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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Desgraçômetro BBB17 | Ai, que tédio!



Manoel foi eliminado. E quem se importa? O sujeito não manja nada de jogo e parece que só entrou lá mesmo para engatar um namoro com alguém e aparecer durante uns dias num programa de TV.


Com déficit de neurônios, o Tonho da Lua 2.0 e seu irmão gêmeo Antônio (vade retro!) deram sinais de que caíram totalmente de pára-quedas no reality e a verdade é que não fazem a menor diferença. Sem dizer que Manoel tem aquele estilão de moleque marrento e mimadinho. O cara, em um mês de programa, já até chamou Vivian para morar com ele quando o BBB acabar. Claro que a moça desconversou, né? Sua trajetória na casa foi só pagação de mico atrás de mico: quando deu aquele chilique desnecessário por causa das brincadeiras do Marcos quando este estava no monstro, quando comemorou ao ter achado a bolinha pensando que tinha virado o novo líder, mas na verdade foi é eliminado da prova, ganhou um poder extra que não valeu de nada e foi parar no paredão... Chego até ficar com dó dele... Opa, já passou!


Com mais uma eliminação, agora é hora de mostrar a trajetória (até o presente momento) e importância de cada participante no jogo (para o bem ou para o mal). Está no ar mais um Desgraçômetro BBB17! Confira.

Gosto muito: Elis



A audiência desta 17ª edição do BBB anda ruim. Muito ruim. É a pior média até o momento e, embora algumas brigas e intrigas estejam acontecendo, é preciso de muito mais para mudar esta situação. Em parte, isso se deve ao elenco. É muita gente querendo passar a perna no outro e sem carisma. Muito mais do que um jogo, o BBB é um programa de entretenimento. Quanto mais entrosamento, mais diversão e mais espontaneidade, mais audiência (vide o sucesso que foi o BBB16 graças ao furacão Ana Paula). E a única participante que, para o bem ou para o mal, vem reunindo todas essas qualidades é a Elis.

A agente do caos se tornou uma peça indispensável para fazer a casa girar. Ela não tem um pingo de vergonha na cara ao destilar seu veneno e suas artimanhas e picuinhas como se milhões de pessoas não estivessem assistindo tudinho pelo pay per view. É uma cobra? Muito! Mas é carismática e nos faz divertir. Sabe aquela vilã de novela que não vale nada, mas a gente adora mesmo assim? Tipo isso. Vamos todos bater o tambor pra Elis ser a líder dessa semana, porque uma imunidade caída do céu salvaria essa danadinha de ir pro paredão. Imaginem essa mulher com poder na mão? Vai ser tiro, porrada e bomba!

Odeio, mas amo: Serpemilly




"Como odiar e amar uma pessoa ao mesmo tempo", você deve estar pensando. Mas, verdade seja dita, essa enviada do capeta está no centro do jogo. Marcos está cada dia mais apagado e toda movimentação e repercussão na internet é sobre os fãs (!!!) e os haters dessa desgraçada. Ela continua vomitando arco íris pela boca, mas consegue se manter sempre no centro das atenções. Taí a principal diferença da Emilly para a Elis: ao contrário da agente do caos, ela é uma cobra chata que só consegue irritar quem assiste.

Gosto, mas já gostei muito mais: Doctor



Foi por culpa de Eva, que comeu do fruto proibido, que Adão foi expulso do paraíso. E está sendo por culpa de Emilly que Marcos está perdendo cada vez mais o favoritismo da edição. Esse casalzinho já passou dos limites da chatice e é completamente fake. Como pode ser visto no vídeo que postei logo mais acima, Serpemilly só está com Marcos por pura estratégia de jogo. E o Doctor também não parece mostrar que está realmente a fim da garota e que o seu negócio é apenas ficar com alguém ali dentro da casa. A escolhida foi a gêmea má, mas, eventualmente, poderia ser uma outra qualquer (lembram lá na primeira semana que ele deu em cima de quase todas as garotas na festa, como a Gabi Flor?). Parece até aquele tiozão babão que fica dando em cima das novinhas e que não para até conseguir um beijo ou algo do tipo.

Gosto: Rômulo



Rômulo é o cara mais observador da casa. Como uma esfinge, ele olha tudo e decifra todos os seus adversários. Essa semana, o diplomata resolveu abrir a boca e não teve medo de expor para o público (no voto) e para o Marcos (na cozinha) tudo o que ele pensa sobre a Emilly. Ao contrário de Roberta no caso da Mayara, Rômulo não escondeu o voto e ainda explicou o que ele não gostava na relação do casal fake Dolly. Uma atitude madura e corajosa. Ou seja, dou 3 dias pra edição transformá-lo num vilão manipulador…

Desejo um furunco no ânus: ERRoberta


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Impressionante como ERRoberta consegue manipular e trair todos que estão ao seu redor. Ela sabia da única fraqueza do poder do "amigo" Manoel e foi lá e fez uma verdadeira lavagem cerebral pro líder Pedro votar nele. Fuja de gente assim! Isso mostra que ainda tem prestígio e poder de persuasão naquela casa.

Ok: Ilmar



Outro que vem caindo no jogo e já não gosto tanto assim. Ilmar entendeu que o casal Dolly é popular e resolveu assumir o papel de líder da fã base caprichete do casal. Desde então, passou a gravitar em volta de Marcos e Emilly tal como David Brazil faz com todos os famosos. Eu não me prestaria a esse papel...

Ok: Vivian



Vivian levou tombo na primeira semana ao ver seu indicado (Marcos) voltar do paredão. Levou tombo na segunda semana, ao ser emparedada e perder a principal aliada no jogo (Mayara). Levou tombo na quarta semana, ao perder seu peguete e aliado (Manoel). O jogo dela lá dentro acabou. É hora de fazer a Fénix e renascer das cinzas e mostrar que ela sabe fazer alguma coisa sozinha. Acho que tem boas chances.

Ok: Pedro


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Pedro foi líder essa semana e, nem assim, apareceu muito no jogo. Até seu voto foi terceirizado pela Roberta. E, após quatro semanas, Pedro segue sem criar nenhum enredo, a não ser usar vestido e mudar o visual. Pedro pode até ser gamer, mas deve ser de Sudoku ou palavras cruzadas. Ai, que soninho...

Gosto: Ieda



A Vovó Urach tem ótima leitura de seus adversários. Foi responsável direta pela eliminação de Luís Felipe, depois foi engambelada por Elis (mas já está em conflito com ela) e ainda chamou Emilly na chincha.

Não me importo: Marinalva e Daniel


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Ambos tem uma disposição acima da média para entrar em rota de colisão com seus colegas de confinamento, mas seguem fazendo um jogo covarde, tedioso e sem muita expressão.

Taco fogo: edição do BBB



Ninguém, essa semana, foi mais vagabunda que a produção do BBB. Interferências além da conta do Tiago Leifert, VTs cor de rosa pro casal Dolly e um maldito telão passando mensagens do público pra Marcos e Emilly se beijarem. Só faltou o Boninho gritar "Formem um casal agora, pelamordedeus". Patético!

E vocês, concordam com o Desgraçômetro? Deixe sua opinião!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Desgraçômetro BBB17 | Discórdia reina!



Existe o chatinho, o infeliz, o insuportável, o babaca, o cretino, o inútil, o desgraçado... E o Luiz Felipe do BBB17. O cara cometeu simplesmente todos os erros possíveis e o público não teve dó. Assim, ele foi escorraçado com 73,81% dos votos NUM PAREDÃO TRIPLO. Se isso não é rejeição, então não sei o que é.

 Luiz Felipe se mostrou extremamente equivocado e inútil dentro da casa. Machista, presunçoso e puxa-saco, o rapaz, só porque é modelo e mister, chegou a falar em "padrão de beleza" e que para ficar com Mayla teve de baixar o tal padrão. Também disse ter vontade de "dar umas porradas" em Ieda, uma senhora de 70 anos, além de outras imbecilidades dirigidas a ela (quase sempre por causa da idade), chegando a dar o maior chilique com Ieda por causa de ovo e expulsá-la da sua cama. Mas a coisa mais grave contra Luiz foi sua admissão de que agrediu uma namorada por vê-la "se esfregando num conhecido". Ele tentou amenizar a história dizendo que "só puxou os cabelos" dela, mas o estrago já era irreparável.

Pra piorar, o nosso The Bachelor Brasil se achou o Dourado do poder supremo só porque recebeu voto duplo como prêmio por ser eleito o mais inútil da casa pelos participantes. O coitado além de dente mostrou não ter muito cérebro, porque saiu mostrando pra casa inteira que ele tinha algum poder na mão e que iria mudar o próximo paredão. Só que ele se esqueceu de combinar direito os votos do seu próprio grupinho. Conclusão: acabou indo parar no paredão e saiu com rejeição. Ai, que burro, dá zero pra ele...

Só mesmo a mãe dele para aturá-lo e achá-lo o homem mais bonito do mundo. Agora, fora do programa, Luiz Chilique poderá comer seus ovos até se fartar, deitar na própria cama e procurar um dentista. 

Com mais uma eliminação, agora é hora de mostrar a trajetória (até o presente momento) e importância de cada participante no jogo (para o bem ou para o mal). Está no ar o Desgraçômetro BBB17! Confira.

Gosto muito: Doctor



Marcos é, sem dúvida, o centro do jogo e o participante mais popular do BBB17 (no facebook e no twitter ao mesmo tempo, o que é um fato raro), mas, pelo menos por enquanto, ele deve dar uma sossegada no jogo e só administrar a vantagem. Isso porque o pessoal lá dentro teve a primeira resposta do público. Até agora, todos jogavam sem muita informação de qual lado o público estaria favor. No primeiro paredão, Marcos foi contra Flor, que era neutra. Foi uma informação muito pequena pros participantes. No segundo paredão, tivemos Vivian x Mayara, que eram aliadas, então o povo do BBB continuou cego, sem saber como andava o jogo. Agora, com Luiz eliminado, todos os participantes, menos Manoel (por motivos de falta de inteligência), conseguirão ter uma ideia de qual direção o público está caminhando: contra a Tipolândia. Será que o grupo rival reformulará seu jogo? Emilly se descobrirá misteriosamente apaixonada pelo Doc? Daniel vai pedir pra voltar pro grupinho dele? Pedro vai escorregar pro lado dos meninos? Elis armará votos contra a panela das meninas? Manoel aprenderá o alfabeto? Vamos aguardar os rumos do jogo.

Odiosamente adorável: Serpemilly


A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, barba e óculos

Emilly é uma mentirosa compulsiva. É impressionante como destila veneno de tudo e todos. Fala e faz qualquer coisa para se manter no centro das atenções e/ou conseguir algo a seu favor. Nada como o tempo para expor o seu caráter (ou a falta dele). Inclusive, cheguei a fazer um texto na fan page comparando-a com a Paola Bracho e os motivos você pode conferir clicando bem AQUI. Malandramente, a menina inocente, largou o cara sem dente e começou a seduzir. Emilly é completamente doida varrida, mas ela não pode sair do BBB. Pelo menos, não por enquanto, pois é isso que está movimentando bem o jogo. Já estou me preparando psicologicamente para VTs do casal dominarem a edição de agora em diante. Mas é isso que vai fazer o jogo andar. Se o casal não se formar, o jogo acabou e Marcos venceu. Só esse envolvimento entre o mais popular e a mais rejeitada pode movimentar o enredo do programa. Thiago Leifert não parou de dar dicas e botar pilha pro casal se formar. Doctor já tava querendo. Emilly fazia charme. Mas bastou Luiz Chilique ser eliminado pra Emilly entender que o Doctor não é tão rejeitado assim aqui fora como pensava e se jogar no pinto do Marcos antes mesmo do defunto banguela esfriar. Só tenho preguiça da edição fazendo Emilly de boa moça prejudicada pela Roberta. Medo dela ficar popular com o casalzinho.

Gosto: Elis



No início, achava ela a jogadora mais burra da casa, pois muda tanto de opinião e comportamento de acordo com quem está interagindo que fica até difícil acompanhar. Mas agora percebo que de burra ela não tem nada. Elis é, simplesmente, a maior intrigueira do BBB, Projac e quiçá de todo Brasil. Caricata, povão e com linguá afiada, ocupa importância em dobro no jogo: 1 - É quem toca fogo no puteiro como quem não quer nada e faz todo mundo se matar; 2 - Hoje, a única participante com alguma chance de vencer o Marcos.

Ok: Pedro


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Pedro é bem menos planta do que parece. De propósito ou não, foi ele quem montou o paredão dessa semana. Induziu o voto do Daniel no Marcos, indicou Ilmar pelo Big Fone e deu o voto decisivo que emparedou Luiz Chilique. Pedro dorme de segunda a quinta, mas basta sair o líder que ele desperta e trabalha até domingo na hora da votação. Até deixou de lado aquela apelação de ficar usando vestido.

Ok: Vivian (ex-narja)



Vivian levou um baita tombo nas primeira semanas. Sua indicação de líder deu errado e sua parceira de jogo (Vivian) foi eliminada na sequência. O jogo da Vivian foi dizimado, mas como essa menina melhorou sem a Mayara, hein... Ficou mais leve, mais sociável e ainda apresenta algumas faíscas de jogo interno. Acho que o estrago já foi feito, mas vejo a torcida dela crescendo a cada dia. Ainda sim, preferiria que Maynarja tivesse continuado no jogo. Hoje, percebo que ela não era a maior cobra da casa (título este disputado pau a pau entre Roberta e Emilly) e seria interessante vê-la trocando veneno contra Serpemilly. Duelo de cobras!

Gosto: Ilmar



Gente, eu tô torcendo pelo Ilmar, me julguem! Adorei a greve na cozinha que ele fez pros meninos mimados. Gosto do jeitão tiozão do pavê nas brincadeiras e sempre acabo gostando de quem me diverte mais. Ilmar é um cara tão legal e inteligente que dá até uma tristeza saber que é comunista e exalta e tem até uma tatuagem (escrota) de um genocida, homofóbico, racista e assassino como Che Guevara.

Gosto: Ieda



Primeiramente, namore alguém que te olhe como Ieda olhava pro Paulo Ricardo na festa. Segundamente, devagarinho, Ieda vai se encaixando no jogo. Seu jeito sincerão e cheio de veneno, mas sem perder a classe sempre me encantou. Ganhou força essa semana ao ver o inimigo Luiz ser eliminado, mas agora tem que achar um novo antagonista para que ela possa bater de frente e crescer mais. Creio que será Roberta.

Ok: Romulo



Todo mundo gosta do Rômulo. Tanto os participantes, quanto o público. Mas falta ele entrar mais de cabeça no jogo. E jogo não é só votação e estratégias. É jogo externo também. Ele precisa se soltar mais, criar enredo, render VTs. Diplomacia o mantém longe do paredão, mas não cria torcida.

Desejo uma verminose: ERRORoberta


Sabe quando uma criancinha pequena quebra a vidraça e todo mundo sabe que foi ela, mas a desgraçada nega até a morte e faz um dramalhão mexicano? Essa é a Roberta, que, de grande favorita antes mesmo de estrear o BBB, virou a maior decepção e o maior erro do jogo. Roberta estendeu demais essa história de ter mentido sobre ter votado na Mayara. Quanto mais ela demorava pra assumir, mais ela ganhava rejeição fora da casa. E o assunto continua a render e sua máscara agora está começando a cair lá dentro também.

Não fede, nem cheira: Marinalva e Daniel



Eu gostava da Marinalva, mas depois da justificativa de voto dela essa semana, acabou qualquer chance de ter a minha torcida. Todo domingo, ela sobe em cima do muro, vota nulo e usa justificativas que deixariam Patati Patatá feliz. Pelas pernas do profeta, o que foi ela justificando que votou para a Vivian ser eliminada porque acha que ela vai fazer muito sucesso lá fora? Por favor... E o que falar de Daniel? Anotem a lista de escolhas desse cidadão: 1 - Deu anjo pro Luiz Chilique; 2 - Deu novo anjo pro Manoel; 3 - Votou no Marcos porque ele já é rico e precisa menos do prêmio. Falasse qualquer coisa, até o clichê "falta de afinidade", mas pelo amor de Urach, jamais, jamais, jamaaaais diga que é porque os outros precisam mais do prêmio. Se tá precisando de grana, se inscreva num curso do Pronatec, mas não vai pra desgraça do BBB usar uma justificativa dessas.

Desejo uma hemorroida: Tonho da Lua 2.0


E o prêmio de maior vergonha alheia do BBB17 vai para...


Hahahahahahahahahahahahaha Ai, eu tô passando muito mal aqui, Brazyl!!!

A descoberta da semana foi essa aqui:


GENTE, O TONHO DA LUA 2.0 SABE LER!!! Desconfio seriamente que Manoel não sabe que está no BBB. Acho que ele foi seguindo o irmão até parar no Projac e agora não sabe o caminho de volta pra casa.

E vocês? Concordam com o Desgraçômetro? Deixem seus pitacos!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

BBB17 | O Brasil tá vendo!



Começo esse texto com aquele papo que já está mais do que cansativo: ninguém é obrigado a assistir ao BBB. Aliás, ninguém é obrigado a assistir a nada. Sua TV provavelmente veio acompanhada de um controle remoto e seu navegador certamente tem um “X” no canto superior direito. Use-os e vá ler um livro. Mandado o recado para os chatos de plantão, vamos agora ao que interessa: falar de BBB!

São 17 edições e o povo já entrou em campo jogando. Não é para menos que a velocidade do novo Big Brother Brasil está aceleradíssima. Estamos na terceira semana do programa e já tivemos alerta de casais, choros, conchaves, rivalidades, implicâncias, discussões, os favoritos, os ex-favoritos, os odiados, provas do líder, formação de paredão e quatro eliminações. Agora sim é possível dizer que o programa começou e, a medida que os confinados percebem que não estão em uma colônia de férias, grupos estão sendo formados, as personalidades delineando-se e os favoritos e embustes trocando de pele a cada momento.

O ódio já tomou conta do meu coração com a estreia de dois novos quadros: Rafael Cortez interagindo com usuários das redes sociais e uma "família" de bonecos chamados Os Silva — bonecos que são dublados por vozes de artistas que fazem comentários sobre o programa. Apresentadas como "cômicas", só tenho uma coisa a declarar: VOLTA, MAURÍCIO RICARDO!!! Mil vezes as charges e animações feitas por ele.


A principal novidade, obviamente, foi a entrada do Tiago Leifert no lugar do Pedro Bial. E ele tem feito de tudo para não lembrar em nada o Bial e para imprimir seu próprio estilo ao programa. Ideia acertada. Até o momento, não tem decepcionado, nem sendo parcial. Mas ainda falta um "tompero", sabe?

Outra novidade foi a entrada dos gêmeos Antonio e Manoel e das gêmeas Emily e Mayla, que concorriam a duas vagas cada par e entraram na casa antes do restante do pessoal. E nós tivemos que ser resistentes para aturar 24 horas ouvindo "Tipo assim" e "Tá ligado". Tipo assim, foi muito chato, tá ligado? Antônio e Manoel são dois tipos que eu, como público, mais preteio no programa. O primeiro é o apelativo — sensualizou, cantou, deu em cima das meninas, tudo para ser o favorito da casa —, o outro é completamente apático, recluso e não diverte. Emily e Mayla se mostraram mais equilibradas, não pisaram muito fora da linha e mostraram uma maturidade com a chegada de outras pessoas ao convívio no segundo dia. A ideia de colocar duas duplas de gêmeos para confundir os demais participantes e agitar a casa só veio a engrenar quando Tiago Leifert informou que apenas um deles sobreviveria. A partir daí, tudo mudou.

 Manoel e Antonio simplesmente se esqueceram das gêmeas e foram de encontro com, respectivamente, as duas líderes Vivian e Mayara. Formaram imediatamente dois casais, passaram a noite se beijando e, nos intervalos, tratando de forçar uma história de amor como se fossem almas gêmeas e, claro, escolher uma inimiga para odiar: Gabi Flor. Mayla, vendo Antônio e Manoel beijando a dupla de narjas na festa, também aderiu à brincadeira e deu uns beijos em Luiz Felipe, que passou a forçar a barra fazendo cara de fofinho e bancando o apaixonado. Emilly, que deu o maior toco em Marcos quando este vinha querendo também formar casalzinho, comentou sobre essa tediosa tática de conquistar a permanência no reality formando casal: "Todo mundo sabe que casal é mais forte e tão todos desesperados pra formar". Perfeito! Foi assim no BBB15 quando Aline disputava uma vaga. Foi assim no BBB16 quando Matheus disputava uma vaga. E foi assim no BBB17 com os gêmeos. Nego sai fazendo casal como se fosse uma caixinha de hamsters acasalando como se não houvesse amanhã. Ninguém atura mais casalzinho de namorico no BBB.


Vivian, Mayara, Antônio e Manoel conseguiram a proeza de serem odiados por toda a internet em apenas três dias de reality graças a perseguição infundada e aos comentários desnecessários em relação a Gabi Flor. Não na frente dela, é claro. Por trás. Mas o Brasil tá vendo, afinal, a casa é vigiada 24 horas por dia. O quarteto, talvez, tenha achado que era alguma prova do líder: quem falar mal por mais tempo da Gabi ganha imunidade. Tudo bem que a garota é um pouco antipática, meio anti-social e se isolou sozinha. Com isso, seria totalmente entendível se os quatro votassem nela por questão de afinidade. Mas ela realmente não fez nada para justificar ter sido malhada como boneco de Judas em sábado de aleluia. O problema é que os quatro foram tão burros que não perceberam que, com isso, só se queimaram mais e mais. Consequentemente, Antônio, felizmente, foi eliminado (e Mayla também) no domingo (29).


Como burrice pouca é bobagem, Vivian, Mayara e Manoel repetiram o mesmo erro demonizando a figura de Marcos sem um motivo realmente convincente. O público adora adotar quem recebe marcação exagerada dos rivais. Aliás, esse sintoma de antipatia extrema costuma aparecer depois de meses de confinamento. Aquele ponto que você já não aguenta mais escutar a voz de alguém. Mas esses desgraçados conseguiram errar a mão na implicância em apenas uma semana. Sim, é verdade que o cirurgião estava desesperado para fazer preenchimento labial em qualquer mulher que aceitasse a sua siringa. Marcos tentou pegar Flor e Emilly e não conseguiu nenhuma das duas. Mas ele apenas tentou. Achei meio desesperado, mas sem passar de nenhum limite. No máximo, pagou algum mico. Mas daí, a gente lembra que está em 2017 e simplesmente não se pode fazer mais budega nenhuma sem os chatos do politicamente correto começarem o alarmismo. O primeiro paredão que se formou foi uma dúvida cruel para mim: por um lado, gostei da Gabi (indicada pela casa) e não fui muito com a cara do Marcos (indicada pelas líderes); por outro, ela pouco acrescentou para o jogo (vivendo em seu mundinho fechado, sem se preocupar em ser simpática nem com os outros e nem com o público e chorando todo dia com uma dor diferente), enquanto ele se mostrou inteligente, sarcástico e articulado para criar um bom conflito no jogo com Mayanarja e Vivíbora.

Para o bem da dinâmica do jogo, Marcos acabou ficando. E se saiu melhor do que a encomenda! Com a permanência do médico no reality, Vivian, Mayara, Roberta, Manoel e Luís Felipe experimentaram dias de inferno, caindo em desgraça na avaliação do público. Exagerando ou não, Marcos, junto com Ilmar, fez o monstro render agitando a casa. Ele conseguiu irritar seus inimigos, se divertir com seus aliados e promover o primeiro barraco da edição sem xingar e nem levantar a voz. Já tenho o meu favorito, sim ou claro?


Personificando o meme "Parece que o jogo virou, não é mesmo", de líderes da primeira semana, Mayara e Vivian viraram as duas emparedadas na segunda semana (a primeira, eleita por 7 votos da casa; e a segunda por indicação da líder, Emily). Em teoria, não muda muita coisa saindo Vivian ou Mayara. Na prática, é uma perda importante do único eixo de conflito do programa. A coisa fica ainda mais assustadora se pensarmos que a Tipolândia (Antonio, Manoel, Mayara, Vivian, Luís Felipe e Roberta) deva sair em sequência, num efeito dominó (tal como na edição passada, com os rivais da Ana Paula sendo eliminados um por um), o que deixará a casa sem um grande enredo. Já saiu Antonio. Agora, Mayara, que era a líder do grupinho.

Ela, que partiu pro tudo ou nada e saiu disparando ofensas, indiretas e alfinetadas para todo mundo depois que foi pro paredão, não sabia de quem tinha recebido o sétimo voto que a colocou na zona da degola. Isso só foi revelado a ela no lado de fora da casa e pelo público, que gritou em coro o nome da Roberta. Mayara não esperava por isso, uma vez que Roberta era uma grande amiga. A cara que a moça fez ao ouvir quem lhe deu o voto foi impagável. Deu a impressão de que havia recebido um míssil bem no meio da testa:


Esse mistério do sétimo voto (para eles, não para nós) estava movimentando bastante o BBB nos últimos dias e o segredo era algo bem comentado nas redes sociais. De um certo ponto de vista, foi ruim para o reality a saída de Mayara, que era uma participante que conseguiu criar uma dinâmica interna ali, com um jeitão bem kamikase de ser igual o da Ana Paula (mas sem o mesmo brilho e carisma, é claro).



Estão vendo como esse BBB tá uma coisa de louco? Comecei não gostando da Gabi Flor, passei a gostar, mas, mesmo assim, queria que ela saísse. Comecei não indo com a cara do Marcos e agora estou gostando dele. Criei toda uma expectativa na Roberta e quebrei a cara. Comecei achando Mayara e Vivian as duas grandes víboras da edição, mas agora já estou achando que Roberta e Emily é que são. A primeira cometeu o maior pecado que um participante de BBB pode cometer dentro da casa: mentir. O público gosta mesmo é do jogo às claras e ela se mostrou uma tremenda mentirosa. Roberta votou na amiga Mayara, disse que não votou e ainda botou a culpa na Elis, que foi acusada injustamente, isolada por todos os lados e tirada como mentirosa. Será que esse povo não entende que quanto mais perseguido um participante é, mais o público garra torcida? Burros! Ainda mais se for vítima de uma grande mentira... Roberta está completamente desmoralizada aqui fora e, certamente, seja com quem for, sairá da casa com alto índice de rejeição.


Já Emily se perdeu desde que apelou de forma patética chamando Rômulo de insensível por não deixar a princesinha ganhar a prova do líder. Fez todo um dramalhão apelativo e depois que botou as mãos no poder foi um festival de bizarrices saindo de sua boquinha de menina mimada. Mostrando-se bastante fria, astuta e calculista, se autointitulou "princesa", falou mal da casa toda, reclamou da Ieda estar sentindo dor (mesmo após Emily fazer mimimi na prova de resistência) e ainda se aproximou da Vivian dizendo que era para elas formarem um trio com a Roberta. Não dá pra jogar só internamente, afinal, quem dá o prêmio é o público. Emily e Roberta se esqueceram que estão na casa mais vigiada do Brasil e a gente tá vendo!

E vamos continuar assistindo. Que venha mais tiro, mais porrada e mais bomba!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Os piores e inadequados títulos de novelas



Não sei vocês, mas todas as (poucas) vezes em que assisto A Lei do Amor me surge um questionamento na cabeça: o que tem a ver o título da trama com a história apresentada? Afinal, se houve alguma grande história de amor foi só lá nos capítulos iniciais, quando Pedro e Helô ainda eram vividos por Chay Suede e Isabelle Drummond. Desde que Claudia Abreu e Reynaldo Gianechinne assumiram os personagens, o casal protagonista virou coadjuvante dentro da sua própria história — não por culpa dos atores, que fique claro.

"Sagrada Família", o titulo original, expressava muito melhor do que "A Lei do Amor" o tema principal da novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Seria um título irônico, claro, pois não há nada de sagrado na família Leitão, em torno do qual gira toda a história — pelo contrário, é cheia de podres, segredos, traições e pra lá de conturbada. Magnólia (Vera Holtz), a grande vilã da história e matriarca dos Leitão, além de todos os seus inúmeros pecados, é hipócrita, pois tenta passar a imagem de beata e vive falando de Deus. Foi capaz de muitas monstruosidades. Tudo, segundo ela, pelo bem da sua família.

Este tipo de problema é muito mais comum do que se imagina na teledramaturgia. Confira abaixo outros títulos inadequados de novela (seja por não terem nada a ver com a trama ou por serem bizarros):

Amor à Vida — A novela expôs preconceito, vingança, dramas pesados, além de ter apresentado muitos personagens com desvio de caráter, que tinham amor a tudo — ao dinheiro, ao sexo, a vilania —, menos à vida. São peças que não se encaixavam. O nome mais apropriado para a trama seria "Em nome do pai", que chegou a ser cogitado inicialmente, mas preterido pouco depois. O título tinha consistência, afinal, Félix (Mateus Solano) foi capaz de praticar inúmeras monstruosidades por causa da rejeição de sofria de César (Antônio Fagundes). Porém, optaram por "Amor à Vida", que fez sentido apenas em relação ao momento em que Bruno (Malvino Salvador) achou Paulinha (Klara Castanho) na caçamba e salvou sua vida.

Avenida Brasil — O nome apenas fez uma referência ao atropelamento de Genésio (Tony Ramos), que morreu quando Tufão (Murilo Benício) o atingiu com seu carro na Avenida Brasil, o que desencadeou toda a história da trama. Porém, se formos analisar todo o contexto, o título não teve absolutamente nada a ver com a história de vingança de Nina (Débora Falabella) e muito menos com o Divino Futebol Clube.

Sangue Bom — A trama das sete abordava o mundo midiático e o conflito da protagonista Amora (Sophie Charlotte) entre o "ser" e o "ter". Essa situação servia para movimentar todos os núcleos e apresentava a temática de uma forma dramática e bem-humorada ao mesmo tempo. O título pouco tinha a ver com a história, a não ser pela bondade excessiva de Bento (Marco Pigossi) ou então pela real identidade de Amora, que, no fundo, bem lá no fundo, sempre teve um "sangue bom". Entretanto, partindo dessa premissa, o nome serviria para qualquer novela, uma vez que personagens bons sempre fazem parte de uma história, assim como os maus. Mas em se tratando do conjunto da obra, o nome não combinou.

Alto Astral — Alguém, em pleno 2014, ainda dizia que fulano é "mó alto astral"? Ou que achou tal festa "super alto astral"? Fora o título pra lá de ultrapassado, a novela explorava tramas envolvendo fantasmas e espíritos de forma leve e cômica — tudo a ver com "Búú", título original da trama que foi preterido.

Fina Estampa — A novela, teoricamente, faria uma discussão sobre o ser e o parecer, a partir do momento em que Griselda (Lilia Cabral) ficasse rica e adotasse uma "fina estampa", onde se questionaria se o que vale mais é a aparência ou o caráter — como bem sugeria a abertura e o título da novela. Mas isso não aconteceu. Aguinaldo Silva se perdeu em seu mote inicial e a trama descambou para o absurdo.

Salve Jorge — Glória Perez disse que o título provinha de uma saudação a São Jorge, santo que nasceu na antiga Capadócia, na Turquia — onde parte da história se passava —, e que era o padroeiro do protagonista, Théo (Rodrigo Lombardi), muito usada nas religiões afro-brasileiras — o que acabou gerando uma campanha de boicote de muitos evangélicos. Porém, São Jorge mais parecia um pano de fundo, pois não exerceu nenhuma grande importância para a história, que falava sobre o tráfico de pessoas.

Balacobaco — Desesperada com o fracasso de sua novela Máscaras, a Record chamou Gisele Joras para adiantar os trabalhos de sua nova produção, que se chamaria "Passado Próximo". Mas, desesperada como só ela, a Record decidiu mexer na sinopse da novela e resolveu colocar na nova trama tudo aquilo que não tinha em Máscaras, que era uma novela bem sombria. E foi assim que a emissora transformou o drama de Gisele Joras em uma novela de (pseudo) humor com nome cafona, o que, é claro, não deu muito certo. Se a expressão balacobaco significar samba do crioulo doido, posso afirmar que a novela teve um título certo.

Da Cor do Pecado — Longe de mim querer pagar de politicamente correto e sair problematizando tudo, mas o título da trama é uma expressão que faz a mesma associação de que negro é igual a negativo, só que de forma mais subliminar, não recorrendo a termos como negro ou preto. Ela é usada como elogio, porém, para quem é cristão, pecar não é nada positivo, ser pecador é errado e ter a sua pele associada ao pecado significa que ela é ruim. Portanto, é simplesmente uma ofensa racista mascarada de exaltação à estética, direcionada a mulheres negras — caso da protagonista da novela, Preta (Taís Araújo), literalmente.

Malhação — A novelinha já deixou de ter uma academia como cenário principal há anos.

Antonio Alves, Taxista — O ano era 1996 e o SBT, em uma atitude ousada, resolveu estrear três novelas em um só dia e uma delas era a cafona (não só no nome) Antônio Alves, Taxista, que trazia Fábio Jr. como o personagem-título. Mais cafona do que colocar o nome do personagem principal no título é acrescentar a ele a sua profissão. É como se Rock Story se chamasse "Gui Santiago, o rockeiro".

Pícara Sonhadora — Título que dispensa comentários, enche o mundo de piadas (alguém aí pensou em "pica sonhadora"?) e que só mesmo o Silvio Santos para ter gostado e aprovado um nome desses.

A impressão que fica é que os autores estão cada vez mais deixando o título de suas produções de lado. Claro que a história é a principal preocupação para quem a escreve, entretanto, o nome da mesma não pode ser apenas algo decorativo. Precisa sim se encaixar com o que é mostrado ao telespectador na telinha.

E vocês? Se lembram de algum outro título ruim ou/e inadequado de novela? Comenta aí!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O Melhor e o Pior da Semana (15 à 28/1)



   O MELHOR DA SEMANA   


Dois Irmãos


Apesar de o estilo de Luiz Fernando Carvalho dividir opiniões (para seus amantes, um defensor da arte; para seus detratores, exagerado e repetitivo), o diretor soube produzir uma adaptação fiel à obra original de Dois Irmãos. Diminuiu-se o tom lúdico e os figurinos excessivamente exóticos e aumentou o pé na realidade, visto na constituição da Manaus entre os anos 1920 e 1980, traduzida em belos cenários e fotografia deslumbrante. O tom barroco permaneceu, mas dialogou perfeitamente com a época e a trama em si. Com isso, não afugentou o público um tanto avesso às novidades e sem precisar abrir mão da qualidade para isso. Não há dúvidas de que Dois Irmãos foi uma verdadeira obra de arte na TV.

Dois Irmãos também teve o mérito do texto afiado. A trama, adaptação de Maria Camargo da obra de Milton Hatoum, foi intensa, inquietante, cheia de elementos capazes de fisgar o público. A saga dos gêmeos Omar e Yaqub traduziu a eterna luta do bem e do mal e a dicotomia das relações humanas. Trata-se de uma saga bíblica, desde Caim e Abel, colocando irmãos em pontos opostos, vértices de uma disputa eterna. Aqui, a distância entre Omar e Yaqub pode ter sido construída ainda na infância, com a escolha meio inexplicável da mãe entre um e outro. Zana cuidou de Omar, o protegeu e o escolheu para ficar ao seu lado quando precisou separar os irmãos, mandando Yaqub para o Líbano. O tempo e a distância, no entanto, não fizeram diminuir a rivalidade entre ambos, muito pelo contrário, gerando novos conflitos e tragédias. Ou seja, um drama familiar e humano cheio de camadas, e é impossível o público ficar indiferente.

Houve quem acusasse Dois Irmãos de ser lenta, arrastada ou enfadonha. Concordo com o lenta, mas discordo veementemente do arrastada e enfadonha. Dois Irmãos andou ao seu próprio ritmo, com pausas e sinalizações herdadas da literatura, mas que destoam do ritmo veloz da TV de hoje, daí a estranheza. No entanto, tais pausas e contemplações foram fundamentais para que o público criasse seus laços com os personagens e as situações, compreendendo seus movimentos. Neste contexto, Dois Irmãos mandou um recado claro para a audiência: não importa se o ritmo é lento ou veloz, desde que haja uma história e um motivo claro para determinar qual o melhor tom da velocidade. Precisamos ir além da atual máxima que prega que apenas obras com ritmo de YouTube ou de séries americanas fazem sucesso nos dias de hoje.

Isso sem falar no incrível trabalho dos atores, sendo impossível apontar quem foi melhor. Antonio Fagundes (Halim), Eliane Giardini (Zana), Juliana Paes (Zana), Irandhir Santos (Nael), Antonio Calonni (Halim), todos tão plenos, viscerais e entregues ao enredo e donos de grandes momentos. O jovem Matheus Abreu foi uma grata revelação. E Cauã Reymond, surpreendentemente, mesmo com uma imagem um tanto saturada depois de tantos trabalhos repetitivos seguidos, mostrou seu melhor momento na TV. Omar e Yaqub eram distintos e o trabalho do ator deixou isso bem claro ao público. Os momentos finais da minissérie foram todos de Fagundes (principalmente na excelente e emocionante sequência da morte de Halim), Cauã (se destacando no repulsivo momento em que Omar agrediu e xingou o pai morto) e Eliane (interpretando com precisão toda a decadência de Zana após a morte do marido e seu processo de agravamento da loucura). Como toda regra sempre tem uma exceção, Bárbara Evans (Lívia) já é uma forte candidata ao título de pior atriz do ano. Sua única cena revelante em toda a minissérie foi quando fez sexo com o personagem do Cauã. Também achei surreal o Irandhir Santos ser filho do Cauã Reymond. Poderiam ter envelhecido o Cauã com uma boa maquiagem ou então terem chamado um ator mais novo para viver Nael. Mas o talento do Irandhir compensou tamanho erro de escalação na passagem de tempo. De qualquer forma, Dois Irmãos encerrou sua trajetória abrindo a programação 2017 da Globo com chave de ouro.

Pesadelo na Cozinha


Nesta semana, a Band estreou Pesadelo na Cozinha, sob comando de Erick Jacquin, onde o jurado do MasterChef agora enfrenta as agruras dos donos de restaurantes que vão de mal a pior. Nesta estreia, o chef conheceu o escondidinho da Amada. Porém, o maior problema não residia no estabelecimento comercial em si, mas em Fernando, o marido de Amada. Jacquin encarna a figura de Supernanny dos restaurantes. Ele observa o movimento, percebe os pontos fracos e, em um receituário, passa sugestões para o incremento do local. Cris Poli fazia o mesmo com os pais das crianças. E, em muitas oportunidades, os filhos não eram o real problema, mas sim os pais que escreveram para o programa do SBT. E isso aconteceu no Pesadelo da Cozinha. A convivência nada pacífica de marido e esposa no ambiente de trabalho prejudicava todo o resto. E, nos momentos finais, um final feliz apareceu. Restaurante reformado. Novo menu. Amada e Fernando em clima de respeito mútuo. O programa apresentou um bom ritmo. Jacquin comanda com sobriedade sem humilhar os socorridos (ao contrário do que rola no MasterChef).

Tardes de domingo da Globo


Em sua segunda temporada, o ótimo The Voice Kids agora conta com o comando de André Marques no lugar do Tiago Leifert. André atinge o objetivo de entrelaçar o show do palco com a tensão dos bastidores. A substituição não prejudicou o ritmo do talent show. Thalita Rebouças também é outra novidade. Ela cumpre a função de assistente no programa. E muito bem, por sinal. O júri é a grande base para a competição. Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e a dupla Victor e Leo formam uma boa bancada (apesar de já não aturar mais ver a cara do Carlinhos nos dois realities). Eles têm a preocupação de passar incentivo até para aqueles eliminados da disputa. O telespectador fica encantado com o show das crianças e jovens. The Voice Kids tem o mérito de valorizar o cancioneiro nacional. É rara a aparição de músicas em inglês ou espanhol. Menos de 20% do repertório. Os jurados claramente escolhem uma voz "kid". Eliminam de supetão os(as) candidatos(as) que cantam como adultos. E isso é certíssimo. A Globo acertou na grade de programação. A divertidíssima Nova Escolinha do Professor Raimundo e o The Voice Kids formam uma boa dupla para se assistir durante o almoço nas tardes de domingo da Globo. Ótima opção para quem procura QUALIDADE e não apelação.

Volta do Tá no Ar - A TV na TV


E o Tá no Ar  voltou com tudo, mostrando que Marcelo Adnet, Marcius Melhem e companhia estão cada vez melhores na função de transformar o efeito zapping numa divertida e esperta paródia do cotidiano nacional. Seja emulando programas conhecidos, parodiando comerciais ou simplesmente exercitando o melhor do besteirol, Tá no Ar segue como o melhor programa de humor da televisão brasileira na atualidade. No atual contexto político nacional, o que não faltam são assuntos que podem ser tratados de maneira crítica, irônica e, ao mesmo tempo, engraçada. Isso pôde ser visto nesta estreia com a chamada do filme "A Dama da Delação", atração do "canal Brasília". No enredo, muita sacanagem, ou seja, esquema de corrupção, tudo sendo gravado por uma moça, digamos, saliente. Ótima sacada! Outra esquete divertida parodiava o comercial de um supermercado do Rio de Janeiro, onde um animado garoto-propaganda anunciava demissões em massa num momento de crise ("Recessão, não tem contratação!"). E a atração colocou o dedo na ferida de maneira contundente ao parodiar o comercial do Banco do Brasil, com o slogan "Branco no Brasil: há mais de 500 anos levando vantagem". Bingo!

Tá no Ar atira para todos os lados e não perdoa grupo nenhum, como foi visto na esquete "Crentes", uma brincadeira com o seriado Friends, mas formado por um grupo de evangélicos. No canal ao lado, Silvio Santos segue com seus "greatest hits" e canta sua própria versão de "Bem que se Quis", cuja letra comemorava o fato de ele ter dito Jequiti na Globo sem ser notado. Impagável! Outra qualidade do Tá no Ar é saber manter quadros fixos sem cansar. Estão de volta sucessos como o "Jardim Urgente", sempre denunciando conflitos provocados por crianças (e o indefectível "Foca em mim!", besteirol que parece não perder a validade), ou o militante esquerdista, personagem de Marcelo Adnet que repete as mais variadas teorias da conspiração contra "a réde Glóbo de televisão". Novidade da última temporada, o Te Prendi na TV, paródia de programas de João Kleber, segue no ar, desta vez tentando descobrir quem é a celebridade oculta. "Será o Celso Portiolli?", perguntou o apresentador à sua animada plateia. Ver a Sandy relembrando os velhos tempos da série Sandy e Júnior e falando um monte de palavrões não teve preço!

Se continuar tão inspirado assim, Tá no Ar terá vida longa. Sorte a nossa!


     O PIOR DA SEMANA     


Tom didático do Amor e Sexo



A maior qualidade do Amor e Sexo é justamente conseguir tocar em assuntos importantes de uma maneira leve, divertida e para desmistificar alguns temas. Porém, infelizmente, na estreia da sua décima temporada, o programa pesou a mão. O tom adotado para debater feminismo e a questão de gêneros, por exemplo, foi de um tremendo didatismo. O entretenimento ficou em segundo plano (quiçá, em terceiro). Não adianta pensar que o formato de programa de auditório é capaz de popularizar discussões mais sérias e aprofundadas. Não funciona. Os melhores momentos do programa foi, justamente, quando deixou de lado o tom pseudo-educativo e partiu para as brincadeiras e opiniões aleatórias e para a galhofa. Fica muito mais divertido. Fernanda Lima é linda, simpática, divertida e comanda muito bem o Amor e Sexo. Espero que o programa volte a equilibrar entretenimento e informação nos próximos episódios, como sempre fez tão bem.

Descaso do JN com a morte de Russo


Tudo bem que o Russo nos últimos tempos estava brigado com a Globo, mas o Jornal Nacional ignorar a sua morte na edição deste sábado (28) foi algo grotesco. Não estou falando nem de fazerem uma homenagem, mas a questão é que não houve nenhum comentário sequer a respeito, nada. O Russo é só o maior e mais famoso assistente de palco da história da TV brasileira, já tendo trabalhado com Chacrinha, Angélica, Xuxa, Faustão e Luciano Huck. Não merecia esse descaso. Atitude lamentável e desrespeitosa!

Nova temporada de Cidade dos Homens


Para quem acompanhou a série que marcou os anos 2000 na TV, foi decepcionante essa sua reeleitura. Na prática, a nova temporada de Cidade dos Homens (que mostrou que rumo tomaram as vidas de Acerola/Douglas Silva e Laranjinha/Darlan Cunha dez anos após a conclusão da série original) nada mais foi do que um prato requentado, com passagens das temporadas anteriores sendo relembradas ao longo dos três episódios iniciais, onde apenas o quarto e último teve uma história totalmente inédita. Sem falar também que deixaram de lado todo o (ótimo) tom documental em mostrar a realidade da favela, marca registrada da série, para dar lugar a uma trama pra lá de melodramática: uma enorme quantia de dinheiro do traficante do morro é encontrada, levando ao dilema de devolver ou não, já que o dinheiro salvaria a vida do filho de Laranjinha, que tem uma doença grave e precisava ser operado urgentemente. Esperava mais...

Sem Volta


A Record tentou, mas não foi desta vez. Sem Volta prometeu, entrou com fôlego em seu primeiros capítulos no roteiro e em outros aspectos, mas tropeçou e não empolgou. Com overdose de violência nos episódios, cenas de ação que pareciam terem sido criadas só para enrolar e não levavam a história para lugar nenhum, flashbacks fracos e confusos, distribuídos em um enredo parado em poucas ambientações (o que não deu ideia de movimento), Sem Volta se mostrou cansativo na maior parte dos seus 13 episódios. De modo geral, Sem Volta perdeu seu potencial, passou despercebida e deve fazer jus ao nome, talvez até para produções similares.

A Lei da Incoerência e do Dramalhão


Sabe uma velha senhora chamada coerência? Ela anda passando bem longe de A Lei do Amor, que parece ter aderido de vez ao mantra de Glória Perez em Salve Jorge: "vamos voar!". Além da eliminação sem controle de alguns personagens que mereciam ficar na trama e a chegada de outros que inexplicavelmente brotam do nada na história, um dos últimos absurdos se centraliza na volta da Isabela (Alice Weigmann), que, dada como morta depois de ser jogada de uma lancha no mar, reaparece vingativa como Marina. Até ai, ok. O problema é o fato de vários personagens que conviveram com a Isabela sequer acharem a Marina parecida com ela, com exceção de Tião (José Mayer), o único ser que mostrou ter mais de dois neurônios. Jura que bastou pintar o cabelo da menina de preto, tirarem a franjinha característica, enfiarem um óculos de grau E NINGUÉM RECONHECEU ELA?! Tá, né...

E tudo só piorou no capítulo da última terça (24). Magnólia (Vera Holtz) foi desmascarada diante de todos, tendo seu caso de mais de 20 anos como o genro Ciro (Thiago Lacerda) exposto durante uma exposição. A vilã foi xingada, humilhada, estapeada pela filha, jogada no chão pelo Fausto (que, mesmo doente, sabe-se lá como encontrou tanta força para derrubá-la, mas tudo bem) e ainda levou um soco de Tião. Ufa! Lembra daquelas grandes sequências de revelações bombásticas em família ou em festas na fase de ouro das novelas do Manoel Carlos (como quando Clara revelou pra todo mundo que Capitu era prostituta em Laços de Família)? Então... Não chegou nem perto! Do início ao fim, o exagero deu o tom do capítulo. A fraca direção, o texto pra lá de mexicanizado e os cortes que iam acontecendo deixou tudo muito anticlímax: começou intensa e, de tanto enrolar, terminou morna e bem fraquinha. Mas o pior ainda estava por vir. No final do capítulo, Fausto teve algum tipo de ataque que atingiu todos os índices da cafonice. A cena continua com ele moribundo, deitado na cama, já próximo da morte, com toda a sua família em volta. Fraco, o personagem tem tempo de se despedir de um por um. E enquanto isso acontece, ninguém teve a brilhante ideia de chamar um médico ou uma ambulância para tentar salvar a vida do homem. Ficaram lá, esperando a Dona Morte levá-lo. Afinal, Fausto estava superbem há apenas alguns instantes e, repentinamente, sofreu um problema. Como diria uma certa pensadora contemporânea, gente velha é um perigo, morre por qualquer coisinha... E assim encerra-se a participação de Tarcísio Meira em A Lei do Amor. Ele, que passou a maior parte do tempo deitado numa cama e vinha formando uma dupla até que divertida com Grazi Massafera (Luciane), quando finalmente deu a volta por cima, morre. Enquanto isso, Chatícia, Mileide, Sansão, Padre Paulo, Edu, Olavo e aqueles frentistas seguem firmes e fortes.


Dudu Camargo fazendo strip-tease no SBT Notícias




Preciso nem comentar, né? Está cada vez mais difícil levar o jornalismo do SBT a sério...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Deu a louca nos Silvios!



Que Silvio de Abreu e Silvio Santos são, respectivamente, um dos principais autores de novelas do país e o maior apresentador da TV brasileira, isso ninguém pode negar. O primeiro, que emplacou grandes sucessos como Guerra dos Sexos (1983), Cambalacho (1986), Rainha da Sucata (1990), A Próxima Vítima (1995) e Belíssima (2005), recentemente, recebeu a missão de assumir o posto de diretor de teledramaturgia diária da Globo. Passados dois anos, a gestão do veterano autor tem sido marcada por decisões controversas.

A primeira polêmica se deu quando decidiu adiar A Lei do Amor, que sucederia A Regra do Jogo, para colocar Velho Chico, que estava na fila das 18h, em seu lugar. Na época, se alegou que a história de Maria Adelaide Amaral tinha uma trama política muito forte, que seria comprometida se coincidisse com as eleições municipais de 2016. Outra razão comentada foi a mudança de estilo, deixando de lado as tramas urbanas e realistas, ambientadas em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo; para abrir espaço para uma linha mais bucólica e regionalista, valorizando o nordeste brasileiro. Ao longo do tempo, porém, a motivação política para o adiamento de A Lei do Amor mostrou-se infundada, uma vez que Velho Chico, em sua segunda fase, teve fortes tintas políticas (que chegou até a ganhar mais espaço que o romance principal da trama em determinado momento). Na atual novela, o contexto político envolvendo a sucessão municipal em São Dimas não mostra nem 1% da força que deveria ter, além de ter virado uma grande galhofa  —  muito em função de embates envolvendo Luciane (Grazi Massafera), Mileide (Heloísa Perissé), Salete (Cláudia Raia) e Hércules (Danilo Grangheia) que, se eram para serem cômicos, missão realizada sem sucesso.


Mais recentemente, a atuação de Sílvio tem chamado a atenção pelo cancelamento ou alteração de sinopses de autores. O primeiro exemplo envolveu O Homem Errado, ideia original de Duca Rachid e Thelma Guedes, autoras que fariam sua estreia às 21h após A Força do Querer, próximo trem doido de Glória Perez. A trama teve a sinopse aprovada e estava com 12 capítulos prontos e bem avaliados, porém, foi cancelada sem maiores explicações. No lugar da dupla, assume seu lugar Walcyr Carrasco, o homem que nunca descansa. Pouco depois, a maravilhosa Lícia Manzo teve o projeto de sua história das 23h (intitulada Jogo da Memória) transformado em uma minissérie e adiado para meados de 2018. O lugar dela passou a ser ocupado por uma trama das novatas Ângela Chaves e Alessandra Poggi, que falará sobre a ditadura.

Alterações de ordem também têm sido constantes, como as antecipações das novelas de Izabel de Oliveira e Paula Amaral (Anos Incríveis) e Alcides Nogueira (Amor e Morte)  —  esta última jogou mais para frente a nova sinopse de Elizabeth Jhin, agora prevista para 2018. E ainda foram canceladas sinopses de Cláudia Lage (para a faixa das 18h), Rui Vilhena (com um projeto para as 19h), Maurício Giboski (que apresentaria uma novela sobre uma dupla sertaneja, também às 18h), Benedito Ruy Barbosa (cuja história mesclaria elementos religiosos e nazismo), Lauro César Muniz (que teve seu retorno à Globo anunciado, a convite de Abreu, mas os projetos foram cancelados) e Antônio Calmon. Por um lado, há a possibilidade de estas obras apresentarem possíveis problemas em função de elementos de suas tramas que poderiam afugentar o público, o que é até compreensível. Em alguns casos, as alterações podem surtir efeito, como no caso de Liberdade Liberdade, cuja autora original Márcia Prates foi substituída pelo roteirista Mário Teixeira em função de inconsistências no texto da primeira. Por outro lado, fica a sensação de desprestígio, dificultando que novos valores possam se consolidar, ainda mais se considerar que enquanto algumas destas obras sofrem alterações são arquivadas ou alteradas, tramas pífias como Sol Nascente, do veterano Walther Negrão, que já mostrava ser um sonífero desde as fracas chamadas, são aprovadas e até esticadas. Olha só como foi a apresentação especial da novela e me diga se você também não já pressentia o flop:


Outra atuação polêmica de Abreu diz respeito às alterações de rumo em novelas com problemas de audiência, como é o caso de Babilônia e A Lei do Amor. A primeira, cuja estrutura central já era fraca, teve seus núcleos de humor aumentados e núcleos promissores foram destruídos (como foi o caso de Alice/Sophie Charlotte, que se prostituiria e acabou virando uma simples mocinha e chata). A segunda, com uma espinha dorsal superior, também vem sofrendo com a descaracterização de seus núcleos, com o sumiço de personagens importantes e a mudança repentina na personalidade de alguns outros. Ambas viraram novelas Frankenstein. Boa parte dessas mudanças é reflexo dos resultados dos grupos de discussão promovidos pela emissora e estas alterações não estão surtindo efeito. Mas deve-se lembrar que Sílvio não é o único responsável, uma vez que Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari obedeceram a essas mudanças, prejudicando a condução do enredo  —  ao contrário do autor Benedito Ruy Barbosa e do diretor Luiz Fernando Carvalho, que bateram o pé e disseram que em Velho Chico Silvio não iria meter a mão.

A julgar pelos resultados apresentados, a gestão de Sílvio de Abreu como diretor de teledramaturgia vem trazendo mais erros do que acertos. É justo reconhecer que os outros horários (18h, 19h e 23h) estão cada vez mais sólidos, com novelas de sucesso. E não se está aqui questionando, de nenhuma forma, a competência do veterano autor, uma vez que há a intenção de acertar com essas mudanças, em algumas vezes até dando certo. Mas apenas deve-se registrar que a interferência de Abreu no planejamento da dramaturgia diária da emissora carioca vem se caracterizando por decisões erradas  —  em especial na agora frágil faixa das 21h, outrora a mais forte da Globo. Até porque, se nem as próprias novelas Silvio conseguiu salvar (como foi o caso do remake de Guerra dos Sexos), vai conseguir melhorar a dos outros?


Já o outro Silvio segue de férias nos EUA, mas a cabeça dele ainda está na Anhanguera, sempre matutando a grade (voadora) do SBT e ordenando novas mudanças. A nova ordem do patrão recai, novamente, sobre o Fofocando, que estreou às pressas para confrontar o bem-sucedido quadro Hora da Venenosa, do Balanço Geral, e já passou por inúmeras mudanças desde a estreia, seja no elenco (o Homem do Saco/Dudu Camargo saiu e entrou Décio Piccinini), tempo de duração ou horário de exibição, com direito ao formato sendo transmitido, durante alguns dias, somente para São Paulo. Depois de uma experiência matinal ainda mais fracassada, a produção retornou para as tardes, agora com o título Fofocalizando (!!!), logo após o Clube do Chaves (que vem registrando boa audiência, mas mesmo assim foi extinguido e dias depois já voltou ao ar). A impressão que fica é que o público do SBT realmente não está interessado num programa de fofocas, seja ele de manhã ou de tarde. Ou seja, por mais que Silvio Santos brinque de "escravos de Jô" com o programa, mudando-o de horário trocentas vezes, é muito pouco provável que ele consiga ir além do que já alcançou. Fora que mudar de horário o tempo todo não ajuda em nada o programa se estabelecer.

A maior bizarrice de Silvio, porém, foi quando resolveu escalar à queima-roupa um garoto de 18 anos  desconhecido e sem o menor preparo para apresentar o Primeiro Impacto em detrimento das excelentes âncoras Karin Bravo e Joyce Ribeiro, formadas e experientes no jornalismo. Falando na Joyce, a jornalista, junto com Patrícia Rocha, foi demitida pela emissora na última sexta-feira (20) depois de ter sido jogada de um lado para o outro no SBT. Dudu Camargo, porém, segue firme e forte na emissora, se dedicando ao bloco matinal do SBT Notícias, onde é campeão de vergonha alheia com suas dancinhas. SBT Notícias que, aliás, ganhou mais meia hora com a saída do Fofocando da grade matinal, ficando no ar até 8h30.

Como disse no início desse texto (ou melhor, textão), Silvio é o maior apresentador da TV brasileira e, mesmo aos 86 anos, continua divertindo e sendo a maior estrela do SBT. Porém, quando resolve se meter a diretor de programação, sai de baixo! Ele parece acordar e aí do nada tem uma ideia mirabolante e, sem nenhum planejamento, dá ordens, desrespeitando o público fiel de sua emissora e os funcionários que nela trabalham, e depois tudo acaba em merda. Foi graças a essa grade voadora que o SBT perdeu a vice-liderança em 2004 para a Record, que iniciou uma fase mais profissional e de vitórias após o sucesso do remake de A Escrava Isaura. A rasteira que tomou da rival culminou na surpreendente estabilidade da programação do SBT, voltando a ter índices na casa dos dois dígitos. Porém, se continuar assim com tantas mudanças bruscas, poderá perder novamente o segundo lugar isolado na audiência agora também.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O Melhor e o Pior da Semana (8 à 14/01)




   O MELHOR DA SEMANA   


Vera Holtz


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E Magnólia finalmente disse a que veio e entregou o que prometeu: uma vilã sádica e ambiciosa e, ao mesmo tempo, apaixonada e passional capaz de matar com frieza e, pouco depois, fazer uma oração como se fosse a mais pura das carolas. São essas contradições que a tornam tão interessante e complexa.

Em capítulos recentes de A Lei do Amor, Vera Holtz exibiu uma performance esplendorosa e cheia de energia. Tirou a personagem do marasmo a que ficou acorrentada na maior parte dos três meses no ar. As chamadas veiculadas antes da estreia criaram a expectativa de uma nova Carminha: uma vilã sarcástica com potencial de seduzir os noveleiros e ofuscar mocinhas e heróis ao seu redor. Porém, a trama de Magnólia foi mantida estática por tempo excessivo. A personagem carecia de ação dramaturgia e perdeu espaço para Tião (José Mayer), esse sim, alçado ao posto de vilão-mor da trama (embora sem o mesmo charme e ambiguidade que ela). Problema agora corrigido! Apaixonada pelo genro e amante, Ciro (Tiago Lacerda), foi capaz de matar Beth (Regiane Alves) ao descobrir que os dois tinham um caso, em uma sequência aterrorizantemente excelente; assumindo, assim, para si a condução dos principais enredos do folhetim.

Com uma galeria de ótimos tipos na TV, Vera Holtz ganha com atraso a oportunidade de fulgurar em sua primeira grande antagonista. A injeção de atitude dada pelos autores em Magnólia é o que a atriz precisava para presentear os telespectadores com mais uma atuação irretocável. A Lei do Amor voltou a empolgar!

Homenagem ao retorno de Laura Cardoso na novela das seis


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Oxente, my good! SOL DORMENTE NO MELHOR DA SEMANA?! Sim, por incrível que pareça, pode acreditar! Esta semana, para a felicidade de todos, Laura Cardoso voltou em cena em Sol Nascente e foi aclamada e aplaudida por todo elenco já caracterizada como a Dona Sinhá, com direito a piscadinha de olho para o público. A cena nada tinha a ver com a trama, mas foi uma espécie de homenagem (bem bonita, criativa e divertida) dos autores ao retorno da grande atriz, que havia se afastado da trama por problemas de saúde e a possibilidade da sua volta antes do término de Sol Nascente já estava quase fora de cogitação. A vovó do mal é a ÚNICA personagem interessante e que gera algum tipo de empatia nessa novela e o retorno de Laura merece ser comemorado, pois só ela consegue amenizar o marasmo da história.

O falso sequestro de Néia



Perceberam que, de uns tempos pra cá, a Ana Beatriz Nogueira só anda interpretando o mesmo tipo, o de mãe possessiva e controladora? Foi a Eva de A Vida da Gente, a Emília de Além do Tempo e, agora, é a Néia de Rock Story. Dessa vez, mais puxado para o lado cômico. Em todos os casos, porém, Ana sempre consegue roubar a cena e vem se mostrando um dos maiores destaques da atual novela das sete. Hilárias as cenas de Neia no cativeiro enquanto forjava o próprio sequestro (que acabou virando de verdade).

Primeira semana de Dois Irmãos


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A minissérie Dois Irmãos, adaptação do romance de Milton Hatoum, chegou mostrando a que veio e prendendo a atenção do telespectador; não somente pela história arrebatadora e tumultuada dos dois irmãos gêmeos, pela produção da mais alta qualidade e ótima execução do elenco (onde todos se saíram bem, em especial, Juliana Paes e o estreante Matheus Abreu), mas também por conta da dificuldade no entendimento de determinados diálogos. Assim como em Velho Chico, Meu Pedacinho de Chão e Hoje é Dia de Maria, a títulos de exemplo, Luiz Fernando Carvalho imprime sua marca e estilo único, o que o torna um dos melhores diretores da teledramaturgia brasileira. Detalhista ao extremo na seleção de tomadas, trilha sonora, técnicas e produção no geral, ele também extrai o máximo da capacidade de seu elenco. Como resultado, eis um ponto negativo em Dois Irmãos: de tão visceral o desempenho dos atores, a dicção deles é afetada. Às vezes, é quase impossível entender simples palavras ou frases inteiras. É preciso aumentar o volume do aparelho de TV ou ativar as legendas para uma melhor experiência. Com alta carga dramática, os gemidos, choradeiras, gritos e sussurros, em meio ao texto e interpretações, testam a atenção do telespectador. Problemas à parte, nada que diminua o (ótimo) resultado final da minissérie.


     O PIOR DA SEMANA     


As substitutas de Ana e Fátima



Mais Você e Encontro seguem ao vivo, mesmo com as férias das titulares: Cissa Guimarães faz as vezes de Ana Maria Braga, enquanto Ana Furtado se junta ao elenco do Encontro (sem Fátima Bernardes). O problema é que as duas deveriam rever melhor as suas substitutas e escalarem outras menos chatas e falastronas. Sinceramente, não sei porque a Globo insiste tanto na Ana. Pelo menos, no vídeo, ela só transparece antipatia e carisma zero. Ah, lembrei: ela é esposa do Boninho, nome de peso dentro da Globo... Já a Cissa é muito esganiçada, grita a todo momento, tudo que dizem ela emenda com um "Adooooooro" bem falso. É irritante! PELAMORDEDEUS, VOLTA ANA, LOURO JOSÉ E FÁTIMA!!!

Drama de Nicolau


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Vocês sabem muito bem que eu amo Rock Story e considero-a a melhor novela inédita em exibição atualmente (listei até seis motivos porque acho isso, que pode ser conferido AQUI). Porém, tem uma coisinha na trama que não amo tanto assim e me parece uma afronta a inteligência do telespectador: a fantástica história do menino que esconde que tem câncer!!! Desde o início, essa história do Nicolau (Danilo Mesquita) me intriga e só veio ser descoberta essa semana. Como uma pessoa esconde um câncer da família? Como esse menino se tratou sem revelar o que estava acontecendo pros pais? Sério que ele seguiu vivendo a vida com uma doença séria, sem fazer direito o tratamento adequado e que isso só mudou depois que ele magicamente conheceu outra pessoa que tem câncer? A trama toda não faz o mínimo sentido e parece estar meio deslocada dentro da história. Qual é a real necessidade de colocar um personagem que esconde uma doença séria dos pais? Não colou! Isso sem contar que já faz coisa de dois meses que o médico falou pra ele que a doença tava avançando e ele seguiu fingindo que nada aconteceu.

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