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sábado, 19 de setembro de 2015

Os 10 maiores furos, gafes e incoerências das novelas




10º lugar: Erro de computação gráfica

Fundo verde em 'I Love Paraisópolis'
I Love Paraisópolis se passa em São Paulo, mas tem grande parte de suas gravações feitas no Projac, no Rio de Janeiro. Por isso, a produção usa e abusa do chroma key para trocar as paredes do estúdio por fundos que reproduzem a cidade paulista. Em um capítulo, porém, a produção esqueceu de fazer a troca. Resultado: quem assistiu à novela deixou de ver os arranha-céus de São Paulo pelas janelas do escritório de Gabo (Henri Castelli) e só viu um fundo verde. Ao lado, a cena que foi exibida em determinado capítulo e a que foi disponibilizada no site da Globo, corrigida às pressas e fazendo de conta que nada aconteceu.



09º lugar: Esqueceram de mim

Logo nos primeiros capítulos de Babilônia, um erro chamou a atenção dos espectadores. Enquanto a vilã Inês (Adriana Esteves) e sua filha, Alice (Sophie Charlotte), conversavam no apartamento para o qual se mudariam no Leme, um operador de câmera que gravava a novela aparecia no canto direito da tela. Esse é o padrão Globo de qualidade?



08º lugar: A polícia nunca é chamada para resolver os crimes


Os personagens de Amor À Vida parecem não gostar muito de chamar a polícia para resolver os problemas. Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano) saíram em busca de Amarilys (Danielle Winits), que havia sequestrado o bebê Fabrício, e não a denunciaram às autoridades, mesmo após saber que ela iria fugir do país. A tentativa de assassinato de Ciça (Neusa Maria Faro), que foi jogada por Alejandra (Maria Maya) de um penhasco, também ficou impune e a criminosa não enfrentou a Justiça antes de morrer. Mas o pior caso foi quando Ninho (Juliano Cazarré), para chamar a atenção (?) de Paloma (Paola Oliveira), resolveu sequestrar Paulinha (Klara Castanho) com a ajuda de Alejandra. Os dois fugiram com a menina para o Peru e Paloma e Bruno (Malvino Salvador) foram atrás deles para resgatar a adolescente. Paulinha foi salva e o sequestro não teve grandes consequências para os envolvidos no crime, já que nenhum deles teve de prestar conta por seus atos. E Ninho ainda conseguiu convencer Paloma a deixá-lo visitar a filha biológica depois, hein! Sem falar nos barracos memoráveis à mesa de jantar da Família Khoury, onde todos os crimes eram revelados e ficavam por ali mesmo. Félix (Mateus Solanno) nunca prestou contas com a justiça por ter jogado Paulinha numa caçamba de lixo lá no primeiro capítulo da novela. É que os Khourys não gostavam de escândalos. E a justiça brasileira agradece!



07º lugar: Cabelo bipolar da Morena

Glória Perez deve achar que a atmosfera de um país pode alterar o penteado de uma pessoa. Morena (Nanda Costa) que o diga. Enquanto nas cenas externas da Turquia a protagonista exibia madeixas onduladas, nas cenas gravadas na cidade cenográfica (Projac) no Rio de Janeiro ou em locais fechados do que seria a Turquia, os cabelos se tornavam, misteriosamente, lisos. Fica claro que as cenas externas de Salve Jorge no estrangeiro foram gravadas antes, o que é normal em uma novela, mas não precisavam ter mudado tanto o cabelo da mocinha se voltariam a usar essas imagens depois. Ficou ridículo.


Tecla SAP
06º lugar: Tecla SAP

Outra falha de Salve Jorge diz respeito à linguagem universal utilizada pelos personagens da novela. Ao longo de quase todo o folhetim, Glória Perez fez com que todos os personagens falassem português, fosse em Istambul, fosse no Brasil, e todos se entenderam sem precisar de mímica. Mas nem sempre foi assim. Quando Morena escapou do tráfico e saiu às ruas de Istambul para pedir socorro, para a infelicidade dela, ninguém entende o que ela diz, logo, ninguém a ajuda. Ainda não tinham inventado a tecla SAP. Que azar.



05º lugar: Idades loucas

Atores com idades não condizentes com seus personagens é algo até comum, mas Em Família exagerou: Ana Beatriz Nogueira, quase da mesma idade de Gabriel Braga Nunes, vivendo a mãe do personagem dele. Natália do Valle, dez anos mais velha que Júlia Lemmertz, vivendo a mãe dela. O pior caso foi a personagem Juliana, tia de Helena, interpretada pela atriz Gabriela Carneiro da Cunha nas duas primeiras fases, e Vanessa Gerbelli na terceira. Nas primeiras fases, a atriz parecia ser mais velha que Bruna Marquezine (a Helena). Mas, na terceira fase, Vanessa pareceu mais jovem que a Helena de Júlia Lemmertz.


04º lugar: Um pendrive para Nina

De todas as gafes, esta foi a de maior repercussão, afinal, estamos falando de Avenida Brasil, a novela de maior sucesso dos últimos tempos que, infelizmente, pecou do ponto de vista tecnológico em um dos momentos mais decisivos da trama. Mostrando pouca (ou nenhuma) familiaridade com tecnologia, Nina (Débora Falabella) perde todas as cópias impressas das preciosas fotos íntimas de Carminha (Adriana Esteves) com o amante, Max (Marcello Novaes), e não tem como recuperar os arquivos, afinal, não os salvou em um pendrive, no cartão de memória da câmera digital, numa cópia de segurança no e-mail, nada. Em plena era digital, foi um furo imperdoável! Até porque Nina sempre se mostrou antenada a tecnologia. Tanto que foi através da internet que ela se aproximou e ficou amiga de Ivana (Letícia Isnard) para conseguir um emprego de cozinheira na mansão Tufão e, assim, iniciar seu plano de vingança contra Carminha.


Morena parindo de short
03º lugar: Parto de short na caverna

A personagem interpretada por Nanda Costa em Salve Jorge marcou presença em outra gafe na novela. Ao dar à luz seu filho em uma caverna na Capadócia, Morena teve a proeza de parir sem tirar o short. Incrível como um recém-nascido conseguiu atravessar um tecido em seus primeiros momentos de vida.



02º lugar: O rejuvenescimento de Cora

Interpretada pela Drica Moraes (45 anos), a vilã Cora surgiu, do nada, na pele de Marjorie Estiano (32 anos), que havia vivido a personagem jovem na primeira fase de ImpérioA mudança de atrizes foi feita às pressas pelo autor Aguinaldo Silva devido a um afastamento de Drica, em tratamento contra uma faringite, em um momento chave na trama da personagem. Concordo que o autor estava em uma "sinuca de bico", mas ele deveria ter, ao mínimo, uma explicação plausível para tal troca. O que nunca aconteceu. Até hoje ninguém sabe como Cora rejuvenesceu. Véu rejuvenescedor? Xixi de jacaré? SPA milagroso? Mistério! Sem falar que todos os personagens agiam como se nada tivesse acontecido, sendo que Cristina (Leandra Leal), sobrinha de Cora, chegou a parecer ser irmã mais velha da própria tia!


01º lugar: Sinal de celular no elevador

Campeã absoluta de gafes, furos e incoerências entre as novelas dos últimos anos, é com muito prazer que dou o primeiríssimo lugar dessa lista para Salve Jorge!!! O assassinato de Rachel (Ana Beatriz Nogueira) é uma das mortes mais patéticas de toda a teledramaturgia! Primeiro, que a moça descobre que Lívia (Cláudia Raia) e Wanda (Totia Meirelles) são traficantes de pessoas. E o que ela faz? Em vez de guardar o segredo e contar para a polícia, resolve encarar as mulheres que já haviam se mostrado perigosas. E ainda diz: "vou contar tudo para a polícia". Mas o lado pateta não para aí. Ela resolve entrar em um elevador para melhorar o sinal do celular (oi?) e, no momento em que consegue falar com a delegada Helô (Giovanna Antonelli), em vez de contar logo quem é a chefe do tráfico de mulheres, ela diz: "você não vai acreditar quem é a chefa" e não diz. Isso é um dos suspenses mais toscos que se pode ter numa novela ou num filme. Coisa de quem parece estar começando a escrever roteiro, o que não é o caso de Glória Perez, autora de novelas maravilhosas como O Clone e Barriga de AluguelA cena da morte é outra coisa indescritível de ruim. Lívia usa novamente a injeção fatal e dá cabo de sua nova vítima... Dentro de um elevador de hotel! Certamente, num hotel chique como este, deveria ter uma câmera dentro do elevador, né? Até hoje eu não sei. Glória Perez diz que se tudo acontecesse como na vida real, a novela não iria acontecer. Ok, novela é ficção, mas tem de haver um pouco de coerência.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Juízo Final: Angel é vítima da vida ou a grande algoz de 'Verdades Secretas'?


A Globo criou uma ótima campanha de interatividade para A Regra do Jogo no site oficial da novela, no Gshow, chamado de Juízo Final. Nele, em um termômetro, o público pode avaliar as atitudes dos personagens da novela das nove e julgar cada um conforme a sua opinião. É como se o telespectador fosse Deus e tivesse que decidir se tal personagem iria para o céu ou para o inferno, de acordo com seus atos, entendeu? Achei a ideia tão boa que decidi criar o nosso próprio Juízo Final aqui no blog. Com algumas reformulações, é claro. Pra começar, não serão apenas os personagens de A Regra do Jogo que terão seus atos julgados, mas sim de todas as novelas (que estão no ar ou não). Além disso, a nossa avaliação será feita assim: irei apresentar duas versões dos fatos. Uma, defendendo o personagem para ele ir para o céu; e, no outro, fazendo de tudo para ele ser condenado e ir direto para o inferno. E quem dá o veredito são vocês, queridos leitores, através da votação ao final do texto. E a primeira personagem a encarar o nosso Juízo Final será a Angel (Camila Queiroz) de Verdades Secretas. Vítima ou algoz? Isso a gente vai conferir agora...


Angel é vítima da vida: A verdade é que Angel comeu o pão que o diabo amassou desde o começo da novela que chega a dar dó dela. Ok, nada justifica ela ir para a cama com o marido da mãe. Óbvio que não dá para defender isso. Mas, para Angel, Alex (Rodrigo Lombardi) não é seu padrasto: ele é o seu grande amor, o seu ex-caso, amante, cliente. Tudo, menos o marido da mãe! É claro que ela está errada. Mas é preciso entender as razões de uma menina que, aos 16 anos, teve sua vida mudada de uma hora para outra e se viu no olho de um furacão com direito a bullying no colégio, falta de dinheiro, mentira, decepção amorosa e prostituição para ajudar a família. Quantas meninas dessa idade não erram, ficam confusas e acabam não conseguindo voltar atrás num problema? A omissão do pai e a cegueira da mãe e da avó contribuíram para que Angel tomasse decisões sozinhas que a levaram para a beira de um precipício. E a adolescente sabe que é preciso fazer algo. Tanto é que não queria morar no mesmo lugar que Alex e propôs a Gui (Gabriel Leone) que se casassem para escapar das garras do empresário. É claro que devemos considerar também o poder de persuasão de Alex sobre a enteada, que, praticamente, foi coagida a ter um caso com ele para que Alex não revelasse toda a verdade para a sua mãe, que com certeza não iria aguentar a uma decepção tão grande como essa. Mas Angel não é uma péssima filha. Pelo contrário. É preocupada com a mãe e, de fato, parece amar Carolina (Drica Moraes). Bom caráter, porém, inexperiente e inocente, Angel acabou levada pela vida e pelas escolhas erradas que ela julgou certas. Angel é uma mocinha que poderia ser eu, você ou uma filha nossa.



Angel é a grande algoz da história: Olha, desde a Maria de Fátima (Glória Pires) de Vale Tudo (1998) que eu não vejo uma filha tão falsiane e ingrata nas novelas quanto a Angel (que de angel não tem nada). Sim, porque a Maria de Fátima, pelo menos, não se fazia de sonsa pra mãe. Angel transou com o Alex na cozinha, enquanto Carolina estava dormindo no quarto, e engana a mãe para viver um caso amoroso com o padrasto e ainda diz que não quer magoá-la. Imagina se quisesse! A maior prova disso foi quando ela se juntou ao padrasto para convencer a mãe a dispensar os empregados da casa. A intenção era evitar um flagrante e, como bem observou o Alex, deixar o terreno livre para os amantes transarem loucamente sem serem incomodados quando Carolina sair. Mais ordinária e dissimulada impossível! É claro que devemos considerar o poder de persuasão de Alex sobre a enteada de apenas 16 anos, mas, apesar da pouca idade, ela não é nenhuma criança e sabe muito bem o que é certo e errado. Alex não lhe obrigou a nada. Se ela omitiu para a mãe que teve um caso com ele no passado quando o empresário começou a se aproximar de Carolina e continuou indo pra cama com Alex, mesmo depois de casado com sua mãe, foi porque quis. Em nenhum momento, Alex lhe obrigou a transar com ele a força. Se Angel topou o esquema do book rosa, foi porque quis. Fanny (Marieta Severo) não lhe obrigou a nada. Ok, ela se prostituiu para ajudar a família (uma causa nobre), mas trabalhar honestamente, fazer um bico, pegar um emprego de temporada ninguém quer, né? Angel é a grande algoz de toda essa história e se tem alguém que merece ter um final trágico é ela por trair a mãe duplamente.




Os dois lados da moeda já foram apresentados. Agora, quem faz a sentença é você!



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Tapas e Beijos: uma ótima série que, infelizmente, caiu no esgotamento


A série de Cláudio Paiva agradou logo que foi exibida pela primeira vez, em abril de 2011. Tanto que não demorou muito para que decidissem mantê-la na grade global por um longo tempo. Dirigida por Maurício Farias e protagonizada pelas excelentes Andrea Beltrão e Fernanda Torres, Tapas & Beijos continuou fazendo muito sucesso e só terminou ontem (terça, 15/09), após quatro anos no ar. Entretanto, o que eu mais temia aconteceu: o seriado perdeu o fôlego e sua identidade.


A história sempre se baseou na vida de duas solteironas que são vendedoras de uma loja de vestido de noivas. Ambas se envolviam em relacionamentos sem futuro e viviam frustradas, pois nunca conseguiam achar a alma gêmea; havendo assim um contraponto em relação ao fato de trabalharem em um local que se sustenta graças aos casamentos de terceiros. No final da primeira temporada, Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) se casaram com seus respectivos namorados. Assim, na segunda, em 2012, a série mudou o foco e passou a retratar os conflitos da vida conjugal que ambas enfrentavam. No início, parecia que haviam acertado em cheio ao apresentar essa novidade ao telespectador. No entanto, com o passar dos episódios, se pôde notar que as alterações não foram benéficas para a série. A entrada de Jorge (Fábio Assunção) foi ótima, mas, infelizmente, acabou ofuscando personagens que já tinham ocupado um considerável espaço na história: Seu Chalita (Flávio Migliaccio) e Jurandir (Érico Brás), que viraram meros figurantes e perderam certa importância. Bia (Malu Rodrigues), a filha do Jorge, entrou na série logo depois de Fábio, mas pouco acrescentou à trama. No início, era uma jovem rebelde e que implicava com Sueli, mas, com o tempo, virou namorada do Jurandir e foi ficando avulsa.


Já os conflitos vividos pelas protagonistas acabaram se resumindo exclusivamente aos respectivos casamentos. Talvez por isso que os demais personagens, incluindo Flavinha (Fernanda de Freitas) e Djalma (Otávio Muller), tenham ficado tão avulsos e sem história. Claro que o elenco todo continuou aparecendo e tendo até maiores participações em alguns episódios, mas raramente esse fato ocorreu. Verificando que a história não estava agradando, o autor resolveu causar uma crise nos casamentos. Assim, Fátima se separou de Armane (Vladimir Brichta) e Sueli de Jorge. A terceira temporada até tentou trazer de volta o DNA da produção colocando as protagonistas para morarem juntas e estarem solteiras novamente. Mas pouca coisa, de forma significante, mudou. Para trazer uma certa renovação na fase de 2014, algumas mudanças aconteceram: Sueli e Jorge (Fábio Assunção) moravam juntos e o advogado picareta Tavares (Kiko Mascarenhas) virou mendigo. Já a abertura passou a ser cantada por Sidney Magal no lugar da banda Calypso. E ficou cada vez mais difícil evitar o evidente desgaste do seriado. A última temporada, de 2015, então, só confirmou tudo o que disse anteriormente. E nem mesmo a entrada de novos personagens (Cleonice/Bianca Comparato, novo affair do Armane; Queiroz/Thelmo Fernandes, pai de Cleonice; a travesti Stephanie/Rafael Primont, namorada de Tijolo/Orã Figueiredo; Shirley/Analu Prestes, namorada de Seu Chalita; e um possível romance gay entre Tavares e PC/Daniel Boaventura) deu jeito.


Os personagens são todos muito bons e os atores ótimos. Andrea Beltrão e Fernanda Torres formaram uma afinada dupla, enquanto que Fábio Assunção e Vladimir Brichta se destacaram ao lado das protagonistas. O restante do elenco sempre marcou presença nos episódios e mostrou talento: Otávio Muller (Djalma), Fernanda de Freitas (Flavinha), Daniel Boaventura, Flávio Migliaccio, Érico Brás, Kiko Mascarenhas, Natália Lage (Lucilene) e Orã Figueiredo enriqueceram a trama com suas participações. Só que a história apresentou sinais claros de cansaço (as brigas, as trapalhadas que todos os personagens se envolveram, enfim, tudo caiu na repetição). O que é uma pena para uma série tão boa que teria se tornado mil vezes melhor se tivesse parado a dois anos atrás. Infelizmente, Tapas & Beijos chega ao fim provando que já deu o que tinha que dar!


10 provas de que o MasterChef 2015 daria uma ótima novela


1 - A mocinha chorona e de coração bom:

A trajetória de Izabel teve lágrimas, muitas lágrimas que davam até para encher a Cantareira inteira, como toda mocinha que se preze, desde a estreia. Sua entrada no MasterChef quase foi barrada por conta de seus nervos, sempre à flor da pele, mas ela conseguiu sensibilizar os jurados com sua carinha de cachorro abandonado e o discurso de que gostaria de realizar seu sonho. Depois de perder tudo, Izabel começou sua trajetória de superação no MasterChef. Eliminada com uma lasanha decepcionante, a carioca acreditou que havia chegado ao fundo do poço. Na repescagem, porém, viu seu sonho ressuscitar mais uma vez e voltou à competição, onde se tornou um dos finalistas. No último capítulo, como toda mocinha de novela, depois de muita luta e sofrimento, ganhou o Master Chef 2015 e teve seu final feliz.







2 - O vilão detestável: 

Com um temperamento explosivo, Fernando entrou para o rol de vilões que o público garrou antipatia desde o início e torceu incessantemente pela sua eliminação. Competente à frente do fogão, o publicitário tinha boas chances de ficar entre os finalistas, mas se mostrou autoritário e esquentado nas provas em grupo, o que sempre terminava em derrota. Até um chega pra lá da chef Paola ele levou, além de várias indicações dos chefs de que sua teimosia quando recebia dicas ou críticas poderia prejudicá-lo. E o público foi ao delírio nas redes sociais quando o vilão foi eliminado e se deu mal no final!

3 - Ódio, intrigas, rivalidade e vingança:

Os conterrâneos Cristiano e Iranete garantiram a cota de barracos do MasterChef. Tudo começou quando Iranete deixou um tucupi nas mãos de Cristiano numa das provas da competição. Pronto. A partir daí, os dois passaram a bater de frente em todas as provas e viraram inimigos. O ódio tomou conta do coração desse baiano arretado, que até dançou forró com a empregada doméstica ao final de uma prova em grupo, mas nunca realmente a perdoou. Rancoroso, ele reuniu ainda vários desafetos em diferentes capítulos e prometeu vingança contra Izabel e Fernando.





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4 - Núcleo cômico: O estudante Lucas garantiu momentos divertidos da edição. Atrapalhado ao extremo, ele se envolvia tanto na criatividade de suas receitas que perdia pontos na execução. Era comum ouvir um puxão de orelhas de Ana Paula Padrão durante a contagem regressiva: "Empratando, Lucas!". Entre as delícias improvisadas pelo paulista, está uma sopa de tomate sem caldo e sem tomate (?), mas foi mesmo a trouxinha de perfex (no lugar de um pano branco) que deixou Paola horrorizada. O Comandante Hamilton foi outro personagem que se destacou no núcleo cômico com seus pratos desastrosos, como um sushi desmilinguido. Mas nada foi capaz de superar seu biscoito de macadâmia e nozes, completamente desmanchado na hora da apresentação, que foi detonado por Jacquin e eleito o pior prato da história do programa!

5 - Segredos e reviravoltas:

Novela boa tem que ter reviravolta no último minuto para segurar e surpreender o público. Depois de ser eliminada, Sabrina revelou, enfim, que estava grávida, mas guardou esse segredo de todo mundo para não parecer favorecida na disputa. Emocionada, a microempresária ficou na corda bamba várias vezes e não conteve a emoção ao abrir o jogo com Ana Paula Padrão. E nós também! Ninguém esperava por isso.





6 - Personagens desnecessários: 

Existem personagens que não tem a menor função em uma novela e a gente nem lembra que fulano fez tal trama (como 90% do elenco de Salve Jorge). No MasterChef, não foi exceção. Alguém aí se lembra dos participantes Patrízia, Larissa, Rodrigo e Gustavo? É... Nem eu!


7 - O vilão que vira mocinho:

MasterChef também ganhou ares de melodrama quando o jurado Henrique Fogaça mostrou que, além da cara de mau, é um pai amoroso e dedicado. Durante a receita de Aritana, que o chef comparou à comida de hospital, em um discurso emocionante, ele revelou que sua maior frustração é não poder cozinhar para a filha, que se alimenta por uma sonda. Foi de partir o coração!







8 - "Cota gay": 

Vocês já perceberam que, ultimamente, toda novela das nove tem um personagem gay? Isso quando não ficam sempre batendo na mesma tecla de beijo gay, beijo gay, beijo gaZZzZzZZzz... E o MasterChef também tem sua "cota gay". Quer dizer, mais ou menos isso. É que muitos dizem nas redes sociais que a jurada Paola Carosella parece até um travesti e sempre comparam ela com o Paulo Gustavo como a Dona Hermínia no filme Minha Mãe É uma Peça. E, olhando bem, até que os dois são mesmo bem parecidos, né?



9 - O galã: O posto de galã da edição ficou com Marcos lindo, tesão, bonito e gostosão, cuja função no programa foi a de... Ehr... Hum... Peraí, deixa eu ver... Ãhr... Ser galã! Mais do que qualquer prato apresentado pelo administrador, chamavam a atenção os elogios que ele ganhava nas redes sociais a cada capítulo. Aliás, não faltou torcida por ele e Paola, já que o "clima" entre eles a cada avaliação era o ponto alto da participação do competidor.




10 - A coadjuvante que vira protagonista: 

Sabe aquela coadjuvante que vai roubando a cena e se torna um dos principais nomes da novela? No MasterChef, ela atende por Jiang Pu. A chinesinha que virou rainha das redes sociais veio de longe e não demorou a conquistar o coração do público com seu temperamento calmo nos momentos de pressão e suas frases sábias. As escorregadas no português viraram momentos antológicos, assim como as conversas ininteligíveis com o jurado Erick Jacquin: só com legenda!








terça-feira, 15 de setembro de 2015

As Dez Pragas do Egito e seus significados


Há duas semanas, Os Dez Mandamentos entrou em sua fase mais aguardada e de maior sucesso e repercussão: o início das dez pragas do Egito. E até mesmo quem não é cristão tem certa curiosidade em relação a essa história relatada na Bíblia. Estas terríveis pragas tiveram por fim levar Faraó a reconhecer e confessar que o Deus dos hebreus era supremo, estando o seu poder acima da nação mais poderosa que era, até então, o Egito, cujos habitantes deveriam ser julgados por sua crueldade e idolatria. Entretanto, poucos conhecem os verdadeiros planos de Deus para aquele povo. Além de seu principal objetivo, que é a libertação do povo de Israel, as 10 pragas tiveram grande importância sobre os habitantes do Egito. Mas por que rãs, piolhos, água virando sangue, chuva de granizo, entre outras "bizarrices"? É que Deus estava desafiando os deuses egípcios. Nenhuma praga era em vão. Todas elas tinham um porquê, uma razão de ser. Cada praga era direcionada a cada uma das "divindades", conforme a credibilidade do povo em confiar nesses falsos senhores. Por isso que todo o povo hebreu foi poupado de todas essas pragas. Confira abaixo quais são as dez pragas do Egito e suas reais finalidades.

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1. Água em sangue: O Nilo era o rio sagrado dos egípcios. Mas esse rio era uma mera criação de Deus e não um Deus em si mesmo, como eles acreditavam ser. Segundo a crença dos egípcios, Isis e Osires, deuses do Egito, abençoavam as colheitas de cereais às margens do Nilo. Na frente do Faraó (Sérgio Marone) e dos seus funcionários, Arão (Petrônio Gontijo) pegou seu cajado e bateu nas águas do rio, que viraram sangue. Ele ainda estendeu a mão sobre os outros rios, os canais, os poços e os reservatórios e, assim, até a água das tigelas de madeira e das jarras de pedra se transformaram em sangue. Os peixes morreram e o rio cheirou tão mal que os egípcios não podiam beber água dele. E em todo o Egito houve sangue. A morte dos peixes no Nilo foi também um golpe contra a religião dos egípcios, pois certas espécies de peixes eram realmente veneradas e até mesmo mumificadas. Mas o Faraó nem ligou pra isso e não atendeu o pedido de Moisés (Guilherme Winter) e Arão em libertar o povo hebreu.

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2. A praga das rãs: Deus disse a Moisés para falar com Faraó e dizer que o Senhor está dizendo que deixe o povo hebreu sair do país a fim de adorá-lo, caso contrário, castigará o Egito cobrindo-o de rãs. E foi exatamente isso o que aconteceu. Arão estendeu a mão sobre as águas do rio Nilo e as rãs saíram das águas e cobriram todo o país. O Nilo ficou cheio de rãs e elas saíram dele e invadiram o Egito, saltando nas pessoas e aparecendo por todos os lugares inimagináveis. Na chamada mitologia egipciana, Ator era o deus sagrado que evitava a devastação das plantações por pragas. Diziam que o semblante deste deus era grotesco, feio e teria a cara de um sapo. Com esta praga, o Deus verdadeiro trouxe desonra à deusa-rã, Heqt, tida como símbolo de fertilidade e do conceito egípcio da ressurreição. O Faraó, então, mandou chamar Moisés e Arão e lhes disse que deixaria o povo hebreu partir se o Deus deles livrassem o povo egípcio da praga das rãs. Moisés orou e pediu a Deus que retirasse a praga. E o Senhor atendeu o seu pedido: as rãs que estavam nas casas, nos quintais e nos campos morreram. Entretanto, quando o Faraó viu que as rãs tinham morrido, continuou teimando e não atendeu o pedido de Moisés e Arão.

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3. A praga dos piolhos: Pelo Faraó não ter cumprido com sua promessa, Deusa ordenou que Moisés falasse para Arão bater na terra do Egito com seu cajado para que em todo aquele país o pó vire piolhos. E assim aconteceu. Todo o pó do Egito virou piolhos, que cobriram as pessoas e os animais. Os egípcios adoravam o deus Sebe, o deus da terra, e acreditavam que este deus trazia fertilidade ao solo do Egito. Tal praga resultou em os sacerdotes-magos do Faraó reconhecerem sua derrota, mas o Faraó continuou teimando e não atendeu o pedido de Moisés e Arão.

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4. A praga das moscas: O Senhor mandou Moisés dizer ao Faraó que deixasse o povo hebreu sair do país a fim de adorá-lo, caso contrário, mandará moscas para castigar a ele e ao seu povo. E assim aconteceu. Entraram grandes enxames de moscas no palácio do rei e nas casas dos egípcios. E, por causa delas, houve muito prejuízo no Egito inteiro. Esse inseto era abundante no Egito e trazia várias doenças, mas eles acreditavam que Escar, o deus das moscas, os livrava dessas doenças. Faraó chamou Moisés e Arão e disse que eles podiam ir oferecer sacrifícios ao seu Deus. Moisés, então, orou a Deus, que fez com que as moscas deixassem o Egito.

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5. A peste nos animais: Deus disse novamente a Moisés para que dissesse o seguinte ao Faraó: "Deixe que o meu povo saia do país a fim de me adorar, pois, se você não deixar e continuar impedindo que ele vá, eu o castigarei com uma doença horrível, que atacará todos os seus animais. Farei diferença entre os animais dos hebreus e os dos egípcios e não morrerá nenhum animal do meu povo. Eu, o Senhor, marquei um prazo. Farei isso amanhã". No dia seguinte, o Senhor fez como tinha dito e todos os animais dos egípcios morreram, causando enorme prejuízo financeiro para eles. Mais uma vez, o Deus verdadeiro envergonha os deuses do Egito, entre eles, Ápis (que protegia o gado) e Hator (a deusa-céu, imaginada como uma vaca, com as estrelas afixadas na sua barriga). Apesar disso, o Faraó continuou teimando e não deixou o povo ir.


6. A praga das úlceras: Deus ordenou que Moisés e Arão pegassem punhados de cinza de um forno e que jogassem essa cinza para o ar diante do rei do Egito. E assim ele o fez. Essa cinza se espalhou como um pó fino sobre toda a terra do Egito e em todos os lugares ela produziu tumores que vivaram úlceras terríveis e dolorosas nas pessoas e nos animais. Aqui, o verdadeiro Deus debocha de Tifon, o deus que os egípcios acreditavam que curava as doenças, bem como úlceras e coisas parecidas. Mesmo assim, o Faraó continuou não atendendo ao pedido de Moisés e Arão.

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7. Chuva de granizo: Deus, mais uma vez, mandou que Moisés dissesse ao Faraó: "Você ainda continua orgulhoso e não quer deixar o meu povo ir afim de me adorar. Porém, amanhã eu vou fazer cair uma chuva de pedra tão forte como nunca houve igual em toda a história do Egito. Portanto, agora mande recolher o seu gado e tudo o que você tem no campo. Se as pessoas e os animais que estiverem no campo não forem para casa, quando cair a chuva de pedra, todos eles morrerão". Alguns funcionários do rei ficaram com medo do que o Senhor tinha dito e levaram os seus escravos e os seus animais para os abrigos. No dia seguinte, Moisés levantou o bastão para o céu e o Senhor mandou trovões e raios e fez cair uma pesada chuva de granizo sobre todo o Egito. Essa foi a pior tempestade que o Egito já teve em toda a sua história. A chuva acabou com tudo o que estava no campo, incluindo as pessoas e os animais. Destruiu todas as plantas e quebrou todas as árvores. Somente na região onde estavam os hebreus, a chuva de pedra não caiu. Diante dos apelos do Faraó, Moisés saiu da cidade e levantou as mãos em oração a Deus. Só assim, os trovões e a chuva pararam. Entretanto, o Faraó continuou teimando e não deixou que os hebreus fossem embora. E mais uma vez, Deus envergonhou a idolatria nos deuses do Egito, como na deusa Shor, que os egípcios acreditavam ter poderes de abençoar os ares daquele país.


8. A nuvem de gafanhotos: "Até quando você vai recusar se humilhar diante de mim? Deixe que o meu povo saia do país a fim de me adorar. Senão, amanhã eu vou trazer gafanhotos para o seu país. E isso será pior do que tudo o que os seus pais e os seus antepassados já viram!", disse Moisés, em nome de Deus, ao Faraó. Moisés estendeu seu cajado sobre o Egito e o Senhor mandou um vento que soprou sobre o país o dia inteiro e trouxe os gafanhotos. Eles se espalharam pelo Egito e invadiram toda aquela região em quantidades enormes, como nunca havia acontecido antes. Eles cobriram todo o chão e devoraram toda a vegetação e as frutas das árvores que haviam sobrado da chuva de granizo. A praga dos gafanhotos significava uma derrota dos deuses que, segundo se pensava, garantiam abundante colheita, como Sarapia (deus da agricultura). Faraó, então, mandou chamar Moisés e Arão e pediu que eles orassem pra Deus tirar os gafanhotos dali. Moisés assim o fez, mas Faraó continuou não deixando que os hebreus fossem embora.

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9. A praga das trevas: O Senhor disse a Moisés que levantasse a mão para o céu a fim de que em todo o Egito haja uma escuridão tão grossa que nada possa ser visto. Moisés assim o fez e durante três dias uma grande escuridão cobriu todo o Egito. Os egípcios não podiam ver uns aos outros e, naqueles dias, ninguém saiu de casa. Mas em todas as casas dos hebreus havia claridade. Com esta praga, o Deus verdadeiro derrubou o deus principal do Egito, , o deus do sol. Mas o Faraó (também considerado o deus-sol) continuou teimando que os hebreus não saíssem do Egito.

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10. A morte de todos os primogênitos: Deus disse a Moisés: "Vou mandar só mais um castigo sobre Faraó e seu povo. Depois disso, ele os deixará ir. Na verdade, ele expulsará todos vocês. Nessa noite, eu passarei pela terra do Egito e matarei todos os primeiros filhos, tanto das pessoas como dos animais. E castigarei todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor". À meia-noite, o Senhor matou os filhos mais velhos de todas as famílias do Egito, desde o filho do Faraó, que era o herdeiro do trono, até o filho do prisioneiro que estava na cadeia; e matou também a primeira cria dos animais. Naquela noite, o rei, os seus funcionários e todos os outros egípcios saíram da cama. É que em todo o Egito havia gente chorando e gritando, pois em todas as casas havia um filho morto. A morte dos primogênitos resultou na maior humilhação para os deuses e as deusas egípcios. Depois disto, todos souberam que Deus era o Senhor e Seu nome ficou anunciado em toda a terra. Deus destruiu todo deus falso do Egito. Na morte do primogênito, Deus mostrou que Ele tem na Sua mão o poder de morte e de vida. O Faraó tinha pretensão de ser adorado, de ser uma divindade. O primogênito era, em potencial, um Faraó, pois era o herdeiro do trono. O rei, então, mandou chamar Moisés e Arão e finalmente deixou que fossem embora com seu povo.



domingo, 13 de setembro de 2015

O Melhor e o Pior da Semana (7 à 13/09)





Pragas do Egito movimentam Os Dez Mandamentos



Depois de um decepcionante efeito especial nas águas do Rio Nilo sendo transformadas em tinta guache sangue, a Record acertou com a chegada da segunda praga: a infestação de rãs. O efeito, exibindo inúmeros anfíbios saindo das águas do Nilo indo em direção às casas do povo egípcio e ao Palácio Real, foi muito bem realizado. A infestação de piolhos foi a terceira praga e mais uma vez os bons efeitos se sobressaíram. Quando Arão (Petrônio Gontijo) tocou o solo, surgindo assim uma nuvem de piolhos que se alastrou pelos arredores, o pânico voltou a reinar entre os egípcios, para o desespero do poderoso Ramsés (Sergio Marone). Tudo isso em uma semana só. É bom saber que a Record não vai ficar enrolando muito com as dez pragas do Egito para segurar a alta audiência. A autora está sabendo explorá-las bem. A infestação de moscas, a peste nos animais, as úlceras, a chuva de granizo, o ataque de gafanhotos, as trevas e a morte dos primogênitos ainda estão por vir. Ou seja, Os Dez Mandamentos tem tudo para seguir movimentada por um bom tempo.



João Vitor Silva: outra grande revelação de Verdades Secretas


Durante anos, o ator João Vitor Silva ficou marcado como o Pedrinho do Sítio do Picapau Amarelo. Tal situação também já ocorreu com a Isabelle Drummond, que ficou conhecida nacionalmente como a boneca Emília nesse mesmo seriado adaptado da obra homônima de Monteiro Lobato, mas logo apresentou novas facetas e mostrou ser uma das melhores atrizes de sua geração. E, nessa semana, João Vitor também mostrou que cresceu e não é mais o Pedrinho. No auge de sua paixão por Stephanie (Yasmin Brunet), Bruno descobre que ela aceitou sair com ele por dinheiro e fica arrasado. A cena, que trouxe apenas o silêncio e o sofrimento nas lágrimas de Stephanie e Bruno, foi de partir o coração. Alex (Rodrigo Lombardi) é quem armou para o filho descobrir tudo e não se compadeceu em nenhum momento diante do sofrimento do filho. Pelo contrário! Ele acaba humilhando o garoto: "Deixa de frescura. Chorar é coisa de viado". Enquanto Alex se mostra durão e machista na frente do filho, quando Bruno sai ele cai em lágrimas de tão duras que foram as palavras do garoto. Ótimo jogo de cena entre os dois atores. Rodrigo Lombardi dispensa comentários, tamanha a frieza e monstruosidade de seu sádico Alex. E João Vitor Silva só tem a crescer ainda mais na trama, já que seu personagem, depois da desilusão amorosa, passou a fazer sexo com homens e se envolver com drogas. Outra grande revelação de Verdades Secretas!



Atena e Nelita estão over e caricatas
demais em A Regra do Jogo

Bastou Atena (Giovanna Antonelli) aparecer em cena que virou a grande sensação nas redes sociais. Entretanto, a vilã está cada vez mais caricata. Pra começar, suas ações não são nada realistas (como, por exemplo, ter quebrado a casa inteira onde ela ficaria hospedada). Sua gargalhada parece ser de uma bruxa de filme infantil! Essa semana, na cena em que ela é desmascarada por Sumara (Karine Teles) e dá uma garrafada na cabeça da milionária, me senti vendo uma cena de Chapolin. Fora aquela sequência interminável de Atena fugindo da casa de Sumara pelo telhado e dando de cara com um cachorro raivoso. Fiquei na dúvida se era para ter rido porque eu senti, na verdade, uma tremenda vergonha alheia... As cenas da Atena não parecem nada críveis e esse tipo de vilã não combina muito com as malvadas criadas por João Emanuel Carneiro. Nem Carminha (Adriana Esteves) era tão espalhafatosa (mesmo com seus berros, urros e caretas histéricas)! E o que dizer de Nelita (Bárbara Paz)? Pra começar, o megahair dela parece peruca de Halloween de tão fake que é. E seu nível de bipolaridade beira a psicopatia de tão exagerado. Não sei se existem pessoas assim, mas podiam ter pegado mais leve e mostrá-la apenas como desequilibrada. A personagem está a cara da menina do filme O Exorcista!


Não sei se esse é o estilo mesmo das personagens, mas as duas estão over e caricatas demais!


A Regra do Jogo: uma novela que exige paciência e muita atenção



Antes de A Regra do Jogo estrear, João Emanuel Carneiro havia dito que escreveria cada capítulo como se fosse o último. E, de fato, o autor não estava mentindo: a cada dia, uma nova história de tirar o fôlego é contada com uma nova revelação sobre os personagens. A novela está há duas semanas no ar e eu ainda não sei qual é a regra do jogo! Afinal, que ódio todo é esse que Romero (Alexandre Nero) tem de Djanira (Cássia Kis) para querer seduzir e conquistar Tóia (Vanessa Giácommo), filha de criação de sua mãe, só para se vingar dela? Qual a verdadeira história por trás do famoso massacre na Seropédica que muitos personagens estão envolvidos? Quem é o tal "Pai" da facção criminosa da qual Romero faz parte? Que seita é essa que envolve a facção? Quem "emprenhou" Nelita (Bárbara Paz)? Juliano (Cauã Reymond) é mesmo inocente como ele diz ou culpado como Dante (Marco Pigossi) garante? Quando Kiky (Débora Evelyn), filha de Gibson (José de Abreu) e Nora (Renata Sorrah), dada como morta, vai aparecer? Por que Suely (Paula Burlamaqui) é tão obcecada em Atena (Giovanna Antonelli)? Zé Maria (Tony Ramos), acusado no passado pelo massacre na Seropédica, do qual jura inocência e motivo pelo qual vive foragido da polícia, diz que o culpado por toda essa desgraça é Romero e nutre um ódio mortal pelo protagonista. Estará ele falando a verdade? Dou um milhão de dólares para quem descobrir!

Perder um capítulo de A Regra do Jogo é como acompanhar um "Quem matou?" e, no final, perder quem é o assassino. É uma novela que precisa ser acompanhada diariamente mesmo para não se perder o fio da meada. E acho que, além de suceder um fiascão como Babilônia e a dura concorrência de Os Dez Mandamentos, esse seja outro grande fator para a baixa audiência da atual novela das nove. Minha vózinha, por exemplo, está dormindo mais cedo por achar a trama confusa demais e porque detesta que estão falando o tempo todo de facção criminosa. Tudo bem que uma pessoa só não representa a opinião de todo o país, mas pode ser que os telespectadores mais conservadores estejam torcendo o nariz para a trama cheia de mistérios, reviravoltas, crimes e segredos, que já virou marca do autorParticularmente, adoro esse tipo de história que mais parece um thriller (filme de suspense) ou um seriado policial. 


Lembro que na época de A Favorita muita gente reclamava que não entendia nada, a audiência capengava e Os Mutantes fazia o maior sucesso na Record. O fato é que era preciso paciência e muita atenção para assistir a trama. João Emanuel Carneiro tinha duas protagonistas: Flora (Patrícia Pillar) e Donatela (Cláudia Raia). Uma das duas matou Marcelo, marido de Donatela e amante de Flora, com quem teve uma filha, Lara (Mariana Ximenes), que foi criada por Donatela enquanto Flora esteve presa acusada de matar o amante. Uma das duas estava mentindo. E, durante os primeiros 55 capítulos, A Favorita girava justamente nessa discussão sobre quem era mocinha e quem era vilã. Só que a história da novela já começava na metade, a partir do momento em que Flora saía da cadeia disposta a provar sua inocência e recuperar os anos perdidos com a filha. Todo o mistério sobre o assassinato do Marcelo era contado apenas por meio de flashbacks, em que Flora, Donatela e alguns outros personagens davam suas versões da história. Algumas verdadeiras, outras não. Tal situação é muito parecida com A Regra do Jogo. Um massacre na Seropédica ocorreu nos anos 90. Tal crime une, de certa forma, todos os personagens principais. Só que a história é apresentada ao público vinte anos depois, já na atualidade. Aos poucos, o autor vai soltando algumas pistas sobre o que realmente aconteceu. Em A Favorita também era assim. Até que, no capítulo 56, ocorreu a grande virada na história: foi revelado que Flora era a assassina. Este fato desencadeou novos mistérios e entrechos. A Favorita virou outra novela. Ainda mais instigante e cheia de reviravoltas. Aliás, foi a partir dessa revelação que a novela finalmente cativou o público e engrenou na audiência. E, quando todo mundo pensava que o mistério em torno do assassinato de Marcelo já estava resolvido, o autor ainda trouxe, muitos capítulos depois, uma nova revelação: Lara não era filha de Marcelo e sim de Dodi (Murílo Benício)! Foi por isso que a vilã o matou, após ele descobrir toda a verdade. Já imaginaram se Carneiro tivesse alterado sua ideia por causa da rejeição do público? A Favorita não seria esse novelão de sucesso, criativo e diferente.


O enredo do autor é cativante pela maneira como o autor narra sua história. Seus personagens caminham, o tempo todo, na corda bamba entre o bem e o mal. O diferencial de Carneiro está em saber brincar com essas nuances de personalidade como quem manipula peças de um jogo de xadrez. Que os mais apressadinhos esperem antes de criticar o novo que o autor tenta apresentar. Avenida Brasil, por exemplo, ao contrário das outras duas novelas para o horário das nove do autor, apresentava uma trama clássica de vingança: Carminha (Adriana Esteves) era vilã, Nina (Débora Falabela) era a heroína, Carminha desgraçou a vida de Nina no passado e, anos depois, Nina retorna querendo se vingar da ex-madrasta. Tudo bem que o autor deixou sua marca colocando o grande mistério (o passado da "Família Lixão"), a grande virada (quando Carminha descobriu que Nina, na verdade, era Rita) e novas revelações sobre os personagens (quando Santiago/Juca de Oliveira, pai de Carminha, se revelou o grande vilão da história), mas era uma trama, digamos assim, mais simples de entender. A Regra do Jogo não. É preciso paciência para ver o desenrolar da novela antes de reclamar nas redes sociais. O tabuleiro já foi armado, mas poucas peças foram movimentadas. Ainda falta muito para a grande virada. E para o xeque-mate!


sábado, 12 de setembro de 2015

Tem novelas para todos os gostos!


A safra de novelas nunca foi tão diversificada como atualmente. Mesmo quem não curte um ou outro gênero acaba dando uma espiadinha em pelo menos alguma das tramas que estão no ar.


Começando pelas aventuras adolescentes de Malhação, o início de noite tem ingredientes de sobra para entreter os noveleiros de plantão. A bela reconstrução de época mostrada em Além do Tempo é um prato cheio para quem curte o gênero dramalhão, com muito romance, vilões diabólicos e mocinhos cativantes. Para quem prefere dar boas risadas, tem I Love Paraisópolis, uma comédia romântica que mostra o contraste do luxuoso Morumbi, um dos bairros mais ricos de São Paulo, com as casas aglomeradas e coloridas na pobre comunidade de Paraisópolis.

Petrônio Gontijo e Guilherme Winter (Fotos: Divulgação/TV Record)

E engana-se quem pensa que vou me limitar apenas às produções da "Toda Poderosa" Rede Globo. Para a molecada e o público mais "pequetito", tem Cúmplices de Um Resgate e a reprise de Carrossel. Aquela velha lenda de que programas infantis não têm mais público na TV aberta é a mais completa bobagem. O SBT é a maior prova disso, com suas novelinhas infantis que tanto fazem sucesso. Já o fenômeno Os Dez Mandamentos é a galinha dos ovos de ouro da Record. A novela bíblica está fazendo a emissora ter a maior audiência dos últimos sete anos e está sendo uma tremenda dor de cabeça para a Globo. Até a Band entra na lista desde que apresentou uma nova alternativa às 20h30 ao público com as novelas turcas (Mil e Uma Noites e Fagmagul).


E o que dizer sobre A Regra do Jogo, que mal estreou e já considero "pakas"?! Está sendo uma alegria ver algo de qualidade no horário nobre, depois de tantas decepções cofcofBABILÔNIAcofcof, que não subestima a inteligência do público. Se ela vai manter o nível pelos próximos meses, só assistindo para saber, mas, por enquanto, está impecável, não economizando em reviravoltas, ganchos e acontecimentos. Por fim, não dá pra ir pra cama sem conferir a ousadia sem o menor tipo de pudor que leva o público à loucura em Verdades Secretas. A novela das onze já teve seu final trágico decretado, mas mesmo assim é impossível tirar os olhos de frente da TV.


Dramalhão, comédia, ousadia, mexicana, turca, bíblica, infantil...
O que não faltam são boas histórias na TV atualmente. E para todos os gostos!

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