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domingo, 4 de dezembro de 2016

O Melhor e Pior da Semana (27/11 à 3/12)




   O MELHOR DA SEMANA   


Décimo episódio de Supermax


Desde o início, sempre tiverem alguns comentários alertando que o episódio 10 seria o melhor de todos de Supermax. E não é que é verdade (pelo menos, até agora, já que ainda faltam o penúltimo e o último)?

A volta no tempo mostrou que tudo aconteceu, relativamente, a pouco tempo (2008), sem ter toda uma mitologia muito mais antiga, que eu acreditava que seria o norte de tudo. O foco sendo em Mauro e Nonato foi muito interessante, pois temos um que quer descobrir o que está acontecendo de errado na obra de construção da Supermax e o outro que acredita que a peste é causada pelas prostitutas, que, por sinal, foram outras personagens muito boas no episódio 10. Finalmente, tivemos algumas respostas, como a questão do vírus que era transmitido através da mosca, e que esse vírus causa agressividade e que seu hospedeiro não sente medo ou dor. E neste ínterim tivemos a questão de a empresa realizar uma completa queima de arquivo, eliminando tudo referente ao vírus, isso incluindo até a equipe de filmagem de Mauro que fazia o documentário sobre a cidade. Com uma revelação também relevante para a história: o renascimento de Baal, um antigo "deus" da Bíblia que estava de volta a terra para levantar o seu exército.

Filho. Supermax – Capítulo 10.  2016-11-29-2

O fato de Nonato ter sido o receptáculo de Baal foi algo completamente coerente, pois ele era um homem que prezava pela fé e pelos bons costumes e que Deus iria cuidar dele e de sua família a todo custo e, de uma hora para outra, toda sua família é destruída pelo vírus e ele consegue ser o único sobrevivente. Nonato abandonando a Deus e abraçando com toda força as trevas se mostrou algo que poderia acontecer a qualquer um. Baal se aproveitou de todo sofrimento e desespero de Nonato e usou isso a seu favor. E tenho que admitir que foi extremamente triste ver Nonato sacrificando seu filho e perguntando para Deus porque ele salvou Isaque, mas não salvou seu filho. Cena dilaceradora. Simplesmente não tinha como não compadecer da dor dele e concordar com todo seu discurso. Atuação estupenda de Márcio Fecher.

Se formos analisar pela história da demonologia e das teorias pagãs, podemos concluir que Baal espalhou o vírus para recrutar soldados para o seu lado por ter a cura para o vírus e assim conseguir criar seu exército de 450 profetas, que, neste caso, ele precisa das mulheres para procriarem, o que podemos ver na questão das prostitutas irem para o lado dele e serem aquelas que estão em constante trabalho de parto (e também por terem raptado Bruna). De qualquer forma, agora indo para a parte técnica, posso dizer que este episódio foi disparado o melhor que foi apresentado até o presente momento. A ambientação usada, com trabalhadores e prostitutas, em um ambiente que de certa forma era degradante e que facilitava bastante a proliferação do vírus, foi muito agradável de ver, principalmente por sair daqueles corredores fechados e escuros. As atuações foram bem superiores a todas que fomos apresentados até o presente momento, de forma que eu fiquei muito mais interessado em acompanhar a saga de Nonato/Baal do que termos que voltar para o presídio de novamente com as atuações, no geral, canastronas de parte do elenco.

Baal. Supermax – Capítulo 10.

Acredito que a série não precisava ter feito vários episódios para chegar até aqui, pois tivemos muitos episódios que praticamente só enrolou e este, que tinha uma grande história, ficou renegado a praticamente ao final, tendo apenas mais dois episódios para se ver todo o desdobramento do que Baal pode fazer com o pessoal que ainda está no presídio da Supermax. O episódio foi excelente, mas senti que veio um pouco tarde demais, já que poderia ter vindo mais cedo para desconfundir a cabeça dos telespectadores e dar um ritmo mais frenético a trama, pois, tirando o sexto episódio, esse foi o mais tenso até o presente momento; o que é uma pena, pois a série tinha potencial para explorar ainda mais, já que ela não tinha amarras para tratar vários temas de forma nua e crua. Fica um gostinho de decepção.

Virada de Nada Será Como Antes


Verônica flagra Saulo com outra mulher (Foto: TV Globo)

Nada Será Como Antes ganhou muito quando deixou de lado as longas cenas de sexo e nudez para investir nas boas histórias que tem para contar. Débora Falabella e Murilo Benício ganharam ótimas cenas com os novos dilemas entre Verônica e Saulo na disputa pela guarda do filho da atriz. Difícil não se emocionar. Eu sou #TeamVeronica e #OdeioSaulo! Também é preciso elogiar Cássia Kiss, que mostra, mais uma vez, que faz qualquer tipo de personagem, por mais pequeno que seja. A interpretação dela como a simplória Odete chega a ser comovente. Sem falar na boa sintonia que tem com Bruna Marquezine, sua filha na série.

Senador Venturi


Venturini denuncia Mág (Foto: TV Globo)

Mesmo que toda a história de corrupção e política na novela venha sendo tratada de forma caricata e superficial, Otávio Augusto está mandando super bem como o senador César Venturi. Um tipo bufão, de comédia, ao mesmo tempo, detestável e risível. Uma sacada de gênio dos autores na cena desse sábado (3), em que Venturi se recusa a ir preso e dá o maior chilique, se atracando com os policiais e gritando que é cardíaco. Qualquer referência com o Garotinho será mera coincidência? Seja lá como for, adorando também a dobradinha de Otávio com Grazi Massafera (outro destaque de A Lei do Amor, como falei bem AQUI).

Homenagem do JN às vítimas da queda do avião da Chapecoense



Em uma tragédia, a linha que separa jornalismo e sensacionalismo é muito tênue. Nessa semana, o Brasil e o mundo esportivo entrou em choque e de luto com a tragédia do voo que vitimou mais de 70 pessoas no acidente com o time da Chapecoense na madrugada de terça (29), na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia. Com duração longa, o Jornal Nacional (principal telejornal da Globo e do país) fez naquela noite a maior e melhor cobertura da tragédia, onde os apresentadores Heraldo Pereira e Giuliana Morrone desceram da bancada e encerraram o telejornal na redação, ao lado de Galvão Bueno, que fez o encerramento pedindo aplausos de toda a equipe, que bateu palmas durante 1 minuto e 20 segundos enquanto o telão do estúdio exibia fotos de jogadores e jornalistas que morreram na tragédia.

Foi uma edição arrepiante, digna, honrosa e comovente que já entrou para a história do telejornalismo brasileiro! Antes, inclusive, nas idas para o intervalo, foram sendo exibidos os nomes dos mais de 70 mortos no desastre. Bacana! Muitos repórteres da Globo com experiência em relatar tragédias, como Ari Peixoto, Helter Duarte, Alberto Gaspar e Ricardo Von Dorf, choraram no ar; e não precisariam fazer diferente, já que a emoção não compromete o bom jornalismo, ainda mais em situações extremas como essa, quando a empatia e a sensibilidade prevalecem. Mas é preciso elogiar o Galvão, principalmente ao narrar o velório coletivo da Chapecoense. Ele anulou os exageros típicos de seu estilo e fez a narração de maneira discreta e respeitosa. Em alguns momentos, emocionou-se a ponto de ficar com a voz embargada e soube respeitar o silêncio necessário em alguns trechos do cortejo e do funeral no estádio. (...)

     O PIOR DA SEMANA     


Sensacionalismo com a tragédia


Reprodução/TV Globo  Jornalista usa celular em velório - Foto/Reprodução: Globo

(...) Infelizmente, é de se lamentar que o mesmo JN, que vinha fazendo uma boa, extensa e respeitosa cobertura, tenha brindado o telespectador na edição desse sábado (03/12) com um momento de exploração grosseira do drama das famílias em luto. Achei bastante desnecessária as imagens da parte privada dos familiares (no interior do ônibus que levou parentes ao aeroporto de Chapecó e na tenda onde velaram os corpos, dentro do estádio) feitas pela repórter Kiria Meurer com a câmera do próprio celular. Se o cinegrafista não foi autorizado a filmar, era óbvio que não queriam câmeras filmando por lá. Por acaso, a repórter achou que estava visitando algum ponto turístico? Só faltou filmar os corpos dentro do caixão!

Continuando na Globo, também achei bem desnecessária e uma tremenda forçação de barra de Tiago Leifert ao citar a tragédia na abertura do The Voice Brasil, nesta quinta (1). Ele abriu o programa dizendo que, naquela noite, não era o The Voice, mas sim o "The Voice Chapecó". E que "nossos quatro times são, sem dúvida nenhuma, chapecoenses". Tudo bem que Tiago fazia parte do jornalismo esportivo da Globo, todos os demais profissionais se emocionaram e tal, mas achei deslocado e gratuito. Até porque ele estava num reality show musical, que nada tem a ver com o assunto. "The Voice Chapecó"?! Menos, né...

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Nas concorrentes, pra variar, o pior do sensacionalismo deu as caras. Foi o caso da Rede TV. Durante a manhã, o Você Na TV convocou um sensitivo ao estúdio e um vidente por telefone. O sensitivo Rodrigo, que diz ter previsto o 11 de setembro, afirmou que até o fim deste "ano carregado" haveria mais tragédias. O programa também exibiu um vídeo no qual o vidente Carlinhos previu o acidente com o avião da Chape. Pasme! Os dois espíritas se vangloriavam por terem "acertado" em cheio nas tragédias. Os apresentadores Celso Zucatelli e Mariana Leão ainda fomentavam a macabra patifaria. Quanto mau gosto, desrespeito e falta de sensibilidade num momento desses... E não parou por aí! Durante o A Tarde É Sua, a (coveira) jornalista Sônia Abrão, como era de se esperar, deu amplo destaque a tragédia e também ao vidente que "previu" a queda. O mais "engraçado" dessa história é que Sonia está lá, sentada, fazendo cara de tristeza, dizendo que era lamentável o que tinha acontecido com o time, aí do nada levanta, vai pro merchandising e já arreganha os dentes: "Vamos falar de coisa boa? Vamos falar da calça modeladora Lejeans"! Ridículo!

Um fato que chamou minha atenção foi a apresentadora Adriana Araújo ter encerrado a transmissão do velório, na Record, antes do término. Achei estranho, já que a emissora cobre até o fim esse tipo de acontecimento. Zapeei para a Globo e, nesta parte não exibida pelo canal, entrou Cid Moreira e um bispo da Igreja Católica com a mensagem do papa Francisco. A questão religiosa e da concorrente platinada entraram neste embate. Lamentável. Triste fato. Nem vou perder tempo falando da incompetência e desinformação do SBT porque o desprezo da emissora pelo jornalismo já é notório. Morreram mais de 70 brasileiros no maior acidente do país envolvendo o esporte, mas o canal preferiu enviar um repórter para a porta do Fórum de Justiça de SP para cobrir em tempo real as últimas notícias do divórcio da Luiza Brunet, no Fofocando. Jornalismo para cobrir fofoca e futilidades o SBT tem a disposição 24h, incrível...

Morte de Zelito



É de se lamentar que, em meio a um elenco numerosíssimo e repleto de personagens sem função e desinteressantes, os autores de A Lei do Amor resolveram eliminar justamente o personagem gay, negro e, aparentemente, promissor: Zelito (Danilo Ferreira). Wesley, frentista do posto de gasolina e pai solteiro, se declarou para ele; o que deu sinal de que uma história ousada na novela estaria por vir. Ledo engano.

Zelito soube por Jessica que o maior vilão da novela, Tião (José Mayer), está envolvido no desaparecimento de sua amiga Isabela (que "morreu" em uma cena mequetrefe, como disse AQUI). E o que ele faz? Fica caladinho e investiga melhor até encontrar provas concretas? Denuncia na polícia? Não... Invade a sala do vilão, acusa ele de ter matado a garota e ainda lhe dá um soco! J-E-N-I-O! E, no capítulo desta segunda (28), ainda assistimos Tião também deixar o bom senso de lado e encomendar a morte imediata de Zelito, que morreu vítima de overdose após um capanga do vilã colocar um veneno na bebida do rapaz na balada.

Segundo a Globo, a morte de Zelito já estava prevista desde antes de A Lei do Amor ir ao ar. Duvido muito, mas, ainda sim, é uma pena que justamente ele tenha sido eliminado com tantos outros mais dispensáveis. De qualquer forma, Zelito saiu de cena em grande estilo (Danilo Ferreira brilhou na cena aterrorizante em que seu personagem morre); e Tião é um personagem difícil de engolir. José Mayer tem se esforçado para fazê-lo verossímil, mas não dá para acreditar nele. Ele é mau o tempo todo e só vive para destruir quem cruza seu caminho. É um vilão gratuito e exagerado, com intenções confusas e não muito lógicas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Prêmio Eu Critico Tu Criticas 2016


Chegou a hora de escolher os grandes destaques em 2016 no mundo das novelas, séries, seriados, minisséries, realitys e programas da TV aberta em 36 categorias. A votação será encerrada no dia 29/12 (quinta-feira) e o resultado será divulgado aqui no blog dia 31 (sábado), último dia do ano. Que vença os melhores... E os piores também!


Se não estiver conseguindo visualizar a enquete abaixo, clique nesse link AQUI.


domingo, 23 de outubro de 2016

O Melhor e Pior da Semana (16 à 22/10)




   O MELHOR DA SEMANA   


Grazi Massafera


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Depois do marco que foi a sua atuação como a viciada Larissa em Verdades Secretas (pela qual está até concorrendo ao Emmy de Melhor Atriz), Grazi vem roubando a cena em A Lei do Amor. A personagem é uma ex-garota de programa casada com Hércules e que sonha em se tornar a primeira-dama de São Dimas. Para isso, ela faz de tudo, inclusive trair o marido. Com Luciane, Grazi consegue ser um bom alívio cômico na trama. Ao mesmo tempo em que tem de fazer humor, sua personagem também tem um lado obscuro e denso bem forte. A dobradinha com Danilo Granghéia e Vera Holtz (sua sogra, Mag, com quem vive em pé de guerra) é ótima.

Bruna Marquezine


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Finalmente, a tão alardeada nudez da Bruna Marquezine foi apresentada em Nada Será Como Antes. Porém, mais do que essa nudez, a cena valeu pela dose milimétrica de sensualidade. Beatriz deu uma aula de sexo ao já experiente Otaviano (Daniel de Oliveira). Em seguida, foi a vez de Júlia (Letícia Collin), a irmã do rapaz. Foram cenas fortes, ousadas e polêmicas que deram uma vida nova ao seriado (que estava bem morninho, diga-se de passagem). O que mais chamou minha atenção neste fato é que, mesmo correndo o risco, como correu, os autores seguraram os grandes momentos do seriado para o terceiro episódio, com a nudez e a sensualidade dentro de um contexto, não apenas um puro chamariz de audiência. Aliás, Bruna vem apresentando na pele dessa dançarina de boate alçada à fama como estrela de telenovela sua evolução na carreira, demonstrando maturidade ao optar pela sutileza em cena, ao invés de muitos tons acima do necessário. Uma pena que o povo só queira saber dos nudes e se voltou ou não pro Neymar...

     O PIOR DA SEMANA     


Falta de estratégia da Rede TV


A Rede TV nadou contra a maré neste ano e lançou algumas atrações. Mas de que adiantou? Estreou programas, os colocou em meio a atrações religiosas e logo cancelou metade do que botou no ar. Nos últimos meses, rodaram Olha a Hora, Sem Rodeios e Plantão Animal. Agora, mais uma vez, a Rede TV está jogando dinheiro fora com a contratação de Boris Casoy. Tenho o pé atrás com ele por conta do seu preconceito latente (lembram da vergonhosa declaração sobre os garis?), mas é um dos principais nomes do jornalismo brasileiro. Porém, de que adianta contratá-lo e colocá-lo para apresentar o RedeTV News entre um programa caça-níquel e um programa religioso que traçam no Ibope? Conclusão: o programa sofre para dar 1 ponto de audiência! Esses programas religiosos atrapalham, praticamente, toda a grade da Rede TV. A única que opera milagres é Sônia Abrão com seu A Tarde É Sua (a maior audiência do canal). Investimento é necessário, mas é preciso estratégia. As atrações próprias pagam caro por isso.

A chatice de Letícia



Lembram quando eu disse lá na nossa fan page que a Letícia de A Lei do Amor parecia uma Camila 2? Estava errado... A Letícia é mil vezes mais irritante que a chatonilda interpretada por Carolina Dieckmann em Laços de Família! Totalmente dependente dos pais e do namorado depois que superou um câncer, a personagem abusa do direito de se sentir frágil e desprotegida, obrigando a mãe Helô (Claudia Abreu) a ficar e fingir um casamento feliz ao lado de Tião (José Mayer), além de criar uma situação para Tiago (Humberto Carrão) se sentir obrigado a casar-se como ela mesmo estando em dúvidas sobre a relação. Ela usa a doença para garantir somente a sua "felicidade", mesmo que, para isso, todos que estão a sua volta estejam infelizes.

Além disso, Letícia tem a arrogância típica de quem se acredita superior aos demais e com o direito de julgar as atitudes e os sentimentos alheios. Tudo isso escondido atrás da máscara de filha amorosa, irmã parceira, namorada perfeita e doente indefesa. Tal como bem fazia a Camila em Laços de Família. Só falta a Letícia se apaixonar pelo Giannechinne e querer roubá-lo da mãe também. Já quero uma Íris 2 em A Lei do Amor para gritar JUUUUUUUUDAAAAAS!!!

A diferença entre as duas é que Camila, apesar dos pesares, tinha motivo para ser uma pessoa insegura: seu namorado, Edu (Reynaldo Gianecchini), tinha tido um romance com sua mãe, a Helena gata e poderosa vivida por Vera Fischer. Já Letícia ainda não tem razão para demonstrar tamanha insegurança, já que ela nem imagina que Tiago esteja apaixonado por outra. Um namoro bem morno e nada shippável, diga-se de passagem. A sua intromissão no casamento dos pais é algo bem difícil de engolir. A menina tem cerca de 19 anos e age como se tivesse 10!

A atitude imatura dela em relação a uma possível separação dos dois, além de ser de uma tremenda chatice, mais parece uma total falta de criatividade da autora da novela em criar outros empecilhos menos preguiçosos e cansativos para a história de amor do casal de mocinhos. Até porque, falando sério, nada impede Helô e Pedro de reviverem logo esse amor. Fora isso, Isabella Santoni não encontrou o tom da personagem. Sua atuação é fria, sem expressão, apática. Uma jovem atriz que roubou todas as cenas como a esquentadinha Karina em Malhação tem talento para reverter a situação com o tempo. Amenizar a chatice da Letícia já ajudaria bastante.

Exageros na novela das sete


Resultado de imagem para fedora haja coração dreads Nair se ajoelha para se desculpar com Adônis (Foto: TV Globo)

Haja Coração é uma novela que atira para todos os lados. Só essa semana, ela foi do humor quase infantil e beirando o ridículo buscando o riso fácil (como essa história da Teodora e do Tarzan e a fuga de Leozinho e Fedora) ao dramalhão mexicano barato buscando o choro fácil (como a revelação do segredo de Nair e o término de #Shirlipe). Nos dois casos, pesou a mão!

domingo, 12 de junho de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (5 à 11/6)




  O MELHOR DA SEMANA  



Thaís Fersoza



Com apenas duas semanas de exibição, Escrava Mãe já tem em sua vilã um de seus principais acertos (dentre muitos, diga-se de passagem). A aristocrata Maria Isabel é daquelas vilãs que matam sem mover um músculo e provocam medo sem precisar berrar. A carinha de menina e a fama de boa moça não impediram que Thais Fersoza virasse uma demônia em Escrava Mãe. É verdade que ela já havia interpretado uma vilã (a Rosália de Dona Xepa), mas nada tão complexo e desafiador como a atual. Tenho medo da Maria Isabel! De resto, Escrava Mãe continua deliciosa e de tirar o fôlego. A melhor novela em exibição atualmente (na minha opinião, é claro).

Agatha Moreira



Nas primeiras cenas de Haja Coração, Camila (Agatha Moreira) estava com uma vibe muito parecida com a de Giovanna de Verdades Secretas. O tom rebelde e as roupas pretas deixaram as duas bem parecidas, quase irmãs gêmeas. A versão boazinha da personagem, no entanto, trouxe para o público uma Agatha até então desconhecida. A atriz conseguiu se desvencilhar completamente da patricinha do início e está dando um show. Aliás, já estou shippando a Camila com o Giovanni (Jayme Matarazzo). Os dois estão com uma química arrebatadora.

Martim vs Afrânio



Onde estava Lee Taylor que ainda não tinha feito novela? Ele dá a Martim toda a emoção da complexidade do personagem. Tarefa nada fácil para um estreante, mas moleza para quem tem um talento desse. Aliás, desde a sua chegada, a novela sofreu uma boa chacoalhada. Fiquei arrepiado com o reencontro de Martim com Afrânio, onde ele desafia o pai a matá-lo. Sequência tensa, muito bem realizada e brilhante interpretada por todos os atores envolvidos (em especial, Antonio Fagundes e Lee Taylor, claro). Os embates entre os dois estão dando mais dinamismo para Velho Chico. E ainda vai reascender com força total a chama do ódio entre os Saruês e os dos Anjos, já que Bento terá que disputar agora o amor de Beatriz com Martim. Promete!

Debate sobre ética no Caldeirão



Adorei a discussão sobre ética e o famoso "jeitinho brasileiro" no Caldeirão do Huck. Foi um debate amplo, que pessoas de diferentes lugares e profissões. No total, 16 pessoas participaram pela internet, entre elas, Tony Bellotto, e no estúdio onde ocorreu a gravação mais 16 cidadãos compartilharam suas opiniões e visões sobre o assunto, com a presença também do filósofo americano Michael Sandel. Foram abordados vários assuntos interessantes: trânsito, respeito, pirataria, mercado... Um ótimo serviço prestado a população que informou bastante.


  O PIOR DA SEMANA  



Estreia do JK Show


Sim, o rei dos segredos chocantes e bombásticos agora tem um programa todinho seu aos domingos a noite para deixar esse dia da semana ainda mais deprimente do que já é. O JK Show é basicamente um show de calouros, daquele tipo que Silvio Santos fazia no passado e também muito inspirado no que o Chacrinha também fez, mas num nível tão classe C, mas tão classe C que Chacrinha deve tá se revirando no túmulo de tanto desgosto. É uma coisa totalmente trash, com vários calouros muito abaixo da linha da aceitação mínima e outros que dão apenas para o gasto e aquele padrão de "qualidade" que só a Rede TV proporciona. São tantos elementos bizarros que não consigo decidir qual é o pior de todos. Vamos votar:

(  ) BANDA


Alguém entendeu o que foi aquela banda de casamento tocando Roar da Katy Perry numa versão igreja?! Não entendi a escolha da música, não entendi a banda, não entendi qual a necessidade deles no programa, não entendi nada! Era melhor o Pablo do Qual é a Música?.

(  ) OS CALOUROS

Acho que deve ser uma regra todo calouro ser tosco, mas eles vieram pós-graduado nisso no JK Show. Se tivesse que dividi-los em duas categorias, dividiria em os piores e os menos piores, porque não teve nenhum realmente bom. Será que não tem nenhum amigo ou parente para dizer "olha, você é bem ruinzinho, não vai na TV não, vai pagar micão"?! A última coisa que eu quero acompanhar em uma noite de domingo é gente amadora balbuciando "Hello from the outside".

(  ) AS HISTÓRIAS DE VIDAS DOS CALOUROS


Tem como piorar tudo? Claro que sim! Antes de cantarem, é exibido um VT de quase três minutos contando a história de vida (todas sempre tristes) de cada candidato com direito a imagem em preto e branco feat. música triste para dar aquela apelada. É como se juntassem aquelas dramatizações da Marcia Goldschmidt com o SuperStar da Globo, ou seja, MARAVILHOUUUSO! O problema é que não dá pra saber se eram histórias reais ou eram os mesmos atores do Você na TV inventando dramas pra ganhar um cachêzinho depois.

(  ) OS JURADOS


Os jurados não poderiam ser mais adequados e dignos para julgar se os outros cantam bem ou mal: Ovelha (aquele cantor dos anos 80 que só sabe cantar Ou, ou, ei, ei Sem você não viverei), Íris Stefanelli (aquela ex-BBB que pegava o Alemão), Nahim (não sei quem é e nunca ouvi falar) e Miranda (produtor musical, aquele jurado gordão do Astros do SBT). Este último é o único que entende de música ali. O restante está lá para fazer papagaiada mesmo, não que Miranda também não solte uns comentários divertidos. Ovelha, por exemplo, criticou um candidato que cantou "Love Hurts", clássico da banda Nazareth. O jurado disse que a letra estava toda errada (e estava mesmo) e começou ele próprio a cantar, também com um inglês tosco. Fantástico.

(  ) O PRÓPRIO JOÃO KLÉBER

Já tinha muita gente cansada dos testes de fidelidade e dos casos bizarros que ele apresentava em seus programas recentes. Agora ele mostra, digamos, um outro lado de si mesmo, faz umas imitações e continua com aqueles seus comentários sem noção e sua tradicional enrolação.

(  ) O CENÁRIO

Eu sei que trabalhar na Rede TV é ter baixo orçamento mesmo, mas o cenário é brega demais, poluído demais por tantas cores e formatos e pequeno demais para tanta gente posicionada.


(X) TODAS AS ALTERNATIVAS ANTERIORES

AINDA BEM QUE O JOÃO É REALISTA, NÉ?

Pra não dizer que não falei das flores, o único ponto positivo fica para a entrevista feita pelo João com o cantor Andrea Bocelli lá na Itália. Sem exageros, rápido e objetivo. João poderia explorar mais esse lado dele que não conhecia. Resta saber se nas próximas semanas conseguirá outro nome de peso. Começa com um Andre Bocelli e termina com funkeiros ou subcelebridades. Mas, no geral, o JK Show é um lixo total no sentido trash das coisas.

Cobertura de casamento gay no SuperPop




Nesta quarta-feira, o SuperPop dedicou todo o seu tempo numa mega e exagerada cobertura do casamento da transexual Léo Aquila (quem???) e Chico Campadello (quem???), sendo transmitida ao vivo, com direito a uma repórter perambulando entre os noivos e os convidados e dois comentaristas gays comentando ao lado da apresentadora sobre os figurinos, penteados, convidados, decoração e pratos servidos no buffet. A questão não é nem a overdose de futilidade, pois tem muita gente que gosta desse tipo de entretenimento. Mas eu queria saber desde quando essa tal de Léo Aquila é tão importante e famosa assim a ponto de seu casamento ganhar ares de marco histórico e casamento real. Depois dessa, pode-se esperar tudo do SuperPop. Tudo mesmo. Não me espantaria se cobrissem ao vivo a festa de aniversário de cinco anos da filha da cunhada da cabeleireira do irmão da mãe de um ex-BBB qualquer.

Matéria com o MC Biel na Eliana


Sabe o Biel? É aquele funkeiro que diz ser o Justin Bieber brasileiro. Não sabe?! É aquele que canta Óh tô chegando hein Óh que que isso hein Óh Coisa louca hein (só sei isso da música). Ainda não lembrou?! É aquele que tá com o rosto estampado em todos os sites sobre as notícias que mais bombaram na semana. Agora lembrou, né? Ufa! Então, esse pseudo-cantor e pseudo-homem (que tem uma necessidade absurda de provar que é macho e pegador em todas as entrevistas que dá e mostrar seu tanquinho em todas as ocasiões) arruinou com a sua carreira que mal começou a decolar e já vai pousar se envolvendo em várias polêmicas:


E quando eu digo várias polêmicas, são várias mesmo. Se você acha que teve uma semana difícil, agradeça por não ser o Biel. Vamos enumerar: 1 - foi acusado de assédio sexual por uma jornalista; 2 - negou tudo e ainda foi irônico; 3 - brigou com o youtuber Felipe Neto após este criticar as suas declarações e ainda o ameaçou; 4 - Cai na internet os áudios provando o assédio; 5 - Biel é vetado da Globo e cortado no revezamento da Tocha Olímpica (aliás, porque diabos ele foi convidado se não fez porcaria nenhuma para o esporte brasileiro?!); 6 - Se envolve em um acidente de carro e não presta socorro a vítima; 7 - Diz que não viu a vítima; 8 - Confessa que viu sim a vítima e promete pagar conserto da moto dela; 9 - Grava um vídeo super sincero, convincente e espontâneo pedindo desculpas que até me fez chorar. Ufa!


A questão é que o programa da Eliana do domingo passado (5) mostrou uma matéria toda elogiosa com o pseudo-cantor. A conversa da apresentadora com Biel aconteceu antes da acusação de assédio e foi uma chapa branca total. A apresentadora foi lá para fazer aquela média com um artista que está em alta e que tem possibilidade de dar bastante audiência. Normal, como todo programa sempre faz. Ok, Eliana não sabia o que aconteceria dias mais tarde. A questão é que a coisa toda rolou durante a semana e a entrevista seria exibida no domingo.

A reportagem é muito favorável ao cantor, mostrando só o lado "fofo" dele, ameniza bastante o que houve e foi exibida num momento inadequado. O certo mesmo seria não mostrar o material, até porque haviam provas concretas e muitas testemunhas contra o tal cantorzinho. Para tentar dar uma contornada na coisa, Eliana disse que queria que a verdade aparecesse, dando a entender que Biel podia estar envolvido num "grande engano", sendo que já tinha sido divulgado na internet antes mesmo daquele domingo os áudios de Biel assediando a tal jornalista.


Diante da repercussão do caso e da gravidade da situação, o mínimo que Eliana tinha de ter feito era não exibir a matéria. Ela e sua produção tinham de ter cancelado e colocado qualquer outra coisa no lugar, afinal, o programa é ao vivo. A apresentadora, depois de só soltar elogios ao cantor durante a entrevista, ainda agradece o rapaz, manda beijo, enfim, passa a mão na cabeça. Faça-me o favor! Nesse caso específico, o contexto era ainda mais grave. É que Eliana estava fazendo uma campanha contra o estupro e a agressão às mulheres com a hashtag #ElianaPorTodasElas. Não dá para alguém que tem uma ação como essa colocar no ar uma matéria toda elogiosa, chapa branca, como disse anteriormente, com uma pessoa justamente acusada de um assédio fortíssimo contra uma mulher. Péssimo timing, viu Eliana...

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (31/01 à 06/02)



O MELHOR DA SEMANA


A virada de Tóia e a derrocada de Romero



Como diria Maísa, meu mundo caiiiuuuuu... Assistir os capítulos mais recentes de A Regra do Jogo foi ver o mundo dos personagens desabando. Primeiro foi Dante (Marco Pigossi), que descobriu a verdade sobre Romero (Alexandre Nero) e a facção. Agora chegou a vez de Tóia ficar sabendo que sempre foi enganada pelo ex-vereador e, claro, de Vanessa Giácomo dar seu show de atuação. Ela foi, sem dúvida nenhuma, o grande nome da novela essa semana. Apesar de ter sido uma chatóia durante toda a novela em alguns momentos cruciais, foi de partir o coração vê-la sentindo a dor de descobrir que acreditou em cada palavra do pilantra desde o início, mesmo quando a própria mãe dele, Djanira (Cassia Kiss), insistia em dizer que Romero não prestava. Tóia não só acreditou, mas se deixou seduzir pelo pilantra, brigou com o grande amor da sua vida, Juliano (Cauã Reymond), não acreditando nele e até se casou com Romero sem enxergar o que estava bem debaixo de seu nariz. Pra completar, está grávida do homem que destruiu sua vida, roubou, enganou e foi indiretamente responsável por várias mortes. Vi muita gente nas redes sociais dizendo que Giácomo estava exagerada, berrando demais. Pelamordedeus, acho que diante de tudo que ela viveu, essa fúria foi totalmente justificada e compreensível. Qualquer um que tivesse no lugar dela faria o mesmo. Ou até pior!


A sequência de Tóia, desesperada, com Dante proporcionou um grande momento para o público (que sabia do golpe que ela sofreu da facção quando criança), para a personagem (que sofreu uma grande virada, mudando seus status de passiva para vingativa) e para a sua intérprete (que ganhou a chance de brilhar e passou a ser responsável pela grande parte da movimentação da história). No bloco seguinte, a chance foi de Alexandre Nero e José de Abreu. Gibson ameaçou Romero através da "roleta russa" para que ele se mante-se fiel à facção. Romero implorou para não morrer. Gibson tripudiou. A cena foi de tirar o fôlego. Não foi só Romero quem foi torturado psicologicamente. O público também.


O mais difícil foi esperar o momento certo, mantendo o sangue frio e a falsidade diante de Romero. A cena em que Tóia precisou segurar a raiva diante do canalha e quase matou o marido a tesouradas, enquanto o mesmo dormia, foi excepcional. A atriz brilhou absoluta, assim como na sequência em que ela corta os cabelos e declara guerra ao inimigo diante do espelho, adotando um novo visual. Tóia mudou por fora e por dentro. O ódio, a decepção e o desejo de vingança "mataram" a Tóia alegre que existia. E isso pôde ser percebido até mesmo na emocionante cena em que ela pede desculpas a Juliano, o cara mais injustiçado a novela inteira. Virou uma mulher fria, calculista, com possibilidades de ser má. Esse é o maior trunfo de A Regra do Jogo. O improvável conduz o desenrolar da trama e nem tudo é o que parece ser. Os personagens podem tomar atitudes inesperadas a qualquer momento, fazendo com que a novela não fique previsível nunca e tenha várias reviravoltas.


A derrocada de Romero, em plena inauguração do hospital, diante de todo o povo e a imprensa, onde foi humilhado pela esposa e algemado pelo próprio filho, foi o momento mais esperado da trama e correspondeu a toda expectativa. Tóia, Dante e Juliano possuem histórias de vida totalmente entrelaçadas, afinal, os dois primeiros tiveram seus pais assassinados pelas mãos do pai deste último. Chorei de emoção vendo as duas crianças mais prejudicadas pela facção no Massacre da Seropédica, ao lado de Juliano, fazerem justiça juntos, como adultos. Romero nunca foi um bom moço e seu maior erro foi tentar se iludir do contrário. Iludir as pessoas ao redor é uma coisa, mas tentar se enganar sempre é um tiro no pé de qualquer um. Ao contrário do que pensava, sim, fiquei com um pouco de pena dele. Por mais que Romero tenha feito muita coisa ruim, não consigo odiar. Primeiro, teve o momento tocante que marcou a despedida de Romero e Ascânio (Tonico Pereira), onde demonstrou um evidente afeto pelo homem que cuidou dele a vida toda e até deu um abraço no trambiqueiro, que também ficou sentido. Depois, teve o embate de Romero e Dante na cadeia. De um lado, o filho, destruído por ter passado a vida inteira admirando um falso herói, diante do pai, destruído por ter magoado justo da pessoa que ele mais ama nesse mundo (ou diz amar). Do outro, o público com o coração partido. Culpa tua, Alexandre Nero! Criou um lobo em pele de cordeiro magistral.


É preciso deixar claro que, apesar da situação nada favorável de sua mocinha, Vanessa sempre convenceu em todas as complicadas sequências de uma heroína sofrida que chora muito. O problema é que, após a morte de Djanira (Cassia Kis), Tóia tomou um chá de emburrecimento. Ela, que começou tão sagaz, sendo capaz de roubar para salvar a vida da mãe, e indo atrás da verdade, do nada, virou uma palerma, enganada por todos e politicamente correta ao extremo nível Regina de Babilônia. João Emanuel Carneiro tem agora a missão de fazer Tóia voltar a ser aquela heroína pela qual a gente torcia no início da novela. Deve isso aos telespectadores e, principalmente, a intérprete.

P.S.: Achei corajoso o João Emanuel Carneiro reservar a grande reviravolta da sua novela para uma sexta-feira e sábado de carnaval. Talvez, após o período da festa, renderia um recorde de audiência para a novela (quiçá, até chegaria aos sonhados 40 pontos). De qualquer forma, reservar um momento tão importante dentro da trama para um sábado pode indicar bala na agulha para mais fortes emoções na próxima semana. Então se você for cair na folia nesse carnaval e só curar a ressaca na próxima quarta-feira, saiba que até lá A Regra do Jogo já terá sofrido mil e uma reviravoltas.

Clã caipira é uma novela dentro da própria novela


Romeu pede a mão de Mafalda (Foto: Felipe Monteiro / Gshow)

Depois que Candinho e Filomena (Sergio Guizé e Débora Nascimento) se mudaram para a cidade, a família de CUnegundes segue avulsa e distante à história principal, porém, com todos os ingredientes de um bom romance caipira que fazem desse núcleo o melhor de Eta Mundo Bom. Um bom exemplo foi a ótima cena desta semana que reuniu Elizabeth Savala (Cunegundes), Camila Queiroz (Mafalda) e Rosi Campos (Eponina). As três tiveram aquela clássica conversa entre mãe e filha sobre sexo, virgindade e de onde vem os bebês. De um lado, a filha romântica e inocente querendo casar. Do outro, a mãe interesseira que queria jogar a filha para os braços do rapaz rico a qualquer custo, mas disfarçava sua intenção. "Antes de casar é do pescoço pra cima, depois de casar é do pescoço pra baixo", foi uma das pérolas soltadas por CUnegundes na cena. Sutileza pra que, né? Embora o texto do Walcyr Carraso seja no estilo jogral, quase teatral, ele combina muito com a proposta da novela e realmente diverte. A entrada de Romeu (Klebber Toledo), um golpista que está se passando pelo rico comprador da fazenda e que está encantado por Mafalda, deu um novo gás ao clã caipira. Assim como a entrada da empregada Dita (Jennifer Nascimento), que, ao contrário da tia, Manoela (Dhu Moraes), não tem medo de enfrentar a Dona Boca de Fogo. Está sendo divertido acompanhar as aventuras e desventuras dessa família em vender a fazenda decadente de qualquer jeito. Impagável!

Bastidores do Carnaval é pura vergonha alheia, mas diverte


Link permanente da imagem incorporada

Sem os mesmos recursos que as grandes emissoras e sem interesse de competir com Globo, Band e SBT, a RedeTV! oferece anualmente uma alternativa nada ortodoxa a quem se interessa por Carnaval, mas não tem paciência para as transmissões de suas concorrentes. O Bastidores do Carnaval, apresentado por Nelson Rubens e Flavia Noronha, aposta no escracho. Em um cenário extremamente tosco, com duas bailarinas seminuas sambando por duas horas sem parar, eles comandam uma atração que faz a alegria daqueles que gostam de rir das situações absurdas que o programa mostra. Sim, porque colocar Geyse Arruda, Val Marchiori e Fábio Arruda para serem comentaristas de carnaval é a mesma coisa que chamar o Nego do Borel para ser comentarista de música lírica! O trio avalia, por exemplo, se determinado "porta-malas", como dizem, é natural ou tem silicone. Também palpitam se o drama da modelo que teve a fantasia furtada é real ou jogada de marketing.

Como todo ano, os repórteres entrevistam mulheres de pouca ou nenhuma relevância no mundo artístico abaixo do que podemos chamar do termo sub-celebridades com um único objetivo: fazer elas mostrarem a pouca fantasia que exibirão na avenida. Entre ex-panicats e candidatas ao Miss Bumbum, eventualmente surge também alguma passista anônima, que dá aquela "sambadinha" para a câmera. Resumindo: vergonha alheia total! Mas muito da graça do programa vem do fato de que ninguém leva aquilo muito a sério. O Bastidores do Carnaval só é bom porque é muito ruim.


O PIOR DA SEMANA


Pânico até tenta, mas não consegue se renovar



O Pânico na Band provou na estreia da temporada 2016 que é um humorístico sem rumo. Com exceção ao "Bela Gel" (sátira feita pelo hilário Carioca aos programas de culinária de Bela Gil) e à pegadinha do taxista metrossexual (uma provocação aos civilizados profissionais que agora controlam o direito de ir e vir dos cidadãos), o programa não demonstrou o menor resquício de criatividade.

Contratado em janeiro, Lucas Salles estreou com uma entediante reportagem sobre exame de próstata. Ou o pauteiro da atração tem parente urologista ou o tema desperta algum tipo de fixação do elenco. A adaptação do "Carpool Karaoke", destaque do Late Late Show With James Corden, foi embaraçosa. A simulação do "Teste de Fidelidade", ancorada pelo personagem Marcelo Sem Dente, foi preguiçosa. Sucesso nos tempos áureos da RedeTV!, o "Afogando o Ganso" ganhou um escorregador extra e um novo sistema de competição. Tudo em nome da multiplicação dos closes. Outra tradição, as reportagens com famosos estão cada vez piores. Baianinha não conseguiu entrevistar a cantora do hit "Metralhadora". Amanda e Mendigata não conseguiram cobrir nem a festa da Vogue, nem a briga entre taxistas e motoristas do Uber. Nem mesmo seu rival Encrenca (tão péssimo quanto) escapou da metralhadora giratória do Pânico. Exibido quase no encerramento do programa, o quadro "Wesley Veadão" tem o mesmo propósito das "Cantadas do Carlão". Faltou o CPF na nota.

Novo integrante da trupe, Julio Cocielo surgiu no quadro "Bate ou Regaça", que é ruim até para os padrões da geração YouTube. Repatriado, Fabio Rabin acompanhou Daniel Zukerman em Portugal. O custo da passagem só foi justificado graças ao apresentador Geraldo Luís, que sempre cai nas pegadinhas dos humoristas. Quadro emocional da noite, o "Tunando Minha Carroça" serviu para o público lembrar os vícios dos programas dominicais. E deixar claro que o Pânico agora está do outro lado do balcão, trocando a influência pela dependência. Acho que já passou da hora de terminar.

Gugu comprova que é capaz de absolutamente tudo pela audiência


O Gugu voltou e com ele trouxe uma das coisas mais absurdas da história da TV nacional. Em seu programa de estreia, o apresentador resolveu mexer com o corpo de Dercy Gonçalves, que faleceu em 2008 aos 101 anos após se destacar como uma das maiores humoristas do país por seu jeito irreverente, desbocado e cativante.

O animador, em seu retorno ao ar, tinha como propósito descobrir se a artista realmente foi enterrada em pé, como desejava. Passou a primeira hora e meia da atração com esse questionamento. Julinho do Carmo (cabeleireiro de Dercy que se tornou amigo dela), Decimar Martins Senra (sua filha), outras pessoas próximas e a população de Santa Maria Madalena (onde Dercy nasceu e foi enterrada) foram perguntadas a respeito.

O problema é que isso não ficou restrito às palavras. O mausoléu construído por Dercy foi aberto para que Gugu visse com seus próprios olhos em que posição estava o caixão dela. Após todo o esforço do pessoal do cemitério local, foi constatado que Dercy não teve seu desejo respeitado. Depois do caixão ser colocado na posição vertical (no enterro), optou-se por deixá-lo na horizontal. A questão é: qual a necessidade disso? Pra que mexer com quem descansa e deveria estar em paz? Será possível que uma pessoa não pode ter esse direito nem após a morte? 


Ok fazer barulho em torno de Dercy estar ou não enterrada em pé. Porém, quando Gugu se sujeita a desenterrá-la, ele prova que entrevistar criminosos como se fossem celebridades queridas não foi suficiente. Por audiência, vale tudo, até ter um comportamento no mesmo nível do escândalo da entrevista falsa com "integrantes do PCC", em 2003, quando ainda estava no Domingo Legal, que até hoje mancha sua trajetória. O animador nunca vai conseguir se livrar disso por evidenciar que não mudou. Joga sujo, porque o que vale é vencer o Ratinho e superar a Globo. E conseguiu. A volta de Gugu registrou 12 pontos de média em São Paulo, deixando a Record em segundo lugar com folga sobre o SBT, que marcou 9 pontos de média no horário (22h05 à 0h11), e ainda liderou por alguns minutos. Nessas, de quem é a culpa: do Gugu (que não tem limites quando o assunto é audiência), da Record (que permitiu que uma matéria de extremo mau gosto dessas fosse ao ar), da família da Dercy (que permitiu tamanha exploração com a imagem da humorista) ou do público (que ainda dá audiência para um lixo desses)? Aliás, tenho sugestões para as próximas edições do programa:


Quando pensamos que a TV já atingiu o fundo do poço, Gugu provou que os segredos do Você na TV não são nada comparado a isso e ainda é possível sim cavar mais um pouco. Lastimável!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O Pior dos Programas de TV em 2015




E os 13 maiores pontos negativos dos programas de TV em 2015 foram...


13º lugar: The Voice Brasil 4

O principal motivo da existência do The Voice, seja aqui ou no exterior, é revelar bons cantores. Mas o fato é que esta temporada, especificamente, não teve nenhum candidato que saltasse muito aos olhos. Os candidatos e todas as suas apresentações, com raras exceções, foram ruins demais e bem fracas, comparadas a edições anteriores. É preciso uma reformulação geral na próxima temporada e ser mais exigente na escolha dessas vozes. Ou, então, o The Voice corre o risco de perder sua credibilidade e cair no desgaste. Se é que já não perdeu, né?

12º lugar: MasterChef Kids

Geralmente, versões de qualquer coisa com crianças é uma coisa que não funciona muito bem e o MasterChef Junior não foi exceção. Fofurice demais comprometeu o desempenho e ficava todo mundo com dozinha da molecada. Era um tal de "ai, que lindinha", "ai, que gracinha" que realmente não dava para aturar. Tirando isso, os jurados, exatamente os mesmos da versão original, também comprometeram. Eles, que não amaciavam para os adultos, aqui viraram tiozinhos babões. Para eles, não havia ninguém ruim. Todas as crianças eram geniais e cometiam apenas alguns errinhos. Claro que não dava para esculachar a molecada, mas os jurados bonzinhos em excesso tiraram a graça. Sem falar no horário de exibição tardio. Enfim, MasterChef Junior não chega nem perto do original.

11º lugar: CQC

Em busca de voltar a ser relevante, o humorístico/jornalístico da Band tratou de fazer uma reforma geral e trocou dois apresentadores e quase todos os repórteres. Com novos rostos, porém, sem ideias, o CQC viveu seu pior ano. Se num passado não muito distante a atração botava o dedo na ferida e era aclamada pelo público e pela crítica, neste ano o programa deixou de lado seu espírito crítico e questionador para virar uma "filial" do Pânico. A má fase decretou um "ano sabático" em 2016 e o CQC só deve voltar ao ar em 2017. Espero que role uma reformulação total no formato do programa e no jeito de apresentar. Do jeito que está, não dá.

10º lugar: É De Casa

2015 ficará marcado como o ano em que a Globo extinguiu de vez a sua programação infantil. Em agosto, a faixa de desenhos da TV Globinho foi substituída pela revista eletrônica É De Casa, que reúne seis (!!!) apresentadores, sendo que cinco deles já estavam morrendo congelados na geladeira da Globo. Tentando oferecer serviço e descontração nas manhãs de sábado, o programa peca, principalmente, pela pauta fraca, tomada por dicas domésticas chatíssimas que só aumentam o sono do telespectador. E o excesso de âncoras só prejudica a coisa. É um tentando aparecer mais que o outro, "cortando" o colega ao vivo na hora de falar... Assim como o Encontro com Fátima Bernardes (que começou bem capenga e hoje é uma ótima atração), o É De Casa tem salvação, já que o formato é bastante flexível. Mas ainda não disse a que veio.

09º lugar: Encrenca

A RedeTV! nunca superou muito bem a ida do Pânico para a Band. O humorístico, o único programa da casa que dava dois dígitos no Ibope, foi-se embora e nada conseguiu substituir. E olha que eles tentaram de tudo, desde reality shows ao Saturday Night Live brasileiro. Por fim, eles decidiram usar a mesma fórmula de pegar um programa do rádio e assim nasceu o Encrenca. Mas que programa ruim, hein! Mas ruim daqueles que não dá nem vontade de assistir só pra zoar. Os quadros são pouco inspirados, os apresentadores não tem jeito algum com televisão e nada dá muita graça. Prova disso é que o único quadro do programa que se salva é aquele dos vídeos do WhatsApp.

08º lugar: A Fazenda 8

Um bando de subcelebridades sem carismas dentro de um formato desgastado e com total falta de transparência, sob o comando de um apresentador parcial e sem pulso firme. Assim podemos definir o que foi a oitava temporada de A Fazenda, que já entrou para a história como uma das piores temporadas do reality da Record. Novamente, as inúmeras suspeitas de manipulação rondaram o programa. A briga mais séria da edição (com direito a agressões não mostradas) foi escondida pela direção e não foi possível saber o conteúdo das informações presentes na Arca. Se não fosse pela Mara Maravilha, que levou a Fazenda 8 inteira nas costas, seria ainda pior.

07º lugar: Xuxa Meneguel

Parece que foi ontem que eu estava almoçando e quase engasguei com a comida quando fiquei sabendo que a Xuxa, após mais de trinta anos, sairia da Globo e assinou contrato com a Record. Foi a maior contratação da história da emissora nos últimos tempos e toda a situação repercutiu na imprensa. Entretanto, foi só o novo programa da apresentadora estrear para que o interesse diminuísse. A audiência foi caindo semana após semana à medida que foi sendo constatado que Xuxa na Record, mesmo comandando um formato adulto, não consegue disfarçar seu jeito infantilóide, com piadinhas sobre o que pode ou não falar na Record, jogando indiretas para sua antiga emissora e com entrevistas "picantes" com celebridades que, na verdade, são constrangedoras. Se ela já estava desgastada na Globo, na concorrente não foi diferente. A Globo fez um bom negócio em não renovar contrato com a rainha dos baixinhos.

06º lugar: Gugu

Após quase dois anos fora do ar, o apresentador estreou seu novo programa na mesma Record, de onde havia se desligado anteriormente, e não apresentou nada de novo. Pelo contrário. Retornou repleto de sensacionalismo, através de "entrevistas bombásticas" com criminosos que haviam tido grande repercussão nacional (a psicopata Suzane Von Richthofen e o goleiro Bruno). Ainda teve uma vez que ele chegou a propor um teste de DNA para um galo (!!!). Enfim, uma atração totalmente dispensável, apelativa e nada atrativa.

05º lugar: Pânico na Band

O Pânico, que já foi a representação da renovação do humor, estacionou no que faziam há 15 anos. A atração mostra-se incapaz de se reinventar e passou mais um ano se apoiando no tripé bunda-humilhação-escatologia que parece divertir apenas os diretores do programa. O Pânico não tem mais graça e agora só dá constrangimento mesmo de tão tolo e grosseiro que é. Para piorar, em 2015, o programa perdeu terreno para o Encrenca, outro programa que também não tem muita graça, mas que está dando mais audiência que ele. O Pânico precisava de um ano sabático tal qual o CQC!

04º lugar: Sensacional

A RedeTV! segue na tentativa de emplacar sua primeira-dama como apresentadora e tratou de formatar um vespertino dominical para Daniela Albuquerque. Surgiu assim o Sensacional, que é absolutamente o inverso do que o nome quer dizer. O programa mais parece parado nos anos 90 de tão tosco que é. As atrações musicais de gosto duvidoso, entrevistas chatas e reportagens sobre o mundo animal são tocadas sempre pela mesma cara de bunda da anfitriã, que, definitivamente, não nasceu para ser apresentadora. Sensacional simplesmente "desaparece" entre os gigantes Futebol-Faustão-Rodrigo Faro-Eliana na guerra pela audiência aos domingos (e em meio aos infomerciais que dominam a grade de programação da RedeTV!, principalmente nos domingos).

03º lugar: Você na TV

Em 2015, João Kleber foi "promovido": seu programa Você na TV deixou as manhãs da RedeTV! e se alojou nos fins de tarde, sucedendo o A Tarde É Sua, programa diário mais visto na emissora. Mais bem encaixado na grade de programação, a atração aumentou o nível de nonsense no trato das histórias dos "segredos chocantes e bombásticos" que seus participantes revelavam no palco todos os dias: "esposa revela ao marido que o nome do filho deles se chamará Youtube", "mãe revela para o filho que o pai dele é o Freddy Krueger", "patroa revela a funcionária que ela terá que trabalhar de máscara para não espantar os clientes", "noivo revela que quer se casar no cemitério para que a mãe 'esteja presente' na cerimônia", "filho revela que vendeu a casa da mãe para se preparar para o apocalipse zumbi", "esposa revela que trai o marido todas as noites com um espírito"... Até um ser que admitiu ser um alienígena e presentou o apresentador com o planeta Marte pousou no Você na TV. Definitivamente, é a escória da televisão brasileira.

02º lugar: Tomara que Caia

Nunca um título de programa representou tanto o sentimento do telespectador. Tomara que Caia foi a tentativa da Globo de fazer humor e improviso no final das noites de domingo, mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra. Com uma pretensa interatividade, a atração pecou pelo texto fraco e didático e pelo elenco sem nenhum traquejo ao improviso, revelando-se profundamente sem graça e um dos maiores constrangimentos da TV. O programa começou mal e jamais se acertou. A interação perdeu espaço e, à medida que a coisa degringolou, quase todos os atores do elenco original saíram. No fim, ele até deixou de ser ao vivo. Um programa de humor que não faz rir é algo totalmente imperdoável. Não teve outra: o Tomara que Caia caiu. E não deixou saudades!

01º lugar: Cristiano Araújo Forever

As mortes acidentais e por violências diversas, povoam os noticiários diários de nossos jornais, redes sociais e televisão. No ano passado, vivemos a ocorrência de um fato trágico que provocou uma grande comoção nacional. Um trágico acidente vitimou o cantor sertanejo Cristiano Araújo e sua namorada Alana. Acidentes dessa natureza não são novidade nas estradas do país. O que me intriga foi o tamanho da cobertura que as principais emissoras de TV aberta deram ao fato. Eu, por exemplo, só fui saber mesmo quem era o cantor depois da sua morte. A Globo até chegou a alterar toda a sua programação para dedicar mais tempo a uma cobertura avassaladora. Não vou aqui entrar na questão se Cristiano Araújo merecia ou não tamanha comoção do público. O grande impacto da sua morte ficou por conta do enorme sucesso que o jovem passava no momento. Tudo isso seria normal e aceitável dentro da situação. O problema foi ver a exploração desse fato trágico para maior audiência nos programas de TV. Durante mais de cinco meses, ininterruptamente, o programa A Tarde É Sua, comandado por Sonia Abrão na RedeTV!, se dedicou a esmiuçar um mesmo assunto: a morte do cantor sertanejo. Desde comunicar a sua morte e a da sua namorada, entrevista com o motorista de Cristiano, homenagens ao sertanejo, previsões de uma sensitiva, uma imagem que mostraria Cristiano no céu, até caso da mulher que afirmava ter um filho do sertanejo e exibindo o resultado do exame de DNA ao vivo. Essa foi a maior exploração da dor alheia que já vi na televisão brasileira nos últimos tempos. E a Sonia Abrão ainda se ofendeu quando o colunista do UOL, Maurício Stycer, mencionou que ela estava batendo "um recorde mundial de exploração da morte de uma celebridade". Nessas, fica a dúvida: como será que as emissoras vão se comportar no dia em que artistas bem mais famosos morrerem? Quero nem ver...


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


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