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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Regra do Jogo, o seu novo novelão das nove?




Qual é a regra do jogo? Qual o limite entre o certo e o errado? Qual o limite entre o bem e o mal? Estes serão os temas que darão rumo à nova novela das nove, A Regra do Jogo. Os noveleiros de plantão não estão conseguindo conter a ansiedade. Finalmente, a tortura em forma de novela chamada Babilônia chegou ao seu fim e vai dar lugar a novela mais esperada do ano. A Regra do Jogo é escrita por João Emanuel Carneiro, o mesmo do master blaster hit Avenida Brasil, a novela mais badalada dos últimos tempos, e dirigida pela talentosíssima Amora Mautner. O elenco é para lá de estrelado e a cada teaser que a Globo lança, mais parece que a trama irá conquistar o povo brasileiro e recuperar a nossa vontade de assistir a faixa das nove. Como bem falei em meu último texto sobre A Regra do Jogo, ela terá muitos desafios pela frente: a alta expectativa de milhões de brasileiros por uma novela tão fascinante e envolvente quanto Avenida Brasil (a última novela das nove que parou, literalmente, o país), estrear em um horário com os índices lá na chón, ter a dura missão de recuperar o público que fugiu por causa da flopada Babilônia, pressão interna da Globo em aumentar a baixa audiência da faixa, a forte concorrência do SBT e da Record, entre outros.



O personagem central dessa história é Romero Rômulo, um ex-vereador que tem uma vida menos óbvia do que parece – isso porque ele sabe como ninguém camuflar quem é de verdade. O que a maioria das pessoas vê é um homem altruísta e corajoso, disposto a ajudar ex-detentos em busca de reintegração. Mas será que existe outra camada escondida por debaixo? Interpretado por Alexandre Nero, muita gente torceu o nariz para a volta do ator à TV em tão pouco tempo após um personagem tão marcante como o Comendador José Alfredo, em Império (2014). Adriana Esteves e Mateus Solanno, por exemplo, passaram um bom tempo longe da TV (ele ainda está) após tipos recentes e tão queridos pelo grande público como a vilã Carminha (Avenida Brasil) e a bicha má do Félix (Amor A Vida). Talento o ator tem. Resta saber se Romero Rômulo conseguirá enterrar de uma vez por todas da nossa mente o inesquecível Homem de Preto. Ao que parece, vai conseguir.


Como já é de praxe nas novelas de João Emanuel Carneiro, A Regra do Jogo terá uma vilã loira e diabólica. Depois de Bárbara (Da Cor do Pecado), Leona (Cobras & Lagartos), Flora (A Favorita) e Carminha, essa será a vez de Atena. E Giovanna Antonelli, que interpretou a primeira malvada da série, volta ao posto. Atena, que na verdade se chama Francineide dos Santos, é uma estelionatária que gasta na medida em que rouba e não deixa passar nenhuma oportunidade sem tirar proveito. Por causa disso, se aproximará de Romero, repetindo assim a elogiada parceria entre Antonelli e Nero em Salve Jorge (o que já deixa a mocinha de A Regra do Jogo em posição de desvantagem pela torcida do público, pois, inevitavelmente, todo mundo lembrará do inesquecível casal Helô e Stênio ao ver os dois atores juntos em cena). Giovanna Antonelli ainda nem estreou e já está lançando novas tendências de esmalte e roupas! Sente só o poder dessa mulher!


Um dos maiores desafetos de Romero Rômulo é Zé Maria (Tony Ramos), homem misterioso que está foragido. Ele é pai de Juliano (Cauã Reymond) e companheiro de Djanira (Cassia Kis), moradora do Morro da Macaca e quem mais conhece Romero – talvez a única que saiba do que a sua essência é feita. Desde que Zé foi obrigado a fugir por causa de um crime que ele jura não ter cometido, Djanira, que dedica ao amado uma confiança incondicional, ficou encarregada da criação de Juliano. Já vou logo avisando: não se deixem levar pela cara de bom moço do Tony Ramos. Não se esqueçam que Flora (Patrícia Pillar) e Otto (Juca de Oliveira) começaram como os mocinhos injustiçados da história, mas depois se revelaram criaturas monstruosas em, respectivamente, A Favorita e na série A Cura. João Emanuel Carneiro adora trollar o público criando personagens dúbios que a gente pensa que é bonzinho, mas na verdade é vilão (ou vice-versa).



Djanira tem ainda outro amor em sua vida: sua segunda filha adotiva, Maria Vitória, a Tóia (Vanessa Giácomo), jovem que sempre correu atrás dos seus sonhos, nunca recebeu nada na vida de bandeja e cujo caráter não levanta suspeitas. Ela cresceu ao lado de Juliano na casa de Djanira e os dois começaram a namorar desde cedo. O desejo deles e da mãe de criação é de se casarem e viverem felizes para sempre. Mas os planos de vingança de Juliano podem acabar atrapalhando esse destino. Juliano decidiu abrir mão da sua carreira como lutador de MMA para se tornar professor de artes marciais. Tudo seguia na mais perfeita ordem até ele ser vítima de uma armação e acabar atrás das grades, acusado injustamente por tráfico de drogas. A prisão foi muito nociva para o rapaz e muita gente passou a olhar para ele com desconfiança, principalmente no Morro da Macaca. Agora, o jovem está livre, mas só tem uma coisa na cabeça: vingança. Quem não gosta nada dessa história é a sua amada Tóia. Vingança! Vingança! Vingança! Hum... Será que vem aí uma nova Nina (Débora Falabella)? Só não vai esquecer o pen drive dessa vez, hein Juliano?!


Outro personagem que também nutre um desejo vingativo é Dante (Marco Pigossi), policial e filho adotivo de Romero Rômulo. E o seu alvo é justamente Zé Maria, quem ele acredita ter matado seu pai biológico, e isso o torna inimigo também de Juliano, filho do foragido. Sobre seu pai de criação, o policial acredita que ele é um homem corajoso e que vive para ajudar o próximo, ou seja, um verdadeiro herói. Mal sabe Dante que Romero Rômulo está envolvido na morte de seus pais.


Djanira (Cássia Kis Magro) é inimiga de Adisabeba (Diva Soberana Susana Vieira), mulher do passado de Zé Maria (Tony Ramos). A rixa, porém, é discreta, até porque Tóia é sua gerente de confiança na Caverna da Macaca, uma boate que faz com que a galera do asfalto suba o Morro da Macaca para ter experiências incríveis. Adisabeba manda e todos obedecem. É como se ela fosse a chefona do morro. Nem preciso dizer que Suzaninha vai ser a dona da história, né? Só a título de curiosidade, quem gosta de uma fofoca acompanha o mundo dos famosos sabe que Cássia Kiss desistiu de fazer a novela Amor à Vida porque achou seu papel pequeno demais. Mas, além disso, descobriu-se que houve também outro motivo por trás dessa história que motivou a atriz a abandonar o barco: Susana Vieira. Dizem as más línguas que Cássia não vai com a cara da colega desde a novela Por Amor, em 1997. Na época, as duas já batiam de frente. Ao perceber que a participação da rival em Amor A Vida seria maior que o dela, Cássia surtou. E, mais uma vez, ficou com fama de chata na Globo, sendo substituída pela Eliane Giardine. E agora as duas vão ser inimigas em A Regra Do Jogo!!! Vem tiro, porrada e bomba (literalmente) pela frente, hein!


Além de administrar outras confusões da comunidade, Adisabeba mantém uma relação com Abner (Douglas Tavares), seu funcionário, um novinho que faz de tudo para agradar sua "Bebinha".

CHAMA O BOMBEEEEEIRO!!!

Uma das atrações mais disputadas da Caverna da Macaca é o MC Merlô (Juliano Cazarré), filho de Adisabeba. Super protetora com o rapagão, ela é aquela mãe que tenta expulsar todas as mulheres que ele quer. Como Ninfa (Roberta Rodrigues) e Alisson (Letícia Lima), com quem ele sobe ao palco como o trio de funk "MC Merlô e suas Merlozetes". Não sei vocês, mas acho que essa parte da novela vai ser a hora da gente levantar do sofá e ir fazer xixi, beber água, lavar uma louça...


Apesar de Atena ser a loira má, quem tem tudo pra se tornar o grande vilão da história é Orlando (Eduardo Moscovis), que não vê nada nem ninguém a sua frente quando tem um objetivo a alcançar. Frio e calculista, ele passa por cima de qualquer um, de qualquer coisa. O cara já é rico, mas isso não o impede de querer sempre mais. Da noite para o dia, Orlando passou de cientista medíocre a referência no mercado farmacêutico. Fato muito mal explicado, cujas respostas se escondem em seu passado obscuro. Ele trabalha na empresa do riquíssimo Gibson Stewart (José de Abreu), mas parece que isso ainda é muito pouco. Com uma precisão quase milimétrica, Orlando vai se aproximar cada vez mais da família Stewart e usará o seu ponto mais frágil, Nelita (Bárbara Paz), para conseguir, de fato, se tornar um membro do clã. Nelita é bipolar e terá problemas com a filha, Belisa (Bruna Linzmeyer), uma rebelde cheia de causas, mas vai ter uma boa relação com o filho Cesário (Johnny Massaro) e com a mãe, a calma e centrada Nora (Renata Sorrah). Mas é em um apartamento do subúrbio que Orlando revela a sua verdadeira intimidade: ele é homossexual e mantém um caso com um jovem miche! Um vilão gay enrustido e assassino?! João Emanuel, o senhor gosta de uma polemica, hein... Félix que se cuide. Uma nova bixa má está a caminho. Aliás, Orlando será o grande rival de Romero e disputará com ele o comando de uma facção criminosa.


A vida já foi muito generosa com Feliciano Stewart (Marcos Caruso), primo de Gibson. Mas, como ele não é muito chegado ao trabalho e nunca soube administrar suas posses, a única coisa que tem hoje em dia é seu apartamento, uma cobertura decadente na zona sul do Rio de Janeiro. Mas isso nunca lhe roubou o bom humor e a leveza na forma como leva a vida. Se tem uma coisa que ele adora é ter a família reunida. Feliciano é pai de Vavá (Marcello Novaes), Dalila (Alexandra Richter) e Úrsula (Julia Rabelo). Por enquanto, somente Dalila lhe deu netos: Luana (Giovanna Lancelotti) e Kim (Felipe Roque). Ele é um pai e avô carinhoso, mas o clima na casa não é tranquilo, principalmente quando Mel (Fernanda Souza) aparece. Ela é amante de Vavá e faz o personal trainer rebolar para que sua esposa, a manicure Janete (Suzana Pires), não descubra esse caso.


Também há espaço na história para os amigos Oziel (Fábio Lago) e Rui (Bruno Mazzeo), que são vizinhos no fictício Morro da Macaca. Casado com Indira (Cris Vianna), Oziel vai acabar tendo um caso com Tina (Monique Alfradique), mulher do amigo. Ao saber do romance do marido com a vizinha, Indira vai esquecer até a sua religião para dar o troco: a evangélica seduzirá Rui e iniciará um caso com o melhor amigo do marido. O quarteto será o núcleo de humor da história e eu já estou com um pé atrás em relação a esse núcleo. Verdade seja dita, as tramas paralelas do João Emanuel Carneiro são quase sempre bobas e fracas demais e avulsas à história principal.


Embora não esteja sendo anunciada nas chamadas, Débora Evelyn também estará na novela. E fazendo uma personagem de grande importância: Kiki Stewart, ex-esposa de Romero Rômulo e mãe adotiva de Dante que foi sequestrada a muito tempo e dada como morta. Mas o que ninguém sabe é que a vilã planejou seu próprio sequestro para dar um golpe nos pais, Gibson e Nora, e receber uma grana pelo resgate. Não satisfeita com o que recebe, ela retorna anos depois à mansão disposta a fazer coisas ainda piores, como destruir todos os seus familiares. Seu objetivo é ficar com toda a fortuna dos Stewarts e, para isso, será capaz de tudo. Até mesmo de tentar matar os próprios pais. Atena que se cuide! Kiki tem tudo pra roubar a cena e ser a grande vilã da história.



Parte do sucesso de Avenida Brasil deveu-se à direção primorosa e cinematográfica de Amora Mautner. As cenas, tomadas e fotografia, aliados ao ritmo alucinante e com ganchos bombásticos da história, se aproximaram muito do estilo dos filmes de ação e suspense de Hollywood. Outro grande trunfo de Avenida Brasil era a naturalidade. Amora incentivou a espontaneidade e improviso nas cenas da família Tufão (Murílo Benício). A diretora pediu permissão ao autor para indicar aos atores que eles pudessem colocar cacos que tivessem a ver com essa família suburbana e a deixassem mais real diante das câmeras. E sabe de uma coisa? Deu super certo! O riso era garantido com a comodidade nas atuações deste núcleo. E Amora já preparou uma grande novidade para A Regra do Jogo que pretende revolucionar o modo de se fazer novelas na Globo. Ao invés de se posicionarem para as câmeras, os atores atuarão no cenário como se estivessem em um reality show. Serão usadas oito câmeras em cena, sendo duas robôs, espalhadas pelo cenário. Algumas são acomodadas de forma que os atores não saibam onde estão. É como se eles atuassem sem atuar, como se estivessem sendo realmente os seus respectivos personagens. Assim, a novela visa dar mais realismo capitando todos os ângulos da cena. Genial, né?



Como bem disse no início desse texto, a nova novela das nove está cercada de muitas expectativas por ser do mesmo autor de Avenida Brasil. Porém, que fique bem claro que João Emanuel Carneiro não tem a menor obrigação de criar uma "Avenida Brasil 2", até porque cada novela é de um jeito. O autor, na verdade, terá que evitar ao máximo repetir situações do seu último trabalho de sucesso para evitar comparações desnecessárias e porque todos os autores que tentaram fazer isso até agora fracassaram (Geração Brasil tentou repetir a mesma fórmula de Cheias de Charme e se deu mal). E, analisando as chamadas da novela, me arrisco a dizer que A Regra do Jogo tá mais para A Favorita do que para Avenida Brasil (começando pela trilha sonora instrumental e os personagens que a gente não sabe se é mocinho ou vilão)! O único problema é que eu ainda não consegui pegar o conflito principal da novela. Aliás, parece não ter um fio condutor. As chamadas (bem fraquinhas, diga-se de passagem, depois de um teaser bafônico) deixaram a história confusa. Mas acho que isso é apenas uma estratégia para preservar o enredo. Enfim... Só nos resta aguardar a estreia e conferir o que este conjunto reserva para o público.


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