saiu de cena em grande estilo (Danilo Ferreira brilhou na cena aterrorizante em que seu personagem morre); e Tião é um personagem difícil de engolir. José Mayer tem se esforçado para fazê-lo verossímil, mas não dá para acreditar nele. Ele é mau o tempo todo e só vive para destruir quem cruza seu caminho. É um vilão gratuito e exagerado, com intenções confusas e não muito lógicas.

domingo, 27 de novembro de 2016

O Melhor e Pior da Semana (20 à 26/11)




   O MELHOR DA SEMANA   


Carinha de Anjo



O SBT encontrou um belo nicho ao produzir novelinhas infantis, conquistando uma relevante fatia de público com suas tramas para crianças no horário nobre. Carinha de Anjo é outra boa trama feita pela emissora. A pequerrucha Lorena Queiroz, de 5 anos, que interpreta a órfã Dulce Maria, é o maior achado do SBT. A escolha de uma menina tão nova para segurar o papel de protagonista da novela foi uma ousadia e tanto. Mas, até agora, Lorena segurou bem a responsabilidade e mostra talento de gente grande. As cenas dela com Lucero (em uma participação mais do que especial na pele de Tereza, mãe falecida da Dulce, com quem ela interage em sonhos) foram os momentos mais lúdicos, bonitos e emocionantes dessa primeira semana. Estou apostando minhas fichas também na Priscila Sol, à frente da adorável Tia Perucas. A atriz poderia ter seguido a linha caricata que a personagem tem na versão mexicana, mas ela se mostrou segura e bem mais do que uma cópia. Aguardemos! A trama, em si, está sendo uma graça e agrada todo tipo de público. Inclusive, já estou com o tema de abertura e a música Joia Rara na ponta da língua!

Gui e Zac



Vladimir Brichta e Nicolas Prattes se destacaram na cena em que pai e filho finalmente se aproximaram e se abraçaram, logo após Gui ter salvado Zac de um espancamento. A relação dos personagens, como eu já havia previsto, é uma das melhores em Rock Story. A novela segue deliciosa, atraente e bem dinâmica.

     O PIOR DA SEMANA     


"Figuração" de Ivete no The Voice Brasil


Resultado de imagem para ivete sangalo supertecnica

Para quem foi anunciada como grande novidade na atual temporada do The Voice Brasil, Ivete Sangalo não teve uma função à altura do superlativo que vem à frente do título do cargo que lhe deram. De Supertécnica não teve nada. Muito pelo contrário. A cantora teve uma atuação até menos expressiva do que tinham os chamados "assistentes" nas temporadas anteriores, como, por exemplo, Luiza Possi, Rogério Flausino, Ed Motta, Maria Gadú e Di Ferrero. E eles apareciam não apenas nos ensaios, como se faziam presentes assistindo junto aos técnicos a cada apresentação dos candidatos. Um detalhe que faz, sim, toda a diferença. O que ficou parecendo é que o convite a Ivete aconteceu muito mais para criar factoides em torno de uma possível rivalidade entre ela e Claudia Leitte. Se a ideia foi fazer lobby e fornecer material para a mídia sensacionalista, até nisso o tiro saiu pela culatra. O assunto já até se esgotou em si.

Mais um capítulo da série "Como salvar o Vídeo Show?"


 

É deprimente ver a Globo atirando para todos os lados tentando salvar o Vídeo Show. O programa, que faz parte da história do canal, vem sofrendo desde 2010 com uma fraca audiência. Porém, a cerca de oito meses, com a criação do quadro Hora da Venenosa dentro do jornalístico Balanço Geral SP, o programa vem levando surras no horário e abalando a hegemonia da Globo, algo que a emissora não permite.

Depois de transformar Susana Vieira em apresentadora, trazer Miguel Falabella de volta à bancada e testar Angélica e Luciano Huck (tudo sem sucesso, diga-se de passagem), agora o Vídeo Show apela para dramas. O vespertino trouxe de volta o Caso Verdade, no qual pessoas comuns relatam casos parecidos com o das novelas, como o vivido por Carolina Dieckmann como Camila em Laços de Família (já tinha o criticado AQUI). Ou seja, não apenas as concorrentes escorregam na pieguice e apelam para chamar a atenção do público. Se você estiver zapeando e se deparar com uma trilha sonora bem dramática, Otaviano Costa e Joaquim Lopes forçando choro e uma longa reportagem, podem ter certeza que não é o Domingo Show!

As maluquices de Silvio na grade de programação do SBT


No início da década de 2010, o SBT passou a adotar uma postura mais responsável em sua grade de programação. Antes, o canal era caracterizado pela instabilidade eterna, sempre creditada às vontades de Silvio Santos, que lançava e cancelava programas ao sabor do vento, mudava horários de atrações a todo instante e decretava ordens que pareciam absurdas. Isso mudou bastante. A grade se tornou menos instável e foram lançados programas de grande viabilidade financeira. Os resultados vieram: após perder o segundo lugar para a Record, o SBT voltou a brigar de igual para igual com a concorrente.

Mas o ano de 2016 vai ser marcado como uma espécie de "retorno" de Silvio Santos atacando como "diretor de programação". Nos últimos meses, não faltaram mudanças e ideias malucas que, segundo a imprensa especializada, são ordens do dono do canal. Difícil defende-lo, viu... Programas lançados às pressas, mudanças de horário e de padrão e algumas ideias que não parecem combinar com o jeito moderno de se fazer televisão. Muitas coisas esquisitas acabaram acontecendo no SBT. E elas ainda não acabaram.

Nessa semana, o jornalístico Primeiro Impacto voltou a ter Joyce Ribeiro e Karyn Bravo, mas numa "primeira parte". A segunda continua sob o comando do "incrível" jornalista Dudu Azevedo. Coitadas. Delas e do público, é claro! O Fofocando, que já está fazendo hora extra em se tratando de Silvio, agora vai ao ar apenas para São Paulo. Como consequência, o restante do Brasil passa a acompanhar a re-re-re-re-re-re-re-reprise A Usurpadora a partir do capítulo 11 (e agora às 15h15), assim como ele já fez com A Mentira, que passou a ser exibida nacionalmente no meio da exibição por não ter ido bem em SP.

Tem que ser muito fã mesmo para aguentar essa grade voadora do SBT, viu...

O assassinato de Isabela


Fininho ameaça a atirar em Isabela (Foto: TV Globo)

Até agora não me conformei com o amadorismo nas cenas do assassinato de Isabela em A Lei do Amor. Tudo foi pobre, desde o roteiro até a sua realização. Como é possível engolir que duas pessoas (Isabela e Tiago) estejam a bordo de uma lancha relativamente pequena e não vejam que há uma pessoa escondida em um dos cômodos da embarcação? Tudo bem, eles estavam apaixonados e loucos para passear que sequer foram conferir isso, mas é que muitas outras pontas ficaram soltas nesse assassinato.

Depois de uma semana sofrendo com as desconfianças (descabidas) de Tiago, coincidentemente, Isabela leva dentro da sua bolsa exatamente o extrato que prova o depósito de 15 mil reais feito por Helô. Que tremenda coincidência, não é mesmo? Isso sem falar que, mesmo sabendo que Tiago tinha um pé atrás com essa história, ela cede aos apelos do namorado e viaja em um passeio quase lua de mel.

Agora, vamos a cena propriamente dita. Simplesmente, do nada, depois de ter em suas mãos a suposta prova de que Isabela aceitara o dinheiro de Helô para afasta-lo de Letícia, Tiago se transforma, acusando a amada de falsa e aproveitadora. Isabela, num rompante de raiva, diz que vai embora e, ao ser puxada por ele, se desequilibra, cai, bate a cabeça e desmaia. Meu Deus, quantas "coincidências", é preciso muita imaginação para voar nessa história, viu... Para coroar a cena e fechar em alto estilo, o tal bandido (a mando de Tião) escondido na lancha desde o início do passeio entra em cena, dá uma coronhada em Tiago e joga Isabela no mar. Muito fraca tanto a batida de cabeça dela, quanto a coronhada na cabeça dele. Não convenceu o impacto pro desmaio. Com o agravante de que o bandido pega Isabela no colo e ela, DESMAIADA, passa o braço no pescoço dele. Não vou nem continuar porque vocês já sabem que Isabela vai sobreviver e aparecer linda e loura e com outra identidade para se vingar. Ai, ai, quanto clichê...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O Pior dos Programas de TV em 2015




E os 13 maiores pontos negativos dos programas de TV em 2015 foram...


13º lugar: The Voice Brasil 4

O principal motivo da existência do The Voice, seja aqui ou no exterior, é revelar bons cantores. Mas o fato é que esta temporada, especificamente, não teve nenhum candidato que saltasse muito aos olhos. Os candidatos e todas as suas apresentações, com raras exceções, foram ruins demais e bem fracas, comparadas a edições anteriores. É preciso uma reformulação geral na próxima temporada e ser mais exigente na escolha dessas vozes. Ou, então, o The Voice corre o risco de perder sua credibilidade e cair no desgaste. Se é que já não perdeu, né?

12º lugar: MasterChef Kids

Geralmente, versões de qualquer coisa com crianças é uma coisa que não funciona muito bem e o MasterChef Junior não foi exceção. Fofurice demais comprometeu o desempenho e ficava todo mundo com dozinha da molecada. Era um tal de "ai, que lindinha", "ai, que gracinha" que realmente não dava para aturar. Tirando isso, os jurados, exatamente os mesmos da versão original, também comprometeram. Eles, que não amaciavam para os adultos, aqui viraram tiozinhos babões. Para eles, não havia ninguém ruim. Todas as crianças eram geniais e cometiam apenas alguns errinhos. Claro que não dava para esculachar a molecada, mas os jurados bonzinhos em excesso tiraram a graça. Sem falar no horário de exibição tardio. Enfim, MasterChef Junior não chega nem perto do original.

11º lugar: CQC

Em busca de voltar a ser relevante, o humorístico/jornalístico da Band tratou de fazer uma reforma geral e trocou dois apresentadores e quase todos os repórteres. Com novos rostos, porém, sem ideias, o CQC viveu seu pior ano. Se num passado não muito distante a atração botava o dedo na ferida e era aclamada pelo público e pela crítica, neste ano o programa deixou de lado seu espírito crítico e questionador para virar uma "filial" do Pânico. A má fase decretou um "ano sabático" em 2016 e o CQC só deve voltar ao ar em 2017. Espero que role uma reformulação total no formato do programa e no jeito de apresentar. Do jeito que está, não dá.

10º lugar: É De Casa

2015 ficará marcado como o ano em que a Globo extinguiu de vez a sua programação infantil. Em agosto, a faixa de desenhos da TV Globinho foi substituída pela revista eletrônica É De Casa, que reúne seis (!!!) apresentadores, sendo que cinco deles já estavam morrendo congelados na geladeira da Globo. Tentando oferecer serviço e descontração nas manhãs de sábado, o programa peca, principalmente, pela pauta fraca, tomada por dicas domésticas chatíssimas que só aumentam o sono do telespectador. E o excesso de âncoras só prejudica a coisa. É um tentando aparecer mais que o outro, "cortando" o colega ao vivo na hora de falar... Assim como o Encontro com Fátima Bernardes (que começou bem capenga e hoje é uma ótima atração), o É De Casa tem salvação, já que o formato é bastante flexível. Mas ainda não disse a que veio.

09º lugar: Encrenca

A RedeTV! nunca superou muito bem a ida do Pânico para a Band. O humorístico, o único programa da casa que dava dois dígitos no Ibope, foi-se embora e nada conseguiu substituir. E olha que eles tentaram de tudo, desde reality shows ao Saturday Night Live brasileiro. Por fim, eles decidiram usar a mesma fórmula de pegar um programa do rádio e assim nasceu o Encrenca. Mas que programa ruim, hein! Mas ruim daqueles que não dá nem vontade de assistir só pra zoar. Os quadros são pouco inspirados, os apresentadores não tem jeito algum com televisão e nada dá muita graça. Prova disso é que o único quadro do programa que se salva é aquele dos vídeos do WhatsApp.

08º lugar: A Fazenda 8

Um bando de subcelebridades sem carismas dentro de um formato desgastado e com total falta de transparência, sob o comando de um apresentador parcial e sem pulso firme. Assim podemos definir o que foi a oitava temporada de A Fazenda, que já entrou para a história como uma das piores temporadas do reality da Record. Novamente, as inúmeras suspeitas de manipulação rondaram o programa. A briga mais séria da edição (com direito a agressões não mostradas) foi escondida pela direção e não foi possível saber o conteúdo das informações presentes na Arca. Se não fosse pela Mara Maravilha, que levou a Fazenda 8 inteira nas costas, seria ainda pior.

07º lugar: Xuxa Meneguel

Parece que foi ontem que eu estava almoçando e quase engasguei com a comida quando fiquei sabendo que a Xuxa, após mais de trinta anos, sairia da Globo e assinou contrato com a Record. Foi a maior contratação da história da emissora nos últimos tempos e toda a situação repercutiu na imprensa. Entretanto, foi só o novo programa da apresentadora estrear para que o interesse diminuísse. A audiência foi caindo semana após semana à medida que foi sendo constatado que Xuxa na Record, mesmo comandando um formato adulto, não consegue disfarçar seu jeito infantilóide, com piadinhas sobre o que pode ou não falar na Record, jogando indiretas para sua antiga emissora e com entrevistas "picantes" com celebridades que, na verdade, são constrangedoras. Se ela já estava desgastada na Globo, na concorrente não foi diferente. A Globo fez um bom negócio em não renovar contrato com a rainha dos baixinhos.

06º lugar: Gugu

Após quase dois anos fora do ar, o apresentador estreou seu novo programa na mesma Record, de onde havia se desligado anteriormente, e não apresentou nada de novo. Pelo contrário. Retornou repleto de sensacionalismo, através de "entrevistas bombásticas" com criminosos que haviam tido grande repercussão nacional (a psicopata Suzane Von Richthofen e o goleiro Bruno). Ainda teve uma vez que ele chegou a propor um teste de DNA para um galo (!!!). Enfim, uma atração totalmente dispensável, apelativa e nada atrativa.

05º lugar: Pânico na Band

O Pânico, que já foi a representação da renovação do humor, estacionou no que faziam há 15 anos. A atração mostra-se incapaz de se reinventar e passou mais um ano se apoiando no tripé bunda-humilhação-escatologia que parece divertir apenas os diretores do programa. O Pânico não tem mais graça e agora só dá constrangimento mesmo de tão tolo e grosseiro que é. Para piorar, em 2015, o programa perdeu terreno para o Encrenca, outro programa que também não tem muita graça, mas que está dando mais audiência que ele. O Pânico precisava de um ano sabático tal qual o CQC!

04º lugar: Sensacional

A RedeTV! segue na tentativa de emplacar sua primeira-dama como apresentadora e tratou de formatar um vespertino dominical para Daniela Albuquerque. Surgiu assim o Sensacional, que é absolutamente o inverso do que o nome quer dizer. O programa mais parece parado nos anos 90 de tão tosco que é. As atrações musicais de gosto duvidoso, entrevistas chatas e reportagens sobre o mundo animal são tocadas sempre pela mesma cara de bunda da anfitriã, que, definitivamente, não nasceu para ser apresentadora. Sensacional simplesmente "desaparece" entre os gigantes Futebol-Faustão-Rodrigo Faro-Eliana na guerra pela audiência aos domingos (e em meio aos infomerciais que dominam a grade de programação da RedeTV!, principalmente nos domingos).

03º lugar: Você na TV

Em 2015, João Kleber foi "promovido": seu programa Você na TV deixou as manhãs da RedeTV! e se alojou nos fins de tarde, sucedendo o A Tarde É Sua, programa diário mais visto na emissora. Mais bem encaixado na grade de programação, a atração aumentou o nível de nonsense no trato das histórias dos "segredos chocantes e bombásticos" que seus participantes revelavam no palco todos os dias: "esposa revela ao marido que o nome do filho deles se chamará Youtube", "mãe revela para o filho que o pai dele é o Freddy Krueger", "patroa revela a funcionária que ela terá que trabalhar de máscara para não espantar os clientes", "noivo revela que quer se casar no cemitério para que a mãe 'esteja presente' na cerimônia", "filho revela que vendeu a casa da mãe para se preparar para o apocalipse zumbi", "esposa revela que trai o marido todas as noites com um espírito"... Até um ser que admitiu ser um alienígena e presentou o apresentador com o planeta Marte pousou no Você na TV. Definitivamente, é a escória da televisão brasileira.

02º lugar: Tomara que Caia

Nunca um título de programa representou tanto o sentimento do telespectador. Tomara que Caia foi a tentativa da Globo de fazer humor e improviso no final das noites de domingo, mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra. Com uma pretensa interatividade, a atração pecou pelo texto fraco e didático e pelo elenco sem nenhum traquejo ao improviso, revelando-se profundamente sem graça e um dos maiores constrangimentos da TV. O programa começou mal e jamais se acertou. A interação perdeu espaço e, à medida que a coisa degringolou, quase todos os atores do elenco original saíram. No fim, ele até deixou de ser ao vivo. Um programa de humor que não faz rir é algo totalmente imperdoável. Não teve outra: o Tomara que Caia caiu. E não deixou saudades!

01º lugar: Cristiano Araújo Forever

As mortes acidentais e por violências diversas, povoam os noticiários diários de nossos jornais, redes sociais e televisão. No ano passado, vivemos a ocorrência de um fato trágico que provocou uma grande comoção nacional. Um trágico acidente vitimou o cantor sertanejo Cristiano Araújo e sua namorada Alana. Acidentes dessa natureza não são novidade nas estradas do país. O que me intriga foi o tamanho da cobertura que as principais emissoras de TV aberta deram ao fato. Eu, por exemplo, só fui saber mesmo quem era o cantor depois da sua morte. A Globo até chegou a alterar toda a sua programação para dedicar mais tempo a uma cobertura avassaladora. Não vou aqui entrar na questão se Cristiano Araújo merecia ou não tamanha comoção do público. O grande impacto da sua morte ficou por conta do enorme sucesso que o jovem passava no momento. Tudo isso seria normal e aceitável dentro da situação. O problema foi ver a exploração desse fato trágico para maior audiência nos programas de TV. Durante mais de cinco meses, ininterruptamente, o programa A Tarde É Sua, comandado por Sonia Abrão na RedeTV!, se dedicou a esmiuçar um mesmo assunto: a morte do cantor sertanejo. Desde comunicar a sua morte e a da sua namorada, entrevista com o motorista de Cristiano, homenagens ao sertanejo, previsões de uma sensitiva, uma imagem que mostraria Cristiano no céu, até caso da mulher que afirmava ter um filho do sertanejo e exibindo o resultado do exame de DNA ao vivo. Essa foi a maior exploração da dor alheia que já vi na televisão brasileira nos últimos tempos. E a Sonia Abrão ainda se ofendeu quando o colunista do UOL, Maurício Stycer, mencionou que ela estava batendo "um recorde mundial de exploração da morte de uma celebridade". Nessas, fica a dúvida: como será que as emissoras vão se comportar no dia em que artistas bem mais famosos morrerem? Quero nem ver...


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


domingo, 27 de dezembro de 2015

O Melhor e o Pior da Semana (20 à 26/12)


Os leitores pediram e o Eu Critico Tu Criticas atendeu. A partir de hoje, a seção O Melhor e o Pior da Semana não terá só novelas, mas também tudo que foi destaque na televisão em geral (programas, reality shows, etc). Então vamos conferir o que rolou de bom e ruim na TV essa semana.



O MELHOR DA SEMANA



Especial 'Roberto Carlos Detalhes'



Foi diferente e bem legal o especial do Roberto Carlos que foi ao ar nesta quarta-feira (23/12). A coisa começou bem com uma homenagem aos 50 anos da Jovem Guarda com Roberto acompanhado do Jota Quest como banda, Carlinhos Brown na percussão e Paulo Ricardo e Rogério Flausino nos backing vocals. Com versões bem roqueirinhas de seus clássicos daquela época, o Rei conseguiu dar uma animada geral no público. O melhor é que não começou com 'Emoções' e nem com sua orquestra tradicional no acompanhamento. Depois, veio ao palco a banda que tocou com Roberto Carlos na gravação de seu mais recente álbum, que foi totalmente gravado nos estúdios Abbey Road, aquele lendário em que os Beatles também registravam suas canções. Surgiram mais uma leva de bons clássicos com arranjos um pouco diferentes do tradicional. Na terceira parte, entrou a banda que toca com o Rei há milênios e, para coroar, ainda teve a (ótima!) participação da cantora Ludmilla, que cantou seu hit 'Hoje' com Roberto e 'Café da Manhã', superclássico do Rei. O especial de 2015, terminou, como acontece há décadas, com 'Jesus Cristo' e a tradicional distribuição de rosas. Mas conseguiu se renovar, dar uma repaginada e tirar o mofo do armário após tantos anos de especial.

O casamento de Nelita em 'A Regra'


Link permanente da imagem incorporada

Deu a louca em Nelita (Bárbara Paz) no capítulo de quarta (26/12) de A Regra do Jogo! No dia de seu casamento, ela se transforma na "outra", bebe todas e dá aquele show na frente dos convidados. Tudo isso porque descobre que Lara (Carolina Dieckmann), a suposta prima de Orlando (Eduardo Moscovis), é, na verdade, ex do seu noivo. Além disso, ela pira porque os segredos sobre a paternidade de seus filhos vem à tona na frente de toda sua família por intermédio da empregada Conceição (Séfora Rangel), que revela a todos que Orlando é mau-caráter e que Nonato (Ilha São Paulo) é pai de Belisa (Bruna Liermeyer) e Cesário (Jhonny Massaro). Já no auge da bebida, a morena começa o constrangimento geral e aponta para vários homens dizendo que já dormiu com todos ali. Chocados, os convidados ficam sem reação, até que Nelita, sem limites, inicia o melhor momento da semana: seu strip-tease. Já de sutiã, a eterna Marisol sobe na mesa e começa a dançar loucamente. Esse foi um dos melhores (senão, o melhor) capítulos da novela até agora. Toda a sequência foi sensacional, tensa e (involuntariamente) divertida. Destaque para Renata Sorrah (cuja Nora ficou tão horrorizada com o surto da filha que cheguei a sentir pena daquela mãe), Eduardo Moscóvis, Séfora Rangel e, principalmente, Bárbara Paz (a dona da novela essa semana). João Emanuel Carneiro precisa explorar mais os surtos e a bipolaridade de Nelita. Sempre rende bastante!

Reencontro de Alberto e Vitória em 'Além'



Junte a Irene Ravache e o Juca de Oliveira em uma mesma cena e sabe no que vai dar? Show de interpretação, é claro! O reencontro entre Alberto (Juca de Oliveira) e Vitória (Irene Ravache) foi arrebatador. Emocionado e arrependido da crueldade que fez, ele revela que Emília (Ana Beatriz Nogueira), a pequena Mili, não morreu e que mentiu sobre a morte da menina para se vingar da esposa por tê-lo abandonado. Todos os elogios serão poucos para a grandiosidade de Irene Ravache. Que profissional maravilhosa. Honra o ofício com gosto. Ela e Juca de Oliveira protagonizaram a cena mais forte da segunda fase de Além do Tempo. O melhor é que um bloco inteirinho do capítulo foi todo dedicado ao espetáculo de atuação de ambos, como nas novelas antigas. Sensacional!


O PIOR DA SEMANA



Dona do Morro vira a Trouxa do Morro



Adisabeba (Suzana Vieira) é uma personagem apresentada desde o início como uma mulher poderosa, forte e enigmática, mas, depois que foi revelado que o Gibson é o Pai da facção, do nada, ela passou a ser mostrada como uma completa idiota em relação a Zé Maria (Tony Ramos). As cenas em que a Dona do Morro descobre toda a verdade sobre o amado foram muito boas, diga-se de passagem. Mas não é porque a Adisabeba não é o Pai que ela não pode ter alguma ligação importante com a história principal, né? Estamos falando da Suzana Vieira, João Emanuel Carneiro! Pela primeira vez em toda a minha vida, vejo a Rainha da TV brasileira ser trouxiane em uma novela. Triste, viu...

Quadro absurdo de humor (?) do 'Pânico'


panico2 Em quadro absurdo, integrantes do Pânico andam sobre cacos de vidro

Tem um quadro no Pânico da Band que se chama Dramaturgia Pablo Escobar e ali rola todo tipo de "brincadeira" violenta. Claro, tudo invenção do Bolinha, o especialista da casa em fazer bullying com o elenco. Na edição do domingo passado (20/12), os participantes do "joguinho" tinham que passar por um caminho cheio de cactos e espinhos. Detalhe: só de shorts e descalços. Ali já rolavam uns cortes, batidas e coisas do tipo. Ao sair desse caminho tinha um trecho em que as pessoas andavam sobre muitos cacos de vidros. Como falei acima: descalças. Obviamente que rolaram vários cortes e o Gui Santana, por exemplo, saiu sangrando. Não é possível que o Bolinha ou qualquer outra pessoa ache que isso faça algum sentido e que é uma coisa engraçada. Ninguém ri de algo assim, é apenas algo desesperador e que causa agonia nas pessoas. Não é criativo, não é legal e é simplesmente bobo.

Show de cafonice na final do 'The Voice'


claudianova Claudia Leitte e Carlinhos Brown dão show de vergonha alheia na final do The Voice

Está decretado: Claudia Leitte não pode mais cantar em inglês enquanto não fizer aula de dicção. Não dá para entender o que ela canta quando usa a língua dos ingleses. Realmente fica difícil conseguir uma carreira internacional desse jeito. Claudia cantou duas músicas na final do The Voice Brasil nesta sexta-feira (25/12) e me fez dar uma contorcida no sofá com aquela vergonhazinha alheia. E, para piorar, a segunda canção foi junto com a candidata Nikki, outra que é puro exagero.


E ainda veio o Carlinhos Brown com uma música nova, de Natal, que foi uma coisa simplesmente horrorosa. O negócio foi tão ruim que me fez pedir desculpa por todas as vezes que reclamei da Simone e seu "Então é Nataaaaal e o que você feeeeeeeeeez..." tocando em todos os lugares no final de ano! A final do The Voice, em si, foi chata demais. Tirando o número de Michel Teló, que foi animadinho, os shows dos outros técnicos não empolgaram. Ao menos, como motivo de consolo, a vitória foi justa: venceu o Renato Vianna, que realmente é quem merecia ser o ganhador entre os quatro finalistas. Se algum outro ficasse com o troféu (com exceção do Ayrton Montarroyos) seria totalmente injusto, especialmente se fosse o tal do Junior Lord. Sério, como é que ele chegou à final cantando mal daquele jeito? O programa do Raul Gil já teve candidato melhor que o Lord.


sábado, 26 de dezembro de 2015

Gafes da Cláudia Leitte salvaram 'The Voice 4' do fracasso total



Temporada vai, temporada vem e Claudia Leitte continua lá pronta para chamar a atenção. Nem sempre da maneira certa, diga-se de passagem. Quem acompanha o The Voice Brasil desde a primeira temporada sabe que a cantora gosta mesmo de aparecer mais do que os outros. Nesses três meses de programa, foi difícil não ficar irritado com suas performances. Exagerada, meio sem graça, forçada e pouco espontânea, a moça já poderia ter sido substituída, digamos, ali no terceiro ano. Duas temporadas com Claudia já estariam de bom tamanho. E o pior é que a produção poderia ter tirado Cláudia antes do início deste ano da atração. Os rumores rolaram soltos mas, por algum motivo estranho, decidiram mantê-la. Para quem gosta de dar boas risadas, foi uma ótima decisão, afinal de contas, infelizmente, o grande chamariz da quarta temporada do The Voice Brasil não foram as grandes vozes dos candidatos, e sim os comentários sem noção, gafes e caras e bocas da cantora. 

Não foram poucos os momentos em que Claudia se tornou o centro das atenções. Quem não se lembra daquela vez que ela cantou em espanhol e com a ajuda de playback a música "Corazón" com Daddy Yankee? Foi um show de pura cafonice! O que foi ela cantando em inglês (quer dizer, tentando cantar em inglês) ontem (25/12) na grande final? Meu Deus, alguém pare essa louca de querer emplacar uma carreira internacional a qualquer custo! E quando o candidato Rafael Dias esnobou a cantora com um corte seco e escolheu o Lulu Santos ao invés dela? Foi engraçado ver a sua cara de tacho naquele momento! E quando ela deu uma bola foríssima ao falar que "lupus é uma doença bizarra"? Assim não tem como te defender, miga! Tinha vezes também que o decotão da Claudia e seus figurinos extravagantes conseguia chamar mais atenção do que o programa em si. E pra quê fazer tantas caretas para as câmeras? Lulu Santos e Carlinhos Brown também fazem as suas, mas Claudia bate recorde. É provável que tenha até umas dores musculares depois da gravação. E ela faz careta pra tudo: se gosta, se não gosta, para tentar alcançar com o rosto aquela nota mais alta da canção do momento, enfim... Tal como a Mara Maravilha na A Fazenda 8, para o bem ou para o mal, Claudia Leitte foi um capítulo à parte. Até porque, verdade seja dita, o que seria do programa sem ela?

técnicos e apresentadores (Foto: Isabella Pinheiro/Gshow)

A principal novidade dessa quarta temporada do The Voice Brasil seria a entrada de Michel Teló no lugar de Daniel. No início, pensei ter sido uma boa escolha. Ele parecia mesmo mais preparado para a função do que seu colega de música sertaneja. Mas foi como trocar seis por meia dúzia. O cantor é gente boa e bem simpático e sua atuação não chegou a comprometer o reality, mas pode melhorar. Ele precisava se impor mais em relação aos outros jurados e na hora de avaliar os candidatos. Lulu Santos segue sendo o único mais exigente e com as melhores avaliações e Carlinhos Brown diminuiu bastante os exageros das outras edições e veio mais moderado nessa temporada. Mas o programa precisava sim de uma reformulação geral e, principalmente, de mais mudanças em seu júri. Não me refiro nem a questão de potência vocal. O Teló, por exemplo, canta menos que muitos aspirantes a estrelas do reality, mas têm lá sua história, entende de música, é um bom compositor. A questão é que a renovação desse quadro de jurados seria extremamente benéfica para o fôlego do formato, além de proporcionar para o público novos métodos de análises ou observações. A previsibilidade do atual juri é tanta que algumas vezes a gente até já sabe o que eles vão falar sobre algum candidato.

Chegou a incomodar também o fato das regras do The Voice Brasil mudarem a toda hora. Se o programa fosse do SBT, muita gente estaria reclamando até agora das mudanças no regulamento que acontecem a cada temporada. Nesta atual, por exemplo, teve uma bizarra que era assim: os jurados, na segunda etapa do The Voice, escolhiam de cara quais candidatos deveriam seguir adiante para a próxima sem que houvesse a necessidade de cantar. Quer dizer, teve gente que foi adiante sem ao menos competir. Pra que isso? O programa não é uma competição? Isso é muito chato!

Outro ponto que precisa ser revisto é o modo de votação. Como se sabe, é possível votar desde que o primeiro candidato está cantando. Só que assim, a regra acaba sendo injusta para os que vêm depois. Digamos que você goste muito da primeira apresentação e já saia dando seu voto logo de cara. Isso já deixa os demais concorrentes com uma boa desvantagem, porque mesmo que o espectador ache o segundo concorrente melhor, já terá votado no primeiro. E assim por diante. O último a se apresentar, então, tem grandes chances de se dar mal. Claro, a não ser que a sua torcida esteja votando desde o início. Talvez, o mais correto seria esperar todos os quatro se apresentarem e daí sim liberar o voto para quem está em casa. Dessa maneira, as chances seriam praticamente iguais para todos. Poderiam até exibir um clipe curtinho para relembrar a apresentação no momento da escolha.

Link permanente da imagem incorporada

Soma-se ainda a todas essas questões acima o fato do nível dos participantes selecionados ter caído mais que os índices de audiência da Record após o fim de Os Dez Mandamentos. O principal motivo da existência do The Voice, seja aqui ou no exterior, é revelar bons cantores. Mostrar que eles existem e fazer com que as pessoas os conheçam. Se vão virar alguma coisa no futuro, aí são outros quinhentos (alguém aí lembra o nome da dupla sertaneja vencedora na edição passada?). Mas o fato é que esta temporada, especificamente, não teve nenhum candidato que me saltasse muito aos olhos. Aqui no Brasil, basta a pessoa ser afinadinha ou gritar pra caramba para acharem que são cantores. Não pode! Costumo dizer que todo mundo deveria ser seu primeiro crítico e ter noção de seus talentos e habilidades. Parece que qualquer um que recebe um aplauso na festinha da família acha que está apto a concorrer num reality que se propõe a achar A voz do Brasil. Não é a toa que, praticamente, todos os candidatos entram no palco já se achando demais como se já tivessem dez discos gravados e cinco Grammys na estante. Nem a Cláudia Leitte ganhou um Grammy. Então menos, bem menos!

Link permanente da imagem incorporada

Os candidatos e todas as suas apresentações, com raras exceções, foram ruins demais. É preciso uma reformulação geral na próxima temporada e ser mais exigente na escolha dessas vozes. Ou, então, o The Voice corre o risco de perder sua credibilidade e cair no desgaste. Se é que já não perdeu, né?



E vocês, pessoal? O que acharam da quarta temporada do The Voice Brasil?


Poderá gostar também de

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...