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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

As Melhores e Piores Atrizes em 2016



Chega o final do ano e vem aquele tempo gostoso em que a gente faz uma retrospectiva de tudo o que passou e promete voltar para academia, parar de ser trouxa e tantas outras promessas que não vamos conseguir cumprir. Pensando nisso, a partir de hoje, começa aqui no blog as matérias de retrospectiva onde listarei o que amei e o que odiei no ano na nossa TV, começando pelas atuações femininas. Confira!

   AS MELHORES ATRIZES NA TV EM 2016   



20º lugar: Miriam Freeland — A Terra Prometida ousou e acertou ao trazer para o centro de uma história bíblica uma prostituta, Raabe, que roubou a cena e virou o grande destaque. A personagem é forte, tem o melhor enredo e virou a mocinha moral da história (já que Aruna/Thaís Melchior é insossa demais).

19º lugar: Marina Ruy Barbosa — A história da menina pobre que sobe na vida não é novidade alguma, mas foi exatamente nesse mote batido e, principalmente, na atuação segura de Marina (que é, sem dúvidas, uma das melhores atrizes jovens da nova geração) que Totalmente Demais teve o seu trunfo maior. Além da Elisa, a atriz ainda fez uma participação (pra lá de visceral) como Isabela na série Justiça.

18º lugar: Grace Gianoukas — Figura rara nas novelas e na própria televisão, pois sempre se dedicou mais ao teatro, e dona de uma interpretação bastante peculiar e exagerada, Grace se destacou do início ao fim em Haja Coração e protagonizou os momentos mais hilários da trama na pele da arrogante Teodora.

17º lugar: Carol Castro — Carol pareceu de um jeito surpreendente em Velho Chico. Diferente de tudo que já fez, ela não só esbanjou boa forma em cenas de nudez e interpretou com bastante emoção Iolanda na primeira fase da trama, como cantou e encantou Afrânio (Rodrigo Santoro) e todo o público.

16º lugar: Fernanda Vasconcellos — Apesar das incoerências e do fraco desenvolvimento do roteiro que envolvia o triângulo Camila-Giovanni-Bruna em Haja Coração, à medida que ia crescendo na trama, Fernanda impressionou pela versatilidade vivendo uma vilã psicopata após várias mocinhas seguidas.


15º lugar: Andreia Horta — Apesar de ter sido prejudicada pela trajetória irregular da sua personagem, a Rosa/Joaquina, Andreia honrou com maestria o protagonismo de Liberdade Liberdade, esbanjando química com Bruno Ferrari e protagonizando ótimas cenas com Lília Cabral e Mateus Solano.

14º lugar: Fabiula Nascimento — Com uma interpretação grandiosa como a forte Eulália, foi um dos maiores destaques da primeira fase de Velho Chico. Emoção pura a cada cena, a cada fala, a cada olhar.

13º lugar: Elizabeth Savala — Ela foi muito criticada inicialmente pelo excesso de exagero, mas uma atriz do quilate da Elizabeth sabe como poucas driblar críticas e se manter digna a um trabalho. Não deu nem um mês e o tom acima da Cunegundes acabou virando a marca registrada da personagem e lhe deu um charme peculiar, o que lhe transformou num dos tipos mais queridos de Eta Mundo Bom, mesmo sendo uma espécie de vilã interesseira. Hilário os momentos em que ela gritava "O meu nome é CU-ne-gun-des".

12º lugar: Camila Pitanga — A vida da atriz não foi nada fácil em 2015. Protagonista da horrenda Babilônia, a atriz foi rejeitada (com razão) por causa da Regina (que ganhou, inclusive, a categoria de "Chatonilda do Ano" na nossa premiação anual). Com Maria Tereza, de Velho Chico, porém, a atriz fez as pazes com o público e deu a volta por cima, protagonizando momentos de enorme carga dramática.

11º lugar: Bruna Marquezine — Dando vida à Beatriz, uma dançarina de boate alçada à fama como estrela de telenovela, em Nada Será Como Antes, Bruna esbanjou sensualidade, mas, principalmente, talento, mostrando uma grande evolução na carreira e maturidade ao optar pela sutileza em cena, ao invés de muitos tons acima. Assim como Marina, também é uma das melhores atrizes da nova geração.


10º lugar: Deborah Evelyn — Ela entrou em A Regra do Jogo no finalzinho de dezembro de 2015 e roubou as atenções para si por sua eficiência com uma personagem cheia de dramas e segredos. Deborah só protagonizou sequências difíceis e densas. Não houve cena alguma mais ou menos. Toda vez em que Kiki surgia, mudava os rumos da novela. Não é a toa que a própria Deborah confessou que esse era seu papel mais difícil que já interpretou na TV. E foi. Me arrisco a dizer que é o melhor da sua carreira.

09º lugar: Thaís Fersoza — Deliciosamente diabólica no papel da vilã-mor de Escrava Mãe e com um tom frio e debochado, Thaís exorcizou de vez a fama de boa moça vivendo a terrível Maria Isabel.

08º lugar: Patrícia Pillar — Patrícia é uma das melhores atrizes do país e tem um domínio cênico invejável. Isabel, sedutora e cruel mulher de Ligações Perigosas que tinha o prazer em enganar e manipular as pessoas, foi a sua quarta vilã seguida e, por mais incrível que possa parecer, ela conseguiu diferenciá-la das três anteriores que viveu (a psicopata Flora, em A Favorita, sua personagem mais marcante; seguida da arrogante Constância de Lado A Lado e da fria Angela Mahler de O Rebu). Trabalho impecável!

07º lugar: Marjorie Estiano — A autora Manuela Dias contou com o talento de Marjorie esse ano em duas ocasiões: quando lhe deu a religiosa Mariana na microssérie Ligações Perigosas e depois em Justiça, onde viveu Beatriz, uma bailarina que fica paraplégica e prefere a eutanásia. Ambas as personagens foram bem fortes e dramáticas e Marjorie impactou pelo realismo de sua interpretação nos dois momentos.

06º lugar: Leandra Leal — A atriz se apropriou da cafetina Kellen (um verdadeiro furacão em forma de mulher) de forma impressionante e, inclusive, das expressões pernambucanas, soando como uma recifense nata, sem exageros e caricatura. Leandra merecia uma Kellen faz tempo. Estigmatizada por quase sempre viver aquelas mocinhas choronas politicamente corretas, sua personagem em Justiça foi um divisor de águas na carreira de Leandra Leal, conseguindo ser má, divertida e sexy, tudo ao mesmo tempo.


05º lugar: Nathalia Dill — Nathalia brilhou absoluta como a vilã Branca, que, em meio ao clima soturno e violento de Liberdade Liberdade, foi responsável pelos momentos mais cômicos (ou tragicômicos). A atriz apostou num sotaque mineiro carregado que acabou divertindo e deu o tom perfeito para a exagerada e voluntariosa vilã, cuja loucura e impropérios foram sendo explorados gradativamente.

04º lugar: Débora Bloch — Protagonista da história mais pesada e impactante da série Justiça, Débora Bloch desempenhou brilhantemente bem todo o dilema moral de sua Elisa. Como pode a mãe se envolver com o assassino da filha? Essa pergunta foi proferida com um tom de indignação por qualquer telespectador; porém, a atriz é tão talentosa que conseguiu dar credibilidade a esse controverso sentimento e sua obsessão em vingar a filha, Isabela (Marina Ruy Barbosa), morta por Vicente (Jesuíta Barbosa). Toda essa história foi muito bem estruturada por Manuela Dias e Débora conseguiu aproveitar todas as oportunidades desse rico enredo para brilhar, em um grau de entrega impressionante.

03º lugar: Adriana Esteves — A saga de Fátima, a humilde empregada doméstica pernambucana que foi presa injustamente por sete anos e só queria reerguer sua vida ao lado dos filhos, comoveu os telespectadores que assistiram Justiça sem precisar necessariamente do famigerado tema "Hallelujah" e foi, sem dúvidas, a melhor história da trama. Principalmente, porque Fátima fez justiça ao talento de Adriana Esteves. Um papel digno de quem conquistou todo o público com a maldosa, porém, querida Carminha, de Avenida Brasil; e a melhor forma de fazer a atriz se desvencilhar da grande vilã com uma mocinha convincente que despertou a torcida do público, algo raro para as heroínas de hoje em dia.

02º lugar: Lucy Alves — É pouco comum ver atores estreantes em novelas com um papel de destaque, principalmente aqueles capazes de movimentar a história como um todo. Lucy Alves fugiu à regra e, mesmo com um papel difícil, driblou todas as desconfianças e conseguiu ser melhor do que muita atriz veterena em Velho Chico por sua interpretação visceral da, não menos visceral, Luzia. Ora louca, ora passional, nos acostumamos a amar a Luzia e até perdoar algumas maldadezinhas que ela fez no decorrer da novela. Dona de frases de efeito e bordões, como as expressões "catraia" e "cutruvia", que caíram na boca do povo, dispensou caras e bocas e atuou com naturalidade. Maior revelação da TV dos últimos anos, Lucy é um grande talento que a Globo descobriu, lapidou e certamente saberá usar em produções futuras.

01º lugar: Selma Egrei — Presente em todas as fases da trama, a personagem de Selma tinha tudo para virar uma espécie de caricatura, uma bruxa rancorosa de desenho animado. Entretanto, a atuação impecável da atriz e o excelente texto fizeram da centenária Encarnação uma das personagens mais interessantes, complexas e cativantes de Velho Chico. Fico imaginando o que seria da novela sem os seus tremiliques e suas frases de efeitos. Claro que a Encarnação teve toda aquela perfeita e pesada maquiagem de envelhecimento que ajudou na construção da centenária, mas sem o talento da Selma Egrei, de nada adiantaria, conseguindo imprimir em sua personagem todo o rancor e firmeza que ela precisava, ao mesmo tempo garantindo que ela esboçasse muita humanidade. É digna de Oscar! Ou de Emmy (#FicaADica)...

Menções Honrosas: Lilia Cabral (Liberdade Liberdade), Giullia Buscacio (Velho Chico), Zezita Matos (Velho Chico), Mariene de Castro (Velho Chico), Luci Pereira (Velho Chico), Julia Dalavia (Velho Chico e Justiça), Cyria Coentro (Velho Chico), Juliana Paes (Totalmente Demais), Viviane Pasmanter (Totalmente Demais), Juliana Paiva (Totalmente Demais), Giovanna Rispoli (Totalmente Demais), Sabrina Petraglia (Haja Coração), Chandelly Braz (Haja Coração), Ellen Roche (Haja Coração), Cristina Pereira (Haja Coração), Flávia Alessandra (Eta Mundo Bom), Camila Queiroz (Eta Mundo Bom), Eliane Giardini (Eta Mundo Bom), Bianca Bin (Eta Mundo Bom), Rosi Campos (Eta Mundo Bom), Amanda de Godoi Bárbara França (Malhação - Pro Dia Nascer Feliz), Larissa Manoela (Cúmplices de um Resgate), Lidi Lisboa (Escrava Mãe), Jussara Freire (Escrava Mãe), Juliana Silveira (A Terra Prometida), Camila Márdila (Justiça), Luisa Arraes (Justiça), Cássia Kis e Débora Falabella (Nada Será Como Antes), Jéssica Ellen (Justiça), Drica Moraes (Justiça) e Taís Araújo (Mister Brau).

      AS PIORES ATRIZES NA TV EM 2016      



05º lugar: Priscila Steinman — Foi muito bizarro a volta da Sofia à trama de Totalmente Demais. A novela, que tinha um estilo leve de conto de fadas moderno, acabou descaracterizada com a volta da personagem e a revelação de que ela era uma psicopata incontrolável. Se a atriz que a interpretou ainda fosse boa, seria mais fácil de digerir, mas nem isso aconteceu. Nos instantes em que a vilã dissimulava ser bondosa e desmemoriada para a família, por exemplo, Priscila atingia doses altíssimas de canastrice.

04º lugar: Daniela Escobar — A Garota da Moto, apesar da boa iniciativa do SBT em sair da mesmice e investir em novos conteúdos, foi uma série difícil de engolir. E um dos principais motivos foi a atuação de Daniela, cuja vilã Bernarda, de tão maniqueísta, parecia saída de uma novela mexicana ruim dos anos 80. Esqueci de colocá-la para votação como "Pior Atriz" na nossa premiação, então aqui fica o registro.

03º lugar: Giovanna Grigio — Saindo de Chiquititas, onde fez sucesso com a protagonista Mili, e caindo direto numa novela global em um papel relativamente importante, a jovem e inexperiente atriz não fez jus à sorte grande que teve e foi infeliz na interpretação de Gerusa, garota doente mais inexpressiva das novelas, em Eta Mundo Bom. Uma pena que o Walcyr só decidiu matá-la perto de acabar a novela.

02º lugar: Luiza Brunet — Em sua participação especial em Velho Chico como Madá, dona de um bordel, Luiza apareceu com uma peruca bem da esquisita que mirou na Marilyn Monroe, mas acertou em cheio na drag queen Salete Campari. A questão maior, porém, foi o sotaque nordestino que Luiza teve de fazer. Estava totalmente estranho, forçado e com uma entonação que, por vezes, lembrava a voz de uma criança. Bizarro. Agora entendo porque sua carreira como atriz nunca decolou: ela não nasceu para isso!

01º lugar: Débora Nascimento — Além do sotaque interiorano artificial demais (que acabou sumindo), Filomena (que já pode ser considerada uma das piores mocinhas de todos os tempos) era extremamente cansativa e insuportável. Pra piorar, não teve química alguma com Candinho, que só não foi prejudicado pela fraqueza da intérprete de Filó porque Sérgio Guinzé estava muitíssimo bem no papel. Em certos momentos, ficou esquecida e sem função alguma em Eta Mundo Bom. Não deu outra: foi ofuscada pelo brilho da Bianca Bin e a Maria acabou virando a mocinha oficial da história! Débora não aguentou o rojão de ser protagonista e ainda precisa se esforçar muito antes de protagonizar uma próxima trama.

Menções Nada Honrosas: Adriana Birolli (Totalmente Demais), Guilhermina Guinle (Eta Mundo Bom), Yara Charry (Velho Chico), Maria Pinna (Cúmplices de Resgate) e Carol Nakamura (Sol Nascente).


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse humilde redator que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


domingo, 28 de agosto de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (21 à 27/8)




  O MELHOR DA SEMANA  



Leonora em Eta Mundo Bom


 

Divertidíssima a ideia de levar a ex-BBB Leonora de Haja coração para ser figurante de uma cena de Eta Mundo Bom. Ela causou a maior confusão. Ellen Rocche está maravilhosa, sambando de salto alto na cara de todo mundo que dizia que ela era uma atriz só de "peito e bunda".

Programa do Porchat



O tão aguardado Programa do Porchat finalmente estreou e, como todos esperávamos, o programa não decepcionou nas risadas. O programa começou superbem com o texto divertidíssimo do Porchat ironizando tudo e todos. Ainda que fosse perceptível uma dose de preocupação, as piadas com a disputa pelo segundo lugar na audiência, a falta de liberdade da TV aberta e principalmente na Record saíram bem. Os pontos fortes ficaram com as pequenas esquetes que exploraram o elenco da casa e youtubers, mas alguma coisa não encaixou ainda.

Talvez pudesse ser a falta de expressividade da primeira entrevistada, Sasha Meneghel, que mesmo concedendo sua primeira entrevista na TV com 18 anos ainda não tem nada de relevante pra dizer; ou o Wesley Safadão que parecia mais incomodado em não estragar seu casamento recente com as perguntas ácidas do Porchat. Mas de fato ainda há muito tempo para que isso possa ser trabalhado nos próximos programas. Fábio, sozinho, é um show. Ele sabe fazer rir e tem sacadas muitos boas, como rir de si mesmo, fazer piada com pessoas e situações inimagináveis, além de interagir muito bem com o público de todas as idades. Apesar de não ter se saído bem como entrevistador, de maneira geral, agradou como entretenimento.

Volta de Santo



Finalmente, chegou ao fim toda aquela enrolação do sumiço de Santo (relembre AQUI). E proporcionou momentos grandiosos para todo o elenco de Velho Chico. Camila Pitanga e Domingos Montagner deram show nas sequências em que Tereza estava atrás de Santo. Foram cenas marcantes e emocionantes demais. A cena da volta do Santo também foi lindíssima, destacando Zezita Matos, Camila Pitanga, Domingos Montagner, Gabriel Leone, Irandhir Santos e, claro, Lucy Alves (que ainda roubou a cena novamente quando Luzia revela a Olívia que ela não é filha de Santo e no seu embate com o marido). Todos deram um show de emoção e entrega.

Primeiro episódio de Justiça


Se o objetivo era deixar o telespectador sem fôlego e prendê-lo com uma história incrível que só vai ter continuidade uma semana depois, missão realizada com sucesso! O primeiro episódio de Justiça (e que iremos acompanhar todas às segundas-feiras) mostrou a história de Elisa (Déborah Bloch), uma professora que não é capaz de perdoar e se conformar com a morte da filha, Isabela (Marina Ruy Barbosa), assassinada pelo noivo, Vicente (Jesuíta Barbosa), à queima roupa (em uma sequência bem dirigida e impactante) depois de flagrada em uma traição.


Todas as palmas para Débora Bloch, que, na minissérie, vive uma personagem bem diferente das que já viveu na TV. É muito bom ver uma atriz já consagrada do quilate dela fora da sua zona de conforto. A Elisa é uma personagem complexa que divide opiniões no público e que, mesmo em apenas um episódio, já passou por algumas fases. Explorou a sensualidade logo na cena que abre o episódio e ao se envolver com um rapaz mais novo, a sofisticação nas cenas que mostram seu cotidiano e convívio com a filha e todo o drama da mãe ao flagrar a morte da filha e a espera depois de sete anos pela liberdade do assassino desta, disposta à matá-lo. Um misto de tristeza, dor, rancor, ódio e desejo de vingança, transmitidos perfeitamente pela atriz. 

Claro que não posso deixar de falar do Jesuíta Barbosa, o ator que é um dos grandes nomes da sua geração. Ele construiu um personagem crível, um playboy mimado que acha que o mundo, inclusive a namorada, precisam se cruzar à sua vontade, mostrando todo o ciúme possessivo e extremamente ciumento de Vicente desde a primeira cena através de pequenos detalhes. Ele e Marina Ruy Barbosa, inclusive, esbanjaram química em cena nos momentos mais calientes.

No final do episódio, quando pensei que a cena terminaria com aquele clássico das novelas (o personagem apontando o revólver para o outro) e nós teríamos que esperar até a próxima segunda-feira para ver o tiro, a minissérie mostra um grito de pai em cena e Vicente, saindo da cadeia, chama uma criança de filha e de Isabela e lhe abraça, fazendo com que Elisa hesite antes de atirar no rapaz. Mal posso esperar amanhã a noite para ver o que a cena vai causar na Elisa...

Segundo episódio de Justiça (o melhor, na minha opinião)


Focado num contexto mais pobre e mais dramático, a trama de Justiça que veremos todas às terças está centrada na saga de Fátima (Adriana Esteves) em reorganizar sua família que se dispersou nos sete anos de ausência em que passou presa injustamente por tráfico de drogas.


Pode parecer bobo que todo o enredo tenha sido desenrolado em torno da figura de um animal de estimação e uma desavença entre vizinhos, algo tão comum, mas a série tenta retratar de forma natural que justamente o cachorro era o ponto de discordância das duas casas. Aos defensores dos animais que ficaram chocados com a cena em que Fátima mata o cachorro do vizinho com um tiro, ela, como uma leoa, quis apenas proteger o filho temendo que o descontrolado cão do vizinho lhe fizesse mal e fez o que qualquer mãe faria ao ver sua cria em perigo. O desejo de proteção foi maior do que qualquer vislumbre das consequências.

E Douglas (Enrique Dias) se vingou colocando drogas na casa da personagem, já que ela tirou dele seu melhor amigo, de quatro patas. Retratado como policial, a série pareceu usar o personagem, seu modo de vida e até mesmo seu jeito de agir para realmente gerar asco no telespectador e faz refletir, afinal, até onde é válida a tal fé pública que os policiais têm? Sete anos depois, após cumprir pena por um crime que não cometeu, o que restou de Fátima não foi o desejo de vingança, mas sim de refazer sua vida e reencontrar seus filhos, mas tudo o que lhe resta agora é uma realidade do lado de fora da cadeia, num mundo que ela não reconhece mais, numa casa que ela não reconhece mais e lidar com a ausência de seus filhos. A única coisa que remonta à ela seu passado em liberdade é a presença daquele que ela menos deseja ver, Douglas, seu ainda vizinho que zomba dela pelos anos detida. O que foi aquela cena final do embate entre os dois, com a Fátima lhe ameaçando com um facão? Um show!


Sem dúvidas, foi o episódio com a maior carga dramática (e o que mais me envolveu).

Além de Adriana Esteves e Enrique Dias, se destacaram também Leandra Leal (que, apesar de ter aparecido pouco, enfim, ganhou uma personagem de TV diferente das mocinhas que vinha interpretando, além de esbanjar sensualidade em várias cenas) e a pequena Letícia Braga.

Terceiro episódio de Justiça


Se, até então, Justiça se mantinha no âmbito emocional dos relacionamentos e enredos, o episódio de quinta (25) resolveu colocar o dedo numa ferida social aberta que o país ainda tem e jogou na roda de uma só vez dois assuntos a serem discutidos: racismo e estupro.

Débora (Luisa Arraes) e Rose (Jéssica Ellen) são unidas desde pequenas por uma grande amizade. Rose é negra e filha da empregada doméstica que ajudou a patroa a criar a filha, Débora, que é branca e rica. Ainda que se fale menos do que se deveria à respeito, devemos nos lembrar que o Brasil ainda é um país racista, mas que o faz de forma velada. Existe um abismo na forma como um negro e um branco são enxergados em determinados ambientes e o roteiro da competente Manuela Dias explorou perfeitamente isso em uma das melhores abordagens sobre o assunto na nossa teledramaturgia, assim como o abismo existente entre Rose e Débora.


Todo mundo já ouviu alguém dizer "Fulano é praticamente da família". Essa é como Rose, que, ao comemorar seu aniversário de 18 anos num luau na praia e comprar drogas para todos os amigos, é detida pelo policial Douglas como traficante. Notem que a ação da polícia em cena é bem clara ao separar negros e revistar apenas estes, como se sua cor já denunciasse seu caráter. Eis aqui, o primeiro dedo na ferida, que a gente finge não enxergar, mas faz parte do nosso cotidiano. O texto foi explícito sobre as diferenças raciais até nas falas da mãe de Rose, ao se fazer valer do passado histórico de sua avó como escrava. E o melhor de tudo: sem cair no didatismo. Débora, que, até então, defendia a amiga com unhas e dentes, fez da sua justiça o silêncio, numa mistura de apatia e autoproteção. O verdadeiro traficante, Celso (Vladimir Brichta), que era namorado de Rose, também se manteve imóvel. E este silêncio custou à garota, mais que sua liberdade, mas a não concretização de seu grande sonho: se tornar jornalista.

Sete anos se passam e o que restou de Rose foram cacos despedaçados do sonho não realizado. Agora, além de negra, ela é uma ex-presidiária, o que por si só já serve para arrastar consigo diversos preconceitos e estereótipos e isso ficou claramente apontado por Marcelo (Igor Angelkorte). Suas chances não são mais as mesmas, nem sua vida. E ela procura Débora e, numa conversa franca, diz o que em minha opinião foi a síntese do episódio: "Eu só fui entender que eu era preta e pobre na cadeia". Até então, ela nunca havia sido apontada, humilhada ou colocada numa situação de interioridade perante os outros. Mas a vida também se mostrou cruel a Débora, que foi vítima de um estupro. Há quem enxergue nisso um pouco de justiça pelo silêncio de outrora, mas não creio que aqui existiu algo de punição a Débora. São situações horríveis e distantes e aqui eis a segunda ferida para se apontar. Uma cena de violência contra a mulher por si só é difícil, sofrida, complicada de se assistir. Os movimentos de câmera, o sangue, o pavor nos olhos de Luisa Arraes fora suficientes para mostrar todo o horror da situação. Rose não se sentiu prejudicada por Débora anos atrás e prometeu ajudá-la a encontrar o homem que a violentou. Resta saber se os sete anos endureceram a garota a ponto de que ela se torne realmente uma criminosa e, principalmente, se amizade entre as duas vai resistir.

Outro grande diferencial do episódio são suas protagonistas. O único dos quatro sem grandes nomes no seu elenco, porém, nem por isso menos estrelar. Jéssica Ellen ganhou essa grande oportunidade nas mãos e a tomar por esse primeiro episódio a atriz tem talento suficiente para segurar a personagem. A Luisa Arraes (que já havia batido um bolão em Louco por Elas e se destacado em Babilônia) continua dando um show em cena. A química entre elas foi o ponto forte do episódio, numa nítida entrega total de duas atrizes que querem fazer dar certo.


     O PIOR DA SEMANA     



Quarto episódio de Justiça (o mais fraco de todos)


Confesso que o episódio de Justiça que mais fiquei ansioso para assistir é o que será apresentado todas às sextas-feiras. Além de ter um tema complicadíssimo e quase nunca abordado na nossa teledramaturgia (a eutanásia), ainda parecia trazer o Cauã Reymond, finalmente, fora da sua zona de conforto vivendo um personagem diferente. Infelizmente, depois de assisti-lo, fiquei decepcionado e achei o mais fraco dos quatro episódios já apresentados.

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Claro que não vou tirar o destaque sensual que Cauã e Marjorie Estiano deram as cenas do casal. A química entre os dois foi incrível e mostrou em pequenos detalhes um casal verdadeiramente apaixonado ou mesmo nas cenas de sexo entre os dois, onde o texto fez questão de demonstrar que ele a ama independente de seus defeitos. Mas, contrariando a expectativa de ver Cauã sair de sua zona de conforto, o que foi apresentado foi mais um personagem do ator revoltado e envolvido com condenação e em busca de vingança (ou justiça, no caso). Mais um Jorginho (Avenida Brasil), André (O Caçador) ou Juliano (A Regra do Jogo) para o currículo do ator. E ainda ficou devendo em vários momentos mais densos e dramáticos.

O ponto mais sofrível, porém, do episódio foi a desconstrução do tempo cronológico da série, ainda no enredo de 2009, pois vimos a decisão de Beatriz em morrer e Maurício sendo preso após atender ao pedido da amada logo no início para só depois ("três dias antes") vermos o acidente acontecer, a relação do casal e a cena onde Maurício consegue os remédios com Celso (Vladimir Brichta). Isso acabou estragando o grande clímax do episódio e jogou foi um balde de água fria na cabeça do telespectador. Também houve um erro de cronologia na delegacia. O Maurício não poderia estar junto dos outros três presos dos outros episódios (Fátima, Rose e Vicente) porque o caso dele é bem mais complexo e demorado. A cirurgia da Beatriz depois do acidente de carro duraria, no mínimo, umas seis horas. Até acordar, diagnosticar a tetraplegia, ela pedir pra morrer, ele conseguir comprar os remédios para matá-la e ser preso, daria uns três dias. Agora tudo isso acontecer na mesma noite, ficou estranho e corrido demais.

Apesar dos pesares, a cena do atropelamento foi impactante e muito bem feito e as seguintes, com Beatriz já no hospital, bem tocantes e emocionantes. Marjorie Estiano, como já esperava, levou as emoções da sua personagem à flor da pele e foi o grande destaque do episódio. Também gostei muito do Vladimir Brichta, que, mesmo já tendo aparecido nos outros três episódios e ser oficialmente do elenco dos episódios das quintas-feiras, teve a maior participação nesta sexta, com uma caracterização perfeita de um surfista aposentado na primeira fase e um empresário do ramo da clandestinidade sete anos depois.

Travessia do Rio Jordão


Olhe só essas imagens abaixo:


Agora me diga: parece ou não parece mais um quadro pintado com tinta guash azul? Mas é só a abertura do Mar Vermel... Digo, do Rio Jordão em A Terra Prometida. Acho que cortaram a verba de criação visual das TVs, porque tá triste de uns tempos pra cá. Teve aquele chroma key vagabundo de Paris no final de Totalmente Demais, a abertura mequetrefe da terra e o envelhecimento tosco dos atores em Os Dez Mandamentos - Nova Temporada e agora isso!

Estreia do Adnight


Volta para o Tá no Ar, Adnet! Essa foi a única coisa que consegui pensar depois de assistir ao Adnight. Enquanto Porchat se manteve dentro das nossas expectativas, Marcelo Adnet desceu ladeira abaixo em um programa que não conseguiu, sequer, mostrar a que veio.

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Acho que o primeiro grande problema foi a ousada escolha do convidado principal, Galvão Bueno, que não tem lá um perfil muito agradável junto ao público. De fato, ele é uma figura mitológica da TV brasileira, então ou Adnet conseguiria quebrar este gelo e apresentar uma nova face de Galvão ou o fracasso do episódio já estaria anunciado. Infelizmente, o que vimos foi um diálogo meticulosamente ensaiado que dava pouca chance para o novato entrevistador.

Talvez, na ansiedade de tentar apresentar algo diferente para evitar a comparação com Jô Soares e até mesmo com Danilo Gentili e seu The Noite, Adnet decidiu deixar o lado "talk-show" de seu programa em segundo plano e apostar numa mistureba televisiva que acabou por ser revelar heterogênea. Quando Adnet decidiu chamar Arnaldo Cezar Coelho, Reginaldo Leme e Daniela Mercury, eu me senti assistindo o extinto Video Game do Video Show. E quando tentou, finalmente, trazer alguma informação nova, o máximo que conseguimos saber sobre Galvão foi que ele perdeu a virgindade com 15 anos e gosta de carne mal passada. Muito interessante...

Não entendi se o programa é um talk-show, um show de humor, um quadro do Fantástico, enfim, foi um emaranhado de informações desconexas que me confundiu. É óbvio que ainda há muito o que ver sobre o que a Globo e o Adnet prepararam para o Adnight, mas não há dúvidas de que esses próximos episódios que virão precisam ser bem diferentes do que vimos na estreia.

Final de Eta Mundo Bom


A reta final da novela das seis ficou marcada pela adoção de um típico clichê das novelas: o sequestro da mocinha (Filomena) com seu filho pelos vilões da trama (Ernesto e Sandra). As cenas do sequestro ficaram marcadas pela inexpressividade de Débora Nascimento e Eriberto Leão, enquanto Flávia Alessandra se destacava. O ponto mais alto foi a perseguição policial contra os vilões, que culminou em um acidente de carro que matou Ernesto. Mas aqui vale dois parênteses: 1 - a batida em si deixou a desejar, com um resultado pra lá de falso; 2 - a forma como o sequestro do filho de Candinho foi desmontado (Celso lembrou do nada que Ernesto tinha família do interior de São Paulo e, só com essa informação, conseguiu capturá-lo). O recurso do personagem esperto é sempre usado, mas na novela às vezes é tanto que eles parecem até telepáticos (vide a detetive Maria e sua extrema esperteza e inteligência).


O penúltimo capítulo se encerrou com o casamento de Mafalda e Romeu, deixando a dúvida se ela iria se casar com o ex-vigarista ou com Zé dos Porcos (uma escolha errada, uma vez que o acidente de Ernesto ou a perseguição policial, apesar de clichê, traria bem mais impacto). Como se já não tivesse ficado mais do que óbvio há meses que o Walcyr Carrasco estava forçando a barra ao máximo para a Mafalda escolher o cegonho do Zé dos Porcos, não é mesmo?

E assim aconteceu, selando o quão mal-desenvolvida foi esse triângulo amoroso, uma vez que todo o sentimento de Romeu não serviu para nada. Mafalda nunca sentiu nada pelo Zé. A história era dela e do Romeu, da transformação dele pela caipira através do amor. Mas, do nada, Mafalda passou a amar o Zé e Romeu voltou a ser o vigarista de sempre (houve até uma traição bem forçada com Sarita). Não convenceu. Em compensação, Camila Queiroz e Anderson de Rizzi fizeram uma linda cena na qual Mafalda, enfim, conheceu o tão falado cegonho.

O desfecho da história de Gerusa e Osório pisou tão fundo no melodrama açucarado que chegou a atacar a minha glicose. Ela morreu de uma doença grave enquanto dançava valsa com o amado e Osório deu à ela uma aliança no caixão e acabou morrendo "de amor" em cima do corpo dela. Bonito, pode acontecer, mas também um tico exagerado, né? Até porque a cena seguinte dos dois dançando uma valsa em outro plano espiritual foi totalmente constrangedora. O autor mirou no momento romântico de Serena e Rafael no final de Alma Gêmea, mas acabou acertando mesmo na igualmente bizarra cena da morte de Nicole em Amor à Vida. Em nada combinou com a proposta da novela (que em momento nenhum apresentou algo espírita).

Em compensação, o momento em que Sandra finalmente vai para a prisão mostrou-se, com larga vantagem, a melhor cena do capítulo. Fichada, a vilã divide uma cela com outras presidiárias e arruma uma briga com elas, sendo levada para a solitária e obrigada a comer uma comida de péssima qualidade. Flávia Alessandra brilhou com o desespero da megera ao se ver sozinha e proporcionou o melhor momento do capítulo final, muito embora a prisão de Sandra lembrasse o final da vilã Judith de Caras e Bocas, que também teve o mesmo fim e acabou na solitária.

As únicas parte que gostei mesmo no final foi o discurso otimista e emocionante de Candinho no casamento e o "FIM" na bunda da Débora Nascimento (exatamente igual à cena final do filme do Candinho, interpretado pelo Mazzaropi e que inspirou a novela). De qualquer forma, como um todo, Eta Mundo Bom sai de cena com um saldo final pra lá de positivo e certamente deixará muitas saudades (até porque as chamadas desanimadoras de Sol Nascente indicam que vem aí um belo de um sonífero). Como disse em minha crítica final sobre a novela (leia AQUI), foi um "arroz com feijão" requentado que deliciamos como um manjar dos deuses. Eta novela boa!

domingo, 31 de julho de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (24 à 30/7)




   O MELHOR DA SEMANA   



Penúltima semana de Liberdade Liberdade


Rubião descobre verdadeira identidade de Joaquina (Foto: Felipe Monteiro/Gshow)

A personagem de Liberdade Liberdade que fez o público rir morreu provando, literalmente, do seu próprio veneno. E até na morte trágica, Branca foi engraçada, saindo de cena em grande estilo. Nathália Dill conseguiu o feito de transformar uma personagem amoral com todos os defeitos possíveis e que deveria gerar raiva em um tipo simpático que caiu nas graças do público. O tom propositalmente exagerado adotado pela atriz caiu como uma luva para a vilã.

Só perdoo o Mário Teixeira por ter eliminado a melhor personagem da trama faltando duas semanas para o seu término porque a reta final de Liberdade Liberdade está imperdível. Andreia Horta e Mateus Solano foram os donos da novela na semana. O cerco se fecha cada vez mais sobre os personagens de Vila Rica. Rosa descobriu que Rubião matou Raposo (Dalton Vigh) e ele descobriu que Rosa é, na verdade, Joaquina, a filha de Tiradentes. Os dois atores deram um banho de atuação com o choque do vilão e o ódio da mocinha, protagonizando sequências fortes e aterrorizantes, como Rubião (que, finalmente, tirou sua máscara de bom moço para a heroína) "brincando" de roleta-russa com Joaquina e depois estuprando a própria esposa.

Lucy Alves


Luzia parte para cima Tereza (Foto: Inácio Moraes/Gshow)

Lucy Alves está cada dia melhor em Velho Chico. Eu já elogiei ela várias vezes. Merece ganhar todos os prêmios de melhor atriz revelação nas premiações de final do ano com certeza. As cenas em que a peste da Luzia se altera e surta exigem muito talento e maturidade da atriz, que nem parece estar estreando nessa novela. Chega a ser tragicômico! Lucy se entregou pra valer na sequência em que sai no tapa com a "cutruvia" da Tereza (Camila Pitanga ótima também).

Míriam Freeland



Míriam Freeland está roubando a cena em A Terra Prometida como a prostituta Raabe. Mesmo na pele de uma personagem que poderia criar uma polêmica para o público conservador ao qual a novela é direcionada, o povo comprou essa prostituta sofredora e heroína, ao mesmo tempo, que vem tendo ótimos momentos na trama bíblica. Já virou a protagonista da história!


      O PIOR DA SEMANA      



Apolo e Tancinha


Apolo dá soco em Beto na Peripécia (Foto: Isabella Pinheiro/Gshow)

Há uma semana que Haja Coração está num lenga-lenga envolvendo o término do noivado de Tancinha (Mariana Ximenes) e Apolo (Malvino Salvador). Ela, uma insuportável que só sabe berrar. Ele, um grosseirão que só sabe apelar para a violencia para resolver seus problemas. Essas constantes brigas entre os dois cansam e tornam o casal protagonista entediante, uma vez que ambos apresentam um excessivo ciúme um do outro. Nada de novo acontece e as cenas vivem se repetindo. Daniel Ortiz, vamos focar em Shirlipei que é bem melhor, não acham?

Novos logotipos dos programas da Globo



De uns tempos para cá, tentando pagar de "modernona", a Globo anda cagando e andando com os logotipos e vinhetas dos seus programas. Olha só a "repaginada" que deram nas marcas das sessões de filme e do Mais Você. Tosco! Horrível! Medonho! Que falta Hans Donner faz, viu...

Erro na passagem de tempo dos bebês em Eta Mundo Bom



O tempo passa, o tempo voa e a filha da Maria (Bianca Bin) continua um bebê. Quando a Filomena (Débora Nascimento) descobriu-se grávida, a filha da Maria já havia nascido, mas o filho da mocinha com Candinho (Sérgio Guizé) aparenta ser bem mais velho que e o da Maria, que parece ser um bebê de uns cinco meses. O mesmo acontece com o filho da Dita (Jennifer Nascimento), que parece mais velho que o de Maria e nasceu bem depois do dela. Mistério...

Morte de Filipe


Filipe é perseguido por Samurai, tem sua moto empurrada e cai desacordado (Foto: TV Globo)

Para fechar essa temporada pavorosa (que felizmente está terminando) e honrar a trama pessimamente desenvolvida desde o início, o autor resolveu matar o Filipe (Francisco Vitti), que, do pouco que eu vi, formava com Nanda (Amanda De Godoi, que, justiça seja feita, deu um show nos momentos de dor e de luto e salvou essa morte gratuita de um equívoco completo) um dos únicos casais que tinham química e deram certo nessa Malhação. Desnecessário, viu...

Para piorar, a sua despedida da novelinha foi vergonhosa e cheia de inverossimilhança. Filipe descobriu que Ciça (Júlia Konrad) estava sendo mantida em cativeiro por Samurai e resolveu soltá-la. Caso não lembrem, Ciça era aquela que começou má, depois virou boa, aí voltou a ser má, virou boa de novo, sumiu da trama e agora voltou, tá! Acontece que o vilão Samurai (Felipe Titto) pega Filipe no flagra e aí começa aquela perseguição típica de últimos capítulos de temporadas recentes de Malhação. O cara tava fugindo de um marginal de moto. E adivinha só o que ele faz? Sai correndo em disparada? Não. Para e ainda espera ele chegar mais perto. Ai, ai, estão achando que adolescente é burro, só pode... Ninguém morre caindo de moto em um mato "macio", ainda mais usando capacete. No máximo, a pessoa ficaria machucada. Bem forçado!


Visite a nossa fan page para assistir Cuna de Lobos, que está sendo exibida diariamente, sempre ao meio dia. Clique na foto para (re)ver os capítulos:



domingo, 10 de julho de 2016

O Melhor e Pior da Semana (26/6 à 9/7)




OBS.: Como expliquei lá na nossa fan page, tive que viajar por problemas de saúde e não pude escrever a nossa seção fixa de todo santo domingo com o melhor e o pior da TV da semana passada (26/6 à 2/7). Hoje, portanto, juntarei aquela semana com essa também (3 à 9/7).


   O MELHOR DA SEMANA   



O "despertar" de Velho Chico



Após um período arrastado, com poucos acontecimentos relevantes e um foco excessivo em questões políticas, Velho Chico vem mostrando uma benéfica mudança de rumo nos capítulos mais recentes. A novela ganhou novo fôlego com a revelação de que Miguel (Gabriel Leone) é filho de Santo (Domingos Montagner) e entrou em sua melhor momento desde a estreia, resultando em capítulos primorosos e atuações fantásticas. Falei mais detalhadamente sobre isso bem AQUI. Foi uma semana decisiva. Demorou, mas valeu a pena esperar pelo grande "despertar" da novela das nove. Velho Chico empolga quando carrega no drama com tintas de tragédia grega. Que a excelência apresentada continue se mantendo até o final da novela.

Racismo em Velho Chico



Vale ressaltar que a novela das nove também prestou um belo serviço com uma abordagem corajosa contra o racismo. No capítulo de quinta da semana passada (30/06), assim que Sophie (Yara Charry), namorada francesa de Miguel (Gabriel Leone), botou os pés na fazenda, Afrânio (Antonio Fagundes) ficou de queixo caído e disparou sem dó nem piedade: "Mas é uma negrinha! Precisava atravessar o Atlântico pra isso? Com o tanto que temos aqui". Que horror!

Quem ficou surpreso com a atitude e achou que Afrânio não podia ser racista porque tem uma filha negra, não entende nada sobre como o racismo funciona. Como o próprio disse, a filha dele é mais "clarinha". Na visão de Afrânio, um clássico coronel nordestino arcaico, aos negros só devem ser reservados em sua fazenda o espaço da roça e da cozinha. É o famoso "Não sou preconceituoso, mas (...)". Um pensamento que, infelizmente, vemos diariamente em todo lugar. O tremendo diálogo (entre muitos outros) que se seguiu e que permeou, praticamente, o capítulo inteiro discutiu o racismo de forma contundente e muito inteligente, amparado num texto bem escrito e inspirado e nas ótimas atuações de Antonio Fagundes, Gabriel Leone, Marcelo Serrado (Carlos), Lee Taylor (Miguel), Selma Egrei (Encarnação), Camila Pitanga (Isabel) e Cristiane Torloni (Iolanda). Uma pena que a aposta Yara Charry tenha deixado a desejar.

Núcleo de Giovanni, Camila e Bruna



O triângulo amoroso entre Giovanni, Camila e Bruna vem se tornando um dos pontos positivos principais de Haja Coração. Embora o par não seja exatamente um casal arrebatador, Agatha Moreira e Jayme Matarazzo têm boa sintonia em cena. A atriz tem feito boas cenas tanto nos momentos em que Camila se mostra grosseira, quanto nas sequências em que ela evita ao máximo lembrar-se de seu passado, ainda que se depare com lapsos que retomem estas memórias. Jayme, por sua vez, também convence em cena, apesar de interpretar mais um jovem revoltado e inseguro, o que é uma constante em sua carreira. Mas o destaque especial vai para Fernanda Vasconcellos. A talentosa atriz, com uma carreira marcada por papéis de mocinhas choronas, tem nas mãos a primeira vilã de sua carreira e, assim que Bruna descobre o romance de Giovanni e Camila, ganhou um merecido destaque, protagonizando ótimas cenas com os dois. A personagem vem se mostrando capaz de manipular friamente o casal um contra o outro, em virtude da rejeição que aos poucos vai se transformando em ódio. Estas sequências valorizaram ainda mais o talento de Fernanda, que já de algum tempo merecia um papel diferenciado como este. Mais situações vêm por aí, conforme Camila vai retomando a memória e Bruna vai agindo para separar o casal. E estas situações irão render mais boas cenas.

A nova loira do Trust




Desde que o Zorra se reinventou e deixou para trás o "Total" (com aquelas piadas prontas e previsíveis naquelas enquetes sem graça), o programa não só ganhou status, como também virou outro programa. Debochado, dinâmico, criativo. As sátiras políticas, então, viraram o ponto alto da atração. Na última semana, rolou o quadro A Nova Loira do Trust, parodiando a música "A nova loira do Tchan" e satirizando a mulher do Eduardo Cunha. A imitação impagável da Dani Calabresa, a caracterização perfeita dos personagens, o elenco bem afinado, a coreografia bem ensaidada, a ironia certeira para fazer rir e pensar, enfim. Foi simplesmente fantástico!

Bate e Volta com Mara e Catra



Já falei que acho original e inusitada a iniciativa da Band de colocar pessoas de estilos diferentes para trocarem ideia no Bate e Volta. O programa é bem interessante e agradável. A participação da Mara Maravilha com o Mr. Catra essa semana foi, sem dúvida, o melhor episódio. Os dois debateram e discordaram sobre assuntos como homossexualismo e drogas.

Urraca




Não é só a Thaís Fersoza que está dando um show como a terrível Maria Isabel em Escrava Mãe. Jussara Freire também está incrível na pele da Urraca. Embora esta seja mais puxada para a comédia, é daquelas vilãs que, por mais megera que seja, dá prazer de assistir. Adorando sua dobradinha com o filho Almeida (Fernando Pavão) e com a rival Rosalinda Pavão (Luiza Tomé). Depois da Donana em Pecado Mortal, mais uma vilã deliciosamente terrível para a sua carreira.

Criança Esperança


Com o sucesso do Teleton e os constantes boatos de que grande parte das doações sejam desviadas, de que a Globo usa as doações para reduzir impostos e mimimi, a emissora se viu obrigada a reformular o Criança Esperança para convencer o telespectador a participar da campanha promovida por uma emissora cujo lucro anual é de quase 3 bilhões de reais. Renato Aragão e cantores cederam espaço a outras atrações da própria TV Globo. Enquanto Silvio Santos é a marca máxima do SBT, a teledramaturgia caracteriza a imagem do canal platinado.


Por isso mesmo, achei louvável a ideia de trazer personagens históricos das novelas no chamado "mesão". Tieta (Betty Faria), Visconde de Sabugosa, Dona Benta (Nicette Bruno), Tia Nastácia (Dhu Moraes), Sassá Mutema (Lima Duarte), professora Clotilde (Maitê Proença), os vampiros Natasha (Claudia Ohana) e Matoso (Otávio Augusto), o galã Fabian (Ricardo Tozzi), Mamuschka (Rosi Campos) e Carretel (Nelson Freitas) pediram doações aos telespectadores. Foi uma oportunidade do público rever ícones da teledramaturgia brasileira. Nostalgia pura.

Caracterizados com seus respectivos personagens da Nova Escolinha do Professor Raimundo, Mateus Solano, Evandro Mesquita, Marcelo Adnet, Otaviano Costa, Fabiana Karla, Betty Gofman e Lúcio Mauro Filho também deram o ar de sua graça. Eles cantaram a música "Pelados em Santos" do saudoso grupo Mamonas Assassinas. Mais uma vez, a nostalgia se fez presente.

Mais de cem atores passaram pela bancada. O elenco platinado foi mobilizado. A Globo também acertou na escolha do quarteto que comanda o espetáculo. Dira Paes, Flávio Canto, Lázaro Ramos e Leandra Leal são personalidades que sempre defenderam a responsabilidade social.


O formato do Criança Esperança ficou bem mais interessante. O programa soube se atualizar e apresentou um harmonioso conjunto misturando entretenimento, projetos sociais e matérias emocionantes (destaque absoluto para a apresentação arrepiante de Alcione cantando o hino do funk "Rap da Alegria", numa versão mais lenta, ao lado de mães que perderam seus filhos para a violência), deixando aqueles shows frios e pirotécnicos de lado e trazendo um clima mais agradável e gostoso de se ver para um formato tão importante para as crianças do país.

A Terra Prometida




Com uma cronologia ousada, A Terra Prometida, nova trama bíblica da Record que vai dar continuidade a saga dos hebreus do Egito, quase pegou o telespectador de surpresa mostrando logo em suas primeiras cenas a quase queda das muralhas de Jericó, outra passagem emblemática da Bíblia que vai ser mostrada na trama. Não foi inovador, mas achei bem interessante mostrar o final da trama logo na estreia e, tal qual os seriados americanos, dar um retrocesso de seis meses, mostrando tudo que aconteceu até chegar aquele momento. 

A Terra Prometida não poderia ter estreado melhor. Ficou nítido que a trama teve um tratamento muito maior que o de Os Dez Mandamentos em todos os sentidos e, mesmo sendo uma continuação, vai traçar seu próprio caminho. Ao que parece, o grande trunfo de A Terra Prometida certamente será seu elenco. Nomes de peso como Beth Goulart e ex-globais contratados especialmente para a trama (como Igor Ricky, Cristina Oliveira, Elizangela, Kadu Moliterno e Paloma Bernardi) dão a credibilidade que faltou em Os Dez Mandamentos. Juliana Silveira (vilã Kalesi) e Miriam Freeland (prostituta Raabe) foram as donas da novela nessa semana inicial e mostraram que suas personagens serão os destaques femininos da trama.

Assim como em Escrava Mãe, a Record investiu (o que normalmente não acontecia) e apresentou uma animação com o resumo da luta de Josué (Sidney Sampaio) rumo à Terra Prometida, dando uma embalagem digna e bem criativa para a nova trama.


A Terra Prometida tem todas as ferramentas para agradar. Sem o ineditismo da fórmula da trama de Moisés, a novela vai ter que prender o telespectador por sua pura e simples boa trama.


   O PIOR DA SEMANA   



A morte de Raposo



Claro que sei que a morte de Raposo (Dalton Vigh) em Liberdade, Liberdade deve ter algum propósito para o andamento da (boa) história da trama. O autor não ousaria matar um personagem tão importante sem um propósito digno para o desenrolar dos acontecimentos. Quer dizer, assim espero, afinal, João Emanuel Carneiro matou a Djanira (Cássia Kis numa atuação magistral) em A Regra do Jogo e vocês lembram como ficou a novela, né? O personagem saiu de cena em grande estilo e o clima de luto rendeu cenas emocionantes. Mas o fato é que a novela das onze vai ficar muito mais pobre sem Dalton Vigh em um dos seus melhores momentos na TV. Dom Raposo era um personagem querido, merecia mais tempo na trama e poderia ter rendido muito mais (como seu romance mal resolvido com Virgínia/Lília Cabral, a relação com a filha Rosa/Andrei Horta e o pequeno Caju/Gabriel Palhares e, principalmente, a reação quando o filho André/Caio Blat se descobrisse gay). Uma pena.

Dublagem pavorosa do Batalha de Cozinheiros



Muito ruim essa dublagem do Buddy Valastro. A voz do dublador não combina em nada com o gringo. O chef para de falar e a voz ainda sai na sua boca. Mistééééério! Estranhíssimo acompanhar uma disputa com brasileiros e um apresentador dublado. E o ritmo deve ser truncado na gravação. Valastro fala em inglês e os competidores (usando um ponto eletrônico) respondem em português. Imaginem só o trabalho árduo na tradução simultânea que é cortada na edição... De resto, o programa não apresentou nada de atrativo. Ainda mais se formos compará-lo com outro reality concorrente no horário, MasterChef. Péssima estratégia da Record em colocar sua atração no mesmo dia e horário que o sucesso culinário da Band. São duas atrações bem parecidas. Com a diferença de que o programa de Fogaça, Paola e Jacquin já está consolidado na audiência e na preferência do público e é realmente atrativo.

Mega Senha Sidney Oliveira



O Mega Senha, game show (muito bom, por sinal) da Rede TV!, foi rebatizado. A partir de agora, ele passa a ser chamado de... Mega Senha Sidney Oliveira!!! Oi?! Sim, é isso mesmo. Que título mais ridículo, viu... Para quem não sabe, Sidney Oliveira é o nome daquele dono da rede de farmácias Ultrafarma. Homenagem? Nada disso. Trata-se de uma mega ação de marketing, envolvendo um valor que gira em torno de 1,5 milhão de reais POR MÊS para a Rede TV! de patrocínio da Ultrafarma. Mas que título mais esdrúxulo, né? Ah, se isso vira moda no canal... O A Tarde é Sua ia virar A Tarde é Sua, da Top Therm e do Ômega 3! Bem cafona!

Final de Os Dez Mandamentos




Os Dez Mandamentos chegou ao fim proporcionando surpresas nada agradáveis ao telespectador e com um ar totalmente amador e tosco, sem o mínimo de cuidado e esmero. A produção, como um todo, dessa segunda temporada foi desastrosa e decepcionante, mas os capítulos finais foram de uma precariedade total, com caracterizações a base de talco para envelhecer atores jovens e uma batalha sangrenta sem nenhuma gota de sangue. Falei mais detalhadamente sobre isso AQUI. A cena final mostrou a morte de Moisés (Guilherme Winter). Ele sobe no Monte, já perto de Jericó, para ali morrer e ser enterrado pelo próprio Deus, até que o Arcanjo Miguel trava um duelo contra o diabo pelo corpo de Moisés. A sequência tinha tudo para ser antológica e encerrar essa temporada com dignidade, mas o que se viu, mais uma vez, foi de total amadorismo. A batalha do bem e do mal se resumiu a uma lutinha pobre de desarrumados ninjas titãs de causar vergonha alheia em Power Ranger e Karatê Kids. Até a Sonia Abrão (defensora incansável da trama) detonou a cena. Triste fim para a saga de Moisés!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Previsões Eu Critico Tu Criticas para a dramaturgia em 2016



O que esperar das novelas, séries e minisséries de 2016? Será que teremos uma safra tão boa quanto a de 2015, que, apesar de algumas tranqueiras, muita coisa valeu a pena? As cartas do tarot, por favor! Para ter uma visão panorâmica do que vem por aí, o Eu Critico Tu Criticas baixou a Mãe Dinah que mora dentro de mim e resolveu fazer algumas previsões com as tramas neste ano. Confira:


A Regra do Jogo

Chances de ainda conseguir parar o país: 23%


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A Regra do Jogo ficará no ar até o final de março e, em uma entrevista dada ao UOL, João Emanuel Carneiro disse que vem muita coisa boa pela frente e promete reviravoltas no núcleo da família Stuart, já que Orlando (Eduardo Moscóvis) será assassinado e Kiki (Débora Evelyn) deve voltar para casa, e na vida de Romero (Alexandre Nero), principalmente depois que Dante (Marco Pigossi) e Tóia (Vanessa Giácomo) descobrirem quem ele é de verdade. Tóia, inclusive, depois de descobrir as razões da morte de seu pai biológico, vai revelar uma nova faceta (vingativa?) para o público. Estas são as expectativas. Vamos ver o que acontece. Sinceramente, desisto! Metade da novela são núcleos paralelos que não interessam. Há essa promessa da novela se tornar um novelão depois do fatídico capítulo 100 e queria muito acreditar nisso, mas o problema é que a novela já chegou ao capítulo 100 e não tá lá essa maravilha toda. O jeito é se conformar e partir pra outra. #DerrotaNaGuerra

Totalmente Demais

Chances de continuar sendo uma boa novela esse ano: 95%



A novela das sete está no ar há quase dois meses e deve terminar só em maio de 2016, mas, até o momento, tem sido extremamente agradável e a história é muito gostosa de se acompanhar. E tem tudo para manter toda a qualidade já apresentada pelos próximos meses. Só se baixar o espírito boogieoogieano ou iloveparaisopolinesco e Totalmente Demais virar um trambolho, né?

Haja Coração

Chances de flopar: 99%



Em maio será a vez da faixa das 19h receber uma novela com cheiro de fracasso instantâneo: Haja Coração. O autor é Daniel Ortiz, elogiado por Alto Astral, exibida nesse mesmo horário até maio de 2015. Trata-se de um remake de Sassaricando (1987), novela de seu mentor Silvio de Abreu, com o acréscimo de novos personagens e tramas. Os saudosistas aguardam a releitura de tipos inesquecíveis como Fedora (Cristina Pereira) e Aparício (Paulo Autran). A destrambelhada e icônica feirante Tancinha, papel marcante na carreira de Claudia Raia, foi escalada para ser da Monica Iozzi, passou para Isis Valverde, passou para a Paolla Oliveira e agora será vivida, definitivamente, por Mariana Ximenes. Essa é a personagem mais lembrada da novela, mas é equivocadamente chamada de protagonista de Sassaricando, quando, na verdade, ela é apenas uma secundária que cresceu muito e ofuscou os outros. E quando os coadjuvantes conseguem despertar mais a atenção do público que os próprios protagonistas, é porque a história da trama não é lá grande coisa, né? E, na boa, eu não consigo imaginar a Mariana Ximenes vivendo uma gostosona ignorante como a Tancinha. Sei não, mas tô achando que Haja Coração vai estragar todo o trabalho que Alto Astral fez em reerguer os índices do horário das sete e que I Love Paraisópolis e Totalmente Demais conseguiram elevar.

Êta Mundo Bom

Chances de ser um sucesso: 99%



Prevista para estrear no dia 25 de janeiro no lugar de Além do Tempo, a nova novela das seis promete juntar tudo que consagrou Walcy Carrasco numa mesma novela: título cafona, núcleo do chiqueiro, torta na cara, gente sendo jogada no chiqueiro, forte sotaque caipira, animais interagindo com pessoas, texto didático e nada sutil e muita repetição de palavra no melhor estilo Amor à Caçamba. Candinho (Sérgio Guizé) foi criado por Cunegundes (Elizabeth Savalla) e Quinzinho (Ary Fontoura), donos de uma fazenda no interior de São Paulo. Ele se apaixona por Filomena (Débora Nascimento), primogênita do casal, e é expulso de casa. Ao lado do burro Policarpo, seu amigo inseparável, Candinho segue para a capital em busca de encontrar sua mãe: a rica viúva Anastácia (Eliane Giardini), que foi obrigada a se separar do filho assim que ele nasceu. Mas ela jamais desistiu de procurá-lo. De olho na herança da tia, Sandra (Flávia Alessandra), a grande vilã da história, fará de tudo para impedir que mãe e filho se reencontrem. Além disso, Candinho terá que encarar inúmeras aventuras na cidade grande. Walcyr repetirá a fórmula que produziu êxitos de sua carreira como O Cravo e a Rosa (2000), Chocolate com Pimenta (2003) e Alma Gêmea (2005), com uma história leve e personagens carismáticos. Tem como Eta Mundo Bom não dar certo? IM-POS-SÍ-VEL! Esse é o único horário que eu aceito o humor brejeiro e infantilóide do Walcyr! Às seis, sim, ele vira Reicyr!

Ligações Perigosas

Chances de flopar: 55%



Adaptação do clássico francês escrito no século XVIII por Choderlos de Laclos, a minissérie de dez capítulos, de autoria de Manuela Dias, é ambientada nos anos 1920 e estreia nessa segunda-feira (04/01) após A Regra do Jogo. Patrícia Pillar e Selton Mello interpretam os protagonistas Isabel d’Ávila de Alencar e Augusto de Valmont, aristocratas amorais que compartilham o gosto por jogos perversos de sedução. Uma das vítimas da dupla é Mariana, uma mulher casada e virtuosa, interpretada por Marjorie Estiano. O elenco ainda inclui nomes como Alice Wegmann, Jesuíta Barbosa, Leopoldo Pacheco e Aracy Balabanian. Pelas chamadas, deu pra ver que a minissérie será de imensa qualidade: fotografia de cinema, trilha sonora caprichada, produção perfeita, atuações esplendorosas... Mesmo levando em conta que as minisséries de início do ano da Globo vem sendo um sucesso atrás do outro (O Canto da SereiaAmores RoubadosFelizes Para Sempre?), algo me diz que essa Ligações Perigosas vai ser que nem Os Maias: elogiada pela crítica e um fracasso de audiência.

Malhação - Seu Lugar no Mundo

Chances de melhorar: 1%



Nas redes sociais, nas rodas de amigos, nas conversas de whatsApp, é unanimidade: FORA DILMA NINGUÉM SUPORTA MAIS A 'SEU LUGAR NO MUNDO'!!! A atual temporada da Malhação é uma das piores de todos os tempos. Para o nosso azar, devido as Olimpíadas de 2016, a temporada será estendida até 2017. Haja paciência! Mas haverá um intervalo durante o período das Olimpíadas. O autor Emanuel Jacobina trabalha em uma nova sinopse de Seu lugar no mundo. A temporada ficará no ar até dia 5 de agosto de 2016, mas voltará após as Olimpíadas com outras tramas e personagens, uma espécie de segunda temporada. Alguns personagens, porém, permanecerão na nova fase. São os casos de Rodrigo (Nicolas Prattes), Luciana (Marina Moschen), Filipe (Francisco Vitti), Nanda (Amanda de Godoi), Dona Vanda (Solange Couto) e Uodson (Lucas Lucco). Este último, porém, ainda não é certeza. É que o cantor tem uma agenda de shows agitada e não sabe se conseguirá atuar na TV e mandar esse arrocha é pra você que achou que eu tava aqui sofrendo pelos palcos ao mesmo tempo. A esperança é que role uma grande reestruturação nessa segunda fase da temporada e que se torne pelo menos um pouco assistível. Mas, por via das dúvidas, tenho uma opção melhor: IMPEACHMENT DA SEU LUGAR NO MUNDO JÁ!!! E quem assume é a Malhação Sonhos. Quem apoia?

Supermax

Chances de ser um sucesso: 90%



Supermax é a série que a Globo prepara, com previsão de estreia para outubro, aos domingos, após o Fantástico. A trama se passa em um presídio de segurança máxima no meio da Amazônia, onde um grupo de 12 pessoas integra um reality show, nunca antes visto na TV. Todos os participantes guardam um segredo em comum: já cometeram um crime obscuro. Para vencer o jogo e conquistar o prêmio de dois milhões de reais, eles precisam esconder o delito pregresso uns dos outro. Mas o que nenhum deles imaginam é que apenas um sairá de lá vivo!!! Jesus, Maria, José, que reality é esse, meu povo?! O projeto, criado e dirigido por José Alvarenga Jr., conta no elenco com nomes conhecidos do grande público (como Mariana Ximenes, Cléo Pires e Erom Cordeiro) misturados a outros não tão populares, em um elenco selecionado rigorosamente durante seis meses por todo o Brasil. A série terá 12 episódios e, numa mistura de ficção científica com suspense, thriller, terror e drama, Supermax bebe na fonte (e já admite isso!) de séries como The Walking Dead e True Detective e do filme Jogos Mortais e tem tudo para ser um dos principais acertos da TV aberta esse ano. Sinto cheiro de lacre!

Liberdade, Liberdade

Chances de flopar: 91%



Desde o remake de O Astro, primeira novela da Globo a ir ao ar às 23h, em 2011, apenas uma produção vai ao ar no horário por ano. Mas nesse ano as coisas vão mudar. Devido ao sucesso estrondoso de Verdades Secretas, em 2016 teremos duas novelas das onze. A primeira é Liberdade, Liberdade, prevista para abril, que contará a história de Joaquina, a filha do Tiradentes. Depois, no segundo semestre, a Globo deve lançar Justiça, da qual não se sabe muito ainda, mas será inspirada numa obra de Shakespeare. A mocinha de Liberdade, Liberdade será interpretada por Andrea Horta. Mateus Solano fará sua primeira novela desde o Félix de Amor à Vida (2013). Ao lado de Nathália Dill, os dois serão os vilões da trama. Liberdade, Liberdade ainda nem começou a ser gravada, mas já agita os bastidores do Projac. Segundo o site Notícias da TV, a direção de Dramaturgia diária da emissora decidiu afastar da supervisão de texto da novela o autor Euclydes Marinho porque seu trabalho foi considerado insatisfatório. O roteiro não atendeu as exigências da emissora e foi necessária uma reforma total na trama, tendo que reescrever todos os capítulos já escritos. Quem entrou no lugar de Euclydes Marinho foi Mário Teixeira, que escreveu a péssima I Love Paraisópolis. Nessas, fica a dúvida: a Globo viu que a novela ia ser ruim e resolveu correr atrás do prejuízo antes de ir pro ar e virar uma "bomba" ou as novas adaptações estragarão o roteiro inicial? Nunca vamos saber... Já dizia minha mãe: tudo que começa errado, acaba muito pior! Sei não, viu...

Velho Chico

Chances de ser uma nova Em Família: 100%



Finalmente, Benedito Ruy Barbosa ganhou o direito de escrever uma novela das nove. O veterano é uma grife de novelões bem-sucedidos ambientados nos confins do Brasil. São dele Renascer (1993), O Rei do Gado (1996), Terra Nostra (1999) e também Pantanal (1990), na TV Manchete — a trama abalou a, até então, insuperável audiência da Globo na época. Escalada inicialmente para a faixa das 18h, Velho Chico ganhou up grade e ocupará o horário mais nobre do canal no início de abril como resposta à baixa receptividade de recentes novelas urbanas e violentas como A Regra do Jogo e Babilônia, devido ao sucesso da reprise de O Rei do Gado no 'Vale A Pena Ver de Novo' e para combater a segunda temporada de Os Dez Mandamentos. Investir em uma história interiorana ancorada no nordeste é uma tentativa da Globo de resgatar o interesse do noveleiro tradicional e sair do onipresente (e cansativo) eixo Rio-São Paulo, escolhido como cenário de quase todas as tramas nos últimos 15 anos. Em Velho Chico, Fagundes será uma espécie de coronel dos tempos atuais, que defenderá seus interesses econômicos às margens do Rio São Francisco e terá conflitos com defensores do meio ambiente. Temática interessante e atualíssima, vide a tragédia ecológica e humana de Mariana e das cidades ao longo do Rio Doce. Por um lado é muito bom que vamos ter de novo uma novela fora do eixo urbano, ainda mais com o excelente texto do Benedito. Mas será que ele segura uma novela das nove atualmente? A minha avó, certamente, deve adorar, mas será que o público mais novo das redes sociais vai se interessar por longas cenas de paisagem, música típica e tuiuiús voando no horizonte? Estou pagando pra ver! Essas histórias arrastadas funcionavam muito antigamente, mas hoje em dia o público atual quer dinamismo. E essa Velho Chico tá numa vibe tão Em Família, viu... É a trama sem maldade e cheia de romances que todo mundo tanto pediu, mas depois vocês vão se arrepender quando ver que pode ser um marasmo sem fim.

Sagrada Família

Chances de dar um choque de monstro na Família Brasileira: 89%



Em outubro, Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari repetirão a parceria bem-sucedida de Sangue Bom e estrearão no horário nobre com Sagrada Família (título provisório). Ela estava cotada para substituir A Regra do Jogo, mas agora só vai ao ar depois de Velho Chico. Para você que bebeu demais nesse Ano Novo e esqueceu de todo rebuceteio que rolou entre Sagrada Família e Velho Chico, Silvio de Abreu (atual Todo Poderoso da dramaturgia da Globo) resolveu adiar a novela da Maria Adelaide Amaral porque tinha uma trama política muito forte e temos uma legislação desnecessariamente rígida nesse assunto que impede o tema ser abordado em período eleitoral (esse ano tem eleições para prefeito e vereador). Até onde sei, a história do folhetim gira em torno da política, da justiça e de um segredo familiar que colocará em risco a vida dos personagens. Além destes três enredos, haverão ainda homenagens à diferentes novelas icônicas da Rede Globo e críticas à temas corriqueiros da sociedade brasileira, o que já é marca registrada dos autores. Algo me diz que será um novelão!

Carinha de Anjo

Chances de continuar o sucesso na faixa infantil do SBT: 100%



Graças aos bons resultados conquistados pelas tramas infantis, o SBT planeja abrir um segundo horário de novelas destinado a produções adultas. Até o momento, o projeto está sendo discutido, mas pode sair do papel ainda nesse primeiro semestre. Antes de qualquer decisão, a emissora já prepara outro remake mexicano para substituir Cúmplices de um Resgate por volta de outubro: Carinha de Anjo. A saga da pequena Dulce Maria já teve sua versão original exibida pelo SBT em 2001 e foi um enorme sucesso. Sem dúvidas, é uma das melhores novelas infantis da Televisa. A trama ainda está em pré-produção e ainda não se sabe quem viverá a protagonista brasileira. Quero só ver quem vai interpretar a icônica Tia Peruca, aquela que sempre usava uma peruca da mesma cor que a roupa.

Escrava Mãe

Chances de flopar: 99%



Cotada inicialmente para substituir Os Dez Mandamentos, o "pecado" de não ser uma novela bíblica fez a Record adiar o lançamento de Escrava Mãe, um prequel de Escrava Isaura. Ela não será uma continuação da clássica trama protagonizada por Lucélia Santos e sim uma história baseada no passado da mãe da Escrava Isaura. A trama está praticamente toda gravada e está na gaveta e deve ficar por lá durante um bom tempo até a emissora decidir o que fazer com essa novela. Dizem que deve ir para um novo segundo horário de novelas (o mais provável é as 19h), mas a maior complicação pra isso é que aí a Record teria que se ver obrigada a manter a nova faixa e duplicar a dramaturgia que já vem fazendo. E esse ano ano será um desafio imenso para a emissora por causa da terceirização da teledramaturgia. Agora, a produtora Casablanca é a responsável pelo trabalho desenvolvido no Recnov, estúdios da Record no Rio de Janeiro. Flop na certa, sim ou com certeza?

Os Dez Mandamentos - Parte 2

Chances da Record enrolar a novela mais uma vez: 100%



O sucesso arrebatador de Os Dez Mandamentos surpreendeu a própria direção da Record. A primeira novela bíblica do canal prejudicou a audiência do Jornal Nacional e de A Regra do Jogo e entrou para a história ao dar um choque de monstro na audiência da Globo e fazê-la alterar a própria programação para tentar manter o público. Os Dez Mandamentos era uma boa novela, mas criou uma barriga enoooooooorme após dar altos picos de audiência com a fase das pragas e depois terminou em aberto pra que a Record pudesse fazer uma continuação e um filme. A partir de março de 2016, a emissora irá exibir a segunda temporada da história de Moisés (Guilherme Winter), que focará na luta do povo hebreu pelo deserto até chegar à Terra Prometida. Estão previstos 60 capítulos, mas se a segunda temporada bombar (e vai bombar!) a Record transformará isso em 80, 90, 100 capítulos...

A Terra Prometida

Chances da Globo voltar a ter dor de cabeça com a concorrência: 76%



Produzir novela bíblica as 20h30. Essa é a regra do jogo (com o perdão do trocadilho) para a Record a partir de agora. Depois da segunda temporada de Os Dez Mandamentos, vem na sequência (provavelmente, em junho) A Terra Prometida, que, antes mesmo de estrear, já virou a terra prometida de vários ex-medalhões globais (perdão pelo trocadilho mais uma vez), como Kadu Moliterno, Cristiana Oliveira e Paloma Bernardes. A novela será uma continuação da história de Os Dez Mandamentos e começará após a morte de Moisés, que avista a cidade de Jericó de longe antes de ser castigado por Deus por haver ferido uma rocha com um cajado ao invés de tocá-la. Com autoria de Renato Modesto, a produção terá 150 capítulos gravados em tecnologia 4k, sob a direção de Alexandre Avancini, e um elenco composto por cerca de 99 atores. O protagonista, Josué, será vivido pelo Sidney Sampaio, que vive o mesmo personagem em Os Dez Mandamentos como Oséias (nome que ele tinha antes de ser mudado por Moisés). Ele aparecerá em cena 40 anos mais velho, assim como fizeram com Guilherme Winter. Sidney e Rodrigo Vidigal, que interpreta Calebe, serão os únicos atores que vão fazer a segunda novela. Isso porque os dois personagens são os únicos que cumprem a missão de entrar em Israel sem desobedecer os comandos de Deus, acompanhados das gerações mais novas dos escravos hebreus, que morrerão no deserto. Josué e Calebe são definidos como os sucessores de Moisés. Ao chegarem em Jericó, eles não são bem aceitos pelo povo que tomou conta daquela parte de Israel e acabam sendo obrigados a travar uma guerra contra eles, com o intuito de levar os hebreus para Canaã. A Terra Prometida não fará o mesmo sucesso que Os Dez Mandamentos, nem vai abalar a soberania da Globo da mesma forma, mas, certamente, dará bons índices de audiência.


Será que acertamos com as nossas previsões? Podem cobrar a gente depois, pessoal! E vocês? Quais as suas expectativas pelas futuras produções de 2016?



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