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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Clássicos: Beto Rockfeller


Não é só do fenômeno Avenida Brasil que vive a nossa teledramaturgia. Pensando nisso, o Eu Critico Tu Criticas adotou a filosofia da grande cantora e pensadora contemporânea Débora do Falsete e também "vamos levar cultura para esse povo" com a seção Clássicos, que relembrará sucessos do passado que marcaram toda uma geração desde os primórdios da teledramaturgia brasileira. E para começarmos com pé direito, nosso primeiro clássico será a revolucionária Beto Rockfeller.


Era para ser só mais uma noite na boate Dobrão, local da moda em São Paulo no final dos anos 60, do qual o autor Cassiano Gabus Mendes, então diretor artístico da Tupi, era um dos sócios. Ele e o ator Luiz Gustavo passaram horas entretidos com um sujeito simpático e boa-pinta, que roubava as atenções da mesa onde se comemorava o aniversário de uma jovem da alta sociedade. O rapaz chegou, entregou flores à aniversariante, arrancou gargalhadas do grupo, tirou a garota para dançar e pediu que tocassem um tango. Os dois deram um show na pista de dança, foram aplaudidos e saíram juntos da boate. Curioso, Luiz Gustavo se aproximou da mesa e perguntou quem era o convidado. Ninguém conhecia. Tampouco ele havia sido convidado para a festa. O ator se lembra até hoje do comentário de Cassiano Gabus Mendes: "Este cara dá um ótimo personagem". Naquela noite, os dois já saíram dali com o nome do personagem definido: Beto, apelido bem brasileiro, e Rockfeller, sobrenome de uma das maiores fortunas internacionais da época. O próximo passo foi entregar a ideia nas mãos de Bráulio Pedroso, mas como o autor era do teatro e pouco entendia sobre televisão, seus textos eram adaptados pelo diretor da novela, Lima Duarte. Cassiano, Bráulio e Lima estavam por trás de uma trama simples, mas que marcou uma grande revolução na televisão brasileira.

Exibida e produzida pela extinta TV Tupi entre 4 de novembro de 1968 a 30 de novembro de 1969 no horário das oito da noite, Beto Rockfeller contava a história de Alberto (Luiz Gustavo), mais conhecido como Beto, um charmoso representante da classe média-baixa que morava com os pais e a irmã num bairro pobre de São Paulo e trabalhava como vendedor em uma loja de sapatos. Malandro e ambicioso que só, ele se transforma em Beto Rockfeller, primo em terceiro grau de um magnata norte-americano, e consegue penetrar na alta sociedade, através de sua namorada rica, Lu (Débora Duarte), filha dos milionários Otávio e Maitê (Wálter Forster e Maria Della Costa). Assim, ele consegue frequentar as badaladas festas e as rodas da mais alta sociedade paulistana, cheia de gente bonita e famosa mas sem poder tirar selfie com ninguém porque naquela época isso ainda não existia.
Nessas, Beto acaba ficando indeciso entre duas mulheres: a temperamental e sofisticada Lu, rodeada de gente importante, e a inocente Cida (Ana Rosa), sua humilde namoradinha da vizinhança. Quem Beto preferirá afinal? Enquanto vacilava entre esses dois extremos, Beto tinha de fazer todo tipo de trapaça para que sua origem pobre, que já não era mais segredo para Renata (Bete Mendes), jovem grã-fina decadente, não fosse descoberta pela grã-finagem. Para se safar das confusões, o malandro conta sempre com a ajuda dos fiéis amigos Vitório e Saldanha (Plínio Marcos e Ruy Rezende).


Com uma história simples, Beto Rockfeller promoveu uma grande inovação na TV, dividindo a teledramaturgia brasileira em duas fases: antes e depois de Beto Rockfeller. Se o público atual reclama bastante dessa overdose de tramas realistas com repetição de ambientação (favela + Rio de Janeiro) e temáticas (realidade + violência urbana) que o horário nobre da Globo vem apresentando, nos anos 60, a overdose era de superproduções melodramáticas, privilegiando tramas rocambolescas de capa e espada, romanticamente fantasiosas e, em geral, ambientadas em longínquos cenários. A Tupi já estava em crise e, como não tinha condições para bancar uma superprodução, queria uma novela de baixo custo. A melhor maneira de baratear foi evitar vestuários e cenários de época para usar roupas comuns e incluir locações e externas. Essas mudanças exigiram inovações no texto. Bráulio Pedroso recorreu ao cotidiano urbano brasileiro, usando um tom coloquial nos diálogos, dando espaço para os improvisos dos atores e centrando o foco num anti-herói: um mero funcionário de uma loja de calçados que se infiltra na alta sociedade. Tudo isso fez Beto Rockfeller virar mania nacional.



O protagonista, que consagrou Luiz Gustavo como um dos melhores atores da teledramaturgia brasileira e o alçando a popularidade nacional, passava longe do galã convencional. Esperto, malandro, ambicioso e cheio de ginga, abusava do charme para se passar por milionário e manter duas namoradas, uma humilde e outra ricaça. Era uma ousadia um personagem como este nos anos 60. Se existiram tipos como Foguinho (Lázaro Ramos) e o Comendador José Alfredo (Alexandre Nero), devemos agradecer a Beto Rockfeller, o Pai de todos os galãs anti-heróis da nossa dramaturgia.

O tom leve e brincalhão era realmente bem diferente das novelas produzidas na época. Tudo o que se fazia, até então, era pautado pelo melodrama. Por isso, Beto Rockfeller foi um divisor de águas. O sucesso foi tanto que a novela acabou esticada em vários meses, provocando uma "barriga" imensa na história (mas que continuou mantendo a alta audiência) e uma verdadeira "deserção" na equipe. Bráulio foi substituído por uma trinca de autores, liderados por Eloy Araújo, Walter Avancini entrou no lugar de Lima Duarte e o próprio Luiz Gustavo se ausentou algumas semanas das gravações. É que a Tupi não queria terminar a novela de jeito nenhum. Tipo a Record com Os Dez Mandamentos, sabe? Por isso, em 1970, no rastro do sucesso da novela, foi lançado o filme Beto Rockfeller, dirigido por Olivier Perroy e protagonizado pelo ator-personagem Luiz Gustavo, mas nem de longe conseguiu obter a mesma repercussão. Em 1973, Bráulio Pedroso escreveu uma continuação: A Volta de Beto Rockfeller, com parte do elenco original. E, novamente, não conseguiu a repercussão esperada.

Foi em Beto Rockfeller que a telenovela recebeu o primeiro merchandising. Como Beto bebia muito uísque, Luiz Gustavo fez um acordo com um fabricante de um remédio contra ressaca, o Engov, e faturava cada vez que engolia o produto em cena. O combinado do ator com a empresa do Engov, que estava chegando ao mercado, era: cada vez que Beto dissesse a palavra “Engov”, o ator ganharia 3 mil cruzeiros (o salário da Tupi era só de 900 por mês). A novela foi também a primeira a utilizar tomadas aéreas. Os técnicos voaram de helicóptero para gravar uma cena de pesadelo do personagem-título. Outra inovação foi a trilha sonora, que deixou de trazer temas sinfônicos tocados por orquestras e utilizou sucessos pop da época para dar tema aos personagens e embalar as cenas de festa.

O diretor Lima Duarte representou, pelo menos, uns cinco papéis de personagens que desapareciam da trama sem que seus rostos fossem conhecidos pelas câmeras. Neste caso, não pela falta de um ator, mas pela carência do cenário. Ainda houve uma cena polêmica em Beto Rockfeller que causou o maior escândalo: uma cena de sexo entre os personagens de Ana Rosa e Luiz Gustavo. Os dois se beijam, se abraçam, a câmera desce para os pés e só mostra o vestido e o sutiã dela caindo, dando a entender que transariam. A censura da época caiu em cima, mesmo tendo sido sutilmente dirigida.

Hoje, infelizmente, não existem mais os capítulos da novela. O pouco que sobrou de suas filmagens está guardado na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Quase todos os capítulos foram apagados pela própria Tupi, que usava as fitas para gravar por cima os capítulos seguintes. A Tupi já passava por dificuldades financeiras e todos os projetos que apareciam tinham de ser feitos com baixos custos, mas que trouxessem lucros para a emissora. Beto Rockfeller foi um caso a parte, sendo um fenômeno de audiência e repercussão e obrigando a Globo a mudar completamente sua dramaturgia com Véu de Noiva. Mas essa história fica pra outro dia…


FONTES: Extratos da reportagem Antes e Depois de Beto, sobre os 40 anos da novela (jornal 'O Estado de São Paulo'), Teledramaturgia (do Nilson Xavier), De Noite Tem... Um Show de Teledramaturgia na TV Pioneira (de Mauro Gianfrancesco e Eurico Neiva, 'Giz Editorial') e Revista Pesquisa FAPESP.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A Regra do Jogo: a novela certa no momento errado


A Record estreou Os Dez Mandamentos uma semana após a Globo lançar Babilônia, que foi massacrada pelo grande público e fez a audiência do horário nobre despencar mais que os índices de aceitação do governo Dilma. Parte desse público que desaprovou a trama de Babilônia endossou a história bíblica da concorrente. As duas não chegaram a concorrerem no horário, mas se enfrentavam por alguns minutos. Com isso, a Globo antecipou o fim de Babilônia para tentar correr atrás do prejuízo e apostou todas as fichas em A Regra do Jogo, do mesmo autor de Avenida Brasil, como bem fez questão de avisar nas chamadas. Entretanto, a Globo ficou tão desesperada em se livrar logo de Babilônia que acabou sendo afetada pela décima praga do Egito: a falta de planejamento.


Sempre que uma novela começa, ou ela pega de cara ou precisa de um tempo para o telespectador comprar a nova história. Entretanto, estrear uma novela no mesmo momento e, praticamente, no mesmo horário em que o sucesso da concorrente está no auge é um tiro no pé. E foi isso que a Globo fez. A Regra do Jogo estreou  no mesmo dia em que a Record, devido aos bons números que sua trama vinha obtendo, reservou a melhor parte da história bíblica, a que chamaria mais a atenção do público para enfrentar a novidade global: as dez pragas do Egito. Não deu outra: Os Dez Mandamentos ditou as regras do jogo e deu um xeque-mate na audiência da Toda Poderosa. Será que a Globo foi tão ingênua de achar que A Regra do Jogo bombaria já no início só por ser do mesmo autor que o fenômeno Avenida Brasil, mesmo depois de Babilônia ter feito um estrago estrondoso no horário das nove por cinco meses? Pior: será que a Globo foi tão prepotente a ponto de subestimar a Record e estrear uma nova produção no momento em que a concorrente estava bem munida para detê-la?


Ao meu ver, qualquer novela que estreasse no lugar de Babilônia iria perder para Os Dez Mandamentos. Ninguém iria largar a história bíblica da Record em seu melhor momento para acompanhar qualquer novidade global que fosse, mesmo sendo do mesmo autor de Avenida Brasil, de Vale Tudo, de Senhora do Destino, de Roque Santeiro ou de qualquer outro fenômeno. Tanto é que a audiência de A Regra do Jogo só veio melhorar após o fim da saga de Moisés (Guilherme Winter), alcançando números acima dos 30 pontos (considerado o aceitável, no mínimo) e já aumentando a média geral do horário nobre em um ponto (até o momento) desde os 25 de média de Babilônia.

Aliás, as duas possuem algo em comum: são ambientadas em uma favela. A novela anterior se passava no morro da Babilônia, que existe de verdade. Já a atual tem parte de suas ações no fictício e colorido Morro da Macaca. Entretanto, a fórmula exaltada até pouco tempo não tem dado mais certo. O recente grupo de discussão feito de A Regra do Jogo apontou que o público reprova a favela na trama. Com razão, né? E olha que eu não concordo muito com os resultados dos grupos de discussão promovidos pela Globo, hein... Será que ninguém da Globo se tocou que colocar dois folhetins com a mesma temática na sequência iria acabar desgastando o público? Só pra ficar em um exemplo: em A Regra do Jogo, aconteceu o truque de um menor de idade plantar drogas na mochila do mocinho a mando do rival do mocinho só para incriminá-lo (com Bola/Pedro Maya e Juliano/Cauã Reymond), tal como em Babilônia (com Wolnei/Peter Brandão e Regina/Camila Pitanga). Foi um grande erro exibir essas duas novelas juntas. No lugar da trama de João Emanuel Carneiro, poderia estar no ar Velho Chico, por exemplo, para quebrar essa tendência, pois a emissora ainda tinha no ar I Love Paraisópolis, outra trama que glamourizou demais uma comunidade com personagens e situações inverossímeis. 


A Regra do Jogo também implicou em outra overdose: o excesso de realidade. Ninguém aguenta mais ver nas manchetes dos jornais e no noticiário de TV corrupção, tiroteio, mortes violentas, bandidos de colarinho branco, tráfico de drogas, políticos falcatruando com empreiteiras e se saindo limpos, o dinheiro comprando o silêncio, enfim. Mal acabava o Jornal Nacional e, quando o público ia relaxar e tentar fugir dos problemas do dia a dia por uma hora, lá veio outra vez na telinha derramamento de sangue, o morro, tiroteio, chantagens, corrução, mortes violentas, facção criminosa... A Regra do Jogo não é uma novela fácil e prioriza a ação policial ao invés do romance com uma trama complexa. Não era a história certa para este momento de desencanto da população com a situação do nosso país.

A Band já percebeu o deslize global e apostou em sonho de verdade trazendo da Turquia a trama Mil e Uma Noites; a Record reviveu com sucesso Os Dez Mandamentos e continuará apostando na religiosidade em suas futuras produções, do jeitinho que a família brasileira gosta; e o SBT elevou até uma novela infantil, Carrossel, ao horário nobre. Até porque as outras produções de outros horários da Globo (Totalmente Demais e Além do Tempo) também estão apostando nesse "escapismo" da realidade. Pensando nisso, a emissora resolveu adiar a trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, que sucederia A Regra do Jogo, para o final de 2016, por ser mais uma trama contemporânea cheia de violência e criminalidade sobre a política. Assim, começou a busca por uma história menos polêmica para o início do ano. E quem venceu foi Velho Chico, novela de Benedito Ruy Barbosa com temática rural sobre a transposição do Rio São Francisco. As questões políticas estarão presentes, é claro, mas de forma mais sutil, dando espaço para as paisagens, disputas familiares e romancZZzzZz.


Acompanho audiência de novelas faz uns bons anos e uma das coisas que era sempre fato era que os capítulos de sábado tinham sempre muito menos audiência que os outros da semana. Por esse motivo, os autores concentram as histórias principais durante a semana e o sábado ficava ruinzinho mesmo, continuando o ciclo vicioso. João Emanuel Carneiro, entretanto, parece não estar nem aí para isso. A Regra do Jogo já nos apresentou vários capítulos maravilhosos no sábado: a revelação de que Zé Maria (Tony Ramos) era bandido (com direito a cenas de flashback dele metralhando todo mundo no ônibus naquele fatídico "Massacre da Seropédica"), o assassinato de Djanira (Cassia Kiss), o surgimento de Kiki (Debora Evelyn)... Mas porque deixar capítulos tão emblemáticos como esses para serem apresentados no sábado, dia em que, tradicionalmente, a audiência é menor? Isso não chega a ser novidade para quem acompanha as tramas do JEC. Quem não se lembra que a Nina (Débora Falabella) foi enterrada pela Carminha (Adriana Esteves) nesse maravilhoso dia da semana? Só que no caso, Avenida Brasil era um sucesso. Já A Regra do Jogo vem passando por problemas de audiência. De qualquer forma, reservar um momento tão importante dentro da trama para um sábado pode indicar bala na agulha para mais fortes emoções na próxima semana. Mas a Globo deveria remanejar melhor as exibições dos capítulos. Segunda-feira, por exemplo, é o dia em que, geralmente, o Ibope é maior.


E como tudo que é ruim sempre dá pra piorar, adivinhem quando o capítulo 100 de A Regra do Jogo será exibido? No dia 24 de dezembro! Isso mesmo... Em plena véspera de natal (dia que a audiência da TV brasileira em geral sempre despenca)! Todos nós sabemos que o JEC adorar guardar algo surpreendente para os centésimos capítulos de suas novelas, que é quando ocorrem uma grande reviravolta... Menos para A Regra do Jogo, cuja reviravolta (a revelação da identidade do Pai da facção) aconteceu uma semana antes do centésimo ir ao ar porque iria cair no mesmo dia em que  nos fartamos de comer peru (olha a maledicência!), esperamos o Papai Noel e tentamos fugir de perguntas do tipo "E as namoradinhas?" daquela tia chata. Que puta azar, hein JEC! Como diria a Kátia...



domingo, 20 de dezembro de 2015

O Melhor e o Pior da Semana (14 à 19/12)




O PIOR: GIBSON COMO "PAI" FOI PURA FRUSTRAÇÃO



No capítulo dessa quarta (16/12) em A Regra do Jogo, finalmente foi revelado quem, afinal, é o Pai, assim chamado o grande líder misterioso da facção criminosa que movimenta a história. Adepto das grandes reviravoltas, João Emanuel Carneiro, desta vez, economizou na surpresa e optou pelo óbvio. "Ah, não, o autor não vai dar essa bobeira. Ele é mais esperto que isso", cheguei a imaginar. Mas não. Realmente foi revelado que o empresário Gibson (José de Abreu) é mesmo o manda-chuva da facção. Digo que o autor economizou na surpresa porque já tinha vazado na imprensa semanas antes do capítulo ir ao ar e porque havia muitos indícios de que era mesmo Gibson o chefe da facção. Afinal, ele é dono do laboratório que enriqueceu com o roubo da fórmula do medicamento do pai da Tóia (Vanessa Giácomo), razão de todo o famigerado "Massacre na Seropédica". Além disso, a confiança, aparentemente cega, que ele depositava em Orlando (Eduardo Moscóvis) sempre foi suspeita.

Isso sem falar que o José de Abreu já apoia uma facção na vida real, então apoiar outra na ficção ia ser fichinha! Enfim, dentre os personagens da trama, era mesmo Gibson ou Adisabeba (Suzana Vieira) quem mais tinham condições de estar à frente de toda essa bandidagem. Nessas situações, o mais legal é sempre ter a revelação de um personagem que ninguém desconfia, alguém totalmente inesperado. Me lembro até hoje, em A Favorita, em uma das melhores cenas da história da teledramaturgia, Donatela (Claudia Raia) teve a chance de atirar em Flora (Patrícia Pillar), mas se conteve. É aí que Flora, a que se dizia boazinha e fazia praça da sua dignidade com uma carinha de anjo, revela que ela nunca teria coragem de atirar já que a assassina da história é ela. Naquele momento, cuspi todo o meu jantar e descobrimos que estávamos diante de uma das melhores vilãs que já vimos. Já em A Regra do Jogo, além de previsível, foi sem emoção. Faltou criatividade dessa vez, hein JEC! Entretanto (...)


O MELHOR: 'A REGRA' ENGRENA COM REVELAÇÃO DO "PAI"



(...) apesar da obviedade, JEC guardou uma série de boas explicações para toda esta questão e ainda conseguiu tocar em uma ferida aberta da sociedade: a justiça com as próprias mãos. Isso porque Gibson resolveu criar a facção depois de sofrer um grande trauma no passado, durante um assalto, quando sua casa foi invadida por marginais, que torturaram cruelmente sua família. Após presenciar o momento de terror, ele constatou a ineficiência da justiça brasileira e resolveu sentenciar os bandidos. Assim, resolveu criar a sua própria Liga da Justiça: contratou Zé Maria (Tony Ramos) para assassiná-los, que, por sua vez, arrumou mais capangas, nascendo, assim, a facção de A Regra do Jogo. Gibson ainda possui sonhos elitistas de grandeza, como se quisesse dominar todo o país, e criou esse "exército" para tirar toda a corja que está no poder. Em um momento de crise política e de puro desencanto com o governo corrupto do nosso país, mais ousado impossível! A longa e impactante sequência prendeu a atenção de quem assistia e provocou uma boa reflexão, além de ter feito a novela engrenar. O mais interessante é que tudo isso não soou nem um pouco forçado. Culpa do (sempre) ótimo texto de João Emanuel Carneiro, que consegue deixar tudo crível e aceitável. Gibson como o Pai pode ter sido óbvio demais e frustrado muita gente, mas, ao menos, teve coerência ao contrário de um certo Fabrício Melgaço e provocou uma boa reviravolta em A Regra do Jogo. Sem falar que agora, após passar mais de noventa capítulos sendo apenas um "coxinha" que importuna a família com ideias conservadoras, José de Abreu, finalmente, terá seu merecido destaque.


O PIOR: NÚCLEO CHATO E REPETITIVO DA NOVELA DAS SETE



Totalmente Demais é ótima, mas aquele núcleo dos jovens na escola e no baile funk é muito enjoativo. As histórias não são engraçadas, não despertam interessante e destoam do restante da novela. Fora isso, as tramas desses personagens se repetem demais, principalmente a da Jennifer (Lelezinha): a garota quer ser cantora, foge pra cantar no baile, alguém da família flagra ela, ela volta pra casa e fica de castigo, ela foge de novo pra cantar no baile, alguém da família flagra elZZzzzZzZZz...


O MELHOR: ENTRADA DE KIKI EM 'A REGRA'



Além do Pai, a outra revelação bombástica que movimentou a semana de A Regra do Jogo foi o surgimento de Kiki (Débora Evelyn). Dada como morta há dez anos após um sequestro mal sucedido, a filha de Gibson e Nora (Renata Sorrah) vive em uma casa no subúrbio e ainda tem uma filha com Zé Maria. Outro detalhe importante é saber que o próprio Romero (Alexandre Nero) estava envolvido no sequestro, que fazia parte de um plano da facção para levantar dinheiro, e que Gibson é quem orquestrou o sequestro da própria filha após ela descobrir que ele era o Pai. Sim, foi muita informação para uma semana só, mas esse é o ritmo da novela. Débora Evelyn está em ótimo desempenho e só protagonizou cenas tensas com Alexandre Nero, Tony Ramos e José de Abreu.

Outras revelações também ocorreram essa semana: Tóia (Vanessa Giácomo) descobriu que Atena (Giovanna Antonelli) é uma estelionatária e Romero conseguiu ver Gibson na casa de Kiki, que o manteve refém em um cativeiro, constatando que ele tramou o sequestro da própria filha e é o Pai. Achei bastante criativa a forma como o ex-vereador descobriu toda a verdade: através do reflexo do espelho que deu para a filha de sua ex-esposa com o intuito de manipulá-la justamente para atingir esse objetivo. O sumiço de Romero implicou na aliança momentânea entre Tóia e Atena, que chegou a render até um certo alívio cômico para a trama principal (muito mais que as paralelas, tão divertidas quanto um chute no saco). Por fim, quando Romero finalmente conseguiu fugir do cativeiro na casa de Kiki, a facção conseguiu sequestrar e prender Tóia e Atena, cujas vidas estão nas mãos do ex-vereador. Como se vê, A Regra do Jogo anda movimentada e parece ter engrenado de vez. Aleluia!



E VOCÊS, PESSOAL? O QUE ACHARAM DA

REVELAÇÃO DO PAI EM A REGRA DO JOGO?



sábado, 19 de dezembro de 2015

Prêmio Eu Critico Tu Criticas 2015: Vencedores



Tal como Silvio Santos, que interrompia a votação da Casa dos Artistas na hora que bem queria para manipular na cara dura o resultado do reality, encerrei ontem (16/12) as votações para o Prêmio Eu Critico Tu Criticas 2015. O motivo? Ah, daqui a pouco vai todo mundo só querer saber de ficar falando de uva passa, Papai Noel, pular ondinha e comentários sobre as namoradinhas, então decidi já revelar o resultado da nossa premiação logo essa semana. Desde já, agradeço a todos vocês que votaram, pois o blog não tem nem um ano e essa foi a primeira edição do Prêmio Eu Critico Tu Criticas e já começamos saudando a mandioca e estocando bastante vento com mais de mil votos. Ao todo, foram 40 categorias. Agora chega de papo e confira quem foram eleitos os melhores e os piores de 2015 nessa premiação que mal estreou e eu já considero o "Oscar da Internet Brasileira":


Como não poderia deixar de ser, a lacradora e polêmica Verdades Secretas conquistou o público em 2015 e foi eleita a Melhor Novela do ano, com 41% dos votos. Em segundo lugar, ficaram empatadas Sete Vidas e Além do Tempo (20% cada uma), mostrando que o horário das seis só vem colecionando um acerto atrás do outro. Na sequência, vem Os Dez Mandamentos (10%) e A Regra do Jogo (9%).


Foram apenas duas semanas no ar, mas foi o suficiente para Felizes para Sempre? (39%) conquistar o público e ser eleita a Melhor Série/Minissérie do ano. E olha que ela só disputou com produções primorosas: Amorteamo (21%), Mister Brau (17%), Pé na Cova (14%) e Os Experientes (10%).


Em uma disputa acirrada com o Vídeo Show (35%), o reality de culinária da Band, MasterChef (38%), acabou levando a melhor e se consagrou como o Melhor Programa de TV. As outras concorrentes foram: Tá no Ar a TV na TV (17%), The Noite com Danilo Gentilli (9%) e Zorra (1%).


I Love Paraisópolis errou feio com o erro de computação gráfica (30%), em que exibiu a "tela verde" sem nenhum efeito? Sim! Babilônia errou feio ao deixar aparecer em cena o operador de câmera (7%)? Sim! Mas nenhuma das duas foi páreo para o extintor de incêndio que apareceu em uma das cenas de Os Dez Mandamentos (63%), sendo eleito o maior Furo do Ano.


Não teve pra ninguém! Grazi Massafera roubou a cena como a drogada Larissa em Verdades Secretas e se consagrou como a Melhor Atriz Coadjuvante. Nada mal para quem foi tão criticada no início da carreira, né? E, de todas as categorias, Grazi foi eleita com unanimidade total: 87% dos votos!!! Mas não é por isso que devemos desmerecer as outras indicadas, todas incríveis também: Claudia Raia (5%), a Samantha de Alto AstralArlete Salles (3%), a Consuelo de BabilôniaDenise Del Vecchio (3%), a Joquebede de Os Dez Mandamentos; e Malu Galli (2%), a Irene de Sete Vidas.


Valeu apena ter se depilado, usado megahair e aprendido a andar de salto alto. Rainer Cadete (35%) fez do divertido Visky um dos personagens de maior sucesso de Verdades Secretas e foi eleito como Melhor Ator Coadjuvante. Em segundo lugar, mas não menos importante, vem Tonico Pereira (26%), que está em um ótimo momento na carreira como o Ascânio de A Regra do Jogo. Na sequência, temos Frank Menezes (21%) pelo Júnior de I Love Paraisópolis, Marcos Palmeira (11%) pelo Aderbal de Babilônia e Luiz Carlos Vasconcelos (7%) pelo Bento de Além do Tempo.


Eles não formaram um par romântico, mas tinham muito mais química juntos em cena do que muitos casais protagonistas. Com 45% dos votos, Samantha e Pepito (Claudia Raia e Conrado Caputo), de Alto Astral, foram eleitos a Melhor Dupla nas novelas. Com 29%, 21% e 5%, respectivamente, vieram Condessa Vitória e sua leal governanta Zilda (Irene Ravache e Nívea Maria) na primeira fase de Além do Tempo, a dondoca Soraya e seu "pacóvio" Júnior (Letícia Spiller e Frank Menezes) de I Love Paraisópolis e Consuelo e seu mordomo Xavier (Arlete Sales e Tadeu Aguiar) de Babilônia.


Aclamado no cinema por seu brilhante papel no filme Eu Não Quero Voltar Sozinho, Ghilherme Lobo ainda era desconhecido do grande público na TV. Até fazer Sete Vidas... E ser eleito o Ator Revelação do ano. Mas a disputa não foi fácil! Com 32% dos votos contra os 33% do grande vencedor, foi por muito pouco que Emílio Dantas não levava o prêmio pelo Pedro de Além do Tempo. Quem também disputava nessa categoria eram Conrado Caputo (20%) pelo Pepito de Alto Astral e João Vitor Silva (9%) e Gabriel Leone (6%) pelo, respectivamente, Bruno e Gui de Verdades Secretas.


Essa foi outra categoria em que tivemos unanimidade total dos votos. Camila Queiroz pode se considerar uma sortuda, já que estreou em uma trama de sucesso no horário nobre (Verdades Secretas) logo como protagonista e fazendo cenas calientes com Rodrigo Lombardi. Com 71%  dos votos, foi eleita a Atriz Revelação do ano, ganhando da Maria Manoella (15%) pela Branca de Sete Vidas, da Agatha Moreira (7%) pela Giovana, também de Verdades Secretas, da Luisa Arraes (5%) pela Laís de Babilônia e da Julia Konrad (2%) pela Ciça de Malhação - Seu Lugar no Mundo.


Além do Tempo (37%) desbancou as séries Amorteamo (28%) e Mister Brau (1%) e as novelas Os Dez Mandamentos (16%) e Verdades Secretas (18%) e levou o prêmio de Melhor Figurino e Maquiagem.


Disputando na categoria Melhor Atriz de Série/Minissérie contra a veterana Beatriz Segall (20%) pela Yolanda de Os Experientes, Taís Araújo (17%) pela Michelle de Mister Brau, Fernanda Torres (14%) pela Fátima de Tapas & Beijos e Marina Ruy Barbosa (9%) pela Malvina de Amorteamo, Paolla Oliveira (40%) se saiu campeã por sua Danny Bond em Felizes Para Sempre?.


Lázaro Ramos (30%) quase conseguiu, mas seu Mister Brau não foi páreo para o Cláudio de Felizes Para Sempre?, que rendeu a Enrique Dias (32%) o prêmio de Melhor Ator de Série/Minissérie. Quem também disputava eram Johnny Massaro (18%) pelo Gabriel de Amorteamo, Thiago Abravanel o neto do dono (15%) pelo Fran de Chapa Quente e João Baldasserini (5%) pelo Joel de Felizes Para Sempre?.


Sabe aquele personagem que tinha tudo para brilhar, mas acabou sendo esquecido ou ficando sem função alguma na trama? Marcos Pasquim (37%) sabe bem disso... Seu Carlos Alberto não acrescentou nada para Babilônia, mas rendeu para o ator o prêmio de Figurante de Luxo do Ano. Atrás dele, ficaram o Mohamed Harfouch (15%) pelo Everaldo de Verdades Secretas e Gisele Fróes (28%) e Fernanda Rodrigues (20%) pelas, respectivamente, Marta e Virgínia de Sete Vidas.


Não faz nem um ano que nos despedimos do inesquecível Comendador José Alfredo, em Império, e Alexandre Nero já emendou outro protagonista de peso em outra novela das nove: o Romero Rômulo de A Regra do Jogo. E, mais uma vez, o ator conquistou o público, levando o prêmio de Melhor Ator de Novela do ano com 30% dos votos contra os 27% do Rodrigo Lombardi pelo Alex de Verdades Secretas, os 21% de Tony Ramos pelo Zé Maria de A Regra do Jogo, os 15% de Domingos Montagner pelo Miguel de Sete Vidas e os 7% de Jayme Matarazzo pelo Pedro, também de Sete Vidas.


O elenco feminino fez bonito na telinha este ano. O páreo foi duro, pois todas as indicadas eram merecedoras, mas Irene Ravache (39%) é quem foi eleita a Melhor Atriz de Novela de 2015. Drica Moraes (26%) e Marieta Severo (13%), ambas por Verdades Secretas, Adriana Garambone (15%) por Os Dez Mandamentos e Débora Bloch (8%) por Sete Vidas também disputavam essa categoria.


Cássia Kis (72%) ficou em A Regra do Jogo por pouco tempo, mas foi o bastante para conquistar o público. Aliás, até hoje não me conformo pelo João Emanuel Carneiro tê-la tirado da novela. E o pior: a morte da Djanira foi esquecida e não serviu pra nada! Eleita com unanimidade como a Melhor Participação Especial nas novelas do ano, Cássia disputou contra Karine Teles (10%), também por A Regra do Jogo, e Samara Felippo (10%) e Zé Carlos Machado (8%), ambos por Os Dez Mandamentos.


A Noite (39%), da Tiê, que embalava as cenas românticas do insosso casal Mariben, em I Love Paraisópolis, ganhou como a Melhor Música Tema de Novela. Entre as indicadas, estavam Juízo Final (25%) na voz da Alcione O SOOOOOOOOOOOOOL em A Regra do Jogo, Diz pra Mim (24%) da Banda Malta em Alto Astral e Aqueles Olhos (11%) do Dom M. em I Love Paraisópolis.


Camila Pitanga (17%) é uma ótima atriz, mas não viveu um bom momento esse ano em Babilônia (muito mais por causa da personagem mesmo); Pathy Dejesus (34%) deixou muuuuuito a desejar em I Love Paraisópolis. Mas nenhuma das duas foi páreo para a desastrosa atuação de Alessandra Ambrósio em Verdades Secretas, eleita a Pior Atriz do ano, com 49% dos votos. 


Os Dez Mandamentos pode ter feito o maior sucesso, mas isso não a livra das críticas. O que dizer do sempre canastrão Sérgio Marone? Eu, particularmente, não achei ele TÃO TÃO TÃO ruim assim, mas 50% dos votos foram todos para o Sérgio Canastron... Digo, Marone. Um resultado bem expressivo (ao contrário da atuação dele, é claro!). Pedro Gabriel Tonini (39%) e Guilherme Leicam (11%) também deram um show de má atuação em, respectivamente, Verdades Secretas e Alto Astral.


Eles são pequenos, mas já provaram que tem talento de gente grande. Mel Maia (40%) está uma graça como a Felícia de Além do Tempo e JP Rufino (5%) divertia bastante como o Azeitona de Alto Astral, mas foi a Larissa Manoela (45%) cuja vida amorosa consegue ser mais movimentada do que a minha é quem foi eleita a Melhor Atriz/Ator Mirim de 2015. E o trabalho dela não é nada fácil, já que interpreta (muito bem!) as gêmeas, Isabela e Manoela, protagonistas de Cúmplices de um Resgate.


Em 2015, tivemos muitas paixões, encontros e desencontros entre os casais das novelas. Mas segundo 34% dos internautas, o Melhor Par Romântico da ficção foi Romero e Atena (Alexandre Nero e Giovanna Antonelli), que transbordam química em A Regra do Jogo, mostrando que os bandidos também amam e são queridos no coração dos telespectadores! Lívia e Felipe (Alinne Moraes e Rafael Cardoso) de Além do Tempo, Pedro e Júlia (Jayme Matarazzo e Isabelle Drumond) de Sete Vidas, Grego e Margot (Caio Castro e Maria Casadevall) de I Love Paraisópolis e Rafael e Laís (Chay Suede e Luísa Arraes) de Babilônia ficaram com, respectivamente, 29%, 18%, 10% e 9% dos votos.


Olha Verdades Secretas ganhando mais um prêmio aí, gente! Mauro Mendonça Filho pode comemorar, pois Verdades Secretas (50%) também ganhou como Melhor Direção, disputando contra Além do Tempo (19%), Sete Vidas (16%), A Regra do Jogo (12%) e Felizes Para Sempre? (4%).


I Love Paraisópolis tinha muitas cenas surreais que, ao invés de divertirem o público, eram pura vergonha alheia. Taí a morte lúdica de Omara (Priscila Marinho), que foi jogada num rio como se fosse uma sereia e beijou até o Nemo (aquele peixe do filme, em computação gráfica), que não me deixa mentir. Venceu como a Pior Cena de Novela do Ano com 41% dos votos.


Em 2015, tivemos muitos programas de TV de gosto duvidoso: a A Fazenda 8 (20%), o The Voice Brasil 4 (5%), o É de Casa (15%), o Você na TV (24%)... Mas o Pior Programa de TV foi o Tomara que Caia (37%), um programa de humor tão divertido quanto um chute no saco!


Fátima Bernardes (25%), Xuxa (1%), Eliana (15%) e Mariana Godoy (7%) são grandes nomes da televisão brasileira, mas Monica Iozzi (51%) desbancou todas elas e foi eleita a Melhor Apresentadora de TV. Com razão! Ao lado de Otaviano Costa, Monica revitalizou o Vídeo Show e conseguiu salvar o programa após a bomba em que ele se transformou sob o comando do Zeca Camargo.


Não tem jeito... Silvio Santos (80%) é e sempre será o Melhor Apresentador de TV! Otaviano Costa (9%), Rodrigo Faro (5%), Danilo Gentilli (4%) e Dan Stulbach (2%) não tiveram nem chance!


O que não faltou em 2015 foram bundas! A Paolla Oliveira (49%) sempre foi um símbolo sexual, mas nunca tinha aparecido tanto pelo simples fato de não ter tirado as calças. Foi só mostrar a bunda (e que bunda!) na minissérie Felizes Para Sempre? para se tornar o assunto do ano, comentado em todas as rodas de conversas, nas redes sociais e eleita a Bunda do Ano. Rodrigo Lombardi (34%) e Reynaldo Gianecchini (17%) fizeram o mesmo em Verdades Secretas, mas nem de longe foi o mesmo sucesso.


Babilônia (52%) X I Love Paraisópolis (22%) X Malhação Seu Lugar no Mundo (26%)


Se Babilônia foi um trambolho ruim demais e foi eleita a Pior Novela do ano, parte disso se devia à sua protagonista barraqueira, Regina (Camila Pitanga), eleita a Chatonilda do Ano com 55% dos votos, que, em vez de provocar pena ou simpatia, só conseguia irritar os telespectadores com seus berros, chiliques e mimimis. Conseguiu ser pior que o Dante e o Juliano de A Regra do Jogo (cada um ficou com, respectivamente, 16% e 13%) e a Mari de I Love Paraisópolis, que ficou com 17%.


Frank Menezes não ganhou como Melhor Ator Coadjuvante, mas o "Favelaaaaaada", bordão do seu personagem em I Love Paraisópolis, foi eleito o Bordão/Frase do Ano com 36% dos votos. Na sequência, vem: "Tô Oca, sabe" (27%), da Samantha (Claudia Raia) de Alto Astral, "Vitória na Guerra" (14%), lema da facção de A Regra do Jogo, "Puro Chiquê", (13%) da Consuelo (Arlete Sales) de Babilônia e "Eu vou te destruir" (11%) do Anthonny (Reynaldo Gianecchini) de Verdades Secretas.


Evandro teve um casamento de anos, quando começou a passar o rodo em todas as novinhas que trabalhavam com turismo de periquita na orla da Avenida Atlântica, até que Alice conseguiu fisgar o coração dele. Daí, de uma hora para outra, ele passa a ser o homem ideal, compra presentes, acompanha em todos os lugares e até mesmo se esforça para cozinhar algo. Se você acredita que o amor pode transformar uma pessoa dessa forma, recomendo também acreditar no Papai Noel ou no Coelhinho da Páscoa. E os internautas concordaram comigo, já que o casal Evandro e Alice venceu a disputa de Pior Par Romântico com 33% dos votos contra os também insossos Regina e Vinícius (25%) e Valeska e Norberto (22%), os três de Babilônia, e Mari e Ben (20%) de I Love Paraisópolis.


Interpretar mocinhas não é fácil, mas Isabelle Drummond, apoiado em um texto primoroso de Sete Vidas, conseguiu fazer o público torcer e sentir carinho pela sua Júlia, eleita com 55% a Mocinha do Ano. Quem também concorria era a Lígia (12%) de Sete Vidas e a Lívia (34%) de Além do Tempo.


2015 não foi uma ano lá muito bom para vilões. Nenhum deles conseguiu chegar ao nível de uma Carminha ou Nazaré da vida. No horário das nove, tivemos o Zé Maria (24%) de A Regra do Jogo e a Beatriz (9%) de Babilônia. No das seis, a Condessa Vitória (20%) na primeira fase de Além do Tempo. Mas foi na Record que encontramos o grande Vilão do Ano: Yunet (46%) de Os Dez Mandamentos.


Sabe aqueles personagens de novelas que fazem a personificação perfeita do termo "papel de trouxa"? A Carolina de Verdades Secretas sabe bem disso. Ela era enganada pelo marido, pela mãe, pela filha... Todos escondiam alguma verdade secreta dela. E a trouxa ainda se matou após flagrar o marido e a filha na cama e morreu sem saber que Angel fazia book rosa e que a "santa" da Fanny era a "cafetona" dela. É, não teve pra ninguém: com 72% dos votos, a Carolina desbancou a Domingas (14%) e o Dante (9%) de A Regra do Jogo e a Marlene (5%) de Sete Vidas e ganhou o prêmio de Trouxa do Ano.


2015, definitivamente, foi o ano da Paolla Oliveira. Esse já é seu terceiro premio: com 60%, ganhou de novo como Pepeca de Ouro, ou seja, a mulher mais sexy, mais gostosa ou mais bonita do ano (ou tudo isso junto!). Concorriam também Camila Queiroz (23%), Glória Pires (13%) e Bruna Marquezine (4%).


Enquanto isso, o homem mais sexy, mais gostoso ou mais bonito (ou tudo isso junto!) do ano foi o Rodrigo Lombardi (48%), que venceu Reynaldo Gianecchini (25%), o Caio Castro (17%) e o Rafael Cardoso (10%) e acaba de levar pra casa o premio de Pica e que pica ele deve ter! de Ouro.


Sabe aquele personagem de novela detestável que nos dá ânsia de vomito por suas atitudes? Nesse ano, foi difícil ter que aturar o odioso Marcos (11%) de Alto Astral, a preconceituosa Branca (16%) de Sete Vidas e o machista e violento Juca (36%) de A Regra do Jogo, mas quem levou o premio de Escroto do Ano foi o Alex (38%) de Verdades Secretas, que o que tinha de gostoso, tinha de escroto!


João Kléber (47%) X Roberto Justus (27%) X Geraldo Luís (26%)


Daniela Albuquerque (39%) X Regina Casé (33%) X Ana Furtado (29%)


E para terminarmos com chave de ouro, a Melhor Cena de Novela do ano, segundo 30% dos leitores que votaram, foi o fim da primeira fase de Além do Tempo, marcada por mortes trágicas. Na sequência em questão, Pedro (Emílio Dantas) desafia Felipe (Rafael Cardoso) para um duelo de espadas. Lívia (Alinne Moraes) assiste ao confronto, desesperada. Quem também está à espreita é Melissa (Paolla Oliveira), que aproveita a confusão para empurrar a rival no rio. Pedro fica furioso e atinge Melissa com a espada, matando a vilã na hora. Enquanto isso, o Conde mergulha na água para tentar salvar Lívia. Quando finalmente consegue alcançar a amada, já é tarde demais. Pedro enfia a espada no Conde, que cai com Lívia no rio. Em seguida, a espuma da água invade a tela, anunciando a mudança de fase. Em segundo lugar, ficou a emocionante cena do encontro dos sete irmãos no parque de diversões em Sete Vidas (22%). Na sequência, vem o suicídio de Carolina (Drica Moraes) e o estrupo coletivo de Larissa (Grazi Massafera) na Cracolândia, ambas de Verdades Secretas (20% e 15%, respectivamente) e, por fim, a abertura do Mar Vermelho em Os Dez Mandamentos (14%).


E ENTÃO, O QUE ACHARAM DOS RESULTADOS? SEUS
FAVORITOS VENCERAM? ROLOU DECEPÇÃO? DESABAFEM!


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