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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

As Melhores e Piores Vidas dos Atores em 2015



O ano de 2015 foi bem legal para alguns atores, que tiveram suas carreiras marcadas por grandes papéis ou foram recompensados após péssimas vidas em anos anteriores nas novelas.

Júlia Lemmertz teve o azar de ser escalada para a pior e mais insossa das Helenas do Maneco, mas conseguiu se redimir como a maravilhosa e divertidíssima Dorotéia (Dorô, para os íntimos).


Drica Moraes tinha promessas de ser vilã maravilhosa e acabou como Cora cheiradora de cuecas e soltadora de puns e depois até rejuvenesceu na Marjorie Estiano. Felizmente, deu a volta por cima em Verdades Secretas. Quem mandou largar o Walcyr Carrasco para trabalhar com o inimigo dele, né?


Lázaro Ramos fez um personagem extremamente insuportável em Geração Brasil, mas nesse ano viveu um personagem extremamente divertido em Mister Brau.


Paolla Oliveira só despertava o ódio do público por suas mocinhas chatonildas, mas conseguiu ganhar a nossa torcida e deixar todos os homens ba-ban-do. O que uma bunda não faz, hein...


Guilherme Winter deixou de ser coadjuvante figurante na Globo e foi abrir o Mar na Record.


Sérgio Marone também deixou de ser coadjuvante figurante na
Globo para fazer história na Record (mas continua o mesmo canastrão)


Desprezada por crítica e público, que viam nela tão somente uma mulher de sorte que foi alçada ao sucesso unicamente pela beleza após sair do BBB, Grazi Massafera mandou os desafetos para o paredão e os fuzilou com beijinhos no ombro por sua memorável atuação em Verdades Secretas.


Entretanto, alguns atores que já tiveram várias vidas legais em outros momentos sofreram esse ano. Outros até pegaram papéis bem ruins e encarnaram vidas que ninguém gostaria de relembrar.

Camila Pitanga tinha catiguria em Paraíso Tropical, mas terminou falando pleiba em Flopilônia.


Fernandona e Nathálião são uma das melhores atrizes do Brasil,
mas tiveram que enfrentar a rejeição da Família Brasileira.


Glória Pires e Adriana Esteves eram para travar o duelo histórico de vilãs Maria de Fátima vs Carminha, mas pareciam mais duas criancinhas birrentas e mimadas trollando uma a outra.


Juliano Cazarré arrancava risos da gente como o chupetinha de Avenida Brasil e hoje a gente tem vontade de mandar ele ir suave dar uma volta na nave lá na casa do cacete como o MC Merlô.


Marcelo Novaes era importante em Avenida Brasil e hoje parece até um figurante em A Regra do Jogo.


Roberta Rodrigues tinha sido funkeira divertida e anti-recalque que descia até o chão em Salve Jorge. Em A Regra do Jogo, interpreta o mesmo tipo... Só que sem o mesmo carisma... E chata!


Vanessa Giácommo está pagando todos os pecados da incrível secrepiranha Aline como a Tontóia.


JEC era o Grande Monstro Sagrado da Teledramaturgia Brasileira até meses atrás e olha aí A Regra do Jogo dando um xeque-mate na fama do autor de que só escreve novelões que param o país.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O Melhor da Dramaturgia em 2015



E os pontos positivos das novelas, séries, seriados ou minisséries de 2015 foram...


13º lugar: Cúmplices

Cúmplices De Um Resgate comprova que o SBT caminha para se tornar referência não só no Brasil, mas internacionalmente, em teledramaturgia infantil. Com qualidade ímpar em cenografia, figurino, maquiagem, iluminação e sonoplastia, o remake mexicano adaptado por Iris Abravanel é a melhor novela infantil da emissora no quesito produção. Mais adulta que Carrossel e Chiquititas, Cúmplices aborda temas como religião, sexualidade, troca de bebês e adoção, mas tudo isso de maneira leve, colorida e com bastante música. As atuações são corretas, nada surpreendente, mas coerentes com a proposta da novela. A direção de Reynaldo Boury capricha em detalhes e o texto de Iris Abravanel enriquece a versão brasileira, comparada ao original mexicano.

12º lugar: Mister Brau

Dois atores de muito talento e carisma, um ótimo texto e uma direção bem conduzida. Eis a receita para o sucesso de Mister Brau. Lázaro Ramos, como o personagem título, e sua mulher Taís Araújo, como a dançarina Michele, formam uma dupla muito afinada. Ele, em especial, está muito solto em cena e mostrando um lado musical muito forte. O humor de Jorge Furtado, que assina o roteiro final, e sua equipe é ácido e rápido, cheia de boas tiradas. Investindo na música e no glamour para falar sobre fama e tolerância, Mister Brau consegue fazer crítica social e divertir. Já espero ansiosamente a segunda temporada!

11º lugar: Malhação Sonhos

Falar de Malhação é um caso sério. A novelinha teen já exibiu uma avalanche de temáticas e histórias por mais de vinte anos que, involuntariamente, são novamente contadas, mas de um jeito diferente. Por isso, sempre há um grande risco de cair naquela repetição cansativa e deixar o público com a falsa impressão de que é mais do mesmo. Entretanto, os autores de Malhação Sonhos, Rosane Svartman e Paulo Halm, conseguiram construir uma história repleta de bons dramas, casais cativantes, ótimo elenco e personagens carismáticos. Recuperando o prestígio dos anos gloriosos, tendo sido um enorme sucesso nas redes sociais e deixando milhares de órfãos, Malhação Sonhos foi uma das melhores temporadas da novelinha teen de todos os tempos.

10º lugar: Alto Astral

Novela despretensiosa, que começou como quem não queria nada e foi me conquistando, mesmo repleta dos mais batidos clichês do folhetim: personagens maniqueístas, vilões doentios que se deram mal no final, amores impossibilitados, vinganças, duplas identidades, segredos do passado, disfarces, mistérios, a vida além da morte... Sem novidade alguma! Nada além de tudo já visto e esperado por uma novela. Entretanto, ainda que a sua proposta tenha sido cursar pela simplicidade e a leveza, foi bem produzida e dirigida, com bom elenco, roteiro bem escrito e um humor que levemente remeteu aos áureos tempos do horário das sete da década de 1980.

09º lugar: Trama central de A Regra do Jogo

A Regra do Jogo apresenta uma trama policial sólida e próspera, de tirar o fôlego. É, por excelência, uma novela de João Emanuel Carneiro, com todas as características já vistas em A Favorita e Avenida Brasil. Entre elas, o fato da história de amor ser menos importante e estar em segundo plano. No caso de A Regra, o que vale é a história policial. Entretanto, existe um abismo gigantesco entre a trama central e as paralelas "cômicas" da novela (todas desnecessárias e massantes), que acabam comprometendo seu resultado. A Regra do Jogo é uma boa novela. Tem na receita muito mais suspense e ação do que drama e romance, deixa o público intrigado e sedento por revelações e uma dinâmica inovadora muito parecida com a de seriados americanos. Como eu já disse milhões de vezes, se fosse uma série ou uma novela das 23h só focada na facção o resultado seria bem melhor.

08º lugar: Os Dez Mandamentos

Após anos acumulando tiros n'água, a Record finalmente encontrou seu rumo na teledramaturgia ao narrar, em formato de novela, a saga de Moisés. Mesclando fatos bíblicos e tramas próprias, a autora Vivian de Oliveira soube chamar a atenção do público para a versão desta tão conhecida história da Bíblia, que teve uma bela direção e produção e efeitos especiais convincentes. O resultado: a novela fez história ao ser líder de audiência por diversas vezes e bateu de igual para igual com a Globo em seu principal horário de novelas. Não é pouca coisa! Tudo bem que o texto era ruim, o elenco irregular e teve uma "barriga" gigantesca com várias enrolações e esticamentos. Mas que Os Dez Mandamentos foi o verdadeiro "furacão" de 2015, isso ninguém pode negar.

07º lugar: Pé na Cova

Pé na Cova voltou com tudo nesta quarta temporada. O melhor do seriado é o seu texto ácido e recheado de sarcasmo proferido por inúmeros personagens nada normais. E a poesia no final é linda. O seriado caminha muito bem nessa corda bamba entre o humor e o drama. Uma tragicomédia! O texto de Miguel Falabella ficou ainda mais inspirado, afiado e inteligente.
06º lugar: Amorteamo

Fazia tempo que eu não me apegava a uma série igual aconteceu com Amorteamo. A série mais parecia um filme e uma novela ao mesmo tempo. Com a mesma delicadeza que tratava do tema morte, ela também fazia os olhinhos brilharem quando o assunto era o amor. A Globo caprichou nessa série. Mesclando drama, comédia e fantasia, ela encantou com sua trama fantástica e uma estética lúdica e primorosa. Amorteamo foi um verdadeiro show de direção, fotografia, cenografia, produção e elenco.

05º lugar: Além do Tempo

A aposta da autora Elizabeth Jhin era ambiciosa: para falar sobre reencarnação, trabalha com duas fases distintas, separadas por um salto de mais de 100 anos no tempo. Uma ideia que daria muito certo ou muito errado. No caso, deu certo. A primeira fase de Além do Tempo, que se passava no século XIX, foi impecável e encantadora. Fora o cuidado, o capricho e a beleza do material com toda a bela produção que se via no ar, a novela foi capaz de prender o telespectador apesar da narrativa um pouco mais lenta. Era o chamado novelão! Na segunda fase, que se passa nos dias atuais, a novela deu uma caidinha, perdeu um pouco do ritmo e do encanto, embora ainda há muitos conflitos e mistérios e eles acabam gerando bons ganchos. De qualquer forma, Além do Tempo já entrou para a história da teledramaturgia por sua ousada passagem de tempo em que virou "duas novelas em uma".

04º lugar: Os Experientes

Com quatro histórias independentes ligadas pelo tema do envelhecimento, a série abriu espaço para um timaço de atores veteranos brilharem. Os Experientes conseguiu fazer uma boa combinação de direção, edição, texto, trilha sonora e elenco, tudo funcionando muito bem para contar histórias emocionantes, sem ser piegas, tratando de pequenos dramas com pitadas de humor e auto-ironia. Merecia mais episódios!

03º lugar: Felizes para Sempre?

As minisséries de janeiro da Globo são sempre esplendorosas. Taí Felizes Para Sempre? que não me deixa mentir. Sua principal marca foi a ousadia. E não me refiro só pelas cenas calientes, a recorrente nudez de Paolla Oliveira ou do sexo lésbico na cama de trampolim, mas pelos diálogos adultos e inteligentes, a direção ágil e a trilha sonora que misturava ritmos diversos. Existia audácia em cada sequência, algo que envolvia, absorvia o telespectador, o fazia se importar e se sentir imerso naquela realidade. A história também era pra lá de interessante. Retratar diferentes fases da união foi realmente um trunfo da produção, pois tornou o enredo dinâmico e não tendencioso. Inevitavelmente, o telespectador acabou se identificando com algum dos personagens, todos construídos de forma bem realista e coerente. Realmente, uma belíssima produção nacional.

02º lugar: Verdades Secretas

Sem dúvida nenhuma, Verdades Secretas foi o produto que mais gerou repercussão em 2015. Temas polêmicos, uma abordagem ousada, personagens carismáticos e infames e uma trama recheada de reviravoltas, que alcançou êxito em inovar e ao mesmo tempo criar um apelo popular. Uma novela que começou cheia de clichês e assim que o público foi fisgado, mostrou a que veio e, assim como os personagens, revelou suas verdades secretas. Sem firulas, a trama tocou fundo em temas como a prostituição no mundo da moda (o famoso "book rosa") e drogas, abusando de cenas fortes, impactantes e sensualidade, incluindo muitos nudes... E põe nudes nisso! O texto didático do autor não tirou o brilho de Verdades Secretas, uma trama forte e memorável que deu o que falar do início ao fim.

01º lugar: Sete Vidas


Uma poesia diária, uma aula de dramaturgia da mais altíssima qualidade. Essa foi Sete Vidas, a melhor novela do ano. Partindo de uma premissa das mais modernas (novas configurações familiares formadas com o encontro de meios-irmãos gerados a partir de um doador anônimo), Lícia Manzo trouxe a tona uma discussão muito pertinente nos dias atuais, mas pouco discutida. Seu grande mérito foi o texto delicado e sutil ao abordar um tema que poderia ser de difícil entendimento para o tradicional público do horário das seis. Também foi discutido o preconceito contra famílias formadas por casais do mesmo sexo, mas sem ser didático e levantar bandeiras, nem chocar a Família Brasileira. Sete Vidas emulava a realidade com abordagens verossímeis, mas, acima de tudo, era folhetim puro. Só que sem vilões e mocinhos, sem gente sendo morta, sem baixarias e sem mocinha sofrendo porque o grande amor da sua vida lhe abandonou. Tinha sim gente que errava e acertava, que amava e perdoava, gente um pouco boa e um pouco má, homens que botam os pés pelas mãos, mulheres que seguravam a barra da própria vida, assim como vemos na nossa família, nos nossos amigos, em todo lugar. Os personagens tinham alma, tinham vida e eram movidos pela emoção. Não é a toa que o público criou empatia, se envolveu e se identificou. As situações, conversas e discussões foram sempre exibidas de forma emocionante. #LíciaManzoNoHorárioDasNoveJá


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Pior da Dramaturgia em 2015



E os 10 pontos negativos das novelas, séries, seriados ou minisséries de 2015 foram...

10º lugar: Tapas & Beijos

Após quatro anos no ar, Tapas & Beijos saiu do ar em setembro completamente desgastado, sem fôlego e perdendo sua identidade inicial. A história apresentou sinais claros de cansaço. As brigas, as trapalhadas que todos os personagens se envolviam, as idas e voltas amorosas entre os casais, enfim, tudo caiu na repetição. O que foi uma pena para uma série tão boa que teria deixado boas lembranças para os telespectadores se tivesse parado a dois anos atrás. Infelizmente, Tapas & Beijos chegou ao fim provando que já deu o que tinha que dar e deixando um gostinho de "já foi tarde".

09º lugar: Chiquititas

Chiquititas começou em julho de 2013 e só terminou em agosto de 2015, após 545 capítulos. Foram mais de dois anos no ar. Uma longa e exagerada duração que fez um grande mal para a história, que se arrastou e enrolou por vários meses. O SBT conseguiu estragar com esse remake da clássica versão brasileira de 1997. O texto de Chiquititas foi muito ruim de um modo geral. Os diálogos eram rápidos, sem profundidade até mesmo para questões cruciais da história. O elenco infantil era bastante irregular e os cenários bem mal feitos. Até meu irmão de oito anos sentia vergonha alheia quando via isso! E ainda teve um final doloroso, absolutamente sem graça. Parecia que o seu último capítulo foi produzido apenas para cumprir tabela. #CarrosselRainhaChiquititasNadinha

08º lugar: Chapa Quente

Nem mesmo dois dos melhores comediantes do Brasil (Ingrid Guimarães e Leandro Hassum), responsáveis pelos maiores sucessos de humor do cinema nacional dos últimos tempos, conseguiram salvar o péssimo roteiro de Chapa Quente. Com piadas sem graças e óbvias demais, os conflitos dos personagens eram desinteressantes e não provocavam empatia. Aquelas pessoas que protagonizam a trama pareciam cópias de outros tipos já vistos anteriormente em vários outros seriados e novelas. Sem falar que a grande maioria pecava pelo excesso de gritaria que chegava a dar dor nos ouvidos. Entretanto, por incrível que pareça, Chapa Quente rendeu bons índices de audiência para a Globo e ganhará uma segunda temporada em abril desse ano. Vamos ver se melhora, né?

07º lugar: Reta final de Império

Império começou muito bem, com pinta de uma nova Avenida Brasil, mas logo ganhou uma gigantesca barriga e só não naufragou graças ao tesão do Comendador (Alexandre Nero) e seus arranca-rabos com Maria Marta (Lilia Cabral) e às caras e bocas de Téo Pereira (Paulo Betti). Por volta do capítulo 100, Império quase morreu juntamente com o Comendador. Na reta final, como se tivesse um raio, o autor Aguinaldo Silva a despertou. Mas foi só botar os pés em 2015 que Império descambou de vez para o ridículo quando o Comendador tomou veneno e ressuscitou dentro do túmulo (??) e quando Cora foi para o spa como Drica Moraes e voltou como Marjorie Estiano após tomar um milagroso xixi de jacaré (???). E a história de José Pedro (Caio Blat) ser o misterioso Fabrício Melgaço foi a trama mais difícil de engolir dos últimos anos, ainda mais numa novela que parecia realista. Okay, ele tinha seus motivos, afinal, era constantemente esculhambado pelo pai. Mas isso era suficiente para odiar tanto o pai a ponto de preparar uma série de atentados contra ele e o matar no derradeiro capítulo? Por que José Pedro não se revelou esse vilão implacável antes? Por que não arrasou com José Alfredo e seu império quando o homem de preto vivia nas sombras, fingindo-se de morto? A combinação de fantasia com dramaturgia policial abusou da boa fé do telespectador. Se Aguinaldo Silva queria que um filho matasse o pai, deveria ter contado melhor essa história desde o início. Ele até foi ousado ao matar o protagonista pelas mãos do próprio filho, mas o surpreendente desfecho de Império e toda a sua reta final (de janeiro até março) não teve nexo com o restante da obra apresentada em 2014.

06º lugar: Reta final de Boogie Oogie e o Segredo da Carlota

Aconteceu o que tanto se temia: Boogie Oogie terminou sem conseguir manter o pique inicial. A trama de Rui Vilhena deixou uma ótima impressão em 2014 e começou causando alvoroço pelo ritmo dinâmico com o que o autor imprimia os acontecimentos. A cada semana, a novela dava uma guinada e virava de pernas pro ar. Rui conseguiu manter esse ritmo nos quatro primeiros meses. Vieram as festas de fim de ano e a história deu uma desacelerada. Voltou com força em janeiro, mas logo perdeu o dinamismo e se arrastou agonizando até o seu fim, em março, não lembrando em nada a novela ágil de antes. Era Segredo de Carlota pra cá, Segredo de Carlota pra lá... Tudo o que sobrou da história era descobrir o Segredo de Carlota, a megera interpretada (brilhantemente!) por Giulia Gam. Poucas foram as tramas paralelas que ainda interessavam ou que não citavam o Segredo de Carlota em suas falas. Em todos os núcleos, do mais importante ao mais desnecessário, não se falava em outra coisa: todo mundo queria descobrir o Segredo da Carlota e vivia em função disso. Pra culminar, o tal mistério era uma tremenda bobagem, com direito até a Carmen Miranda envolvida. Decepcionante!

05º lugar: Núcleos paralelos e cômicos de A Regra do Jogo

As tramas centrais sempre foram o forte de João Emanuel Carneiro. Já as paralelas, sempre foram um problema mesmo nas novelas de grande sucesso do autor. Com A Regra do Jogo, não é diferente. Mas dessa vez ele errou rude, pois TODAS as tramas paralelas são de uma irrelevância e uma falta de graça gritante. O Morro da Macaca está para A Regra do Jogo como a Turquia estava para Salve Jorge. É claro que não daria para colocar no morro só personagens chaves. Os coadjuvantes também fazem parte. Mas poderiam ser em menor quantidade e ter alguma graça. Merlô e suas duas namoradas são de uma chatice tremenda. O quadrilátero amoroso Rui-Indira-Tina-Oziel são totalmente deslocados e sem graça nenhuma. Por falar em falta de graça, temos o núcleo do Feliciano. É um suplício aquele monte de personagens chatos em tão pouco espaço físico. A Regra do Jogo não é de todo mal, mas são as suas tramas paralelas que estragam todo o bom trabalho da trama central. Seria de bom grado que a facção jogasse uma bomba no Morro da Macaca e mandasse aquilo tudo para os ares, né?

04º lugar: Os Dez "Enrolamentos"

Nada mais natural do que esticar um produto que traz retorno financeiro e prestígio para prolongar o sucesso. Foi exatamente isso o que a Record fez com Os Dez Mandamentos, mas exagerou na dose. Em sua fase de maior sucesso e repercussão, a emissora esticou ao máximo as dez pragas do Egito para que a novela ficasse mais tempo no ar. Para se ter uma ideia, a primeira praga começou em agosto e só terminou em novembro. Aja enrolação, né?! Na cena da abertura do Mar Vermelho, por exemplo, a demora para mostrar as águas se dividindo e a caminhada do povo hebreu foi tamanha que daria tempo de abrir um oceano inteiro. A Record apelou para várias mecanismos, em uma clara tentativa de enrolar o público de casa: com cenas arrastadas, criando diálogos desnecessariamente longos, explorando ao máximo as despedidas entre os personagens quando alguém estava prestes a morrer, mostrando os personagens derramando um oceano de lágrimas uns sobre os outros, dedicando longos minutos exibindo flashbacks, abusando do 'slow motion' (câmera lenta), exibindo caminhadas longas de um lugar para outro, colocando mais de dez minutos dedicados a "cenas do capítulo anterior e do capítulo de amanhã"... Na boa, precisava de tanta enrolação? E ainda terminou em aberto para que a Record pudesse fazer uma continuação e um filme. Os Dez Mandamentos foi uma boa novela, mas tais esticamentos a tornaram um suplício.

03º lugar: I Love Paraisópolis

Quando entrou no ar, em maio de 2015, I Love despontava como uma trama promissora. Passados seis meses, o estouro de I Love ficou só na promessa. Os dilemas amorosos do quadrilátero Grego (Caio Castro), Mari (Bruna Marquezine), Ben (Maurício Destri) e Margot (Maria Casadevall) não se mostrou forte o bastante para sustentar a novela. Os autores se perderam em sua própria história, optando por saídas esdrúxulas e pela mudança radical na condução do roteiro. A novela virou um festival de cenas absurdas que acabaram se tornando toscas. Salva-se apenas a rica galeria de coadjuvantes, que carregaram a novela inteira nas costas. A audiência foi ótima, mas é como eu sempre digo: audiência nem sempre implica em qualidade. I Love é a prova viva disso.

02º lugar: Seu Lugar no Mundo

Sem a menor dúvida, a Seu Lugar no Mundo já pode ser considerada uma das piores temporadas da Malhação de todos os tempos. O seu enredo inicial era bem empolgante: a rivalidade entre dois colégios. Mas o autor preferiu dar mais destaque para outras tramas desinteressantes e a rivalidade entre os colégios acabou sendo ofuscada na novelinha teen. Mesmo optando em mostrar tramas mais verossímeis e se aproximar da realidade do jovem brasileiro, os personagens são rasos e sem um pingo de carisma, com o agravante de que as atuações do elenco jovem, de um modo geral, são bem medianas. Isso sem falar nos temas sociais, quase todos abordados de forma didática e desastrosa. Seu Lugar no Mundo é insuportável e o melhor que a Globo tinha que fazer era dar um impeachment nessa temporada e botar uma reprise da Malhação Sonhos (ou da temporada da Vagabanda) para assumi-la!

01º lugar: Babilônia

O maior fracasso do ano. O maior fracasso da história do horário nobre global. A pior novela do ano. A pior novela das nove de todos os tempos. A grande "estraga-prazer" no aniversário dos 50 anos da Rede Globo. Essa é Babilônia! Ao contrário de I Love Paraisópolis (uma trama muito ruim com uma audiência muito boa), a audiência de Babilônia fez jus ao que ela foi: uma novela pavorosa! A trama começou de forma eletrizante, com a explosão de um duelo de vilãs, Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves), que prometia ser histórico. Mas, do segundo capítulo em diante, a trama desandou. A mocinha Regina (Camila Pitanga), para quem, teoricamente, o público deveria torcer, acabou se revelando uma chata profissional e as vilãs, que se odiavam e prometiam grandes conflitos, passaram a viver num joguinho massante e repetitivo de gato e rato. A audiência despencou. Tudo bem que houve toda aquela campanha anti-Babilônia pelos telespectadores mais conservadores em virtude do beijo gay entre as personagens de Fernanda Montenegro e Nathália Timberg. Mas as falhas no roteiro começaram a ficar expostas rapidamente e o enredo da novela se revelou fraco e com poucos perfis atrativos.  Apedrejados por todos os lados, os autores se mobilizaram para tentar consertar a novela e torná-la "mais leve". E foi aí que Babilônia piorou de vez e se tornou um trambolho ruim demais. Todas as mudanças que começaram a ser feitas, para iniciar uma operação de salvamento, deixaram a produção ainda mais equivocada. Babilônia virou uma verdadeira colcha de retalhos muito mal remendada. O que estava ruim, ficou ainda pior! Definitivamente, é uma novela para ser esquecida para sempre!


Obviamente, a lista é baseada unicamente na opinião desse que vos escreve. Portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. Cabe a cada um dos leitores concordar ou não, dar a sua opinião, completar a lista, me esculhambar nos comentários...


domingo, 3 de janeiro de 2016

O Melhor e o Pior da Semana (27/12/15 à 02/01/16)




O MELHOR DA SEMANA



Show(zaço!) da virada



Na passagem para 2016, a Globo exibiu mais um tradicional Show da Virada. Se você preferiu virar o ano em frente a TV, certamente sentiu uma grande diferença na edição deste ano. Nas anteriores, os artistas cantavam em playback, o que tornava o show enfadonho e sem sal. Este ano foi tudo diferente. As gravações foram realizadas pela primeira vez em Salvador. Um mega palco com telões, muita luz e um amplo espaço para o publico se esbaldar deu um ar de inovação para o tradicional especial de fim de ano da Globo. E, é claro, os artistas soltaram a voz ao vivo. O destaque ficou com o furacão baiano Ivete Sangalo. Sempre expelindo talento, simpatia e alegria em qualquer palco que coloca os pés, ela se enfiou na percussão, sambou que nem nega maluca e mexeu com o público que assistia ao vivo e pela TV. Showzaço! Foi a melhor edição do Show da Virada de todos os tempos!

Quarteto feminino fantástico de 'Além'



Quatro atrizes dominaram a semana em Além do Tempo. Ana Beatriz Nogueira e Irene Ravache estiveram divinas em toda a sequência em que Emília revela a Vitória que é sua filha. Todos os elogios serão poucos para a grandiosidade de Irene. Que profissional maravilhosa. Honra o ofício com gosto. Já falei isso semana passada, mas chega a ser uma tremenda injustiça não repetir. Ana Beatriz Nogueira também merece todos os elogios. A oscilação dos desejos de Emília, entre abraçar a mãe e execrá-la, foi excepcionalmente bem mostrada e bem interpretada. As duas deram um show novamente na cena em que Emília e Vitória se encontram no hospital e a mãe tenta contar a verdade para a filha, que não acredita. Irene também brilhou ao lado de Alinne Moraes quando Lívia descobre que é neta de Vitória. Muito lindo o abraço entre as duas. Ambas não disseram uma única sílaba, mas passaram toda a emoção necessária. Destaque também para o momento em que Melissa (Paolla Oliveira) surpreende Lívia no carro, com direito ao flashback do embate entre mocinha e vilã na primeira fase. Espetacular! Outro grande momento entre Aline e Paolla foi ao ar ontem (02/01). Melissa fez o maior barraco no meio da confraternização da família de Felipe (Rafael Cardoso), ofendeu Lívia e contou para todo mundo que Felipe não poderia ficar com o Alex porque o menino não é filho dele. O áudio da primeira fase com a Melissa levantando a falsa traição da Berenice, mostrando que na segunda vida a traidora da história agora é ela, fechou com chave de ouro esse ótimo gancho para o capítulo de amanhã. Quando uma mocinha é bem construída e bem interpretada, você torce por ela e não tem vilã que mude isso. Esse é o caso de Lívia. No gestual, nas contrações dos músculos faciais, nos olhares... Aline Moraes sempre dá uma aula de interpretação! E Paolla, apesar de alguns tons acima, vem conseguindo mostrar toda a loucura de Melissa de maneira sublime. Irene, Ana Beatriz, Alinne e Paolla (nessa ordem) formam o quarteto feminino fantástico de Além do Tempo e proporcionaram a melhor semana da novela, até então, na segunda fase.


O PIOR DA SEMANA



Mansão Bem Assombrada e Mal Engraçada



O SBT preparou um especial de fim de ano intitulado Mansão Bem Assombrada, exibido nesta terça (29/12/15), logo após o Programa do Ratinho. A atração contava a história de Zepa (Pedro Lemos), um professor que comanda um grupo de teatro em sua escola, a "Trupe dos Seis", composta pelos alunos Tecão (Nicholas Torres), Paty (Cinthia Cruz), Bruno (Pedro Henrique), Fabi (Graciely Junqueira), Dudu (Jean Paulo Campos) e Michele (Duda Matte). Junto com Giovanna (Lisandra Parede), a orientadora pedagógica apaixonada por Eduardo, o grupo iria se apresentar na festa de final de ano da escola, mas sem local disponível para ensaiar o professor conduziu os ensaios na velha mansão de seu avô, o Barão Alfredo (Arthur Kohl). O que ele não sabia é que o lugar tinha dois habitantes incomuns: um casal de fantasmas (interpretados por Danilo Gentilli e Marlei Cevada), que de tão "assustadores" acabavam sendo engraçados. Quer dizer, engraçados só na promessa, porque o que se viu na telinha foi um show de vergonha alheia. Vendida como humorístico, Mansão Bem Assombrada usou e abusou de trocadilhos e piadas dignas do finado Zorra Total. Para forçar o riso, a direção resolveu emendar aquelas risadas prontas ao fundo de quase todas as falas "engraçadas", mas isso só aumentou ainda mais o constrangimento de quem assistia. Com um roteiro fraco e atuações mais fracas ainda (como ator, Danilo Gentili é um ótimo apresentador de talk show), acompanhado de dancinhas e musicais desnecessários e uma produção (cenário, fotografia, edição e afins) precária e amadora, Mansão Bem Assombrada foi o pior especial de fim de ano que eu vi em 2015 (quiçá, de todos os tempos)!

Abordagem do HIV na 'Seu Lugar no Mundo'



Antes de iniciar a nova temporada de Malhação, já havia sido anunciado que a narrativa contaria com o tema HIV. No capítulo de sexta (25/12), após os personagens Henrique (Thales Cavalcanti) e Luciana (Marina Moschen) se machucarem durante um jogo de basquete no colégio, o rapaz, preocupado em ter infectado a jovem, revela ser soropositivo. Na segunda (28/12), a história continuou, o personagem conta que sua infecção foi via transmissão vertical (de mãe para filho) e leva Luciana para uma enfermaria especializada em pacientes com HIV porque deu uma testada (???) na garota. Assustada com a notícia, ela vai ao serviço acompanhada dos pais. A profissional presente no local receita a PEP (profilaxia pós-exposição), nova tecnologia de prevenção ao HIV, e a jovem inicia o tratamento. Nisso, todos os personagens começam a espalhar sobre o estado do rapaz, como se ele estivesse com uma doença altamente contagiosa, e muitos começam a falar equivocadamente que ele tem AIDS. Resumindo: um total desserviço! Eu sou da seguinte lógica: se quer fazer, então faça direito, porque se for pra fazer que nem o autor de Malhação é melhor nem fazer! Já vi muito tema social sendo mal abordado em novela, mas possibilidade de transmissão de HIV por testada é realmente o mais absurdo de todos. Até mesmo uma pessoa que não entende do assunto sabe que isso é completamente impossível. Achei fraco demais e sem emoção o desenvolvimento dessa trama, com uma total falta de informação ao público a respeito da situação e um tom de medo usado exageradamente em todas as cenas. Isso sem falar na inexpressividade dos atores envolvidos (Thales e Marina) em uma trama de forte carga dramática. Impressionante como as tentativas de abordar temas sociais na Seu Lugar no Mundo são desastrosas. Vide o vazamento de fotos íntimas que foi abordado em um único capítulo como uma "brincadeira inocente" que só serviu para um conflito entre casal. E as conversas dos personagens sobre as situações? Até o Telecurso 2000 abordava os temas de maneira menos didática!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Previsões Eu Critico Tu Criticas para a dramaturgia em 2016



O que esperar das novelas, séries e minisséries de 2016? Será que teremos uma safra tão boa quanto a de 2015, que, apesar de algumas tranqueiras, muita coisa valeu a pena? As cartas do tarot, por favor! Para ter uma visão panorâmica do que vem por aí, o Eu Critico Tu Criticas baixou a Mãe Dinah que mora dentro de mim e resolveu fazer algumas previsões com as tramas neste ano. Confira:


A Regra do Jogo

Chances de ainda conseguir parar o país: 23%


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A Regra do Jogo ficará no ar até o final de março e, em uma entrevista dada ao UOL, João Emanuel Carneiro disse que vem muita coisa boa pela frente e promete reviravoltas no núcleo da família Stuart, já que Orlando (Eduardo Moscóvis) será assassinado e Kiki (Débora Evelyn) deve voltar para casa, e na vida de Romero (Alexandre Nero), principalmente depois que Dante (Marco Pigossi) e Tóia (Vanessa Giácomo) descobrirem quem ele é de verdade. Tóia, inclusive, depois de descobrir as razões da morte de seu pai biológico, vai revelar uma nova faceta (vingativa?) para o público. Estas são as expectativas. Vamos ver o que acontece. Sinceramente, desisto! Metade da novela são núcleos paralelos que não interessam. Há essa promessa da novela se tornar um novelão depois do fatídico capítulo 100 e queria muito acreditar nisso, mas o problema é que a novela já chegou ao capítulo 100 e não tá lá essa maravilha toda. O jeito é se conformar e partir pra outra. #DerrotaNaGuerra

Totalmente Demais

Chances de continuar sendo uma boa novela esse ano: 95%



A novela das sete está no ar há quase dois meses e deve terminar só em maio de 2016, mas, até o momento, tem sido extremamente agradável e a história é muito gostosa de se acompanhar. E tem tudo para manter toda a qualidade já apresentada pelos próximos meses. Só se baixar o espírito boogieoogieano ou iloveparaisopolinesco e Totalmente Demais virar um trambolho, né?

Haja Coração

Chances de flopar: 99%



Em maio será a vez da faixa das 19h receber uma novela com cheiro de fracasso instantâneo: Haja Coração. O autor é Daniel Ortiz, elogiado por Alto Astral, exibida nesse mesmo horário até maio de 2015. Trata-se de um remake de Sassaricando (1987), novela de seu mentor Silvio de Abreu, com o acréscimo de novos personagens e tramas. Os saudosistas aguardam a releitura de tipos inesquecíveis como Fedora (Cristina Pereira) e Aparício (Paulo Autran). A destrambelhada e icônica feirante Tancinha, papel marcante na carreira de Claudia Raia, foi escalada para ser da Monica Iozzi, passou para Isis Valverde, passou para a Paolla Oliveira e agora será vivida, definitivamente, por Mariana Ximenes. Essa é a personagem mais lembrada da novela, mas é equivocadamente chamada de protagonista de Sassaricando, quando, na verdade, ela é apenas uma secundária que cresceu muito e ofuscou os outros. E quando os coadjuvantes conseguem despertar mais a atenção do público que os próprios protagonistas, é porque a história da trama não é lá grande coisa, né? E, na boa, eu não consigo imaginar a Mariana Ximenes vivendo uma gostosona ignorante como a Tancinha. Sei não, mas tô achando que Haja Coração vai estragar todo o trabalho que Alto Astral fez em reerguer os índices do horário das sete e que I Love Paraisópolis e Totalmente Demais conseguiram elevar.

Êta Mundo Bom

Chances de ser um sucesso: 99%



Prevista para estrear no dia 25 de janeiro no lugar de Além do Tempo, a nova novela das seis promete juntar tudo que consagrou Walcy Carrasco numa mesma novela: título cafona, núcleo do chiqueiro, torta na cara, gente sendo jogada no chiqueiro, forte sotaque caipira, animais interagindo com pessoas, texto didático e nada sutil e muita repetição de palavra no melhor estilo Amor à Caçamba. Candinho (Sérgio Guizé) foi criado por Cunegundes (Elizabeth Savalla) e Quinzinho (Ary Fontoura), donos de uma fazenda no interior de São Paulo. Ele se apaixona por Filomena (Débora Nascimento), primogênita do casal, e é expulso de casa. Ao lado do burro Policarpo, seu amigo inseparável, Candinho segue para a capital em busca de encontrar sua mãe: a rica viúva Anastácia (Eliane Giardini), que foi obrigada a se separar do filho assim que ele nasceu. Mas ela jamais desistiu de procurá-lo. De olho na herança da tia, Sandra (Flávia Alessandra), a grande vilã da história, fará de tudo para impedir que mãe e filho se reencontrem. Além disso, Candinho terá que encarar inúmeras aventuras na cidade grande. Walcyr repetirá a fórmula que produziu êxitos de sua carreira como O Cravo e a Rosa (2000), Chocolate com Pimenta (2003) e Alma Gêmea (2005), com uma história leve e personagens carismáticos. Tem como Eta Mundo Bom não dar certo? IM-POS-SÍ-VEL! Esse é o único horário que eu aceito o humor brejeiro e infantilóide do Walcyr! Às seis, sim, ele vira Reicyr!

Ligações Perigosas

Chances de flopar: 55%



Adaptação do clássico francês escrito no século XVIII por Choderlos de Laclos, a minissérie de dez capítulos, de autoria de Manuela Dias, é ambientada nos anos 1920 e estreia nessa segunda-feira (04/01) após A Regra do Jogo. Patrícia Pillar e Selton Mello interpretam os protagonistas Isabel d’Ávila de Alencar e Augusto de Valmont, aristocratas amorais que compartilham o gosto por jogos perversos de sedução. Uma das vítimas da dupla é Mariana, uma mulher casada e virtuosa, interpretada por Marjorie Estiano. O elenco ainda inclui nomes como Alice Wegmann, Jesuíta Barbosa, Leopoldo Pacheco e Aracy Balabanian. Pelas chamadas, deu pra ver que a minissérie será de imensa qualidade: fotografia de cinema, trilha sonora caprichada, produção perfeita, atuações esplendorosas... Mesmo levando em conta que as minisséries de início do ano da Globo vem sendo um sucesso atrás do outro (O Canto da SereiaAmores RoubadosFelizes Para Sempre?), algo me diz que essa Ligações Perigosas vai ser que nem Os Maias: elogiada pela crítica e um fracasso de audiência.

Malhação - Seu Lugar no Mundo

Chances de melhorar: 1%



Nas redes sociais, nas rodas de amigos, nas conversas de whatsApp, é unanimidade: FORA DILMA NINGUÉM SUPORTA MAIS A 'SEU LUGAR NO MUNDO'!!! A atual temporada da Malhação é uma das piores de todos os tempos. Para o nosso azar, devido as Olimpíadas de 2016, a temporada será estendida até 2017. Haja paciência! Mas haverá um intervalo durante o período das Olimpíadas. O autor Emanuel Jacobina trabalha em uma nova sinopse de Seu lugar no mundo. A temporada ficará no ar até dia 5 de agosto de 2016, mas voltará após as Olimpíadas com outras tramas e personagens, uma espécie de segunda temporada. Alguns personagens, porém, permanecerão na nova fase. São os casos de Rodrigo (Nicolas Prattes), Luciana (Marina Moschen), Filipe (Francisco Vitti), Nanda (Amanda de Godoi), Dona Vanda (Solange Couto) e Uodson (Lucas Lucco). Este último, porém, ainda não é certeza. É que o cantor tem uma agenda de shows agitada e não sabe se conseguirá atuar na TV e mandar esse arrocha é pra você que achou que eu tava aqui sofrendo pelos palcos ao mesmo tempo. A esperança é que role uma grande reestruturação nessa segunda fase da temporada e que se torne pelo menos um pouco assistível. Mas, por via das dúvidas, tenho uma opção melhor: IMPEACHMENT DA SEU LUGAR NO MUNDO JÁ!!! E quem assume é a Malhação Sonhos. Quem apoia?

Supermax

Chances de ser um sucesso: 90%



Supermax é a série que a Globo prepara, com previsão de estreia para outubro, aos domingos, após o Fantástico. A trama se passa em um presídio de segurança máxima no meio da Amazônia, onde um grupo de 12 pessoas integra um reality show, nunca antes visto na TV. Todos os participantes guardam um segredo em comum: já cometeram um crime obscuro. Para vencer o jogo e conquistar o prêmio de dois milhões de reais, eles precisam esconder o delito pregresso uns dos outro. Mas o que nenhum deles imaginam é que apenas um sairá de lá vivo!!! Jesus, Maria, José, que reality é esse, meu povo?! O projeto, criado e dirigido por José Alvarenga Jr., conta no elenco com nomes conhecidos do grande público (como Mariana Ximenes, Cléo Pires e Erom Cordeiro) misturados a outros não tão populares, em um elenco selecionado rigorosamente durante seis meses por todo o Brasil. A série terá 12 episódios e, numa mistura de ficção científica com suspense, thriller, terror e drama, Supermax bebe na fonte (e já admite isso!) de séries como The Walking Dead e True Detective e do filme Jogos Mortais e tem tudo para ser um dos principais acertos da TV aberta esse ano. Sinto cheiro de lacre!

Liberdade, Liberdade

Chances de flopar: 91%



Desde o remake de O Astro, primeira novela da Globo a ir ao ar às 23h, em 2011, apenas uma produção vai ao ar no horário por ano. Mas nesse ano as coisas vão mudar. Devido ao sucesso estrondoso de Verdades Secretas, em 2016 teremos duas novelas das onze. A primeira é Liberdade, Liberdade, prevista para abril, que contará a história de Joaquina, a filha do Tiradentes. Depois, no segundo semestre, a Globo deve lançar Justiça, da qual não se sabe muito ainda, mas será inspirada numa obra de Shakespeare. A mocinha de Liberdade, Liberdade será interpretada por Andrea Horta. Mateus Solano fará sua primeira novela desde o Félix de Amor à Vida (2013). Ao lado de Nathália Dill, os dois serão os vilões da trama. Liberdade, Liberdade ainda nem começou a ser gravada, mas já agita os bastidores do Projac. Segundo o site Notícias da TV, a direção de Dramaturgia diária da emissora decidiu afastar da supervisão de texto da novela o autor Euclydes Marinho porque seu trabalho foi considerado insatisfatório. O roteiro não atendeu as exigências da emissora e foi necessária uma reforma total na trama, tendo que reescrever todos os capítulos já escritos. Quem entrou no lugar de Euclydes Marinho foi Mário Teixeira, que escreveu a péssima I Love Paraisópolis. Nessas, fica a dúvida: a Globo viu que a novela ia ser ruim e resolveu correr atrás do prejuízo antes de ir pro ar e virar uma "bomba" ou as novas adaptações estragarão o roteiro inicial? Nunca vamos saber... Já dizia minha mãe: tudo que começa errado, acaba muito pior! Sei não, viu...

Velho Chico

Chances de ser uma nova Em Família: 100%



Finalmente, Benedito Ruy Barbosa ganhou o direito de escrever uma novela das nove. O veterano é uma grife de novelões bem-sucedidos ambientados nos confins do Brasil. São dele Renascer (1993), O Rei do Gado (1996), Terra Nostra (1999) e também Pantanal (1990), na TV Manchete — a trama abalou a, até então, insuperável audiência da Globo na época. Escalada inicialmente para a faixa das 18h, Velho Chico ganhou up grade e ocupará o horário mais nobre do canal no início de abril como resposta à baixa receptividade de recentes novelas urbanas e violentas como A Regra do Jogo e Babilônia, devido ao sucesso da reprise de O Rei do Gado no 'Vale A Pena Ver de Novo' e para combater a segunda temporada de Os Dez Mandamentos. Investir em uma história interiorana ancorada no nordeste é uma tentativa da Globo de resgatar o interesse do noveleiro tradicional e sair do onipresente (e cansativo) eixo Rio-São Paulo, escolhido como cenário de quase todas as tramas nos últimos 15 anos. Em Velho Chico, Fagundes será uma espécie de coronel dos tempos atuais, que defenderá seus interesses econômicos às margens do Rio São Francisco e terá conflitos com defensores do meio ambiente. Temática interessante e atualíssima, vide a tragédia ecológica e humana de Mariana e das cidades ao longo do Rio Doce. Por um lado é muito bom que vamos ter de novo uma novela fora do eixo urbano, ainda mais com o excelente texto do Benedito. Mas será que ele segura uma novela das nove atualmente? A minha avó, certamente, deve adorar, mas será que o público mais novo das redes sociais vai se interessar por longas cenas de paisagem, música típica e tuiuiús voando no horizonte? Estou pagando pra ver! Essas histórias arrastadas funcionavam muito antigamente, mas hoje em dia o público atual quer dinamismo. E essa Velho Chico tá numa vibe tão Em Família, viu... É a trama sem maldade e cheia de romances que todo mundo tanto pediu, mas depois vocês vão se arrepender quando ver que pode ser um marasmo sem fim.

Sagrada Família

Chances de dar um choque de monstro na Família Brasileira: 89%



Em outubro, Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari repetirão a parceria bem-sucedida de Sangue Bom e estrearão no horário nobre com Sagrada Família (título provisório). Ela estava cotada para substituir A Regra do Jogo, mas agora só vai ao ar depois de Velho Chico. Para você que bebeu demais nesse Ano Novo e esqueceu de todo rebuceteio que rolou entre Sagrada Família e Velho Chico, Silvio de Abreu (atual Todo Poderoso da dramaturgia da Globo) resolveu adiar a novela da Maria Adelaide Amaral porque tinha uma trama política muito forte e temos uma legislação desnecessariamente rígida nesse assunto que impede o tema ser abordado em período eleitoral (esse ano tem eleições para prefeito e vereador). Até onde sei, a história do folhetim gira em torno da política, da justiça e de um segredo familiar que colocará em risco a vida dos personagens. Além destes três enredos, haverão ainda homenagens à diferentes novelas icônicas da Rede Globo e críticas à temas corriqueiros da sociedade brasileira, o que já é marca registrada dos autores. Algo me diz que será um novelão!

Carinha de Anjo

Chances de continuar o sucesso na faixa infantil do SBT: 100%



Graças aos bons resultados conquistados pelas tramas infantis, o SBT planeja abrir um segundo horário de novelas destinado a produções adultas. Até o momento, o projeto está sendo discutido, mas pode sair do papel ainda nesse primeiro semestre. Antes de qualquer decisão, a emissora já prepara outro remake mexicano para substituir Cúmplices de um Resgate por volta de outubro: Carinha de Anjo. A saga da pequena Dulce Maria já teve sua versão original exibida pelo SBT em 2001 e foi um enorme sucesso. Sem dúvidas, é uma das melhores novelas infantis da Televisa. A trama ainda está em pré-produção e ainda não se sabe quem viverá a protagonista brasileira. Quero só ver quem vai interpretar a icônica Tia Peruca, aquela que sempre usava uma peruca da mesma cor que a roupa.

Escrava Mãe

Chances de flopar: 99%



Cotada inicialmente para substituir Os Dez Mandamentos, o "pecado" de não ser uma novela bíblica fez a Record adiar o lançamento de Escrava Mãe, um prequel de Escrava Isaura. Ela não será uma continuação da clássica trama protagonizada por Lucélia Santos e sim uma história baseada no passado da mãe da Escrava Isaura. A trama está praticamente toda gravada e está na gaveta e deve ficar por lá durante um bom tempo até a emissora decidir o que fazer com essa novela. Dizem que deve ir para um novo segundo horário de novelas (o mais provável é as 19h), mas a maior complicação pra isso é que aí a Record teria que se ver obrigada a manter a nova faixa e duplicar a dramaturgia que já vem fazendo. E esse ano ano será um desafio imenso para a emissora por causa da terceirização da teledramaturgia. Agora, a produtora Casablanca é a responsável pelo trabalho desenvolvido no Recnov, estúdios da Record no Rio de Janeiro. Flop na certa, sim ou com certeza?

Os Dez Mandamentos - Parte 2

Chances da Record enrolar a novela mais uma vez: 100%



O sucesso arrebatador de Os Dez Mandamentos surpreendeu a própria direção da Record. A primeira novela bíblica do canal prejudicou a audiência do Jornal Nacional e de A Regra do Jogo e entrou para a história ao dar um choque de monstro na audiência da Globo e fazê-la alterar a própria programação para tentar manter o público. Os Dez Mandamentos era uma boa novela, mas criou uma barriga enoooooooorme após dar altos picos de audiência com a fase das pragas e depois terminou em aberto pra que a Record pudesse fazer uma continuação e um filme. A partir de março de 2016, a emissora irá exibir a segunda temporada da história de Moisés (Guilherme Winter), que focará na luta do povo hebreu pelo deserto até chegar à Terra Prometida. Estão previstos 60 capítulos, mas se a segunda temporada bombar (e vai bombar!) a Record transformará isso em 80, 90, 100 capítulos...

A Terra Prometida

Chances da Globo voltar a ter dor de cabeça com a concorrência: 76%



Produzir novela bíblica as 20h30. Essa é a regra do jogo (com o perdão do trocadilho) para a Record a partir de agora. Depois da segunda temporada de Os Dez Mandamentos, vem na sequência (provavelmente, em junho) A Terra Prometida, que, antes mesmo de estrear, já virou a terra prometida de vários ex-medalhões globais (perdão pelo trocadilho mais uma vez), como Kadu Moliterno, Cristiana Oliveira e Paloma Bernardes. A novela será uma continuação da história de Os Dez Mandamentos e começará após a morte de Moisés, que avista a cidade de Jericó de longe antes de ser castigado por Deus por haver ferido uma rocha com um cajado ao invés de tocá-la. Com autoria de Renato Modesto, a produção terá 150 capítulos gravados em tecnologia 4k, sob a direção de Alexandre Avancini, e um elenco composto por cerca de 99 atores. O protagonista, Josué, será vivido pelo Sidney Sampaio, que vive o mesmo personagem em Os Dez Mandamentos como Oséias (nome que ele tinha antes de ser mudado por Moisés). Ele aparecerá em cena 40 anos mais velho, assim como fizeram com Guilherme Winter. Sidney e Rodrigo Vidigal, que interpreta Calebe, serão os únicos atores que vão fazer a segunda novela. Isso porque os dois personagens são os únicos que cumprem a missão de entrar em Israel sem desobedecer os comandos de Deus, acompanhados das gerações mais novas dos escravos hebreus, que morrerão no deserto. Josué e Calebe são definidos como os sucessores de Moisés. Ao chegarem em Jericó, eles não são bem aceitos pelo povo que tomou conta daquela parte de Israel e acabam sendo obrigados a travar uma guerra contra eles, com o intuito de levar os hebreus para Canaã. A Terra Prometida não fará o mesmo sucesso que Os Dez Mandamentos, nem vai abalar a soberania da Globo da mesma forma, mas, certamente, dará bons índices de audiência.


Será que acertamos com as nossas previsões? Podem cobrar a gente depois, pessoal! E vocês? Quais as suas expectativas pelas futuras produções de 2016?



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