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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

As 10 Piores Novelas das Nove dos Últimos Tempos


10º lugar: Império


Império tinha tudo pra ser um novelão memorável, mas pecou pela irregularidade. Repleta de apelos que despertaram a curiosidade no público, com personagens complexos, bem carismáticos, bem dirigidos e bem interpretados (a grande maioria) e com histórias que tinham tudo para render ótimos entrechos e ganchos. Alguns conseguiram, outros ficaram na promessa ou decepcionaram (Cora como grande vilã foi uma delas). Império foi uma novela bem mediana. Faltou um melhor desenvolvimento nas tramas desses personagens. Desde o início, a trama central de Império sempre foi o ponto alto da novela. Porém, na maioria das vezes, a estagnação imperava na obra de Aguinaldo Silva. A situação envolvendo a falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero) foi prolongada demais e cansou. Mas com o retorno do Comendador ao mundo dos vivos, o núcleo principal voltou a despertar interesse e apresentar qualidades. Entretanto, o mesmo não se pode dizer dos núcleos paralelos. Todos eles não funcionaram. Por isso chamá-la de irregular, onde quase tudo não se encaixou perfeitamente, alternando entre altos e baixos. 


09º lugar: Amor A Vida


A estreia de Amor à Vida foi super movimentada. A atração causou espanto pela direção que imprimiu agilidade na narrativa e pelas tomadas de tirar o fôlego. Mas, em menos de um mês, a novela logo entrou no ritmo normal de um tradicional folhetim. Porém, com alguns problemas. O texto de Walcyr Carrasco, que ele não permite improvisos e exige que seja declamado pelo seu elenco exatamente o que está no roteiro, foi o maior dos problemas. Em Amor à Vida, não faltou didatismo, repetições exaustivas de palavras CAÇAMBA!!! CAÇAMBA!!! CAÇAMBA!!! e frases, diálogos artificiais e primários, em um tom muitas vezes teatral. Funcionava nas comédias de época das seis horas que o autor escrevia, mas, para o horário nobre, que pede uma trama realista, subestimou demais o telespectador. E não faltou o humor carrasquiano, outra marca do autor. Combinado com o seu texto, soou infantil muitas vezes, quando não sem graça. Várias sequências e personagens resvalaram na comédia digna de esquete de programa humorístico de gosto pra lá de duvidoso. O excesso de personagens também foi outro problema, com tramas paralelas, em sua grande maioria, totalmente desnecessárias. Por fim, mesmo com muitas críticas ao seu estilo narrativo e à sua história, que pecou em várias incoerências, Amor à Vida foi bem no Ibope e teve repercussão. Com ótimos ganchos, alguns capítulos-chave e sequências de impacto, a novela conseguiu manter o interesse do público por oito meses seguidos, mesmo tendo que enrolar bastante pra espichar a novela. Não é exagero meu dizer que a bicha má do Félix (Mateus Solano) foi o grande destaque. Por alguns momentos, carregou a novela inteira sozinho nas costas!


08º lugar: Viver A Vida



Lançada com um arsenal de boas ideias, Viver a Vida foi uma novela que muito prometeu, mas pouco cumpriu. O folhetim arrastou-se em seus exatos oito meses de exibição apresentando um cotidiano lento demais com poucas histórias sendo desenvolvidas. O autor atingiu a meta de informar ao abordar a tetraplegia e anorexia alcoólica, mas ficou devendo no folhetim. A Helena de Taís Araújo foi a mais jovem e a única negra de todas as Helenas já criadas por Manoel Carlos. Entretanto, a superação da personagem cadeirante Luciana (Alinne Moraes) foi o grande fator que norteou toda a novela a ponto do autor focar mais na trama da personagem em detrimento aos dramas da então protagonista, Helena. A personagem de Taís Araújo foi perdendo espaço e acabou por se tornar a mais insossa das Helenas de Manoel Carlos. Desta forma, pode-se seguramente afirmar que a verdadeira protagonista de Viver a Vida foi Luciana, e não Helena.


07º lugar: Duas Caras


Educação, racismo, luta de classes, drogas, homossexualidade, especulação imobiliária e invasão de terras improdutivas foram temas abordados nesta trama de Aguinaldo Silva, que prometeu escrever uma novela politicamente incorreta. O autor deixou claro desde o início que centralizaria a atenção em determinados núcleos em momentos diferentes da novela. Uma trama teria destaque, enquanto outra ficaria em banho-maria até o momento de voltar a acontecer. O problema é que, com tramas paralelas fracas e uma história central chata, Duas Caras acabou ganhando mais críticas que elogios. Começando pela mocinha, interpretada pela Marjorie Estiano. A atriz foi vítima de várias críticas negativas, mais por conta pelo mau desenvolvimento de sua personagem do que pela sua performance. A novela só melhorou um pouquinho quando Silvia (Alinne Moraes) se transformou numa vilã maluca e psicopata, mas, num saldo geral, Duas Caras foi muito ruim!



06º lugar: Salve Jorge



Um verdadeiro samba do crioulo doido. Assim podemos definir Salve Jorge, aquele delírio em forma de novela que a Glória Perez escreveu. A trama foi massacrada pela crítica e zombada pelo público nas redes sociais, que diariamente apontavam erros e incoerências. E, de fato, Salve Jorge ultrapassou todos os limites do nonsense e abusou da inteligencia do telespectador. Ainda mais porque a trama era realista e tratava de um assunto sério: o tráfico de mulheres, que acabou pendendo para o humor involuntário. A autora pecou pelas incoerências e furos de roteiro enquanto a direção derrapou em várias sequências, com direito a erros de continuidade (o "cabelo bipolar da Morena", por exemplo, uma hora liso, outra cacheado). Ficou a impressão de que a direção preferiu fechar os olhos a esses detalhes e dar vazão ao lema da autora de que era preciso voar. Com um dos elencos mais numerosos já reunidos (quase cem personagens), ficou difícil para Glória Perez administrar tanta gente. Algumas tramas e personagens simplesmente sumiram da novela sem maiores explicações, como Miro (André Gonçalves), Dália (Eva Todor) e Yolanda (Cristiana Oliveira). Além desses equívocos citados anteriormente, a repetição de temas e estilo da autora foi outro problema, com dancinhas e bordões estrangeiros que já não despertavam mais tanto interesse assim como na época de O Clone. A Turquia retratada em Salve Jorge pareceu uma mistura (muito mal feita, diga-se de passagem) da Marrocos de O Clone com a Índia de Caminho das Índias.


05º lugar: Fina Estampa


Um sucesso popular que alavancou o horário nobre da Globo, Fina Estampa é uma das maiores audiência das nove dos últimos tempos. Taí uma prova de que audiência e qualidade nem sempre andam lado a lado. O autor, Aguinaldo Silva, uniu tramas surreais e sem compromisso algum com a realidade com elementos populares em voga no momento (como UFC e o funk), personagens pra lá de caricatos e uma heroína maniqueísta (mulher batalhadora, de personalidade forte, mãe sofrida, boa e justa). Entretanto, Fina Estampa está longe de ser o melhor trabalho de Aguinaldo Silva: não teve uma história consistente, marcante, inovadora ou original. O autor se perdeu do mote inicial: Griselda (Lília Cabral), que, ao ficar rica, se questionaria se o que vale mais é a aparência ou o caráter, como bem sugeria a abertura e o título da novela. Isso acabou não acontecendo e a vilã tresloucada Tereza Cristina (Cristiane Torloni) passou a ganhar mais espaço dentro da história, despertando a atenção do público acerca de seu segredo. Mas esse segredo, cuja revelação foi ápice em dois momentos, acabou por frustrar o telespectador. O autor também frustrou o público com a não revelação da identidade do amante de Crô (Marcelo Serrado), no último capítulo. Falando em último capítulo, Fina Estampa possui o pior final de uma novela de todos os tempos! Apesar do espaço que Tereza Cristina ganhou na trama, pela primeira vez não foi a vilã da novela que despertou paixões no telespectador. O personagem de Fina Estampa que entrou para galeria de tipos queridos da TV foi o Crô, o grande destaque da novela, impagável nas cenas com Tereza Cristina, o chofer Baltazar (Alexandre Nero) e a empregada Marilda (Kátia Moraes).





04º lugar: Insensato Coração




A trama chegou a dar uma impressão inicial de ser uma homenagem a Vale Tudo, mas era pura repetição e falta de imaginação mesmo dos autores. Personagens mal construídos e vilões psicopatas agindo sem motivo algum deram o tom de Insensato Coração. Os autores apostaram em uma estrutura narrativa desconexa marcada por temas fortes e realistas, ou seja, não havia uma história central bem definida e sim várias. Esse monte de tramas paralelas nascendo, evoluindo e morrendo ao longo da trama, marcando a saída e a entrada de vários personagens, foi um grande mal para a novela, pois negava ao telespectador se identificar com os personagens e acompanhar sua evolução. Norma (Glória Pires) foi a única personagem que tinha uma história cujo fio se podia seguir inteiro na novela e despertou o interesse do público. Por causa disso, o casal protagonista foi deixado um pouco de lado e Norma passou a ganhar ares de protagonista-vilã.



03º lugar: Esperança



Benedito Ruy Barbosa criou a novela Esperança com o objetivo de ser uma nova Terra Nostra. Apesar de manter a temática italiana, a trama não teve o mesmo sucesso da anterior. Com uma história arrastada, a novela se tornou um fracasso de audiência. Abalado com as críticas e sofrendo com problemas pessoais, Benedito Ruy Barbosa não conseguiu dar continuidade à história e abandonou o barco à deriva. Quem assumiu o desafio de tentar salvar a novela foi Walcyr Carrasco. A novela foi uma grande sucessão de erros e crise nos bastidores. Talvez o excesso de expectativa em torno de uma Terra Nostra 2 tenha sido um dos fatores. O casal protagonista, interpretados pelos (até então, inexperientes) Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin, também não agradou. Foi só com a entrada de Ana Paula Arósio que a história começou a andar e melhorou um pouco mais quando Walcyr assumiu e fez várias modificações, mas ainda naquelas.


02º lugar: Em Família


Um verdadeiro sonífero. Assim podemos definir Em Família, a última novela do Manoel Carlos. Se considerarmos o último folhetim do autor, Viver a Vida, cujo ponto alto era as dificuldades de uma bela e vaidosa moça que ficou tetraplégica (Luciana de Alinne Moraes), era de se imaginar que a premissa de Em Famíla não era lá muito atraente para o horário mais visado e visto da Globo. A história de primos que se amaram no passado, mas que, no presente, ficou apenas o rancor de um amor mal resolvido, poderia ser contada à seis da tarde sem maiores percalços. A Helena da vez (Júlia Lemmertz) não passou de mera coadjuvante para o drama da filha, Luiza (Bruna Marquezine), apaixonada pelo homem que desgraçou sua família no passado, Laerte (Gabriel Braga Nunes). O bom início da novela, que apresentou as primeira e segunda fases da história, se perdeu quando caiu na terceira e definitiva parte. Foi quando nos deparamos com uma trama mais lenta e que não fazia questão de prender o público na frente da TV, com um ritmo "devagar quase parando", pouca ação, sem vilões e humor e total ausência de bons ganchos.


01º lugar: Babilônia


Babilônia ainda nem terminou, mas já pode ser considera a pior novela das nove dos últimos tempos (quiçá, de toda a história da teledramaturgia brasileira)! Não, não é por causa da sua baixíssima audiência. Babilônia ocupa o primeiro lugar dessa lista porque realmente é uma novela pavorosa! Para não dizer que fui injusto, a trama começou de forma eletrizante, com um assassinato e a explosão de intrigas entre as duas vilãs, Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves). Mas, do segundo capítulo em diante, a trama desandou. A mocinha Regina (Camila Pitanga), para quem, teoricamente, o público deveria torcer, acabou se revelando uma chata profissional; e as vilãs, que se odiavam e prometiam grandes conflitos, passaram a ser aliadas. Sem um enredo forte e poucos perfis atrativos, não deu outra: a audiência despencou. As falhas do roteiro ficaram expostas e todas as mudanças que começaram a ser feitas, para iniciar uma operação de salvamento, deixaram a produção ainda mais equivocada. Babilônia virou uma verdadeira colcha de retalhos muito mal remendada. O que estava ruim, ficou ainda pior!



Relembre as 10 melhores novelas das nove dos últimos tempos clicando bem aqui.

domingo, 9 de agosto de 2015

O Melhor e o Pior da Semana (03/08 à 09/08)






O que foi legal: Estreia de Cúmplices De Um Resgate


Uma mistura de dramalhão com contos de fadas e muita música. Assim podemos definir Cúmplices De Um Resgate, a nova novela do SBT que estreou nessa segunda (03/08). Tal como as duas antecessoras, Carrossel e Chiquititas, essa também é uma adaptação de um grande sucesso mexicano. O público foi apresentado às gêmeas Isabela e Manuela (ambas interpretadas brilhantemente por Larissa Manoela). Elas foram separadas no nascimento. Quando completam 12 anos, se reencontram para uma disputa aguerrida. Uma é boa, pobre, simpática e canta divinamente, enquanto a outra é rica, mimada e desafinada. O velho maniqueísmo entre gêmeos iguais na aparência e distintos na personalidade! Entretanto, Cúmplices De Um Resgate tem a seu favor a realização. O excesso de cores, tanto na cidade cenográfica quanto nos figurinos, se faz presente em todas as cenas e ajuda a imprimir um clima lúdico à história. Aliás, a experiência adquirida pela produção com os outros dois remakes foi benéfica para esta nova empreitada. Há um maior cuidado nos cenários e nas locações externas, embora ainda esteja longe de ser algo primoroso. Por fim, é mais um projeto infantojuvenil bem-sucedido do SBT!




O que foi perfeito: Cracolândia em Verdades Secretas


Sou fã de Verdades Secretas e acho a trama ótima, cheia de ganchos incríveis e bastante agilidade. Particularmente, é a melhor novela no ar atualmente. Mas há de se elogiar também a direção da novela. E a sequencia com Larissa (Grazi Massafera) na cracolândia, exibida nesta última segunda (03/08), só evidenciou ainda mais a direção impecável de Mauro Mendonça Filho. Grazi está em seu melhor momento na carreira com uma personagem tão complexa e rica dramaturgicamente e está correspondendo à altura, calando a boca de muita gente que dizia que ela era só uma ex-BBB famosa sem talento. A degradação de sua personagem vem sendo mostrada desde o início, mas essa semana, completamente desorientada e viciada, após conhecer o crack, afundou ainda mais. A imagem da modelo enfiada em uma espécie de barraca, armada no meio da Cracolândia, observando aterrorizada todos aqueles seres humanos se comportando feito zumbis, foi tenebrosa. Mauro Mendonça Filho conseguiu mostrar uma sequência de quase quatro minutos sem uma fala sequer, apenas exibindo momentos degradantes de viciados vagando por uma espécie de cidade morta. Foi impressionante o grau de realismo da cena. A caracterização dos figurantes e a recriação da Cracolândia também chocaram e foram dignas de aplausos. Essa sequencia já entrou para a lista das melhores e mais marcantes desta produção, evidenciando justamente a primorosa direção da obra e o talento de Grazi Massafera.




O que foi péssimo: Regina Heroína em Babilônia


É incrível a facilidade com que os personagens de Babilônia cometem os piores crimes. Só nessa semana, Murilo (Bruno Gagliasso) dopou Vinícius (Thiago Fragoso) e tentou matá-lo, Beatriz dopou Murilo e tentou matá-lo e Cris (Tainá Muller) dopou Olívia (Michele Birkheuer) e tentou matá-la. É falta de criatividade ou é hábito as pessoas doparem os outros? Falando na Cris, a personagem aumentou a lista de homicidas frustrados da novela no capítulo de terça (04/08): embebedou uma modelo, distraiu o fotógrafo e invadiu a locação que servia à sessão de fotos, ateou fogo em tudo enquanto ela dormia e deixou o celular de Regina (Camila Pitanga) na cena do crime para incriminar a rival. Mas foi supercuidadosa: usou um casaco com capuz para não ser reconhecida. Ah, tá! E não foi que a nossa super-heroína Regina apareceu no local exatamente quando o incêndio estava começando e salvou a modelo? Fiquei chocado com essa tentativa de transformar a Regina em heroína nacional, de capa e tudo. Foi mesmo o Gilberto Braga quem escreveu essa cena? Não consigo acreditar que um autor tão experiente como ele e que já nos presenteou com Vale Tudo e Celebridade possa ter escrito uma cena tão trash e constrangedora como essa! Nunca foi tão fácil matar, mandar matar, conseguir armas, drogas e sair impune como nessa novela...


Apesar do tom teatral e da limitação no elenco, Os Dez Mandamentos é uma ótima opção fora da Globo


Enquanto Babilônia tem sido motivo de tristeza para a Globo, Os Dez Mandamentos está dando muita alegria para a Record. A primeira novela bíblica da emissora estreou no dia 23 de março e desde então vem atingindo índices excelentes de audiência, até mesmo acima das expectativas mais otimistas dos responsáveis. A novela chegou ao seu centésimo capítulo nessa última sexta-feira (07/08) com um saldo pra lá de positivo. Sua média geral, até o momento, é de 14 pontos, um índice que a Record não via desde o fim de Vidas em Jogo, em 2011/2012. Com boa repercussão nas redes socias, a novela conseguiu tirar parte do público do Jornal Nacional e já ganhou da novela das nove diversas vezes em alguns estados. O alto custo da trama (cerca de R$700 mil por capítulo) tem valido muito a pena, fazendo desta produção um grande êxito do canal.


A Record acertou em cheio ao exibir a novela às 20h30. O folhetim se tornou uma alternativa no horário, oferecendo mais opções para o público, competindo com atrações muito diferentes: o Jornal Nacional da Globo, a novela infantil Chiquititas do SBT e a novela turca Mil e Uma Noites da Band. Outra vantagem é a temática religiosa, que já faz parte do DNA da emissora. A Record tem seu público cativo de minisséries bíblicas e apostar nesse filão em uma atração diária e de longa duração, como a telenovela, foi uma vantagem em cima dos folhetins contemporâneos anteriores.


Para contar a saga de Moisés em formato de telenovela, a autora Vivian de Oliveira se permitiu total liberdade de criação, seja em relação à linguagem, seja ao texto. A novela usa e abusa de diálogos coloquiais, bem como não tem pudor algum em inventar personagens e histórias sem qualquer relação com a Bíblia. O maior exemplo disso é a supervilã Yunet (Adriana Gambarone), que pintou e bordou a trama inteira, chegando até a ofuscar o próprio protagonista e ser o grande destaque por alguns momentos. Prova disso foi a hashtag #YunetDesmascarada que os internautas subiram e colocaram entre os assuntos mais comentados do twitter quando todos os podres e crimes da vilã vieram à tona e ela levou uma bela surra. Yunet não existiu na história de Moisés (ainda bem, né? Que mulher diabólica), foi inventada pela autora, mas a trama não teria a mesma graça sem ela.


Dando asas à imaginação, Vivian de Oliveira caprichou no drama e, especialmente, nas possibilidades de romance entre os protagonistas e nos triângulos amorosos. Com isso, a novela não se tornou um documentário e possui um enredo simples com bastante romance, não exigindo muita reflexão do público. A história, além de já ser conhecida, é desenvolvida de forma linear, sem sutileza ou ambiguidade alguma. Tudo é muito bem explicado e claro. Não há dúvidas sobre o caráter e a intenção dos personagens. Os principais vilões, Yunet e Ramsés (Sérgio Marone), por exemplo, foram desenhados com altas tintas de caricatura. Excluindo a natureza bíblica da história, muita vezes Os Dez Mandamentos é apenas um melodrama clássico, como tantas outras novelas.


Entretanto, é preciso mencionar o tom teatral de várias cenas. Claro que, como é uma trama de época, não há como manter interpretações exageradamente naturalistas. Porém, muitas sequências ficam vários tons acima, o que prejudica a obra. Não é teatro, é novela! E novela brasileira, não mexicana! Muitas vezes, este exagero prejudica o desenvolvimento da história, deixando os conflitos e embates artificiais demais. Outra questão é a irregularidade do elenco. Apesar de alguns bons desempenhos, há muitos que deixam a desejar... Como o Guilherme Winter, por exemplo. O problema é que ele vive Moisés, o grande protagonista da trama, e sua inexpressividade está fazendo com que até mesmo as cenas mais cruciais para a história tenham seu resultado comprometido. Imagine que Deus resolva falar com você. Qualquer um ficaria assustado, né? Ou então ficaria com medo, com receio, surpreso, sei lá, esboçaria algum tipo de reação. Afinal, não é toda hora que Deus dá uma palavrinha com a gente! Só que, nessa passagem de extrema importância para a história, o ator simplesmente esqueceu (ou ninguém avisou pra ele) que era preciso fazer cara de surpresa. Na maioria das cenas, o ator está quase sempre fazendo cara de paisagem. Falta emoção, faltam lágrimas, falta veracidade para o Moisés de Guilherme WinterPorém, no caso da trama, as qualidades se sobrepõem aos equívocos mencionados.



Por fim, Os Dez Mandamentos tem se mostrado uma produção bem caprichada e a Record tem feito por merecer os bons índices alcançados pela velha história adaptada por Vivan de Oliveira e tão bem dirigida por Alexandre Avancini. Investir em tramas bíblicas já virou um grande trunfo da emissora, após ter produzido tantas minisséries do gênero. Os anos de experiência têm sido benéficos, pois é possível ver uma clara evolução tanto nos cenários quanto nos figurinos. Apesar do tom teatral e da limitação no elenco, Os Dez Mandamentos é uma ótima opção fora da Globo.


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sábado, 8 de agosto de 2015

Os 10 melhores tweets na estreia do É De Casa


Parece que o público acordou cedo para assistir a estreia do programa É de Casa, que estreou hoje (08/08) na Globo e vai ao ar todo sábado na emissora carioca, das nove da manhã até o meio dia, com um elenco numeroso: Patricia Poeta, Thiago Leifert, André Marques, Zeca Camargo, Cissa Guimarães e Ana Furtado. Rapidamente, a hashtag do programa se tornou a mais comentada e foi parar em primeiríssimo lugar nos Trends Topics (assuntos mais comentados). Os internautas, é claro, aproveitaram para zoar bastante. Segue abaixo os 10 melhores e mais divertidos tweets...


10º lugar: Patrícia Poeta achando que está no Master Chef




09º lugar: Patrícia vs Fátima



08º lugar: Malas sem alça



07º lugar: Globo plagiando a Rede TV???



06º lugar: Coisas que a Globo não mostra




05º lugar: Zeca Camargo dando pinta



04º lugar: #VoltaTVGlobinho



03º lugar: Vem, Zeca Camargo! Vem ser contra o sertanejo aqui fora, vem!



02º lugar: A melhor coisa que Ana Furtado fez na vida: ser esposa do Boninho



01º lugar: SBT sendo SBT e trollando a Globo. Como não amar a emissora do Tio Silvio?




sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Duelo de novelas: Em Família vs Babilônia


Manoel Carlos prometeu um novelão daqueles para encerrar a saga das suas Helenas. E após anos colecionando sucessos e novelas maravilhosas, o autor errou feio com Em Famíliaa pior novela de toda a sua brilhante carreira! Eu também achava que era a pior novela do horário das nove de todos os tempos. Isso até chegar Babilônia e provar que eu estava "donaredondamente" enganado. A trama de Gilberto Braga, que já nos presenteou com vários sucessos maravilhosos, é uma das mais horrorosas que eu já vi em toda a teledramaturgia mundial! Mas será que Babilônia é tão ruim assim quanto Em Família? Qual das duas é a pior? Isso a gente vai conferir agora (lembrando que a grande vencedora desse duelo será aquela que for a pior e não a melhor)...





Categoria 01: Pior história

Em Família começou de forma promissora. Mas, logo no início, diante da baixa audiência, a direção preferiu editar os capítulos para dar mais agilidade à trama. A segunda fase foi bem, mais pela edição providencial. Entretanto, Manoel Carlos se perdeu em sua novela editada. Sem frente de capítulos, quando a história entrou na terceira e definitiva fase, Em Família perdeu o ritmo das duas fases anteriores. Foi quando a audiência despencou ante uma trama lenta, que não fazia questão de prender o público na frente da TV, pouca ação e ausência de bons ganchos. Destaque apenas para o texto sempre afiado de Maneco, com profundidade e emoção, quando encontra respaldo em atores à altura, como Júlia Lemmertz, Bruna Marquezine e Humberto Martins. Por mais que os diálogos e dramas de seus personagens tenham se repetido de forma "devagar, quase parando" ao longo da história, os seus diálogos salvaram Em Família da letargia total. Já Babilônia teve um começo excelente. Porém, não demorou muito para que a história começasse a apresentar vários problemas em torno do seu enredo e personagens. A falta de um fio condutor, perfis atrativos e situações que prendessem a atenção do telespectador foram as principais causas para o afastamento do público, que se desinteressou por tudo o que estava sendo contado. Os autores pareciam ter um enredo central primoroso, ao contrário dos fracos dramas paralelos. Entretanto, à medida que as semanas foram se passando, ficou perceptível que o núcleo principal era tão limitado quanto os demais. As falhas do roteiro ficaram expostas e todas as mudanças que começaram a ser feitas, para iniciar uma operação de salvamento para a baixa audiência, deixaram a produção ainda mais equivocada. Entretanto, mesmo com tramas mal remendadas que se arrastam agonizando, ainda sim, ponto para Em Família, que foi um sonífero do início ao fim.

      EM FAMÍLIA 1   vs   BABILÔNIA 0      



Categoria 02: Pior mocinha

As Helenas do Manoel Carlos costumam ser mulheres sofridas, mas que geralmente ganham o apoio do público por seus gestos extremos de amor aos filhos ou à família. Mas a protagonista interpretada por Júlia Lemmertz só conseguiu colecionar críticas e mais críticas negativas. A Helena de Em Família vivia obcecada pelo passado e não podia nem ouvir falar o nome do ex-noivo, Laerte (Gabriel Braga Nunes), seu grande amor do passado, que ficava dando piti. Rancorosa, ranzinza e reclamona, não tinha um dia que Helena não repetisse a mesma ladainha do seu passado com Laerte, seus chiliques com o marido banana (interpretado por Humberto Martins) e suas DRs intermináveis com a filha (outra chata), papel de Bruna Marquezine. Mas tá pra nascer uma mocinha mais insuportável que a Regina (Camila Pitanga)! A mocinha de Babilônia não fala... Grita! Berra! Tudo bem a moça quer justiça no mundo, mas precisa estar de TPM 100% o tempo todo? Regina fica sempre de cara amarrada, xinga, briga, esperneia, dá tapa na cara dos outros, se irrita com todo mundo e, para ela, qualquer um é playboy. Não é a toa que ela ficou em terceiro lugar na nossa escala de ódio das mocinhas de novela das nove. Só nessa reta final que os autores mudaram radicalmente a Regininha, mas aí já era tarde demais. Ponto para Babilônia

      EM FAMÍLIA 1   vs   BABILÔNIA 1      



Categoria 03: Pior mocinho

Se Em Família já era um marasmo em demasia, imagina então com um protagonista tão ZZZZzzzzzzzzzzzz como Virgílio (Humberto Martins). Ele tinha uma cara de coitado e uma fala tão mansa de fazer qualquer um dormir.. Virgílio era passivo demais em todas as situações, um verdadeiro bocó pra dizer a verdade. Imaginem, por exemplo, que o seu melhor amigo, após quase te matar, te enterrar vivo e deixar-lhe uma cicatriz horrorosa no seu rosto, volta uns vinte anos depois reascendendo o amor da sua esposa, que já foi namorada dele, e ainda dá uns pegas na tua filha. Qualquer ser humano normal ficaria revoltado, não é mesmo? Mas Virgílio não... Ele é bom. Perdoa a tudo e todos e é desses que acordam feliz todo dia cumprimentando todo mundo na rua. Virgílio não se importava com sua filhinha se casando com o homem que desgraçou sua vida e até bença para a união dos dois ele deu! Nunca vi um homem tão banana assim! Nem vou perder tempo comentando o Vinícius (Thiago Fragoso) de Babilônia... Toma que o ponto é teu, Em Família!

      EM FAMÍLIA 2   vs   BABILÔNIA 1      



Categoria 04: Gays

Tanto Em Família quanto Babilônia apresentaram personagens homossexuais. E ambas sofreram algum tipo de rejeição por parte do público. A relação homossexual entre Clara e Marina (Giovanna Antonelli e Tainá Muller) já começou estranhamente errada porque o autor pintou a Marina como uma destruidora de um lar feliz de comercial de margarina. Cadu (Reynaldo Gianecchini), o marido de Clara, era um concorrente forte demais para que se angariasse torcida pelo casal. A doença do rapaz quase pôs tudo a perder, numa clara mostra do quanto essa trama foi mal conduzida. Quando o autor se percebeu disso, tirou o foco da doença de Cadu e criou o casal lésbico de comercial de margarina. O ponto positivo foi o beijo simples entre as moças sem a intenção de causar alarde, de forma natural como o tema deve ser tratado. No fim, o casal Clarina acabou agradando, com direito até a fandom nas redes sociais. Ainda bem que Manoel Carlos foi cabra macho de levar o casal junto até o final. O que, infelizmente, não podemos dizer de Gilberto Braga, que se curvou diante da tal família brasileira e botou todos os gays de Babilônia para dentro do armário: Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathália Timberg), que deixaram os telespectadores mais conservadores de cabelo em pé ao darem um selinho logo no primeiro capítulo, nem parecem mais um casal de tão afastadas que ficam; Carlos Alberto (Marcos Pasquim), que era gay, virou hétero. Nem preciso dizer pra quem vai mais esse ponto de ruindade, né?

      EM FAMÍLIA 2   vs   BABILÔNIA 2      



Categoria 05: Pior vilã


Novela é melodrama e a base dele está no conflito entre o bem e o mal. Ainda que a ambiguidade seja cada vez mais presente nas novelas, abrir mão de um vilão que incendeie as histórias foi um grande erro de Em Família. Laerte (Gabriel Braga Nunes) ficou com o posto, porém, mais do que malvado, o personagem era um doente. Shirley (Vivianne Pasmanter) deu mostras de vilania na primeira fase, mas também foi só isso, desbancando para o humor na terceira fase; e Branca (Angela Vieira) não passava de uma descompensada que fazia de tudo para chamar a atenção do ex-marido. Em Babilônia temos Inês e Beatriz, que, apesar dos pesares, são vilãs interessantes.

      EM FAMÍLIA 3   vs   BABILÔNIA 2      




Categoria 06: Momentos Salve Jorge

Quem aí se lembra de Salve Jorge, aquele delírio em forma de novela criado pela Glória Perez? Eu entendo que novela é uma obra de ficção, portanto, não tem que ter nenhum compromisso com a realidade. Mas Salve Jorge passou de todos os limites do nonsense e subestimou demais o público com erros e incoerências em todos os capítulos! E um dos "Momentos Salve Jorge" de Em Família foi em relação à escalação. Atores com idades não condizentes com seus personagens é algo até comum, mas a novela do Maneco exagerou: Ana Beatriz Nogueira, quase da mesma idade de Gabriel Braga Nunes, vivendo a mãe do personagem dele. Natália do Valle, dez anos mais velha que Júlia Lemmertz, vivendo a mãe dela. O pior caso foi a personagem Juliana, tia de Helena, interpretada pela atriz Gabriela Carneiro da Cunha nas duas primeiras fases, e Vanessa Gerbelli na terceira. Nas primeiras fases, a atriz parecia ser mais velha que Bruna Marquezine (a Helena). Mas, na terceira fase, Vanessa pareceu mais jovem que a Helena de Júlia Lemmertz. O descaso com os idosos – tão bem abordado em Mulheres Apaixonadas – foi outro problema, transformando-se em um núcleo cômico sem graça alguma. E o Mal de Alzheimer de Selma (Ana Beatriz Nogueira) também acabou pendendo para o humor, um verdadeiro desserviço. Outra trama mal costurada foi a de Alice (Érica Januza), fruto de um estupro que resolve fazer justiça colaborando com a polícia. Difícil de engolir a maneira fácil e rápida com que a polícia pôs em risco a vida da jovem, aparentemente com pouco preparo. E a trama da Juliana (Vanessa Gerbeli), que terminou sem deixar claro ao público se ela foi responsável ou não pela morte da empregada, Gorete (Carol Macedo)? Com esse tanto de incoerências, é claro que esse ponto de ruindade vai para Em Fam...



...PERA! PERA! PERA! Reviravolta na situação! Gente, alguém pode me explicar quando foi que a Regina (Camila Pitanga), de mocinha barraqueira, se transforma em uma hostess educadíssima e vira modelo internacional??? Todas as mudanças que os autores fizeram em Babilônia deixaram a trama ainda mais confusa e incoerente, uma verdadeira concha de retalhos muito mal remendada. Alice (Sophie Charlotte), que seria uma prostituta, aceitando o esquema de Murilo (Bruno Gagliasso), virou uma menina correta em tudo, passiva, boazinha demais, deixando de lado aquela menina forte que enfrentou a humilhação da mãe revidando o tapa que levou. Evandro (Cássio Gabus Mendes), um empresário canalha que transava com várias prostitutas sem se importar com a esposa, virou um sujeito íntegro e honesto. Murilo (Bruno Gagliasso) foi outro que mudou radicalmente, já que transformaram de forma repentina um aliciador de prostitutas em bom moço para depois transformarem ele de novo em uma grande vilão. Outra alteração equivocada do enredo foi a cura gay de Carlos (Marcos Pasquim). O personagem sempre aparecia olhando para outros homens e teria um romance com Ivan (Marcello Melo Jr.), mas, por medo de mais rejeição, mudaram totalmente a trama. Carlos, então, virou hétero de uma hora pra outra e se apaixonou por Regina. E o que dizer do duelo de vilãs entre Inês (Adriana Esteves) e Beatriz (Glória Pires)? Beatriz, por exemplo, que era ninfomaníaca parou de transar com um homem diferente por capítulo e se apaixonou por Diogo (Thiago Martins), filho de um antigo amante que ela assassinou, um romance que só prejudicou a força da vilã, que vira uma mocinha de novela quando está com ele. É preciso expor também a fragilidade da vingança que os autores criaram para Inês. Ela culpa a "amiga" pelo suicídio do pai na prisão, que foi parar lá depois de ter sido seduzido pela Beatriz, que na época era menor de idade. Não convenceu a vilã querer destruir Beatriz somente dez anos depois que ficou na riqueza com o marido e a filha em Dubai. A novela, em resumo, perdeu sua identidade e rumo. 


      EM FAMÍLIA 3   vs   BABILÔNIA 3      



Categoria 07: Reta final

Faltando menos de um mês para o término de Em Família, Manoel Carlos tirou da manga sua derradeira carta. Laerte (Gabriel Braga Nunes), que era um ser absolutamente passional, em estágio avançado da doença (a ponto de enterrar vivo o seu rival), mas nem com a loucura e o ciume doentio de Laerte a trama conseguiu ficar ágil. O personagem passou toda a terceira fase da trama (a maior parte da ação) de voz linear e olhar frio e distante, e só nas últimas semanas voltou a ser aquele apaixonado com sangue nos olhos da segunda fase (vivido pelo jovem Guilherme Leicam). Talvez, se Laerte tivesse agido bem antes, quem sabe a história não teria sido outra? Tanto na tela da TV quanto na reação do público, e, por consequência, na repercussão da novela. Já Babilônia vem se recuperando bem no finalzinho e resolveu atacar com o truque mais manjado de toda a teledramaturgia: matar um personagem e fazer um "quem matou?" com dezenas de suspeitos. Um tanto quanto tarde para fazer a novela bombar, né? Mas antes tarde do que nunca!

      EM FAMÍLIA 4   vs   BABILÔNIA 3      




Categoria 08: Pior núcleo cômico

Essencialmente dramática, a novela de Manoel Carlos não teve um respiro cômico para dar uma aliviada no chororô nosso de cada dia. Tinha lá o núcleo do asilo, mas faltou graça. O público só conseguia rir mesmo quando Shirley (Vivianne Pasmanter) soltava seu veneno, dizendo as verdades na cara dos personagens. Enquanto isso, em um belo dia, Gilberto Braga deve ter acordado em sua casa e pensado "As pessoas odeiam Babilônia. O que posso fazer para minha novela emplacar?". Foi quando uma luz acendeu sobre sua cabeça: "e se eu investisse num casal formado por personagens chatos do núcleo cômico?". Pronto. Fez merda! Norberto (Marcos Veras) e Valeska (Juliana Alves) foram juntados para cenas de humor, mas a nossa vontade ao ver esse casal junto é de chorar. Isso sem falar no núcleo ~~engraçadíssimo~~ da família do Luís Fern...

      EM FAMÍLIA 4   vs   BABILÔNIA 4      

Nossa... Babilônia ganhou mais um ponto e eu nem terminei a frase! O verdadeiro alívio cômico da novela é a Consuelo (Arlete Salles), uma mulher convicta de sua religião, mas hipócrita, maldosa e arrogante ao extremo. E, de tão hipócrita, acaba sendo engraçadíssima, com tiradas ótimas.



Categoria 09: Meu passado me condena


Tainá Muller, Marcelo Mello Jr. e Gabriel Braga Nunes tiveram o prazer (ou o desprazer?) de integrar o elenco desses dois maiores fracassos da história das novelas das nove. Na novela Em Família, Tainá fez sucesso nas redes sociais com a fotógrafa Marina (o fandom Clarina, que torcia por um final feliz entre ela e Clara, reunia mais de 800 mil seguidores); Marcelo viveu o malandro Jairo, um dos personagens mais carismáticos da novela e um de seus melhores papeis na TV (formando uma dupla interessante e de grande destaque com Vanessa Gerbelli, o único casal que deu algum dinamismo ao folhetim); e Gabriel viveu o insosso e inexpressivo mocinho/vilão Laerte, um personagem insuportável que irritou 9 entre 10 telespectadores da novela do Maneco. Já em Babilônia, os três atores só se ferraram ainda mais: Tainá vive Cris, uma personagem chata; Marcelo vive Ivan, que chegou a ficar sem função alguma na trama quando transformaram o personagem do Marcos Pasquim, que seria seu par, em heterossexual, só voltando a ter destaque nessa reta final; e Gabriel Braga Nunes saiu de um personagem insuportável de destaque como o Laerte para um personagem insuportável sem destaque como o Luís Fernando. Tenho uma leve impressão que para esses três atores foi mil vezes melhor fazer Em Família do que Babilônia.

      EM FAMÍLIA 4   vs   BABILÔNIA 5      



Última Categoria: Maior Fracasso de Todos os Tempos

Parte da graça de ver novela hoje em dia é acompanhar a repercussão e os comentários mais engraçados nas redes sociais. Esse costume foi quebrado em Em Família, pois ninguém ficava muito animado a comentar a novela. Atualmente, os internautas preferem lavar uma louça ou carpir um lote de terra em vez de postar qualquer coisa de Babilônia, que também tem repercussão quase nula na internet. Em Família foi considerada um grande fiasco por ter acumulado média geral de 30 pontos de audiência (sendo que a meta é de 35). Pois se ela foi um grande fiasco, então como classificar Babilônia, que acumula uma média vergonhosa de 25 pontos?! Babilônia ainda nem terminou e já é o maior fracasso do horário das nove de todos os tempos! Sem falar que a novela sofre a humilhação quase que diária de perder para I Love Paraisópolis, uma novela das sete, na audiência e também já perdeu para Malhação (no Rio de Janeiro), Carrossel (em Goiás) e Os Dez Mandamentos (em alguns estados do Nordeste)! Até mesmo a atriz Glória Pires, em entrevista surpresa e ao vivo no Vídeo Show, disse que não assiste à própria novela! Que vergonha, hein...

      EM FAMÍLIA 4   vs   BABILÔNIA 6      




Parabéns, Babilônia! Você conseguiu ser pior do que Em Família!!!




domingo, 2 de agosto de 2015

Os 10 melhores teasers de novelas


10º lugar: A Vida da Gente


É sempre bom quando o teaser de uma novela consegue descrever perfeitamente a novela. Como, por exemplo, em A Vida da Gente, que, em poucos segundos, já contava a sua história desde os teasers (mesmo que não tenha sido uma chamada bombástica como as demais da lista).



09º lugar: O Rebu


Com requintes de super produção, as "promo" de O Rebu mostravam imagens desfocadas de uma festa badalada e luxuosa, o principal tempo de ação da trama, convidando o público a participar. Só por isso já foi possível ter uma ideia do luxo que a novela seria em meio ao mistério "quem matou?".



08º lugar: Poder Paralelo


A Record caminha a passos rápidos na produção de chamadas e "promos" de seus produtos. Porém, quando o assunto é teaser, a emissora ainda engatinha. A maioria das suas novelas tiveram teasers fraquíssimos e sem sal. Exceção para Poder Paralelo, que teve uma tacada brilhante e que logo de cara fez com que o público quisesse conhecer a história da trama.



07º lugar: O Profeta


Curta e pouco explicativa, porém, profunda e até mesmo assombrosa. Definição prática para o teaser muito bem produzido em um dos grandes momentos de inspiração dos responsáveis pela produção de O Profeta, convidando o telespectador a "seguir" pelo caminho do bem ou do mal.



06º lugar: Avenida Brasil


Uma passagem de tempo mostra a personagem interpretada pela atriz Mel Maia, tristonha, se transformar na Débora Falabella, com sangue nos olhos, prometendo fazer justiça após perder a família e a casa na infância. Pronto! Ficamos todos loucos para que Avenida Brasil estreasse logo.



05º lugar: Laços de Família


Manoel Carlos é fera em matéria de unir depoimentos reais à ficção. Em Laços de Família, diferente de suas outras novelas, as declarações foram usadas nas prévias de divulgação, onde os artistas do elenco contavam algo sobre suas vidas de maneira muito emocionada. Uma ideia que, a princípio, pode parecer boba e piegas para alguns, mas, na prática, se mostrou uma grata revelação (ainda mais levando em conta o tema principal da novela: as relações familiares).




04º lugar: Cama de Gato


Um teaser que, aparentemente, chama a atenção do público, mas que não conta nada da história. Essa é a primeira impressão de quem viu. Entretanto, foi genial, já que foi nada mais, nada menos que uma metáfora para toda a sinopse da excelente novela Cama de Gato. Muito criativo!



03º lugar: A Próxima Vítima


Um clima de suspense dava o tom de A Próxima Vítima, cuja espinha dorsal era centrada em três perguntas: "quem matou?", "por que matou?" e "quem será a próxima vítima?". E já que a trama era policial, nada melhor que apresentá-la como se fosse um noticiário de um programa policial. Meda!



02º lugar: A Regra do Jogo



Em um tabuleiro de xadrez, vestidos de branco e preto (que representam, respectivamente, o bem e o mal), o elenco se movimenta no tabuleiro como se fossem peças de um jogo de xadrez. Alexandre Nero, o protagonista, é o único que, no final, aparece de preto e branco, mostrando que não é tão bonzinho quanto aparenta. Se o objetivo era deixar o público morrendo de ansiedade para que A Regra Do Jogo comece logo, conseguiram (a novela só estreia dia 31 de agosto)! 



01º lugar: A Favorita



Se o autor João Emanuel Carneiro queria inovar no modo de se fazer novelas, a direção assumiu esta responsabilidade na produção do teaser de A Favorita. A novela apresentava uma proposta totalmente diferente e inovadora: o público não sabia qual das duas protagonistas era a vilã e quem era a mocinha. Colocá-las lado a lado lendo o mesmo texto e interpretando, olhando para a câmera, conforme sua personalidade poderia ter sido um risco, mas acabou se mostrando um grande acerto ao confundir o público sobre quem era quem. Genial! O melhor teaser de novela que eu já vi!


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