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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Os Melhores Atores de 2015



E os 15 atores que mais brilharam na telinha em 2015 foram...


15º lugar: João Vitor Silva

Durante anos, o ator ficou marcado como o Pedrinho do inesquecível seriado Sítio do Picapau Amarelo. Mas com Verdades Secretas, João Vitor Silva apresentou uma nova faceta e mostrou maturidade e competência ao compor Bruno, jovem negligenciado pelo pai, ganhando seu merecido destaque nos momentos finais da trama. As cenas dele como dependente químico impressionaram.
14º lugar: Rainer Cadete

O ator mudou radicalmente para dar vida ao booker Visky em Verdades Secretas, totalmente diferente de seu último personagem, o delicado e correto advogado Rafael em Amor à Vida. Verdade seja dita, a atuação exagerada de Rainer (que era, justamente, o propósito do personagem) no início da trama chegava a ser insuportável, mas, com o tempo, o ator foi conseguindo divertir e, em alguns momentos, até emocionar na pele de uma bicha pra lá de afetada.
13º lugar: Frank Menezes

Os ótimos coadjuvantes roubaram a cena em I Love Paraisópolis. Frank Menezes, que viveu o mordomo Júnior (ou Juneca Purpurina, se preferirem), foi o que mais arrancou riso. Seu bordão "Favelaaaaaaada!" era um sucesso e suas brigas com a empregada Melodia (Olívia Araújo) e sua parceria com a patroa Soraya (Letícia Spiller) foram hilárias. Frank cumpriu muito bem a função de divertir. 
12º lugar: Lázaro Ramos

Interpretando o personagem-título da série Mister Brau, o ator protagoniza a história ao lado de Taís Araújo, que, além de ser sua esposa na vida real, interpreta Michele, a mulher do pop star. A dupla está muito bem afinada. Ele, em especial, está muito solto em cena e mostrando um lado musical muito forte. Seu personagem é extremamente cativante e, graças ao talento de Lázaro, já garantiu a popularidade e o carinho do público. 
11º lugar: Marcos Palmeira

Um dos poucos (talvez, único) pontos positivos de Babilônia era o núcleo do Aderbal Pimenta (Marcos Palmeira), o prefeito evangélico, homofóbico e corrupto, cujo lema era "O povo hétero unido jamais será vencido!". O personagem promovia alguns dos temas relevantes do atual momento do nosso país e incorporava quase todos os desvios indesejáveis a um político. Esses assuntos, ainda que espinhosos, receberam tratamento interessante dos autores de Babilônia, coroada por uma atuação espetacular de Marcos Palmeira. O ator conseguiu fazer desse prefeito antiético e demagogo a cara do Brasil de 2015! Foi o seu melhor papel na carreira desde o José Pedro de Renascer.

10º lugar: Caio Castro

Ele é um ator bem mediano, mas, justiça seja feita, Caio Castro se destacou positivamente em I Love Paraisópolis e não precisou ficar sem camisa para esbanjar talento e carisma. Na pele de Grego, o bandidão com coração bom que acabou roubando nossos corações, o ator dominou a novela e seu personagem jogou o mocinho Ben (Maurício Destri) para escanteio. Sua química com Maria Casadevall transformou Grego e Margot no casal sensação da história. Grego não só caiu no gosto do público como também ganhou ótimas cenas durante toda a novela, muitas delas exigindo forte carga dramática de Caio Castro, que correspondeu sim a altura.

09º lugar: Ghilherme Lobo

Aclamado no cinema por seu brilhante papel no filme Eu Não Quero Voltar Sozinho, Ghilherme Lobo foi uma das gratas revelações da TV em 2015 ao interpretar com maestria e sensibilidade o introspectivo Bernardo em Sete Vidas. Um personagem difícil até mesmo para atores veteranos. Ghilherme chegou pra ficar na TV!

08º lugar: Jayme Matarazzo

Jayme ganhou um ótimo personagem em Sete Vidas e soube aproveitar muito bem essa oportunidade. Por mais covarde e "bundão" que Pedro tenha se mostrado em algumas situações, não era possível julgá-lo. O ator teve um amadurecimento surpreendente na novela e mostrou que não conseguiu o perfil só porque era filho do diretor Jayme Monjardim, e sim porque fez por merecer. Considero o Pedro o melhor personagem da sua carreira, até então.
07º lugar: Emílio Dantas

Na pele do perigoso Pedro de Além do Tempo, o ator, desconhecido do grande público, porém, aclamado por seus trabalhos no teatro, mostrou que também domina perfeitamente as câmeras em um trabalho memorável. Ele construiu com perfeição um vilão psicopata como o Pedro, expondo o seu lado sombrio e doentio gradativamente, repetindo o traço de descontrole emocional do passado. Emílio Dantas tem brilhado em todas as cenas.

06º lugar: Enrique Dias

Na minissérie Felizes para Sempre?, Claudio se mostrou um dos personagens mais odiáveis e cafajestes da telinha dos últimos anos. Personagem magistralmente elaborado pelo autor Euclydes Marinhos e perfeitamente desenvolvido pelo Enrique Dias, que lhe deu o tom exato, sem cair no caricato, raramente alterando o tom de voz e lançando seu olhar gélido que demonstrava o desprezo que sentia por todo mundo, inclusive por seus familiares. O cara era um sociopata e não fazia a menor questão de esconder isso.

05º lugar: Tonico Pereira

Após anos vivendo o mesmo personagem (Mendonça) no seriado A Grande Família, Tonico Pereira agora faz um personagem não tão distante do anterior, mas com uma interpretação original e desponta como uma grata surpresa em A Regra do Jogo, sempre ótimo em suas cenas e saindo-se muito bem nessa experiência em novelas. A genialidade e entrosamento com a sua parceira de cena, Giovanna Antonelli, é notória e, com isso, fazem dessa parceria um feliz encontro profissional. Ascânio depende muito da Atena para brilhar. Quase sempre interligados, os personagens têm protagonizado as melhores cenas cômicas da novela, ainda que esse não seja o propósito principal do núcleo. 

04º lugar: Rodrigo Lombardi

Rodrigo viveu seu melhor momento na carreira esse ano. O frio, calculista e manipulador Alex foi, sem dúvida, seu personagem mais controverso, complicado e desafiador. Após algumas atuações equivocadas e outras apenas regulares em trabalhos anteriores, o ator se destacou com todo mérito em Verdades Secretas. O mais impressionante é que Rodrigo soube manter o posto de galã, mesmo tendo vivido um dos vilões mais detestáveis dos últimos tempos.

03º lugar: Alexandre Nero

Depois de mostrar segurança e marcar os nossos corações na pele do inesquecível Comendador José Alfredo, mal terminou Império e, cinco meses depois, lá estava Alexandre Nero vivendo, novamente, outro protagonista de peso em uma novela das nove. Muita gente achou equivocada a sua escalação para A Regra do Jogo. O Romero Rômulo já pode ser considerado o protagonista mais ambíguo da história das nossas novelas. O ator, excelente no papel, em nada lembra o Comendador, confirmando o seu imenso talento em diferenciar totalmente no visual, trejeitos, entonação da fala, nas expressões faciais, enfim, diferenciando em tudo dois personagens tão dúbios em tão pouco tempo.

02º lugar: Domingos Montagner

Nada mais gratificante para um ator do que ganhar um perfil complexo para interpretar. Isso proporciona sempre grandes cenas para o intérprete, que precisa vivenciar todas as angústias e mostrar as nuances daquele personagem. E é o que aconteceu com Domingos Montagner na maravilhosa Sete Vidas. Ele ganhou um tipo desafiador, brilhantemente escrito pela autora. Miguel era averso aos diálogos e uma avalanche de inseguranças e angústias, onde os sentimentos entravam em conflito constantemente. Enquanto uma parte dele queria ser feliz e viver ao lado da mulher que amava e dos filhos, a outra queria um afastamento punitivo em virtude de um trauma do passado que não conseguia superar. Domingos Montagner ganhou um papel maravilhoso e já pode ser considerado o melhor da sua carreira, até então. Não é qualquer ator que conseguiria interpretar um tipo tão complexo quanto Miguel. Seria preciso muito domínio do papel, além de talento de sobra para expressar tudo o que é sentido e vivido apenas com o olhar. E o ator mostrou ter tudo isso.

01º lugar: Tony Ramos

Tal qual a Flora (Patrícia Pillar) de A Favorita, Zé Maria enganou o público com sua cara de bom moço e seu discurso de inocente injustiçado, revelando-se um bandido impiedoso. Tony imprimiu diversas nuances e soube diferenciar bem os sentimentos ambíguos do personagem em A Regra do Jogo. Seu olhar é um outro exemplo da composição acertada do ator: chega a ser diabólico quando o verdadeiro Zé Maria está em ação. O ator, experiente, soube extrair do subtexto de João Emanuel Carneiro tudo o que era necessário para construir um vilão de marca maior: sem exageros, sem caras e bocas. Definido pelo próprio ator como um psicopata, Zé Maria é do tipo que não precisa berrar para botar medo. Tony Ramos, finalmente, deixou de lado a fama de bom moço que sempre o acompanhou em sua carreira e emplacou como vilão, mostrando que foi o melhor ator de 2015 e confirmando que é um dos melhores atores brasileiros.


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

As Melhores Atrizes de 2015



E as atrizes que mais brilharam na telinha em 2015 foram...


15º lugar: Larissa Manoela

Larissa está muitíssimo bem na pele das protagonistas principais de Cúmplices de um Resgate e sua escalação foi um grande acerto. Ela consegue diferenciar perfeitamente por meio de trejeitos e expressões faciais quem é a Isabela, quem é a Manuela e, principalmente, quando a Isabela está se passando pela Manuela ou vice-versa. A menina tem talento de gente grande e o SBT fez muito bem em segurá-la no time após o sucesso da mimada Maria Joaquina em Carrossel. Pode ser que eu esteja exagerando, mas a interpretação da Larissa não deixa nada a desejar para a da Glória Pires em Mulheres de Areia.

14º lugar: Arlete Salles

Um dos poucos pontos positivos do trambolho Babilônia era a preconceituosa e arrogante Consuelo, vivida brilhantemente por Arlete Salles. A atriz finalmente ganhou uma boa personagem após ter sido tão desvalorizada em Fina Estampa e só ter feito pequenas participações desde então. Arlete esteve impecável e conseguia divertir com as tiradas dessa senhora que transbordava hipocrisia.

13º lugar: Ana Beatriz Nogueira

A intérprete da rancorosa e amargurada Emília é tão talentosa que fez a autora mudar o rumo de Além do Tempo. Isso porque a personagem morreria logo no início da primeira fase e só voltaria na segunda. Mas Ana agradou tanto que Elizabeth Jhin a manteve viva na trama. E essa decisão foi muito sábia. Afinal, a atriz foi levada a demonstração extrema de emoção (o que não foi pouco), presenteando o público diariamente com ótimas cenas.

12º lugar: Adriana Garambone

Enquanto não encontramos uma vilãzona daquelas no horário nobre global, a Record nos presenteou com a Yunet, a bruxa-mor de Os Dez Mandamentos. A vilã não existiu de verdade na história de Moisés. Foi inventada pela autora. Mas você há de concordar comigo que a trama não teria a mesma graça sem ela, né? Sem a Yunet, a autora jamais teria conseguido fazer a novela durar mais de 160 capítulos. E a Garambone segurou perfeitamente a peteca e provou ter talento e competência para enfrentar muito bem uma vilã que tinha tudo para cair na caricatura.

11º lugar: Camila Queiroz

A sua missão não era nada fácil: estrear logo de cara como protagonista em uma novela da Rede Globo num horário tardio que permite cenas mais ousadas e com bastante nudez. Um conjunto de fatores bem assustador para uma iniciante, não é mesmo? Mas, contrariando todas as desconfianças, Camila Queiroz tirou de letra o desafio e se tornou a grande revelação de Verdades Secretas. Me arrisco a dizer que a intérprete da Angel é um dos maiores achados da teledramaturgia dos últimos tempos.

10º lugar: Giovanna Antonelli

Um dos grandes acertos de A Regra do Jogo é a Atena. Ainda que seja uma vilã muito mais cômica do que cruel, ela encanta com seu charme, humor, leveza e tiradas, sendo a melhor personagem da trama. Não é exagero afirmar que o mérito do sucesso de Atena é inteiramente de Giovanna Antonelli, que, mais uma vez, rouba a novela para si, provando que desempenha com brilhantismo qualquer papel que lhe é proposto.

09º lugar: Paolla Oliveira

O bumbum do ano deixou os homens ba-ban-do e as mulheres morrendo de inveja. Na minissérie Felizes Para Sempre?, Paolla mostrou que sabe como poucas dosar talento e sensualidade a serviço de um papel. Pouco depois de despertar paixões e provocar estragos como a Danny Bond, a atriz ressurgiu tão impactante quanto na pele da vilã Melissa, em Além do Tempo, que vem expondo de forma primorosa o seu lado sombrio gradativamente, repetindo o traço de descontrole emocional da primeira fase. A atriz tem brilhado nas cenas, amadurecendo a cada trabalho. Após dois maus momentos vivendo duas mocinhas insossas que não agradaram (a Marina de Insensato Coração e a Pamonha de Amor A Vida), interpretar dois tipos diferentes esse ano fez bem pra ela. Está cada vez mais segura e convincente.

08º lugar: Alinne Moraes


A atriz vem honrando o posto de heroína na história de Elizabeth Jhin. A personagem é a típica mocinha sofredora, que padece a história inteira enfrentando os mais diversos tipos de dificuldades, principalmente emocionais. Entretanto, apesar de carregar todos os clichês possíveis do gênero, Lívia não é um perfil que irrita e nem se mostra uma passiva idiotizada. Alinne soube aproveitar todos os dilemas da sua mocinha para mostrar o seu talento e tem brilhado sempre que aparece em cena.

07º lugar: Marieta Severo

Após quase quinze anos afastada das novelas, Marieta teve um retorno triunfal em Verdades Secretas. O talento dessa veterana atriz é tão admirável que todos os traços da carismática Dona Nenê na série A Grande Família foram aniquilados logo na primeira cena em que a prepotente cafetina Fanny Richard apareceu em cena. O papel foi um grande presente do autor Walcyr Carrasco para esta fantástica profissional e também para os telespectadores.

06º lugar: Isabelle Drummond

Viver mocinhas não é fácil. Mas assim como a Alinne Moraes com a sua Lívia, Isabelle Drummond também superou muito bem esse desafio. Júlia foi uma das personagens mais importantes de Sete Vidas, responsável por todo o desenvolvimento da história. Ela foi o grande elo de ligação de todas as pontas do enredo tão bem construído pela Lícia Manzo. E, por ironia, era a única dos sete irmãos que não tinha qualquer laço sanguíneo com o Miguel (Domingos Montagner), o que deixou a trajetória da personagem ainda mais atrativa e rica dramaturgicamente. O grau de dificuldade deste papel era muito alto e qualquer atriz mais limitada não conseguiria fazê-lo com tanta competência. Entretanto, Isabelle o fez com total competência e, com toda certeza, a Júlia foi o melhor papel da sua carreira.

05º lugar: Débora Bloch

Em Sete Vidas, Débora foi muito exigida pela autora Lícia Manzo, que escreveu inúmeras cenas complicadas e cheias de sentimentos que precisavam ser expostas pela atriz. E ela convenceu em todas as sequências e não é exagero constatar que Débora viveu um grande momento profissional como a correta Lígia. Há tempos que eu não via a Débora Bloch viver um tipo tão rico e complexo, que exigiu tanto da sua capacidade dramática. Há mais de 30 anos na televisão, a atriz sempre foi lembrada mais por seus personagens cômicos. E só agora teve a oportunidade de ganhar uma personagem tão importante e densa.

04º lugar: Drica Moraes

Depois do mico que pagou em Império como Cora, a vilã cheiradora de cuecas e soltadora de puns que até rejuvenesceu na Marjorie Estiano, Drica voltou a trabalhar com Walcyr Carrasco, o autor que mais a valorizou, e ganhou um papel a altura do seu talento. A Carolina de Verdades Secretas parecia ter sido escrita especialmente para a atriz, que a interpretou magnificamente.

03º lugar: Cássia Kis

Cássia ficou só até o capítulo 43 em A Regra do Jogo, mas se apresentou como uma das personagens mais interessantes e queridas da novela. Mais do que isso, a intérprete de Djanira entregava-se em todas as suas cenas e emocionava o público, o que contribuiu para impulsionar o início da trama. Foram muitos momentos dramáticos e Cássia protagonizou todos com extrema maestria. Até hoje não perdoo o João Emanuel Carneiro por ter tirado a Cássia Kis tão precocemente da novela.
02º lugar: Irene Ravache

Irene é o maior destaque de Além do Tempo. Quando a história se passava no século XIX, ela conseguiu expor com maestria todo o ódio de uma vilã fria, arrogante e cruel como a Condessa Vitória, assim como também teve uma habilidade incrível para exibir um lado mais frágil, sensível e carente dessa dura mulher, fazendo com que o público nutrisse certo carinho por ela. Agora, na segunda fase, Irene, mais uma vez, conseguiu provocar a piedade e a torcida do público, protagonizando cenas emocionantes. Irene Ravache conseguiu dar uma outra cara à megera nos dias atuais, mas sem perder a essência da personagem, que segue com boas tiradas ácidas e irônicas e, vira e mexe, continua destilando seu amargor. Só mesmo uma atriz grandiosa do porte de Irene para conseguir essa façanha.

01º lugar: Grazi Massafera

Se alguém ainda tinha dúvidas do talento de Grazi, a sua performance dramática em Verdades Secretas serviu para acabar de vez com essa desconfiança. A entrega incondicional ao papel de uma modelo decadente que se torna dependente de crack, com direito a muitas cenas terrivelmente angustiantes e assustadoras, comprovou a evolução do talento da atriz. Larissa foi um grande divisor na carreira da atriz. Depois de ter sido desprezada por crítica e público e até por atores da Globo, que viam nela tão somente uma mulher de sorte que foi alçada ao sucesso unicamente pela beleza após sair do BBB, Grazi mandou os desafetos para o paredão e os fuzilou com beijinhos no ombro. Nunca que a gente poderia imaginar que, um dia, Grazi Massafera seria mais merecedora ao posto de melhor atriz do ano do que a Irene Ravache e a Cássia Kis, né? 


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...



domingo, 10 de janeiro de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (03 à 09/01)




O MELHOR DA SEMANA



Momentos finais de Orlando em A Regra



A sequência em que Orlando (Eduardo Moscovis) invade a festa de réveillon da família de Gibson (José de Abreu) foi memorável, dando uma virada na história e uma oportunidade de ouro para Eduardo Moscovis brilhar. Ele deu um show do início ao fim, principalmente quando o canalha diz que Dante (Marco Pigossi) merece levar o troféu de tapado do ano e no instante que ele ironiza o todo poderoso chefe da facção; além de vomitar ironias em cima de Nelita (Barbara Paz), Nora (Renata Sorrah) e Belisa (Bruna Linzmeyer). Achei bacana o João Emanuel Carneiro dar uma satisfação ao público colocando na boca de Orlando tudo aquilo que a gente acha do Dante. Afinal, ele é o policial mais ingênuo da história da teledramaturgia brasileira, pois não consegue enxergar nada do que está acontecendo à sua volta. Outras sequências que destacaram o talento de Moscóvis foram quando Orlando manteve Gibson como refém. Ele tentou intimidar o chefe da facção, mas acabou virando vítima do Pai, que logo virou o jogo, conseguindo escapar. A morte do vilão, apesar de ter sido rápida, foi impactante. Orlando implorou por sua vida, tentando apelar para o lado emocional do rival Romero (Alexandre Nero), e conseguiu desestabilizá-lo. Porém, foi assassinado a sangue frio por Gibson logo depois. Após passar um bom tempo parecendo um figurante de luxo, Eduardo Moscóvis, finalmente, conseguiu a chance de brilhar e se despediu de A Regra do Jogo de forma fenomenal.

Felipe Simas



Como o Felipe Simas cresceu desde a Malhação Sonhos, né? Quem viu seu trabalho como o vilão Cobra não reconhece nenhum traço dele em Totalmente Demais. Isso se deve ao seu talento gigante e ao seu carisma. Jonatas é um personagem muito bem escrito. É o rapaz gentil, gente boa, trabalhador, educado. O clichê "filho que toda mãe queria ter". Mas não é bobão, não chega nem perto daqueles mocinhos insuportáveis que andam pelas novelas! E Felipe sabe interpretá-lo com maestria. O ator é um camaleão e sabe passar a emoção certa em todas as cenas do seu personagem. As suas cenas dessa semana só comprovam tudo o que eu disse. O Jonatas foi preso injustamente graças a uma armação de Fabinho (Daniel Blanco) e a vontade que me deu era de invadir a telinha e tirá-lo da cadeia. Impossível não ter sentido pena do drama do personagem. Daniel Blanco, Carla Salle e Gabriel Reif também estiveram ótimos nas sequências em que Jamaica e Leila descobrem a verdade e confrontam Fabinho, que, felizmente, acaba preso. Vivianne Pasmanter também se destacou e emocionou em todas as cenas em que Lili se descontrola com a prisão do filho e acaba expulsando Germano (Humberto Martins) de casa. E ainda teve a linda sequência de Eliza (Marina Ruy Barbosa) comemorando com Jonatas a soltura do amado, evidenciando toda a química entre o casal. Interessante é que toda essa questão começou essa semana e já foi resolvida na mesma semana. Enrolação é para os fracos!


Emília sofre acidente após descobrir toda a verdade



Além do Tempo está entrando em sua derradeira semana e tem nos presenteado com ótimas sequencias. A cena em que Alberto finalmente conta para Emília toda a verdade foi excelente, destacando o talento de Ana Beatriz Nogueira e Juca de Oliveira. Emília se recusa a acreditar, mas fica atordoada com todas as lembranças, desiste de reencontrar Vitória (inclusive, foi de cortar o coração quando Vitória abre os braços para Emília e a filha se afasta, dando ré no carro) e sofre um acidente de carro. Uma sucessão de sequências emocionantes culminando em um impactante gancho. Destaque ainda para o áudio de Vitória inserido em meio ao acidente no apagar das imagens e o encerramento em silêncio: "Pense bem antes de praticar qualquer ato, proferir cada palavra. Porque tudo volta. E uma hora a gente paga. Cada centavo". Arrepiante! Vale destacar ainda as cenas do salvamento de Emília. De um lado, Irene Ravache dando um show com Vitória desabando com a possibilidade da filha morrer. Do outro, Alinne Moraes divando com uma Lívia tentando ser forte, mas sofrendo muito. Já estou me preparando psicologicamente para o fim dessa novela maravilhosa.

The Voice Kids



Com crianças talentosas, técnicos comedidos e boa música, a estreia do The Voice Kids refrescou o domingo sem sal da TV aberta e, ao que parece, já se mostrou melhor que as duas últimas temporadas da versão adulta. Os novos jurados marcaram presença esbanjando delicadeza, rigorosidade e sensatez na escolha dos moleques. Ivete Sangalo com um coração de mãe se mostrou bastante a vontade no papel. A dupla sertaneja Victor & Léo deram um charme a disputa e será interessante acompanhar a dinâmica de duas cabeças precisando pensar como uma. Só Carlinhos Brown que estraga nessa versão novinha, mas, verdade seja dita, até que ele está mais comedido. E as crianças participantes, a essência da atração, foram muito bem selecionadas para as cegas. Não faltou talento, nervosismo, arrepios e muito chororô. Eu adorei! Alguém aí está sentindo falta do Esquenta?

Conselho Tutelar



Nesta primeira semana do ano, a Record estreou a segunda temporada de Conselho Tutelar, série com cinco capítulos que acompanha os dramas humanos que os conselheiros tutelares Sereno (Roberto Bomtempo) e César (Paulo Vilela) buscam resolver sobre crianças abandonadas ou que sofrem violência doméstica. A primeira temporada, exibida no final de 2014, se revelou uma grata surpresa, com elenco e direção ótimos. Já a segunda, mostrou-se ainda melhor. Bem pontuada, de excelente acabamento e garantindo alta resolução cinematográfica. No elenco, destaque para Roberto Bomtempo, totalmente seguro no papel. E o elenco infantil não decepciona. Tem algumas crianças, inclusive, que conseguem ser melhor que muitas aí da novelinha infantil do SBT. A série consegue abordar casos delicados e reais sem cair no didatismo ou na pieguice. A audiência está baixa (sempre perdendo para o SBT) e o infeliz horário de exibição não ajuda muito. Entretanto, bem produzida e com uma temática forte e necessária para os dias atuais, Conselho Tutelar merece a sua atenção.


O PIOR DA SEMANA



Ligações Perigosas é primorosa, mas falta sexo e ação



É verdade que esta nova minissérie da Globo é um luxo que só: bem-acabada, bem-dirigida, tem capricho em todos os detalhes, produção primorosa, atuações estelares e uma Patrícia Pillar sempre acima da média. Mas eu acho que falta um pouco mais de ação e sexo. Tudo bem, não precisa ser um Verdades Secretas, mas poderia sim ter um pouco mais de pimenta e ainda assim manter o drama psicológico que existe. Tem gente que acha mais bonito que Ligações Perigosas mais sugira do que mostre e é um ponto que tem de ser levado em consideração também. Depois de algumas produções que pegaram pesado com sensualidade e cenas mais explícitas, talvez fosse a hora de dar uma maneirada. Talvez tenha sido nisso que pensaram na Globo. Mas o fato é que não só a falta de sexo, mas também os longos diálogos e situações mais densas tenham um certo impacto negativo no conjunto da obra. Sei que muitos não vão concordar comigo, mas não estou gostando da minissérie. Ligações Perigosas precisa de elementos que gerem mais burburinho entre o público, seja sexo, seja uma briga, um escândalo, enfim, algo que ajude a movimentar a coisa. Entendo que houve uma escolha pelo estilo mais sóbrio e talvez menos apelativo do que as outras novelas neste horário. Mas também há um lado meio chato nisso tudo, o que acaba gerando um certo sono. Até porque as falas audíveis dos atores em cena são tão sussurráveis que nem dá para escutar direito.



sábado, 9 de janeiro de 2016

As Melhores Cenas da Teledramaturgia em 2015



E as 20 melhores cenas das novelas, séries, seriados ou minisséries de 2015 foram...

20º lugar: Mulheres e filhas de José Alfredo jogam suas cinzas no Monte Roraima

Após a morte de José Alfredo (Alexandre Nero), as suas cinzas são jogadas do alto do Monte Roraima, como era a vontade do Comendador, pelas quatro mulheres da sua vida: a esposa Maria Marta (Lilia Cabral), a amante Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa) e as filhas Cristina (Leandra Leal) e Maria Clara (Andréa Horta). Cena dilaceradora e comovente!

19º lugar: Inês é torturada psicologicamente

A mando de Beatriz (Glória Pires), Osvaldo (Werner Schünemann) levou Inês (Adriana Esteves) até o alto do Morro da Babilônia e aterrorizou psicologicamente a advogada. Em meio aos gritos desesperados e agonizantes de Inês implorando por sua própria vida, o bandidão ordenou que ela empilhasse pneus e entrasse dentro deles e deu-lhe um banho de gasolina. Adriana Esteves deu um show na cena, que foi terrivelmente assustadora e lembrou muito o assassinato do jornalista Tim Lopes. A diferença é que ele morreu mesmo no famoso "microondas", enquanto Osvaldo só quis dar um susto em Inês. Parecia até que o João Emanuel Carneiro tinha assumido o roteiro da novela. O clima de tensão, suspense e terror psicológico se manteve presente do início ao fim.

18º lugar: Abertura do Mar Vermelho

A abertura do Mar Vermelho foi, sem dúvida nenhuma, a cena de maior repercussão do ano. O mar se abriu em uma sequência bem feita, com a água se dividindo e formando um corredor impressionante, com bons efeitos especiais. A abertura do Mar Vermelho foi um dia histórico para a Record, afinal, a sequência conquistou vitória inédita sobre a Globo na audiência.

17º lugar: A sétima praga do Egito

Intensa chuva de granizo seguida de vários incêndios provocados pela queda de dezenas de meteoros de fogo. Foi assim que a autora Vivian de Oliveira e o diretor-geral Alexandre Avancini interpretaram a sétima praga do Egito em Os Dez Mandamentos. Em uma boa sequência, um egípcio foi arremessado nos ares depois que uma estrutura foi atingida por um meteoro, lembrando cenas de filmes de ação. A vilã Yunet (Adriana Garambone) teve um fim trágico: foi atingida por um meteoro de fogo e virou "churrasquinho". Embora tenha sido perceptível notar um certo ar de artificialidade nas cenas em que Moisés (Guilherme Winter) e Arão (Petrônio Gontijo) aparecem convocando a praga do alto de uma montanha com um efeito de chroma key mais falso que nota de três reais, para os padrões da Record, o que se viu foi um show de efeitos especiais e uma convincente edição de imagens com ares hollywoodianos. Houve uma ótima sintonia entre as explosões reais na cidade cenográfica e as bolas de fogo geradas por computação gráfica.

16º lugar: Cena final de Sete Vidas

Sete Vidas fechou seu ciclo com chave de ouro. As despedidas e os recomeços emocionaram e o clipe final foi avassalador. As imagens falaram sozinhas e não foi necessário texto. Todos os núcleos foram mostrados em meio a lindos momentos vividos por cada um. Ver Miguel (Domingos Montagner) com Ligia (Débora Bloch) reunido com seus seis filhos no barco, enquanto Felipe (Michel Noher) lia uma tocante mensagem pelo computador, foi arrebatador. E a imagem final, com o barco da família navegando em meio ao pôr do sol, encerrou uma novela que ficou na memória de quem viu por seu texto sensível e tão real.

15º lugar: Regina e Júlia falam sobre preconceito

Essa, talvez, tenha sido a única cena em que eu me emocionei com a Regina (Camila Pitanga). Sim, é verdade. Essa mocinha que todos nós odiávamos odiar protagonizou uma cena de muita emoção com a filha quando esta lhe contou que estava sofrendo racismo no colégio por ser negra e por causa do cabelo. Foi muito bacana e bem feita a abordagem do racismo, sem ser piegas ou didático, apoiado de um texto bem escrito.

14º lugar: O assassinato de Danny Bond

Felizes para Sempre? chegou ao fim com um episódio surpreendente, com o assassinato de Danny Bond (Paolla Oliveira). A cena exigiu muita atenção do público, porque não dava para saber de imediato quem matou a prostituta. Um sacada de gênio do autor, que promoveu um "quem matou?". Toda a sequência, onde a protagonista discutia com Joel (João Baldasserini), enquanto Cláudio (Enrique Dias) se aproximava de um lado do carro e Marília (Maria Fernanda Cândido) do outro, deixou a tensão ainda maior. Até hoje tenho dúvidas se quem matou a Danny foi mesmo a Marília ou o Cláudio.

13º lugar: Atena é aceita na facção

Prestes a ser assassinada pela facção e tendo Romero (Alexandre Nero) como o atirador, Atena (Giovanna Antonelli) chora, lembra dos bons momentos que viveu com o seu amor e se declara para ele, pedindo um último beijo antes de morrer. O ex-vereador retribui a declaração e a beija. A cena foi linda, mesmo em meio ao clima de tensão que a cercava. Na sequencia, o ex-vereador não consegue matar a amada e foge do local. Atena, então, recebe uma proposta de Tio (Jackson Antunes): se ela matar Romero, continuará viva. Atena, no entanto, se recusa a matar o homem que ama e prefere ser assassinada ao invés disso. É aí que a loira  se livra da morte e é aceita na facção. Muito amor pelo casal Romena, minha gente!

12º lugar: Primeiro embate entre Inês e Beatriz

O primeiro capítulo de Babilônia foi espetacular e fez todo mundo de trouxa achando que viria um novelão pela frente. A melhor cena da estreia foi o primeiro embate entre as vilãs Inês (Adriana Esteves) e Beatriz (Glória Pires), onde a primeira tentou matar a outra e não teve coragem, sendo completamente humilhada pela rival. O nível de tensão foi altíssimo e o show que as atrizes deram merece vários aplausos. Pena que a novela não manteve o nível. Babilônia tinha tudo pra ser um novelão da Grife Gilberto Braga, mas acabou sendo um "Made In China" qualquer...

11º lugar: Zé Alfredo tasca um beijão em Maria Marta

Na última semana de Império, o telespectador foi presenteado com uma linda cena. Após várias brigas e embates, Maria Marta (Lília Cabral) e José Alfredo (Alexandre Nero), pela primeira vez, mostraram um afeto sincero que um sentia pelo outro, A troca de olhares, o beijo ardente, os carinhos, tudo foi tocante. A cena acabou sendo uma espécie de "despedida" dos dois e, principalmente, para os fãs do casal, já que depois Zé Alfredo acabou sendo assassinado pelo José Pedro. Ai, como eu queria que Malfred tivesse ficado junto no final! Shippei muito esse casal!

10º lugar: Melissa é desmascarada

Na última semana de Além do Tempo no século XIX, Rafael Cardoso arrasou nas sequências em que Felipe descobre todas as maldades de Melissa (Paolla Oliveira). Suas lágrimas jorrando sobre o diário de Berenice (Elisa Brites) fizeram a telinha parecer uma pintura. Transtornado, ele desmascara a noiva em tomadas de forte impacto emocional e, descontrolada, Melissa arma um barraco daqueles naquela que deveria ser sua cerimônia de casamento. Paolla também deu um show e o capítulo se encerrou com uma das cenas mais românticas dos últimos tempos. Para o desespero de Melissa e o escândalo de todos os presentes na festa, Felipe, em seu cavalo, estica o braço para Lívia (Alinne Moraes), que não resiste e foge com o amado a galope. Foi cena de conto de fadas. Lindo demais!

09º lugar: Emília revela a Vitória que é sua filha

Ana Beatriz Nogueira e Irene Ravache estiveram divinas na cena em que Emília revela a Vitória que é sua filha. Todos os elogios serão poucos para a grandiosidade de Irene, que é, sem a menor dúvida, o maior destaque da novela. Ana Beatriz também merece todos os elogios. A oscilação dos desejos de Emília, entre abraçar a mãe e execrá-la, foi excepcionalmente bem mostrada e bem interpretada.

08º lugar: Miguel sensibiliza Laila com presentes

Laila (Maria Eduarda de Carvalho) vomitava várias verdades ao longo de Sete Vidas, mas no final mostrou a fragilidade emocional que tanto tentou esconder. E desabou em lágrimas quando ganhou uma caixinha de música em forma de carrossel do seu pai, que pediu desculpas por não ter participado de todo o seu crescimento. Ele a presenteou por cada aniversário seu que não esteve presente. Lendo esse breve resumo, a cena parece ser bem bobinha ou simples demais. Mas para quem assistiu, foi de partir o coração.

07º lugar: Romero e Djanira se enfrentam

O diálogo duro de Djanira (Cássia Kis) e Romero (Alexandre Nero) no segundo capítulo de A Regra do Jogo, em que mãe se humilha aos pés do filho e ambos relembram mágoas do passado, tinha tudo para ser um daqueles momentos trágicos de novela que nos deixam carregados de más vibrações e desacreditados da vida. Só que a cena foi tão arrebatadora e bem escrita, coroada com uma atuação tão espetacular da dupla Cássia e Nero, que nem deu tempo de pensar. Uma das melhores cenas da novela.

06º lugar: A morte do Comendador

Como eu bem disse em meu texto sobre os pontos negativos da teledramaturgia em 2015, a reta final de Império, apesar de bem movimentado, não teve nexo com o restante da obra. Porém, a cena do último capítulo, onde José Pedro (Caio Blat) assassina com um tiro pelas costas o próprio pai, José Alfredo (Alexandre Nero), foi excelente. Confesso que, se dependesse de mim, ele jamais teria morrido. Amei demais o Homem de Preto e chorei junto com a Cristina (Leandra Leal) pela sua morte. Mas que foi um desfecho bem ousado e brilhantemente interpretado, isso ninguém pode negar.

05º lugar: Larissa fica chocada ao se ver no espelho

Após entrar em uma loja de roupas e ser expulsa pela vendedora, Larissa (Grazi Massafera) se choca ao ver seu estado degradante no espelho e cai em prantos. Grazi impressionou pela sua total entrega e expôs com brilhantismo toda a dor da personagem ao constatar que chegou ao fundo do poço por causa do crack. Que cenão!

04º lugar: O suicídio de Carolina

A cena mais tensa do ano. Todo o eletrizante momento em que Carolina (Drica Moraes), com uma  arma na mão, se encaminha em direção ao quarto e ouve os dois transando foi de tirar o fôlego. A tensão se manteve presente do início ao fim. Afinal, quem Carolina mataria? Angel? Alex? Ou os dois? Para a surpresa de todos, a personagem se suicida com um tiro na cabeça após escrever uma carta de despedida para a filha. Que eu me lembre, pela primeira vez em toda a teledramaturgia um suicídio foi mostrado de forma tão explícita e impactante em uma novela.

03º lugar: Passagem de fases de Além do Tempo

A ideia, inovadora e arriscada, era criar um último capítulo no meio da novela. Em seguida, começava uma nova história, com gostinho de novela nova, mas com os mesmos rostos e nomes. O clima de "final feliz" durou pouco para Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso). Em cenas de tirar o fôlego, o casal protagonista foi alvo do ódio dos vilões Melissa (Paolla Oliveira) e Pedro (Emílio Dantas). Dos quatro, três morreram de forma trágica. Um tiro no coração dos telespectadores! Eu diria que nos afogamos junto com o casalzinho Livipe, sentimos a dor da estocada desferida por Pedro em Melissa, enfim, foi muita emoção para um só capítulo. Mal respiramos e a água que levou Felipe e Lívia deu lugar aos tempos modernos, em pleno metrô do Rio de Janeiro. Lá estavam eles, lindos como sempre, em novas vidas. Mas bastou um olhar através da porta do vagão para o sentimento falar mais alto. Essa sequência já se tornou um grande marco na teledramaturgia brasileira.

02º lugar: Encontro dos sete irmãos no parque de diversões

Eu fico impressionado com a tamanha sensibilidade que Sete Vidas tinha em conseguir derreter até o mais frio dos corações. Até quem não é muito de se emocionar teve que usar aquela velha desculpa de que tinha caído um cisco no olho ao assistir o encontro dos sete irmãos no parque de diversões. A sequência mostrou todos os irmãos se divertindo no parque e o estranhamento inicial se transformando em sintonia. Ao final, quando todos os irmãos estão no carrossel, o último integrante das sete vidas, Pedro (Jayme Matarazzo), chega e recebe sorrisos e olhares complacentes de todos os irmãos, que mostravam, sem dizer nada, que tinha ficado tudo bem após uma grande briga que eles tiveram no dia anterior. Me emocionei horrores com os irmãos já crescidos se divertindo no parque como crianças na infância que não tiveram juntos.

01º lugar: Larissa é violentada e implora por ajuda


A cena em que Larissa (Grazi Massafera) sofre um abuso coletivo em plena cracolândia foi tão forte que era difícil pra gente ver a personagem naquela situação que dava vontade de não ver, de chorar, de torcer pra que alguém a tirasse dali porque era difícil assistir alguém naquela situação. E ali esquecemos que ela era Grazi Massafera, ex-BBB, ex-mulher do Cauã Reymond ou qualquer coisa assim. Ali ela era a Larissa, uma menina que foi se acabando pelo vício em crack e cujo o sofrimento bateu forte em quem assistia. Só temos a parabenizar Grazi Massafera. Não só ela, mas também a direção de Verdades Secretas, que conseguiu ser muito sensível em uma cena tão pesada. A sequência seguinte, onde Larissa vaga sangrando pela rua, cercada por viciados, e resolve dar um basta naquilo tudo, pedindo ajuda para um pastor que estava no local e disposta a mudar de vida, foi excepcional. Foi a melhor cena do ano, sim ou com certeza?


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


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