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quarta-feira, 29 de março de 2017

Mesmo com imagem escura e sotaques variados, Novo Mundo impressiona


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Depois das altas doses de sonífero proporcionadas por Sol Nascente, a estreia de Novo Mundo serviu como um agradável despertar. Claro, estreia de novela costuma investir muito para prender a atenção do telespectador. Se irá manter tal fôlego, só o tempo vai dizer. Mas, até aqui, Novo Mundo trouxe uma boa e interessante impressão, com jeito de aventura clássica e apostando em personagens históricos.

Claro, como se trata de uma novela das seis, o folhetim há de imperar. Em Novo Mundo, temos o casal Anna (Isabelle Drummond) e Joaquim (Chay Suede), que traz os jovens atores repetindo a vitoriosa parceria da primeira fase de A Lei do Amor. Ela é a professora de português da princesa Maria Leopoldina (Letícia Colin) e ruma com a nobre para a colônia portuguesa para que esta conheça seu futuro marido, Dom Pedro I (Caio Castro). E Joaquim é um ator que se mete numa enrascada justamente na festa da princesa, de onde sai fugido com a esposa, Elvira (Ingrid Guimarães). Anna e Joaquim, claro, vão parar no mesmo navio e se apaixonam, mas terão Elvira como a pedra no sapato. E não apenas ela, já que Anna despertou a atenção do oficial inglês Thomas Johnson (Gabriel Braga Nunes), esse sim o vilãozão.

Com direção artística de Vinícius Coimbra, o nome por trás das igualmente belas Ligações Perigosas e Liberdade Liberdade, Novo Mundo aposta em cenários suntuosos, fotografia original e takes inusitados. Todas estas qualidades puderam ser observadas nas cenas da fuga de Joaquim, quando descobrem que Elvira pegou para si uma barra de ouro da festa da princesa. A correria, inspirada nas grandes aventuras do cinema, teve direito a saltos incríveis, truques de despiste e até a indefectível corda cortada que solta um lustre do teto. Escondido na embarcação que rumará ao Brasil, Joaquim teve seus dias de pirata.

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Outro ponto positivo é o texto dos autores estreantes Alessandro Marson e Thereza Falcão. A ideia de mesclar o folhetim de aventura com reais passagens históricas mostrou-se acertada, juntando figuras já tão conhecidas, como toda a Família Real Portuguesa, em meio aos personagens ficcionais que ajudarão a contar esta história dos tempos da colônia. O que me incomodou (não só nesta, mas em quase todas as produções de época) são os velhos e repetidos estereótipos. Dom João VI é o comilão de frango. Dom Pedro I é o garanhão. E por aí vai. Dom João VI deveria ser mais valorizado. Foi um líder importante para o Brasil. Suas obras permanecem até hoje, como o Jardim Botânico e a Biblioteca Nacional.

Outro ponto que anda me incomodando é a qualidade da imagem (apesar da riqueza da produção). A direção deveria fugir da coloração escura. Porém, o maior ruído de Novo Mundo recai nos sotaques das personagens. Caio Castro aposta no sotaque português. Já Leticia Colin adota o sotaque austríaco. Gabriel Braga Nunes fala com o atual sotaque brasileiro. Por outro lado, Leopoldo Pacheco fala com sotaque inglês ao interpretar o pirata Fred Sem Alma. É uma miscelânea que compromete o desenvolvimento da novela.

Agora é torcer para que Novo Mundo recoloque o horário das seis na boa trajetória que a faixa vinha nos últimos tempos, sobretudo com a trinca Sete Vidas, Além do Tempo e Eta Mundo Bom.

sábado, 25 de março de 2017

O Rico e Lázaro e a sensação de déjà-vu


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Não há dúvidas de que a Record, finalmente, descobriu a sua vocação na teledramaturgia quando transformou o seu projeto de minisséries bíblicas em novelas bíblicas, o que a diferenciou das tramas da Globo e do SBT e passando a azeitar a fórmula, evoluindo a cada novo trabalho. O Rico e Lázaro estreou na última semana deixando bem claro aos olhos do público a visível evolução. Já começou com uma cena no inferno, mostrando o sofrimento do "rico", enquanto o "lázaro" o observava do céu. A cena, realizada sob um efeito quase animado, parecido com o filme 300, funcionou muito bem. Na sequência, os primeiros personagens da novela foram apresentados aos baldes, dando a chance do público de conferir o figurino caprichado, os bons cenários e a grandiosidade da produção. Chamou a atenção as cenas de batalhas, todas ostentando uma direção criativa (de Edgard Miranda e equipe) e até uma violência num tom mais acentuado que nas tramas antecessoras, com muitas gargantas cortadas, sangue espirrando na tela e uma duplicação de imagem por computador que fez o exército de poucos figurantes parecer realmente dez vezes maior.


Entretanto, com relação à trama, O Rico e Lázaro ainda não disse muito a que veio. Sabe-se que a trama principal é baseada na parábola de Jesus, que conta a história de dois homens que morrem no mesmo dia, mas um vai para o céu e o outro direto para o inferno. E sabe-se também que os personagens-título são Asher (Rafael Gevú/Dudu Azevedo) e Zac (Vinícius Scribel/Igor Rickli), amigos de infância que disputarão o amor da mesma mulher, Joana (Maitê Padilha/Milena Toscano). Ainda não se sabe quem é o "rico" e quem é o "lázaro" e a trama vai girar em torno da escolha destes dois personagens fictícios que os levarão em caminhos diferentes. Afinal, qual deles vai para o inferno e para o céu? Só aguardando para saber.

Pela primeira vez, uma novela bíblica da Record tem personagens fictícios como protagonistas e não figuras importantes da Bíblia Sagrada, como Moisés (Guilherme Winter), em Os Dez Mandamentos, e Josué (Sidney Sampaio), em A Terra Prometida. As figuras bíblicas e históricas ocupam as tramas paralelas, como o Profeta Jeremias (Victor Hugo) e o rei Nabucodonosor (Heitor Martinez), o grande vilão da trama. A trama de Paula Richard, assim, tem uma proposta interessante para a diferenciar das sagas anteriores.

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No entanto, até o momento, essa é uma das poucas diferenças entre O Rico e Lázaro e suas antecessoras. No geral, todas estas novelas formam uma única saga, já que a atual segue a linha do tempo da saga do povo hebreu. A nova novela mostra que após a morte de Josué, o povo hebreu começa a "seguir seu próprio caminho", dando as costas para Deus e começando a adorar deuses pagãos. O profeta Jeremias tenta alertá-los das terríveis consequências deste caminho, mas seu próprio povo tenta o apedrejar. Sua profecia se cumpre com a chegada de Rei Nabucodonosor e de sua esposa Rainha Amitis (Adriana Garambone).

Outra diferença é o texto um tanto mais recheado de acontecimentos e situações e do excesso de teor evangelizador nos diálogos. Os Dez Mandamentos e A Terra Prometida, mesmo tendo seus momentos de pregação, se colocavam mais no propósito de contar uma história. Moisés e Josué traziam a palavra de Deus, mas também viviam situações folhetinescas típicas, dando a cara de novela necessária à narrativa. Talvez por não ter os profetas como protagonistas, O Rico e Lázaro os coloca como pregadores mais incisivos. Além disso, outros personagens também recitam ensinamentos bíblicos em praticamente todos os diálogos. A nova trama se coloca mais firme no propósito evangelizador, ao menos neste início.

Mas é só. De resto, o público vai encontrar cenários e figurinos bastante semelhantes às produções anteriores, imprimindo a sensação de que acompanhamos, ainda, a mesmíssima novela iniciada lá em 2015, com Os Dez Mandamentos. Com isso, a Record corre o sério risco de saturar a temática, já que a sensação de déjà-vu é bem forte. Felizmente, a produção que substituirá O Rico e Lázaro será O Apocalipse, (ansiosíssimo!) de Vivian de Oliveira, que se passará num futuro próximo. Ou seja, sairão os figurinos suntuosos dos reinos antigos e as areias do deserto e entrará uma trama com cara contemporânea, que pode dar um necessário respiro à faixa. Caso contrário, o cansaço seria inevitável (se é que já não está cansando, haja visto que a audiência de O Rico e Lázaro está muito aquém do esperado).

quarta-feira, 22 de março de 2017

Sol Nascente: uma salada de chuchu sem tempero que só causou indiferença


ACABOU!!! ACABOU!!! NOSSA TORTURA DIÁRIA ÀS 18HRS ACABOU!!! ALELUIA, IRMÃOS!!!

Dando continuidade à nova (e péssima) política de encerrar uma novela no dia em que lhe dá na telha, a Globo exibiu o último capítulo de Sol Nascente em plena terça-feira (21). Numericamente falando, a trama sai de cena vitoriosa: estreou um pouco em baixa, mas viu seus índices subirem no desenrolar do enredo e terminou com a melhor média do horário das seis (21 pontos) desde 2013 —  desconsiderando a trama do Candinho, é claro. No entanto, mesmo com a curva ascendente, fato é que a novela das seis não disse a que veio e foi inversamente proporcional à tramas espetaculares como Lado a Lado, Sete Vidas e Além do Tempo  —  que marcaram bem menos  —, provando que audiência não reflete em qualidade.


A trama começou sonolenta, baseada numa desinteressante história de amor envolvendo dois amigos de infância, Alice (Giovanna Antonelli) e Mário (Bruno Gagliasso), e com um vilão a tiracolo de olho na mocinha, César (Rafael Cardoso). Em meio ao triângulo, a união de duas famílias, uma italiana e uma japonesa, cujos patriarcas Gaetano (Francisco Cuoco) e Tanaka (Luis Mello) nutriam uma forte amizade. No entanto, até mesmo a boa intenção de se homenagear imigrantes que fizeram o Brasil ficou pelo caminho: primeiro, pelo equívoco na escalação de atores ocidentais para viverem os orientais; e depois pelos clichês amplamente explorados. Não há dúvidas de que Luis Melo tirou leite de pedra na pele do Tanaka e até fez o público se acostumar com ele com o tempo. Mas a Globo perdeu uma grande oportunidade de fazer com que orientais se sentissem legitimamente representados. Quase não há orientais em novelas, fato grave.

Sobre a trama em si, nada chamou muito a atenção e tudo se desenvolveu em banho-maria. Em meio a tanto marasmo, a magistral Laura Cardoso esbanjou vitalidade como a Dona Sinhá. Após acumular vovozinhas simpáticas ou velhinhas carolas rabugentas, Laura finalmente voltou ao elenco principal de uma novela vivendo uma inusitada vovó do mal. Sinhá se fazia de velhinha simpática, que contava histórias e fazia doces, enquanto planejava artimanhas e assassinatos para colocar em prática uma vingança contra Tanaka. No meio de uma novela insípida, Sinhá foi um sopro de criatividade e que encantou.


Laura Cardoso precisou se ausentar por vários capítulos em razão de problemas de saúde e Sol Nascente perdeu seu principal trunfo. Seguiu em banho-maria, com a história de amor sem graça de Alice e Mário e as armações sem muita inspiração do vilão César. Entretanto, quando Sinhá retornou, Sol Nascente conseguiu sair da inércia e até que se tornou menos insuportável. Além de ela assumir de vez as vilanias da novela, a história acabou ganhando mais reforço e agilidade nas tramas paralelas. Destacou-se, principalmente, a trama envolvendo Lenita (Letícia Spiller), Vittorio (Marcello Novaes) e Loretta (Claudia Ohana). Sol Nascente ganhou mais ritmo, mas a história, mesmo assim, não trouxe lá grandes emoções. A trama foi tanto pelo caminho mais óbvio que terminou, até, no indefectível sequestro de último capítulo, quando César carregou Alice mar adentro, e Mário tratou de salvar a mocinha indefesa. Que soninho...

Sol Nascente, assim, foi uma novela que já foi tarde até demais. Foi uma trama de uma única personagem, tamanha a força da vilã Sinhá. No mais, a velha trama "mais do mesmo", com praia e boas paisagens, que Walther Negrão costuma oferecer sempre, com aqueles mesmos clichês seus que já cansamos de assistir. Enquanto Eta Mundo Bom foi um feijão com arroz requentado que deliciamos como um manjar dos deuses, Sol Nascente foi uma salada de chuchu sem tempero que só causou indiferença do público. Que venha Novo Mundo resgatar o nosso prazer perdido de assistir uma novela das seis boa e envolvente.

terça-feira, 21 de março de 2017

Tardes da Globo se tornaram mais interessantes que o horário "nobre"


A teledramaturgia brasileira vive uma fase cinzenta (em especial, a Globo). Não há uma novela que possa ser considerada grande sucesso de audiência e repercussão – seja no boca a boca do povo ou nas redes sociais. Em todas as emissoras, o índice das tramas no Ibope está apenas ok, nada mais do que isso. Falta empolgação popular. Há ausência de expectativa em relação aos desfechos.

Sempre que a TV aberta registra uma fase assim, e isso é mesmo cíclico, surge a hipótese do fim das novelas. "O telespectador teria se cansado do gênero?".

Não, não se cansou. Mas está cada vez menos interessado em enredos monótonos e repetitivos. A maioria das pessoas tem cada vez menos paciência para ficar uma hora diante da TV a fim de acompanhar um capítulo inteiro. Para dar prioridade à televisão, o público exige uma novela arrebatadora, que seja mais interessante do que o infindável menu dos canais pagos e as opções igualmente infinitas na internet. Se a trama vacilar, a atenção é desviada para um filme, uma série, uma transmissão ao vivo no Facebook, a timeline do Instagram, a interação ágil no Twitter, um vídeo besteirol qualquer do Youtube...

Fenômenos de audiência e mobilização virtual de outrora são cada vez mais necessários às emissoras, porém, difíceis de serem reproduzidos. Talvez, por isso, se explique o verdadeiro "Vale A Pena Ver de Novo" que virou a reexibição de Avenida Brasil (último grande sucesso que reuniu todas as tribos em frente a TV às 21hrs na Globo e última novela realmente boa do horário) no quadro Novelão do Vídeo Show. O quadro pega apenas a história principal da novela, conta tudo com uma narradora simpaticona e ilustra com uma ou outra cena da própria trama. Acontece que a edição ficou um poucããããão diferente no Novelão da saga de Nina e Carminha, pois a novela foi exibida quase na íntegra. Longas cenas que não faziam a história avançar foram exibidas, o texto da narração foi bem minimalista e exibiram até as tramas dos núcleos secundários. Foi quase uma exibição pro Vale a Pena Ver de Novo, só que dentro do Vídeo Show, demorando mais de um mês para o seu fim (quando deveria ter sido, no máximo, umas duas semanas).

DESAPEGA-AVENIDA-BRASIL

Falando no Vale a Pena Ver de Novo, se antes a faixa de reprises era visto como um tapa-buraco na programação, hoje possui importante relevância na média diária de audiência da Globo. Frequentemente, atrai três vezes mais público do que Record e SBT no mesmo horário. A reprise da deliciosa Cheias de Charme, que termina hoje (21) e foi outro fenômeno de 2012 junto com Carminha e cia, chega ao fim com média geral de 17 pontos. Um verdadeiro sucesso, tendo marcado em alguns capítulos mais de 20 pontos.


Para esticar a boa fase da faixa de reprises, a Globo escalou Senhora do Destino, a novela mais assistida dos anos 2000 e última trama realmente decente escrita pelo Aguinaldo Silva. A primeira reexibição na faixa vespertina, em 2009, alcançou média de 21 pontos, com alguns capítulos quase chegando aos 30. Basta uma pesquisa básica para constatar que as empreguetes e Nazaré Tedesco dominam os assuntos mais comentados e geram mais euforia nas redes sociais do que todas as novelas inéditas que estão no ar.

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Esse ótimo desempenho ressalta tanto o saudosismo dos noveleiros por tramas envolventes e carismáticas quanto a dificuldade das produções atuais em atender essa demanda básica. Nos últimos anos, o consumidor de teledramaturgia se mostrou mais exigente, enquanto as novelas parecem ter ficado menos interessantes. O formato não precisa ser reinventado. Basta deixar de ser previsível, entediante ou excessivamente inverossímil. E, acima de tudo, mostrar eficiência na pretensão de entreter, ao invés de irritar (cofcofALeiDoAmorcofcof) ou provocar nossa indiferença (cofcofSolNascentecofcof).

domingo, 12 de março de 2017

O Melhor e o Pior da Semana (5 à 11/3)




   O MELHOR DA SEMANA   


Rock Story (pelo conjunto da obra)


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Essa semana a TV foi de Rock Story, a melhor novela inédita em exibição atualmente. A trama chegou em seu centésimo capítulo e resolveu dar uma boa acelerada nos acontecimentos. Finalmente, a Lorena, a irmã gêmea da Julia, ambas vividas pela Nathalia Dill, chegou ao Brasil e o encontro das duas rendeu picos de audiência a novela. Mas é claro que essa chegada da Lorena, agora de vez dentro de Rock Story, não vai ser em vão. Basta lembrar que ela é a gêmea má da trama. Outro entrecho que movimentou a novela esta semana foi a divulgação das fotos íntimas da Diana (Alinne Moraes) por Léo Régis (Rafael Vitti) para se vingar da ex-noiva. Com uma ótima abordagem, a história é uma mescla de várias outras que realmente aconteceram e sendo mostrada assim numa trama voltada para o público jovem não deixa de ser uma forma de educar esse público para o mundo digital que a cada dia anda mais perigoso. Ironia genial toda essa situação ter sido exibida em plena semana do Dia Internacional da Mulher. Programaram muito bem! E o mais importante é que esteve em sintonia total com a trama, sem didatismo ou incoerência.

Volta do MasterChef


Concorrentes fazem com que MasterChef Brasil siga instigante e sem sofrer desgaste

Desde a primeira exibição do MasterChef Brasil, todo mundo aposta no desgaste do formato, já que, além do original, a Band lançou versões com crianças, profissionais e até especial de final de ano. A questão é que o público não dá qualquer sinal de desinteresse pelo reality show. Os concorrentes e os ótimos jurados fazem com que o MasterChef siga instigante. Diante do modorrento BBB17, a gente agradece!


     O PIOR DA SEMANA     


Sophia Abrahão no Vídeo Show


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É fato que desde a saída de Monica Iozzi, o Vídeo Show não consegue fixar uma companhia a altura para Otaviano Costa na bancada. Após promover um rodízio de repórteres e até apelar à Susana Vieira às quintas-feiras, o programa manteve Joaquim Lopes ao lado de Ota e foi levando como pôde. Para cobrir as férias do Otaviano, a direção da atração foi buscar alguém de fora e a escolhida foi a atriz Sophia Abrahão. Dona de muitos seguidores e fãs nas redes sociais, Sophia conseguiu fazer certo barulho e mobilizar sua grande rede, mas deixou a desejar (e muito) na bancada. Totalmente apática e inexperiente, ela não transmitiu naturalidade, não transmitiu carisma, nem maior conhecimento sobre a história da TV.

P.S.: O Vídeo Show, há muito tempo, vem carecendo de um conteúdo mais criativo e dinâmico. Atualmente, suas pautas são todas feitas no piloto automático e, hoje, só se salvam os quadros Memória Nacional e Meu Vídeo É um Show. De resto, nada chama a atenção. Incluindo aí o quadro Novelão, que antes resumia novelas em uma ou duas semanas e agora virou mais um Vale a Pena Ver de Novo com o repeteco prolongadíssimo de Avenida Brasil. Não é assim que o Vídeo Show vai sair do buraco onde está enfiado.

Mais do mesmo


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O Bom Dia e Cia, tradicionalíssimo infantil do SBT mudou de cenário e, finalmente, passou a ser realizado em HD. Agora, os greens, seres verdes que há anos protagonizam as vinhetas dos infantis do canal, ganharam uma espécie de vila onde vivem e o cenário do programa reproduz isso. Além de novos cenários e novas vinhetas, há também novas provas que os telespectadores podem participar por telefone e concorrer a prêmios. Quer dizer, "novas", mas nem tanto, pois nada mais são que as mesmas provas de sempre, com novos painéis e até novos nomes, mas sem grandes novidades. O programa explora o mesmo formato sem grandes investimentos desde 2007, quando passou a ser exibido ao vivo. Ou seja, a atual fórmula do programa já completa 10 anos no infantil, que estreou em 1993 com apresentação de Eliana e forte conteúdo didático. São outros tempos, sem dúvidas. A atração poderia aproveitar o embalo de estreia de "nova temporada" para dar uma boa renovada em sua seleção de desenhos. Salvo uma ou outra mudança, o Bom Dia e Cia exibe praticamente os mesmos desenhos (com os mesmos episódios) há mais de 15 anos. Seria do bom grado também se tirassem a Silvia Abravanel, totalmente dispensável. Com uma voz forçada (parecida com aquela que fazemos quando estamos conversando com um bebê), ela decepciona na espontaneidade. Apática, suas brincadeiras com as crianças soam falsas. Pobre geração Nutella...

Traição de Pedro


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A Lei do Amor nem de longe lembra outras novelas assinadas por Maria Adelaide Amaral, como Sangue Bom e TiTiTi, que eram elogiadas por terem textos inteligentes e ótimas sacadas. O que sobra no atual enredo das 21h são situações pra lá de confusas. A última envolve Pedro (Reynaldo Gianecchini): não faz o menor sentido o personagem trair Helô (Claudia Abreu) nessa altura do campeonato, com a trama chegando ao fim. Além disso, não condiz com a postura do velejador, sempre apresentado como um mocinho justo, gentil e de bom caráter que lutou para ficar com Helô. Pior ainda: repetindo uma cena que aconteceu no início do folhetim. Mas repeteco pouco é bobagem, afinal, Helô novamente esconde do amado que espera um filho dele. Justo Pedro, que também não sabia da existência de Stelinha. A autora está sem criatividade? Sim ou com certeza? Não posso deixar de comentar também todo o teor machista que rodeou essa situação. Afinal, a impressão que ficou foi que a culpa do Pedro ter traído Helô não foi dele, mas sim dela por ter sido tão ciumenta (com o detalhe de que toda essa insegurança da personagem é meio ilógico pelo fato dela ter sempre se mostrado uma mulher de mente aberta e a própria ter escondido de Pedro também que tinha uma filha dele). Sinceramente, A Lei do Amor não tem mais salvação...

quinta-feira, 2 de março de 2017

BBB17 | Afinal de contas, devemos julgar por nível de entretenimento ou moral?



Foi com esse discurso que vocês podem conferir no vídeo acima que Tiago Leifert anunciou a eliminação de Elis do BBB17. Para um bom entendedor, meias palavras bastavam. Leifert praticamente implorou aos candidatos que se permitissem jogar e agitassem a casa. Ou seja, que fizessem tudo aquilo que Elis fazia.

Elis não é nenhum exemplo a ser seguido. Ela não teve um pingo de vergonha na cara ao destilar seu veneno e suas artimanhas e picuinhas como se milhões de pessoas não estivessem assistindo tudinho pelo pay per view. Com um dom de muitos políticos de se esquivar das acusações, ela adotou uma estratégia suicida e, ao mesmo tempo, hilária que envolvia escapar do paredão contando todas as histórias possíveis e sempre tentando angariar o colar do anjo. Para isso, a agente do caos escolhia um alvo e plantava a discórdia na cabeça do povo, fazendo toda casa votar no desinfeliz que ela havia jogado na cruz. Como uma verdadeira agente secreta, Elis acendia o fósforo, jogava e saia correndo, deixando toda casa pegar fogo. E, enquanto todos se matavam, ela escapava ilesa toda sorridente, já planejando quem iria fazer a casa colocar no próximo paredão. Obviamente, não demorou para ser desmascarada pela casa, sendo eliminada com um índice expressivo de rejeição para um paredão triplo: 80%. Creio que seu maior erro foi não ter escancarado para o público suas ideias de jogo e nos tornado seu cúmplice, ao invés de agir sempre sorrateiramente.

Confesso que teria receio de ser vizinho dela, mas me é muito agradável a distância, assistindo-a no conforto do lar. Como o próprio Leifert disse, Elis saiu por cima porque honrou a oportunidade que teve, aproveitando, se jogando, vivendo. Afinal, ninguém quer assistir perfeição no BBB e sim o mais descompromissado entretenimento. Quem assiste o reality com esses olhos, como se esperasse assistir a uma vitrine de virtudes, está se enganando. Ali dentro o que se espera ver são pessoas comuns agindo como pessoas comuns: errando, acertando, amando, mentindo, possuindo defeitos, qualidades, manias... O BBB, na minha opinião, está mais para uma sessão de psicanálise coletiva e invertida, onde deveríamos enxergar nossas próprias virtudes e vícios através daquelas pessoas confinadas. Esqueçam essa história de heróis e vilões. A disputa na casa é por carisma. Quanto mais entrosamento, espontaneidade e diversão, melhor (vide o sucesso que foi o BBB16 graças ao furacão Ana Paula). E a única participante dessa edição que, para o bem ou para o mal, chegou o mais perto de reunir todas essas qualidades foi a Elis.


A agente do caos se tornou uma peça indispensável para fazer a casa girar. Com a sua saída, o que resta agora? Emilly, atualmente, é a personagem principal da casa, catalisando tanto o amor incondicional quanto a antipatia em excesso aqui fora da casa (eu faço parte do segundo grupo). Porém, produz um entretenimento chato e clichê. O BBB17 se resumiu unicamente ao casalzinho fake Dolly e suas DRs e transas. Se eu quiser ver uma ninfeta pedindo gozada na boca de um quarentão eu acesso o xvídeos!

Quem mais tem produzido entretenimento? Roberta, a mentirosa que "murchou" depois que viu que tinha feito burrada atrás de burrada? Tiago Leifert, que tem interferido no game? Marcos, que a todo momento diz não precisar do prêmio e só parece estar interessado em converter todos a bondade e em dar uns pegas na Miss Boquete? Rômulo, o diplomata que usa critério "procedimental" para votar e que se acha o paladino da moral e da razão? Marinalva, aquela que vota pra eliminar alguém dizendo que espera que ela faça muito sucesso aqui fora ou votando no que vai ser menos votado? Daniel, que usa como justificativa condição financeira? Alguém mais? Falta carisma! Falta um bom enredo! Falta se expor! Falta disposição para jogar! E falta disposição do público para entender que, pelo bem do entretenimento, quem movimenta o jogo não pode ser preterido para dar vez a "plantas". Pelo visto, o BBB17 morreu e só esqueceram de enterrar.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A Lei do Amor? Só se for do horror!



Praticamente entrando em sua reta final, A Lei do Amor já pode ser considerada uma tremenda porcaria. A história, prejudicada por mudanças abruptas em seu roteiro em função da baixa audiência e da influência do resultado dos grupos de discussão, continua enfrentando problemas na condução de seus núcleos.

O erro mais evidente é visto no triângulo amoroso entre Tiago (Humberto Carrão), Letícia (Isabella Santoni) e Isabela/Marina (Alice Wegmann), cujo desenvolvimento se mostra pífio desde o início da novela. Mesmo envolvido com a filha de Helô (Cláudia Abreu), o rapaz se apaixonou pela garçonete e se envolveu com ela sem encerrar o seu compromisso com a patricinha. Algum tempo depois, Helô passou a ajudar Isabela, que havia se comprometido por ter informações valiosas sobre o envolvimento da família Leitão com o senador Venturini (Otávio Augusto). Uma situação sem cabimento, pois a garota jamais iria gostar de ver sua mãe ajudando a atual namorada do ex. Porém, tudo iria piorar com a chegada de Marina. A personagem (que ninguém sabe se é Isabela disfarçada querendo vingança, uma irmã gêmea ou outra pessoa muito parecida) aposta na sedução e vem tentando envolver Tiago, mais uma vez traindo Letícia. Uma situação inverossímil e também machista, já que coloca os dois perfis femininos como "culpadas" do caráter de Tiago, como se Marina fosse uma devoradora de homens que está "se aproveitando" dele e Letícia não reagisse.


Agora, o casal principal também foi afetado. Helô e Pedro (Reynaldo Gianecchini), que andaram por um bom tempo sem história juntos, foram vítimas de uma armação de Tião (José Mayer), que descobriu uma ex-namorada do protagonista: Laura (Heloísa Jorge), que retornou ao Brasil revelando que Pedro tinha uma filha escondida. Isto bastou para provocar a revolta da mocinha, porém, o conflito se mostrou igualmente ilógico e também repetitivo, uma vez que Helô também escondeu de Pedro que tinha uma filha (Letícia) e por isso não tem legitimidade para se revoltar. Para piorar, [ALERTA SPOILER!] os autores vão fazer com que ela flagre Pedro na cama com Laura, assim como aconteceu na primeira fase com Suzana (Gabriela Duarte)  —  com um diferencial: enquanto a primeira “traição” foi uma armação de Magnólia, aqui Pedro e Laura transarão por livre e espontânea vontade, o que indica uma surreal transformação no caráter de Pedro, até então apresentado como um mocinho justo, gentil e de bom caráter, ao contrário do que este “envolvimento” sugere. Seria muito mais coerente se a rejeição de Letícia por Pedro tivesse sido mais explorada  —  ela aceitou o pai biológico rápido demais, acabando com um possível ponto de conflito do casal  —  e se o médico Bruno (Armando Babaioff) tivesse se envolvido com Helô, como era previsto.

As tramas paralelas também não escapam do saldo negativo: a trama política envolvendo a eleição para a prefeitura de São Dimas  —  justificativa (ridícula) para o adiamento da novela  —  não tem nem de longe o impacto que deveria ter. Pelo contrário, não passa de uma piada de mau gosto que vai do nada a lugar nenhum. Até mesmo Luciane (Grazi Massafera), uma das melhores personagens da história, perdeu função na mesma, devido à repentina saída de Venturini, com quem a ex-prostituta se envolvia para conseguir informações privilegiadas e ajudar o marido Hércules (Danilo Grangheia) a se eleger. O casal Yara (Emanuelle Araújo) e Misael (Tuca Andrada) também sofre com a falta de um enredo mais consistente, prejudicado pela saída da problemática Aline (Arianne Botelho), que retornou à novela como prostituta de luxo; além de soar forçado o envolvimento de Misael com Flávia (Maria Flor), filha de Salete (Cláudia Raia).

E outro grande erro envolve justamente a frentista. Salete se apaixonou por Gustavo (Daniel Rocha), um dos bandidos que assaltaram seu posto no começo da novela, em um relacionamento marcado pela conduta problemática dele. Chegou-se a colocar o rapaz para ter problemas com drogas, numa referência ao drama sofrido pela personagem de Grazi em Verdades Secretas, mas o tiro saiu pela culatra. A evidente falta de química entre os dois atores e o desempenho apático de Rocha contribuem ainda mais para este erro.


Ainda merece destaque a trama em que Tião se vinga de Magnólia, atualmente um dos eixos centrais do que sobrou da sinopse. Após ser desmascarada em público por suas armações, a megera passou a ser alvo da vingança do inescrupuloso empresário, humilhado por ela na juventude e que irá à forra em um casamento de fachada. Algumas das situações chegam a lembrar bastante dos vilões Laura e Renato (Claudia Abreu e Fábio Assunção) de Celebridade — após um casamento forçado, Laura passa a ser humilhada por Renato e vira sua escrava; logo depois, o jogo se inverte —, porém, sem o mesmo impacto e verossimilhança.

Em virtude de tudo isso, infelizmente, A Lei do Amor se mostrou um horror de novela, onde o amor parece fazer parte apenas do título (falei sobre seu título inadequado AQUI). A estreia de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari na faixa mais nobre da emissora acabou marcada por conduções equivocadas, baixa audiência, desvalorização de talentos e transformações esdrúxulas de personalidade de personagens.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Desgraçômetro BBB17 | Ai, que tédio!



Manoel foi eliminado. E quem se importa? O sujeito não manja nada de jogo e parece que só entrou lá mesmo para engatar um namoro com alguém e aparecer durante uns dias num programa de TV.


Com déficit de neurônios, o Tonho da Lua 2.0 e seu irmão gêmeo Antônio (vade retro!) deram sinais de que caíram totalmente de pára-quedas no reality e a verdade é que não fazem a menor diferença. Sem dizer que Manoel tem aquele estilão de moleque marrento e mimadinho. O cara, em um mês de programa, já até chamou Vivian para morar com ele quando o BBB acabar. Claro que a moça desconversou, né? Sua trajetória na casa foi só pagação de mico atrás de mico: quando deu aquele chilique desnecessário por causa das brincadeiras do Marcos quando este estava no monstro, quando comemorou ao ter achado a bolinha pensando que tinha virado o novo líder, mas na verdade foi é eliminado da prova, ganhou um poder extra que não valeu de nada e foi parar no paredão... Chego até ficar com dó dele... Opa, já passou!


Com mais uma eliminação, agora é hora de mostrar a trajetória (até o presente momento) e importância de cada participante no jogo (para o bem ou para o mal). Está no ar mais um Desgraçômetro BBB17! Confira.

Gosto muito: Elis



A audiência desta 17ª edição do BBB anda ruim. Muito ruim. É a pior média até o momento e, embora algumas brigas e intrigas estejam acontecendo, é preciso de muito mais para mudar esta situação. Em parte, isso se deve ao elenco. É muita gente querendo passar a perna no outro e sem carisma. Muito mais do que um jogo, o BBB é um programa de entretenimento. Quanto mais entrosamento, mais diversão e mais espontaneidade, mais audiência (vide o sucesso que foi o BBB16 graças ao furacão Ana Paula). E a única participante que, para o bem ou para o mal, vem reunindo todas essas qualidades é a Elis.

A agente do caos se tornou uma peça indispensável para fazer a casa girar. Ela não tem um pingo de vergonha na cara ao destilar seu veneno e suas artimanhas e picuinhas como se milhões de pessoas não estivessem assistindo tudinho pelo pay per view. É uma cobra? Muito! Mas é carismática e nos faz divertir. Sabe aquela vilã de novela que não vale nada, mas a gente adora mesmo assim? Tipo isso. Vamos todos bater o tambor pra Elis ser a líder dessa semana, porque uma imunidade caída do céu salvaria essa danadinha de ir pro paredão. Imaginem essa mulher com poder na mão? Vai ser tiro, porrada e bomba!

Odeio, mas amo: Serpemilly




"Como odiar e amar uma pessoa ao mesmo tempo", você deve estar pensando. Mas, verdade seja dita, essa enviada do capeta está no centro do jogo. Marcos está cada dia mais apagado e toda movimentação e repercussão na internet é sobre os fãs (!!!) e os haters dessa desgraçada. Ela continua vomitando arco íris pela boca, mas consegue se manter sempre no centro das atenções. Taí a principal diferença da Emilly para a Elis: ao contrário da agente do caos, ela é uma cobra chata que só consegue irritar quem assiste.

Gosto, mas já gostei muito mais: Doctor



Foi por culpa de Eva, que comeu do fruto proibido, que Adão foi expulso do paraíso. E está sendo por culpa de Emilly que Marcos está perdendo cada vez mais o favoritismo da edição. Esse casalzinho já passou dos limites da chatice e é completamente fake. Como pode ser visto no vídeo que postei logo mais acima, Serpemilly só está com Marcos por pura estratégia de jogo. E o Doctor também não parece mostrar que está realmente a fim da garota e que o seu negócio é apenas ficar com alguém ali dentro da casa. A escolhida foi a gêmea má, mas, eventualmente, poderia ser uma outra qualquer (lembram lá na primeira semana que ele deu em cima de quase todas as garotas na festa, como a Gabi Flor?). Parece até aquele tiozão babão que fica dando em cima das novinhas e que não para até conseguir um beijo ou algo do tipo.

Gosto: Rômulo



Rômulo é o cara mais observador da casa. Como uma esfinge, ele olha tudo e decifra todos os seus adversários. Essa semana, o diplomata resolveu abrir a boca e não teve medo de expor para o público (no voto) e para o Marcos (na cozinha) tudo o que ele pensa sobre a Emilly. Ao contrário de Roberta no caso da Mayara, Rômulo não escondeu o voto e ainda explicou o que ele não gostava na relação do casal fake Dolly. Uma atitude madura e corajosa. Ou seja, dou 3 dias pra edição transformá-lo num vilão manipulador…

Desejo um furunco no ânus: ERRoberta


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Impressionante como ERRoberta consegue manipular e trair todos que estão ao seu redor. Ela sabia da única fraqueza do poder do "amigo" Manoel e foi lá e fez uma verdadeira lavagem cerebral pro líder Pedro votar nele. Fuja de gente assim! Isso mostra que ainda tem prestígio e poder de persuasão naquela casa.

Ok: Ilmar



Outro que vem caindo no jogo e já não gosto tanto assim. Ilmar entendeu que o casal Dolly é popular e resolveu assumir o papel de líder da fã base caprichete do casal. Desde então, passou a gravitar em volta de Marcos e Emilly tal como David Brazil faz com todos os famosos. Eu não me prestaria a esse papel...

Ok: Vivian



Vivian levou tombo na primeira semana ao ver seu indicado (Marcos) voltar do paredão. Levou tombo na segunda semana, ao ser emparedada e perder a principal aliada no jogo (Mayara). Levou tombo na quarta semana, ao perder seu peguete e aliado (Manoel). O jogo dela lá dentro acabou. É hora de fazer a Fénix e renascer das cinzas e mostrar que ela sabe fazer alguma coisa sozinha. Acho que tem boas chances.

Ok: Pedro


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Pedro foi líder essa semana e, nem assim, apareceu muito no jogo. Até seu voto foi terceirizado pela Roberta. E, após quatro semanas, Pedro segue sem criar nenhum enredo, a não ser usar vestido e mudar o visual. Pedro pode até ser gamer, mas deve ser de Sudoku ou palavras cruzadas. Ai, que soninho...

Gosto: Ieda



A Vovó Urach tem ótima leitura de seus adversários. Foi responsável direta pela eliminação de Luís Felipe, depois foi engambelada por Elis (mas já está em conflito com ela) e ainda chamou Emilly na chincha.

Não me importo: Marinalva e Daniel


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Ambos tem uma disposição acima da média para entrar em rota de colisão com seus colegas de confinamento, mas seguem fazendo um jogo covarde, tedioso e sem muita expressão.

Taco fogo: edição do BBB



Ninguém, essa semana, foi mais vagabunda que a produção do BBB. Interferências além da conta do Tiago Leifert, VTs cor de rosa pro casal Dolly e um maldito telão passando mensagens do público pra Marcos e Emilly se beijarem. Só faltou o Boninho gritar "Formem um casal agora, pelamordedeus". Patético!

E vocês, concordam com o Desgraçômetro? Deixe sua opinião!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Desgraçômetro BBB17 | Discórdia reina!



Existe o chatinho, o infeliz, o insuportável, o babaca, o cretino, o inútil, o desgraçado... E o Luiz Felipe do BBB17. O cara cometeu simplesmente todos os erros possíveis e o público não teve dó. Assim, ele foi escorraçado com 73,81% dos votos NUM PAREDÃO TRIPLO. Se isso não é rejeição, então não sei o que é.

 Luiz Felipe se mostrou extremamente equivocado e inútil dentro da casa. Machista, presunçoso e puxa-saco, o rapaz, só porque é modelo e mister, chegou a falar em "padrão de beleza" e que para ficar com Mayla teve de baixar o tal padrão. Também disse ter vontade de "dar umas porradas" em Ieda, uma senhora de 70 anos, além de outras imbecilidades dirigidas a ela (quase sempre por causa da idade), chegando a dar o maior chilique com Ieda por causa de ovo e expulsá-la da sua cama. Mas a coisa mais grave contra Luiz foi sua admissão de que agrediu uma namorada por vê-la "se esfregando num conhecido". Ele tentou amenizar a história dizendo que "só puxou os cabelos" dela, mas o estrago já era irreparável.

Pra piorar, o nosso The Bachelor Brasil se achou o Dourado do poder supremo só porque recebeu voto duplo como prêmio por ser eleito o mais inútil da casa pelos participantes. O coitado além de dente mostrou não ter muito cérebro, porque saiu mostrando pra casa inteira que ele tinha algum poder na mão e que iria mudar o próximo paredão. Só que ele se esqueceu de combinar direito os votos do seu próprio grupinho. Conclusão: acabou indo parar no paredão e saiu com rejeição. Ai, que burro, dá zero pra ele...

Só mesmo a mãe dele para aturá-lo e achá-lo o homem mais bonito do mundo. Agora, fora do programa, Luiz Chilique poderá comer seus ovos até se fartar, deitar na própria cama e procurar um dentista. 

Com mais uma eliminação, agora é hora de mostrar a trajetória (até o presente momento) e importância de cada participante no jogo (para o bem ou para o mal). Está no ar o Desgraçômetro BBB17! Confira.

Gosto muito: Doctor



Marcos é, sem dúvida, o centro do jogo e o participante mais popular do BBB17 (no facebook e no twitter ao mesmo tempo, o que é um fato raro), mas, pelo menos por enquanto, ele deve dar uma sossegada no jogo e só administrar a vantagem. Isso porque o pessoal lá dentro teve a primeira resposta do público. Até agora, todos jogavam sem muita informação de qual lado o público estaria favor. No primeiro paredão, Marcos foi contra Flor, que era neutra. Foi uma informação muito pequena pros participantes. No segundo paredão, tivemos Vivian x Mayara, que eram aliadas, então o povo do BBB continuou cego, sem saber como andava o jogo. Agora, com Luiz eliminado, todos os participantes, menos Manoel (por motivos de falta de inteligência), conseguirão ter uma ideia de qual direção o público está caminhando: contra a Tipolândia. Será que o grupo rival reformulará seu jogo? Emilly se descobrirá misteriosamente apaixonada pelo Doc? Daniel vai pedir pra voltar pro grupinho dele? Pedro vai escorregar pro lado dos meninos? Elis armará votos contra a panela das meninas? Manoel aprenderá o alfabeto? Vamos aguardar os rumos do jogo.

Odiosamente adorável: Serpemilly


A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, barba e óculos

Emilly é uma mentirosa compulsiva. É impressionante como destila veneno de tudo e todos. Fala e faz qualquer coisa para se manter no centro das atenções e/ou conseguir algo a seu favor. Nada como o tempo para expor o seu caráter (ou a falta dele). Inclusive, cheguei a fazer um texto na fan page comparando-a com a Paola Bracho e os motivos você pode conferir clicando bem AQUI. Malandramente, a menina inocente, largou o cara sem dente e começou a seduzir. Emilly é completamente doida varrida, mas ela não pode sair do BBB. Pelo menos, não por enquanto, pois é isso que está movimentando bem o jogo. Já estou me preparando psicologicamente para VTs do casal dominarem a edição de agora em diante. Mas é isso que vai fazer o jogo andar. Se o casal não se formar, o jogo acabou e Marcos venceu. Só esse envolvimento entre o mais popular e a mais rejeitada pode movimentar o enredo do programa. Thiago Leifert não parou de dar dicas e botar pilha pro casal se formar. Doctor já tava querendo. Emilly fazia charme. Mas bastou Luiz Chilique ser eliminado pra Emilly entender que o Doctor não é tão rejeitado assim aqui fora como pensava e se jogar no pinto do Marcos antes mesmo do defunto banguela esfriar. Só tenho preguiça da edição fazendo Emilly de boa moça prejudicada pela Roberta. Medo dela ficar popular com o casalzinho.

Gosto: Elis



No início, achava ela a jogadora mais burra da casa, pois muda tanto de opinião e comportamento de acordo com quem está interagindo que fica até difícil acompanhar. Mas agora percebo que de burra ela não tem nada. Elis é, simplesmente, a maior intrigueira do BBB, Projac e quiçá de todo Brasil. Caricata, povão e com linguá afiada, ocupa importância em dobro no jogo: 1 - É quem toca fogo no puteiro como quem não quer nada e faz todo mundo se matar; 2 - Hoje, a única participante com alguma chance de vencer o Marcos.

Ok: Pedro


Imagem relacionada

Pedro é bem menos planta do que parece. De propósito ou não, foi ele quem montou o paredão dessa semana. Induziu o voto do Daniel no Marcos, indicou Ilmar pelo Big Fone e deu o voto decisivo que emparedou Luiz Chilique. Pedro dorme de segunda a quinta, mas basta sair o líder que ele desperta e trabalha até domingo na hora da votação. Até deixou de lado aquela apelação de ficar usando vestido.

Ok: Vivian (ex-narja)



Vivian levou um baita tombo nas primeira semanas. Sua indicação de líder deu errado e sua parceira de jogo (Vivian) foi eliminada na sequência. O jogo da Vivian foi dizimado, mas como essa menina melhorou sem a Mayara, hein... Ficou mais leve, mais sociável e ainda apresenta algumas faíscas de jogo interno. Acho que o estrago já foi feito, mas vejo a torcida dela crescendo a cada dia. Ainda sim, preferiria que Maynarja tivesse continuado no jogo. Hoje, percebo que ela não era a maior cobra da casa (título este disputado pau a pau entre Roberta e Emilly) e seria interessante vê-la trocando veneno contra Serpemilly. Duelo de cobras!

Gosto: Ilmar



Gente, eu tô torcendo pelo Ilmar, me julguem! Adorei a greve na cozinha que ele fez pros meninos mimados. Gosto do jeitão tiozão do pavê nas brincadeiras e sempre acabo gostando de quem me diverte mais. Ilmar é um cara tão legal e inteligente que dá até uma tristeza saber que é comunista e exalta e tem até uma tatuagem (escrota) de um genocida, homofóbico, racista e assassino como Che Guevara.

Gosto: Ieda



Primeiramente, namore alguém que te olhe como Ieda olhava pro Paulo Ricardo na festa. Segundamente, devagarinho, Ieda vai se encaixando no jogo. Seu jeito sincerão e cheio de veneno, mas sem perder a classe sempre me encantou. Ganhou força essa semana ao ver o inimigo Luiz ser eliminado, mas agora tem que achar um novo antagonista para que ela possa bater de frente e crescer mais. Creio que será Roberta.

Ok: Romulo



Todo mundo gosta do Rômulo. Tanto os participantes, quanto o público. Mas falta ele entrar mais de cabeça no jogo. E jogo não é só votação e estratégias. É jogo externo também. Ele precisa se soltar mais, criar enredo, render VTs. Diplomacia o mantém longe do paredão, mas não cria torcida.

Desejo uma verminose: ERRORoberta


Sabe quando uma criancinha pequena quebra a vidraça e todo mundo sabe que foi ela, mas a desgraçada nega até a morte e faz um dramalhão mexicano? Essa é a Roberta, que, de grande favorita antes mesmo de estrear o BBB, virou a maior decepção e o maior erro do jogo. Roberta estendeu demais essa história de ter mentido sobre ter votado na Mayara. Quanto mais ela demorava pra assumir, mais ela ganhava rejeição fora da casa. E o assunto continua a render e sua máscara agora está começando a cair lá dentro também.

Não fede, nem cheira: Marinalva e Daniel



Eu gostava da Marinalva, mas depois da justificativa de voto dela essa semana, acabou qualquer chance de ter a minha torcida. Todo domingo, ela sobe em cima do muro, vota nulo e usa justificativas que deixariam Patati Patatá feliz. Pelas pernas do profeta, o que foi ela justificando que votou para a Vivian ser eliminada porque acha que ela vai fazer muito sucesso lá fora? Por favor... E o que falar de Daniel? Anotem a lista de escolhas desse cidadão: 1 - Deu anjo pro Luiz Chilique; 2 - Deu novo anjo pro Manoel; 3 - Votou no Marcos porque ele já é rico e precisa menos do prêmio. Falasse qualquer coisa, até o clichê "falta de afinidade", mas pelo amor de Urach, jamais, jamais, jamaaaais diga que é porque os outros precisam mais do prêmio. Se tá precisando de grana, se inscreva num curso do Pronatec, mas não vai pra desgraça do BBB usar uma justificativa dessas.

Desejo uma hemorroida: Tonho da Lua 2.0


E o prêmio de maior vergonha alheia do BBB17 vai para...


Hahahahahahahahahahahahaha Ai, eu tô passando muito mal aqui, Brazyl!!!

A descoberta da semana foi essa aqui:


GENTE, O TONHO DA LUA 2.0 SABE LER!!! Desconfio seriamente que Manoel não sabe que está no BBB. Acho que ele foi seguindo o irmão até parar no Projac e agora não sabe o caminho de volta pra casa.

E vocês? Concordam com o Desgraçômetro? Deixem seus pitacos!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

BBB17 | O Brasil tá vendo!



Começo esse texto com aquele papo que já está mais do que cansativo: ninguém é obrigado a assistir ao BBB. Aliás, ninguém é obrigado a assistir a nada. Sua TV provavelmente veio acompanhada de um controle remoto e seu navegador certamente tem um “X” no canto superior direito. Use-os e vá ler um livro. Mandado o recado para os chatos de plantão, vamos agora ao que interessa: falar de BBB!

São 17 edições e o povo já entrou em campo jogando. Não é para menos que a velocidade do novo Big Brother Brasil está aceleradíssima. Estamos na terceira semana do programa e já tivemos alerta de casais, choros, conchaves, rivalidades, implicâncias, discussões, os favoritos, os ex-favoritos, os odiados, provas do líder, formação de paredão e quatro eliminações. Agora sim é possível dizer que o programa começou e, a medida que os confinados percebem que não estão em uma colônia de férias, grupos estão sendo formados, as personalidades delineando-se e os favoritos e embustes trocando de pele a cada momento.

O ódio já tomou conta do meu coração com a estreia de dois novos quadros: Rafael Cortez interagindo com usuários das redes sociais e uma "família" de bonecos chamados Os Silva — bonecos que são dublados por vozes de artistas que fazem comentários sobre o programa. Apresentadas como "cômicas", só tenho uma coisa a declarar: VOLTA, MAURÍCIO RICARDO!!! Mil vezes as charges e animações feitas por ele.


A principal novidade, obviamente, foi a entrada do Tiago Leifert no lugar do Pedro Bial. E ele tem feito de tudo para não lembrar em nada o Bial e para imprimir seu próprio estilo ao programa. Ideia acertada. Até o momento, não tem decepcionado, nem sendo parcial. Mas ainda falta um "tompero", sabe?

Outra novidade foi a entrada dos gêmeos Antonio e Manoel e das gêmeas Emily e Mayla, que concorriam a duas vagas cada par e entraram na casa antes do restante do pessoal. E nós tivemos que ser resistentes para aturar 24 horas ouvindo "Tipo assim" e "Tá ligado". Tipo assim, foi muito chato, tá ligado? Antônio e Manoel são dois tipos que eu, como público, mais preteio no programa. O primeiro é o apelativo — sensualizou, cantou, deu em cima das meninas, tudo para ser o favorito da casa —, o outro é completamente apático, recluso e não diverte. Emily e Mayla se mostraram mais equilibradas, não pisaram muito fora da linha e mostraram uma maturidade com a chegada de outras pessoas ao convívio no segundo dia. A ideia de colocar duas duplas de gêmeos para confundir os demais participantes e agitar a casa só veio a engrenar quando Tiago Leifert informou que apenas um deles sobreviveria. A partir daí, tudo mudou.

 Manoel e Antonio simplesmente se esqueceram das gêmeas e foram de encontro com, respectivamente, as duas líderes Vivian e Mayara. Formaram imediatamente dois casais, passaram a noite se beijando e, nos intervalos, tratando de forçar uma história de amor como se fossem almas gêmeas e, claro, escolher uma inimiga para odiar: Gabi Flor. Mayla, vendo Antônio e Manoel beijando a dupla de narjas na festa, também aderiu à brincadeira e deu uns beijos em Luiz Felipe, que passou a forçar a barra fazendo cara de fofinho e bancando o apaixonado. Emilly, que deu o maior toco em Marcos quando este vinha querendo também formar casalzinho, comentou sobre essa tediosa tática de conquistar a permanência no reality formando casal: "Todo mundo sabe que casal é mais forte e tão todos desesperados pra formar". Perfeito! Foi assim no BBB15 quando Aline disputava uma vaga. Foi assim no BBB16 quando Matheus disputava uma vaga. E foi assim no BBB17 com os gêmeos. Nego sai fazendo casal como se fosse uma caixinha de hamsters acasalando como se não houvesse amanhã. Ninguém atura mais casalzinho de namorico no BBB.


Vivian, Mayara, Antônio e Manoel conseguiram a proeza de serem odiados por toda a internet em apenas três dias de reality graças a perseguição infundada e aos comentários desnecessários em relação a Gabi Flor. Não na frente dela, é claro. Por trás. Mas o Brasil tá vendo, afinal, a casa é vigiada 24 horas por dia. O quarteto, talvez, tenha achado que era alguma prova do líder: quem falar mal por mais tempo da Gabi ganha imunidade. Tudo bem que a garota é um pouco antipática, meio anti-social e se isolou sozinha. Com isso, seria totalmente entendível se os quatro votassem nela por questão de afinidade. Mas ela realmente não fez nada para justificar ter sido malhada como boneco de Judas em sábado de aleluia. O problema é que os quatro foram tão burros que não perceberam que, com isso, só se queimaram mais e mais. Consequentemente, Antônio, felizmente, foi eliminado (e Mayla também) no domingo (29).


Como burrice pouca é bobagem, Vivian, Mayara e Manoel repetiram o mesmo erro demonizando a figura de Marcos sem um motivo realmente convincente. O público adora adotar quem recebe marcação exagerada dos rivais. Aliás, esse sintoma de antipatia extrema costuma aparecer depois de meses de confinamento. Aquele ponto que você já não aguenta mais escutar a voz de alguém. Mas esses desgraçados conseguiram errar a mão na implicância em apenas uma semana. Sim, é verdade que o cirurgião estava desesperado para fazer preenchimento labial em qualquer mulher que aceitasse a sua siringa. Marcos tentou pegar Flor e Emilly e não conseguiu nenhuma das duas. Mas ele apenas tentou. Achei meio desesperado, mas sem passar de nenhum limite. No máximo, pagou algum mico. Mas daí, a gente lembra que está em 2017 e simplesmente não se pode fazer mais budega nenhuma sem os chatos do politicamente correto começarem o alarmismo. O primeiro paredão que se formou foi uma dúvida cruel para mim: por um lado, gostei da Gabi (indicada pela casa) e não fui muito com a cara do Marcos (indicada pelas líderes); por outro, ela pouco acrescentou para o jogo (vivendo em seu mundinho fechado, sem se preocupar em ser simpática nem com os outros e nem com o público e chorando todo dia com uma dor diferente), enquanto ele se mostrou inteligente, sarcástico e articulado para criar um bom conflito no jogo com Mayanarja e Vivíbora.

Para o bem da dinâmica do jogo, Marcos acabou ficando. E se saiu melhor do que a encomenda! Com a permanência do médico no reality, Vivian, Mayara, Roberta, Manoel e Luís Felipe experimentaram dias de inferno, caindo em desgraça na avaliação do público. Exagerando ou não, Marcos, junto com Ilmar, fez o monstro render agitando a casa. Ele conseguiu irritar seus inimigos, se divertir com seus aliados e promover o primeiro barraco da edição sem xingar e nem levantar a voz. Já tenho o meu favorito, sim ou claro?


Personificando o meme "Parece que o jogo virou, não é mesmo", de líderes da primeira semana, Mayara e Vivian viraram as duas emparedadas na segunda semana (a primeira, eleita por 7 votos da casa; e a segunda por indicação da líder, Emily). Em teoria, não muda muita coisa saindo Vivian ou Mayara. Na prática, é uma perda importante do único eixo de conflito do programa. A coisa fica ainda mais assustadora se pensarmos que a Tipolândia (Antonio, Manoel, Mayara, Vivian, Luís Felipe e Roberta) deva sair em sequência, num efeito dominó (tal como na edição passada, com os rivais da Ana Paula sendo eliminados um por um), o que deixará a casa sem um grande enredo. Já saiu Antonio. Agora, Mayara, que era a líder do grupinho.

Ela, que partiu pro tudo ou nada e saiu disparando ofensas, indiretas e alfinetadas para todo mundo depois que foi pro paredão, não sabia de quem tinha recebido o sétimo voto que a colocou na zona da degola. Isso só foi revelado a ela no lado de fora da casa e pelo público, que gritou em coro o nome da Roberta. Mayara não esperava por isso, uma vez que Roberta era uma grande amiga. A cara que a moça fez ao ouvir quem lhe deu o voto foi impagável. Deu a impressão de que havia recebido um míssil bem no meio da testa:


Esse mistério do sétimo voto (para eles, não para nós) estava movimentando bastante o BBB nos últimos dias e o segredo era algo bem comentado nas redes sociais. De um certo ponto de vista, foi ruim para o reality a saída de Mayara, que era uma participante que conseguiu criar uma dinâmica interna ali, com um jeitão bem kamikase de ser igual o da Ana Paula (mas sem o mesmo brilho e carisma, é claro).



Estão vendo como esse BBB tá uma coisa de louco? Comecei não gostando da Gabi Flor, passei a gostar, mas, mesmo assim, queria que ela saísse. Comecei não indo com a cara do Marcos e agora estou gostando dele. Criei toda uma expectativa na Roberta e quebrei a cara. Comecei achando Mayara e Vivian as duas grandes víboras da edição, mas agora já estou achando que Roberta e Emily é que são. A primeira cometeu o maior pecado que um participante de BBB pode cometer dentro da casa: mentir. O público gosta mesmo é do jogo às claras e ela se mostrou uma tremenda mentirosa. Roberta votou na amiga Mayara, disse que não votou e ainda botou a culpa na Elis, que foi acusada injustamente, isolada por todos os lados e tirada como mentirosa. Será que esse povo não entende que quanto mais perseguido um participante é, mais o público garra torcida? Burros! Ainda mais se for vítima de uma grande mentira... Roberta está completamente desmoralizada aqui fora e, certamente, seja com quem for, sairá da casa com alto índice de rejeição.


Já Emily se perdeu desde que apelou de forma patética chamando Rômulo de insensível por não deixar a princesinha ganhar a prova do líder. Fez todo um dramalhão apelativo e depois que botou as mãos no poder foi um festival de bizarrices saindo de sua boquinha de menina mimada. Mostrando-se bastante fria, astuta e calculista, se autointitulou "princesa", falou mal da casa toda, reclamou da Ieda estar sentindo dor (mesmo após Emily fazer mimimi na prova de resistência) e ainda se aproximou da Vivian dizendo que era para elas formarem um trio com a Roberta. Não dá pra jogar só internamente, afinal, quem dá o prêmio é o público. Emily e Roberta se esqueceram que estão na casa mais vigiada do Brasil e a gente tá vendo!

E vamos continuar assistindo. Que venha mais tiro, mais porrada e mais bomba!

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