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sábado, 7 de janeiro de 2017

Os Melhores e Piores Atores de 2016



Já falei das atrizes que tiveram as melhores e piores atuações, o que rolou de bom e ruim na dramaturgia e hoje comentarei sobre os atores que mais se destacaram (para o bem e para o mal) na TV em 2016.


   OS MELHORES ATORES NA TV EM 2016   



19º lugar: Lázaro Ramos — Interpretando o personagem-título da série Mister Brau, se mostra completamente solto em cena e com um lado musical muito forte. Seu personagem é extremamente cativante e já garantiu a popularidade e o carinho do público. Au, au, au, au, au, au, meu nome é Brau!

18º lugar: Felipe Simas — Após ter se destacado na Malhação Sonhos, Rosane Svartman e Paulo Halm confiaram a ele o mocinho de Totalmente Demais. O risco era altíssimo, afinal, o ator só tinha um trabalho no currículo. Mas valeu a pena a coragem dos autores. Felipe emocionou e cativou na pele do destemido Jonatas e formou um casal que caiu nas graças do público com Marina Ruy Barbosa (Joliza).

17º lugar: Selton Mello — Há quatro anos sem atuar na TV, a volta de Selton diante das câmeras na telinha foi em grande estilo, se destacando como o sedutor Augusto em Ligações Perigosas. São poucos os atores e as atrizes que passam ao largo da TV no Brasil e conseguem sobreviver com dignidade.

16º lugar: Márcio Fecher — Que Supermax foi uma tremenda decepção, isso ninguém duvida. Porém, a atuação esplendorosa de Márcio merece ser reconhecida. Em meio às atuações canastronas de grande parte do elenco, o ator se sobressaiu na pele do monstruoso Nonato/Baal, o ponto alto da série.

15º lugar: Caio Blat e Ricardo Pereira  Não poderia deixar de citá-los juntos, afinal, protagonizaram a primeira cena de sexo entre dois homens na história da teledramaturgia, que, inclusive, acabou atraindo o público e chamando mais a atenção pela sutileza com que foi feita. Blat e Ricardo merecem todos os elogios e se entregaram pra valer na cena. O primeiro fugiu do estereótipo e trouxe humanidade, sensibilidade e respeito ao André, enquanto o segundo, que viveu seu melhor momento na carreira, demonstrou a truculência e a mistura de sentimentos de Tolentino sem cair na caricatura.


14º lugar: Marcelo Serrado  Inicialmente mostrado apenas como um personagem servil, o deputado Carlos Eduardo foi ganhando outros contornos ao longo de Velho Chico a medida que ia se revelando o grande vilão da história. E o Serrado agarrou bem essa oportunidade, mostrando o que um ator competente é capaz quando tem um bom personagem em mãos. O ar asqueroso do ex-vereador, com aquele bigodinho quase imoral, deixava o personagem ainda mais crível e adoravelmente detestável.

13º lugar: Antonio Fagundes  Na troca de fases de Velho Chico, Fagundes detonou com o brilhante trabalho de Rodrigo Santoro (leia mais embaixo) dando ao Coronel Saruê uma brusca mudança tanto visual quanto psicológica, sem um motivo realmente convincente, com um tom caricato e bonachão. Porém, a medida que Afrânio foi se desfazendo da sua máscara social e repensando a vida, o personagem se tornou mais humano e Fagundes deu um show de interpretação. Antes tarde do que nunca, né?

12º lugar: Jesuíta Barbosa — O ator esteve em Ligações Perigosas e Nada Será Como Antes, mas foi em Justiça o seu grande momento de 2016. Na pele do desequilibrado Vicente, o ator deu um show na minissérie em cenas pra lá de intensas, provando que é um dos grandes nomes da nova geração.

11º lugar: Mateus Solano  O Félix pode ser o papel de maior sucesso do Solano, mas o Rubião foi o seu maior momento na carreira, até então, e já pode ser considerado um dos maiores e mais odiosos vilões da teledramaturgia. Ele exorcizou completamente a bicha má de Amor A Vida com Liberdade Liberdade.

10º lugar: José de Abreu  Depois de revelado que seu personagem era o Pai da facção, no capítulo 100 de A Regra do Jogo (que foi exibido lá no finalzinho de 2015), o ator causou medo e passou a protagonizar grandes cenas. José de Abreu foi bem adotado pela diretora Amora Mautner desde Avenida Brasil, quando interpretou o repugnante e, ao mesmo tempo, adorável Nilo, passando por Jóia Rara, como o poderoso Ernest, e comprovou isso como Gibson, uma espécie de Flora de cueca, que já é um dos melhores e mais detestáveis vilões masculinos dos últimos tempos. Vitória na guerra!


09º lugar: Lee Taylor  Com grande experiência no teatro e no cinema, foi convidado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho para dar vida a Martim, um dos personagens mais importantes de Velho Chico. Em sua estreia na TV, Lee surpreendeu pelas cenas de confronto com Fagundes e Serrado e ganhou nossa simpatia por sua integridade e busca por justiça, além de todo charme e o jeitão meio rústico do ator.

08º lugar: Marco Nanini — Após anos no seriado A Grande Família, Nanini foi o segundo ator do seriado a brilhar em uma novela de Walcyr Carrasco. O simpático professor Pancrácio, que se transformava em vários outros para conseguir dinheiro, ganhou um intérprete à sua altura, que divertiu e emocionou em Eta Mundo Bom. Seus disfarces eram impagáveis. Multifacetado, mais tarde, o ator brilhou também como Pandolfo, irmão gêmeo de personalidade diferente, no núcleo da fazenda. Nanini foi mil em um!

07º lugar: Tobias Carrieres  O que esse menino fez em Justiça foi de causar inveja em muito ator veterano. A sua entrega como o cativante Jesus foi perceptível e impressionante e todas as suas cenas dramáticas ao lado da grande Adriana Esteves arrancaram lágrimas de quem assistia. Tem futuro!

06º lugar: Chico Diaz — Fazendo o telespectador chorar em todo capítulo em que aparecia, Belmiro, o oprimido que não se permitia oprimir, foi um fiel retrato do brasileiro que não desiste nunca; sendo construído pelo ator como uma figura de traços rudes e alma doce. A morte do retirante causou não só enorme comoção em Grotas do São Francisco,como também do público que assistiu Velho Chico.

05º lugar: Domingos Montagner  Como o Santo de Velho Chico, o ator havia atingido um patamar na carreira em que nunca chegou. Domingos compôs um protagonista incrível. Com seu estilo único de atuação (marcada pela limpeza interpretativa, sem exageros, precisa, irretocável), o ator viveu um personagem intenso, de bom coração e que se esforçava para mudar o mundo e torná-lo mais justo, mas sem se tornar chato e gerar nossa antipatia. A trágica morte de Domingos abreviou uma carreira no auge e que tinha tudo para seguir em crescimento. As artes brasileiras perdem, sem dúvida, um magnífico ator.


04º lugar: Enrique Diaz — Tipo mais complexo de Justiça, sua atuação sensacional foi um dos motivos que fizeram a história de terça ser a melhor da série. Vivendo um policial com desvios de caráter, conseguiu nos fazer oscilar a todo momento entre amor e ódio pelo personagem (terminei amando o Douglas!).

03º lugar: Marco Ricca  O bandoleiro Mão de Luva, aos poucos, foi se mostrando um personagem carismático e divertido, ganhando um merecido espaço em Liberdade Liberdade graças ao talento e a competência de Marco Ricca, que imprimiu um excelente tom sarcástico e sedutor ao salteador. Ele adotou um sotaque mineirês bem acentuado, o que ajudou a expor ainda mais o jeito malandro do trambiqueiro. Aliás, foi um dos poucos atores do elenco que mostrou o jeito de falar do povo de Minas Gerais, ainda que de forma mais caricata. Mas foi uma ideia de gênio, pois coube perfeitamente no papel. Não à toa, seu personagem ganhou um spin-off exclusivo para a internet, intitulado A Lenda do Mão de Luva.

02º lugar: Rodrigo Santoro — Longe das produções nacionais desde Mulheres Apaixonadas, em 2003. Santoro retornou vivendo o complexo Afrânio na primeira fase de Velho Chico e brilhou do início ao fim da sua luxuosa participação. Suas cenas primavam pela poesia e drama, sendo necessário ainda destacar a sua química com Carol Castro. A aceitação foi tanta que sobraram críticas a Antônio Fagundes nos primeiros meses da segunda fase, pois em nada lembrava a composição primorosa de Santoro. Também, pudera... Santoro construiu um tipo apaixonante, contraditório em sua essência, que foi se fechando, endurecendo e perdendo a ternura pelo embrutecimento que a vida lhe causou.

01º lugar: Sergio Guizé — De fato, a novela deveria ter se chamado Candinho (como estava inicialmente previsto), pois foi a alma de Eta Mundo Bom! Poucas vezes, vi um ator honrar o protagonismo de uma novela com tanto brilhantismo como Guizé, que não ficou devendo em nada ao Mazaroppi (que imortalizou o personagem do filósofo Francês Voltaire nos cinemas e que também inspirou a trama do Walcyr), dando um jeito próprio ao caipira. Nem mesmo o fato de ter ficado sem sua grande parceira em cena, visto que a Debora Nascimento não conseguiu se firmar como protagonista e par romântico, abalou o sucesso e a credibilidade do personagem. Candinho poderia soar ridículo se mal construído e sua ingenuidade excessiva irritante, mas o domínio do ator foi tanto que a gente não apenas torceu pelo Candinho, mas também tinha vontade de cuidar dele, de orientá-lo, de tê-lo por perto como amigo.

Menções Honrosas: Bruno Ferrari e Dalton Vigh (Liberdade Liberdade), Gabriel Leone, Irandhir SantosMarcos PalmeiraLucas VelosoRodrigo LombardiBatoréSaulo Laranjeira e Renato Góes (Velho Chico), Fábio AssunçãoOrã Figueiredo e Pablo Sanábio (Totalmente Demais), João Baldasserini e Marcos Pitombo (Haja Coração), Fernando Pavão e Luiz Guilherme (Escrava Mãe) e Antonio Calloni (Justiça).


   OS PIORES ATORES NA TV EM 2016   



05º lugar: Francisco Cuoco  Ele pode ser uma lenda viva da teledramaturgia brasileira, mas já faz um bom tempo que o ator vem repetindo os mesmos trejeitos a cada personagem que interpreta. Em Sol Nascente, por exemplo, por incrível que pareça, ele conseguiu ser pior que o japonês de araque do Luís Melo e criou um tipo bem curioso de italiano: o que NÃO SABE imitar sotaque italiano!!! Incrível!

04º lugar: Eriberto Leão  A vilã Sandra (Flávia Alessandra) merecia um comparsa bem mais a sua altura em Eta Mundo Bom. O Ernesto não passou de uma figuração de luxo perto dela. Muito por culpa da atuação canastrona do seu intérprete, de expressão, entonação e trejeitos lineares, sem nuances. Quando dividia cena com a Debora Nascimento (Filó), então, aí era uma verdadeira aula de Cigano Igor 2.0.

03º lugar: Dudu Azevedo  Pior trabalho do ator em sua carreira (que nunca foi lá grande coisa... ou alguém aí lembra de algum grande trabalho dele na TV?). Com o carregado sotaque carioquês na pele de Zur em Os Dez Mandamentos - Nova Temporada, mais parecia um surfista no Antigo Reino.

02º lugar: Malvino Salvador — Outro exemplo típico de galã de pouco talento que é sobrevalorizado pela Globo. Já faz um bom tempo que o ator vem apostando no feijão com arroz, muitas vezes sem tempero, na interpretação, mas não comprometia a novela. Em Haja Coração, porém, ele viveu seu pior momento na carreira. Malvino não conseguiu passar a emoção na pele do Apolo, que, diga-se de passagem, tinha uma personalidade agressiva que irritava qualquer um. E o autor Daniel Ortiz empurrou goela abaixo do público o insuportável personagem sem torná-lo mais aceitável e fazendo com que ele ficasse com a Tancinha, contrariando a esmagadora vontade popular que queria ver a feirante ao lado de Beto. 

01º lugar: Hélio de la Peña — Em Totalmente Demais, o ex-Casseta teve a oportunidade de fazer seu primeiro papel em novelas de verdade. Claro que eu não esperava nenhum Tony Ramos ali, mas a sua atuação foi algo abaixo do péssimo. O "ator" parecia estar sempre interpretando algum personagem nas antigas paródias do humorístico. Totalmente inexpressivo! Acredito que a seriedade do Zé Pedro tenha sido um equívoco para um ator que ficou conhecido por fazer imitações. O advogado poderia ter tido mais traços de humor para que sua interpretação soasse menos falsa. Ao contrário da Samantha Schmutz, que conseguiu transitar perfeitamente entre o drama e o humor, Hélio não teve a mesma sorte. Errou rude!

Menções Nada Honrosas: Rainer CadeteKlebber ToledoFlávio Tolezani Rômulo Neto (Eta Mundo Bom), Paulo Rocha (Totalmente Demais), José Loreto (Haja Coração), Felipe Roque (Malhação), Duda Nagle (Cúmplices de Resgate), Junno Andrade (Escrava Mãe) e Kadu Moliterno (A Terra Prometida).


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse humilde redator que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

As Melhores e Piores Atrizes em 2016



Chega o final do ano e vem aquele tempo gostoso em que a gente faz uma retrospectiva de tudo o que passou e promete voltar para academia, parar de ser trouxa e tantas outras promessas que não vamos conseguir cumprir. Pensando nisso, a partir de hoje, começa aqui no blog as matérias de retrospectiva onde listarei o que amei e o que odiei no ano na nossa TV, começando pelas atuações femininas. Confira!

   AS MELHORES ATRIZES NA TV EM 2016   



20º lugar: Miriam Freeland — A Terra Prometida ousou e acertou ao trazer para o centro de uma história bíblica uma prostituta, Raabe, que roubou a cena e virou o grande destaque. A personagem é forte, tem o melhor enredo e virou a mocinha moral da história (já que Aruna/Thaís Melchior é insossa demais).

19º lugar: Marina Ruy Barbosa — A história da menina pobre que sobe na vida não é novidade alguma, mas foi exatamente nesse mote batido e, principalmente, na atuação segura de Marina (que é, sem dúvidas, uma das melhores atrizes jovens da nova geração) que Totalmente Demais teve o seu trunfo maior. Além da Elisa, a atriz ainda fez uma participação (pra lá de visceral) como Isabela na série Justiça.

18º lugar: Grace Gianoukas — Figura rara nas novelas e na própria televisão, pois sempre se dedicou mais ao teatro, e dona de uma interpretação bastante peculiar e exagerada, Grace se destacou do início ao fim em Haja Coração e protagonizou os momentos mais hilários da trama na pele da arrogante Teodora.

17º lugar: Carol Castro — Carol pareceu de um jeito surpreendente em Velho Chico. Diferente de tudo que já fez, ela não só esbanjou boa forma em cenas de nudez e interpretou com bastante emoção Iolanda na primeira fase da trama, como cantou e encantou Afrânio (Rodrigo Santoro) e todo o público.

16º lugar: Fernanda Vasconcellos — Apesar das incoerências e do fraco desenvolvimento do roteiro que envolvia o triângulo Camila-Giovanni-Bruna em Haja Coração, à medida que ia crescendo na trama, Fernanda impressionou pela versatilidade vivendo uma vilã psicopata após várias mocinhas seguidas.


15º lugar: Andreia Horta — Apesar de ter sido prejudicada pela trajetória irregular da sua personagem, a Rosa/Joaquina, Andreia honrou com maestria o protagonismo de Liberdade Liberdade, esbanjando química com Bruno Ferrari e protagonizando ótimas cenas com Lília Cabral e Mateus Solano.

14º lugar: Fabiula Nascimento — Com uma interpretação grandiosa como a forte Eulália, foi um dos maiores destaques da primeira fase de Velho Chico. Emoção pura a cada cena, a cada fala, a cada olhar.

13º lugar: Elizabeth Savala — Ela foi muito criticada inicialmente pelo excesso de exagero, mas uma atriz do quilate da Elizabeth sabe como poucas driblar críticas e se manter digna a um trabalho. Não deu nem um mês e o tom acima da Cunegundes acabou virando a marca registrada da personagem e lhe deu um charme peculiar, o que lhe transformou num dos tipos mais queridos de Eta Mundo Bom, mesmo sendo uma espécie de vilã interesseira. Hilário os momentos em que ela gritava "O meu nome é CU-ne-gun-des".

12º lugar: Camila Pitanga — A vida da atriz não foi nada fácil em 2015. Protagonista da horrenda Babilônia, a atriz foi rejeitada (com razão) por causa da Regina (que ganhou, inclusive, a categoria de "Chatonilda do Ano" na nossa premiação anual). Com Maria Tereza, de Velho Chico, porém, a atriz fez as pazes com o público e deu a volta por cima, protagonizando momentos de enorme carga dramática.

11º lugar: Bruna Marquezine — Dando vida à Beatriz, uma dançarina de boate alçada à fama como estrela de telenovela, em Nada Será Como Antes, Bruna esbanjou sensualidade, mas, principalmente, talento, mostrando uma grande evolução na carreira e maturidade ao optar pela sutileza em cena, ao invés de muitos tons acima. Assim como Marina, também é uma das melhores atrizes da nova geração.


10º lugar: Deborah Evelyn — Ela entrou em A Regra do Jogo no finalzinho de dezembro de 2015 e roubou as atenções para si por sua eficiência com uma personagem cheia de dramas e segredos. Deborah só protagonizou sequências difíceis e densas. Não houve cena alguma mais ou menos. Toda vez em que Kiki surgia, mudava os rumos da novela. Não é a toa que a própria Deborah confessou que esse era seu papel mais difícil que já interpretou na TV. E foi. Me arrisco a dizer que é o melhor da sua carreira.

09º lugar: Thaís Fersoza — Deliciosamente diabólica no papel da vilã-mor de Escrava Mãe e com um tom frio e debochado, Thaís exorcizou de vez a fama de boa moça vivendo a terrível Maria Isabel.

08º lugar: Patrícia Pillar — Patrícia é uma das melhores atrizes do país e tem um domínio cênico invejável. Isabel, sedutora e cruel mulher de Ligações Perigosas que tinha o prazer em enganar e manipular as pessoas, foi a sua quarta vilã seguida e, por mais incrível que possa parecer, ela conseguiu diferenciá-la das três anteriores que viveu (a psicopata Flora, em A Favorita, sua personagem mais marcante; seguida da arrogante Constância de Lado A Lado e da fria Angela Mahler de O Rebu). Trabalho impecável!

07º lugar: Marjorie Estiano — A autora Manuela Dias contou com o talento de Marjorie esse ano em duas ocasiões: quando lhe deu a religiosa Mariana na microssérie Ligações Perigosas e depois em Justiça, onde viveu Beatriz, uma bailarina que fica paraplégica e prefere a eutanásia. Ambas as personagens foram bem fortes e dramáticas e Marjorie impactou pelo realismo de sua interpretação nos dois momentos.

06º lugar: Leandra Leal — A atriz se apropriou da cafetina Kellen (um verdadeiro furacão em forma de mulher) de forma impressionante e, inclusive, das expressões pernambucanas, soando como uma recifense nata, sem exageros e caricatura. Leandra merecia uma Kellen faz tempo. Estigmatizada por quase sempre viver aquelas mocinhas choronas politicamente corretas, sua personagem em Justiça foi um divisor de águas na carreira de Leandra Leal, conseguindo ser má, divertida e sexy, tudo ao mesmo tempo.


05º lugar: Nathalia Dill — Nathalia brilhou absoluta como a vilã Branca, que, em meio ao clima soturno e violento de Liberdade Liberdade, foi responsável pelos momentos mais cômicos (ou tragicômicos). A atriz apostou num sotaque mineiro carregado que acabou divertindo e deu o tom perfeito para a exagerada e voluntariosa vilã, cuja loucura e impropérios foram sendo explorados gradativamente.

04º lugar: Débora Bloch — Protagonista da história mais pesada e impactante da série Justiça, Débora Bloch desempenhou brilhantemente bem todo o dilema moral de sua Elisa. Como pode a mãe se envolver com o assassino da filha? Essa pergunta foi proferida com um tom de indignação por qualquer telespectador; porém, a atriz é tão talentosa que conseguiu dar credibilidade a esse controverso sentimento e sua obsessão em vingar a filha, Isabela (Marina Ruy Barbosa), morta por Vicente (Jesuíta Barbosa). Toda essa história foi muito bem estruturada por Manuela Dias e Débora conseguiu aproveitar todas as oportunidades desse rico enredo para brilhar, em um grau de entrega impressionante.

03º lugar: Adriana Esteves — A saga de Fátima, a humilde empregada doméstica pernambucana que foi presa injustamente por sete anos e só queria reerguer sua vida ao lado dos filhos, comoveu os telespectadores que assistiram Justiça sem precisar necessariamente do famigerado tema "Hallelujah" e foi, sem dúvidas, a melhor história da trama. Principalmente, porque Fátima fez justiça ao talento de Adriana Esteves. Um papel digno de quem conquistou todo o público com a maldosa, porém, querida Carminha, de Avenida Brasil; e a melhor forma de fazer a atriz se desvencilhar da grande vilã com uma mocinha convincente que despertou a torcida do público, algo raro para as heroínas de hoje em dia.

02º lugar: Lucy Alves — É pouco comum ver atores estreantes em novelas com um papel de destaque, principalmente aqueles capazes de movimentar a história como um todo. Lucy Alves fugiu à regra e, mesmo com um papel difícil, driblou todas as desconfianças e conseguiu ser melhor do que muita atriz veterena em Velho Chico por sua interpretação visceral da, não menos visceral, Luzia. Ora louca, ora passional, nos acostumamos a amar a Luzia e até perdoar algumas maldadezinhas que ela fez no decorrer da novela. Dona de frases de efeito e bordões, como as expressões "catraia" e "cutruvia", que caíram na boca do povo, dispensou caras e bocas e atuou com naturalidade. Maior revelação da TV dos últimos anos, Lucy é um grande talento que a Globo descobriu, lapidou e certamente saberá usar em produções futuras.

01º lugar: Selma Egrei — Presente em todas as fases da trama, a personagem de Selma tinha tudo para virar uma espécie de caricatura, uma bruxa rancorosa de desenho animado. Entretanto, a atuação impecável da atriz e o excelente texto fizeram da centenária Encarnação uma das personagens mais interessantes, complexas e cativantes de Velho Chico. Fico imaginando o que seria da novela sem os seus tremiliques e suas frases de efeitos. Claro que a Encarnação teve toda aquela perfeita e pesada maquiagem de envelhecimento que ajudou na construção da centenária, mas sem o talento da Selma Egrei, de nada adiantaria, conseguindo imprimir em sua personagem todo o rancor e firmeza que ela precisava, ao mesmo tempo garantindo que ela esboçasse muita humanidade. É digna de Oscar! Ou de Emmy (#FicaADica)...

Menções Honrosas: Lilia Cabral (Liberdade Liberdade), Giullia Buscacio (Velho Chico), Zezita Matos (Velho Chico), Mariene de Castro (Velho Chico), Luci Pereira (Velho Chico), Julia Dalavia (Velho Chico e Justiça), Cyria Coentro (Velho Chico), Juliana Paes (Totalmente Demais), Viviane Pasmanter (Totalmente Demais), Juliana Paiva (Totalmente Demais), Giovanna Rispoli (Totalmente Demais), Sabrina Petraglia (Haja Coração), Chandelly Braz (Haja Coração), Ellen Roche (Haja Coração), Cristina Pereira (Haja Coração), Flávia Alessandra (Eta Mundo Bom), Camila Queiroz (Eta Mundo Bom), Eliane Giardini (Eta Mundo Bom), Bianca Bin (Eta Mundo Bom), Rosi Campos (Eta Mundo Bom), Amanda de Godoi Bárbara França (Malhação - Pro Dia Nascer Feliz), Larissa Manoela (Cúmplices de um Resgate), Lidi Lisboa (Escrava Mãe), Jussara Freire (Escrava Mãe), Juliana Silveira (A Terra Prometida), Camila Márdila (Justiça), Luisa Arraes (Justiça), Cássia Kis e Débora Falabella (Nada Será Como Antes), Jéssica Ellen (Justiça), Drica Moraes (Justiça) e Taís Araújo (Mister Brau).

      AS PIORES ATRIZES NA TV EM 2016      



05º lugar: Priscila Steinman — Foi muito bizarro a volta da Sofia à trama de Totalmente Demais. A novela, que tinha um estilo leve de conto de fadas moderno, acabou descaracterizada com a volta da personagem e a revelação de que ela era uma psicopata incontrolável. Se a atriz que a interpretou ainda fosse boa, seria mais fácil de digerir, mas nem isso aconteceu. Nos instantes em que a vilã dissimulava ser bondosa e desmemoriada para a família, por exemplo, Priscila atingia doses altíssimas de canastrice.

04º lugar: Daniela Escobar — A Garota da Moto, apesar da boa iniciativa do SBT em sair da mesmice e investir em novos conteúdos, foi uma série difícil de engolir. E um dos principais motivos foi a atuação de Daniela, cuja vilã Bernarda, de tão maniqueísta, parecia saída de uma novela mexicana ruim dos anos 80. Esqueci de colocá-la para votação como "Pior Atriz" na nossa premiação, então aqui fica o registro.

03º lugar: Giovanna Grigio — Saindo de Chiquititas, onde fez sucesso com a protagonista Mili, e caindo direto numa novela global em um papel relativamente importante, a jovem e inexperiente atriz não fez jus à sorte grande que teve e foi infeliz na interpretação de Gerusa, garota doente mais inexpressiva das novelas, em Eta Mundo Bom. Uma pena que o Walcyr só decidiu matá-la perto de acabar a novela.

02º lugar: Luiza Brunet — Em sua participação especial em Velho Chico como Madá, dona de um bordel, Luiza apareceu com uma peruca bem da esquisita que mirou na Marilyn Monroe, mas acertou em cheio na drag queen Salete Campari. A questão maior, porém, foi o sotaque nordestino que Luiza teve de fazer. Estava totalmente estranho, forçado e com uma entonação que, por vezes, lembrava a voz de uma criança. Bizarro. Agora entendo porque sua carreira como atriz nunca decolou: ela não nasceu para isso!

01º lugar: Débora Nascimento — Além do sotaque interiorano artificial demais (que acabou sumindo), Filomena (que já pode ser considerada uma das piores mocinhas de todos os tempos) era extremamente cansativa e insuportável. Pra piorar, não teve química alguma com Candinho, que só não foi prejudicado pela fraqueza da intérprete de Filó porque Sérgio Guinzé estava muitíssimo bem no papel. Em certos momentos, ficou esquecida e sem função alguma em Eta Mundo Bom. Não deu outra: foi ofuscada pelo brilho da Bianca Bin e a Maria acabou virando a mocinha oficial da história! Débora não aguentou o rojão de ser protagonista e ainda precisa se esforçar muito antes de protagonizar uma próxima trama.

Menções Nada Honrosas: Adriana Birolli (Totalmente Demais), Guilhermina Guinle (Eta Mundo Bom), Yara Charry (Velho Chico), Maria Pinna (Cúmplices de Resgate) e Carol Nakamura (Sol Nascente).


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse humilde redator que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


domingo, 17 de janeiro de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (10 à 16/01)



O MELHOR DA SEMANA



Final de Além do Tempo



Uma nova chance para mudar o passado. Essa foi a grande mensagem de Além do Tempo. O último capítulo da trama mostrou desfechos já esperados e previsíveis, mas não sem emoções e de tirar o fôlego. Desta vez, com um final feliz para Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) e uma linda mensagem em áudio de Chico Xavier, enquanto os créditos subiam, para fechar com chave de ouro a melhor obra de toda a carreira da autora Elizabeth Jhin. A morte de Alberto (Juca de Oliveira), que cai das escadas, pedindo perdão para a filha, não resistindo e morrendo, foi emocionante. A cena da perseguição de Felipe a Pedro (Emílio Dantas) foi ótima e o momento em que o mocinho coloca a sua caminhonete na frente do jatinho do vilão muito bem dirigido. E a melhor cena foi a alusão ao desfecho da primeira fase, mas com resultados bem diferentes. Tomado pelo ódio, Pedro tentou se vingar de Lívia e Felipe, mas, diferente do desfecho anterior, Melissa (Paolla Oliveira) não o ajudou. Pelo contrário, ela evitou o pior. À beira do mesmo precipício, Pedro ameaçou o casal com uma arma até que atira em Felipe e o casal cai. Agarrados em uma pedra, foram salvos por Melissa, que antes havia impedido Pedro de os jogar de lá e acabou morrendo com um tiro após lutar com a vilã. Uma ótima inversão de jogo, já que, na primeira fase, a vítima foi ela. Impressionante como Elizabeth Jhin conseguiu fazer uma cena final tão linda e arrebatadora quanto a que encerrou a primeira fase de sua história. Melissa, com a ajuda divina do anjo Ariel (Michel Melamed), salvando o casal de mocinhos do precipício já entrou para a história como uma das mais eletrizantes dos últimos tempos. O final ainda teve Vitória (Irene Ravache) e Emília (Ana Beatriz Nogueira), enfim, fazendo as pazes, em um acerto de contas memorável. Foi a vitória do amor e do perdão sobre o ódio, o rancor e a vingança como o grande resultado desse enredo tão lindo. O final perfeito para dar a mensagem que a novela desejava: a de que todos têm a chance de mudar coisas que aconteceram em outras vidas, aprender com os erros e de serem felizes. Definitivamente, Além do Tempo vai deixar saudades!

Semana final de Ligações Perigosas




Após uma primeira semana bem morna, Ligações Perigosas ganhou uma semana final de tirar o fôlego e saiu de cena como um dos primeiros acertos da TV brasileira em 2016.

Primeiro, desejo elogiar o texto preciso da iniciante roteirista Manuela Dias. Ocorreram problemas com os ganchos antes dos comerciais e nos finais dos capítulos (sempre terminados de forma abrupta), mas acho que foi mais um problema de edição do que do roteiro. Os diálogos eram cativantes, sempre mesclando sedução, amoralidade, inocência e crueldade com extrema habilidade. Manuela Dias conseguiu abrasileirar o clássico francês e, mesmo sem a nudez de corpos, a minissérie chocou mostrando o lado mais doentio do ser humano na arte de seduzir e de se deixar seduzir.

Esteticamente, Ligações Perigosas era um luxo que só. A direção cativou em todos os sentidos, com figurinos e cenários que remetiam à década de 20 do século passado, realçados por uma fotografia surpreendente e tomadas de cenas com extrema profundidade e rica em detalhes. 



Com um ótimo elenco, a minissérie mostrou atores totalmente entregues à seus personagens. Destaque absoluto para Marjorie Estiano, irrepreensível como a devota Mariana. Ela protagonizou as melhores e mais fortes cenas da produção, como a primeira noite de amor com Augusto, o auge do desespero quando ela corta os pulsos e a recaída, quando amarrada à cama, tenta novamente se mutilar, mostrando toda a dor que a personagem sentia depois de ter se apaixonado pela primeira vez e tão covardemente enganada, e, principalmente, em sua morte, onde, já definhando na cama de um convento, desiste de viver, falecendo após descobrir que o amado morreu. Impressionante a entrega incondicional de Marjorie. Sem dúvida nenhuma, foi a melhor atuação da minissérie.

Mas a grande cereja do bolo de Ligações Perigosas foi a química entre Selton Mello e Patrícia Pillar, na pele dos protagonistas Augusto e Isabel. Num jogo de cena incrível e uma troca de talento que enriqueceu muito a produção, o duelo de poder entre os personagens atiçava. A composição e caracterização dos personagens foi desde o figurino até a imposição de voz de ambos, que revelava o lado psicológico e doentio de cada um. Selton esteve excelente na morte de seu personagem, que, desiludido com a vida e arrependido de não ter fugido com Mariana, se deixa matar em um duelo de tiros por Felipe (Jesuíta Barbosa, que, de longe, foi o pior do elenco, com uma atuação fraca e sem graça). Já Patrícia Pillar imortalizou sua Isabel, nossa Glenn Close. Acho que não é exagero dizer a atriz não ficou devendo em nada na interpretação da atriz americana na versão cinematográfica. Curioso que, desde a Flora de A Favorita, Patrícia só interpreta vilãs: Constância (Lado A Lado), Angela Mahler (O Rebu), Isabel... Mas a atriz conseguiu diferenciar todas elas. Fantástica!


O último capítulo serviu para fechar o enredo sem correrias. A melhor cena foi o vexame público de Isabel, que viu o advogado Otávio se vingar de tudo o que sofreu expondo todos os seus crimes e indecências em um teatro lotado. Mesmo vaiada, humilhada e no fundo do poço, ela não perdeu a posse diante de todos. Patrícia Pillar divina. Vale mencionar ainda a sequência do casamento de Cecília com Heitor, deixando sublinhado que a sonsa menina estava se transformando em uma nova Isabel. Alice Wegmann e Leopoldo Pacheco defenderam muito bem seus respectivos personagens.

O momento mais impactante do grand finale ficou por conta do estado degradante de Isabel, dois anos depois, após ter perdido tudo o que tinha. A cruel mulher contraiu varíola, perdeu toda a sua beleza e, praticamente, se transformou em uma bruxa. Tudo de ruim que a personagem tinha por dentro e que era bem escondido atrás da sua figura exuberante foi exposto no seu físico. Palmas para a equipe de caracterização e, novamente, para Patrícia Pillar, que nem precisou de texto para se destacar.


Aracy Balabanian, nos capítulos finais, viu sua personagem se transformar no elo que tentava maquiar os acontecimentos, evitando ainda mais tragédias na trama. Ela foi a responsável pelo brilhante encerramento da produção, onde sua Consuelo comentava em áudio sobre as tragédias que acometeram a vida de todas aquelas pessoas. Foi um bom momento para a carreira da atriz, que há tempos (acho que desde Passione) não ganhava uma personagem a sua altura do seu talento.

Ligações Perigosas pode não ter mandado nudes despindo corpos, mas, com personagens amorais que usavam a paixão e o desejo, ou a fuga deles, para destruir e brincar com os sentimentos das pessoas que o cercavam pelo puro prazer do poder da sedução, foi muito mais além: despiu almas!

Ivete Sangalo


 

 Espontânea, inteligente e engraçada, Ivete Sangalo foi autora da melhor tirada no segunda dia do The Voice Kids (que segue sendo um ótimo reality e muito mais interessante que a versão adulta). Ao notar que um menino que escolheu estava frustrado por não ter chamado a atenção de Victor & Léo, ela disse: "Você queria os meninos, né? Mas eu sirvo!". Em outro momento, quando percebeu que Victor & Léo e uma dupla de garotos estavam no maior entrosamento, disparou: "Eu quero dizer pra vocês que eu também virei a cadeira", arrancando risos de todos. Sei que isso não é nenhuma novidade, mas, tanto nas conversas com as crianças quanto na interação com os outros jurados, Veveta voltou a mostrar porque é uma das melhores e mais carismáticas artistas brasileiras. Rainha, né mores?


O PIOR DA SEMANA



A facção incompetente de A Regra



Sério, se eu fosse o Pai da facção de A Regra do Jogo, Zé Maria (Tony Ramos) já teria sido demitido ou morto a muito tempo. Não, não sou um carrasco, mas o número de imbecilidades que ele já fez justificam qualquer uma das duas ações. Zé, desde que virou o Tio da organização criminosa, é um verdadeiro show de erros e trapalhadas. Olha só a listinha que levantei de cabeça: 1 - Não conseguiu matar Romero (Alexandre Nero) quando foi pedido; 2 - Deixou Tóia (Vanessa Giácommo) escapar; 3 - Impediu que a facção matasse seu filho, Juliano (no que estava certo, mas jogou contra o time); 4 - Levou um baita de um "chapéu" de Atena (Giovanna Antonelli); 5 - Demorou para cumprir várias ordens do Pai. E, pior de tudo, deixou escapar Kiki (Débora Evelyn), sua mulher e filha sequestrada pelo próprio Pai, que fugiu do cativeiro na maior facilidade. Isso aconteceu no capítulo de terça (12/01) e Gibson deu uma mega bronca, chamou Zé de burro, idiota, incompetente, berrou, ameaçou matá-lo e tal. Mas, surpreendentemente, não o demitiu. Vai entender. Esses bandidos são muito pangarés! Agora, fiquei em dúvida: quem é mais incompetente? A facção ou o Dante (Marco Pigossi)?

Um fato banal alçado à drama


Sem ter um assunto mais violento para explorar, o Cidade Alerta dedicou quase quarenta minutos do seu tempo nesta terça (12/01) à história do cão que apareceu na pista de pouso do aeroporto de Congonhas (São Paulo) e deu um baita "olé" na equipe da Infraero. Luiz Bacci fez a narração da cobertura, ora dramático, ora cômico. Quando um cachorro na pista de um aeroporto é notícia de destaque num programa jornalístico e a cena é repetida dezenas de vezes, melhor desligar a TV...

domingo, 10 de janeiro de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (03 à 09/01)




O MELHOR DA SEMANA



Momentos finais de Orlando em A Regra



A sequência em que Orlando (Eduardo Moscovis) invade a festa de réveillon da família de Gibson (José de Abreu) foi memorável, dando uma virada na história e uma oportunidade de ouro para Eduardo Moscovis brilhar. Ele deu um show do início ao fim, principalmente quando o canalha diz que Dante (Marco Pigossi) merece levar o troféu de tapado do ano e no instante que ele ironiza o todo poderoso chefe da facção; além de vomitar ironias em cima de Nelita (Barbara Paz), Nora (Renata Sorrah) e Belisa (Bruna Linzmeyer). Achei bacana o João Emanuel Carneiro dar uma satisfação ao público colocando na boca de Orlando tudo aquilo que a gente acha do Dante. Afinal, ele é o policial mais ingênuo da história da teledramaturgia brasileira, pois não consegue enxergar nada do que está acontecendo à sua volta. Outras sequências que destacaram o talento de Moscóvis foram quando Orlando manteve Gibson como refém. Ele tentou intimidar o chefe da facção, mas acabou virando vítima do Pai, que logo virou o jogo, conseguindo escapar. A morte do vilão, apesar de ter sido rápida, foi impactante. Orlando implorou por sua vida, tentando apelar para o lado emocional do rival Romero (Alexandre Nero), e conseguiu desestabilizá-lo. Porém, foi assassinado a sangue frio por Gibson logo depois. Após passar um bom tempo parecendo um figurante de luxo, Eduardo Moscóvis, finalmente, conseguiu a chance de brilhar e se despediu de A Regra do Jogo de forma fenomenal.

Felipe Simas



Como o Felipe Simas cresceu desde a Malhação Sonhos, né? Quem viu seu trabalho como o vilão Cobra não reconhece nenhum traço dele em Totalmente Demais. Isso se deve ao seu talento gigante e ao seu carisma. Jonatas é um personagem muito bem escrito. É o rapaz gentil, gente boa, trabalhador, educado. O clichê "filho que toda mãe queria ter". Mas não é bobão, não chega nem perto daqueles mocinhos insuportáveis que andam pelas novelas! E Felipe sabe interpretá-lo com maestria. O ator é um camaleão e sabe passar a emoção certa em todas as cenas do seu personagem. As suas cenas dessa semana só comprovam tudo o que eu disse. O Jonatas foi preso injustamente graças a uma armação de Fabinho (Daniel Blanco) e a vontade que me deu era de invadir a telinha e tirá-lo da cadeia. Impossível não ter sentido pena do drama do personagem. Daniel Blanco, Carla Salle e Gabriel Reif também estiveram ótimos nas sequências em que Jamaica e Leila descobrem a verdade e confrontam Fabinho, que, felizmente, acaba preso. Vivianne Pasmanter também se destacou e emocionou em todas as cenas em que Lili se descontrola com a prisão do filho e acaba expulsando Germano (Humberto Martins) de casa. E ainda teve a linda sequência de Eliza (Marina Ruy Barbosa) comemorando com Jonatas a soltura do amado, evidenciando toda a química entre o casal. Interessante é que toda essa questão começou essa semana e já foi resolvida na mesma semana. Enrolação é para os fracos!


Emília sofre acidente após descobrir toda a verdade



Além do Tempo está entrando em sua derradeira semana e tem nos presenteado com ótimas sequencias. A cena em que Alberto finalmente conta para Emília toda a verdade foi excelente, destacando o talento de Ana Beatriz Nogueira e Juca de Oliveira. Emília se recusa a acreditar, mas fica atordoada com todas as lembranças, desiste de reencontrar Vitória (inclusive, foi de cortar o coração quando Vitória abre os braços para Emília e a filha se afasta, dando ré no carro) e sofre um acidente de carro. Uma sucessão de sequências emocionantes culminando em um impactante gancho. Destaque ainda para o áudio de Vitória inserido em meio ao acidente no apagar das imagens e o encerramento em silêncio: "Pense bem antes de praticar qualquer ato, proferir cada palavra. Porque tudo volta. E uma hora a gente paga. Cada centavo". Arrepiante! Vale destacar ainda as cenas do salvamento de Emília. De um lado, Irene Ravache dando um show com Vitória desabando com a possibilidade da filha morrer. Do outro, Alinne Moraes divando com uma Lívia tentando ser forte, mas sofrendo muito. Já estou me preparando psicologicamente para o fim dessa novela maravilhosa.

The Voice Kids



Com crianças talentosas, técnicos comedidos e boa música, a estreia do The Voice Kids refrescou o domingo sem sal da TV aberta e, ao que parece, já se mostrou melhor que as duas últimas temporadas da versão adulta. Os novos jurados marcaram presença esbanjando delicadeza, rigorosidade e sensatez na escolha dos moleques. Ivete Sangalo com um coração de mãe se mostrou bastante a vontade no papel. A dupla sertaneja Victor & Léo deram um charme a disputa e será interessante acompanhar a dinâmica de duas cabeças precisando pensar como uma. Só Carlinhos Brown que estraga nessa versão novinha, mas, verdade seja dita, até que ele está mais comedido. E as crianças participantes, a essência da atração, foram muito bem selecionadas para as cegas. Não faltou talento, nervosismo, arrepios e muito chororô. Eu adorei! Alguém aí está sentindo falta do Esquenta?

Conselho Tutelar



Nesta primeira semana do ano, a Record estreou a segunda temporada de Conselho Tutelar, série com cinco capítulos que acompanha os dramas humanos que os conselheiros tutelares Sereno (Roberto Bomtempo) e César (Paulo Vilela) buscam resolver sobre crianças abandonadas ou que sofrem violência doméstica. A primeira temporada, exibida no final de 2014, se revelou uma grata surpresa, com elenco e direção ótimos. Já a segunda, mostrou-se ainda melhor. Bem pontuada, de excelente acabamento e garantindo alta resolução cinematográfica. No elenco, destaque para Roberto Bomtempo, totalmente seguro no papel. E o elenco infantil não decepciona. Tem algumas crianças, inclusive, que conseguem ser melhor que muitas aí da novelinha infantil do SBT. A série consegue abordar casos delicados e reais sem cair no didatismo ou na pieguice. A audiência está baixa (sempre perdendo para o SBT) e o infeliz horário de exibição não ajuda muito. Entretanto, bem produzida e com uma temática forte e necessária para os dias atuais, Conselho Tutelar merece a sua atenção.


O PIOR DA SEMANA



Ligações Perigosas é primorosa, mas falta sexo e ação



É verdade que esta nova minissérie da Globo é um luxo que só: bem-acabada, bem-dirigida, tem capricho em todos os detalhes, produção primorosa, atuações estelares e uma Patrícia Pillar sempre acima da média. Mas eu acho que falta um pouco mais de ação e sexo. Tudo bem, não precisa ser um Verdades Secretas, mas poderia sim ter um pouco mais de pimenta e ainda assim manter o drama psicológico que existe. Tem gente que acha mais bonito que Ligações Perigosas mais sugira do que mostre e é um ponto que tem de ser levado em consideração também. Depois de algumas produções que pegaram pesado com sensualidade e cenas mais explícitas, talvez fosse a hora de dar uma maneirada. Talvez tenha sido nisso que pensaram na Globo. Mas o fato é que não só a falta de sexo, mas também os longos diálogos e situações mais densas tenham um certo impacto negativo no conjunto da obra. Sei que muitos não vão concordar comigo, mas não estou gostando da minissérie. Ligações Perigosas precisa de elementos que gerem mais burburinho entre o público, seja sexo, seja uma briga, um escândalo, enfim, algo que ajude a movimentar a coisa. Entendo que houve uma escolha pelo estilo mais sóbrio e talvez menos apelativo do que as outras novelas neste horário. Mas também há um lado meio chato nisso tudo, o que acaba gerando um certo sono. Até porque as falas audíveis dos atores em cena são tão sussurráveis que nem dá para escutar direito.



sábado, 2 de janeiro de 2016

Previsões Eu Critico Tu Criticas para a dramaturgia em 2016



O que esperar das novelas, séries e minisséries de 2016? Será que teremos uma safra tão boa quanto a de 2015, que, apesar de algumas tranqueiras, muita coisa valeu a pena? As cartas do tarot, por favor! Para ter uma visão panorâmica do que vem por aí, o Eu Critico Tu Criticas baixou a Mãe Dinah que mora dentro de mim e resolveu fazer algumas previsões com as tramas neste ano. Confira:


A Regra do Jogo

Chances de ainda conseguir parar o país: 23%


Link permanente da imagem incorporada

A Regra do Jogo ficará no ar até o final de março e, em uma entrevista dada ao UOL, João Emanuel Carneiro disse que vem muita coisa boa pela frente e promete reviravoltas no núcleo da família Stuart, já que Orlando (Eduardo Moscóvis) será assassinado e Kiki (Débora Evelyn) deve voltar para casa, e na vida de Romero (Alexandre Nero), principalmente depois que Dante (Marco Pigossi) e Tóia (Vanessa Giácomo) descobrirem quem ele é de verdade. Tóia, inclusive, depois de descobrir as razões da morte de seu pai biológico, vai revelar uma nova faceta (vingativa?) para o público. Estas são as expectativas. Vamos ver o que acontece. Sinceramente, desisto! Metade da novela são núcleos paralelos que não interessam. Há essa promessa da novela se tornar um novelão depois do fatídico capítulo 100 e queria muito acreditar nisso, mas o problema é que a novela já chegou ao capítulo 100 e não tá lá essa maravilha toda. O jeito é se conformar e partir pra outra. #DerrotaNaGuerra

Totalmente Demais

Chances de continuar sendo uma boa novela esse ano: 95%



A novela das sete está no ar há quase dois meses e deve terminar só em maio de 2016, mas, até o momento, tem sido extremamente agradável e a história é muito gostosa de se acompanhar. E tem tudo para manter toda a qualidade já apresentada pelos próximos meses. Só se baixar o espírito boogieoogieano ou iloveparaisopolinesco e Totalmente Demais virar um trambolho, né?

Haja Coração

Chances de flopar: 99%



Em maio será a vez da faixa das 19h receber uma novela com cheiro de fracasso instantâneo: Haja Coração. O autor é Daniel Ortiz, elogiado por Alto Astral, exibida nesse mesmo horário até maio de 2015. Trata-se de um remake de Sassaricando (1987), novela de seu mentor Silvio de Abreu, com o acréscimo de novos personagens e tramas. Os saudosistas aguardam a releitura de tipos inesquecíveis como Fedora (Cristina Pereira) e Aparício (Paulo Autran). A destrambelhada e icônica feirante Tancinha, papel marcante na carreira de Claudia Raia, foi escalada para ser da Monica Iozzi, passou para Isis Valverde, passou para a Paolla Oliveira e agora será vivida, definitivamente, por Mariana Ximenes. Essa é a personagem mais lembrada da novela, mas é equivocadamente chamada de protagonista de Sassaricando, quando, na verdade, ela é apenas uma secundária que cresceu muito e ofuscou os outros. E quando os coadjuvantes conseguem despertar mais a atenção do público que os próprios protagonistas, é porque a história da trama não é lá grande coisa, né? E, na boa, eu não consigo imaginar a Mariana Ximenes vivendo uma gostosona ignorante como a Tancinha. Sei não, mas tô achando que Haja Coração vai estragar todo o trabalho que Alto Astral fez em reerguer os índices do horário das sete e que I Love Paraisópolis e Totalmente Demais conseguiram elevar.

Êta Mundo Bom

Chances de ser um sucesso: 99%



Prevista para estrear no dia 25 de janeiro no lugar de Além do Tempo, a nova novela das seis promete juntar tudo que consagrou Walcy Carrasco numa mesma novela: título cafona, núcleo do chiqueiro, torta na cara, gente sendo jogada no chiqueiro, forte sotaque caipira, animais interagindo com pessoas, texto didático e nada sutil e muita repetição de palavra no melhor estilo Amor à Caçamba. Candinho (Sérgio Guizé) foi criado por Cunegundes (Elizabeth Savalla) e Quinzinho (Ary Fontoura), donos de uma fazenda no interior de São Paulo. Ele se apaixona por Filomena (Débora Nascimento), primogênita do casal, e é expulso de casa. Ao lado do burro Policarpo, seu amigo inseparável, Candinho segue para a capital em busca de encontrar sua mãe: a rica viúva Anastácia (Eliane Giardini), que foi obrigada a se separar do filho assim que ele nasceu. Mas ela jamais desistiu de procurá-lo. De olho na herança da tia, Sandra (Flávia Alessandra), a grande vilã da história, fará de tudo para impedir que mãe e filho se reencontrem. Além disso, Candinho terá que encarar inúmeras aventuras na cidade grande. Walcyr repetirá a fórmula que produziu êxitos de sua carreira como O Cravo e a Rosa (2000), Chocolate com Pimenta (2003) e Alma Gêmea (2005), com uma história leve e personagens carismáticos. Tem como Eta Mundo Bom não dar certo? IM-POS-SÍ-VEL! Esse é o único horário que eu aceito o humor brejeiro e infantilóide do Walcyr! Às seis, sim, ele vira Reicyr!

Ligações Perigosas

Chances de flopar: 55%



Adaptação do clássico francês escrito no século XVIII por Choderlos de Laclos, a minissérie de dez capítulos, de autoria de Manuela Dias, é ambientada nos anos 1920 e estreia nessa segunda-feira (04/01) após A Regra do Jogo. Patrícia Pillar e Selton Mello interpretam os protagonistas Isabel d’Ávila de Alencar e Augusto de Valmont, aristocratas amorais que compartilham o gosto por jogos perversos de sedução. Uma das vítimas da dupla é Mariana, uma mulher casada e virtuosa, interpretada por Marjorie Estiano. O elenco ainda inclui nomes como Alice Wegmann, Jesuíta Barbosa, Leopoldo Pacheco e Aracy Balabanian. Pelas chamadas, deu pra ver que a minissérie será de imensa qualidade: fotografia de cinema, trilha sonora caprichada, produção perfeita, atuações esplendorosas... Mesmo levando em conta que as minisséries de início do ano da Globo vem sendo um sucesso atrás do outro (O Canto da SereiaAmores RoubadosFelizes Para Sempre?), algo me diz que essa Ligações Perigosas vai ser que nem Os Maias: elogiada pela crítica e um fracasso de audiência.

Malhação - Seu Lugar no Mundo

Chances de melhorar: 1%



Nas redes sociais, nas rodas de amigos, nas conversas de whatsApp, é unanimidade: FORA DILMA NINGUÉM SUPORTA MAIS A 'SEU LUGAR NO MUNDO'!!! A atual temporada da Malhação é uma das piores de todos os tempos. Para o nosso azar, devido as Olimpíadas de 2016, a temporada será estendida até 2017. Haja paciência! Mas haverá um intervalo durante o período das Olimpíadas. O autor Emanuel Jacobina trabalha em uma nova sinopse de Seu lugar no mundo. A temporada ficará no ar até dia 5 de agosto de 2016, mas voltará após as Olimpíadas com outras tramas e personagens, uma espécie de segunda temporada. Alguns personagens, porém, permanecerão na nova fase. São os casos de Rodrigo (Nicolas Prattes), Luciana (Marina Moschen), Filipe (Francisco Vitti), Nanda (Amanda de Godoi), Dona Vanda (Solange Couto) e Uodson (Lucas Lucco). Este último, porém, ainda não é certeza. É que o cantor tem uma agenda de shows agitada e não sabe se conseguirá atuar na TV e mandar esse arrocha é pra você que achou que eu tava aqui sofrendo pelos palcos ao mesmo tempo. A esperança é que role uma grande reestruturação nessa segunda fase da temporada e que se torne pelo menos um pouco assistível. Mas, por via das dúvidas, tenho uma opção melhor: IMPEACHMENT DA SEU LUGAR NO MUNDO JÁ!!! E quem assume é a Malhação Sonhos. Quem apoia?

Supermax

Chances de ser um sucesso: 90%



Supermax é a série que a Globo prepara, com previsão de estreia para outubro, aos domingos, após o Fantástico. A trama se passa em um presídio de segurança máxima no meio da Amazônia, onde um grupo de 12 pessoas integra um reality show, nunca antes visto na TV. Todos os participantes guardam um segredo em comum: já cometeram um crime obscuro. Para vencer o jogo e conquistar o prêmio de dois milhões de reais, eles precisam esconder o delito pregresso uns dos outro. Mas o que nenhum deles imaginam é que apenas um sairá de lá vivo!!! Jesus, Maria, José, que reality é esse, meu povo?! O projeto, criado e dirigido por José Alvarenga Jr., conta no elenco com nomes conhecidos do grande público (como Mariana Ximenes, Cléo Pires e Erom Cordeiro) misturados a outros não tão populares, em um elenco selecionado rigorosamente durante seis meses por todo o Brasil. A série terá 12 episódios e, numa mistura de ficção científica com suspense, thriller, terror e drama, Supermax bebe na fonte (e já admite isso!) de séries como The Walking Dead e True Detective e do filme Jogos Mortais e tem tudo para ser um dos principais acertos da TV aberta esse ano. Sinto cheiro de lacre!

Liberdade, Liberdade

Chances de flopar: 91%



Desde o remake de O Astro, primeira novela da Globo a ir ao ar às 23h, em 2011, apenas uma produção vai ao ar no horário por ano. Mas nesse ano as coisas vão mudar. Devido ao sucesso estrondoso de Verdades Secretas, em 2016 teremos duas novelas das onze. A primeira é Liberdade, Liberdade, prevista para abril, que contará a história de Joaquina, a filha do Tiradentes. Depois, no segundo semestre, a Globo deve lançar Justiça, da qual não se sabe muito ainda, mas será inspirada numa obra de Shakespeare. A mocinha de Liberdade, Liberdade será interpretada por Andrea Horta. Mateus Solano fará sua primeira novela desde o Félix de Amor à Vida (2013). Ao lado de Nathália Dill, os dois serão os vilões da trama. Liberdade, Liberdade ainda nem começou a ser gravada, mas já agita os bastidores do Projac. Segundo o site Notícias da TV, a direção de Dramaturgia diária da emissora decidiu afastar da supervisão de texto da novela o autor Euclydes Marinho porque seu trabalho foi considerado insatisfatório. O roteiro não atendeu as exigências da emissora e foi necessária uma reforma total na trama, tendo que reescrever todos os capítulos já escritos. Quem entrou no lugar de Euclydes Marinho foi Mário Teixeira, que escreveu a péssima I Love Paraisópolis. Nessas, fica a dúvida: a Globo viu que a novela ia ser ruim e resolveu correr atrás do prejuízo antes de ir pro ar e virar uma "bomba" ou as novas adaptações estragarão o roteiro inicial? Nunca vamos saber... Já dizia minha mãe: tudo que começa errado, acaba muito pior! Sei não, viu...

Velho Chico

Chances de ser uma nova Em Família: 100%



Finalmente, Benedito Ruy Barbosa ganhou o direito de escrever uma novela das nove. O veterano é uma grife de novelões bem-sucedidos ambientados nos confins do Brasil. São dele Renascer (1993), O Rei do Gado (1996), Terra Nostra (1999) e também Pantanal (1990), na TV Manchete — a trama abalou a, até então, insuperável audiência da Globo na época. Escalada inicialmente para a faixa das 18h, Velho Chico ganhou up grade e ocupará o horário mais nobre do canal no início de abril como resposta à baixa receptividade de recentes novelas urbanas e violentas como A Regra do Jogo e Babilônia, devido ao sucesso da reprise de O Rei do Gado no 'Vale A Pena Ver de Novo' e para combater a segunda temporada de Os Dez Mandamentos. Investir em uma história interiorana ancorada no nordeste é uma tentativa da Globo de resgatar o interesse do noveleiro tradicional e sair do onipresente (e cansativo) eixo Rio-São Paulo, escolhido como cenário de quase todas as tramas nos últimos 15 anos. Em Velho Chico, Fagundes será uma espécie de coronel dos tempos atuais, que defenderá seus interesses econômicos às margens do Rio São Francisco e terá conflitos com defensores do meio ambiente. Temática interessante e atualíssima, vide a tragédia ecológica e humana de Mariana e das cidades ao longo do Rio Doce. Por um lado é muito bom que vamos ter de novo uma novela fora do eixo urbano, ainda mais com o excelente texto do Benedito. Mas será que ele segura uma novela das nove atualmente? A minha avó, certamente, deve adorar, mas será que o público mais novo das redes sociais vai se interessar por longas cenas de paisagem, música típica e tuiuiús voando no horizonte? Estou pagando pra ver! Essas histórias arrastadas funcionavam muito antigamente, mas hoje em dia o público atual quer dinamismo. E essa Velho Chico tá numa vibe tão Em Família, viu... É a trama sem maldade e cheia de romances que todo mundo tanto pediu, mas depois vocês vão se arrepender quando ver que pode ser um marasmo sem fim.

Sagrada Família

Chances de dar um choque de monstro na Família Brasileira: 89%



Em outubro, Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari repetirão a parceria bem-sucedida de Sangue Bom e estrearão no horário nobre com Sagrada Família (título provisório). Ela estava cotada para substituir A Regra do Jogo, mas agora só vai ao ar depois de Velho Chico. Para você que bebeu demais nesse Ano Novo e esqueceu de todo rebuceteio que rolou entre Sagrada Família e Velho Chico, Silvio de Abreu (atual Todo Poderoso da dramaturgia da Globo) resolveu adiar a novela da Maria Adelaide Amaral porque tinha uma trama política muito forte e temos uma legislação desnecessariamente rígida nesse assunto que impede o tema ser abordado em período eleitoral (esse ano tem eleições para prefeito e vereador). Até onde sei, a história do folhetim gira em torno da política, da justiça e de um segredo familiar que colocará em risco a vida dos personagens. Além destes três enredos, haverão ainda homenagens à diferentes novelas icônicas da Rede Globo e críticas à temas corriqueiros da sociedade brasileira, o que já é marca registrada dos autores. Algo me diz que será um novelão!

Carinha de Anjo

Chances de continuar o sucesso na faixa infantil do SBT: 100%



Graças aos bons resultados conquistados pelas tramas infantis, o SBT planeja abrir um segundo horário de novelas destinado a produções adultas. Até o momento, o projeto está sendo discutido, mas pode sair do papel ainda nesse primeiro semestre. Antes de qualquer decisão, a emissora já prepara outro remake mexicano para substituir Cúmplices de um Resgate por volta de outubro: Carinha de Anjo. A saga da pequena Dulce Maria já teve sua versão original exibida pelo SBT em 2001 e foi um enorme sucesso. Sem dúvidas, é uma das melhores novelas infantis da Televisa. A trama ainda está em pré-produção e ainda não se sabe quem viverá a protagonista brasileira. Quero só ver quem vai interpretar a icônica Tia Peruca, aquela que sempre usava uma peruca da mesma cor que a roupa.

Escrava Mãe

Chances de flopar: 99%



Cotada inicialmente para substituir Os Dez Mandamentos, o "pecado" de não ser uma novela bíblica fez a Record adiar o lançamento de Escrava Mãe, um prequel de Escrava Isaura. Ela não será uma continuação da clássica trama protagonizada por Lucélia Santos e sim uma história baseada no passado da mãe da Escrava Isaura. A trama está praticamente toda gravada e está na gaveta e deve ficar por lá durante um bom tempo até a emissora decidir o que fazer com essa novela. Dizem que deve ir para um novo segundo horário de novelas (o mais provável é as 19h), mas a maior complicação pra isso é que aí a Record teria que se ver obrigada a manter a nova faixa e duplicar a dramaturgia que já vem fazendo. E esse ano ano será um desafio imenso para a emissora por causa da terceirização da teledramaturgia. Agora, a produtora Casablanca é a responsável pelo trabalho desenvolvido no Recnov, estúdios da Record no Rio de Janeiro. Flop na certa, sim ou com certeza?

Os Dez Mandamentos - Parte 2

Chances da Record enrolar a novela mais uma vez: 100%



O sucesso arrebatador de Os Dez Mandamentos surpreendeu a própria direção da Record. A primeira novela bíblica do canal prejudicou a audiência do Jornal Nacional e de A Regra do Jogo e entrou para a história ao dar um choque de monstro na audiência da Globo e fazê-la alterar a própria programação para tentar manter o público. Os Dez Mandamentos era uma boa novela, mas criou uma barriga enoooooooorme após dar altos picos de audiência com a fase das pragas e depois terminou em aberto pra que a Record pudesse fazer uma continuação e um filme. A partir de março de 2016, a emissora irá exibir a segunda temporada da história de Moisés (Guilherme Winter), que focará na luta do povo hebreu pelo deserto até chegar à Terra Prometida. Estão previstos 60 capítulos, mas se a segunda temporada bombar (e vai bombar!) a Record transformará isso em 80, 90, 100 capítulos...

A Terra Prometida

Chances da Globo voltar a ter dor de cabeça com a concorrência: 76%



Produzir novela bíblica as 20h30. Essa é a regra do jogo (com o perdão do trocadilho) para a Record a partir de agora. Depois da segunda temporada de Os Dez Mandamentos, vem na sequência (provavelmente, em junho) A Terra Prometida, que, antes mesmo de estrear, já virou a terra prometida de vários ex-medalhões globais (perdão pelo trocadilho mais uma vez), como Kadu Moliterno, Cristiana Oliveira e Paloma Bernardes. A novela será uma continuação da história de Os Dez Mandamentos e começará após a morte de Moisés, que avista a cidade de Jericó de longe antes de ser castigado por Deus por haver ferido uma rocha com um cajado ao invés de tocá-la. Com autoria de Renato Modesto, a produção terá 150 capítulos gravados em tecnologia 4k, sob a direção de Alexandre Avancini, e um elenco composto por cerca de 99 atores. O protagonista, Josué, será vivido pelo Sidney Sampaio, que vive o mesmo personagem em Os Dez Mandamentos como Oséias (nome que ele tinha antes de ser mudado por Moisés). Ele aparecerá em cena 40 anos mais velho, assim como fizeram com Guilherme Winter. Sidney e Rodrigo Vidigal, que interpreta Calebe, serão os únicos atores que vão fazer a segunda novela. Isso porque os dois personagens são os únicos que cumprem a missão de entrar em Israel sem desobedecer os comandos de Deus, acompanhados das gerações mais novas dos escravos hebreus, que morrerão no deserto. Josué e Calebe são definidos como os sucessores de Moisés. Ao chegarem em Jericó, eles não são bem aceitos pelo povo que tomou conta daquela parte de Israel e acabam sendo obrigados a travar uma guerra contra eles, com o intuito de levar os hebreus para Canaã. A Terra Prometida não fará o mesmo sucesso que Os Dez Mandamentos, nem vai abalar a soberania da Globo da mesma forma, mas, certamente, dará bons índices de audiência.


Será que acertamos com as nossas previsões? Podem cobrar a gente depois, pessoal! E vocês? Quais as suas expectativas pelas futuras produções de 2016?



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