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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Prêmio Eu Critico Tu Criticas 2016


Chegou a hora de escolher os grandes destaques em 2016 no mundo das novelas, séries, seriados, minisséries, realitys e programas da TV aberta em 36 categorias. A votação será encerrada no dia 29/12 (quinta-feira) e o resultado será divulgado aqui no blog dia 31 (sábado), último dia do ano. Que vença os melhores... E os piores também!


Se não estiver conseguindo visualizar a enquete abaixo, clique nesse link AQUI.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Danilo, Porchat ou Adnet: qual o melhor talk show dos "sucessores" de Jô?



A direção da Globo surpreendeu a todos quando anunciou que a temporada 2016 do Programa do Jô seria a última. A atração das madrugadas da Globo estreou em 2000, ou seja, são 16 anos de boas e divertidas entrevistas. Somados aos 11 anos do Jô Soares Onze e Meia, do SBT, onde Jô começou sua bem-sucedida incursão no mundo dos late shows, já são quase 30 anos dedicados ao bate-papo informativo, descontraído e com humor nas antes sonolentas madrugadas da televisão brasileira.

Quando Jô Soares optou por deixar os programas de humor que o consagraram para trazer ao Brasil o formato de late nights, tão populares na televisão estadunidense, o artista abriu um importante espaço na televisão brasileira. O final da noite, antes “morto”, ganhou mais vida com as entrevistas de Jô Soares. Jô virou sinônimo de boa opção de entretenimento de qualidade na faixa de tarde da noite, fazendo jus ao texto que o anunciava nas chamadas do SBT, que repetia o bordão “Não vá para a cama sem ele”. Outra curiosidade das chamadas do Jô Soares Onze e Meia é que o programa, muitas vezes, era anunciado como exibido “mais ou menos às onze e meia da noite”, deixando claro que o horário da atração variava a cada dia da semana. Em seus últimos anos de SBT, Jô já entrava em cena depois da meia-noite. Na Globo, seu horário também variava, girando em torno da meia-noite e meia e 1h da matina.

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Em praticamente todos estes anos, Jô Soares seguiu um estilo único na TV brasileira. Mas, nesta década, o cenário começou a se modificar e outros jovens comediantes surgiram para comandar programas de formato semelhante e em horário parecido. A aposta começou na Band, quando escalou Danilo Gentili para comandar Agora É Tarde. Quando migrou para o SBT, Danilo lançou o The Noite e deixou o Agora É Tarde nas mãos de Rafinha Bastos. Até aí já eram três late shows nas madrugadas de três canais abertos diferentes. O Agora É Tarde porém, não sobreviveu muito tempo sem seu primeiro comandante e saiu do ar. The Noite e Programa do Jô passaram a polarizar a atenção da audiência insone até o segundo semestre deste ano, quando ganharam novos “companheiros”: Fabio Porchat e seu Programa do Porchat, na Record, e Marcelo Adnet e o seu semanal Adnight, na Globo.

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Porchat e Danilo apostam em formatos parecidos em seus programas. Enquanto Jô Soares seguiu a cartilha de David Letterman e outros “dinossauros” do gênero, priorizando a entrevista e dedicando algum momento ao bom humor, seus jovens seguidores já fazem o inverso. Tanto o Programa do Porchat quanto o The Noite têm forte inspiração no The Tonight Show with Jimmy Fallon (exibido por aqui pelo GNT), que aposta em convidados e entrevistas, mas prioriza o humor. O que os difere é justamente a personalidade de seus comandantes: Gentili é mais ácido (principalmente, em relação a política) e atira para todos os lados, enquanto Porchat costuma ser mais brando e não tira sarro de minorias. Além disso, o The Noite conta com um elenco afiado (Ultraje a Rigor, Juliana, Dieguinho, Léo Lins e Murilo Couto) que traz quadros de humor diversos à atração, enquanto no Programa do Porchat a aposta está em propor brincadeiras com o convidado.

O Programa do Porchat estreou bem, mas logo perdeu terreno na madrugada. Seu Ibope oscila muito, de acordo com a programação da linha de shows da Record. Porchat ainda não garante o segundo lugar todos os dias, mas aumentou a audiência de seu horário, anteriormente ocupado por enlatados. Também agregou mais prestígio à grade da emissora, propondo um programa bem produzido, com bom roteiro e ótimas tiradas - mesmo que com uma gama limitada de artistas. Além disso, Porchat tem um bom domínio de palco e raciocínio rápido, levando a atração com muita destreza. Pouco mais de dois meses após a estreia, o programa tem tido bons momentos e, sem dúvidas, é uma das melhores estreias do ano.

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Enquanto isso, a Globo não quis bater de frente com os novos talk shows noturnos e fez sua aposta num night show numa faixa semanal, entregando a Marcelo Adnet o Adnight. Exibido nas noites de quinta-feira, o programa muito prometia, pois Adnet é uma das maiores novidades do humor e da TV nos últimos anos. Mas, até aqui, seu programa tem decepcionado e, de longe, é o mais fraco dentre os três mais recentes night shows do Brasil. Adnet tentou fugir do formato adotado pelos seus colegas e apostou num programa mais voltado ao espetáculo, com um convidado e coisas acontecendo com ele a todo o momento. E é aí que está o problema, pois Adnight tem tanta parafernália para mostrar que acabou excessivamente dependente de um roteiro bem amarrado. E este roteiro culmina com apresentador e convidado ensaiados ao extremo e o humor acaba ficando meio sem graça. Ensaiar um apresentador como Adnet é um erro grave, já que a capacidade de improviso sempre foi algo a ser destacado no artista. E pior ainda é ensaiar um convidado, afinal, uma das graças de um programa com um entrevistado é justamente pegá-lo de surpresa. Ao contrário do Danilo e do Porchat, que conseguem fazer o programa render por si só, o Adnight só rende quando o entrevistado está inspirado (como foi com Cauã Reymond, Dani Calabresa, Mateus Solano e Lília Cabral com Alexandre Nero).

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Com o fim do Programa do Jô, portanto, os “late shows brasileiros” ficarão todos mais voltados ao humor do que à entrevista. O que não é um demérito: trata-se de uma proposta válida e que os dois primeiros têm sabido fazer bem (o terceiro ainda tateia em busca de um propósito). Enquanto isso, o espectador brasileiro que gosta de um bom programa de entrevistas terá de se contentar com as atrações do segmento que apostam em outros formatos, como o Mariana Godoy Entrevista, da RedeTV, ou o Programa com Bial, do GNT. Aliás, Pedro Bial ocupará a vaga de Jô na Globo no ano que vem. Se ele fizer algo semelhante ao programa do GNT, pode vir coisa boa por aí. Vamos ver. Quanto ao destino de Jô Soares, nos resta é continuar torcendo para que o fim do seu programa não seja sinônimo de aposentadoria. Queremos continuar a ver o Jô, seja na Globo ou fora dela, na TV aberta ou paga.


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Em meio ao sensacionalismo barato das concorrentes, Tamanho Família prova que é possível divertir e emocionar sem apelação



Acompanhando a programação da Record, a impressão que eu tenho é que, hoje, só existe um único diretor para todos os seus programas, porque o modelo é único: o sensacionalismo disfarçado de assistencialismo. A cada edição, atrações do canal, como o Domingo Show e o Gugu, apostam suas fichas em pautas praticamente integrais de apelo emocional. Difícil não vermos uma edição desses programas que não tenham realização de sonhos, reencontros de pessoas que não se veem a tantos anos e outras coisas do gênero se transformando em uma espécie de padrão na emissora (com exceção de poucos, como o LegendáriosPrograma da Sabrina e até mesmo o programa da Xuxa, que, mal ou bem, apostam no entretenimento do começo ao fim). A proposta da Record parece clara: tentar fisgar o telespectador pela emoção.

Parece que a emissora muda apenas os apresentadores, porque não existe variação nenhuma no conteúdo de um programa para outro. Veja o caso do Rodrigo Faro. Antes ele fazia um sábado alegre, animado, sempre pra cima, se fantasiando e dançando. Na mudança para o domingo, entrou na onda do excesso de pieguice, com assistencialismo e choro o tempo todo. Caiu no mais do mesmo. Uma pena, porque é um ótimo e carismático apresentador (quando Rodrigo vai ao Troféu Imprensa, sempre forma uma dobradinha impagável com o mito Silvio Santos).

O que mais me impressiona é que esse gênero de pauta garante ótimos índices de audiência para a Record (quase sempre, leva a emissora à liderança no Ibope). Vai entender o público...


Só para ressaltar que esta crítica não é totalmente em cima do assistencialismo em si, já que, apesar de alguns pontos negativos, de alguma maneira, os programas geralmente auxiliam e tornam possível o sonho de algumas pessoas, muitas carentes. A crítica é feita com um olhar apontado especialmente para a televisão e se sustenta em cima do apelo e da exploração exagerada que as atrações fazem em cima desse tema. É evidente que o abuso do assistencialismo não surgiu agora. Quem acompanha TV há mais tempo, sabe que esse tema já foi utilizado com exaustão em pautas de programas de outras emissoras e em outras épocas.

E nem é uma característica exclusiva da Record. Taí o Domingo Legal que não me deixa mentir. Como um programa pode ter o nome de Domingo Legal se, em vez de tentar ser alegre, também caiu na linha do chororô barato? O dominical apresentado por Celso Portiolli no SBT foi transformado em rascunho do Domingo Show na tentativa de derrotar o rival. Não deu certo. Continua com índices baixíssimos. Mas antes da reformulação, ao menos, fazia jus ao título.

Por tudo isso, ao se diferenciar completamente na forma e conteúdo deu seus concorrentes no horário, o Tamanho Família acabou se tornando, disparadamente, a melhor opção nas tardes de domingo. E nele se vê, com ampla e completa nitidez, a diferença de um programa que tem direção por trás de outro que não tem ou só tem para cumprir o regulamento. Algo que tem tudo a ver com o sucesso (de audiência e nas redes sociais) que alcançou merecidamente.

Um dos grandes desafios dos apresentadores dos programas diurnos é fazer uma atração que agrade a toda a família. Ainda mais aos domingos, dia em que, tradicionalmente, toda a família está em casa e geralmente se reúne no sofá durante o almoço. Imaginem algo que agrade aos pais, mães, filhos e até aos avós? Tarefa difícil. Tamanho Família cumpre bem esse objetivo. O apresentador, aliás, continua afiado e muito seguro com o microfone na mão. Popular e fanfarrão, no estilo de quem não tem vergonha, Marcio Garcia, realmente, fez falta na função.

Tamanho Família é daqueles programas que dá para assistir com os parentes todos reunidos no sofá. Não há a pretensão de fazer pensar, incitar discussão, levantar polêmica. Seu único objetivo é divertir e emocionar. E até mesmo quando entra numa fase mais chororô (quase sempre nos momentos finais, em que as famílias dos artistas preparam uma homenagem para eles), seu script é completamente outro. Sem apelação. Sem exageros. Taí uma qualidade da Globo. Pode-se acusá-la de muitas coisas, mas nunca de se ancorar no sensacionalismo barato.


Uma pena que o Tamanho Família deixará a grade da Globo (temporariamente) para dar lugar ao péssimo EXXXXXXquenta, com uma Regina Casé canastrona tentando ser do povão. Por que a Globo ainda insiste nisso?! Como diria a minha amada Carminha, "toca pro inferno, motorista"!

domingo, 28 de agosto de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (21 à 27/8)




  O MELHOR DA SEMANA  



Leonora em Eta Mundo Bom


 

Divertidíssima a ideia de levar a ex-BBB Leonora de Haja coração para ser figurante de uma cena de Eta Mundo Bom. Ela causou a maior confusão. Ellen Rocche está maravilhosa, sambando de salto alto na cara de todo mundo que dizia que ela era uma atriz só de "peito e bunda".

Programa do Porchat



O tão aguardado Programa do Porchat finalmente estreou e, como todos esperávamos, o programa não decepcionou nas risadas. O programa começou superbem com o texto divertidíssimo do Porchat ironizando tudo e todos. Ainda que fosse perceptível uma dose de preocupação, as piadas com a disputa pelo segundo lugar na audiência, a falta de liberdade da TV aberta e principalmente na Record saíram bem. Os pontos fortes ficaram com as pequenas esquetes que exploraram o elenco da casa e youtubers, mas alguma coisa não encaixou ainda.

Talvez pudesse ser a falta de expressividade da primeira entrevistada, Sasha Meneghel, que mesmo concedendo sua primeira entrevista na TV com 18 anos ainda não tem nada de relevante pra dizer; ou o Wesley Safadão que parecia mais incomodado em não estragar seu casamento recente com as perguntas ácidas do Porchat. Mas de fato ainda há muito tempo para que isso possa ser trabalhado nos próximos programas. Fábio, sozinho, é um show. Ele sabe fazer rir e tem sacadas muitos boas, como rir de si mesmo, fazer piada com pessoas e situações inimagináveis, além de interagir muito bem com o público de todas as idades. Apesar de não ter se saído bem como entrevistador, de maneira geral, agradou como entretenimento.

Volta de Santo



Finalmente, chegou ao fim toda aquela enrolação do sumiço de Santo (relembre AQUI). E proporcionou momentos grandiosos para todo o elenco de Velho Chico. Camila Pitanga e Domingos Montagner deram show nas sequências em que Tereza estava atrás de Santo. Foram cenas marcantes e emocionantes demais. A cena da volta do Santo também foi lindíssima, destacando Zezita Matos, Camila Pitanga, Domingos Montagner, Gabriel Leone, Irandhir Santos e, claro, Lucy Alves (que ainda roubou a cena novamente quando Luzia revela a Olívia que ela não é filha de Santo e no seu embate com o marido). Todos deram um show de emoção e entrega.

Primeiro episódio de Justiça


Se o objetivo era deixar o telespectador sem fôlego e prendê-lo com uma história incrível que só vai ter continuidade uma semana depois, missão realizada com sucesso! O primeiro episódio de Justiça (e que iremos acompanhar todas às segundas-feiras) mostrou a história de Elisa (Déborah Bloch), uma professora que não é capaz de perdoar e se conformar com a morte da filha, Isabela (Marina Ruy Barbosa), assassinada pelo noivo, Vicente (Jesuíta Barbosa), à queima roupa (em uma sequência bem dirigida e impactante) depois de flagrada em uma traição.


Todas as palmas para Débora Bloch, que, na minissérie, vive uma personagem bem diferente das que já viveu na TV. É muito bom ver uma atriz já consagrada do quilate dela fora da sua zona de conforto. A Elisa é uma personagem complexa que divide opiniões no público e que, mesmo em apenas um episódio, já passou por algumas fases. Explorou a sensualidade logo na cena que abre o episódio e ao se envolver com um rapaz mais novo, a sofisticação nas cenas que mostram seu cotidiano e convívio com a filha e todo o drama da mãe ao flagrar a morte da filha e a espera depois de sete anos pela liberdade do assassino desta, disposta à matá-lo. Um misto de tristeza, dor, rancor, ódio e desejo de vingança, transmitidos perfeitamente pela atriz. 

Claro que não posso deixar de falar do Jesuíta Barbosa, o ator que é um dos grandes nomes da sua geração. Ele construiu um personagem crível, um playboy mimado que acha que o mundo, inclusive a namorada, precisam se cruzar à sua vontade, mostrando todo o ciúme possessivo e extremamente ciumento de Vicente desde a primeira cena através de pequenos detalhes. Ele e Marina Ruy Barbosa, inclusive, esbanjaram química em cena nos momentos mais calientes.

No final do episódio, quando pensei que a cena terminaria com aquele clássico das novelas (o personagem apontando o revólver para o outro) e nós teríamos que esperar até a próxima segunda-feira para ver o tiro, a minissérie mostra um grito de pai em cena e Vicente, saindo da cadeia, chama uma criança de filha e de Isabela e lhe abraça, fazendo com que Elisa hesite antes de atirar no rapaz. Mal posso esperar amanhã a noite para ver o que a cena vai causar na Elisa...

Segundo episódio de Justiça (o melhor, na minha opinião)


Focado num contexto mais pobre e mais dramático, a trama de Justiça que veremos todas às terças está centrada na saga de Fátima (Adriana Esteves) em reorganizar sua família que se dispersou nos sete anos de ausência em que passou presa injustamente por tráfico de drogas.


Pode parecer bobo que todo o enredo tenha sido desenrolado em torno da figura de um animal de estimação e uma desavença entre vizinhos, algo tão comum, mas a série tenta retratar de forma natural que justamente o cachorro era o ponto de discordância das duas casas. Aos defensores dos animais que ficaram chocados com a cena em que Fátima mata o cachorro do vizinho com um tiro, ela, como uma leoa, quis apenas proteger o filho temendo que o descontrolado cão do vizinho lhe fizesse mal e fez o que qualquer mãe faria ao ver sua cria em perigo. O desejo de proteção foi maior do que qualquer vislumbre das consequências.

E Douglas (Enrique Dias) se vingou colocando drogas na casa da personagem, já que ela tirou dele seu melhor amigo, de quatro patas. Retratado como policial, a série pareceu usar o personagem, seu modo de vida e até mesmo seu jeito de agir para realmente gerar asco no telespectador e faz refletir, afinal, até onde é válida a tal fé pública que os policiais têm? Sete anos depois, após cumprir pena por um crime que não cometeu, o que restou de Fátima não foi o desejo de vingança, mas sim de refazer sua vida e reencontrar seus filhos, mas tudo o que lhe resta agora é uma realidade do lado de fora da cadeia, num mundo que ela não reconhece mais, numa casa que ela não reconhece mais e lidar com a ausência de seus filhos. A única coisa que remonta à ela seu passado em liberdade é a presença daquele que ela menos deseja ver, Douglas, seu ainda vizinho que zomba dela pelos anos detida. O que foi aquela cena final do embate entre os dois, com a Fátima lhe ameaçando com um facão? Um show!


Sem dúvidas, foi o episódio com a maior carga dramática (e o que mais me envolveu).

Além de Adriana Esteves e Enrique Dias, se destacaram também Leandra Leal (que, apesar de ter aparecido pouco, enfim, ganhou uma personagem de TV diferente das mocinhas que vinha interpretando, além de esbanjar sensualidade em várias cenas) e a pequena Letícia Braga.

Terceiro episódio de Justiça


Se, até então, Justiça se mantinha no âmbito emocional dos relacionamentos e enredos, o episódio de quinta (25) resolveu colocar o dedo numa ferida social aberta que o país ainda tem e jogou na roda de uma só vez dois assuntos a serem discutidos: racismo e estupro.

Débora (Luisa Arraes) e Rose (Jéssica Ellen) são unidas desde pequenas por uma grande amizade. Rose é negra e filha da empregada doméstica que ajudou a patroa a criar a filha, Débora, que é branca e rica. Ainda que se fale menos do que se deveria à respeito, devemos nos lembrar que o Brasil ainda é um país racista, mas que o faz de forma velada. Existe um abismo na forma como um negro e um branco são enxergados em determinados ambientes e o roteiro da competente Manuela Dias explorou perfeitamente isso em uma das melhores abordagens sobre o assunto na nossa teledramaturgia, assim como o abismo existente entre Rose e Débora.


Todo mundo já ouviu alguém dizer "Fulano é praticamente da família". Essa é como Rose, que, ao comemorar seu aniversário de 18 anos num luau na praia e comprar drogas para todos os amigos, é detida pelo policial Douglas como traficante. Notem que a ação da polícia em cena é bem clara ao separar negros e revistar apenas estes, como se sua cor já denunciasse seu caráter. Eis aqui, o primeiro dedo na ferida, que a gente finge não enxergar, mas faz parte do nosso cotidiano. O texto foi explícito sobre as diferenças raciais até nas falas da mãe de Rose, ao se fazer valer do passado histórico de sua avó como escrava. E o melhor de tudo: sem cair no didatismo. Débora, que, até então, defendia a amiga com unhas e dentes, fez da sua justiça o silêncio, numa mistura de apatia e autoproteção. O verdadeiro traficante, Celso (Vladimir Brichta), que era namorado de Rose, também se manteve imóvel. E este silêncio custou à garota, mais que sua liberdade, mas a não concretização de seu grande sonho: se tornar jornalista.

Sete anos se passam e o que restou de Rose foram cacos despedaçados do sonho não realizado. Agora, além de negra, ela é uma ex-presidiária, o que por si só já serve para arrastar consigo diversos preconceitos e estereótipos e isso ficou claramente apontado por Marcelo (Igor Angelkorte). Suas chances não são mais as mesmas, nem sua vida. E ela procura Débora e, numa conversa franca, diz o que em minha opinião foi a síntese do episódio: "Eu só fui entender que eu era preta e pobre na cadeia". Até então, ela nunca havia sido apontada, humilhada ou colocada numa situação de interioridade perante os outros. Mas a vida também se mostrou cruel a Débora, que foi vítima de um estupro. Há quem enxergue nisso um pouco de justiça pelo silêncio de outrora, mas não creio que aqui existiu algo de punição a Débora. São situações horríveis e distantes e aqui eis a segunda ferida para se apontar. Uma cena de violência contra a mulher por si só é difícil, sofrida, complicada de se assistir. Os movimentos de câmera, o sangue, o pavor nos olhos de Luisa Arraes fora suficientes para mostrar todo o horror da situação. Rose não se sentiu prejudicada por Débora anos atrás e prometeu ajudá-la a encontrar o homem que a violentou. Resta saber se os sete anos endureceram a garota a ponto de que ela se torne realmente uma criminosa e, principalmente, se amizade entre as duas vai resistir.

Outro grande diferencial do episódio são suas protagonistas. O único dos quatro sem grandes nomes no seu elenco, porém, nem por isso menos estrelar. Jéssica Ellen ganhou essa grande oportunidade nas mãos e a tomar por esse primeiro episódio a atriz tem talento suficiente para segurar a personagem. A Luisa Arraes (que já havia batido um bolão em Louco por Elas e se destacado em Babilônia) continua dando um show em cena. A química entre elas foi o ponto forte do episódio, numa nítida entrega total de duas atrizes que querem fazer dar certo.


     O PIOR DA SEMANA     



Quarto episódio de Justiça (o mais fraco de todos)


Confesso que o episódio de Justiça que mais fiquei ansioso para assistir é o que será apresentado todas às sextas-feiras. Além de ter um tema complicadíssimo e quase nunca abordado na nossa teledramaturgia (a eutanásia), ainda parecia trazer o Cauã Reymond, finalmente, fora da sua zona de conforto vivendo um personagem diferente. Infelizmente, depois de assisti-lo, fiquei decepcionado e achei o mais fraco dos quatro episódios já apresentados.

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Claro que não vou tirar o destaque sensual que Cauã e Marjorie Estiano deram as cenas do casal. A química entre os dois foi incrível e mostrou em pequenos detalhes um casal verdadeiramente apaixonado ou mesmo nas cenas de sexo entre os dois, onde o texto fez questão de demonstrar que ele a ama independente de seus defeitos. Mas, contrariando a expectativa de ver Cauã sair de sua zona de conforto, o que foi apresentado foi mais um personagem do ator revoltado e envolvido com condenação e em busca de vingança (ou justiça, no caso). Mais um Jorginho (Avenida Brasil), André (O Caçador) ou Juliano (A Regra do Jogo) para o currículo do ator. E ainda ficou devendo em vários momentos mais densos e dramáticos.

O ponto mais sofrível, porém, do episódio foi a desconstrução do tempo cronológico da série, ainda no enredo de 2009, pois vimos a decisão de Beatriz em morrer e Maurício sendo preso após atender ao pedido da amada logo no início para só depois ("três dias antes") vermos o acidente acontecer, a relação do casal e a cena onde Maurício consegue os remédios com Celso (Vladimir Brichta). Isso acabou estragando o grande clímax do episódio e jogou foi um balde de água fria na cabeça do telespectador. Também houve um erro de cronologia na delegacia. O Maurício não poderia estar junto dos outros três presos dos outros episódios (Fátima, Rose e Vicente) porque o caso dele é bem mais complexo e demorado. A cirurgia da Beatriz depois do acidente de carro duraria, no mínimo, umas seis horas. Até acordar, diagnosticar a tetraplegia, ela pedir pra morrer, ele conseguir comprar os remédios para matá-la e ser preso, daria uns três dias. Agora tudo isso acontecer na mesma noite, ficou estranho e corrido demais.

Apesar dos pesares, a cena do atropelamento foi impactante e muito bem feito e as seguintes, com Beatriz já no hospital, bem tocantes e emocionantes. Marjorie Estiano, como já esperava, levou as emoções da sua personagem à flor da pele e foi o grande destaque do episódio. Também gostei muito do Vladimir Brichta, que, mesmo já tendo aparecido nos outros três episódios e ser oficialmente do elenco dos episódios das quintas-feiras, teve a maior participação nesta sexta, com uma caracterização perfeita de um surfista aposentado na primeira fase e um empresário do ramo da clandestinidade sete anos depois.

Travessia do Rio Jordão


Olhe só essas imagens abaixo:


Agora me diga: parece ou não parece mais um quadro pintado com tinta guash azul? Mas é só a abertura do Mar Vermel... Digo, do Rio Jordão em A Terra Prometida. Acho que cortaram a verba de criação visual das TVs, porque tá triste de uns tempos pra cá. Teve aquele chroma key vagabundo de Paris no final de Totalmente Demais, a abertura mequetrefe da terra e o envelhecimento tosco dos atores em Os Dez Mandamentos - Nova Temporada e agora isso!

Estreia do Adnight


Volta para o Tá no Ar, Adnet! Essa foi a única coisa que consegui pensar depois de assistir ao Adnight. Enquanto Porchat se manteve dentro das nossas expectativas, Marcelo Adnet desceu ladeira abaixo em um programa que não conseguiu, sequer, mostrar a que veio.

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Acho que o primeiro grande problema foi a ousada escolha do convidado principal, Galvão Bueno, que não tem lá um perfil muito agradável junto ao público. De fato, ele é uma figura mitológica da TV brasileira, então ou Adnet conseguiria quebrar este gelo e apresentar uma nova face de Galvão ou o fracasso do episódio já estaria anunciado. Infelizmente, o que vimos foi um diálogo meticulosamente ensaiado que dava pouca chance para o novato entrevistador.

Talvez, na ansiedade de tentar apresentar algo diferente para evitar a comparação com Jô Soares e até mesmo com Danilo Gentili e seu The Noite, Adnet decidiu deixar o lado "talk-show" de seu programa em segundo plano e apostar numa mistureba televisiva que acabou por ser revelar heterogênea. Quando Adnet decidiu chamar Arnaldo Cezar Coelho, Reginaldo Leme e Daniela Mercury, eu me senti assistindo o extinto Video Game do Video Show. E quando tentou, finalmente, trazer alguma informação nova, o máximo que conseguimos saber sobre Galvão foi que ele perdeu a virgindade com 15 anos e gosta de carne mal passada. Muito interessante...

Não entendi se o programa é um talk-show, um show de humor, um quadro do Fantástico, enfim, foi um emaranhado de informações desconexas que me confundiu. É óbvio que ainda há muito o que ver sobre o que a Globo e o Adnet prepararam para o Adnight, mas não há dúvidas de que esses próximos episódios que virão precisam ser bem diferentes do que vimos na estreia.

Final de Eta Mundo Bom


A reta final da novela das seis ficou marcada pela adoção de um típico clichê das novelas: o sequestro da mocinha (Filomena) com seu filho pelos vilões da trama (Ernesto e Sandra). As cenas do sequestro ficaram marcadas pela inexpressividade de Débora Nascimento e Eriberto Leão, enquanto Flávia Alessandra se destacava. O ponto mais alto foi a perseguição policial contra os vilões, que culminou em um acidente de carro que matou Ernesto. Mas aqui vale dois parênteses: 1 - a batida em si deixou a desejar, com um resultado pra lá de falso; 2 - a forma como o sequestro do filho de Candinho foi desmontado (Celso lembrou do nada que Ernesto tinha família do interior de São Paulo e, só com essa informação, conseguiu capturá-lo). O recurso do personagem esperto é sempre usado, mas na novela às vezes é tanto que eles parecem até telepáticos (vide a detetive Maria e sua extrema esperteza e inteligência).


O penúltimo capítulo se encerrou com o casamento de Mafalda e Romeu, deixando a dúvida se ela iria se casar com o ex-vigarista ou com Zé dos Porcos (uma escolha errada, uma vez que o acidente de Ernesto ou a perseguição policial, apesar de clichê, traria bem mais impacto). Como se já não tivesse ficado mais do que óbvio há meses que o Walcyr Carrasco estava forçando a barra ao máximo para a Mafalda escolher o cegonho do Zé dos Porcos, não é mesmo?

E assim aconteceu, selando o quão mal-desenvolvida foi esse triângulo amoroso, uma vez que todo o sentimento de Romeu não serviu para nada. Mafalda nunca sentiu nada pelo Zé. A história era dela e do Romeu, da transformação dele pela caipira através do amor. Mas, do nada, Mafalda passou a amar o Zé e Romeu voltou a ser o vigarista de sempre (houve até uma traição bem forçada com Sarita). Não convenceu. Em compensação, Camila Queiroz e Anderson de Rizzi fizeram uma linda cena na qual Mafalda, enfim, conheceu o tão falado cegonho.

O desfecho da história de Gerusa e Osório pisou tão fundo no melodrama açucarado que chegou a atacar a minha glicose. Ela morreu de uma doença grave enquanto dançava valsa com o amado e Osório deu à ela uma aliança no caixão e acabou morrendo "de amor" em cima do corpo dela. Bonito, pode acontecer, mas também um tico exagerado, né? Até porque a cena seguinte dos dois dançando uma valsa em outro plano espiritual foi totalmente constrangedora. O autor mirou no momento romântico de Serena e Rafael no final de Alma Gêmea, mas acabou acertando mesmo na igualmente bizarra cena da morte de Nicole em Amor à Vida. Em nada combinou com a proposta da novela (que em momento nenhum apresentou algo espírita).

Em compensação, o momento em que Sandra finalmente vai para a prisão mostrou-se, com larga vantagem, a melhor cena do capítulo. Fichada, a vilã divide uma cela com outras presidiárias e arruma uma briga com elas, sendo levada para a solitária e obrigada a comer uma comida de péssima qualidade. Flávia Alessandra brilhou com o desespero da megera ao se ver sozinha e proporcionou o melhor momento do capítulo final, muito embora a prisão de Sandra lembrasse o final da vilã Judith de Caras e Bocas, que também teve o mesmo fim e acabou na solitária.

As únicas parte que gostei mesmo no final foi o discurso otimista e emocionante de Candinho no casamento e o "FIM" na bunda da Débora Nascimento (exatamente igual à cena final do filme do Candinho, interpretado pelo Mazzaropi e que inspirou a novela). De qualquer forma, como um todo, Eta Mundo Bom sai de cena com um saldo final pra lá de positivo e certamente deixará muitas saudades (até porque as chamadas desanimadoras de Sol Nascente indicam que vem aí um belo de um sonífero). Como disse em minha crítica final sobre a novela (leia AQUI), foi um "arroz com feijão" requentado que deliciamos como um manjar dos deuses. Eta novela boa!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O Pior dos Programas de TV em 2015




E os 13 maiores pontos negativos dos programas de TV em 2015 foram...


13º lugar: The Voice Brasil 4

O principal motivo da existência do The Voice, seja aqui ou no exterior, é revelar bons cantores. Mas o fato é que esta temporada, especificamente, não teve nenhum candidato que saltasse muito aos olhos. Os candidatos e todas as suas apresentações, com raras exceções, foram ruins demais e bem fracas, comparadas a edições anteriores. É preciso uma reformulação geral na próxima temporada e ser mais exigente na escolha dessas vozes. Ou, então, o The Voice corre o risco de perder sua credibilidade e cair no desgaste. Se é que já não perdeu, né?

12º lugar: MasterChef Kids

Geralmente, versões de qualquer coisa com crianças é uma coisa que não funciona muito bem e o MasterChef Junior não foi exceção. Fofurice demais comprometeu o desempenho e ficava todo mundo com dozinha da molecada. Era um tal de "ai, que lindinha", "ai, que gracinha" que realmente não dava para aturar. Tirando isso, os jurados, exatamente os mesmos da versão original, também comprometeram. Eles, que não amaciavam para os adultos, aqui viraram tiozinhos babões. Para eles, não havia ninguém ruim. Todas as crianças eram geniais e cometiam apenas alguns errinhos. Claro que não dava para esculachar a molecada, mas os jurados bonzinhos em excesso tiraram a graça. Sem falar no horário de exibição tardio. Enfim, MasterChef Junior não chega nem perto do original.

11º lugar: CQC

Em busca de voltar a ser relevante, o humorístico/jornalístico da Band tratou de fazer uma reforma geral e trocou dois apresentadores e quase todos os repórteres. Com novos rostos, porém, sem ideias, o CQC viveu seu pior ano. Se num passado não muito distante a atração botava o dedo na ferida e era aclamada pelo público e pela crítica, neste ano o programa deixou de lado seu espírito crítico e questionador para virar uma "filial" do Pânico. A má fase decretou um "ano sabático" em 2016 e o CQC só deve voltar ao ar em 2017. Espero que role uma reformulação total no formato do programa e no jeito de apresentar. Do jeito que está, não dá.

10º lugar: É De Casa

2015 ficará marcado como o ano em que a Globo extinguiu de vez a sua programação infantil. Em agosto, a faixa de desenhos da TV Globinho foi substituída pela revista eletrônica É De Casa, que reúne seis (!!!) apresentadores, sendo que cinco deles já estavam morrendo congelados na geladeira da Globo. Tentando oferecer serviço e descontração nas manhãs de sábado, o programa peca, principalmente, pela pauta fraca, tomada por dicas domésticas chatíssimas que só aumentam o sono do telespectador. E o excesso de âncoras só prejudica a coisa. É um tentando aparecer mais que o outro, "cortando" o colega ao vivo na hora de falar... Assim como o Encontro com Fátima Bernardes (que começou bem capenga e hoje é uma ótima atração), o É De Casa tem salvação, já que o formato é bastante flexível. Mas ainda não disse a que veio.

09º lugar: Encrenca

A RedeTV! nunca superou muito bem a ida do Pânico para a Band. O humorístico, o único programa da casa que dava dois dígitos no Ibope, foi-se embora e nada conseguiu substituir. E olha que eles tentaram de tudo, desde reality shows ao Saturday Night Live brasileiro. Por fim, eles decidiram usar a mesma fórmula de pegar um programa do rádio e assim nasceu o Encrenca. Mas que programa ruim, hein! Mas ruim daqueles que não dá nem vontade de assistir só pra zoar. Os quadros são pouco inspirados, os apresentadores não tem jeito algum com televisão e nada dá muita graça. Prova disso é que o único quadro do programa que se salva é aquele dos vídeos do WhatsApp.

08º lugar: A Fazenda 8

Um bando de subcelebridades sem carismas dentro de um formato desgastado e com total falta de transparência, sob o comando de um apresentador parcial e sem pulso firme. Assim podemos definir o que foi a oitava temporada de A Fazenda, que já entrou para a história como uma das piores temporadas do reality da Record. Novamente, as inúmeras suspeitas de manipulação rondaram o programa. A briga mais séria da edição (com direito a agressões não mostradas) foi escondida pela direção e não foi possível saber o conteúdo das informações presentes na Arca. Se não fosse pela Mara Maravilha, que levou a Fazenda 8 inteira nas costas, seria ainda pior.

07º lugar: Xuxa Meneguel

Parece que foi ontem que eu estava almoçando e quase engasguei com a comida quando fiquei sabendo que a Xuxa, após mais de trinta anos, sairia da Globo e assinou contrato com a Record. Foi a maior contratação da história da emissora nos últimos tempos e toda a situação repercutiu na imprensa. Entretanto, foi só o novo programa da apresentadora estrear para que o interesse diminuísse. A audiência foi caindo semana após semana à medida que foi sendo constatado que Xuxa na Record, mesmo comandando um formato adulto, não consegue disfarçar seu jeito infantilóide, com piadinhas sobre o que pode ou não falar na Record, jogando indiretas para sua antiga emissora e com entrevistas "picantes" com celebridades que, na verdade, são constrangedoras. Se ela já estava desgastada na Globo, na concorrente não foi diferente. A Globo fez um bom negócio em não renovar contrato com a rainha dos baixinhos.

06º lugar: Gugu

Após quase dois anos fora do ar, o apresentador estreou seu novo programa na mesma Record, de onde havia se desligado anteriormente, e não apresentou nada de novo. Pelo contrário. Retornou repleto de sensacionalismo, através de "entrevistas bombásticas" com criminosos que haviam tido grande repercussão nacional (a psicopata Suzane Von Richthofen e o goleiro Bruno). Ainda teve uma vez que ele chegou a propor um teste de DNA para um galo (!!!). Enfim, uma atração totalmente dispensável, apelativa e nada atrativa.

05º lugar: Pânico na Band

O Pânico, que já foi a representação da renovação do humor, estacionou no que faziam há 15 anos. A atração mostra-se incapaz de se reinventar e passou mais um ano se apoiando no tripé bunda-humilhação-escatologia que parece divertir apenas os diretores do programa. O Pânico não tem mais graça e agora só dá constrangimento mesmo de tão tolo e grosseiro que é. Para piorar, em 2015, o programa perdeu terreno para o Encrenca, outro programa que também não tem muita graça, mas que está dando mais audiência que ele. O Pânico precisava de um ano sabático tal qual o CQC!

04º lugar: Sensacional

A RedeTV! segue na tentativa de emplacar sua primeira-dama como apresentadora e tratou de formatar um vespertino dominical para Daniela Albuquerque. Surgiu assim o Sensacional, que é absolutamente o inverso do que o nome quer dizer. O programa mais parece parado nos anos 90 de tão tosco que é. As atrações musicais de gosto duvidoso, entrevistas chatas e reportagens sobre o mundo animal são tocadas sempre pela mesma cara de bunda da anfitriã, que, definitivamente, não nasceu para ser apresentadora. Sensacional simplesmente "desaparece" entre os gigantes Futebol-Faustão-Rodrigo Faro-Eliana na guerra pela audiência aos domingos (e em meio aos infomerciais que dominam a grade de programação da RedeTV!, principalmente nos domingos).

03º lugar: Você na TV

Em 2015, João Kleber foi "promovido": seu programa Você na TV deixou as manhãs da RedeTV! e se alojou nos fins de tarde, sucedendo o A Tarde É Sua, programa diário mais visto na emissora. Mais bem encaixado na grade de programação, a atração aumentou o nível de nonsense no trato das histórias dos "segredos chocantes e bombásticos" que seus participantes revelavam no palco todos os dias: "esposa revela ao marido que o nome do filho deles se chamará Youtube", "mãe revela para o filho que o pai dele é o Freddy Krueger", "patroa revela a funcionária que ela terá que trabalhar de máscara para não espantar os clientes", "noivo revela que quer se casar no cemitério para que a mãe 'esteja presente' na cerimônia", "filho revela que vendeu a casa da mãe para se preparar para o apocalipse zumbi", "esposa revela que trai o marido todas as noites com um espírito"... Até um ser que admitiu ser um alienígena e presentou o apresentador com o planeta Marte pousou no Você na TV. Definitivamente, é a escória da televisão brasileira.

02º lugar: Tomara que Caia

Nunca um título de programa representou tanto o sentimento do telespectador. Tomara que Caia foi a tentativa da Globo de fazer humor e improviso no final das noites de domingo, mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra. Com uma pretensa interatividade, a atração pecou pelo texto fraco e didático e pelo elenco sem nenhum traquejo ao improviso, revelando-se profundamente sem graça e um dos maiores constrangimentos da TV. O programa começou mal e jamais se acertou. A interação perdeu espaço e, à medida que a coisa degringolou, quase todos os atores do elenco original saíram. No fim, ele até deixou de ser ao vivo. Um programa de humor que não faz rir é algo totalmente imperdoável. Não teve outra: o Tomara que Caia caiu. E não deixou saudades!

01º lugar: Cristiano Araújo Forever

As mortes acidentais e por violências diversas, povoam os noticiários diários de nossos jornais, redes sociais e televisão. No ano passado, vivemos a ocorrência de um fato trágico que provocou uma grande comoção nacional. Um trágico acidente vitimou o cantor sertanejo Cristiano Araújo e sua namorada Alana. Acidentes dessa natureza não são novidade nas estradas do país. O que me intriga foi o tamanho da cobertura que as principais emissoras de TV aberta deram ao fato. Eu, por exemplo, só fui saber mesmo quem era o cantor depois da sua morte. A Globo até chegou a alterar toda a sua programação para dedicar mais tempo a uma cobertura avassaladora. Não vou aqui entrar na questão se Cristiano Araújo merecia ou não tamanha comoção do público. O grande impacto da sua morte ficou por conta do enorme sucesso que o jovem passava no momento. Tudo isso seria normal e aceitável dentro da situação. O problema foi ver a exploração desse fato trágico para maior audiência nos programas de TV. Durante mais de cinco meses, ininterruptamente, o programa A Tarde É Sua, comandado por Sonia Abrão na RedeTV!, se dedicou a esmiuçar um mesmo assunto: a morte do cantor sertanejo. Desde comunicar a sua morte e a da sua namorada, entrevista com o motorista de Cristiano, homenagens ao sertanejo, previsões de uma sensitiva, uma imagem que mostraria Cristiano no céu, até caso da mulher que afirmava ter um filho do sertanejo e exibindo o resultado do exame de DNA ao vivo. Essa foi a maior exploração da dor alheia que já vi na televisão brasileira nos últimos tempos. E a Sonia Abrão ainda se ofendeu quando o colunista do UOL, Maurício Stycer, mencionou que ela estava batendo "um recorde mundial de exploração da morte de uma celebridade". Nessas, fica a dúvida: como será que as emissoras vão se comportar no dia em que artistas bem mais famosos morrerem? Quero nem ver...


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


sábado, 19 de dezembro de 2015

Prêmio Eu Critico Tu Criticas 2015: Vencedores



Tal como Silvio Santos, que interrompia a votação da Casa dos Artistas na hora que bem queria para manipular na cara dura o resultado do reality, encerrei ontem (16/12) as votações para o Prêmio Eu Critico Tu Criticas 2015. O motivo? Ah, daqui a pouco vai todo mundo só querer saber de ficar falando de uva passa, Papai Noel, pular ondinha e comentários sobre as namoradinhas, então decidi já revelar o resultado da nossa premiação logo essa semana. Desde já, agradeço a todos vocês que votaram, pois o blog não tem nem um ano e essa foi a primeira edição do Prêmio Eu Critico Tu Criticas e já começamos saudando a mandioca e estocando bastante vento com mais de mil votos. Ao todo, foram 40 categorias. Agora chega de papo e confira quem foram eleitos os melhores e os piores de 2015 nessa premiação que mal estreou e eu já considero o "Oscar da Internet Brasileira":


Como não poderia deixar de ser, a lacradora e polêmica Verdades Secretas conquistou o público em 2015 e foi eleita a Melhor Novela do ano, com 41% dos votos. Em segundo lugar, ficaram empatadas Sete Vidas e Além do Tempo (20% cada uma), mostrando que o horário das seis só vem colecionando um acerto atrás do outro. Na sequência, vem Os Dez Mandamentos (10%) e A Regra do Jogo (9%).


Foram apenas duas semanas no ar, mas foi o suficiente para Felizes para Sempre? (39%) conquistar o público e ser eleita a Melhor Série/Minissérie do ano. E olha que ela só disputou com produções primorosas: Amorteamo (21%), Mister Brau (17%), Pé na Cova (14%) e Os Experientes (10%).


Em uma disputa acirrada com o Vídeo Show (35%), o reality de culinária da Band, MasterChef (38%), acabou levando a melhor e se consagrou como o Melhor Programa de TV. As outras concorrentes foram: Tá no Ar a TV na TV (17%), The Noite com Danilo Gentilli (9%) e Zorra (1%).


I Love Paraisópolis errou feio com o erro de computação gráfica (30%), em que exibiu a "tela verde" sem nenhum efeito? Sim! Babilônia errou feio ao deixar aparecer em cena o operador de câmera (7%)? Sim! Mas nenhuma das duas foi páreo para o extintor de incêndio que apareceu em uma das cenas de Os Dez Mandamentos (63%), sendo eleito o maior Furo do Ano.


Não teve pra ninguém! Grazi Massafera roubou a cena como a drogada Larissa em Verdades Secretas e se consagrou como a Melhor Atriz Coadjuvante. Nada mal para quem foi tão criticada no início da carreira, né? E, de todas as categorias, Grazi foi eleita com unanimidade total: 87% dos votos!!! Mas não é por isso que devemos desmerecer as outras indicadas, todas incríveis também: Claudia Raia (5%), a Samantha de Alto AstralArlete Salles (3%), a Consuelo de BabilôniaDenise Del Vecchio (3%), a Joquebede de Os Dez Mandamentos; e Malu Galli (2%), a Irene de Sete Vidas.


Valeu apena ter se depilado, usado megahair e aprendido a andar de salto alto. Rainer Cadete (35%) fez do divertido Visky um dos personagens de maior sucesso de Verdades Secretas e foi eleito como Melhor Ator Coadjuvante. Em segundo lugar, mas não menos importante, vem Tonico Pereira (26%), que está em um ótimo momento na carreira como o Ascânio de A Regra do Jogo. Na sequência, temos Frank Menezes (21%) pelo Júnior de I Love Paraisópolis, Marcos Palmeira (11%) pelo Aderbal de Babilônia e Luiz Carlos Vasconcelos (7%) pelo Bento de Além do Tempo.


Eles não formaram um par romântico, mas tinham muito mais química juntos em cena do que muitos casais protagonistas. Com 45% dos votos, Samantha e Pepito (Claudia Raia e Conrado Caputo), de Alto Astral, foram eleitos a Melhor Dupla nas novelas. Com 29%, 21% e 5%, respectivamente, vieram Condessa Vitória e sua leal governanta Zilda (Irene Ravache e Nívea Maria) na primeira fase de Além do Tempo, a dondoca Soraya e seu "pacóvio" Júnior (Letícia Spiller e Frank Menezes) de I Love Paraisópolis e Consuelo e seu mordomo Xavier (Arlete Sales e Tadeu Aguiar) de Babilônia.


Aclamado no cinema por seu brilhante papel no filme Eu Não Quero Voltar Sozinho, Ghilherme Lobo ainda era desconhecido do grande público na TV. Até fazer Sete Vidas... E ser eleito o Ator Revelação do ano. Mas a disputa não foi fácil! Com 32% dos votos contra os 33% do grande vencedor, foi por muito pouco que Emílio Dantas não levava o prêmio pelo Pedro de Além do Tempo. Quem também disputava nessa categoria eram Conrado Caputo (20%) pelo Pepito de Alto Astral e João Vitor Silva (9%) e Gabriel Leone (6%) pelo, respectivamente, Bruno e Gui de Verdades Secretas.


Essa foi outra categoria em que tivemos unanimidade total dos votos. Camila Queiroz pode se considerar uma sortuda, já que estreou em uma trama de sucesso no horário nobre (Verdades Secretas) logo como protagonista e fazendo cenas calientes com Rodrigo Lombardi. Com 71%  dos votos, foi eleita a Atriz Revelação do ano, ganhando da Maria Manoella (15%) pela Branca de Sete Vidas, da Agatha Moreira (7%) pela Giovana, também de Verdades Secretas, da Luisa Arraes (5%) pela Laís de Babilônia e da Julia Konrad (2%) pela Ciça de Malhação - Seu Lugar no Mundo.


Além do Tempo (37%) desbancou as séries Amorteamo (28%) e Mister Brau (1%) e as novelas Os Dez Mandamentos (16%) e Verdades Secretas (18%) e levou o prêmio de Melhor Figurino e Maquiagem.


Disputando na categoria Melhor Atriz de Série/Minissérie contra a veterana Beatriz Segall (20%) pela Yolanda de Os Experientes, Taís Araújo (17%) pela Michelle de Mister Brau, Fernanda Torres (14%) pela Fátima de Tapas & Beijos e Marina Ruy Barbosa (9%) pela Malvina de Amorteamo, Paolla Oliveira (40%) se saiu campeã por sua Danny Bond em Felizes Para Sempre?.


Lázaro Ramos (30%) quase conseguiu, mas seu Mister Brau não foi páreo para o Cláudio de Felizes Para Sempre?, que rendeu a Enrique Dias (32%) o prêmio de Melhor Ator de Série/Minissérie. Quem também disputava eram Johnny Massaro (18%) pelo Gabriel de Amorteamo, Thiago Abravanel o neto do dono (15%) pelo Fran de Chapa Quente e João Baldasserini (5%) pelo Joel de Felizes Para Sempre?.


Sabe aquele personagem que tinha tudo para brilhar, mas acabou sendo esquecido ou ficando sem função alguma na trama? Marcos Pasquim (37%) sabe bem disso... Seu Carlos Alberto não acrescentou nada para Babilônia, mas rendeu para o ator o prêmio de Figurante de Luxo do Ano. Atrás dele, ficaram o Mohamed Harfouch (15%) pelo Everaldo de Verdades Secretas e Gisele Fróes (28%) e Fernanda Rodrigues (20%) pelas, respectivamente, Marta e Virgínia de Sete Vidas.


Não faz nem um ano que nos despedimos do inesquecível Comendador José Alfredo, em Império, e Alexandre Nero já emendou outro protagonista de peso em outra novela das nove: o Romero Rômulo de A Regra do Jogo. E, mais uma vez, o ator conquistou o público, levando o prêmio de Melhor Ator de Novela do ano com 30% dos votos contra os 27% do Rodrigo Lombardi pelo Alex de Verdades Secretas, os 21% de Tony Ramos pelo Zé Maria de A Regra do Jogo, os 15% de Domingos Montagner pelo Miguel de Sete Vidas e os 7% de Jayme Matarazzo pelo Pedro, também de Sete Vidas.


O elenco feminino fez bonito na telinha este ano. O páreo foi duro, pois todas as indicadas eram merecedoras, mas Irene Ravache (39%) é quem foi eleita a Melhor Atriz de Novela de 2015. Drica Moraes (26%) e Marieta Severo (13%), ambas por Verdades Secretas, Adriana Garambone (15%) por Os Dez Mandamentos e Débora Bloch (8%) por Sete Vidas também disputavam essa categoria.


Cássia Kis (72%) ficou em A Regra do Jogo por pouco tempo, mas foi o bastante para conquistar o público. Aliás, até hoje não me conformo pelo João Emanuel Carneiro tê-la tirado da novela. E o pior: a morte da Djanira foi esquecida e não serviu pra nada! Eleita com unanimidade como a Melhor Participação Especial nas novelas do ano, Cássia disputou contra Karine Teles (10%), também por A Regra do Jogo, e Samara Felippo (10%) e Zé Carlos Machado (8%), ambos por Os Dez Mandamentos.


A Noite (39%), da Tiê, que embalava as cenas românticas do insosso casal Mariben, em I Love Paraisópolis, ganhou como a Melhor Música Tema de Novela. Entre as indicadas, estavam Juízo Final (25%) na voz da Alcione O SOOOOOOOOOOOOOL em A Regra do Jogo, Diz pra Mim (24%) da Banda Malta em Alto Astral e Aqueles Olhos (11%) do Dom M. em I Love Paraisópolis.


Camila Pitanga (17%) é uma ótima atriz, mas não viveu um bom momento esse ano em Babilônia (muito mais por causa da personagem mesmo); Pathy Dejesus (34%) deixou muuuuuito a desejar em I Love Paraisópolis. Mas nenhuma das duas foi páreo para a desastrosa atuação de Alessandra Ambrósio em Verdades Secretas, eleita a Pior Atriz do ano, com 49% dos votos. 


Os Dez Mandamentos pode ter feito o maior sucesso, mas isso não a livra das críticas. O que dizer do sempre canastrão Sérgio Marone? Eu, particularmente, não achei ele TÃO TÃO TÃO ruim assim, mas 50% dos votos foram todos para o Sérgio Canastron... Digo, Marone. Um resultado bem expressivo (ao contrário da atuação dele, é claro!). Pedro Gabriel Tonini (39%) e Guilherme Leicam (11%) também deram um show de má atuação em, respectivamente, Verdades Secretas e Alto Astral.


Eles são pequenos, mas já provaram que tem talento de gente grande. Mel Maia (40%) está uma graça como a Felícia de Além do Tempo e JP Rufino (5%) divertia bastante como o Azeitona de Alto Astral, mas foi a Larissa Manoela (45%) cuja vida amorosa consegue ser mais movimentada do que a minha é quem foi eleita a Melhor Atriz/Ator Mirim de 2015. E o trabalho dela não é nada fácil, já que interpreta (muito bem!) as gêmeas, Isabela e Manoela, protagonistas de Cúmplices de um Resgate.


Em 2015, tivemos muitas paixões, encontros e desencontros entre os casais das novelas. Mas segundo 34% dos internautas, o Melhor Par Romântico da ficção foi Romero e Atena (Alexandre Nero e Giovanna Antonelli), que transbordam química em A Regra do Jogo, mostrando que os bandidos também amam e são queridos no coração dos telespectadores! Lívia e Felipe (Alinne Moraes e Rafael Cardoso) de Além do Tempo, Pedro e Júlia (Jayme Matarazzo e Isabelle Drumond) de Sete Vidas, Grego e Margot (Caio Castro e Maria Casadevall) de I Love Paraisópolis e Rafael e Laís (Chay Suede e Luísa Arraes) de Babilônia ficaram com, respectivamente, 29%, 18%, 10% e 9% dos votos.


Olha Verdades Secretas ganhando mais um prêmio aí, gente! Mauro Mendonça Filho pode comemorar, pois Verdades Secretas (50%) também ganhou como Melhor Direção, disputando contra Além do Tempo (19%), Sete Vidas (16%), A Regra do Jogo (12%) e Felizes Para Sempre? (4%).


I Love Paraisópolis tinha muitas cenas surreais que, ao invés de divertirem o público, eram pura vergonha alheia. Taí a morte lúdica de Omara (Priscila Marinho), que foi jogada num rio como se fosse uma sereia e beijou até o Nemo (aquele peixe do filme, em computação gráfica), que não me deixa mentir. Venceu como a Pior Cena de Novela do Ano com 41% dos votos.


Em 2015, tivemos muitos programas de TV de gosto duvidoso: a A Fazenda 8 (20%), o The Voice Brasil 4 (5%), o É de Casa (15%), o Você na TV (24%)... Mas o Pior Programa de TV foi o Tomara que Caia (37%), um programa de humor tão divertido quanto um chute no saco!


Fátima Bernardes (25%), Xuxa (1%), Eliana (15%) e Mariana Godoy (7%) são grandes nomes da televisão brasileira, mas Monica Iozzi (51%) desbancou todas elas e foi eleita a Melhor Apresentadora de TV. Com razão! Ao lado de Otaviano Costa, Monica revitalizou o Vídeo Show e conseguiu salvar o programa após a bomba em que ele se transformou sob o comando do Zeca Camargo.


Não tem jeito... Silvio Santos (80%) é e sempre será o Melhor Apresentador de TV! Otaviano Costa (9%), Rodrigo Faro (5%), Danilo Gentilli (4%) e Dan Stulbach (2%) não tiveram nem chance!


O que não faltou em 2015 foram bundas! A Paolla Oliveira (49%) sempre foi um símbolo sexual, mas nunca tinha aparecido tanto pelo simples fato de não ter tirado as calças. Foi só mostrar a bunda (e que bunda!) na minissérie Felizes Para Sempre? para se tornar o assunto do ano, comentado em todas as rodas de conversas, nas redes sociais e eleita a Bunda do Ano. Rodrigo Lombardi (34%) e Reynaldo Gianecchini (17%) fizeram o mesmo em Verdades Secretas, mas nem de longe foi o mesmo sucesso.


Babilônia (52%) X I Love Paraisópolis (22%) X Malhação Seu Lugar no Mundo (26%)


Se Babilônia foi um trambolho ruim demais e foi eleita a Pior Novela do ano, parte disso se devia à sua protagonista barraqueira, Regina (Camila Pitanga), eleita a Chatonilda do Ano com 55% dos votos, que, em vez de provocar pena ou simpatia, só conseguia irritar os telespectadores com seus berros, chiliques e mimimis. Conseguiu ser pior que o Dante e o Juliano de A Regra do Jogo (cada um ficou com, respectivamente, 16% e 13%) e a Mari de I Love Paraisópolis, que ficou com 17%.


Frank Menezes não ganhou como Melhor Ator Coadjuvante, mas o "Favelaaaaaada", bordão do seu personagem em I Love Paraisópolis, foi eleito o Bordão/Frase do Ano com 36% dos votos. Na sequência, vem: "Tô Oca, sabe" (27%), da Samantha (Claudia Raia) de Alto Astral, "Vitória na Guerra" (14%), lema da facção de A Regra do Jogo, "Puro Chiquê", (13%) da Consuelo (Arlete Sales) de Babilônia e "Eu vou te destruir" (11%) do Anthonny (Reynaldo Gianecchini) de Verdades Secretas.


Evandro teve um casamento de anos, quando começou a passar o rodo em todas as novinhas que trabalhavam com turismo de periquita na orla da Avenida Atlântica, até que Alice conseguiu fisgar o coração dele. Daí, de uma hora para outra, ele passa a ser o homem ideal, compra presentes, acompanha em todos os lugares e até mesmo se esforça para cozinhar algo. Se você acredita que o amor pode transformar uma pessoa dessa forma, recomendo também acreditar no Papai Noel ou no Coelhinho da Páscoa. E os internautas concordaram comigo, já que o casal Evandro e Alice venceu a disputa de Pior Par Romântico com 33% dos votos contra os também insossos Regina e Vinícius (25%) e Valeska e Norberto (22%), os três de Babilônia, e Mari e Ben (20%) de I Love Paraisópolis.


Interpretar mocinhas não é fácil, mas Isabelle Drummond, apoiado em um texto primoroso de Sete Vidas, conseguiu fazer o público torcer e sentir carinho pela sua Júlia, eleita com 55% a Mocinha do Ano. Quem também concorria era a Lígia (12%) de Sete Vidas e a Lívia (34%) de Além do Tempo.


2015 não foi uma ano lá muito bom para vilões. Nenhum deles conseguiu chegar ao nível de uma Carminha ou Nazaré da vida. No horário das nove, tivemos o Zé Maria (24%) de A Regra do Jogo e a Beatriz (9%) de Babilônia. No das seis, a Condessa Vitória (20%) na primeira fase de Além do Tempo. Mas foi na Record que encontramos o grande Vilão do Ano: Yunet (46%) de Os Dez Mandamentos.


Sabe aqueles personagens de novelas que fazem a personificação perfeita do termo "papel de trouxa"? A Carolina de Verdades Secretas sabe bem disso. Ela era enganada pelo marido, pela mãe, pela filha... Todos escondiam alguma verdade secreta dela. E a trouxa ainda se matou após flagrar o marido e a filha na cama e morreu sem saber que Angel fazia book rosa e que a "santa" da Fanny era a "cafetona" dela. É, não teve pra ninguém: com 72% dos votos, a Carolina desbancou a Domingas (14%) e o Dante (9%) de A Regra do Jogo e a Marlene (5%) de Sete Vidas e ganhou o prêmio de Trouxa do Ano.


2015, definitivamente, foi o ano da Paolla Oliveira. Esse já é seu terceiro premio: com 60%, ganhou de novo como Pepeca de Ouro, ou seja, a mulher mais sexy, mais gostosa ou mais bonita do ano (ou tudo isso junto!). Concorriam também Camila Queiroz (23%), Glória Pires (13%) e Bruna Marquezine (4%).


Enquanto isso, o homem mais sexy, mais gostoso ou mais bonito (ou tudo isso junto!) do ano foi o Rodrigo Lombardi (48%), que venceu Reynaldo Gianecchini (25%), o Caio Castro (17%) e o Rafael Cardoso (10%) e acaba de levar pra casa o premio de Pica e que pica ele deve ter! de Ouro.


Sabe aquele personagem de novela detestável que nos dá ânsia de vomito por suas atitudes? Nesse ano, foi difícil ter que aturar o odioso Marcos (11%) de Alto Astral, a preconceituosa Branca (16%) de Sete Vidas e o machista e violento Juca (36%) de A Regra do Jogo, mas quem levou o premio de Escroto do Ano foi o Alex (38%) de Verdades Secretas, que o que tinha de gostoso, tinha de escroto!


João Kléber (47%) X Roberto Justus (27%) X Geraldo Luís (26%)


Daniela Albuquerque (39%) X Regina Casé (33%) X Ana Furtado (29%)


E para terminarmos com chave de ouro, a Melhor Cena de Novela do ano, segundo 30% dos leitores que votaram, foi o fim da primeira fase de Além do Tempo, marcada por mortes trágicas. Na sequência em questão, Pedro (Emílio Dantas) desafia Felipe (Rafael Cardoso) para um duelo de espadas. Lívia (Alinne Moraes) assiste ao confronto, desesperada. Quem também está à espreita é Melissa (Paolla Oliveira), que aproveita a confusão para empurrar a rival no rio. Pedro fica furioso e atinge Melissa com a espada, matando a vilã na hora. Enquanto isso, o Conde mergulha na água para tentar salvar Lívia. Quando finalmente consegue alcançar a amada, já é tarde demais. Pedro enfia a espada no Conde, que cai com Lívia no rio. Em seguida, a espuma da água invade a tela, anunciando a mudança de fase. Em segundo lugar, ficou a emocionante cena do encontro dos sete irmãos no parque de diversões em Sete Vidas (22%). Na sequência, vem o suicídio de Carolina (Drica Moraes) e o estrupo coletivo de Larissa (Grazi Massafera) na Cracolândia, ambas de Verdades Secretas (20% e 15%, respectivamente) e, por fim, a abertura do Mar Vermelho em Os Dez Mandamentos (14%).


E ENTÃO, O QUE ACHARAM DOS RESULTADOS? SEUS
FAVORITOS VENCERAM? ROLOU DECEPÇÃO? DESABAFEM!


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